10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas estudam mecanismo que faz as lagartixas grudarem na parede

Adesivo no dedo dos répteis permite fixação em superfícies verticais.
Força que prende os animais diminui quando as patas ficam molhadas.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Akron, no estado americano de Ohio, analisa a estrutura adesiva nos dedos das lagartixas que permite que elas se fixem às superfícies verticais por onde passam, como árvores e paredes. Os resultados estão publicados na atual edição da revista “Journal of Experimental Biology”.

Os cientistas avaliaram como esses répteis se comportam em lugares secos e úmidos, e como se esforçam para se manter presos quando o local está molhado.

A equipe, formada pelos pesquisadores Alyssa Stark, Timothy Sullivan e Peter Niewiarowski, queria saber como os animais da espécie Tokay (Gekko gecko) se comportam em seu habitat natural, ou seja, em florestas tropicais, onde costuma chover muito.

Em ambientes secos, por exemplo, as lagartixas são capazes de aguentar uma força de até 20 vezes o próprio peso, mas, quando as patas se encharcam – após 90 minutos, no caso dos testes realizados –, os indivíduos se desprenderam após uma força quase igual ao próprio peso.

Isso indica que esses animais podem caminhar por superfícies molhadas, mesmo que seus pezinhos estejam razoavelmente secos. No entanto, assim que as patas se molham, os répteis mal conseguem se segurar, pois os dedos deles são hidrofóbicos, ou seja, repelem a água.

De acordo com os autores, a estrutura de aderência na sola das patas das lagartixas contém pelos microscópicos, que são atraídos pelo solo por meio de uma interação entre moléculas chamada “força de van der Waals”.

Esse mecanismo de fixação altamente desenvolvido permite, por exemplo, que os répteis não escorreguem nem caiam da copa das árvores, por exemplo. Mas, no caso de um vidro vertical, liso e molhado, eles têm mais dificuldade de controlar o adesivo e, após alguns passos, acabam se desgrudando.

Os cientistas agora estão ansiosos para entender quanto tempo as lagartixas levam para se recuperar desse “encharcamento” e voltar à capacidade total da cola sob as patas.

Lagartixa valendo (Foto: Edward Ramirez/Journal of Experimental Biology)

Lagartixa tem adesivo nas patas que as faz grudar (Foto: Edward Ramirez/Journal of Experimental Biology)

Fonte: Globo Natureza


28 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Lagartixa deixou de ter pata colante 9 vezes durante evolução, diz estudo

Cientistas verificaram ainda que sola adesiva reapareceu outras 11 vezes.
Pesquisa foi publicada na revista PLoS ONE.

Cientistas descobriram que durante o processo evolutivo das lagartixas, sua sola pegajosa — que gruda em diversos tipos de superfícies e ajuda o réptil a escalar paredes, desapareceu ao menos nove vezes, mas reapareceu outras 11 vezes, de acordo com estudo publicado nesta quarta-feira (27) na revista PLoS ONE.

A investigação científica aponta a existência de 1.450 espécies conhecidas de lagartixas, sendo que 60% delas têm patas com característica pegajoda e adesiva.

Um grupo de estudiosos da Universidade Villanova, na Pensilvânia, Estados Unidos, conseguiu construir uma árvore genealógica de lagartixas a partir da análise do DNA de muitas espécies. Em seguida, eles acrescentaram a informação sobre a existência de patas colantes, fato que ajudaria a determinar, em diferentes versões, quando essa característica surgiu.

O modelo mais provável alcançado pelos cientistas é que as patas pegajosas apareceram 11 vezes durante a formação das espécies, mas desapareceram em outras nove ocasiões ao longo da evolução da lagartixa.

Lagartixa foi flagrada tentando salvar amigo que havia sido capturado por cobra. (Foto: Reprodução/YouTube)

Lagartixas penduradas na parede. Característica pegajosa das patas sumiu ao menos nove vezes durante processo evolutivo de espécies, apontam cientistas. (Foto: Reprodução/YouTube)

Fonte: Globo Natureza


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas testam e comparam inteligência de corvos e papagaios

Espécies resolveram problemas usando objetos como ferramentas.

Pesquisadores das universidades de Viena e Oxford testaram pássaros de algumas das espécies consideradas as mais inteligentes do planeta e comprovaram a habilidade dos animais em resolver complexos problemas.

Corvos-da-nova-caledônia e papagaios da Nova Zelândia foram submetidos a uma bateria de testes em que precisaram vencer desafios para ter acesso a comida.

Entre as situações criadas pelos cientistas estavam puxar um barbante para alcançar a recompensa, usar bolinhas de gude para empurrar a comida para fora de uma caixa e um gancho para abrir uma janela.

Corvos selvagens normalmente utilizam objetos para resolver tarefas do dia-a-dia, segundo cientistas.

Para os corvos, o mais difícil foi abrir a janela puxando um gancho.

Os pesquisadores afirmaram que isso não foi devido à dificuldade em entender que precisava puxá-lo, mas sim ao medo natural dos corvos de tocarem objetos desconhecidos.

Pelo mesmo motivo, o pássaro preferiu usar um objeto para empurrar a comida do que enfiar a cabeça na caixa.

O papagaio da Nova Zelândia também resolveu todos os problemas, apesar da espécie não costumar usar ferramentas na natureza.

A única tarefa em que teve dificuldades foi usar um graveto como ferramenta.

Cientistas dizem que isso se deve ao formado curvo do bico da ave.

Mesmo assim, o animal foi capaz de desenvolver uma técnica complexa, na qual usou a abertura na caixa, as patas e o bico para finalmente ter acesso à comida.

Os cientistas afirmam que a comparação entre a capacidade de resolver problemas destas aves revela como a evolução de diferenças de inteligência depende de cada espécie.

Papagaios da Nova Zelândia resolveram os problemas propostos pelos cientistas (Foto: BBC)

Papagaios da Nova Zelândia resolveram os problemas propostos pelos cientistas (Foto: BBC)

 

Corvo-da-nova-caledônia é habituado a ferramentas (Foto: BBC)

Corvo-da-nova-caledônia é habituado a ferramentas (Foto: BBC)

 

Fonte: Da BBC.


12 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Lagarto sem olhos e sem patas é descoberto no Camboja

Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de lagarto, sem olhos e sem patas, no Camboja, país do sudeste da Ásia.

O zoólogo Neang Thy, do Ministério do Meio Ambiente cambojano, e a organização de defesa ambiental FFI (Fauna & Flora International) encontraram a criatura, parecida com um verme ou uma cobra, na região das montanhas Cardamomo.

O zoólogo notou a presença do lagarto quando revirou um pedaço de madeira no chão da mata e capturou a criatura.

“Primeiro pensei que era uma espécie comum”, disse o zoólogo, que estuda répteis e anfíbios há quase dez anos no Camboja. Mas logo percebeu que se tratava de uma nova espécie.

O réptil evoluiu para viver embaixo da terra, perdendo as patas para conseguir passar pelo solo ao retorcer o corpo.

Thy e seus colegas confirmaram que esta é uma nova espécie e publicaram a conclusão na revista especializada “Zootaxa”.

O novo lagarto foi chamado de lagarto cego da Montanha Dalai (Dibamus dalaiensis), devido à montanha onde foi encontrado.

UM ANO

A bióloga Jenny Daltry, também da FFI, comentou que foi necessário quase um ano para ter certeza de que se tratava realmente de uma nova espécie.

“Eles tiveram que analisar todas as descrições científicas de todas as outras espécies (…) e analisar as espécies em museus”, disse Daltry à BBC.

“O que é realmente animador sobre isto é que esta foi a primeira vez que um cidadão cambojano descobriu uma nova espécie, juntou todas as provas científicas e publicou a descoberta.”

Daltry afirma ainda que existem vários outros lagartos sem patas na natureza, como uma espécie do Reino Unido.

Diferentemente das cobras, os lagartos sem patas não tem a língua bifurcada.

Além disso, a maioria das cobras tem apenas um pulmão, enquanto os lagartos têm dois, explica a cientista. “A maioria dos lagartos também conseguem piscar, algo que as cobras não conseguem. Mas este novo lagarto não tem olhos.”

Nova espécie de lagarto é parecida com cobra; o réptil provavelmente perdeu as patas para viver embaixo da terra

Foto:Jeremy Holden/FFI

Nova espécie de lagarto é parecida com cobra; o réptil provavelmente perdeu as patas para viver embaixo da terra.

Fonte: BBC Brasil






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10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas estudam mecanismo que faz as lagartixas grudarem na parede

Adesivo no dedo dos répteis permite fixação em superfícies verticais.
Força que prende os animais diminui quando as patas ficam molhadas.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Akron, no estado americano de Ohio, analisa a estrutura adesiva nos dedos das lagartixas que permite que elas se fixem às superfícies verticais por onde passam, como árvores e paredes. Os resultados estão publicados na atual edição da revista “Journal of Experimental Biology”.

Os cientistas avaliaram como esses répteis se comportam em lugares secos e úmidos, e como se esforçam para se manter presos quando o local está molhado.

A equipe, formada pelos pesquisadores Alyssa Stark, Timothy Sullivan e Peter Niewiarowski, queria saber como os animais da espécie Tokay (Gekko gecko) se comportam em seu habitat natural, ou seja, em florestas tropicais, onde costuma chover muito.

Em ambientes secos, por exemplo, as lagartixas são capazes de aguentar uma força de até 20 vezes o próprio peso, mas, quando as patas se encharcam – após 90 minutos, no caso dos testes realizados –, os indivíduos se desprenderam após uma força quase igual ao próprio peso.

Isso indica que esses animais podem caminhar por superfícies molhadas, mesmo que seus pezinhos estejam razoavelmente secos. No entanto, assim que as patas se molham, os répteis mal conseguem se segurar, pois os dedos deles são hidrofóbicos, ou seja, repelem a água.

De acordo com os autores, a estrutura de aderência na sola das patas das lagartixas contém pelos microscópicos, que são atraídos pelo solo por meio de uma interação entre moléculas chamada “força de van der Waals”.

Esse mecanismo de fixação altamente desenvolvido permite, por exemplo, que os répteis não escorreguem nem caiam da copa das árvores, por exemplo. Mas, no caso de um vidro vertical, liso e molhado, eles têm mais dificuldade de controlar o adesivo e, após alguns passos, acabam se desgrudando.

Os cientistas agora estão ansiosos para entender quanto tempo as lagartixas levam para se recuperar desse “encharcamento” e voltar à capacidade total da cola sob as patas.

Lagartixa valendo (Foto: Edward Ramirez/Journal of Experimental Biology)

Lagartixa tem adesivo nas patas que as faz grudar (Foto: Edward Ramirez/Journal of Experimental Biology)

Fonte: Globo Natureza


28 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Lagartixa deixou de ter pata colante 9 vezes durante evolução, diz estudo

Cientistas verificaram ainda que sola adesiva reapareceu outras 11 vezes.
Pesquisa foi publicada na revista PLoS ONE.

Cientistas descobriram que durante o processo evolutivo das lagartixas, sua sola pegajosa — que gruda em diversos tipos de superfícies e ajuda o réptil a escalar paredes, desapareceu ao menos nove vezes, mas reapareceu outras 11 vezes, de acordo com estudo publicado nesta quarta-feira (27) na revista PLoS ONE.

A investigação científica aponta a existência de 1.450 espécies conhecidas de lagartixas, sendo que 60% delas têm patas com característica pegajoda e adesiva.

Um grupo de estudiosos da Universidade Villanova, na Pensilvânia, Estados Unidos, conseguiu construir uma árvore genealógica de lagartixas a partir da análise do DNA de muitas espécies. Em seguida, eles acrescentaram a informação sobre a existência de patas colantes, fato que ajudaria a determinar, em diferentes versões, quando essa característica surgiu.

O modelo mais provável alcançado pelos cientistas é que as patas pegajosas apareceram 11 vezes durante a formação das espécies, mas desapareceram em outras nove ocasiões ao longo da evolução da lagartixa.

Lagartixa foi flagrada tentando salvar amigo que havia sido capturado por cobra. (Foto: Reprodução/YouTube)

Lagartixas penduradas na parede. Característica pegajosa das patas sumiu ao menos nove vezes durante processo evolutivo de espécies, apontam cientistas. (Foto: Reprodução/YouTube)

Fonte: Globo Natureza


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas testam e comparam inteligência de corvos e papagaios

Espécies resolveram problemas usando objetos como ferramentas.

Pesquisadores das universidades de Viena e Oxford testaram pássaros de algumas das espécies consideradas as mais inteligentes do planeta e comprovaram a habilidade dos animais em resolver complexos problemas.

Corvos-da-nova-caledônia e papagaios da Nova Zelândia foram submetidos a uma bateria de testes em que precisaram vencer desafios para ter acesso a comida.

Entre as situações criadas pelos cientistas estavam puxar um barbante para alcançar a recompensa, usar bolinhas de gude para empurrar a comida para fora de uma caixa e um gancho para abrir uma janela.

Corvos selvagens normalmente utilizam objetos para resolver tarefas do dia-a-dia, segundo cientistas.

Para os corvos, o mais difícil foi abrir a janela puxando um gancho.

Os pesquisadores afirmaram que isso não foi devido à dificuldade em entender que precisava puxá-lo, mas sim ao medo natural dos corvos de tocarem objetos desconhecidos.

Pelo mesmo motivo, o pássaro preferiu usar um objeto para empurrar a comida do que enfiar a cabeça na caixa.

O papagaio da Nova Zelândia também resolveu todos os problemas, apesar da espécie não costumar usar ferramentas na natureza.

A única tarefa em que teve dificuldades foi usar um graveto como ferramenta.

Cientistas dizem que isso se deve ao formado curvo do bico da ave.

Mesmo assim, o animal foi capaz de desenvolver uma técnica complexa, na qual usou a abertura na caixa, as patas e o bico para finalmente ter acesso à comida.

Os cientistas afirmam que a comparação entre a capacidade de resolver problemas destas aves revela como a evolução de diferenças de inteligência depende de cada espécie.

Papagaios da Nova Zelândia resolveram os problemas propostos pelos cientistas (Foto: BBC)

Papagaios da Nova Zelândia resolveram os problemas propostos pelos cientistas (Foto: BBC)

 

Corvo-da-nova-caledônia é habituado a ferramentas (Foto: BBC)

Corvo-da-nova-caledônia é habituado a ferramentas (Foto: BBC)

 

Fonte: Da BBC.


12 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Lagarto sem olhos e sem patas é descoberto no Camboja

Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de lagarto, sem olhos e sem patas, no Camboja, país do sudeste da Ásia.

O zoólogo Neang Thy, do Ministério do Meio Ambiente cambojano, e a organização de defesa ambiental FFI (Fauna & Flora International) encontraram a criatura, parecida com um verme ou uma cobra, na região das montanhas Cardamomo.

O zoólogo notou a presença do lagarto quando revirou um pedaço de madeira no chão da mata e capturou a criatura.

“Primeiro pensei que era uma espécie comum”, disse o zoólogo, que estuda répteis e anfíbios há quase dez anos no Camboja. Mas logo percebeu que se tratava de uma nova espécie.

O réptil evoluiu para viver embaixo da terra, perdendo as patas para conseguir passar pelo solo ao retorcer o corpo.

Thy e seus colegas confirmaram que esta é uma nova espécie e publicaram a conclusão na revista especializada “Zootaxa”.

O novo lagarto foi chamado de lagarto cego da Montanha Dalai (Dibamus dalaiensis), devido à montanha onde foi encontrado.

UM ANO

A bióloga Jenny Daltry, também da FFI, comentou que foi necessário quase um ano para ter certeza de que se tratava realmente de uma nova espécie.

“Eles tiveram que analisar todas as descrições científicas de todas as outras espécies (…) e analisar as espécies em museus”, disse Daltry à BBC.

“O que é realmente animador sobre isto é que esta foi a primeira vez que um cidadão cambojano descobriu uma nova espécie, juntou todas as provas científicas e publicou a descoberta.”

Daltry afirma ainda que existem vários outros lagartos sem patas na natureza, como uma espécie do Reino Unido.

Diferentemente das cobras, os lagartos sem patas não tem a língua bifurcada.

Além disso, a maioria das cobras tem apenas um pulmão, enquanto os lagartos têm dois, explica a cientista. “A maioria dos lagartos também conseguem piscar, algo que as cobras não conseguem. Mas este novo lagarto não tem olhos.”

Nova espécie de lagarto é parecida com cobra; o réptil provavelmente perdeu as patas para viver embaixo da terra

Foto:Jeremy Holden/FFI

Nova espécie de lagarto é parecida com cobra; o réptil provavelmente perdeu as patas para viver embaixo da terra.

Fonte: BBC Brasil