18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Parceria no manejo da água

O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Pedro Wilson Guimarães, empossou a diretoria provisória do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema. A solenidade aconteceu na noite desta terça-feira (17) em Londrina. Este é o 11º comitê de bacia de rio federal e o primeiro assinado pela presidenta Dilma Rousseff. As ações mostram o compromisso e o interesse do governo federal em estabelecer uma política do setor compartilhada com estados e municípios. “Temos muita água, mas precisamos estar atentos e trabalhando para proteção, uso e manejo dessa água”, ponderou Wilson.

O presidente interino do comitê será Jonel Nazareno Iurk, secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Paraná, tendo como secretário interino Walter Tesch, coordenador de Recursos Hídricos da Secretaria de Saneamento do Estado de São Paulo. O decreto que cria a o comitê de bacia foi assinado em junho. A área total é de 105.921 km² e se divide entre pontos nos estados do Paraná e de São Paulo. Apesar de a região ainda não apresentar problemas generalizados, a entidade evitará o surgimento de possíveis conflitos e garantirá a gestão integrada dos recursos disponíve is no local.

Acordo prévio – A assinatura do decreto permitiu a criação de um colegiado deliberativo responsável pelo debate de questões ligadas à bacia, além de sugerir providências necessárias ao cumprimento das metas e compromissos e estabelecer mecanismos de cobrança pelo uso dos recursos disponíveis na área. O comitê resultou da mobilização entre o poder público, os usuários da água e as organizações civis ligadas ao assunto. É a primeira entidade criada a partir da Resolução nº 109 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), de 2010, que exige a celebração de um acordo prévio entre a União e os estados.

Embora ainda não haja problema generalizado na bacia, foram encontradas situações em que a relação entre retirada total e disponibilidade hídrica se aproxima do estado crítico. Os elevados índices de erosão e o uso inadequado do solo também representam ameaças aos recursos presentes na região do Paranapanema.

Demanda – Dos 247 municípios inseridos na área do decreto, 218 têm sede urbana na Bacia do Rio Paranapanema, o que totaliza 4,6 milhões de habitantes, dos quais 85% correspondem à população urbana. Ao todo, 51% da região ficam no Paraná e 49%, em São Paulo. O curso d’água nasce na Serra dos Agudos Grandes, em Capão Bonito (SP), e se desenvolve ao longo de 929 km até chegar ao Rio Paraná.

A agricultura, a aquicultura o fornecimento de água para a criação de animais surgem como as principais atividades desenvolvidas na bacia, o que representa 39,7% da demanda total da região. Em seguida, vem o abastecimento público (31,12%), o uso industrial (20,99%) e outras finalidades (8,19%). Em São Paulo, o maior consumo decorre da agropecuária. Enquanto isso, no Paraná, o uso maior se refere a atividades urbanas.

O CBH do Paranapanema foi viabilizado depois da aprovação pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, em 16 de dezembro de 2010. O processo segue a legislação vigente e ocorre dentro da perspectiva de gestão participativa. Com isso, a região passa a formar uma unidade territorial contemplada com a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Existem, hoje, sete CBHs interestaduais no país nas seguintes bacias: Paraíba do Sul; Piracicaba, Capivari e Jundiaí; São Francisco; Doce; Paranaíba; Verde Grande; e Piranhas-Açu. A previsão, segundo o Mapa de Gestão, é que, até 2020, mais cinco comitês sejam criados.

 

Fonte: MMA


2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

PR quer compensar quem preserva o meio ambiente

O governo do Paraná enviou na última terça (27 de março 2012) à Assembleia Legislativa um projeto de lei que garante compensação financeira a quem preservar o meio ambiente em sua propriedade. Chamada de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), a medida está prevista para casos como preservação ou recuperação de vegetação nativa e conversação de recursos hídricos. A forma como a compensação vai ser feita – se por pagamento em dinheiro ou via abatimentos fiscais – será definida 90 dias após a entrada da lei em vigor.

Pela proposta, só terá direito ao benefício quem apresentar certidões negativas de débitos ambientais. No meio rural, os beneficiários deverão manter as áreas de preservação permanente e as de reserva legal conservadas e averbadas na matrícula do imóvel – ou seja, registradas em cartório e sem possibilidade de serem modificadas. Já em áreas urbanas, além de se enquadrar nas regras estabelecidas no projeto, é necessário respeitar o que determina o plano diretor de cada município. Além disso, o pagamento será suspenso se o beneficiário cometer algum crime ambiental ou desrespeitar as normas da proposta.

De acordo com o texto, o valor do pagamento será baseado no tamanho do imóvel e da área de vegetação nativa conservada, na qualidade da cobertura preservada e na região do estado onde ela estiver inserida. As especificações a respeito do pagamento, porém, só serão determinadas posteriormente pela Secretaria do Meio Ambiente. O único ponto já definido é que os recursos sairão do Fundo Estadual do Meio Ambiente e do Fundo Estadual de Recursos Hídricos. O dinheiro de ambos os fundos também será destinado à implantação da Política Estadual sobre a Mudança do Clima

Fonte: Rádio Cornélio


12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Trio é detido por caça e pesca ilegal no rio Tibagi

Foto retirada da câmera apreendida

Três pessoas foram detidas pela Polícia Ambiental por realizarem pesca ilegal no rio Tibagi, em Ibiporã. Na época de piracema, período de reprodução das espécies, a pesca é proibida. De acordo com os policiais, quatro pessoas foram flagradas pescando no rio, mas uma delas conseguiu fugir.
Foram presos Rodrigo José do Santos de 20 anos, Alessandro Almeida da Silva de 26 anos e Alex Daniel de 18 anos. Junto com eles foram apreendidos molinetes, varas de pesca, diversos peixes das espécies Mandi, Piau e Barbado. Também foi encontrado um lagarto morto.
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma câmera onde havia um conteúdo mostrando a morte do lagarto e também a caça e morte de um pica pau, que não foi localizado. Os acusados informaram que tinham conhecimento do ato ilícito, mas mesmo assim decidiram praticar o crime.
Os três foram conduzidos para a delegacia de Ibiporã e devem ser autuados pela prática de caça e pesca ilegal.

Fonte: Bonde

 


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Equipe faz inseminação artificial inédita em jaguatiricas no Brasil

Seis fêmeas receberam sêmen congelado durante procedimento no Paraná.
Técnica aumenta chances de evitar desaparecimento de espécies.

Pesquisadores brasileiros realizaram pela primeira vez no país um processo de inseminação artificial com sêmen congelado em seis fêmeas de jaguatirica (Leopardus pardalis), felino da Mata Atlântica que está na lista nacional dos animais ameaçados de extinção.

A experiência é parte de um estudo que tem o objetivo de melhorar o processo de reprodução de espécies em extinção em laboratório, o que aumentaria as chances de evitar o desaparecimento de exemplares.

Médicos veterinários, biólogos e outros profissionais ligados à Itaipu Binacional, empresa que administra a maior usina hidrelétrica do país, além de universidades do Paraná, participaram na última terça-feira (22) de procedimento de inseminação com sêmen congelado, chamado de “criopreservação de gametas”.

Três fêmeas foram levadas ao Hospital Veterinário mantido por Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). Outros três espécimes já haviam passado pelo mesmo processo em outubro. Os seis animais receberam um tratamento denominado “sincronização de cio”, que induz a ovulação.

As jaguatiricas receberam material genético colhido de machos que vivem no mesmo ambiente. A técnica consiste em aplicar o sêmen congelado e verificar se houve a fecundação.

“A inseminação com jaguatiricas já foi feita em laboratórios dos Estados Unidos e do Japão, mas até hoje temos relatos de que apenas quatro processos deram certo. Só ocorreram quatro nascimentos”, disse Wanderlei de Moraes, médico veterinário da Itaipu Binacional.

Moraes afirma que o grande desafio do procedimento é manter características vitais para a reprodução no esperma congelado. O resfriamento provoca a perda de estruturas como o acrossoma, enzima presente no espermatozóide que é responsável por auxiliá-lo no rompimento da parede do óvulo.

“Quando congela (o espermatozóide) você perde essa característica. Estamos estudando meios de melhorar o processo de congelamento do sêmen e evitar esta perda”, afirma o especialista.

Ultrassom
Na segunda quinzena de dezembro, três jaguatiricas já inseminadas passarão por exame de ultrassom, que vai verificar o processo de gravidez. “Não sabemos quais são as chances da inseminação dar certo nas jaguatiricas, já que é algo novo. Mas a técnica já é difundida em bovinos e em 70% dos casos dá certo”, afirma.

O procedimento pode ser adaptado em outros felinos. “É uma ferramenta que nos auxilia a trabalhar contra a extinção dos animais por meio da utilização dos bancos genéticos. Mas para conseguirmos usá-los, é preciso conhecer procedimentos que dão certo. Se não estudarmos como eliminar os problemas em cada etapa, os genes de animais ficarão somente armazenados”.

Jaguatirica passa por processo de inseminação artificial com sêmen congelado, feito inédito no Brasil com esta espécie (Foto: Divulgação/Caio Coronel/Itaipu Binacional)

Jaguatirica passa por processo de inseminação artificial com sêmen congelado, feito inédito no Brasil com esta espécie (Foto: Divulgação/Caio Coronel/Itaipu Binacional)

Seis fêmeas receberam sêmen congelado de outros três espécimes machos. Em todo mundo, apenas quatro procedimentos geraram nascimentos (Foto: Divulgação/Caio Coronel/Itaipu Binacional)

Seis fêmeas receberam sêmen congelado de outros três espécimes machos. Em todo mundo, apenas quatro procedimentos geraram nascimentos (Foto: Divulgação/Caio Coronel/Itaipu Binacional)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Com período de Piracema, pesca está proibida nos rios do Paraná

Piracema começou na terça-feira (1º) e segue até 28 de fevereiro de 2012.
Quem desrespeitar determinação está sujeito a multa.

Piracema começa dia 1º de novembro em Mato Grosso. (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Piracema começou dia 1º de novembro (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Até o dia 28 de fevereiro de 2012 estão proibidas as pescas amadora e profissional na Bacia do Rio Paraná, por causa da Piracema, que é a fase em que os peixes nadam em direção à nascente para desovar. O período é determinado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e entrou em vigor na terça-feira (1º).

Este mesmo período é valido para a Bacia do Sudeste que também agrega rios paranaenses. A tabela com o período de Piracema em todos os estados no pais pode ser verificada no site do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Quem for flagrado desrespeitando a legislação pode ser multado em, no mínimo, R$ 700 mais R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca podem ser apreendidos pelos fiscais.

O governo estadual informou que a fiscalização será realizada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e pela Polícia Ambiental nos rios Tibagi, Pirapó, das Cinzas, Laranjinha, Arroio Guaçu, Piquiri, Ivaí, Ocoí, São Francisco Falso, São Francisco Verdadeiro, Chopim, São Bento, que são os principais do estado. A fiscalização também é válida para os afluentes.

A pesca desembarcada, aquela que é praticada no barranco dos rios, está permitida, desde que os critérios estabelecidos pela legislação ambiental sejam respeitados. O mesmo vale para a pesca em reservatório. Também estão liberados campeonatos e gincanas, desde que os peixes capturados sejam devolvidos à natureza.

Documentação
Tanto para a pesca amadora quanto para a profissional, embarcada ou desembarcada, é necessária a posse da documentação emitida pelo Ministério da Pesca. Para a emissão do documento é preciso responder algumas perguntas e se cadastrar no site do ministério. O documento é emitido na hora.

Fonte: G1, PR


1 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

No PR, projeto ajuda na recuperação das nascentes de água

Mananciais garantem água pura aos moradores das cidades. 
No projeto de preservação, mais de 200 nascentes foram beneficiadas.

Pertinho da água que abastece 4.500 casas, o lixo é deixado a céu aberto. A falta de vegetação aumenta o risco de erosão.

O Rio Pedrosa é somado de várias nascentes ao longo do caminho. Uma que fica pertinho de um bairro beneficia os moradores com água fresquinha, que se preocupam com o que está faltando, as árvores nativas.

Um diagnóstico feito por profissionais da área aponta que o rio precisa ser preservado. Um projeto desenvolvido pela Companhia de Saneamento do Paraná tem tentado salvar vários rios que fornecem água para as cidades. Desde que foi criado em 1999, o programa já ajudou a melhorar mais de 270 mananciais do Paraná.

Para recuperar os rios que fazem parte do projeto, as margens estão protegidas com cercado feito de arame e com palanques ecológicos. O material usado é reciclado das indústrias de plástico.

As margens cercadas evitam que as pessoas cheguem perto dos rios. O isolamento possibilita que a natureza se recomponha.

Click e veja o vídeo com o resultado do projeto: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/vida-rural/noticia/2011/10/no-pr-projeto-ajuda-na-recuperacao-das-nascentes-de-agua.html

 

Fonte: Globo Natureza

 

 

 


25 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Onça-parda está em árvore de área urbana de Tibagi, diz prefeitura

Animal foi encontrado por volta das 10h30 desta segunda (24), no Paraná.
Polícia falhou na primeira tentativa de resgate; biólogos vão ajudar.

Biólogos devem ajudar na segunda tentativa de resgate. (Foto: Divulgação)

Biólogos devem ajudar na segunda tentativa de resgate. (Foto: Christian Camargo/Divulgação)

Uma onça-parda está em uma árvore do município de Tibagi, na região dos Campos Gerais, no Paraná. Um morador, João Carneiro, notou o animal em uma rua que dá acesso à mata ciliar do Rio Tibagi, nesta segunda-feira (24).

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, que ouviu técnicos, a onça tem aproximadamente 1,4 m (da cabeça à cauda) e pesa entre 25 kg e 30 kg. A nota disse que é “uma jovem fêmea, com no máximo dois anos de idade”.

Perto das 16h, a polícia ambiental do Paraná, Força Verde, chegou até a onça. Desde às 10h30, quando foi descoberto, o bicho ficou quieto em cima da árvore, a aproximadamente 5 m do chão. Muitos moradores acompanham o trabalho de retirada, que até a publicação desta notícia não tinha mexido no animal.

Uma equipe de biólogos da Usina Mauá, de Telêmaco Borba, é esperada para uma nova tentativa de regate – porque da primeira vez a onça pulou de uma árvore para a outra. Ainda não se sabe para onde o animal vai depois da captura.

 

 

 

 

 

Onça está em árvore desde às 10h30 desta segunda (24). (Foto: Divulgação)

Onça está em árvore desde às 10h30 desta segunda (24). (Foto: Christian Camargo/Divulgação)

Fonte: Vinícius Sgarbe, G1, Paraná


5 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Área correspondente a 64 campos de futebol é devastada no Paraná

Uma área equivalente a 64 campos de futebol foi devastada na região da Lapa, munícipio da Região Metropolitana de Curitiba. O crime foi divulgado nesta terça-feira (4), pela Polícia Ambiental do Paraná – Força Verde. O proprietário da área foi autuado em R$ 514,5 mil.

Polícia Ambiental encaminhou informações para o Ministério Público do Paraná (Foto: Divulgação)Polícia Ambiental encaminhou informações para o Ministério Público do Paraná (Foto: Divulgação)

A policia teve conhecimento do crime a partir de uma denúncia anônima e, na semana passada, policiais foram até o local verificar as informações. De acordo com o tenente da Força Verde, Marcel Elias dos Santos, não havia ninguém na área e o dono da propriedade foi notificado para comparecer a qualquer unidade policial.

O proprietário se apresentou nesta terça-feira, no posto da Polícia Ambiental da Lapa. “Ele tem 20 dias para recorrer da multa junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP)”, explicou ao G1 o tenente Marcel dos Santos.

A polícia afirmou ter repassado para o Ministério Público informações para que seja iniciado um processo criminal.

Área desmatada possuia árvores em extinção (Foto: Divulgação)Área desmatada possuia árvores em extinção
(Foto: Divulgação)

Segundo o tenente, a propriedade possui 48 hectares e fica na localidade de Palmital de Cima. A área está inserida no Bioma da Mata Atlântica e possuía vegetação nativa em estágio médio de regeneração.

A vegetação destruída continha Pinheiros, Araucárias e Imbuias que são espécies ameaçadas de extinção de acordo com a lista oficial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Possivelmente os troncos de madeiras apreendidos serão destinadas para doação, afirmou Marcel dos Santos.

A legislação ambiental prevê que diante da raridade das plantas devastadas, a multa seja agravada em 50%.

Fonte: Bibiana Dinísio – RPC TV / Globo Natureza


29 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Paraná desperdiça a “eletricidade de cana”

O Paraná tem condições de erguer um parque gerador de energia de até 600 megawatts (MW) a partir da queima da biomassa (no caso, o bagaço) da cana-de-açúcar. Esse potencial, originado a partir de uma fonte renovável de energia, equivale a pouco menos da capacidade de uma turbina de Itaipu – cada uma das 20 máquinas da usina tem 700 MW – e poderia gerar eletricidade suficiente para as cidades de Curitiba e São José dos Pinhais, que juntas têm cerca de 2 milhões de habitantes.

O setor sucroalcooleiro do estado, entretanto, ainda não se preparou para aproveitar esse tipo de geração. Apenas seis das 30 usinas em operação no Paraná produzem, a partir da biomassa, mais energia elétrica do que consomem, vendendo o excedente para a rede de distribuição. Em 2010, as usinas do grupo Alto Alegre (nas cidades de Santo Inácio e Colorado) e as do Santa Terezinha (em Paranacity, Itapejara, Cidade Gaúcha e Terra Rica) geraram 1,2 mil megawatts-hora (MWh), revendendo aproximadamente um terço dessa energia para distribuidoras.

Segundo o superintendente da Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), José Adriano da Silva Dias, a falta de capital é o principal entrave para novos investimentos na geração de energia – os atuais equipamentos são capazes de gerá-la, mas são antigos e pouco eficientes.

“O bagaço, que era um resíduo, hoje é um subproduto. Mas para produzir energia é preciso readequar as fábricas [usinas]. O aumento na eficiência é para fazer sobrar bagaço e poder gerar energia excedente, mas isso tudo é investimento, e cada usina tem uma capacidade de endividamento diferente”, explica. Segundo Dias, alguns grupos acabam optando por investir o capital disponível para outras finalidades, como o aumento da área plantada ou outros equipamentos.

“É [necessário] muito dinheiro, esse é o problema. Para assinar um projeto desses há uma série de exigências, como capacidade de endividamento e de moagem de cana, para tornar o projeto viável. Vai da prioridade de cada um”, resume.

O potencial de energias renováveis para o setor de cana no Paraná foi calculado com base na safra de 2009 pela Diretoria de Engenharia da Companhia Paranaense de Energia (Copel). No início deste ano, a empresa abriu uma chamada pública para exposição de projetos de geração de energias renováveis – biomassa, eólica e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) – nos quais a companhia poderia se tornar sócia.

Há cerca de três meses, durante uma conferência com analistas e investidores, o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, revelou que a empresa tem em mãos “mais de uma centena de proposições” para projetos de parcerias. Mas a empresa disse que não poderia, por regras de mercado, informar quantos projetos são de biomassa.

Fonte: Gazeta do Povo/PR


9 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Onça parda foge e é encontrada na Região Metropolitana de Curitiba

Onça vivia em cativeiro de propriedade rural. (Foto: Divulgação Polícia Militar )

Onça vivia em cativeiro de propriedade rural. (Foto: Divulgação Polícia Militar )

Uma onça parda da espécie Suçuarana foi capturada pela Polícia Ambiental na sexta-feira (5) em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo as informações dos policiais, o animal foi encontrado em um matagal nas proximidades do bairro Guatupê, através de uma denúncia anônima.

O major Adilson Luiz Correa dos Santos contou que a onça era mantida em cativeiro no interior de uma propriedade rural e escapou porque rompeu as grades da jaula com os dentes.

A onça, que pesa 80 kg e tem 1,50 m, foi encaminhada para o Zoológico de Curitiba. O proprietário da chácara foi notificado para prestar depoimento.

Fonte: Globo Natureza


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18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Parceria no manejo da água

O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Pedro Wilson Guimarães, empossou a diretoria provisória do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema. A solenidade aconteceu na noite desta terça-feira (17) em Londrina. Este é o 11º comitê de bacia de rio federal e o primeiro assinado pela presidenta Dilma Rousseff. As ações mostram o compromisso e o interesse do governo federal em estabelecer uma política do setor compartilhada com estados e municípios. “Temos muita água, mas precisamos estar atentos e trabalhando para proteção, uso e manejo dessa água”, ponderou Wilson.

O presidente interino do comitê será Jonel Nazareno Iurk, secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Paraná, tendo como secretário interino Walter Tesch, coordenador de Recursos Hídricos da Secretaria de Saneamento do Estado de São Paulo. O decreto que cria a o comitê de bacia foi assinado em junho. A área total é de 105.921 km² e se divide entre pontos nos estados do Paraná e de São Paulo. Apesar de a região ainda não apresentar problemas generalizados, a entidade evitará o surgimento de possíveis conflitos e garantirá a gestão integrada dos recursos disponíve is no local.

Acordo prévio – A assinatura do decreto permitiu a criação de um colegiado deliberativo responsável pelo debate de questões ligadas à bacia, além de sugerir providências necessárias ao cumprimento das metas e compromissos e estabelecer mecanismos de cobrança pelo uso dos recursos disponíveis na área. O comitê resultou da mobilização entre o poder público, os usuários da água e as organizações civis ligadas ao assunto. É a primeira entidade criada a partir da Resolução nº 109 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), de 2010, que exige a celebração de um acordo prévio entre a União e os estados.

Embora ainda não haja problema generalizado na bacia, foram encontradas situações em que a relação entre retirada total e disponibilidade hídrica se aproxima do estado crítico. Os elevados índices de erosão e o uso inadequado do solo também representam ameaças aos recursos presentes na região do Paranapanema.

Demanda – Dos 247 municípios inseridos na área do decreto, 218 têm sede urbana na Bacia do Rio Paranapanema, o que totaliza 4,6 milhões de habitantes, dos quais 85% correspondem à população urbana. Ao todo, 51% da região ficam no Paraná e 49%, em São Paulo. O curso d’água nasce na Serra dos Agudos Grandes, em Capão Bonito (SP), e se desenvolve ao longo de 929 km até chegar ao Rio Paraná.

A agricultura, a aquicultura o fornecimento de água para a criação de animais surgem como as principais atividades desenvolvidas na bacia, o que representa 39,7% da demanda total da região. Em seguida, vem o abastecimento público (31,12%), o uso industrial (20,99%) e outras finalidades (8,19%). Em São Paulo, o maior consumo decorre da agropecuária. Enquanto isso, no Paraná, o uso maior se refere a atividades urbanas.

O CBH do Paranapanema foi viabilizado depois da aprovação pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, em 16 de dezembro de 2010. O processo segue a legislação vigente e ocorre dentro da perspectiva de gestão participativa. Com isso, a região passa a formar uma unidade territorial contemplada com a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Existem, hoje, sete CBHs interestaduais no país nas seguintes bacias: Paraíba do Sul; Piracicaba, Capivari e Jundiaí; São Francisco; Doce; Paranaíba; Verde Grande; e Piranhas-Açu. A previsão, segundo o Mapa de Gestão, é que, até 2020, mais cinco comitês sejam criados.

 

Fonte: MMA


2 de abril de 2012 | nenhum comentário »

PR quer compensar quem preserva o meio ambiente

O governo do Paraná enviou na última terça (27 de março 2012) à Assembleia Legislativa um projeto de lei que garante compensação financeira a quem preservar o meio ambiente em sua propriedade. Chamada de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), a medida está prevista para casos como preservação ou recuperação de vegetação nativa e conversação de recursos hídricos. A forma como a compensação vai ser feita – se por pagamento em dinheiro ou via abatimentos fiscais – será definida 90 dias após a entrada da lei em vigor.

Pela proposta, só terá direito ao benefício quem apresentar certidões negativas de débitos ambientais. No meio rural, os beneficiários deverão manter as áreas de preservação permanente e as de reserva legal conservadas e averbadas na matrícula do imóvel – ou seja, registradas em cartório e sem possibilidade de serem modificadas. Já em áreas urbanas, além de se enquadrar nas regras estabelecidas no projeto, é necessário respeitar o que determina o plano diretor de cada município. Além disso, o pagamento será suspenso se o beneficiário cometer algum crime ambiental ou desrespeitar as normas da proposta.

De acordo com o texto, o valor do pagamento será baseado no tamanho do imóvel e da área de vegetação nativa conservada, na qualidade da cobertura preservada e na região do estado onde ela estiver inserida. As especificações a respeito do pagamento, porém, só serão determinadas posteriormente pela Secretaria do Meio Ambiente. O único ponto já definido é que os recursos sairão do Fundo Estadual do Meio Ambiente e do Fundo Estadual de Recursos Hídricos. O dinheiro de ambos os fundos também será destinado à implantação da Política Estadual sobre a Mudança do Clima

Fonte: Rádio Cornélio


12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Trio é detido por caça e pesca ilegal no rio Tibagi

Foto retirada da câmera apreendida

Três pessoas foram detidas pela Polícia Ambiental por realizarem pesca ilegal no rio Tibagi, em Ibiporã. Na época de piracema, período de reprodução das espécies, a pesca é proibida. De acordo com os policiais, quatro pessoas foram flagradas pescando no rio, mas uma delas conseguiu fugir.
Foram presos Rodrigo José do Santos de 20 anos, Alessandro Almeida da Silva de 26 anos e Alex Daniel de 18 anos. Junto com eles foram apreendidos molinetes, varas de pesca, diversos peixes das espécies Mandi, Piau e Barbado. Também foi encontrado um lagarto morto.
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma câmera onde havia um conteúdo mostrando a morte do lagarto e também a caça e morte de um pica pau, que não foi localizado. Os acusados informaram que tinham conhecimento do ato ilícito, mas mesmo assim decidiram praticar o crime.
Os três foram conduzidos para a delegacia de Ibiporã e devem ser autuados pela prática de caça e pesca ilegal.

Fonte: Bonde

 


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Equipe faz inseminação artificial inédita em jaguatiricas no Brasil

Seis fêmeas receberam sêmen congelado durante procedimento no Paraná.
Técnica aumenta chances de evitar desaparecimento de espécies.

Pesquisadores brasileiros realizaram pela primeira vez no país um processo de inseminação artificial com sêmen congelado em seis fêmeas de jaguatirica (Leopardus pardalis), felino da Mata Atlântica que está na lista nacional dos animais ameaçados de extinção.

A experiência é parte de um estudo que tem o objetivo de melhorar o processo de reprodução de espécies em extinção em laboratório, o que aumentaria as chances de evitar o desaparecimento de exemplares.

Médicos veterinários, biólogos e outros profissionais ligados à Itaipu Binacional, empresa que administra a maior usina hidrelétrica do país, além de universidades do Paraná, participaram na última terça-feira (22) de procedimento de inseminação com sêmen congelado, chamado de “criopreservação de gametas”.

Três fêmeas foram levadas ao Hospital Veterinário mantido por Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). Outros três espécimes já haviam passado pelo mesmo processo em outubro. Os seis animais receberam um tratamento denominado “sincronização de cio”, que induz a ovulação.

As jaguatiricas receberam material genético colhido de machos que vivem no mesmo ambiente. A técnica consiste em aplicar o sêmen congelado e verificar se houve a fecundação.

“A inseminação com jaguatiricas já foi feita em laboratórios dos Estados Unidos e do Japão, mas até hoje temos relatos de que apenas quatro processos deram certo. Só ocorreram quatro nascimentos”, disse Wanderlei de Moraes, médico veterinário da Itaipu Binacional.

Moraes afirma que o grande desafio do procedimento é manter características vitais para a reprodução no esperma congelado. O resfriamento provoca a perda de estruturas como o acrossoma, enzima presente no espermatozóide que é responsável por auxiliá-lo no rompimento da parede do óvulo.

“Quando congela (o espermatozóide) você perde essa característica. Estamos estudando meios de melhorar o processo de congelamento do sêmen e evitar esta perda”, afirma o especialista.

Ultrassom
Na segunda quinzena de dezembro, três jaguatiricas já inseminadas passarão por exame de ultrassom, que vai verificar o processo de gravidez. “Não sabemos quais são as chances da inseminação dar certo nas jaguatiricas, já que é algo novo. Mas a técnica já é difundida em bovinos e em 70% dos casos dá certo”, afirma.

O procedimento pode ser adaptado em outros felinos. “É uma ferramenta que nos auxilia a trabalhar contra a extinção dos animais por meio da utilização dos bancos genéticos. Mas para conseguirmos usá-los, é preciso conhecer procedimentos que dão certo. Se não estudarmos como eliminar os problemas em cada etapa, os genes de animais ficarão somente armazenados”.

Jaguatirica passa por processo de inseminação artificial com sêmen congelado, feito inédito no Brasil com esta espécie (Foto: Divulgação/Caio Coronel/Itaipu Binacional)

Jaguatirica passa por processo de inseminação artificial com sêmen congelado, feito inédito no Brasil com esta espécie (Foto: Divulgação/Caio Coronel/Itaipu Binacional)

Seis fêmeas receberam sêmen congelado de outros três espécimes machos. Em todo mundo, apenas quatro procedimentos geraram nascimentos (Foto: Divulgação/Caio Coronel/Itaipu Binacional)

Seis fêmeas receberam sêmen congelado de outros três espécimes machos. Em todo mundo, apenas quatro procedimentos geraram nascimentos (Foto: Divulgação/Caio Coronel/Itaipu Binacional)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Com período de Piracema, pesca está proibida nos rios do Paraná

Piracema começou na terça-feira (1º) e segue até 28 de fevereiro de 2012.
Quem desrespeitar determinação está sujeito a multa.

Piracema começa dia 1º de novembro em Mato Grosso. (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Piracema começou dia 1º de novembro (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Até o dia 28 de fevereiro de 2012 estão proibidas as pescas amadora e profissional na Bacia do Rio Paraná, por causa da Piracema, que é a fase em que os peixes nadam em direção à nascente para desovar. O período é determinado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e entrou em vigor na terça-feira (1º).

Este mesmo período é valido para a Bacia do Sudeste que também agrega rios paranaenses. A tabela com o período de Piracema em todos os estados no pais pode ser verificada no site do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Quem for flagrado desrespeitando a legislação pode ser multado em, no mínimo, R$ 700 mais R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca podem ser apreendidos pelos fiscais.

O governo estadual informou que a fiscalização será realizada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e pela Polícia Ambiental nos rios Tibagi, Pirapó, das Cinzas, Laranjinha, Arroio Guaçu, Piquiri, Ivaí, Ocoí, São Francisco Falso, São Francisco Verdadeiro, Chopim, São Bento, que são os principais do estado. A fiscalização também é válida para os afluentes.

A pesca desembarcada, aquela que é praticada no barranco dos rios, está permitida, desde que os critérios estabelecidos pela legislação ambiental sejam respeitados. O mesmo vale para a pesca em reservatório. Também estão liberados campeonatos e gincanas, desde que os peixes capturados sejam devolvidos à natureza.

Documentação
Tanto para a pesca amadora quanto para a profissional, embarcada ou desembarcada, é necessária a posse da documentação emitida pelo Ministério da Pesca. Para a emissão do documento é preciso responder algumas perguntas e se cadastrar no site do ministério. O documento é emitido na hora.

Fonte: G1, PR


1 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

No PR, projeto ajuda na recuperação das nascentes de água

Mananciais garantem água pura aos moradores das cidades. 
No projeto de preservação, mais de 200 nascentes foram beneficiadas.

Pertinho da água que abastece 4.500 casas, o lixo é deixado a céu aberto. A falta de vegetação aumenta o risco de erosão.

O Rio Pedrosa é somado de várias nascentes ao longo do caminho. Uma que fica pertinho de um bairro beneficia os moradores com água fresquinha, que se preocupam com o que está faltando, as árvores nativas.

Um diagnóstico feito por profissionais da área aponta que o rio precisa ser preservado. Um projeto desenvolvido pela Companhia de Saneamento do Paraná tem tentado salvar vários rios que fornecem água para as cidades. Desde que foi criado em 1999, o programa já ajudou a melhorar mais de 270 mananciais do Paraná.

Para recuperar os rios que fazem parte do projeto, as margens estão protegidas com cercado feito de arame e com palanques ecológicos. O material usado é reciclado das indústrias de plástico.

As margens cercadas evitam que as pessoas cheguem perto dos rios. O isolamento possibilita que a natureza se recomponha.

Click e veja o vídeo com o resultado do projeto: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/vida-rural/noticia/2011/10/no-pr-projeto-ajuda-na-recuperacao-das-nascentes-de-agua.html

 

Fonte: Globo Natureza

 

 

 


25 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Onça-parda está em árvore de área urbana de Tibagi, diz prefeitura

Animal foi encontrado por volta das 10h30 desta segunda (24), no Paraná.
Polícia falhou na primeira tentativa de resgate; biólogos vão ajudar.

Biólogos devem ajudar na segunda tentativa de resgate. (Foto: Divulgação)

Biólogos devem ajudar na segunda tentativa de resgate. (Foto: Christian Camargo/Divulgação)

Uma onça-parda está em uma árvore do município de Tibagi, na região dos Campos Gerais, no Paraná. Um morador, João Carneiro, notou o animal em uma rua que dá acesso à mata ciliar do Rio Tibagi, nesta segunda-feira (24).

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, que ouviu técnicos, a onça tem aproximadamente 1,4 m (da cabeça à cauda) e pesa entre 25 kg e 30 kg. A nota disse que é “uma jovem fêmea, com no máximo dois anos de idade”.

Perto das 16h, a polícia ambiental do Paraná, Força Verde, chegou até a onça. Desde às 10h30, quando foi descoberto, o bicho ficou quieto em cima da árvore, a aproximadamente 5 m do chão. Muitos moradores acompanham o trabalho de retirada, que até a publicação desta notícia não tinha mexido no animal.

Uma equipe de biólogos da Usina Mauá, de Telêmaco Borba, é esperada para uma nova tentativa de regate – porque da primeira vez a onça pulou de uma árvore para a outra. Ainda não se sabe para onde o animal vai depois da captura.

 

 

 

 

 

Onça está em árvore desde às 10h30 desta segunda (24). (Foto: Divulgação)

Onça está em árvore desde às 10h30 desta segunda (24). (Foto: Christian Camargo/Divulgação)

Fonte: Vinícius Sgarbe, G1, Paraná


5 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Área correspondente a 64 campos de futebol é devastada no Paraná

Uma área equivalente a 64 campos de futebol foi devastada na região da Lapa, munícipio da Região Metropolitana de Curitiba. O crime foi divulgado nesta terça-feira (4), pela Polícia Ambiental do Paraná – Força Verde. O proprietário da área foi autuado em R$ 514,5 mil.

Polícia Ambiental encaminhou informações para o Ministério Público do Paraná (Foto: Divulgação)Polícia Ambiental encaminhou informações para o Ministério Público do Paraná (Foto: Divulgação)

A policia teve conhecimento do crime a partir de uma denúncia anônima e, na semana passada, policiais foram até o local verificar as informações. De acordo com o tenente da Força Verde, Marcel Elias dos Santos, não havia ninguém na área e o dono da propriedade foi notificado para comparecer a qualquer unidade policial.

O proprietário se apresentou nesta terça-feira, no posto da Polícia Ambiental da Lapa. “Ele tem 20 dias para recorrer da multa junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP)”, explicou ao G1 o tenente Marcel dos Santos.

A polícia afirmou ter repassado para o Ministério Público informações para que seja iniciado um processo criminal.

Área desmatada possuia árvores em extinção (Foto: Divulgação)Área desmatada possuia árvores em extinção
(Foto: Divulgação)

Segundo o tenente, a propriedade possui 48 hectares e fica na localidade de Palmital de Cima. A área está inserida no Bioma da Mata Atlântica e possuía vegetação nativa em estágio médio de regeneração.

A vegetação destruída continha Pinheiros, Araucárias e Imbuias que são espécies ameaçadas de extinção de acordo com a lista oficial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Possivelmente os troncos de madeiras apreendidos serão destinadas para doação, afirmou Marcel dos Santos.

A legislação ambiental prevê que diante da raridade das plantas devastadas, a multa seja agravada em 50%.

Fonte: Bibiana Dinísio – RPC TV / Globo Natureza


29 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Paraná desperdiça a “eletricidade de cana”

O Paraná tem condições de erguer um parque gerador de energia de até 600 megawatts (MW) a partir da queima da biomassa (no caso, o bagaço) da cana-de-açúcar. Esse potencial, originado a partir de uma fonte renovável de energia, equivale a pouco menos da capacidade de uma turbina de Itaipu – cada uma das 20 máquinas da usina tem 700 MW – e poderia gerar eletricidade suficiente para as cidades de Curitiba e São José dos Pinhais, que juntas têm cerca de 2 milhões de habitantes.

O setor sucroalcooleiro do estado, entretanto, ainda não se preparou para aproveitar esse tipo de geração. Apenas seis das 30 usinas em operação no Paraná produzem, a partir da biomassa, mais energia elétrica do que consomem, vendendo o excedente para a rede de distribuição. Em 2010, as usinas do grupo Alto Alegre (nas cidades de Santo Inácio e Colorado) e as do Santa Terezinha (em Paranacity, Itapejara, Cidade Gaúcha e Terra Rica) geraram 1,2 mil megawatts-hora (MWh), revendendo aproximadamente um terço dessa energia para distribuidoras.

Segundo o superintendente da Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), José Adriano da Silva Dias, a falta de capital é o principal entrave para novos investimentos na geração de energia – os atuais equipamentos são capazes de gerá-la, mas são antigos e pouco eficientes.

“O bagaço, que era um resíduo, hoje é um subproduto. Mas para produzir energia é preciso readequar as fábricas [usinas]. O aumento na eficiência é para fazer sobrar bagaço e poder gerar energia excedente, mas isso tudo é investimento, e cada usina tem uma capacidade de endividamento diferente”, explica. Segundo Dias, alguns grupos acabam optando por investir o capital disponível para outras finalidades, como o aumento da área plantada ou outros equipamentos.

“É [necessário] muito dinheiro, esse é o problema. Para assinar um projeto desses há uma série de exigências, como capacidade de endividamento e de moagem de cana, para tornar o projeto viável. Vai da prioridade de cada um”, resume.

O potencial de energias renováveis para o setor de cana no Paraná foi calculado com base na safra de 2009 pela Diretoria de Engenharia da Companhia Paranaense de Energia (Copel). No início deste ano, a empresa abriu uma chamada pública para exposição de projetos de geração de energias renováveis – biomassa, eólica e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) – nos quais a companhia poderia se tornar sócia.

Há cerca de três meses, durante uma conferência com analistas e investidores, o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, revelou que a empresa tem em mãos “mais de uma centena de proposições” para projetos de parcerias. Mas a empresa disse que não poderia, por regras de mercado, informar quantos projetos são de biomassa.

Fonte: Gazeta do Povo/PR


9 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Onça parda foge e é encontrada na Região Metropolitana de Curitiba

Onça vivia em cativeiro de propriedade rural. (Foto: Divulgação Polícia Militar )

Onça vivia em cativeiro de propriedade rural. (Foto: Divulgação Polícia Militar )

Uma onça parda da espécie Suçuarana foi capturada pela Polícia Ambiental na sexta-feira (5) em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo as informações dos policiais, o animal foi encontrado em um matagal nas proximidades do bairro Guatupê, através de uma denúncia anônima.

O major Adilson Luiz Correa dos Santos contou que a onça era mantida em cativeiro no interior de uma propriedade rural e escapou porque rompeu as grades da jaula com os dentes.

A onça, que pesa 80 kg e tem 1,50 m, foi encaminhada para o Zoológico de Curitiba. O proprietário da chácara foi notificado para prestar depoimento.

Fonte: Globo Natureza


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