9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Queimadas ilegais em SP geram mais de R$ 10 milhões em multas

Em 48 municípios do noroeste do estado foram feitas 131 autuações.
Mais de 60% das queimadas registradas em agosto foram ilegais.

Fogo (Foto: AE)

Fogo atinge canavial em Ribeirão Preto (Foto: Célio Messias/AE)

A Polícia Ambiental já aplicou mais de R$ 10 milhões em multas por queimadas ilegais em pastos e canaviais em 48 municípios da região noroeste de São Paulo. Até a terça-feira (6), foram feitas 131 autuações em 242 ocorrências de incêndios registradas na zona rural desses municípios. Foram destruídos mais de 8 mil hectares de cana e pasto – e apenas 280 hectares formados por matas de reservas permanentes.

Das 131 autuações, 76 foram feitas depois de 1.º de julho, data em que passou a vigorar as proibições de queimadas à noite (total) e durante o dia (parcial, quando a umidade do ar fica abaixo de 28%). “Foram queimadas não autorizadas, fora de hora ou que ultrapassaram o perímetro estabelecido da queimada da lavoura da cana para colheita”, diz o tenente André Eduardo Trevisan, da Polícia Ambiental de São José do Rio Preto.

Em julho, 40% do total das queimadas registradas pela companhia foram autuadas. “Tivemos 82 ocorrências de queimadas, sendo que 32 destas foram motivo de autuação”, diz. Mas o pior aconteceu em agosto, mês em que mais de 60% das queimadas registradas pela Polícia Ambiental foram ilegais. “Das 68 ocorrências de incêndio, 42 eram ilegais, de cana ou pasto, cujos responsáveis foram autuados”, afirma Trevisan.

Segundo ele, as multas variam de R$ 1 mil a R$ 50 mil por hectare, dependendo da vegetação destruída. Um hectare de canavial queimado ilegalmente, por exemplo, gera R$ 1 mil de multa por hectare. O registro das queimadas é feito de três maneiras: pelos policiais em atividade no campo, por denúncias e por meio do rastreamento feito pelo satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fonte: Agência do Estado


24 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisa da UFSCar aponta possível desaparecimento de espécies de aves no interior paulista

Ocorrência foi verificada na região de Pilar do Sul (SP) e pode ser explicada pela substituição dos habitats naturais por plantações e pastos.

Uma pesquisa de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Diversidade Biológica e Conservação (PPGDBC) do campus Sorocaba da UFSCar, aponta para um provável desaparecimento de aves em regiões onde as plantações ocuparam os habitats naturais das espécies.

 

O estudo Utilização de Sistemas Agrícolas (Tangerinas, Citrus Reticulata) por aves na região de Pilar do Sul, São Paulo foi desenvolvido por Marcelo Gonçalves Campolim, sob orientação do professor Augusto Piratelli. O objetivo da pesquisa foi verificar se as aves da região avaliada poderiam usar as plantações como acréscimo de seus habitats naturais, ou mesmo substituí-los. A pesquisa é pioneira no Brasil, pois pela primeira vez um estudo procurou demonstrar como as plantações de tangerina favorecem, ou não, a avifauna da região.

 

A ideia do estudo surgiu enquanto Piratelii viajava pelo interior de São Paulo e constatou que a maior parte da paisagem era composta por plantações e pastagens. “A mata nativa quase não existe mais, e com isso, muitas espécies desapareceram ou estão ameaçadas”, lamenta o orientador.

 

O estudo apontou que, das 122 espécies amostradas, 60 foram detectadas nas plantações e nos fragmentos florestais (áreas com vegetação nativa), e as demais só nesses fragmentos.”Concluímos que a mata nativa é de suma importância para pelo menos metade das espécies da região, enquanto para a outra metade, as plantações podem ser utilizadas para deslocamentos, alimentação ou reprodução”, esclarece Piratelli.

 

A pesquisa também chama atenção para o novo Código Florestal, que prevê a redução de algumas áreas, que hoje são legalmente protegidas, como matas ciliares e topos de morros, para serem utilizadas para a Agropecuária. “Ficamos receosos que as mudanças nas áreas protegidas previstas no novo Código Florestal possam ser terríveis para as aves (e outros animais), que vão perder ambientes naturais. E aquelas que não conseguem sobreviver nas plantações tendem a se tornar raras ou até mesmo desaparecer”, prevê o professor.

 

O pesquisador Marcelo Gonçalves Campolim salienta que o Brasil ainda é carente de estudos que visam monitorar a fauna de aves em ambientes agrícolas. “As informações levantadas na pesquisa são importantes para futuros planejamentos, visando o manejo de técnicas e práticas agrícolas para o auxilio destes ambientes na conservação de aves”, conclui Campolim.

 

Outras informações sobre o estudo podem ser acessadas pelo e-mail: piratelli@ufscar.br

Fonte: Ascom UFSCar






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9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Queimadas ilegais em SP geram mais de R$ 10 milhões em multas

Em 48 municípios do noroeste do estado foram feitas 131 autuações.
Mais de 60% das queimadas registradas em agosto foram ilegais.

Fogo (Foto: AE)

Fogo atinge canavial em Ribeirão Preto (Foto: Célio Messias/AE)

A Polícia Ambiental já aplicou mais de R$ 10 milhões em multas por queimadas ilegais em pastos e canaviais em 48 municípios da região noroeste de São Paulo. Até a terça-feira (6), foram feitas 131 autuações em 242 ocorrências de incêndios registradas na zona rural desses municípios. Foram destruídos mais de 8 mil hectares de cana e pasto – e apenas 280 hectares formados por matas de reservas permanentes.

Das 131 autuações, 76 foram feitas depois de 1.º de julho, data em que passou a vigorar as proibições de queimadas à noite (total) e durante o dia (parcial, quando a umidade do ar fica abaixo de 28%). “Foram queimadas não autorizadas, fora de hora ou que ultrapassaram o perímetro estabelecido da queimada da lavoura da cana para colheita”, diz o tenente André Eduardo Trevisan, da Polícia Ambiental de São José do Rio Preto.

Em julho, 40% do total das queimadas registradas pela companhia foram autuadas. “Tivemos 82 ocorrências de queimadas, sendo que 32 destas foram motivo de autuação”, diz. Mas o pior aconteceu em agosto, mês em que mais de 60% das queimadas registradas pela Polícia Ambiental foram ilegais. “Das 68 ocorrências de incêndio, 42 eram ilegais, de cana ou pasto, cujos responsáveis foram autuados”, afirma Trevisan.

Segundo ele, as multas variam de R$ 1 mil a R$ 50 mil por hectare, dependendo da vegetação destruída. Um hectare de canavial queimado ilegalmente, por exemplo, gera R$ 1 mil de multa por hectare. O registro das queimadas é feito de três maneiras: pelos policiais em atividade no campo, por denúncias e por meio do rastreamento feito pelo satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fonte: Agência do Estado


24 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Pesquisa da UFSCar aponta possível desaparecimento de espécies de aves no interior paulista

Ocorrência foi verificada na região de Pilar do Sul (SP) e pode ser explicada pela substituição dos habitats naturais por plantações e pastos.

Uma pesquisa de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Diversidade Biológica e Conservação (PPGDBC) do campus Sorocaba da UFSCar, aponta para um provável desaparecimento de aves em regiões onde as plantações ocuparam os habitats naturais das espécies.

 

O estudo Utilização de Sistemas Agrícolas (Tangerinas, Citrus Reticulata) por aves na região de Pilar do Sul, São Paulo foi desenvolvido por Marcelo Gonçalves Campolim, sob orientação do professor Augusto Piratelli. O objetivo da pesquisa foi verificar se as aves da região avaliada poderiam usar as plantações como acréscimo de seus habitats naturais, ou mesmo substituí-los. A pesquisa é pioneira no Brasil, pois pela primeira vez um estudo procurou demonstrar como as plantações de tangerina favorecem, ou não, a avifauna da região.

 

A ideia do estudo surgiu enquanto Piratelii viajava pelo interior de São Paulo e constatou que a maior parte da paisagem era composta por plantações e pastagens. “A mata nativa quase não existe mais, e com isso, muitas espécies desapareceram ou estão ameaçadas”, lamenta o orientador.

 

O estudo apontou que, das 122 espécies amostradas, 60 foram detectadas nas plantações e nos fragmentos florestais (áreas com vegetação nativa), e as demais só nesses fragmentos.”Concluímos que a mata nativa é de suma importância para pelo menos metade das espécies da região, enquanto para a outra metade, as plantações podem ser utilizadas para deslocamentos, alimentação ou reprodução”, esclarece Piratelli.

 

A pesquisa também chama atenção para o novo Código Florestal, que prevê a redução de algumas áreas, que hoje são legalmente protegidas, como matas ciliares e topos de morros, para serem utilizadas para a Agropecuária. “Ficamos receosos que as mudanças nas áreas protegidas previstas no novo Código Florestal possam ser terríveis para as aves (e outros animais), que vão perder ambientes naturais. E aquelas que não conseguem sobreviver nas plantações tendem a se tornar raras ou até mesmo desaparecer”, prevê o professor.

 

O pesquisador Marcelo Gonçalves Campolim salienta que o Brasil ainda é carente de estudos que visam monitorar a fauna de aves em ambientes agrícolas. “As informações levantadas na pesquisa são importantes para futuros planejamentos, visando o manejo de técnicas e práticas agrícolas para o auxilio destes ambientes na conservação de aves”, conclui Campolim.

 

Outras informações sobre o estudo podem ser acessadas pelo e-mail: piratelli@ufscar.br

Fonte: Ascom UFSCar