11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesca excessiva ameaça 30% das populações de peixes, afirma ONU

FAO aponta riscos social e econômico do desaparecimento de espécies.
Conservação da biodiversidade marinha foi debatida na Rio+20, em junho.

Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) informou que a comunidade internacional tem que fazer mais para garantir a pesca sustentável no mundo e alertou que quase 30% das populações de peixes correm risco de desaparecer devido à pesca excessiva.

No documento, divulgado nesta segunda-feira (9), a entidade afirma que muitas das populações marinhas, mesmo aquelas já monitoradas pela FAO, continuam sofrendo uma grande pressão. “A superexploração não afeta somente de forma negativa o meio ambiente, mas também reduz a produção pesqueira, com efeitos negativos sociais e econômicos”.

Segundo a agência da ONU, para aumentar a contribuição da pesca marinha à segurança alimentar, às economias e ao bem-estar das comunidades costeiras, é necessário aplicar planos eficazes para reestabelecer as populações de peixes afetados pela sobrepesca.

De acordo com estatísticas apresentadas pelo órgão, cerca de 57% dos peixes estão totalmente explorados (ou seja, o limite sustentável já está próximo de ser atingido) e apenas 13% não estão totalmente explorados. “É necessário fortalecer a governança e ordenar de forma eficaz a pesca”, disse.

Dados da FAO de 2012 mostram que o setor pesqueiro produziu a cifra recorde de 128 milhões de toneladas de pescado para consumo humano – uma média de 18,4 kg por pessoa – proporcionando 15% da ingestão de proteína animal a mais de 4,3 milhões de pessoas. Além disso, o setor emprega atualmente 55 milhões de pessoas.

O relatório da ONU sustenta que o fomento à pesca e à piscicultura sustentáveis pode incentivar a administração de ecossistemas em larga escala e defende mecanismos como a adoção de um sistema de pesca e aquicultura mais justos e responsáveis.

Proteção dos oceanos foi tema da Rio+20
A proteção à biodiversidade marinha foi um dos principais temas debatidos pelos 188 países reunidos durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho.

Um dos resultados definidos no documento “O futuro que queremos”, fruto das negociações diplomáticas, é a adoção de um novo instrumento internacional sob a Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos), para uso sustentável da biodiversidade e conservação em alto mar.

O documento prevê ainda, entre outras medidas, a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro da ONU, além de reafirmar um dos Princípios do Rio, criado em 1992, sobre as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”. Este princípio significa que os países ricos devem investir mais no desenvolvimento sustentável por terem degradado mais o meio ambiente durante séculos.

Outra medida aprovada é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento da erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta. Para isso, o documento recomenda que “o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais”, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.

Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas.

Pescadores trabalham na Indonésia nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Pescadores da Indonésia coletam exemplares de atum nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Fonte: Globo Natureza


21 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Proteção para o alto-mar morre na praia

Preservação de mais da metade dos oceanos fica de fora do documento oficial da conferência Rio+20, que não prevê mecanismos para águas além das jurisdições nacionais.

O evento Diálogos Para o Desenvolvimento Sustentável, no Riocentro, uma parceria com a ONU, terminou terça – feira  (19) após discussões de dez temas. No último debate, sobre oceanos, os dez especialistas da mesa fizeram uma combinação entre duas propostas: criar uma gestão de pesca baseada no ecossistema, incluindo os pescadores, e desenvolver uma rede global de áreas marinhas com proteção internacional. Já o público no Riocentro optou por “lançar um acordo global para salvar a biodiversidade marinha em alto-mar”, proposta que recebeu 36% dos votos eletrônicos no plenário. Pela internet, a mais popular foi “Evitar a poluição de oceanos por plástico, pela educação e comunicação comunitária”.

 

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, considerou um sucesso a participação de cerca de cinco mil pessoas nas discussões que ocorreram, desde o último sábado, no Pavilhão 5 do Riocentro. Além disso, 12 mil contribuíram com os debates por uma plataforma on-line criada pelo governo brasileiro. Para cada um dos temas apontados, as três recomendações mais votadas serão enviadas aos chefes de Estado e de governo que estarão no local a partir de hoje (20).

 

Rebatendo críticas sobre a pequena participação da sociedade civil na conferência oficial, Gilberto Carvalho afirmou que, em relação a outros eventos, a Rio+20 será histórica. Segundo a secretaria, 1,3 milhão de pessoas se inscreveram na plataforma on-line dos debates, que será, segundo o ministro, utilizada para as próximas conferências climáticas das Nações Unidas.

 

“O diálogo com a sociedade civil é naturalmente tenso, a experiência recente brasileira mostra isso. É impossível que movimentos sociais concordem com as recomendações, porque os governos têm limitações institucionais e de relações de poder. Há limite para mudanças”, disse.

 

As discussões foram divididas em dez temas: desemprego, trabalho decente e migrações; desenvolvimento sustentável como resposta para a crise econômica e financeira; desenvolvimento sustentável no combate à pobreza; economia e desenvolvimento sustentável, incluindo caminhos para a produção e consumo sustentáveis; florestas; alimentação e segurança alimentar; energia sustentável para todos; água; cidades sustentáveis e inovação; e oceanos.

 

Ambientalistas criticam - Nos debates, o francês Jean-Michel Cousteau, presidente da Ocean Futures Society, ressaltou o fato de que a situação dos oceanos tem se agravado rapidamente nas últimas décadas. O especialista ressaltou a importância de criar um mecanismo de proteção do alto-mar. Já americana Sylvia Earle, fundadora da Mission Blue Foundation, ressaltou que a Rio+20 é o local para criação de mecanismos de proteção do alto-mar.

 

No plenário, além de ativistas, estiveram o rei Carlos Gustavo e a rainha Silvia, da Suécia. Após quatro dias de reuniões, a secretária-executiva da WWF, Cecília Vey de Brito, afirmou que as recomendações escolhidas ainda não representam as principais reivindicações da sociedade.

 

Mas a falta do lançamento de um marco para a preservação do alto-mar criou polêmica. Não estão previstos mecanismos para a proteção das águas que ficam além das jurisdições nacionais e representam 64% do total. Ambientalistas da High Seas Alliance (HSA), que reúne ONGs, lamentaram o texto escrito pelos negociadores, dizendo que ele pode ser resumido em quatro palavras: “não estamos fazendo nada”. Ainda há chances, consideradas muito remotas, de que os governantes voltem a colocar o assunto em negociação.

 

“Os temas dos oceanos foram os últimos a ser negociados. O Brasil optou por excluir o assunto da pauta para poder fechar o documento sem pontos abertos”, disse Matthew Gianni, consultor político da Deep Sea Conservation Coalition.

 

Há seis anos especialistas discutem a criação de mecanismos para a proteção do alto-mar. Por causa da falta de acordo, sobretudo por parte dos representantes de EUA, Canadá, Japão, Venezuela e Rússia, as propostas não sairão do papel na Rio+20. Só daqui a três anos haverá espaço para nova discussão em algum fórum da ONU.

 

“O oceano era uma das quatro prioridades do governo brasileiro. Realmente, queríamos que esta não fosse a Cúpula da Terra, mas dos Oceanos. Porém, de madrugada, no último parágrafo negociado, a proposta caiu por terra”, disse Sue Lieberman, diretora de Política Internacional do Pew Environment Group.

 

Especialistas elogiaram, no entanto, o fato de o texto citar o controle da pesca e subsídios à indústria pesqueira.

Fonte: O Globo


29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesca descontrolada enfraquece recifes de corais, diz pesquisa

Estudo mostra que diminuição de peixes altera toda a cadeia alimentar.
Cientistas trabalharam na costa do Quênia.

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (28) pela revista científica da Sociedade Internacional dos Estudos de Recifes dá um exemplo de como as consequências das ações humanas sobre o meio ambiente podem ser amplas.

O estudo mostra que a pesca afetou não só na população de peixes, mas alterou também outros organismos de ecossistemas na costa do Quênia. Isso acontece devido a um efeito conhecido como cascata trófica: toda a cadeia alimentar é influenciada pela redução do número de predadores.

Com menos peixes, a população de ouriços cresceu e a de algas vermelhas diminuiu nas regiões estudadas, que foram piscinas formadas no mar por barreiras de corais.

As algas vermelhas possuem substâncias químicas que fortalecem os corais. Portanto, se a população de algas vermelhas é ameaçada, a estrutura dos corais também é. Isso é um problema para todo o ecossistema, que é adaptado ao mar calmo e depende dos recifes para barrar as correntes do mar.

 

 

 

 

 

 

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


28 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas temem que extinção das sardinhas no Pacífico esteja próxima

Queda da população dos peixes é drástica na costa da América do Norte.
Estudo sobre a redução foi divulgado na publicação científica ‘PNAS’.

As sardinhas que vivem nas águas do Oceano Pacífico próximas à América do Norte correm grande risco de extinção, alertam cientistas em artigo na revista da Academia Americana de Ciências (PNAS).

Os pesquisadores não sabem explicar o que causou a redução drástica na população dos peixes na região, mas sugerem que condições climaticas desfavoráveis e práticas pesqueiras podem ter provocado a queda.

A recuperação da população de sardinhas vai depender de um clima ameno, que favorece o desenvolvimento desses peixes, da ausência de competição com outras espécies marinhas como as cavalas, e da adoção de estratégias de pesca diferentes no local.

Os especialistas temem que o colapso das sardinhas nas águas do norte do Pacífico tenha ligação com o desaparecimento dos peixes das costas japonesa e chilena. Desde 2006, os cientistas notam uma redução na biomassa das sardinhas no oceano.

Cardume de sardinhas do Pacífico (Foto: brian.gratwicke/Licença CreativeCommons)

Cardume de sardinhas do Pacífico (Foto: brian.gratwicke/Licença CreativeCommons)

Fonte: Globo Natureza


12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Trio é detido por caça e pesca ilegal no rio Tibagi

Foto retirada da câmera apreendida

Três pessoas foram detidas pela Polícia Ambiental por realizarem pesca ilegal no rio Tibagi, em Ibiporã. Na época de piracema, período de reprodução das espécies, a pesca é proibida. De acordo com os policiais, quatro pessoas foram flagradas pescando no rio, mas uma delas conseguiu fugir.
Foram presos Rodrigo José do Santos de 20 anos, Alessandro Almeida da Silva de 26 anos e Alex Daniel de 18 anos. Junto com eles foram apreendidos molinetes, varas de pesca, diversos peixes das espécies Mandi, Piau e Barbado. Também foi encontrado um lagarto morto.
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma câmera onde havia um conteúdo mostrando a morte do lagarto e também a caça e morte de um pica pau, que não foi localizado. Os acusados informaram que tinham conhecimento do ato ilícito, mas mesmo assim decidiram praticar o crime.
Os três foram conduzidos para a delegacia de Ibiporã e devem ser autuados pela prática de caça e pesca ilegal.

Fonte: Bonde

 


30 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

SC: sobe para 108 o nº de animais marinhos encontrados mortos

Subiu para 108 o número de animais marinhos encontrados mortos na costa catarinense. Desde o início do monitoramento realizado por biólogos do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali)foram registrados o aparecimento de 90 tartarugas verdes (Chelonia mydas), três golfinhos cinza (Sotalia guianensis), 12 botos (Tursiops truncatus), conhecidos como “boto flíper” ou “boto da tainha”, uma baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), uma baleia-minke-antártica (Balaenoptera bonaerensis), e uma toninha (Pontoporia blainvillei).

Especialistas acompanham o caso e apontam como causa preliminar o uso de redes de emalhe, proibidas na pesca. Essa suspeita, no entanto, ainda não foi confirmada e outras possibilidades estão sendo estudadas.

Todo o material foi recolhido para análise. Os pesquisadores estão percorrendo 350 km da costa de Santa Catarina à procura de novos registros. O laudo com a causa das mortes deverá ser divulgado em breve.

Fonte: Portal Terra


22 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Biólogos estudam misteriosas mortes de animais marinhos em SC

Pesquisadores do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) estudam o aparecimento de animais marinhos mortos na costa do litoral catarinense. Nos últimos 30 dias foram registrados o surgimento de 21 tartarugas verdes (Chelonia mydas), dois golfinhos cinza (Sotalia guianensis) e de oito botos (Tursiops truncatus) conhecidos como “boto flíper” ou “boto da tainha”.

O surgimento dos animais mortos está concentrado na região centro-norte do Estado. Segundo Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, a situação é alarmante: “Algo está acontecendo. Estamos monitorando a orla e iremos averiguar a razão da alta concentração de mortes, mas podemos adiantar que tratam-se de mostras do quanto a ação do homem vem afetando nossos mares, seja por meio da pesca desenfreada ou da poluição”, aponta.

As tartarugas eram todas jovens, sendo que seis apresentavam marcas claras de interação com a pesca. Uma delas apresentava diversos tumores cutâneos denominados fibropapilomas. Todo o material foi recolhido por biólogos do Museu Oceanográfico da Univali para análise de contaminantes sólidos (ingestão de plástico). Uma expedição organizada por pesquisadores, juntamente com órgãos ambientais irá percorrer 350 km da costa catarinense à procura de novos registros e um laudo com a causa das mortes deverá ser divulgado em breve.

O surgimento dos animais mortos está concentrado na região centro-norte do Estado. Foto: Univali/Divulgação

O surgimento dos animais mortos está concentrado na região centro-norte do Estado Foto: Univali/Divulgação

Fonte: Portal Terra


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Com período de Piracema, pesca está proibida nos rios do Paraná

Piracema começou na terça-feira (1º) e segue até 28 de fevereiro de 2012.
Quem desrespeitar determinação está sujeito a multa.

Piracema começa dia 1º de novembro em Mato Grosso. (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Piracema começou dia 1º de novembro (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Até o dia 28 de fevereiro de 2012 estão proibidas as pescas amadora e profissional na Bacia do Rio Paraná, por causa da Piracema, que é a fase em que os peixes nadam em direção à nascente para desovar. O período é determinado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e entrou em vigor na terça-feira (1º).

Este mesmo período é valido para a Bacia do Sudeste que também agrega rios paranaenses. A tabela com o período de Piracema em todos os estados no pais pode ser verificada no site do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Quem for flagrado desrespeitando a legislação pode ser multado em, no mínimo, R$ 700 mais R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca podem ser apreendidos pelos fiscais.

O governo estadual informou que a fiscalização será realizada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e pela Polícia Ambiental nos rios Tibagi, Pirapó, das Cinzas, Laranjinha, Arroio Guaçu, Piquiri, Ivaí, Ocoí, São Francisco Falso, São Francisco Verdadeiro, Chopim, São Bento, que são os principais do estado. A fiscalização também é válida para os afluentes.

A pesca desembarcada, aquela que é praticada no barranco dos rios, está permitida, desde que os critérios estabelecidos pela legislação ambiental sejam respeitados. O mesmo vale para a pesca em reservatório. Também estão liberados campeonatos e gincanas, desde que os peixes capturados sejam devolvidos à natureza.

Documentação
Tanto para a pesca amadora quanto para a profissional, embarcada ou desembarcada, é necessária a posse da documentação emitida pelo Ministério da Pesca. Para a emissão do documento é preciso responder algumas perguntas e se cadastrar no site do ministério. O documento é emitido na hora.

Fonte: G1, PR


20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Comércio excessivo de atum-rabilho pode diminuir população da espécie

Quantidade vendida no mercado em 2010 foi 140% superior à permitida.
Entre 1998 a 2010, comércio da espécie movimentou US$ 13 bi no mundo.

Levantamento realizado pela organização ambiental Pew Environment Group, dosEstados Unidos, aponta que a comercialização do atum-rabilho (Thunnus thynnus) em 2010 foi 140% superior à cota permitida pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT na sigla em inglês), fato que pode ser uma ameaça à preservação da espécie.

De acordo com a análise, em 2010 o mercado poderia comercializar apenas 13.525 toneladas deste peixe, muito utilizado na Europa e na Ásia (principalmente na produção de sushi), mas foram vendidas 32.564 toneladas. Estes índices não levam em consideração os exemplares capturados e ofertados pelo mercado negro.

Entre 1998 e 2010, foram comercializadas 490 mil toneladas de atum-rabilho (negociações estimadas em US$ 13,5 bilhões). Entretanto, no período a cota permitida era de 98 mil toneladas.

Para a organização ambiental, se os limites de comercialização do atum-rabilho, também conhecido como atum-de-barbatana-azul-do-Atlântico, não forem respeitados, a chance de aumentar a população da espécie até 2022 cai em 24%, segundo uma avaliação feita por cientistas a pedido da ICCAT.

Chefs de sushi tentam erguer um enorme atum-rabilho antes de cortá-lo em pedaços no centro de Seul, na Coreia do Sul. Com 350 kg e 2,7 metros de comprimento, este foi o maior atum-rabilho já pescado no país, e seu preço é avaliado em cerca de US$ 23 mil. (Foto: Lee Jin-man/AP)

Exemplar de atum-rabilho capturado na Coreia do Sul. Espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer devido à sobrepesca (Foto: Lee Jin-man/AP)

Risco de desaparecer
Este peixe corre risco de extinção de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN da sigla em inglês). O atum-rabilho chega a ter quatro metros de comprimento e pesar 250 quilos. Devido à ocorrência de sobrepesca (retirada acima do que é permitido por órgãos ambientais) em algumas regiões, a espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer.

O estudo da Pew Environment Group aponta que se os países membros da comissão internacional não desenvolverem um sistema de documentação eletrônica para controlar a venda da espécie, o combate à pesca ilegal ficará mais difícil. Além disso, a ONG cobra medidas punitivas para práticas ilegais.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


23 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Barco de pesca com 357 tubarões é encontrado nas Ilhas Galápagos

Galápagos (Foto: Rede Globo)

Parte de Galápagos, conjunto de ilhas que fica a 1.000 km de distância da costa do Equador (Foto: Rede Globo)

Uma operação realizada nas Ilhas Galápagos, a 1.000 km da costa do Equador, encontrou em uma embarcação 357 tubarões que foram pescados ilegalmente na área protegida. A apreensão seria a maior dos últimos anos e teria ocorrido na última quarta-feira (20), porém, divulgada pelas autoridades do país apenas nesta sexta-feira (22).

De acordo com Rosa León, porta-voz do parque, durante a ação policial foram detidas 26 pessoas consideradas responsáveis pela matança, entre elas dois menores de idade. Os detidos poderão ser condenados à prisão, multas e confisco do navio e dos equipamentos de pesca.

Na pesca, o grupo utilizava o espinhel, um longo fio de nylon repleto de ganchos, prática proibida na reserva marinha. León afirmou que os tubarões estavam nos porões do navio equatoriano Fer Mary I quando foi interceptado pela polícia na última quarta-feira.

Foram encontrados 286 exemplares de tubarão-raposa, 22 animais do tipo azul, 40 espécimes de tubarão-de-Galápagos e outros seis tubarões-martelo.

A ilha de Galápagos é uma reserva marinha onde é proibida a captura e comercialização de espécies. O local é considerado patrimônio natural desde 1979.

Fonte: Globo Natureza

* Com informações da Associated Press (AP) e da EFE.


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11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesca excessiva ameaça 30% das populações de peixes, afirma ONU

FAO aponta riscos social e econômico do desaparecimento de espécies.
Conservação da biodiversidade marinha foi debatida na Rio+20, em junho.

Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) informou que a comunidade internacional tem que fazer mais para garantir a pesca sustentável no mundo e alertou que quase 30% das populações de peixes correm risco de desaparecer devido à pesca excessiva.

No documento, divulgado nesta segunda-feira (9), a entidade afirma que muitas das populações marinhas, mesmo aquelas já monitoradas pela FAO, continuam sofrendo uma grande pressão. “A superexploração não afeta somente de forma negativa o meio ambiente, mas também reduz a produção pesqueira, com efeitos negativos sociais e econômicos”.

Segundo a agência da ONU, para aumentar a contribuição da pesca marinha à segurança alimentar, às economias e ao bem-estar das comunidades costeiras, é necessário aplicar planos eficazes para reestabelecer as populações de peixes afetados pela sobrepesca.

De acordo com estatísticas apresentadas pelo órgão, cerca de 57% dos peixes estão totalmente explorados (ou seja, o limite sustentável já está próximo de ser atingido) e apenas 13% não estão totalmente explorados. “É necessário fortalecer a governança e ordenar de forma eficaz a pesca”, disse.

Dados da FAO de 2012 mostram que o setor pesqueiro produziu a cifra recorde de 128 milhões de toneladas de pescado para consumo humano – uma média de 18,4 kg por pessoa – proporcionando 15% da ingestão de proteína animal a mais de 4,3 milhões de pessoas. Além disso, o setor emprega atualmente 55 milhões de pessoas.

O relatório da ONU sustenta que o fomento à pesca e à piscicultura sustentáveis pode incentivar a administração de ecossistemas em larga escala e defende mecanismos como a adoção de um sistema de pesca e aquicultura mais justos e responsáveis.

Proteção dos oceanos foi tema da Rio+20
A proteção à biodiversidade marinha foi um dos principais temas debatidos pelos 188 países reunidos durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho.

Um dos resultados definidos no documento “O futuro que queremos”, fruto das negociações diplomáticas, é a adoção de um novo instrumento internacional sob a Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos), para uso sustentável da biodiversidade e conservação em alto mar.

O documento prevê ainda, entre outras medidas, a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro da ONU, além de reafirmar um dos Princípios do Rio, criado em 1992, sobre as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”. Este princípio significa que os países ricos devem investir mais no desenvolvimento sustentável por terem degradado mais o meio ambiente durante séculos.

Outra medida aprovada é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento da erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta. Para isso, o documento recomenda que “o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais”, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.

Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas.

Pescadores trabalham na Indonésia nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Pescadores da Indonésia coletam exemplares de atum nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Fonte: Globo Natureza


21 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Proteção para o alto-mar morre na praia

Preservação de mais da metade dos oceanos fica de fora do documento oficial da conferência Rio+20, que não prevê mecanismos para águas além das jurisdições nacionais.

O evento Diálogos Para o Desenvolvimento Sustentável, no Riocentro, uma parceria com a ONU, terminou terça – feira  (19) após discussões de dez temas. No último debate, sobre oceanos, os dez especialistas da mesa fizeram uma combinação entre duas propostas: criar uma gestão de pesca baseada no ecossistema, incluindo os pescadores, e desenvolver uma rede global de áreas marinhas com proteção internacional. Já o público no Riocentro optou por “lançar um acordo global para salvar a biodiversidade marinha em alto-mar”, proposta que recebeu 36% dos votos eletrônicos no plenário. Pela internet, a mais popular foi “Evitar a poluição de oceanos por plástico, pela educação e comunicação comunitária”.

 

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, considerou um sucesso a participação de cerca de cinco mil pessoas nas discussões que ocorreram, desde o último sábado, no Pavilhão 5 do Riocentro. Além disso, 12 mil contribuíram com os debates por uma plataforma on-line criada pelo governo brasileiro. Para cada um dos temas apontados, as três recomendações mais votadas serão enviadas aos chefes de Estado e de governo que estarão no local a partir de hoje (20).

 

Rebatendo críticas sobre a pequena participação da sociedade civil na conferência oficial, Gilberto Carvalho afirmou que, em relação a outros eventos, a Rio+20 será histórica. Segundo a secretaria, 1,3 milhão de pessoas se inscreveram na plataforma on-line dos debates, que será, segundo o ministro, utilizada para as próximas conferências climáticas das Nações Unidas.

 

“O diálogo com a sociedade civil é naturalmente tenso, a experiência recente brasileira mostra isso. É impossível que movimentos sociais concordem com as recomendações, porque os governos têm limitações institucionais e de relações de poder. Há limite para mudanças”, disse.

 

As discussões foram divididas em dez temas: desemprego, trabalho decente e migrações; desenvolvimento sustentável como resposta para a crise econômica e financeira; desenvolvimento sustentável no combate à pobreza; economia e desenvolvimento sustentável, incluindo caminhos para a produção e consumo sustentáveis; florestas; alimentação e segurança alimentar; energia sustentável para todos; água; cidades sustentáveis e inovação; e oceanos.

 

Ambientalistas criticam - Nos debates, o francês Jean-Michel Cousteau, presidente da Ocean Futures Society, ressaltou o fato de que a situação dos oceanos tem se agravado rapidamente nas últimas décadas. O especialista ressaltou a importância de criar um mecanismo de proteção do alto-mar. Já americana Sylvia Earle, fundadora da Mission Blue Foundation, ressaltou que a Rio+20 é o local para criação de mecanismos de proteção do alto-mar.

 

No plenário, além de ativistas, estiveram o rei Carlos Gustavo e a rainha Silvia, da Suécia. Após quatro dias de reuniões, a secretária-executiva da WWF, Cecília Vey de Brito, afirmou que as recomendações escolhidas ainda não representam as principais reivindicações da sociedade.

 

Mas a falta do lançamento de um marco para a preservação do alto-mar criou polêmica. Não estão previstos mecanismos para a proteção das águas que ficam além das jurisdições nacionais e representam 64% do total. Ambientalistas da High Seas Alliance (HSA), que reúne ONGs, lamentaram o texto escrito pelos negociadores, dizendo que ele pode ser resumido em quatro palavras: “não estamos fazendo nada”. Ainda há chances, consideradas muito remotas, de que os governantes voltem a colocar o assunto em negociação.

 

“Os temas dos oceanos foram os últimos a ser negociados. O Brasil optou por excluir o assunto da pauta para poder fechar o documento sem pontos abertos”, disse Matthew Gianni, consultor político da Deep Sea Conservation Coalition.

 

Há seis anos especialistas discutem a criação de mecanismos para a proteção do alto-mar. Por causa da falta de acordo, sobretudo por parte dos representantes de EUA, Canadá, Japão, Venezuela e Rússia, as propostas não sairão do papel na Rio+20. Só daqui a três anos haverá espaço para nova discussão em algum fórum da ONU.

 

“O oceano era uma das quatro prioridades do governo brasileiro. Realmente, queríamos que esta não fosse a Cúpula da Terra, mas dos Oceanos. Porém, de madrugada, no último parágrafo negociado, a proposta caiu por terra”, disse Sue Lieberman, diretora de Política Internacional do Pew Environment Group.

 

Especialistas elogiaram, no entanto, o fato de o texto citar o controle da pesca e subsídios à indústria pesqueira.

Fonte: O Globo


29 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesca descontrolada enfraquece recifes de corais, diz pesquisa

Estudo mostra que diminuição de peixes altera toda a cadeia alimentar.
Cientistas trabalharam na costa do Quênia.

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Diadema setosum', espécie de ouriço do mar (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (28) pela revista científica da Sociedade Internacional dos Estudos de Recifes dá um exemplo de como as consequências das ações humanas sobre o meio ambiente podem ser amplas.

O estudo mostra que a pesca afetou não só na população de peixes, mas alterou também outros organismos de ecossistemas na costa do Quênia. Isso acontece devido a um efeito conhecido como cascata trófica: toda a cadeia alimentar é influenciada pela redução do número de predadores.

Com menos peixes, a população de ouriços cresceu e a de algas vermelhas diminuiu nas regiões estudadas, que foram piscinas formadas no mar por barreiras de corais.

As algas vermelhas possuem substâncias químicas que fortalecem os corais. Portanto, se a população de algas vermelhas é ameaçada, a estrutura dos corais também é. Isso é um problema para todo o ecossistema, que é adaptado ao mar calmo e depende dos recifes para barrar as correntes do mar.

 

 

 

 

 

 

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Coral coberto por algas vermelhas (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

'Balistapus porites', peixe estudado pela pesquisa no Quênia (Foto: Jennifer O'Leary/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


28 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas temem que extinção das sardinhas no Pacífico esteja próxima

Queda da população dos peixes é drástica na costa da América do Norte.
Estudo sobre a redução foi divulgado na publicação científica ‘PNAS’.

As sardinhas que vivem nas águas do Oceano Pacífico próximas à América do Norte correm grande risco de extinção, alertam cientistas em artigo na revista da Academia Americana de Ciências (PNAS).

Os pesquisadores não sabem explicar o que causou a redução drástica na população dos peixes na região, mas sugerem que condições climaticas desfavoráveis e práticas pesqueiras podem ter provocado a queda.

A recuperação da população de sardinhas vai depender de um clima ameno, que favorece o desenvolvimento desses peixes, da ausência de competição com outras espécies marinhas como as cavalas, e da adoção de estratégias de pesca diferentes no local.

Os especialistas temem que o colapso das sardinhas nas águas do norte do Pacífico tenha ligação com o desaparecimento dos peixes das costas japonesa e chilena. Desde 2006, os cientistas notam uma redução na biomassa das sardinhas no oceano.

Cardume de sardinhas do Pacífico (Foto: brian.gratwicke/Licença CreativeCommons)

Cardume de sardinhas do Pacífico (Foto: brian.gratwicke/Licença CreativeCommons)

Fonte: Globo Natureza


12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Trio é detido por caça e pesca ilegal no rio Tibagi

Foto retirada da câmera apreendida

Três pessoas foram detidas pela Polícia Ambiental por realizarem pesca ilegal no rio Tibagi, em Ibiporã. Na época de piracema, período de reprodução das espécies, a pesca é proibida. De acordo com os policiais, quatro pessoas foram flagradas pescando no rio, mas uma delas conseguiu fugir.
Foram presos Rodrigo José do Santos de 20 anos, Alessandro Almeida da Silva de 26 anos e Alex Daniel de 18 anos. Junto com eles foram apreendidos molinetes, varas de pesca, diversos peixes das espécies Mandi, Piau e Barbado. Também foi encontrado um lagarto morto.
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma câmera onde havia um conteúdo mostrando a morte do lagarto e também a caça e morte de um pica pau, que não foi localizado. Os acusados informaram que tinham conhecimento do ato ilícito, mas mesmo assim decidiram praticar o crime.
Os três foram conduzidos para a delegacia de Ibiporã e devem ser autuados pela prática de caça e pesca ilegal.

Fonte: Bonde

 


30 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

SC: sobe para 108 o nº de animais marinhos encontrados mortos

Subiu para 108 o número de animais marinhos encontrados mortos na costa catarinense. Desde o início do monitoramento realizado por biólogos do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali)foram registrados o aparecimento de 90 tartarugas verdes (Chelonia mydas), três golfinhos cinza (Sotalia guianensis), 12 botos (Tursiops truncatus), conhecidos como “boto flíper” ou “boto da tainha”, uma baleia jubarte (Megaptera novaeangliae), uma baleia-minke-antártica (Balaenoptera bonaerensis), e uma toninha (Pontoporia blainvillei).

Especialistas acompanham o caso e apontam como causa preliminar o uso de redes de emalhe, proibidas na pesca. Essa suspeita, no entanto, ainda não foi confirmada e outras possibilidades estão sendo estudadas.

Todo o material foi recolhido para análise. Os pesquisadores estão percorrendo 350 km da costa de Santa Catarina à procura de novos registros. O laudo com a causa das mortes deverá ser divulgado em breve.

Fonte: Portal Terra


22 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Biólogos estudam misteriosas mortes de animais marinhos em SC

Pesquisadores do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) estudam o aparecimento de animais marinhos mortos na costa do litoral catarinense. Nos últimos 30 dias foram registrados o surgimento de 21 tartarugas verdes (Chelonia mydas), dois golfinhos cinza (Sotalia guianensis) e de oito botos (Tursiops truncatus) conhecidos como “boto flíper” ou “boto da tainha”.

O surgimento dos animais mortos está concentrado na região centro-norte do Estado. Segundo Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, a situação é alarmante: “Algo está acontecendo. Estamos monitorando a orla e iremos averiguar a razão da alta concentração de mortes, mas podemos adiantar que tratam-se de mostras do quanto a ação do homem vem afetando nossos mares, seja por meio da pesca desenfreada ou da poluição”, aponta.

As tartarugas eram todas jovens, sendo que seis apresentavam marcas claras de interação com a pesca. Uma delas apresentava diversos tumores cutâneos denominados fibropapilomas. Todo o material foi recolhido por biólogos do Museu Oceanográfico da Univali para análise de contaminantes sólidos (ingestão de plástico). Uma expedição organizada por pesquisadores, juntamente com órgãos ambientais irá percorrer 350 km da costa catarinense à procura de novos registros e um laudo com a causa das mortes deverá ser divulgado em breve.

O surgimento dos animais mortos está concentrado na região centro-norte do Estado. Foto: Univali/Divulgação

O surgimento dos animais mortos está concentrado na região centro-norte do Estado Foto: Univali/Divulgação

Fonte: Portal Terra


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Com período de Piracema, pesca está proibida nos rios do Paraná

Piracema começou na terça-feira (1º) e segue até 28 de fevereiro de 2012.
Quem desrespeitar determinação está sujeito a multa.

Piracema começa dia 1º de novembro em Mato Grosso. (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Piracema começou dia 1º de novembro (Foto: Assessoria/Secom-MT)

Até o dia 28 de fevereiro de 2012 estão proibidas as pescas amadora e profissional na Bacia do Rio Paraná, por causa da Piracema, que é a fase em que os peixes nadam em direção à nascente para desovar. O período é determinado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e entrou em vigor na terça-feira (1º).

Este mesmo período é valido para a Bacia do Sudeste que também agrega rios paranaenses. A tabela com o período de Piracema em todos os estados no pais pode ser verificada no site do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Quem for flagrado desrespeitando a legislação pode ser multado em, no mínimo, R$ 700 mais R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca podem ser apreendidos pelos fiscais.

O governo estadual informou que a fiscalização será realizada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e pela Polícia Ambiental nos rios Tibagi, Pirapó, das Cinzas, Laranjinha, Arroio Guaçu, Piquiri, Ivaí, Ocoí, São Francisco Falso, São Francisco Verdadeiro, Chopim, São Bento, que são os principais do estado. A fiscalização também é válida para os afluentes.

A pesca desembarcada, aquela que é praticada no barranco dos rios, está permitida, desde que os critérios estabelecidos pela legislação ambiental sejam respeitados. O mesmo vale para a pesca em reservatório. Também estão liberados campeonatos e gincanas, desde que os peixes capturados sejam devolvidos à natureza.

Documentação
Tanto para a pesca amadora quanto para a profissional, embarcada ou desembarcada, é necessária a posse da documentação emitida pelo Ministério da Pesca. Para a emissão do documento é preciso responder algumas perguntas e se cadastrar no site do ministério. O documento é emitido na hora.

Fonte: G1, PR


20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Comércio excessivo de atum-rabilho pode diminuir população da espécie

Quantidade vendida no mercado em 2010 foi 140% superior à permitida.
Entre 1998 a 2010, comércio da espécie movimentou US$ 13 bi no mundo.

Levantamento realizado pela organização ambiental Pew Environment Group, dosEstados Unidos, aponta que a comercialização do atum-rabilho (Thunnus thynnus) em 2010 foi 140% superior à cota permitida pela Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT na sigla em inglês), fato que pode ser uma ameaça à preservação da espécie.

De acordo com a análise, em 2010 o mercado poderia comercializar apenas 13.525 toneladas deste peixe, muito utilizado na Europa e na Ásia (principalmente na produção de sushi), mas foram vendidas 32.564 toneladas. Estes índices não levam em consideração os exemplares capturados e ofertados pelo mercado negro.

Entre 1998 e 2010, foram comercializadas 490 mil toneladas de atum-rabilho (negociações estimadas em US$ 13,5 bilhões). Entretanto, no período a cota permitida era de 98 mil toneladas.

Para a organização ambiental, se os limites de comercialização do atum-rabilho, também conhecido como atum-de-barbatana-azul-do-Atlântico, não forem respeitados, a chance de aumentar a população da espécie até 2022 cai em 24%, segundo uma avaliação feita por cientistas a pedido da ICCAT.

Chefs de sushi tentam erguer um enorme atum-rabilho antes de cortá-lo em pedaços no centro de Seul, na Coreia do Sul. Com 350 kg e 2,7 metros de comprimento, este foi o maior atum-rabilho já pescado no país, e seu preço é avaliado em cerca de US$ 23 mil. (Foto: Lee Jin-man/AP)

Exemplar de atum-rabilho capturado na Coreia do Sul. Espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer devido à sobrepesca (Foto: Lee Jin-man/AP)

Risco de desaparecer
Este peixe corre risco de extinção de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN da sigla em inglês). O atum-rabilho chega a ter quatro metros de comprimento e pesar 250 quilos. Devido à ocorrência de sobrepesca (retirada acima do que é permitido por órgãos ambientais) em algumas regiões, a espécie pode ser uma das primeiras a desaparecer.

O estudo da Pew Environment Group aponta que se os países membros da comissão internacional não desenvolverem um sistema de documentação eletrônica para controlar a venda da espécie, o combate à pesca ilegal ficará mais difícil. Além disso, a ONG cobra medidas punitivas para práticas ilegais.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


23 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Barco de pesca com 357 tubarões é encontrado nas Ilhas Galápagos

Galápagos (Foto: Rede Globo)

Parte de Galápagos, conjunto de ilhas que fica a 1.000 km de distância da costa do Equador (Foto: Rede Globo)

Uma operação realizada nas Ilhas Galápagos, a 1.000 km da costa do Equador, encontrou em uma embarcação 357 tubarões que foram pescados ilegalmente na área protegida. A apreensão seria a maior dos últimos anos e teria ocorrido na última quarta-feira (20), porém, divulgada pelas autoridades do país apenas nesta sexta-feira (22).

De acordo com Rosa León, porta-voz do parque, durante a ação policial foram detidas 26 pessoas consideradas responsáveis pela matança, entre elas dois menores de idade. Os detidos poderão ser condenados à prisão, multas e confisco do navio e dos equipamentos de pesca.

Na pesca, o grupo utilizava o espinhel, um longo fio de nylon repleto de ganchos, prática proibida na reserva marinha. León afirmou que os tubarões estavam nos porões do navio equatoriano Fer Mary I quando foi interceptado pela polícia na última quarta-feira.

Foram encontrados 286 exemplares de tubarão-raposa, 22 animais do tipo azul, 40 espécimes de tubarão-de-Galápagos e outros seis tubarões-martelo.

A ilha de Galápagos é uma reserva marinha onde é proibida a captura e comercialização de espécies. O local é considerado patrimônio natural desde 1979.

Fonte: Globo Natureza

* Com informações da Associated Press (AP) e da EFE.


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