9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Evolução dos pássaros encerrou era dos insetos gigantes, diz estudo

Corpo menor ajudou insetos a fugir de pássaros predadores.
Maior inseto chegou a ter 70 centímetros há 300 milhões de anos.

Um novo estudo da Universidade da Califórnia sugere que a evolução dos pássaros foi determinante para o fim da era dos insetos gigantes na Terra. Segundo os cientistas, a época em que as aves começaram a estabelecer seu lugar nos céus é a mesma na qual os insetos grandalhões perderam espaço, há 150 milhões de anos. A pesquisa foi divulgada nesta semana na edição online da revista científica “PNAS”, da Academia Americana de Ciências.

Insetos gigantes viveram nos céus pré-históricos em uma época em que a atmosfera da Terra era rica em oxigênio. Pesquisas anteriores já tinham sugerido que o tamanho dos insetos tinha relação com altas concentrações de oxigênio – cerca de 30%, comparada aos atuais 21%, em média.

Há 300 milhões de anos, os insetos gigantes chegaram ao maior tamanho já documentado: 70 centímetros.

Mas à medida que os pássaros surgiram, os insetos se tornaram menores mesmo com o aumento de oxigênio na atmosfera, diz a pesquisa.

Segundo o autor do estudo, Matthew Clapham, professor de Terra e Ciências Planetárias da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, com os pássaros predatórios na ‘cola’, necessidade de ter mais mobilidade foi a base da evolução do voo desses insetos, favorecendo o tamanho mais reduzido do corpo.

A equipe da Clapham comparou o tamanho das asas de mais de 10.500 fósseis de insetos com níveis de oxigênio do planeta em centenas de milhares de anos.

O pesquisador enfatiza, no entanto, que o estudo focou as mudanças a partir dos maiores insetos já conhecidos.

“Em torno do final do período Jurássico e início do Cretáceo, cerca de 150 milhões de anos atrás, de repente o nível de oxigênio sobe, mas o tamanho do inseto diminui. E isso coincide de forma impressionante com a evolução dos pássaros”, diz Clapham.

Fóssil de insetos gigantes pré-históricos (Foto: Wolfgang Zessin/UCSC/Divulgação)

Fóssil de insetos gigantes pré-históricos (Foto: Wolfgang Zessin/UCSC/Divulgação)

Fonte: G1


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Expedição descobre 365 espécies em parque no sul do Peru

Entre elas estão 30 pássaros, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.
Área é um santuário da vida selvagem, segundo grupo ambiental.

Foram encontradas 365 espécies novas para a ciência no Parque Nacional Bahuaja Sonene, no sul do Peru, informou na quinta-feira (2) a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem. Entre as novas espécies estão 30 pássaros, como o gavião-águia preto-e-branco, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.

As espécies foram encontradas por uma equipe de quinze pesquisadores da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, que trabalha no parque desde 1996, com objetivo de realizar um inventório de espécies do local. Segundo a organização, o parque é um santuário protegido para a vida selvagem.

Além das novas espécies, o levantamento mostrou que a área abriga mais de 600 espécies de pássaros, 180 mamíferos, mais de 50 réptils e anfíbios, 180 peixes e 1.300 borboletas.

“A descoberta de mais espécies neste parque realça a importância dos projetos de conservação em curso na área”, afirmou Julien Kunen, diretor da sociedade para América Latina e Caribe. “Este parque é uma das joias da rede de áreas protegidas da América Latina”, considerou.

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque  (Foto: Andre Baertschi )

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque (Foto: Andre Baertschi )

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde  (Foto: Carlos Sevillano)

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência  (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência (Foto: Carlos Sevillano)

Fonte: Globo Natureza


7 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Peixes ameaçados de extinção são vendidos em feira de Inhumas (GO)

Entre as espécies apreendidas estava a pirarara, cuja pesca é proibida.
Em Goiânia, policiais aprenderam 200 aves, algumas em extinção.

A polícia fez dois flagrantes de crimes contra o meio ambiente no domingo (6). Em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia, peixes ameaçados de extinção – de pesca proibida – estavam sendo vendidos em uma feira livre. Na capital, cerca de 200 filhotes de pássaros foram aprendidos em uma pensão próxima à rodoviária, no Setor Norte Ferroviário.

Entre os peixes apreendidos, um exemplar de pirarara chamou atenção dos policiais pelo tamanho, cerca de 15 quilos. A pirarara é um peixe em extinção e sua a pesca é proibida. O produto foi levado para o 20º Distrito Policial, no Setor Sudoeste, em Goiânia.

Uma mala foi adaptada com uma caixa de isopor para transportar o pescado sem levantar suspeita. Uma pessoa foi detida e vai responder por crime ambiental.

“Eles vão ser enquadrados na lei nº 6.905, artigo nº 29, vão responder por isso [crime ambiental] juridicamente, administrativamente também. Existe uma multa em cima dessa prática. Esse pescado vai ser encaminhado para filantropia”, informa o comandante do policiamento ambiental urbano, sargento Manoel Assunção Gomes Almeida.

Pássaros
Os pássaros foram encontrados em um quarto de hotel. Nas pequenas caixas de madeiras estavam pelo menos 200 filhotes de papa-capim e curió. Alguns já estavam mortos dentro das caixas.

Também foram apreendidos cinco papagaios, inclusive de uma espécie em extinção. Os papagaios foram retirados das caixas e alimentados pelos policiais.

“Nos deparamos com a porta fechada e conseguimos abrir. No interior, localizamos vários pássaros”, relata o sargento Guedes, do 9º Batalhão da Polícia Militar.

O quarto era ocupado por duas pessoas que fugiram do local assim que perceberam a movimentação da polícia, mas deixaram para trás telefones celulares e anotações.

Os policiais reforçam que a denúncia é sempre importante porque ajuda a desmantelar esquemas criminosos. O telefone para denúncia em casos de maus-tratos a animais é o 0800-62-2121.

Fonte: G1


8 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Servidor público e pesquisadora da UnB preservam pássaros no DF

Servidor já registrou 180 espécies de pássaros no Bosque da Câmara.
Tapaculo-de-brasília está ameaçado de extinção, diz pesquisadora da UnB.

Fotografia de Pedro Cavalcante, servidor da Câmara que registra pássaros do cerrado (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Fotografia de Pedro Carneiro, servidor da Câmara que registra pássaros do cerrado (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Um funcionário da polícia legislativa da Câmara dos Deputados está catalogando os pássaros que vivem na área do bosque localizado ao lado da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Pedro Carneiro é fotógrafo nas horas livres e já conseguiu registrar 180 espécies de pássaros. O trabalho já rendeu milhares de fotos, exposições e catálogos. Quando tem tempo livre, o servidor público vai para o bosque em busca de novas espécies.

Entre os colaboradores do fotógrafo estão os lavadores de carros que trabalham nos estacionamentos da Câmara e os jardineiros que cuidam do bosque. Segundo Carneiro, eles são os observadores voluntários e passam informações sobre localização dos animais e novos ninhos.

Além de cuidar da área verde, os voluntários são “pesquisadores informais”. Eles anotam e relatam as espécies encontradas no bosque, como gaviões e carcarás. Para atrair e preservar os pássaros, os voluntários plantaram árvores frutíferas como aroeira e murici. Em alguns espaços foram colocadas jangadas, feitas de bambu, e garrafas plásticas com água para que os animais bebam água.

Mas toda essa variedade de animais encontrada no bosque da Câmara não é a realidade em outros pontos da cidade. Uma pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) está buscando um pássaro típico do cerrado que estaria, segundo ela, em extinção.

O tapaculo-de-brasília está desaparecido, segundo a pesquisadora, por causa da degradação ambiental. O pássaro, tipicamente brasiliense, foi descoberto em 1958, durante a construção da capital e sempre foi considerado uma espécie rara. Há 30 anos, 68 deles foram registrados em todo o Distrito Federal.

Desde o ano passado, Luane Reis dos Santos, percorre os pontos onde a ave pode aparecer. Ela explica que é necessário descobrir onde ele vive para protegê-lo. Até agora, foi possível localizar dois exemplares. Um deles estava próximo de São Sebastião, região administrativa a 26 quilômetros de Brasília, e o outro na Área de Proteção Ambiental de Cafuringa, no noroeste do Distrito Federal.

Fonte: Do G1 DF, com informações do Bom dia DF


5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Descoberta coloca tartarugas próximas aos lagartos em árvore genealógica

Técnica molecular encontrou material genético em tartarugas e lagartos ausente em outros animais

Por décadas os cientistas tentam relacionar as tartarugas aos demais répteis. Suas características únicas, como o casco e a cabeça retrátil, dificultam sua classificação. Sabe-se que elas evoluíram de um ancestral comum aos pássaros, lagartos e cobras cerca de 300 milhões de anos atrás. Mas quais são os parentes próximos da tartaruga atual?

Alguns cientistas analisaram os genes das tartarugas e descobriram que elas são parentes próximos do grupo de animais que inclui crocodilos e pássaros. Outros, comparando as características físicas das tartarugas e outros répteis, as colocaram em uma subclasse de animais que inclui lagartos, crocodilos e pássaros.

Agora, pesquisadores da Universidade de Yale usaram uma nova abordagem envolvendo genética e os resultados indicam que as tartarugas são parentes próximos dos lagartos. Os cientistas utilizaram microRNA — pequenas moléculas que controlam a atividade genética e podem ativar ou desativar genes — para estudar a evolução dos bichos.

Depois de descobrirem centenas de microRNA em lagartos, os especialistas compararam as descobertas com o material genético de crocodilos e tartarugas. A equipe descobriu que quatro microRNA presentes no lagarto também existiam na tartaruga, mas faltavam nos pássaros, crocodilos e todos os outros animais.

De acordo com os autores da pesquisa, apesar de os microRNA se desenvolverem rapidamente nos animais, eles permanecem virtualmente inalterados. É um tipo de mapa molecular que permite rastrear a evolução das espécies. Os pesquisadores afirmaram que precisam de mais dados para confirmar, sem sombra de dúvidas, que as tartarugas e os lagartos são primos evolutivos.

A equipe pretende usar a análise de microRNA em outros animais para ajudar a determinar origens e relações em outras espécies. Além disso, os cientistas estão desenvolvendo uma plataforma na internet para compartilhar a técnica com outros pesquisadores ao redor do mundo.

Depois de décadas em discussão, cientistas encontram pistas sobre o parentesco evolutivo das tartarugas: são primas dos lagartos

Depois de décadas em discussão, cientistas encontram pistas sobre o parentesco evolutivo das tartarugas: são primas dos lagartos (Comstock)

Fonte: Veja Ciência


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pinguins são encontrados mortos na beira da praia do Cassino, no RS

Pouco mais de uma dezena de pinguins e outros animais apareceram mortos na beira da praia do Cassino, em Rio Grande (RS), no Sul do Estado. A cena chamou a atenção das pessoas que aproveitaram o domingo (31) de sol na orla do litoral.

Pinguins são maioria entre os animais. Quase todos estão no trecho da praia onde será construído o Oceanário Brasil, da Furg, e os Molhes da Barra, em uma faixa de cerca de três quilômetros. Outras aves também foram encontradas, bem como um golfinho.

Apesar da imagem forte, segundo o oceanólogo Kléber Grubel da Silva, coordenador de projetos do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), as mortes podem ser consideradas normais. Os animais são jovens (teriam entre seis e sete meses) e podem ter ficado debilitados por fome ou alguma doença. “A corrente marítima das Malvinas traz os bichos para a beira do Cassino”, explica.

Fonte: Zero Hora/RS


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Estudo com pássaros traz novos dados sobre infidelidade feminina

Fêmea de mandarim troca de parceiro sem benefício aparente.
Cientistas apontam origem genética para comportamento sexual.

Uma nova pesquisa aumenta a dúvida dos cientistas em relação ao comportamento sexual dos animais. A teoria mais aceita diz que todas as ações podem ser explicadas por alguma razão biológica. Tudo que um animal faz tem o objetivo implícito de obter alguma vantagem.

No entanto, uma outra corrente duvida dessa hipótese e diz que a explicação para o comportamento pode ser genética, sem ter relação direta com a necessidade da preservação das espécies. Um estudo liderado por Wolfgang Forstmeier, pesquisador de ornitologia do Instituto Max Planck, da Alemanha, publicado pela revista científica “PNAS”, dá força a essa teoria.

A equipe de Forstmeier acompanhou um grupo de mais de 1,5 mil mandarins em cativeiro durante oito anos. O mandarim é um pássaro de hábitos monogâmicos que na grande maioria das vezes estabelece laços de casal de longa duração. Contudo, apesar dos laços aparentes, as relações extraconjugais são comuns.

Segundo Forstmeier, que conversou com o G1, a explicação para a traição dos machos é “óbvia”. “Os machos querem ter o maior número possível de descendentes”, disse o pesquisador. No entanto, as fêmeas também têm esse comportamento, e os cientistas não encontram nenhuma explicação lógica para isso.

A pesquisa alemã mostrou que as fêmeas que copulam com vários parceiros são filhas de machos que também faziam o mesmo. “Podemos perceber este comportamento como consequência dos genes”, constatou Forstmeier. “O comportamento pode existir mesmo se não houver benefício”, completou o cientista.

Pesquisa foi feita com mandarins na Alemanha. (Foto: Karen Hull / Flickr - Creative Commons 2.0 genérico)

Pesquisa foi feita com mandarins na Alemanha. (Foto: Karen Hull / Flickr - Creative Commons 2.0 genérico)

 

Fonte: Tadeu Meniconi, Do G1, em São Paulo


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Mais de 1/4 das espécies nativas da Europa está ameaçada

Mais de um quarto do total de espécies nativas do continente europeu está ameaçado de extinção, segundo um aleta emitido recentemente pela EU (União Europeia).

O grupo inclui mamíferos, anfíbios, répteis, pássaros, borboletas e plantas.

A crise é principalmente provocada por perda de habitat, poluição, introdução de espécies de fora que ameaçam as nativas, mudança climática e pesca ilegal.

O problema também refletirá na população humana, como decorrência da devastação econômica e social, alerta o comissário de Ambiente da UE, Janez Potocnik.

As soluções apresentadas pela EU para o problema, entretanto, carecem de verbas, criticam organizações ambientalistas.

Entre as propostas da EU, estão a redução da perda de animais até 2020, que seria feita a partir de planos de gerenciamento em todas as florestas, de forma que pelo menos 15% dos ecossistemas destruídos possam se recuperar.

Segundo Ana Nieto, da organização IUCN (sigla de União Internacional para a Conservação da Natureza), a perda da biodiversidade é maior na Europa do que em outras partes do mundo porque o nível de desenvolvimento residencial e industrial é maior.

Com uma média aproximada de 70 pessoas por quilômetro quadrado, a Europa é o continente com maior densidade populacional, ficando atrás apenas da Ásia.

Fonte: DA ASSOCIATED PRESS


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Para sobreviver em metrópoles, pássaro precisa de cérebro grande

Pesquisadores acreditam que crescimento da urbanização no mundo possa resultar no declínio das espécies com cérebro menor

Um pássaro que desejar viver em uma cidade grande precisará de um cérebro grande para sobreviver, reportaram pesquisadores suecos em novo estudo.

O tamanho do cérebro já esteve vinculado à capacidade de animais de várias espécies desenvolverem novos comportamentos e se adaptarem a ambientes em constantes mudanças. Portanto, nesse novo estudo, os pesquisadores catalogaram o tamanho do cérebro e a massa corpórea de 82 espécies – geralmente passarinhos que vivem em poleiros – e as categorizaram por seu êxito, ou a falta dele, em viver em 12 cidades da Europa.

Eles descobriram que as espécies que tinham cérebros maiores em relação ao seu tamanho corporal – corvos e tentilhões, por exemplo – tinham maior probabilidade de viver bem nessas cidades.

O estudo foi publicado na internet no fim de abril, na “Biology Letters”.

Somente algumas espécies são capazes de sobreviver em cidades, e os autores ainda especulam que o crescimento da urbanização no mundo todo possa resultar em um declínio de longo prazo das espécies com cérebro menor.

Os pombos são exceção. Eles têm cérebros pequenos, diz o autor líder, Alexei A. Maklakov, professor-assistente de biologia da evolução na Universidade de Uppsala. No entanto, o ambiente urbano fornece a eles uma aproximação de seu habitat natural, fazendo com que precisem de pouca energia intelectual para se adaptar.

São inúmeros arranha-céus que lembram as montanhas sobre as quais eles se aninham na natureza, argumenta Maklakov. “Eles não precisam inventar maneiras de encontrar comida. Aquela que nós jogamos está de bom tamanho para eles”.

Fonte: Portal iG






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9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Animais também têm consciência, dizem neurocientistas

Pesquisadores publicaram manifesto mostrando que, com base na análise de ondas cerebrais, não há como dizer que só seres humanos têm consciência

Um grupo de 13 neurocientistas, incluindo o canadense Philip Low, criador do iBrain, dispositivo que vai ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar usando a mente, assinou uma declaração neste sábado em Cambridge, na Inglaterra, afirmando que alguns animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, possuem consciência, assim como os seres humanos. É a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reúne para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência, segundo apontou Low, que também é professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology, nos EUA).

O anúncio foi feito durante a Francis Crick Memorial Conference, na Universidade Cambridge, na Inglaterra. Treze especialistas se reuniram para apresentar os últimos resultados científicos em pesquisas que tentam reinterpretar a consciência. Os cientistas pretendem mostrar que ao analisar o sinal cerebral de humanos e outros animais, é possível encontrar semelhanças básicas. ”A neurociência está evoluindo rapidamente por causa do avanço tecnológico e por isso precisamos tirar novas conclusões”, disse Low. “As evidências mostram que os seres humanos não são os únicos a apresentarem estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência”, afirmou. “Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso.”

iBrain - O físico Stephen Hawking faria uma aparição durante a conferência para demonstrar a tecnologia do iBrain, um dispositivo que o ajudará a se comunicar utilizando a mentemas não compareceu. Em comunicado, lamentou sua falta e disse apoiar a iniciativa dos cientistas. Hawking é vítima de uma doença degenerativa que o deixou completamente paralisado ao longo de seus 70 anos de vida. Ele é o sobrevivente de maior longevidade da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença que acaba com o movimento dos músculos e provoca a morte do paciente alguns anos depois de diagnosticada – e, no entanto, o físico já convive com a doença desde os 21 anos.

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low

"É a primeira vez que um grupo de cientistas se manifesta formalmente quanto à existência da consciência em animais", diz o neurocientista Philip Low (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Evolução dos pássaros encerrou era dos insetos gigantes, diz estudo

Corpo menor ajudou insetos a fugir de pássaros predadores.
Maior inseto chegou a ter 70 centímetros há 300 milhões de anos.

Um novo estudo da Universidade da Califórnia sugere que a evolução dos pássaros foi determinante para o fim da era dos insetos gigantes na Terra. Segundo os cientistas, a época em que as aves começaram a estabelecer seu lugar nos céus é a mesma na qual os insetos grandalhões perderam espaço, há 150 milhões de anos. A pesquisa foi divulgada nesta semana na edição online da revista científica “PNAS”, da Academia Americana de Ciências.

Insetos gigantes viveram nos céus pré-históricos em uma época em que a atmosfera da Terra era rica em oxigênio. Pesquisas anteriores já tinham sugerido que o tamanho dos insetos tinha relação com altas concentrações de oxigênio – cerca de 30%, comparada aos atuais 21%, em média.

Há 300 milhões de anos, os insetos gigantes chegaram ao maior tamanho já documentado: 70 centímetros.

Mas à medida que os pássaros surgiram, os insetos se tornaram menores mesmo com o aumento de oxigênio na atmosfera, diz a pesquisa.

Segundo o autor do estudo, Matthew Clapham, professor de Terra e Ciências Planetárias da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, com os pássaros predatórios na ‘cola’, necessidade de ter mais mobilidade foi a base da evolução do voo desses insetos, favorecendo o tamanho mais reduzido do corpo.

A equipe da Clapham comparou o tamanho das asas de mais de 10.500 fósseis de insetos com níveis de oxigênio do planeta em centenas de milhares de anos.

O pesquisador enfatiza, no entanto, que o estudo focou as mudanças a partir dos maiores insetos já conhecidos.

“Em torno do final do período Jurássico e início do Cretáceo, cerca de 150 milhões de anos atrás, de repente o nível de oxigênio sobe, mas o tamanho do inseto diminui. E isso coincide de forma impressionante com a evolução dos pássaros”, diz Clapham.

Fóssil de insetos gigantes pré-históricos (Foto: Wolfgang Zessin/UCSC/Divulgação)

Fóssil de insetos gigantes pré-históricos (Foto: Wolfgang Zessin/UCSC/Divulgação)

Fonte: G1


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Expedição descobre 365 espécies em parque no sul do Peru

Entre elas estão 30 pássaros, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.
Área é um santuário da vida selvagem, segundo grupo ambiental.

Foram encontradas 365 espécies novas para a ciência no Parque Nacional Bahuaja Sonene, no sul do Peru, informou na quinta-feira (2) a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem. Entre as novas espécies estão 30 pássaros, como o gavião-águia preto-e-branco, dois morcegos e 233 borboletas e mariposas.

As espécies foram encontradas por uma equipe de quinze pesquisadores da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, que trabalha no parque desde 1996, com objetivo de realizar um inventório de espécies do local. Segundo a organização, o parque é um santuário protegido para a vida selvagem.

Além das novas espécies, o levantamento mostrou que a área abriga mais de 600 espécies de pássaros, 180 mamíferos, mais de 50 réptils e anfíbios, 180 peixes e 1.300 borboletas.

“A descoberta de mais espécies neste parque realça a importância dos projetos de conservação em curso na área”, afirmou Julien Kunen, diretor da sociedade para América Latina e Caribe. “Este parque é uma das joias da rede de áreas protegidas da América Latina”, considerou.

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque  (Foto: Andre Baertschi )

Rãs-folha gigantes estão entre as 50 espécies de répteis e anfíbios descobertas no parque (Foto: Andre Baertschi )

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde  (Foto: Carlos Sevillano)

O parque contém sete espécies de araras, entre elas a vermelha e a verde (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência  (Foto: Carlos Sevillano)

Foram encontradas 233 espécies de borboletas ainda não conhecidas pela ciência (Foto: Carlos Sevillano)

Fonte: Globo Natureza


7 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Peixes ameaçados de extinção são vendidos em feira de Inhumas (GO)

Entre as espécies apreendidas estava a pirarara, cuja pesca é proibida.
Em Goiânia, policiais aprenderam 200 aves, algumas em extinção.

A polícia fez dois flagrantes de crimes contra o meio ambiente no domingo (6). Em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia, peixes ameaçados de extinção – de pesca proibida – estavam sendo vendidos em uma feira livre. Na capital, cerca de 200 filhotes de pássaros foram aprendidos em uma pensão próxima à rodoviária, no Setor Norte Ferroviário.

Entre os peixes apreendidos, um exemplar de pirarara chamou atenção dos policiais pelo tamanho, cerca de 15 quilos. A pirarara é um peixe em extinção e sua a pesca é proibida. O produto foi levado para o 20º Distrito Policial, no Setor Sudoeste, em Goiânia.

Uma mala foi adaptada com uma caixa de isopor para transportar o pescado sem levantar suspeita. Uma pessoa foi detida e vai responder por crime ambiental.

“Eles vão ser enquadrados na lei nº 6.905, artigo nº 29, vão responder por isso [crime ambiental] juridicamente, administrativamente também. Existe uma multa em cima dessa prática. Esse pescado vai ser encaminhado para filantropia”, informa o comandante do policiamento ambiental urbano, sargento Manoel Assunção Gomes Almeida.

Pássaros
Os pássaros foram encontrados em um quarto de hotel. Nas pequenas caixas de madeiras estavam pelo menos 200 filhotes de papa-capim e curió. Alguns já estavam mortos dentro das caixas.

Também foram apreendidos cinco papagaios, inclusive de uma espécie em extinção. Os papagaios foram retirados das caixas e alimentados pelos policiais.

“Nos deparamos com a porta fechada e conseguimos abrir. No interior, localizamos vários pássaros”, relata o sargento Guedes, do 9º Batalhão da Polícia Militar.

O quarto era ocupado por duas pessoas que fugiram do local assim que perceberam a movimentação da polícia, mas deixaram para trás telefones celulares e anotações.

Os policiais reforçam que a denúncia é sempre importante porque ajuda a desmantelar esquemas criminosos. O telefone para denúncia em casos de maus-tratos a animais é o 0800-62-2121.

Fonte: G1


8 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Servidor público e pesquisadora da UnB preservam pássaros no DF

Servidor já registrou 180 espécies de pássaros no Bosque da Câmara.
Tapaculo-de-brasília está ameaçado de extinção, diz pesquisadora da UnB.

Fotografia de Pedro Cavalcante, servidor da Câmara que registra pássaros do cerrado (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Fotografia de Pedro Carneiro, servidor da Câmara que registra pássaros do cerrado (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Um funcionário da polícia legislativa da Câmara dos Deputados está catalogando os pássaros que vivem na área do bosque localizado ao lado da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Pedro Carneiro é fotógrafo nas horas livres e já conseguiu registrar 180 espécies de pássaros. O trabalho já rendeu milhares de fotos, exposições e catálogos. Quando tem tempo livre, o servidor público vai para o bosque em busca de novas espécies.

Entre os colaboradores do fotógrafo estão os lavadores de carros que trabalham nos estacionamentos da Câmara e os jardineiros que cuidam do bosque. Segundo Carneiro, eles são os observadores voluntários e passam informações sobre localização dos animais e novos ninhos.

Além de cuidar da área verde, os voluntários são “pesquisadores informais”. Eles anotam e relatam as espécies encontradas no bosque, como gaviões e carcarás. Para atrair e preservar os pássaros, os voluntários plantaram árvores frutíferas como aroeira e murici. Em alguns espaços foram colocadas jangadas, feitas de bambu, e garrafas plásticas com água para que os animais bebam água.

Mas toda essa variedade de animais encontrada no bosque da Câmara não é a realidade em outros pontos da cidade. Uma pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) está buscando um pássaro típico do cerrado que estaria, segundo ela, em extinção.

O tapaculo-de-brasília está desaparecido, segundo a pesquisadora, por causa da degradação ambiental. O pássaro, tipicamente brasiliense, foi descoberto em 1958, durante a construção da capital e sempre foi considerado uma espécie rara. Há 30 anos, 68 deles foram registrados em todo o Distrito Federal.

Desde o ano passado, Luane Reis dos Santos, percorre os pontos onde a ave pode aparecer. Ela explica que é necessário descobrir onde ele vive para protegê-lo. Até agora, foi possível localizar dois exemplares. Um deles estava próximo de São Sebastião, região administrativa a 26 quilômetros de Brasília, e o outro na Área de Proteção Ambiental de Cafuringa, no noroeste do Distrito Federal.

Fonte: Do G1 DF, com informações do Bom dia DF


5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Descoberta coloca tartarugas próximas aos lagartos em árvore genealógica

Técnica molecular encontrou material genético em tartarugas e lagartos ausente em outros animais

Por décadas os cientistas tentam relacionar as tartarugas aos demais répteis. Suas características únicas, como o casco e a cabeça retrátil, dificultam sua classificação. Sabe-se que elas evoluíram de um ancestral comum aos pássaros, lagartos e cobras cerca de 300 milhões de anos atrás. Mas quais são os parentes próximos da tartaruga atual?

Alguns cientistas analisaram os genes das tartarugas e descobriram que elas são parentes próximos do grupo de animais que inclui crocodilos e pássaros. Outros, comparando as características físicas das tartarugas e outros répteis, as colocaram em uma subclasse de animais que inclui lagartos, crocodilos e pássaros.

Agora, pesquisadores da Universidade de Yale usaram uma nova abordagem envolvendo genética e os resultados indicam que as tartarugas são parentes próximos dos lagartos. Os cientistas utilizaram microRNA — pequenas moléculas que controlam a atividade genética e podem ativar ou desativar genes — para estudar a evolução dos bichos.

Depois de descobrirem centenas de microRNA em lagartos, os especialistas compararam as descobertas com o material genético de crocodilos e tartarugas. A equipe descobriu que quatro microRNA presentes no lagarto também existiam na tartaruga, mas faltavam nos pássaros, crocodilos e todos os outros animais.

De acordo com os autores da pesquisa, apesar de os microRNA se desenvolverem rapidamente nos animais, eles permanecem virtualmente inalterados. É um tipo de mapa molecular que permite rastrear a evolução das espécies. Os pesquisadores afirmaram que precisam de mais dados para confirmar, sem sombra de dúvidas, que as tartarugas e os lagartos são primos evolutivos.

A equipe pretende usar a análise de microRNA em outros animais para ajudar a determinar origens e relações em outras espécies. Além disso, os cientistas estão desenvolvendo uma plataforma na internet para compartilhar a técnica com outros pesquisadores ao redor do mundo.

Depois de décadas em discussão, cientistas encontram pistas sobre o parentesco evolutivo das tartarugas: são primas dos lagartos

Depois de décadas em discussão, cientistas encontram pistas sobre o parentesco evolutivo das tartarugas: são primas dos lagartos (Comstock)

Fonte: Veja Ciência


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Pinguins são encontrados mortos na beira da praia do Cassino, no RS

Pouco mais de uma dezena de pinguins e outros animais apareceram mortos na beira da praia do Cassino, em Rio Grande (RS), no Sul do Estado. A cena chamou a atenção das pessoas que aproveitaram o domingo (31) de sol na orla do litoral.

Pinguins são maioria entre os animais. Quase todos estão no trecho da praia onde será construído o Oceanário Brasil, da Furg, e os Molhes da Barra, em uma faixa de cerca de três quilômetros. Outras aves também foram encontradas, bem como um golfinho.

Apesar da imagem forte, segundo o oceanólogo Kléber Grubel da Silva, coordenador de projetos do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), as mortes podem ser consideradas normais. Os animais são jovens (teriam entre seis e sete meses) e podem ter ficado debilitados por fome ou alguma doença. “A corrente marítima das Malvinas traz os bichos para a beira do Cassino”, explica.

Fonte: Zero Hora/RS


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Estudo com pássaros traz novos dados sobre infidelidade feminina

Fêmea de mandarim troca de parceiro sem benefício aparente.
Cientistas apontam origem genética para comportamento sexual.

Uma nova pesquisa aumenta a dúvida dos cientistas em relação ao comportamento sexual dos animais. A teoria mais aceita diz que todas as ações podem ser explicadas por alguma razão biológica. Tudo que um animal faz tem o objetivo implícito de obter alguma vantagem.

No entanto, uma outra corrente duvida dessa hipótese e diz que a explicação para o comportamento pode ser genética, sem ter relação direta com a necessidade da preservação das espécies. Um estudo liderado por Wolfgang Forstmeier, pesquisador de ornitologia do Instituto Max Planck, da Alemanha, publicado pela revista científica “PNAS”, dá força a essa teoria.

A equipe de Forstmeier acompanhou um grupo de mais de 1,5 mil mandarins em cativeiro durante oito anos. O mandarim é um pássaro de hábitos monogâmicos que na grande maioria das vezes estabelece laços de casal de longa duração. Contudo, apesar dos laços aparentes, as relações extraconjugais são comuns.

Segundo Forstmeier, que conversou com o G1, a explicação para a traição dos machos é “óbvia”. “Os machos querem ter o maior número possível de descendentes”, disse o pesquisador. No entanto, as fêmeas também têm esse comportamento, e os cientistas não encontram nenhuma explicação lógica para isso.

A pesquisa alemã mostrou que as fêmeas que copulam com vários parceiros são filhas de machos que também faziam o mesmo. “Podemos perceber este comportamento como consequência dos genes”, constatou Forstmeier. “O comportamento pode existir mesmo se não houver benefício”, completou o cientista.

Pesquisa foi feita com mandarins na Alemanha. (Foto: Karen Hull / Flickr - Creative Commons 2.0 genérico)

Pesquisa foi feita com mandarins na Alemanha. (Foto: Karen Hull / Flickr - Creative Commons 2.0 genérico)

 

Fonte: Tadeu Meniconi, Do G1, em São Paulo


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Mais de 1/4 das espécies nativas da Europa está ameaçada

Mais de um quarto do total de espécies nativas do continente europeu está ameaçado de extinção, segundo um aleta emitido recentemente pela EU (União Europeia).

O grupo inclui mamíferos, anfíbios, répteis, pássaros, borboletas e plantas.

A crise é principalmente provocada por perda de habitat, poluição, introdução de espécies de fora que ameaçam as nativas, mudança climática e pesca ilegal.

O problema também refletirá na população humana, como decorrência da devastação econômica e social, alerta o comissário de Ambiente da UE, Janez Potocnik.

As soluções apresentadas pela EU para o problema, entretanto, carecem de verbas, criticam organizações ambientalistas.

Entre as propostas da EU, estão a redução da perda de animais até 2020, que seria feita a partir de planos de gerenciamento em todas as florestas, de forma que pelo menos 15% dos ecossistemas destruídos possam se recuperar.

Segundo Ana Nieto, da organização IUCN (sigla de União Internacional para a Conservação da Natureza), a perda da biodiversidade é maior na Europa do que em outras partes do mundo porque o nível de desenvolvimento residencial e industrial é maior.

Com uma média aproximada de 70 pessoas por quilômetro quadrado, a Europa é o continente com maior densidade populacional, ficando atrás apenas da Ásia.

Fonte: DA ASSOCIATED PRESS


16 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Para sobreviver em metrópoles, pássaro precisa de cérebro grande

Pesquisadores acreditam que crescimento da urbanização no mundo possa resultar no declínio das espécies com cérebro menor

Um pássaro que desejar viver em uma cidade grande precisará de um cérebro grande para sobreviver, reportaram pesquisadores suecos em novo estudo.

O tamanho do cérebro já esteve vinculado à capacidade de animais de várias espécies desenvolverem novos comportamentos e se adaptarem a ambientes em constantes mudanças. Portanto, nesse novo estudo, os pesquisadores catalogaram o tamanho do cérebro e a massa corpórea de 82 espécies – geralmente passarinhos que vivem em poleiros – e as categorizaram por seu êxito, ou a falta dele, em viver em 12 cidades da Europa.

Eles descobriram que as espécies que tinham cérebros maiores em relação ao seu tamanho corporal – corvos e tentilhões, por exemplo – tinham maior probabilidade de viver bem nessas cidades.

O estudo foi publicado na internet no fim de abril, na “Biology Letters”.

Somente algumas espécies são capazes de sobreviver em cidades, e os autores ainda especulam que o crescimento da urbanização no mundo todo possa resultar em um declínio de longo prazo das espécies com cérebro menor.

Os pombos são exceção. Eles têm cérebros pequenos, diz o autor líder, Alexei A. Maklakov, professor-assistente de biologia da evolução na Universidade de Uppsala. No entanto, o ambiente urbano fornece a eles uma aproximação de seu habitat natural, fazendo com que precisem de pouca energia intelectual para se adaptar.

São inúmeros arranha-céus que lembram as montanhas sobre as quais eles se aninham na natureza, argumenta Maklakov. “Eles não precisam inventar maneiras de encontrar comida. Aquela que nós jogamos está de bom tamanho para eles”.

Fonte: Portal iG