17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Com participação de astronauta, relatório mostra que ‘pegada’ do Brasil supera a da China e a da Índia

A pegada ecológica do Brasil é maior que a média mundial e maior que a de todos os países do grupo Brics exceto a Rússia (o grupo inclui China, Índia e África do Sul).

Os dados são do Relatório Planeta Vivo 2012, divulgado pela ONG WWF com a participação do astronauta holandês André Kuipers.

Pegada ecológica é a quantidade de hectares necessária para suprir as necessidades de consumo de cada ser humano versus a capacidade de regeneração da Terra.

O relatório mostra que a pegada da humanidade hoje excedeu em 50% a capacidade de regeneração do planeta. Ou seja, para sustentar o padrão de consumo atual, seria necessário 1,5 planeta.

A pegada ecológica da humanidade dobrou desde 1966. Entre os países com maior pegada estão nações emergentes e de território pequeno, como Qatar (1°) e Dinamarca (4°), além dos gigantes consumistas EUA (5°).

O Brasil tem uma pegada ecológica de 2,93 hectares por pessoa, contra 2,70 da média global. Segundo Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF Brasil, o que mais pesa aqui é a agropecuária, que consome muita terra e água.

A pegada cresceu ligeiramente em 2012 em comparação a 2010 e só não é maior porque o Brasil detém a maior biocapacidade (capacidade de regeneração) do mundo, por conta de suas florestas.

“O Código Florestal é um dos garantidores de que isso continue”, disse Brito, pedindo o veto de Dilma ao código aprovado pela Câmara.

Fonte: Folha.com


10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Lago na Antártida pode revelar evolução do planeta e novas vidas

Cientistas russos afirmaram nesta quinta-feira (9) que uma sonda enviada a um lago primitivo sob o gelo da Antártida pode fazer revelações sobre a evolução do planeta e até mesmo novas formas de vida. Uma equipe russa fez uma perfuração até a superfície do lago Vostok, que, acredita-se, foi coberto por gelo durante milhões de anos, em um avanço anunciado oficialmente pelo Instituto do Ártico e da Antártida.

Cientistas afirmaram que as amostras de água que serão retiradas do lago até o fim deste ano podem revelar novas formas de vida, apesar das condições extremas. “Esperamos encontrar vida lá como nenhuma outra que exista na Terra”, explicou Sergei Bulat, um biólogo molecular do Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo, à AFP.

“Se houver vida lá, será uma forma de vida que é desconhecida para a ciência. Nesse caso, estamos falando de uma descoberta fundamental, uma nova página em nossa compreensão científica da vida. (…) Descobrimos um novo assunto para a ciência, ninguém nunca viu nada como isso”, acrescentou Vladimir Syvorotkin, um especialista em geologia e mineralogia da Universidade Estatal de Moscou. “Os biólogos provavelmente encontrarão alguma bactéria desconhecida que se adaptou a estas condições”, disse à AFP.

Os sedimentos do lago também revelarão mudanças na Terra e em seu clima nos últimos 20 milhões de anos, afirmou German Leichenkov, do Instituto de Geologia e Recursos Minerais do Oceano em São Petersburgo. “Para os geólogos, é importante perfurar e trazer de volta os sedimentos. Eles contêm informações sobre alterações no meio ambiente, o clima nos últimos 15 a 20 milhões de anos”, disse. “Nós temos muito pouca informação sobre isso na Antártida e esta poderia ser uma fonte única de informação”.

Trabalhando em condições extremas no leste da Antártida, onde a temperatura média é de cerca de menos 50 ºC, a expedição implantou uma sonda através do gelo por muitos meses, utilizando querosene como anticongelante. “Esta é nossa vitória técnica. Perfuração nestas condições climáticas complexas é difícil, além dos fatores da alta altitude e do gelo forte”, explicou Leichenkov. “É uma vitória técnica e psicológica importante. É importante parabenizá-los com isso, especialmente porque não existem outras vitórias. Essas pessoas são heroínas”, disse Syvorotkin, da Universidade Estatal de Moscou.

O líder da expedição, Valery Lukin, comparou orgulhosamente o sucesso do projeto de longa duração com o primeiro voo ao espaço. Em um sinal da importância que o governo russo atribui à descoberta, o ministro dos Recursos Naturais e Ecologia, Yury Trutnev, visitou o local no início deste mês.

Os cientistas por trás da expedição afirmaram que a sonda não iria contaminar a água devido às técnicas empregadas, que utilizaram água pressurizada para puxar o fluido de perfuração menos denso para fora do poço. No entanto, um especialista do Greenpeace alertou para o risco de poluição na perfuração, citando cientistas internacionais. “Muitos cientistas dizem que têm dúvidas e que o líquido para perfurar pode atingir este lago único com flora e fauna desconhecidas. É um risco”, disse Vladimir Chuprov, chefe da equipe de energia do Greenpeace na Rússia.

O professor Martin Siegert, chefe da escola de geociências da Universidade de Edimburgo, afirmou à AFP nesta semana que o método de perfuração utilizando anticongelante significava um potencial para contaminação. “É muito difícil para eles convencer (outros) de que seu experimento será limpo, quando você tem essencialmente duas milhas (3,5 km) de querosene para atravessar antes de chegar à superfície do lago”. A difícil tarefa de atingir os sedimentos do lago também exigirá um método seguro de perfuração, explicou o geólogo Leichenkov. “Este problema já está sendo solucionado, temos especialistas muito bons trabalhando nisso”, completou.

Fonte: Portal Terra


24 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Planeta tem 8,7 milhões de espécies conhecidas, aponta levantamento

Contagem vale para seres com membrana celular e exclui bactérias e vírus.
Trabalho de dez anos foi feito pelo Censo da Vida Marinha.

O mundo possui 8,7 milhões de espécies vivas – com 6,5 milhões delas vivendo na terra e 2,2 milhões na água – segundo um levantamento divulgado nesta terça-feira. A contagem exclui animais procariontes – que possuem células sem membrana para cercar o núcleo, local onde se encontra os cromossomos – como bactérias e vírus. Os dados do “censo” foram publicados na revista de livre acesso PLoS Biology.

Mas o número está longe de ser definitivo. Os mesmos cientistas que fizeram a contagem acreditam que ainda existem 91% espécies aquáticas e 86% terrestres a serem descobertas, descritas e catalogadas. Há também uma “margem de erro” na contagem atual: podem existir 1,3 milhão de espécies a mais ou a menos.

Os dados foram reunidos pela equipe do Censo da Vida Marinha, responsável por divulgar em 2010 um mapa da distribuição das espécies em 25 áreas do mundo. Coordenados por Camilo Mora, cientista da Universidade do Havaí, os censores afirmam ter o número mais preciso já obtido por taxonomistas

Espécie de arroz selvagem conhecida como 'Oryza officinalis' na literatura científica. (Foto: PLoS Biology)

Espécie de arroz selvagem conhecida como 'Oryza officinalis' na literatura científica. (Foto: PLoS Biology)

Importância
Até então, a estimativa das espécies conhecidas na Terra era baseada na opinião de cientistas, o que tornava o número total de espécies um mero chute, já que as estimativas variavam de 3 milhões até 100 milhões de seres vivos.

Para a equipe de Camilo Mora, a humanidade se esforça para preservar os animais, mas não faz ideia exatamente sobre quantas espécies existem. “Se nós não soubéssemos – mesmo a ordem de grandeza (1 milhão, 10 milhões, 100 milhões) – dos habitantes de uma nação, como iríamos planejar o futuro de um país?”, explica o cientista.

A incerteza se reflete até mesmo em trabalhos minuciosos como da União Internacional para a Conservação da Natureza, que fez um trabalho para conhecer as espécies conhecidas e listar as ameaçadas.

Conhecida como Lista Vermelha, a relação indica a existência de 59.508 espécies monitoradas, 19.625 delas em perigo de extinção. Isso significa que apenas 1% dos seres vivos conhecidos recebe algum tipo de controle de uma das principais instituições do ramo.

O nome e a classificação de uma espécie ainda segue o esquema definido pelo taxonomista sueco Carolus Linnaeus (Carlos Lineu em português) há 253 anos (1758). A taxonomia de Lineu – com dois nomes em latim para descrever a espécie, escritos em itálico – serviu para identificar, até agora, 1,25 milhão de espécie. Dessas, um milhão são terrestres e 250 mil são aquáticas.

Outras 700 mil espécies já teriam sido descobertas, mas a descrição e a classificação ainda não chegaram aos bancos de dados principais no mundo.

Para resolver o problema usando as técnicas atuais, seriam necessários 300 mil taxonomistas, trabalhando durante 1,2 mil anos e gastando um total de US$ 364 bilhões. Mas o desenvolvimento de técnicas de pesquisa com o DNA dos animais já começou a reduzir os custos para identificar os seres vivos.

Camilo Mora destaca que o conhecimento das espécies é vital para entender os processos ecológicos e evolutivos e tentar garantir a sobrevivência da diversidade das espécies. Ele destaca que muitos seres vivos nascem, vivem, geram descendentes, morrem e são extintos sem que os humanos sequer os conheçam.

Veja como foi feita a divisão das espécies conhecidas do domínio Eucariota (animais com membrana nuclear):

- Animais: 7,7 milhões de espécies (953.434 descritas e catalogadas)
- Plantas: 298 mil espécies (215.644 descritas e catalogadas)
- Fungos: 611,000 espécies (43.271 descritas e catalogadas)
- Protozoários: 36.400 espécies (8.118 descritas e catalogadas)
- Cromistas: 27,500 espécies (13.033 descritas e catalogadas)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


24 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas criam imagem 3D de aranha de 49 milhões de anos

Com ajuda de tecnologia, pesquisadores identificaram a espécie do aracnídeo.

Cientistas na Grã-Bretanha e na Alemanha criaram uma imagem tridimensional de um fóssil de uma aranha de 49 milhões de anos. Os especialistas da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, e de outros três centros de pesquisa alemães conseguiram recriar detalhes nítidos do fóssil do aracnídeo, que foi encontrado em um âmbar.

A tecnologia permitiu que eles identificassem a espécie da aranha, o que nem sempre é possível com as técnicas tradicionais.

“Normalmente quando o fóssil de uma aranha ou de outro inseto está preservado em âmbar, é muito difícil ver os seus detalhes com claridade suficiente para se identificá-lo”, disse à BBC o paleontólogo David Penney, da Universidade de Manchester.

“Usando microscópios tradicionais é possível identificar somente um de cada dez fósseis. Mas a nova tecnologia nos permite identificar praticamente qualquer espécime.”

O fóssil da aranha está preso em um âmbar encontrado em uma região do Báltico, no norte da Europa, uma zona que abrigou diversas florestas no passado e hoje é uma das principais fontes de resina vegetal fossilizada. O âmbar estava no Museu de História Natural de Berlim.

“Desenvolvemos uma técnica nova para aumentar o contraste entre o fóssil e a resina que o envolve, e isso melhora significativamente a resolução da imagem”, disse Penney.

O fóssil é de uma espécie de aranha caçadora do gênero Sparassidae. Espécies deste gênero ainda existem em regiões tropicais, como no sul da Europa. “Se a aranha fossilizada estivesse viva e a colocássemos junto a algumas espécies de aranhas caçadoras atuais, seria impossível distingui-las a olho nu”, disse o especialista.

Mudanças climáticas
Os cientistas dizem que as imagens em 3D de fósseis em âmbar podem ser uma ferramenta para ajudá-los a entender a história da Terra.

“Se formos estudar somente o fóssil de uma aranha, talvez não avancemos muito. Mas se examinarmos muitas e muitas aranhas, poderemos começar a montar o quebra-cabeça de como foi nosso planeta no passado”, disse o cientista à BBC.

“Há centenas – talvez cerca de 600 – diferentes espécies de aranha que estão presas em âmbar. Comparando estas espécies com as atuais, sabemos que o norte da Europa foi uma região tropical ou subtropical, ou seja, que passou por grandes mudanças em escala global.”

“Atualmente devido às mudanças climáticas, estamos em uma nova fase de alterações globais. Os estudos de fósseis poderiam nos ajudar a prever o que acontecerá no futuro.”

Além da Universidade de Manchester, participaram o Museu de Zoologia de Hamburgo, o Instituto de Investigações Senckenberg, de Frankfurt, e a Universidade de Humboldt, de Berlim. O estudo foi publicado na revista científica Naturwissenschaften.

Aranha 3D 1 (Foto: Cortesia Andrew McNeil / Universidade de Manchester)

Aranha em 3D teria 49 milhões de anos. (Foto: Cortesia Andrew McNeil / Universidade de Manchester)

Fonte: Da BBC


17 de março de 2011 | nenhum comentário »

Pegada hídrica do planeta só cresce

Especialista condena modo como recurso natural é usado pela indústria.

Mesmo com a crescente preocupação com as mudanças climáticas, as empresas ainda vão demorar pelo menos dez anos para se conscientizar sobre o consumo sustentável de água no processo produtivo e para diminuir a quantidade do líquido usado na fabricação de seus produtos, na opinião de Arjen Hoekstra, criador do conceito de pegada hídrica.

 

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Hoekstra está no Brasil para explicar melhor para empresas brasileiras sobre o indicador do uso indireto ou direto de água doce por um consumidor ou um produtor.

 

A pegada hídrica de um produto representa o volume de água doce usado ao longo de toda a cadeia produtiva. Em uma xícara de café, ela corresponde a 140 litros de água – esta é a quantidade do líquido necessária no plantio e produção da bebida. Um quilo de carne bovina gasta 15.500 litros. Quanto menor a pegada hídrica de um produto ou um país, melhor.

 

Segundo Hoekstra, já há empresas empresas brasileiras – como Ambev e Natura – interessadas em entender o conceito, para aplicá-lo na prática.

 

- Primeiro, os empresários precisam entender o conceito de pegada hídrica, explorá-lo nos seus produtos e depois formular padrões de redução e alcançálos. Isso é algo que vai levar uns 10 anos – calcula Hoekstra.

 

Para o especialista holandês, o Brasil não está melhor nem pior do que a comunidade internacional que outros países no que se refere à maneira como usa a sua água. O país não causa uma preocupação especial. A pegada hídrica de um consumidor brasileiro, segundo seus cálculos, é de 3.780 litros por dia, considerando o que se consome em casa (5%) e em produtos industriais e agrícolas (95%). No Reino Unido, esse valor é de 4.650 litros diários.

 

Como o Brasil exporta produtos que consomem muita água, como a soja, isso gera debates de como usar o líquido de maneira eficiente.

 

- A pergunta que tem que ser feita é: será que quero alocar os últimos recursos hídricos disponíveis para plantar soja? – questiona.

 

Na opinião de Hoekstra, a água no mundo não vai acabar totalmente, mas seu uso aumentará anualmente e sua falta em determinadas regiões ficará mais grave.

(O Globo)






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17 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Com participação de astronauta, relatório mostra que ‘pegada’ do Brasil supera a da China e a da Índia

A pegada ecológica do Brasil é maior que a média mundial e maior que a de todos os países do grupo Brics exceto a Rússia (o grupo inclui China, Índia e África do Sul).

Os dados são do Relatório Planeta Vivo 2012, divulgado pela ONG WWF com a participação do astronauta holandês André Kuipers.

Pegada ecológica é a quantidade de hectares necessária para suprir as necessidades de consumo de cada ser humano versus a capacidade de regeneração da Terra.

O relatório mostra que a pegada da humanidade hoje excedeu em 50% a capacidade de regeneração do planeta. Ou seja, para sustentar o padrão de consumo atual, seria necessário 1,5 planeta.

A pegada ecológica da humanidade dobrou desde 1966. Entre os países com maior pegada estão nações emergentes e de território pequeno, como Qatar (1°) e Dinamarca (4°), além dos gigantes consumistas EUA (5°).

O Brasil tem uma pegada ecológica de 2,93 hectares por pessoa, contra 2,70 da média global. Segundo Cecília Wey de Brito, secretária-geral do WWF Brasil, o que mais pesa aqui é a agropecuária, que consome muita terra e água.

A pegada cresceu ligeiramente em 2012 em comparação a 2010 e só não é maior porque o Brasil detém a maior biocapacidade (capacidade de regeneração) do mundo, por conta de suas florestas.

“O Código Florestal é um dos garantidores de que isso continue”, disse Brito, pedindo o veto de Dilma ao código aprovado pela Câmara.

Fonte: Folha.com


10 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Lago na Antártida pode revelar evolução do planeta e novas vidas

Cientistas russos afirmaram nesta quinta-feira (9) que uma sonda enviada a um lago primitivo sob o gelo da Antártida pode fazer revelações sobre a evolução do planeta e até mesmo novas formas de vida. Uma equipe russa fez uma perfuração até a superfície do lago Vostok, que, acredita-se, foi coberto por gelo durante milhões de anos, em um avanço anunciado oficialmente pelo Instituto do Ártico e da Antártida.

Cientistas afirmaram que as amostras de água que serão retiradas do lago até o fim deste ano podem revelar novas formas de vida, apesar das condições extremas. “Esperamos encontrar vida lá como nenhuma outra que exista na Terra”, explicou Sergei Bulat, um biólogo molecular do Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo, à AFP.

“Se houver vida lá, será uma forma de vida que é desconhecida para a ciência. Nesse caso, estamos falando de uma descoberta fundamental, uma nova página em nossa compreensão científica da vida. (…) Descobrimos um novo assunto para a ciência, ninguém nunca viu nada como isso”, acrescentou Vladimir Syvorotkin, um especialista em geologia e mineralogia da Universidade Estatal de Moscou. “Os biólogos provavelmente encontrarão alguma bactéria desconhecida que se adaptou a estas condições”, disse à AFP.

Os sedimentos do lago também revelarão mudanças na Terra e em seu clima nos últimos 20 milhões de anos, afirmou German Leichenkov, do Instituto de Geologia e Recursos Minerais do Oceano em São Petersburgo. “Para os geólogos, é importante perfurar e trazer de volta os sedimentos. Eles contêm informações sobre alterações no meio ambiente, o clima nos últimos 15 a 20 milhões de anos”, disse. “Nós temos muito pouca informação sobre isso na Antártida e esta poderia ser uma fonte única de informação”.

Trabalhando em condições extremas no leste da Antártida, onde a temperatura média é de cerca de menos 50 ºC, a expedição implantou uma sonda através do gelo por muitos meses, utilizando querosene como anticongelante. “Esta é nossa vitória técnica. Perfuração nestas condições climáticas complexas é difícil, além dos fatores da alta altitude e do gelo forte”, explicou Leichenkov. “É uma vitória técnica e psicológica importante. É importante parabenizá-los com isso, especialmente porque não existem outras vitórias. Essas pessoas são heroínas”, disse Syvorotkin, da Universidade Estatal de Moscou.

O líder da expedição, Valery Lukin, comparou orgulhosamente o sucesso do projeto de longa duração com o primeiro voo ao espaço. Em um sinal da importância que o governo russo atribui à descoberta, o ministro dos Recursos Naturais e Ecologia, Yury Trutnev, visitou o local no início deste mês.

Os cientistas por trás da expedição afirmaram que a sonda não iria contaminar a água devido às técnicas empregadas, que utilizaram água pressurizada para puxar o fluido de perfuração menos denso para fora do poço. No entanto, um especialista do Greenpeace alertou para o risco de poluição na perfuração, citando cientistas internacionais. “Muitos cientistas dizem que têm dúvidas e que o líquido para perfurar pode atingir este lago único com flora e fauna desconhecidas. É um risco”, disse Vladimir Chuprov, chefe da equipe de energia do Greenpeace na Rússia.

O professor Martin Siegert, chefe da escola de geociências da Universidade de Edimburgo, afirmou à AFP nesta semana que o método de perfuração utilizando anticongelante significava um potencial para contaminação. “É muito difícil para eles convencer (outros) de que seu experimento será limpo, quando você tem essencialmente duas milhas (3,5 km) de querosene para atravessar antes de chegar à superfície do lago”. A difícil tarefa de atingir os sedimentos do lago também exigirá um método seguro de perfuração, explicou o geólogo Leichenkov. “Este problema já está sendo solucionado, temos especialistas muito bons trabalhando nisso”, completou.

Fonte: Portal Terra


24 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Planeta tem 8,7 milhões de espécies conhecidas, aponta levantamento

Contagem vale para seres com membrana celular e exclui bactérias e vírus.
Trabalho de dez anos foi feito pelo Censo da Vida Marinha.

O mundo possui 8,7 milhões de espécies vivas – com 6,5 milhões delas vivendo na terra e 2,2 milhões na água – segundo um levantamento divulgado nesta terça-feira. A contagem exclui animais procariontes – que possuem células sem membrana para cercar o núcleo, local onde se encontra os cromossomos – como bactérias e vírus. Os dados do “censo” foram publicados na revista de livre acesso PLoS Biology.

Mas o número está longe de ser definitivo. Os mesmos cientistas que fizeram a contagem acreditam que ainda existem 91% espécies aquáticas e 86% terrestres a serem descobertas, descritas e catalogadas. Há também uma “margem de erro” na contagem atual: podem existir 1,3 milhão de espécies a mais ou a menos.

Os dados foram reunidos pela equipe do Censo da Vida Marinha, responsável por divulgar em 2010 um mapa da distribuição das espécies em 25 áreas do mundo. Coordenados por Camilo Mora, cientista da Universidade do Havaí, os censores afirmam ter o número mais preciso já obtido por taxonomistas

Espécie de arroz selvagem conhecida como 'Oryza officinalis' na literatura científica. (Foto: PLoS Biology)

Espécie de arroz selvagem conhecida como 'Oryza officinalis' na literatura científica. (Foto: PLoS Biology)

Importância
Até então, a estimativa das espécies conhecidas na Terra era baseada na opinião de cientistas, o que tornava o número total de espécies um mero chute, já que as estimativas variavam de 3 milhões até 100 milhões de seres vivos.

Para a equipe de Camilo Mora, a humanidade se esforça para preservar os animais, mas não faz ideia exatamente sobre quantas espécies existem. “Se nós não soubéssemos – mesmo a ordem de grandeza (1 milhão, 10 milhões, 100 milhões) – dos habitantes de uma nação, como iríamos planejar o futuro de um país?”, explica o cientista.

A incerteza se reflete até mesmo em trabalhos minuciosos como da União Internacional para a Conservação da Natureza, que fez um trabalho para conhecer as espécies conhecidas e listar as ameaçadas.

Conhecida como Lista Vermelha, a relação indica a existência de 59.508 espécies monitoradas, 19.625 delas em perigo de extinção. Isso significa que apenas 1% dos seres vivos conhecidos recebe algum tipo de controle de uma das principais instituições do ramo.

O nome e a classificação de uma espécie ainda segue o esquema definido pelo taxonomista sueco Carolus Linnaeus (Carlos Lineu em português) há 253 anos (1758). A taxonomia de Lineu – com dois nomes em latim para descrever a espécie, escritos em itálico – serviu para identificar, até agora, 1,25 milhão de espécie. Dessas, um milhão são terrestres e 250 mil são aquáticas.

Outras 700 mil espécies já teriam sido descobertas, mas a descrição e a classificação ainda não chegaram aos bancos de dados principais no mundo.

Para resolver o problema usando as técnicas atuais, seriam necessários 300 mil taxonomistas, trabalhando durante 1,2 mil anos e gastando um total de US$ 364 bilhões. Mas o desenvolvimento de técnicas de pesquisa com o DNA dos animais já começou a reduzir os custos para identificar os seres vivos.

Camilo Mora destaca que o conhecimento das espécies é vital para entender os processos ecológicos e evolutivos e tentar garantir a sobrevivência da diversidade das espécies. Ele destaca que muitos seres vivos nascem, vivem, geram descendentes, morrem e são extintos sem que os humanos sequer os conheçam.

Veja como foi feita a divisão das espécies conhecidas do domínio Eucariota (animais com membrana nuclear):

- Animais: 7,7 milhões de espécies (953.434 descritas e catalogadas)
- Plantas: 298 mil espécies (215.644 descritas e catalogadas)
- Fungos: 611,000 espécies (43.271 descritas e catalogadas)
- Protozoários: 36.400 espécies (8.118 descritas e catalogadas)
- Cromistas: 27,500 espécies (13.033 descritas e catalogadas)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


24 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas criam imagem 3D de aranha de 49 milhões de anos

Com ajuda de tecnologia, pesquisadores identificaram a espécie do aracnídeo.

Cientistas na Grã-Bretanha e na Alemanha criaram uma imagem tridimensional de um fóssil de uma aranha de 49 milhões de anos. Os especialistas da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, e de outros três centros de pesquisa alemães conseguiram recriar detalhes nítidos do fóssil do aracnídeo, que foi encontrado em um âmbar.

A tecnologia permitiu que eles identificassem a espécie da aranha, o que nem sempre é possível com as técnicas tradicionais.

“Normalmente quando o fóssil de uma aranha ou de outro inseto está preservado em âmbar, é muito difícil ver os seus detalhes com claridade suficiente para se identificá-lo”, disse à BBC o paleontólogo David Penney, da Universidade de Manchester.

“Usando microscópios tradicionais é possível identificar somente um de cada dez fósseis. Mas a nova tecnologia nos permite identificar praticamente qualquer espécime.”

O fóssil da aranha está preso em um âmbar encontrado em uma região do Báltico, no norte da Europa, uma zona que abrigou diversas florestas no passado e hoje é uma das principais fontes de resina vegetal fossilizada. O âmbar estava no Museu de História Natural de Berlim.

“Desenvolvemos uma técnica nova para aumentar o contraste entre o fóssil e a resina que o envolve, e isso melhora significativamente a resolução da imagem”, disse Penney.

O fóssil é de uma espécie de aranha caçadora do gênero Sparassidae. Espécies deste gênero ainda existem em regiões tropicais, como no sul da Europa. “Se a aranha fossilizada estivesse viva e a colocássemos junto a algumas espécies de aranhas caçadoras atuais, seria impossível distingui-las a olho nu”, disse o especialista.

Mudanças climáticas
Os cientistas dizem que as imagens em 3D de fósseis em âmbar podem ser uma ferramenta para ajudá-los a entender a história da Terra.

“Se formos estudar somente o fóssil de uma aranha, talvez não avancemos muito. Mas se examinarmos muitas e muitas aranhas, poderemos começar a montar o quebra-cabeça de como foi nosso planeta no passado”, disse o cientista à BBC.

“Há centenas – talvez cerca de 600 – diferentes espécies de aranha que estão presas em âmbar. Comparando estas espécies com as atuais, sabemos que o norte da Europa foi uma região tropical ou subtropical, ou seja, que passou por grandes mudanças em escala global.”

“Atualmente devido às mudanças climáticas, estamos em uma nova fase de alterações globais. Os estudos de fósseis poderiam nos ajudar a prever o que acontecerá no futuro.”

Além da Universidade de Manchester, participaram o Museu de Zoologia de Hamburgo, o Instituto de Investigações Senckenberg, de Frankfurt, e a Universidade de Humboldt, de Berlim. O estudo foi publicado na revista científica Naturwissenschaften.

Aranha 3D 1 (Foto: Cortesia Andrew McNeil / Universidade de Manchester)

Aranha em 3D teria 49 milhões de anos. (Foto: Cortesia Andrew McNeil / Universidade de Manchester)

Fonte: Da BBC


17 de março de 2011 | nenhum comentário »

Pegada hídrica do planeta só cresce

Especialista condena modo como recurso natural é usado pela indústria.

Mesmo com a crescente preocupação com as mudanças climáticas, as empresas ainda vão demorar pelo menos dez anos para se conscientizar sobre o consumo sustentável de água no processo produtivo e para diminuir a quantidade do líquido usado na fabricação de seus produtos, na opinião de Arjen Hoekstra, criador do conceito de pegada hídrica.

 

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Hoekstra está no Brasil para explicar melhor para empresas brasileiras sobre o indicador do uso indireto ou direto de água doce por um consumidor ou um produtor.

 

A pegada hídrica de um produto representa o volume de água doce usado ao longo de toda a cadeia produtiva. Em uma xícara de café, ela corresponde a 140 litros de água – esta é a quantidade do líquido necessária no plantio e produção da bebida. Um quilo de carne bovina gasta 15.500 litros. Quanto menor a pegada hídrica de um produto ou um país, melhor.

 

Segundo Hoekstra, já há empresas empresas brasileiras – como Ambev e Natura – interessadas em entender o conceito, para aplicá-lo na prática.

 

- Primeiro, os empresários precisam entender o conceito de pegada hídrica, explorá-lo nos seus produtos e depois formular padrões de redução e alcançálos. Isso é algo que vai levar uns 10 anos – calcula Hoekstra.

 

Para o especialista holandês, o Brasil não está melhor nem pior do que a comunidade internacional que outros países no que se refere à maneira como usa a sua água. O país não causa uma preocupação especial. A pegada hídrica de um consumidor brasileiro, segundo seus cálculos, é de 3.780 litros por dia, considerando o que se consome em casa (5%) e em produtos industriais e agrícolas (95%). No Reino Unido, esse valor é de 4.650 litros diários.

 

Como o Brasil exporta produtos que consomem muita água, como a soja, isso gera debates de como usar o líquido de maneira eficiente.

 

- A pergunta que tem que ser feita é: será que quero alocar os últimos recursos hídricos disponíveis para plantar soja? – questiona.

 

Na opinião de Hoekstra, a água no mundo não vai acabar totalmente, mas seu uso aumentará anualmente e sua falta em determinadas regiões ficará mais grave.

(O Globo)