17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Pacto contra o desmatamento começa a dar resultado no Pará

Quase 90 municípios participam de programa de monitoramento.
Em Paragominas, devastação caiu 90% em três anos.

Em mais de 20 anos de monitoramento, o Pará sempre esteve entre os campeões do desmatamento na Amazônia. E a pecuária respondia por 90% das áreas de floresta derrubadas. Mas há dois anos, a história começou a mudar.

O Ministério Público Federal propôs um acordo aos dez maiores frigoríficos brasileiros. Eles só poderiam comprar carne de produtores que não desmatassem. Os fazendeiros deveriam ter o cadastro ambiental rural, uma espécie de ”CPF” da propriedade. E as fazendas não poderiam estar embargadas por desmatamento, trabalho escravo e grilagem de terra.

“O produtor rural, sabendo que o seu produto, a sua atividade, só sobreviverá a partir do momento em que ele atender as exigências do mercado, tem buscado uma conscientização maior”, diz o procurador da república Daniel Azeredo.

O trabalho do Ministério Público deu origem a um projeto maior. Este ano, todos os 144 municipios paraenses foram convidados a assinar um pacto para reduzir o desmatamento. A prefeitura que aderir ao programa, recebe dados de satélite que identificam em tempo real novas áreas desmatadas, facilitando a fiscalização. Nas cidades que cumprem as metas, os produtores têm licença pra vender carne e acesso a crédito. Já fazem parte do programa 89 municípios.

As fazendas cadastradas pularam de 600 (em 2009) para mais de 40 mil este ano. Por causa de seu tamanho, o Pará ainda responde sozinho por mais de metade de todo o desmatamento da Amazônia. Mas o projeto já levou a uma redução na devastação.

Segundo o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon, que faz o monitoramento da floresta por satélites, desde 2009, o desmatamento no Pará caiu 40%. Foram mil quilômetros quadrados a menos de floresta desmatada – o que equivale ao tamanho de Belém.

“O único fato que explica essa queda é o comportamento da parceria entre setor público, governo, ONGs, produtores rurais, Ministério Público, compradores, ter um comércio de utilidades, de várias matizes, inclusive uma vigiando outra, isso é importante, e isso está forçando a redução do desmatamento” diz o pesquisador do Imazon Adalberto Verissimo.

Paragominas
Um dos melhores exemplos de redução da devastação é o município de Paragominas.

“Nós chamamos a comunidade, explicamos que éramos a sintese da destruicao da Amazônia, tudo o que acontecia de ruim com a natureza era Paragominas, e nós precisavamos mudar essa realidade”, relata o prefeito de Paragominas Adnan Demachki. Em três anos, as propriedades foram cadastradas e o desmatamento caiu 90%.

“A gente tem que trazer para a legalidade as propriedades e dar condição para as pessoas para poderem trabalhar dentro da legalidade”, dizo produtor Mauro Lucio Costa, que conseguiu dobrar a produtividade com apoio técnico e recursos que Paragominas está recebendo por se tornar ”um municipio verde”. Em contrapartida, o fazendeiro tem a obrigação de manter a floresta em pé e recuperar áreas degradadas.

Ações como a de Costa ajudaram Paragominas a sair da lista negra do Ministério do Meio Ambiente, dos municípios que mais desmatam. O município também adotou projetos de educação ambiental nas escolas que servirão de modelo para todos o estado.

 

Fonte: Do Globo Natureza, com informações do Jornal Nacional


5 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Ibama encontra área desmatada maior do que o Recife no Pará

Durante os sete primeiros meses deste ano, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do Pará encontrou 25,2 mil hectares de desmatamentos irregulares em todo o Estado. Uma área maior que a cidade de Recife, por exemplo, que tem 21,7 mil hectares.

Todas as áreas flagradas pelo órgão foram embargadas e não terão mais condições de receber qualquer outro tipo de atividade agrícola ou comercial. Durante 15 operações de fiscalização no Pará, o Ibama aplicou R$ 238,5 milhões em multas (média de R$ 34 milhões ao mês), apreendeu 44 tratores e 59 motosserras. As operações se concentraram na região sudeste e sudoeste do Estado. Estas operações resultaram em 211 notificações e 477 autuações pelo órgão.

Neste período também ocorreu uma intensificação ao combate a madeireiras que extraíram material ilegal da floresta amazônica, segundo o órgão. Foram 22 madeireiras fechadas em sete meses. A maioria na cidade de Nova Ipixuna, onde morreu o casal de extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo em maio.

A direção do Ibama no Pará afirmou que estas operações tiveram também como consequência direta a queda no desmatamento no Estado. Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento no Estado caiu aproximadamente 15% entre agosto de 2010 e julho de 2011.

Fonte: Wilson Lima/ Portal iG


22 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento com ‘correntão’ é flagrado em fazenda no Pará

Um desmatamento ilegal com uso de “correntão” (corrente com elos grandes puxada por dois tratores para derrubar as árvores)  foi interrompido numa fazenda de gado em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, por agentes do Ibama. Os fiscais chegaram ao local nesta quarta-feira (20) de helicóptero e encontraram 233 hectares (2,3 milhões de m²) de mata derrubados. Foram apreendidos dois tratores e 800 metros de corrente.

O responsável pela área levou multa de R$ 1,1 milhão. Segundo o Ibama, ele declarou ser dono de 20 mil hectares (200 km²) de terras na região no Cadastro Ambiental Rural. O órgão ambiental desconfia de que ele esteja tentando grilar essa área. A zona desmatada foi embargada e não poderá ser alvo de regularização fundiária, informa o órgão ambiental.

Fonte: Globo Natureza

Na imagem acima, trator apreendido pelos agentes do Ibama. Abaixo, o correntão estendido no terreno, visto do alto. (Foto: Luciano Dias - Ibama / Divulgação)

Na imagem de cima, trator apreendido pelos agentes do Ibama. Abaixo, o correntão estendido no terreno, visto do alto. (Foto: Luciano Dias - Ibama / Divulgação)


6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Teste de DNA aponta irregularidade no comércio de barbatana de tubarão

Amostras de barbatanas de tubarão apreendidas pelo Ibama no Pará passaram por uma análise de DNA na Universidade Estadual Paulista (Unesp) que demonstrou que não há rigor no controle das espécies pescadas. De 152 amostras analisadas, 31% não correspondiam à espécie declarada pela empresa autuada – tubarão-azul, muito comum no litoral brasileiro.

A legislação exige 100% de precisão para não colocar em risco espécies ameaçadas. Pelo menos duas outras espécies foram identificadas neste caso.

As barbatanas de tubarão normalmente são apreendidas sem o resto do peixe, que muitas vezes é descartado ainda no mar por não ser economicamente interessante trazê-lo para terra. Essa prática proibida é conhecida como “finning”.

As amostras analisadas fazem parte de uma apreensão de 3,3 toneladas de barbatanas que estavam em poder de uma empresa que não conseguiu comprovar a venda das carcaças dos animais. O Globo Natureza tentou entrar em contato com a companhia, mas não havia ninguém disponível para comentar.

O destino principal das barbatanas de tubarão capturadas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil é o mercado asiático, segundo o Ibama. Até 100 milhões de tubarões são abatidos anualmente no mundo, segundo estimativas do setor.

Na China, por exemplo, a sopa de barbatana de tubarão é um prato caro e muito apreciado. Para uma mesa ocidental, a iguaria nada tem de especial: um líquido pegajoso e sem graça, tendo como um único sabor o da salsa que o acompanha.

Mas para os chineses, a barbatana de tubarão é uma experiência culinária fora do comum, e o sabor é o que menos importa.

Como o prato custa caro, consumi-lo ou oferecê-lo a parceiros de negócios, familiares ou amigos garante status social, um elemento chave na cultura chinesa.

“Os banquetes importantes, em particular os casamentos, incluem a sopa. Isso é muito importante para a classe média, que pode mostrar, assim, à sociedade que também pode se servir o prato”, explica Veronika Mak, antropóloga da Universidade de Hong Kong.

Tamanho – O tamanho e o aspecto da barbatana é o que importa na preparação da sopa. As dorsais são mais caras que as ventrais ou peitorais, mas a cauda também é bastante apreciada, segundo os vendedores. As partes do tubarão-tigre são as mais procuradas.

De acordo com a medicina tradicional chinesa, comer barbatanas fortalece a saúde e os ossos.

No restaurante Fung Shing, em Hong Kong, responsável pelo preparo de 200 kg de barbatanas por semana, uma sopa para 12 pessoas custa 1.080 dólares de Hong Kong (cerca de R$ 217).

“Se você organiza um banquete, é falta de etiqueta não oferecer a sopa de barbatana”, afirma Tam Kwok King, dono do estabelecimento.

Na cozinha, as barbatanas secas são colocadas na água por horas, até que fiquem com uma aparência pegajosa, quando são colocadas numa panela com especiarias e temperos. Depois, elas são transferidas para a sopa, que será cozinhada em fogo baixo por cerca de quatro horas, até que as barbatanas fiquem transparentes e reduzidas.

O sucesso desta sopa entre os chineses provoca a drástica redução da população de tubarões, predadores que desempenham papel chave na cadeia alimentar submarina, reclamam os ambientalistas, que criticam ainda o “finning” por fazer com que o peixe morra lentamente por não poder mais nadar.

“A maioria dos meus amigos pensa que consumir as barbatanas de vez em quando não representa um problema. Mas é o consumo ocasional que leva numerosos barcos a caçar tubarões no mundo”, afirma Silvy Pun, representante do Fundo Mundial da Natureza (WWF, na sigla em inglês), em Hong Kong. “Matamos um tubarão somente para consumir 2,5% dele quando são necessários dez anos para que ele alcance a maturidade”, lamenta.

Fonte: G1


30 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ibama identifica extração ilegal de madeira em área de crimes no Pará

Operação encontrou 14 locais de desmate e 120 fornos clandestinos.
Ambientalistas e agricultor foram mortos nesta região em cinco dias.

Operação deflagrada neste fim de semana por agentes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em Nova Ipixuna, no Pará, identificou 14 pontos ilegais de desmatamento na floresta Amazônica, 13 locais de extração clandestina de lenha e madeira, além de 120 fornos utilizados na produção indevida de carvão vegetal.

A fiscalização é um desdobramento da Operação Disparada (que combate o desmatamento na Amazônia) e ocorre em resposta aos crimes ambientais praticados na região, denunciados pelo casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, morto em uma ‘tocaia’ na última terça-feira (24) em uma estrada rural do município.

Área desmatada encontrada por agentes do Ibama na região de Nova Ipixuna (PA) durante operação neste fim de semana (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

Área desmatada encontrada por agentes do Ibama na região de Nova Ipixuna (PA) durante operação neste fim de semana (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

 

De acordo com balanço divulgado pela instituição neste domingo (29), os desmatamentos encontrados estavam dentro de APPs (Áreas de Proteção Permanente) e foram realizados para favorecer a agricultura local. Árvores como a Castanheira foram as mais derrubadas.

Participaram da ação 20 agentes do Ibama que atuavam na operação Disparada (que combate o desmatamento ilegal em outras frentes), além da Polícia Rodoviária Federal.

Forno é destruído por agentes do Ibama em operação contra o desmate ilegal em Nova Ipixuna (PA) (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

Forno é destruído por agentes do Ibama em operação contra o desmate ilegal em Nova Ipixuna (PA) (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

 

“No ranking nacional de desmatamento, Nova Ipixuna está na posição 68º. O município de 15 mil habitantes e com uma extensa zona rural desmatou 72% da vegetação original. Não havia fiscalização antes aqui porque não tinha indicação de polígonos de desmatamento (constatado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, através de imagens de satélite). Mas com os assassinatos, deslocamos gente para a região e vamos intensificar os trabalhos por tempo indeterminado”, afirmou Marco Vidal, coordenador da operação do Ibama em Nova Ipixuna.

Nova Ipixuna (Foto: Editoria de arte/G1)

Nova Ipixuna (Foto: Editoria de arte/G1)

Apreensão
Dois tratores utilizados na derrubada das árvores foram apreendidos durante a operação e o proprietário já foi identificado. “Ninguém ainda foi preso, mas haverá aplicação de multas para os assentados que podem variar entre R$ 1.000 e R$ 5.000. Várias das madeireiras ilegais que flagramos nesta operação são reincidentes nas ações ilegais”, disse Vidal.

No sábado (28), os agentes do Ibama e da Polícia Rodoviária encontraram o corpo do agricultor Eremilton Pereira dos Santos, de 25 anos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, já que é o segundo registro de mortes envolvendo moradores da região de Nova Ipixuna. Apesar disto, o delegado responsável pelo caso nega elo entre o assassinato dos ambientalistas e a morte de Pereira dos Santos.

Fonte: Eduardo Carvalho, Do Globo Natureza, em São Paulo.


24 de março de 2011 | nenhum comentário »

Pará lança programa ambiental contra desmatamento da Amazônia

Representantes do governo federal e do estado do Pará lançaram nesta quarta-feira (23) um programa que prevê a criação de um observatório ambiental no estado e dá vantagens a municípios que se comprometeram a não desmatar a floresta amazônica. O programa ‘Municípios Verdes’ também regulamenta o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ‘Ecológico’ e a assinatura de termos para acelerar a regularização de terras no Pará.

O lançamento ocorreu no município de Paragominas, escolhido por ter sido o primeiro do país ao conseguir sair, em março de 2010, da lista de maiores desmatadores da Amazônia. Atualmente, 75 municípios no estado se comprometeram a dar fim à derrubada da floresta, em um acordo que começou em 2009 com o Ministério Público do Pará (MPF-PA).

Por meio do acordo, proprietários de fazendas ganham mais tempo para regularizar seus cadastros ambientais e agilizar licenciamentos. O prazo depende do tamanho da propriedade. Segundo o MPF, apenas 900 propriedades tinham o cadastro rural no estado no início de 2009, mas o número saltou para 48,3 mil em janeiro de 2011.

Parte do estímulo aos fazendeiros está no ingresso de grandes redes de frigoríficos no acordo, como o Bertin e o Minerva, que passaram a negociar apenas com fornecedores adequados à legislação ambiental. Apesar do interesse das prefeituras, apenas Paragominas deixou a lista de maiores desmatadores até agora.

O município serviu de exemplo e ajudou a elaborar um guia em conjunto com a organização não governamental (ONG) Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O livreto, também lançado nesta quarta, servirá de base para outros municípios do programa, que ainda prevê recuperar áreas de preservação permanente ou degradadas.

Por meio do ICMS ‘Ecológico’, mecanismo já adotado em outros estados no país, municípios do Pará poderão receber incentivos pela proteção de reservas naturais, unidades de conservação e parques nacionais. A medida baseia-se nos artigos 155 e 158 da Constituição, que consideram o repasse obrigatório de arrecadações do ICMS aos municípios, e na possibilidade de o estado reconhecer critérios ambientais para compensar prefeituras que protegem o meio ambiente.

Fonte: G1


2 de março de 2011 | nenhum comentário »

Começa a valer acordo entre MPF e fazendeiros por desmatamento zero

O Ministério Público Federal do Pará informou que começou a valer nesta terça-feira (1º) acordo por meio do qual alguns dos maiores frigoríficos do Brasil, como o Minerva e o Bertin, farão negócios apenas com proprietários rurais com pedido de licenciamento ambiental e com terrenos em municípios signatários da medida. O objetivo é acabar com o desmatamento ilegal.

Um total de 58 municípios, de 144 no estado do Pará, assinaram o termo de compromisso com o MPF até esta segunda-feira (28), data limite para a adesão ao acordo. Municípios que assinaram o termo garantiram maior prazo a produtores rurais para pedirem licenciamento.

Com o novo termo, propriedades com mais de 3 mil hectares terão até 30 de agosto para pedir licenciamento. Terrenos com área entre 500 e 3 mil hectares terão até 31 de dezembro. Propriedades menores poderão pedir licenciamento até meados de 2012, segundo o MPF.

O termo também foi assinado por 80 empresários, que se comprometem a não fazer negócios com fazendas fora dos municípios comprometidos com desmatamento ilegal na Amazônia. A restrição amplia-se a fazendeiros que estimulem trabalho escravo, que tenham invadido terras públicas ou praticado outros crimes ambientais.

Apenas cerca de 900 propriedades rurais tinham cadastro ambiental no início de 2009, quando o MPF do Pará começou a propor novos acordos. Em janeiro de 2011, 48,3 mil áreas já estavam registradas.

the usual suspects stream online

Fonte: G1


28 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisa descobre 7 novas espécies de microalgas no Pará

Em apenas 10 amostras analisadas, uma pesquisa feita em lagos e banhados na região de Carajás, no Pará, resultou na descoberta de sete novas espécies de diatomáceas (microalgas). O trabalho faz parte do pós-doutorado da bióloga Ana Luiza Burliga Miranda, que afirma que as características da região indicam que as novas espécies são endêmicas, ou seja, só existem lá. Segundo a bióloga, 54 amostras ainda esperam análise e podem conter muitas outras espécies desconhecidas.

A cientista explica que as diatomáceas são a base da cadeia alimentar aquática – sem elas, não existiriam os demais seres vivos. Além disso, as espécies descobertas são de gêneros que indicam um ambiente bem específico e preservado.

A bióloga diz ainda que o fato de terem sido descobertas tantas espécies em tão poucas amostras indica que pouco sabemos ainda sobre a biodiversidade da região, e mesmo assim a ação do homem está acabando com outros seres vivos que ainda nem foram vistos. “O ambiente está sendo detonado e a gente ainda não conhece bem nossa biodiversidade”, afirma.

Ana Luiza afirma também que as novas espécies vivem em um ambiente limpo, preservado, de banhados e lagoas, com água um pouco mais ácida que o normal, com poucos nutrientes e acima de 700 m de altitude. Segundo a pesquisadora, todas essas características indicam que as espécies são endêmicas e, além disso, podem ser muito suscetíveis à interferência do homem, como a poluição, que pode acabar com o equilíbrio desse ambiente.

Falta de especialistas qualificados – A bióloga critica a falta de pesquisa no Brasil. “Faltam instituições e mais pessoal qualificado. (…) A gente tem poucos centros de excelência em diatomáceas no Brasil”.

Por outro lado, ela elogia os incentivos dados pelo governo federal, que, pelo menos na área dela, cresceram muito. “Eu tenho 46 anos. Eu tinha 20 quando comecei a pesquisar e a gente não via nada (de incentivo)”.

Fonte: Portal Terra


8 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Falso plano de manejo permite venda de 6,5 mil m³ de madeira no Pará

Fiscais do Ibama flagraram falso plano de manejo florestal usado por uma fazenda no município de Santana do Araguaia, no Pará, para movimentar 6,5 mil metros cúbicos de madeira nativa amazônica como se o produto tivesse origem legal, informou o órgão nesta segunda-feira (7).

A quantidade de madeira seria suficiente para encher cerca de 250 carretas de caminhões. O produto foi registrado no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), que controla a compra e venda de madeira no Pará.

De acordo com a instituição ambiental, a propriedade estava embargada desde 2006, mas conseguiu em 2010 autorização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema-PA) para explorar madeira da Amazônia. Nos limites da fazenda, porém, havia matas secundárias e pastos degradados, segundo o Ibama, que multou o proprietário em R$ 80 milhões.

A atividade ilegal foi descoberta durante operação do Ibama realizada na segunda metade de janeiro em uma área de 72 mil hectares, distribuída por 5 municípios no sudeste do estado. O objetivo da ação era vistoriar fazendas embargadas que tiveram a criação de gado proibida para permitir a regeneração natural da floresta amazônica.

Fiscais do órgão, no entanto, encontraram novos bois sendo criados nas propriedades, que foram embargadas por praticarem o desmatamento ilegal. No total, nove fazendas não respeitaram o embargo que permitiria a regeneração natural da floresta.

Segundo o coordenador da operação, Diego Guimarães, já seria possível haver novas matas nos locais se a proibição fosse respeitada. O órgão aplicou R$ 155 milhões em multas e estabeleceu um prazo de 30 dias para os fazendeiros retirarem o gado das áreas fiscalizadas.

Fonte: Globo Natureza

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3 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Serviço Florestal demarca área de concessão em floresta pública no Pará

Equipes foram a campo colocar marcos e placas para identificar limites das unidades de manejo da Flona Saracá-Taquera (PA). Trabalho na Flona levou três meses

O Serviço Florestal Brasileiro entregou nesta quarta-feira (2) às duas empresas que venceram a concessão na Floresta Nacional (Flona) de Saracá-Taquera os documentos sobre a demarcação de uma área de 48 mil hectares que será manejada por elas.

Neles está registrado o trabalho de delimitação das duas unidades de manejo concedidas e a localização dos elementos para identificar o perímetro da área, como os marcos geodésicos (pequenas estruturas de concreto com uma placa de metal que traz as coordenadas do local) e placas de sinalização.

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A partir dessas referências colocadas diretamente na floresta, as empresas concessionárias saberão exatamente o local que podem usar. A demarcação evita que a extração de madeira ocorra fora da unidade de manejo e também dá ao Estado condições de ter maior controle sobre a área, afirma o geógrafo da Gerência de Cadastro do Serviço Florestal, Rodrigo Santos.

Como a demarcação é uma responsabilidade compartilhada entre o Serviço Florestal e os concessionários por cláusula contratual, estes últimos têm até cinco anos para completar a demarcação das unidades de manejo com marcos secundários, mantendo a linha divisória da unidade de manejo bem visível através de uma picada de dois metros de largura.

Segundo a diretora de Pesquisa e Informação Florestal do Serviço Florestal, Cláudia Azevedo-Ramos, a demarcação das unidades motivada pelas concessões contribui para conhecer no campo, e não apenas no papel, os limites das florestas públicas. No Brasil são poucas as unidades de conservação demarcadas, e este é um benefício palpável das concessões, afirma.

Atividades – As equipes responsáveis pela atividade levaram três meses para percorrer os 51 locais onde foram instalados marcos e os 37 pontos de acesso às unidades de manejo – como igarapés e estradas – em que foram postas as placas de sinalização para indicar que aquela é uma área concedida. Foram mais de 200 quilômetros de trilha na floresta, percorridas de barco, de jipe 4×4 e, na maioria das vezes, a pé.

Para garantir a exatidão dos pontos de limite das unidades de manejo, foi usado um tipo especial de GPS (equipamento que fornece a localização de qualquer ponto no planeta a partir de um sistema de posicionamento via satélite) que fornece números com a precisão de milímetros.

Em cada local, o aparelho era colocado por pelo menos cinco horas em cima de um apoio onde seria implantado o marco. Ao final desse período, as coordenadas estavam refinadas o suficiente para serem registradas pelas equipes de campo, formadas por topógrafos, calculistas, digitadores de dados, engenheiros e técnicos de apoio logístico.

A sinalização das unidades de manejo foi complementada com a marcação de três árvores próximas a cada marco geodésico. Elas receberam uma placa de metal, colocada sobre parte do tronco com pintura amarela, que informa a direção e a distância para o marco.

Manejo – A Flona de Saracá-Taquera foi a segunda no país a passar pelo processo de concessão florestal, que destina áreas de floresta à extração de madeira de forma sustentável e mediante pagamento ao governo. As duas empresas foram escolhidas em agosto de 2010, em um processo licitatório que abrange critérios ambientais e sociais.

As concessionárias são responsáveis por apresentar o Plano de Manejo Florestal Sustentável ao Ibama, que traz o planejamento do uso da área durante os 40 anos do contrato assinado com o Serviço Florestal. (Fonte: MMA)


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17 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Pacto contra o desmatamento começa a dar resultado no Pará

Quase 90 municípios participam de programa de monitoramento.
Em Paragominas, devastação caiu 90% em três anos.

Em mais de 20 anos de monitoramento, o Pará sempre esteve entre os campeões do desmatamento na Amazônia. E a pecuária respondia por 90% das áreas de floresta derrubadas. Mas há dois anos, a história começou a mudar.

O Ministério Público Federal propôs um acordo aos dez maiores frigoríficos brasileiros. Eles só poderiam comprar carne de produtores que não desmatassem. Os fazendeiros deveriam ter o cadastro ambiental rural, uma espécie de ”CPF” da propriedade. E as fazendas não poderiam estar embargadas por desmatamento, trabalho escravo e grilagem de terra.

“O produtor rural, sabendo que o seu produto, a sua atividade, só sobreviverá a partir do momento em que ele atender as exigências do mercado, tem buscado uma conscientização maior”, diz o procurador da república Daniel Azeredo.

O trabalho do Ministério Público deu origem a um projeto maior. Este ano, todos os 144 municipios paraenses foram convidados a assinar um pacto para reduzir o desmatamento. A prefeitura que aderir ao programa, recebe dados de satélite que identificam em tempo real novas áreas desmatadas, facilitando a fiscalização. Nas cidades que cumprem as metas, os produtores têm licença pra vender carne e acesso a crédito. Já fazem parte do programa 89 municípios.

As fazendas cadastradas pularam de 600 (em 2009) para mais de 40 mil este ano. Por causa de seu tamanho, o Pará ainda responde sozinho por mais de metade de todo o desmatamento da Amazônia. Mas o projeto já levou a uma redução na devastação.

Segundo o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia, o Imazon, que faz o monitoramento da floresta por satélites, desde 2009, o desmatamento no Pará caiu 40%. Foram mil quilômetros quadrados a menos de floresta desmatada – o que equivale ao tamanho de Belém.

“O único fato que explica essa queda é o comportamento da parceria entre setor público, governo, ONGs, produtores rurais, Ministério Público, compradores, ter um comércio de utilidades, de várias matizes, inclusive uma vigiando outra, isso é importante, e isso está forçando a redução do desmatamento” diz o pesquisador do Imazon Adalberto Verissimo.

Paragominas
Um dos melhores exemplos de redução da devastação é o município de Paragominas.

“Nós chamamos a comunidade, explicamos que éramos a sintese da destruicao da Amazônia, tudo o que acontecia de ruim com a natureza era Paragominas, e nós precisavamos mudar essa realidade”, relata o prefeito de Paragominas Adnan Demachki. Em três anos, as propriedades foram cadastradas e o desmatamento caiu 90%.

“A gente tem que trazer para a legalidade as propriedades e dar condição para as pessoas para poderem trabalhar dentro da legalidade”, dizo produtor Mauro Lucio Costa, que conseguiu dobrar a produtividade com apoio técnico e recursos que Paragominas está recebendo por se tornar ”um municipio verde”. Em contrapartida, o fazendeiro tem a obrigação de manter a floresta em pé e recuperar áreas degradadas.

Ações como a de Costa ajudaram Paragominas a sair da lista negra do Ministério do Meio Ambiente, dos municípios que mais desmatam. O município também adotou projetos de educação ambiental nas escolas que servirão de modelo para todos o estado.

 

Fonte: Do Globo Natureza, com informações do Jornal Nacional


5 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Ibama encontra área desmatada maior do que o Recife no Pará

Durante os sete primeiros meses deste ano, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) do Pará encontrou 25,2 mil hectares de desmatamentos irregulares em todo o Estado. Uma área maior que a cidade de Recife, por exemplo, que tem 21,7 mil hectares.

Todas as áreas flagradas pelo órgão foram embargadas e não terão mais condições de receber qualquer outro tipo de atividade agrícola ou comercial. Durante 15 operações de fiscalização no Pará, o Ibama aplicou R$ 238,5 milhões em multas (média de R$ 34 milhões ao mês), apreendeu 44 tratores e 59 motosserras. As operações se concentraram na região sudeste e sudoeste do Estado. Estas operações resultaram em 211 notificações e 477 autuações pelo órgão.

Neste período também ocorreu uma intensificação ao combate a madeireiras que extraíram material ilegal da floresta amazônica, segundo o órgão. Foram 22 madeireiras fechadas em sete meses. A maioria na cidade de Nova Ipixuna, onde morreu o casal de extrativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo em maio.

A direção do Ibama no Pará afirmou que estas operações tiveram também como consequência direta a queda no desmatamento no Estado. Segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento no Estado caiu aproximadamente 15% entre agosto de 2010 e julho de 2011.

Fonte: Wilson Lima/ Portal iG


22 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento com ‘correntão’ é flagrado em fazenda no Pará

Um desmatamento ilegal com uso de “correntão” (corrente com elos grandes puxada por dois tratores para derrubar as árvores)  foi interrompido numa fazenda de gado em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, por agentes do Ibama. Os fiscais chegaram ao local nesta quarta-feira (20) de helicóptero e encontraram 233 hectares (2,3 milhões de m²) de mata derrubados. Foram apreendidos dois tratores e 800 metros de corrente.

O responsável pela área levou multa de R$ 1,1 milhão. Segundo o Ibama, ele declarou ser dono de 20 mil hectares (200 km²) de terras na região no Cadastro Ambiental Rural. O órgão ambiental desconfia de que ele esteja tentando grilar essa área. A zona desmatada foi embargada e não poderá ser alvo de regularização fundiária, informa o órgão ambiental.

Fonte: Globo Natureza

Na imagem acima, trator apreendido pelos agentes do Ibama. Abaixo, o correntão estendido no terreno, visto do alto. (Foto: Luciano Dias - Ibama / Divulgação)

Na imagem de cima, trator apreendido pelos agentes do Ibama. Abaixo, o correntão estendido no terreno, visto do alto. (Foto: Luciano Dias - Ibama / Divulgação)


6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Teste de DNA aponta irregularidade no comércio de barbatana de tubarão

Amostras de barbatanas de tubarão apreendidas pelo Ibama no Pará passaram por uma análise de DNA na Universidade Estadual Paulista (Unesp) que demonstrou que não há rigor no controle das espécies pescadas. De 152 amostras analisadas, 31% não correspondiam à espécie declarada pela empresa autuada – tubarão-azul, muito comum no litoral brasileiro.

A legislação exige 100% de precisão para não colocar em risco espécies ameaçadas. Pelo menos duas outras espécies foram identificadas neste caso.

As barbatanas de tubarão normalmente são apreendidas sem o resto do peixe, que muitas vezes é descartado ainda no mar por não ser economicamente interessante trazê-lo para terra. Essa prática proibida é conhecida como “finning”.

As amostras analisadas fazem parte de uma apreensão de 3,3 toneladas de barbatanas que estavam em poder de uma empresa que não conseguiu comprovar a venda das carcaças dos animais. O Globo Natureza tentou entrar em contato com a companhia, mas não havia ninguém disponível para comentar.

O destino principal das barbatanas de tubarão capturadas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil é o mercado asiático, segundo o Ibama. Até 100 milhões de tubarões são abatidos anualmente no mundo, segundo estimativas do setor.

Na China, por exemplo, a sopa de barbatana de tubarão é um prato caro e muito apreciado. Para uma mesa ocidental, a iguaria nada tem de especial: um líquido pegajoso e sem graça, tendo como um único sabor o da salsa que o acompanha.

Mas para os chineses, a barbatana de tubarão é uma experiência culinária fora do comum, e o sabor é o que menos importa.

Como o prato custa caro, consumi-lo ou oferecê-lo a parceiros de negócios, familiares ou amigos garante status social, um elemento chave na cultura chinesa.

“Os banquetes importantes, em particular os casamentos, incluem a sopa. Isso é muito importante para a classe média, que pode mostrar, assim, à sociedade que também pode se servir o prato”, explica Veronika Mak, antropóloga da Universidade de Hong Kong.

Tamanho – O tamanho e o aspecto da barbatana é o que importa na preparação da sopa. As dorsais são mais caras que as ventrais ou peitorais, mas a cauda também é bastante apreciada, segundo os vendedores. As partes do tubarão-tigre são as mais procuradas.

De acordo com a medicina tradicional chinesa, comer barbatanas fortalece a saúde e os ossos.

No restaurante Fung Shing, em Hong Kong, responsável pelo preparo de 200 kg de barbatanas por semana, uma sopa para 12 pessoas custa 1.080 dólares de Hong Kong (cerca de R$ 217).

“Se você organiza um banquete, é falta de etiqueta não oferecer a sopa de barbatana”, afirma Tam Kwok King, dono do estabelecimento.

Na cozinha, as barbatanas secas são colocadas na água por horas, até que fiquem com uma aparência pegajosa, quando são colocadas numa panela com especiarias e temperos. Depois, elas são transferidas para a sopa, que será cozinhada em fogo baixo por cerca de quatro horas, até que as barbatanas fiquem transparentes e reduzidas.

O sucesso desta sopa entre os chineses provoca a drástica redução da população de tubarões, predadores que desempenham papel chave na cadeia alimentar submarina, reclamam os ambientalistas, que criticam ainda o “finning” por fazer com que o peixe morra lentamente por não poder mais nadar.

“A maioria dos meus amigos pensa que consumir as barbatanas de vez em quando não representa um problema. Mas é o consumo ocasional que leva numerosos barcos a caçar tubarões no mundo”, afirma Silvy Pun, representante do Fundo Mundial da Natureza (WWF, na sigla em inglês), em Hong Kong. “Matamos um tubarão somente para consumir 2,5% dele quando são necessários dez anos para que ele alcance a maturidade”, lamenta.

Fonte: G1


30 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Ibama identifica extração ilegal de madeira em área de crimes no Pará

Operação encontrou 14 locais de desmate e 120 fornos clandestinos.
Ambientalistas e agricultor foram mortos nesta região em cinco dias.

Operação deflagrada neste fim de semana por agentes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em Nova Ipixuna, no Pará, identificou 14 pontos ilegais de desmatamento na floresta Amazônica, 13 locais de extração clandestina de lenha e madeira, além de 120 fornos utilizados na produção indevida de carvão vegetal.

A fiscalização é um desdobramento da Operação Disparada (que combate o desmatamento na Amazônia) e ocorre em resposta aos crimes ambientais praticados na região, denunciados pelo casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, morto em uma ‘tocaia’ na última terça-feira (24) em uma estrada rural do município.

Área desmatada encontrada por agentes do Ibama na região de Nova Ipixuna (PA) durante operação neste fim de semana (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

Área desmatada encontrada por agentes do Ibama na região de Nova Ipixuna (PA) durante operação neste fim de semana (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

 

De acordo com balanço divulgado pela instituição neste domingo (29), os desmatamentos encontrados estavam dentro de APPs (Áreas de Proteção Permanente) e foram realizados para favorecer a agricultura local. Árvores como a Castanheira foram as mais derrubadas.

Participaram da ação 20 agentes do Ibama que atuavam na operação Disparada (que combate o desmatamento ilegal em outras frentes), além da Polícia Rodoviária Federal.

Forno é destruído por agentes do Ibama em operação contra o desmate ilegal em Nova Ipixuna (PA) (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

Forno é destruído por agentes do Ibama em operação contra o desmate ilegal em Nova Ipixuna (PA) (Foto: Nelson Feitosa/Ibama)

 

“No ranking nacional de desmatamento, Nova Ipixuna está na posição 68º. O município de 15 mil habitantes e com uma extensa zona rural desmatou 72% da vegetação original. Não havia fiscalização antes aqui porque não tinha indicação de polígonos de desmatamento (constatado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, através de imagens de satélite). Mas com os assassinatos, deslocamos gente para a região e vamos intensificar os trabalhos por tempo indeterminado”, afirmou Marco Vidal, coordenador da operação do Ibama em Nova Ipixuna.

Nova Ipixuna (Foto: Editoria de arte/G1)

Nova Ipixuna (Foto: Editoria de arte/G1)

Apreensão
Dois tratores utilizados na derrubada das árvores foram apreendidos durante a operação e o proprietário já foi identificado. “Ninguém ainda foi preso, mas haverá aplicação de multas para os assentados que podem variar entre R$ 1.000 e R$ 5.000. Várias das madeireiras ilegais que flagramos nesta operação são reincidentes nas ações ilegais”, disse Vidal.

No sábado (28), os agentes do Ibama e da Polícia Rodoviária encontraram o corpo do agricultor Eremilton Pereira dos Santos, de 25 anos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, já que é o segundo registro de mortes envolvendo moradores da região de Nova Ipixuna. Apesar disto, o delegado responsável pelo caso nega elo entre o assassinato dos ambientalistas e a morte de Pereira dos Santos.

Fonte: Eduardo Carvalho, Do Globo Natureza, em São Paulo.


24 de março de 2011 | nenhum comentário »

Pará lança programa ambiental contra desmatamento da Amazônia

Representantes do governo federal e do estado do Pará lançaram nesta quarta-feira (23) um programa que prevê a criação de um observatório ambiental no estado e dá vantagens a municípios que se comprometeram a não desmatar a floresta amazônica. O programa ‘Municípios Verdes’ também regulamenta o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ‘Ecológico’ e a assinatura de termos para acelerar a regularização de terras no Pará.

O lançamento ocorreu no município de Paragominas, escolhido por ter sido o primeiro do país ao conseguir sair, em março de 2010, da lista de maiores desmatadores da Amazônia. Atualmente, 75 municípios no estado se comprometeram a dar fim à derrubada da floresta, em um acordo que começou em 2009 com o Ministério Público do Pará (MPF-PA).

Por meio do acordo, proprietários de fazendas ganham mais tempo para regularizar seus cadastros ambientais e agilizar licenciamentos. O prazo depende do tamanho da propriedade. Segundo o MPF, apenas 900 propriedades tinham o cadastro rural no estado no início de 2009, mas o número saltou para 48,3 mil em janeiro de 2011.

Parte do estímulo aos fazendeiros está no ingresso de grandes redes de frigoríficos no acordo, como o Bertin e o Minerva, que passaram a negociar apenas com fornecedores adequados à legislação ambiental. Apesar do interesse das prefeituras, apenas Paragominas deixou a lista de maiores desmatadores até agora.

O município serviu de exemplo e ajudou a elaborar um guia em conjunto com a organização não governamental (ONG) Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O livreto, também lançado nesta quarta, servirá de base para outros municípios do programa, que ainda prevê recuperar áreas de preservação permanente ou degradadas.

Por meio do ICMS ‘Ecológico’, mecanismo já adotado em outros estados no país, municípios do Pará poderão receber incentivos pela proteção de reservas naturais, unidades de conservação e parques nacionais. A medida baseia-se nos artigos 155 e 158 da Constituição, que consideram o repasse obrigatório de arrecadações do ICMS aos municípios, e na possibilidade de o estado reconhecer critérios ambientais para compensar prefeituras que protegem o meio ambiente.

Fonte: G1


2 de março de 2011 | nenhum comentário »

Começa a valer acordo entre MPF e fazendeiros por desmatamento zero

O Ministério Público Federal do Pará informou que começou a valer nesta terça-feira (1º) acordo por meio do qual alguns dos maiores frigoríficos do Brasil, como o Minerva e o Bertin, farão negócios apenas com proprietários rurais com pedido de licenciamento ambiental e com terrenos em municípios signatários da medida. O objetivo é acabar com o desmatamento ilegal.

Um total de 58 municípios, de 144 no estado do Pará, assinaram o termo de compromisso com o MPF até esta segunda-feira (28), data limite para a adesão ao acordo. Municípios que assinaram o termo garantiram maior prazo a produtores rurais para pedirem licenciamento.

Com o novo termo, propriedades com mais de 3 mil hectares terão até 30 de agosto para pedir licenciamento. Terrenos com área entre 500 e 3 mil hectares terão até 31 de dezembro. Propriedades menores poderão pedir licenciamento até meados de 2012, segundo o MPF.

O termo também foi assinado por 80 empresários, que se comprometem a não fazer negócios com fazendas fora dos municípios comprometidos com desmatamento ilegal na Amazônia. A restrição amplia-se a fazendeiros que estimulem trabalho escravo, que tenham invadido terras públicas ou praticado outros crimes ambientais.

Apenas cerca de 900 propriedades rurais tinham cadastro ambiental no início de 2009, quando o MPF do Pará começou a propor novos acordos. Em janeiro de 2011, 48,3 mil áreas já estavam registradas.

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Fonte: G1


28 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisa descobre 7 novas espécies de microalgas no Pará

Em apenas 10 amostras analisadas, uma pesquisa feita em lagos e banhados na região de Carajás, no Pará, resultou na descoberta de sete novas espécies de diatomáceas (microalgas). O trabalho faz parte do pós-doutorado da bióloga Ana Luiza Burliga Miranda, que afirma que as características da região indicam que as novas espécies são endêmicas, ou seja, só existem lá. Segundo a bióloga, 54 amostras ainda esperam análise e podem conter muitas outras espécies desconhecidas.

A cientista explica que as diatomáceas são a base da cadeia alimentar aquática – sem elas, não existiriam os demais seres vivos. Além disso, as espécies descobertas são de gêneros que indicam um ambiente bem específico e preservado.

A bióloga diz ainda que o fato de terem sido descobertas tantas espécies em tão poucas amostras indica que pouco sabemos ainda sobre a biodiversidade da região, e mesmo assim a ação do homem está acabando com outros seres vivos que ainda nem foram vistos. “O ambiente está sendo detonado e a gente ainda não conhece bem nossa biodiversidade”, afirma.

Ana Luiza afirma também que as novas espécies vivem em um ambiente limpo, preservado, de banhados e lagoas, com água um pouco mais ácida que o normal, com poucos nutrientes e acima de 700 m de altitude. Segundo a pesquisadora, todas essas características indicam que as espécies são endêmicas e, além disso, podem ser muito suscetíveis à interferência do homem, como a poluição, que pode acabar com o equilíbrio desse ambiente.

Falta de especialistas qualificados – A bióloga critica a falta de pesquisa no Brasil. “Faltam instituições e mais pessoal qualificado. (…) A gente tem poucos centros de excelência em diatomáceas no Brasil”.

Por outro lado, ela elogia os incentivos dados pelo governo federal, que, pelo menos na área dela, cresceram muito. “Eu tenho 46 anos. Eu tinha 20 quando comecei a pesquisar e a gente não via nada (de incentivo)”.

Fonte: Portal Terra


8 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Falso plano de manejo permite venda de 6,5 mil m³ de madeira no Pará

Fiscais do Ibama flagraram falso plano de manejo florestal usado por uma fazenda no município de Santana do Araguaia, no Pará, para movimentar 6,5 mil metros cúbicos de madeira nativa amazônica como se o produto tivesse origem legal, informou o órgão nesta segunda-feira (7).

A quantidade de madeira seria suficiente para encher cerca de 250 carretas de caminhões. O produto foi registrado no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), que controla a compra e venda de madeira no Pará.

De acordo com a instituição ambiental, a propriedade estava embargada desde 2006, mas conseguiu em 2010 autorização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará (Sema-PA) para explorar madeira da Amazônia. Nos limites da fazenda, porém, havia matas secundárias e pastos degradados, segundo o Ibama, que multou o proprietário em R$ 80 milhões.

A atividade ilegal foi descoberta durante operação do Ibama realizada na segunda metade de janeiro em uma área de 72 mil hectares, distribuída por 5 municípios no sudeste do estado. O objetivo da ação era vistoriar fazendas embargadas que tiveram a criação de gado proibida para permitir a regeneração natural da floresta amazônica.

Fiscais do órgão, no entanto, encontraram novos bois sendo criados nas propriedades, que foram embargadas por praticarem o desmatamento ilegal. No total, nove fazendas não respeitaram o embargo que permitiria a regeneração natural da floresta.

Segundo o coordenador da operação, Diego Guimarães, já seria possível haver novas matas nos locais se a proibição fosse respeitada. O órgão aplicou R$ 155 milhões em multas e estabeleceu um prazo de 30 dias para os fazendeiros retirarem o gado das áreas fiscalizadas.

Fonte: Globo Natureza

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3 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Serviço Florestal demarca área de concessão em floresta pública no Pará

Equipes foram a campo colocar marcos e placas para identificar limites das unidades de manejo da Flona Saracá-Taquera (PA). Trabalho na Flona levou três meses

O Serviço Florestal Brasileiro entregou nesta quarta-feira (2) às duas empresas que venceram a concessão na Floresta Nacional (Flona) de Saracá-Taquera os documentos sobre a demarcação de uma área de 48 mil hectares que será manejada por elas.

Neles está registrado o trabalho de delimitação das duas unidades de manejo concedidas e a localização dos elementos para identificar o perímetro da área, como os marcos geodésicos (pequenas estruturas de concreto com uma placa de metal que traz as coordenadas do local) e placas de sinalização.

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A partir dessas referências colocadas diretamente na floresta, as empresas concessionárias saberão exatamente o local que podem usar. A demarcação evita que a extração de madeira ocorra fora da unidade de manejo e também dá ao Estado condições de ter maior controle sobre a área, afirma o geógrafo da Gerência de Cadastro do Serviço Florestal, Rodrigo Santos.

Como a demarcação é uma responsabilidade compartilhada entre o Serviço Florestal e os concessionários por cláusula contratual, estes últimos têm até cinco anos para completar a demarcação das unidades de manejo com marcos secundários, mantendo a linha divisória da unidade de manejo bem visível através de uma picada de dois metros de largura.

Segundo a diretora de Pesquisa e Informação Florestal do Serviço Florestal, Cláudia Azevedo-Ramos, a demarcação das unidades motivada pelas concessões contribui para conhecer no campo, e não apenas no papel, os limites das florestas públicas. No Brasil são poucas as unidades de conservação demarcadas, e este é um benefício palpável das concessões, afirma.

Atividades – As equipes responsáveis pela atividade levaram três meses para percorrer os 51 locais onde foram instalados marcos e os 37 pontos de acesso às unidades de manejo – como igarapés e estradas – em que foram postas as placas de sinalização para indicar que aquela é uma área concedida. Foram mais de 200 quilômetros de trilha na floresta, percorridas de barco, de jipe 4×4 e, na maioria das vezes, a pé.

Para garantir a exatidão dos pontos de limite das unidades de manejo, foi usado um tipo especial de GPS (equipamento que fornece a localização de qualquer ponto no planeta a partir de um sistema de posicionamento via satélite) que fornece números com a precisão de milímetros.

Em cada local, o aparelho era colocado por pelo menos cinco horas em cima de um apoio onde seria implantado o marco. Ao final desse período, as coordenadas estavam refinadas o suficiente para serem registradas pelas equipes de campo, formadas por topógrafos, calculistas, digitadores de dados, engenheiros e técnicos de apoio logístico.

A sinalização das unidades de manejo foi complementada com a marcação de três árvores próximas a cada marco geodésico. Elas receberam uma placa de metal, colocada sobre parte do tronco com pintura amarela, que informa a direção e a distância para o marco.

Manejo – A Flona de Saracá-Taquera foi a segunda no país a passar pelo processo de concessão florestal, que destina áreas de floresta à extração de madeira de forma sustentável e mediante pagamento ao governo. As duas empresas foram escolhidas em agosto de 2010, em um processo licitatório que abrange critérios ambientais e sociais.

As concessionárias são responsáveis por apresentar o Plano de Manejo Florestal Sustentável ao Ibama, que traz o planejamento do uso da área durante os 40 anos do contrato assinado com o Serviço Florestal. (Fonte: MMA)


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