5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Clima mais quente já afeta tamanho de plantas na Austrália, diz estudo

Mudança de temperatura no país reduziu largura de folha em 2 mm.
Segundo cientistas, vegetais se adaptam à nova realidade do planeta.

A mudança climática já afeta espécies de plantas da Austrália, alterando o tamanho das folhas.

É o que aponta uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Adelaide, na Austrália, divulgada na noite desta terça-feira (3) no site da Sociedade Real Britânica pela publicação “Biology Letters”.

Segundo o estudo, foram analisadas exemplares da planta popularmente conhecida como vassoura-do-campo, subespécie angustissima (Dodonaea viscosa subsp. Angustissima). Foram feitas comparações com amostras recolhidas entre 1880 até o presente momento, encontradas nas montanhas Flinders, no Sul da Austrália.

A análise revelou uma diminuição de 2 milímetros na largura da folha (em um total avaliado que variava de 1 a 9 milímetros) ao longo de 127 anos. Entre 1950 e 2005, houve um aumento de 1,2ºC nas temperatuas máximas no Sul da Austrália, mas pouca alteração na precipitação na região da montanha.

Em comunicado divulgado pela universidade, o principal autor do estudo, Greg Guerin, disse que a mudança climática é frequentemente discutida em termos de impactos no futuro, porém, segundo ele, “mudanças de temperatura nas últimas décadas já têm efeitos ecológicos significativos”.

Ainda de acordo com o Guerin, as alterações do clima estão impulsionando mudanças adaptativas nas espécies de plantas, assim como ocorreu com a subespécie de vassoura-do-campo. “Demonstra processo adaptativo em relação ao clima”, complementa o professor.

 

Fonte: Globo Natureza


4 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Impacto do aquecimento global nas plantas pode estar subestimado

Observações feitas em condições naturais mostram que os efeitos do aquecimento global em plantas são muito maiores do que experimentos artificiais sugerem

Um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature revela que experiências que tentam simular o impacto do aquecimento global nas plantas subestimam o que acontece no mundo real. A pesquisa apoia observações feitas por fazendeiros e jardineiros, especialmente no Hemisfério Norte, segundo os quais plantas sazonais estão florescendo muito mais cedo do que no passado.

Experimentos artificiais sobre o aquecimento global costumam ser feitos com plantas em uma câmara similar a uma estufa sem tampa ou uma tenda com um pequeno aquecedor para replicar os efeitos do aumento da temperatura.

Estes experimentos mostraram que a florada e a folheação – surgimento de flores e folhas, respectivamente – ocorrem entre 1,9 e 3,3 dias mais cedo para cada 1 grau Celsius de elevação da temperatura. O novo estudo mostra que o número exato é muito maior: as plantas começam a desenvolver folhas e flores entre 2,5 e 5 dias antes a cada aumento de 1 grau Celsius na temperatura.

Esses dados foram encontrados a partir de observações feitas a longo prazo com 1.634 espécies de plantas na natureza e realizadas por 20 instituições de América do Norte, Japão e Austrália.

“Até agora, presumia-se que sistemas experimentais responderiam da mesma forma que os sistemas naturais respondem, mas não é o que acontece”, explicou em um comunicado o coautor da pesquisa, Benjamin Cook, do Observatório Terrestre Lamont-Doherty da Universidade de Columbia, em Nova York.

Estimativas conservadoras — De acordo com a pesquisa, os métodos experimentais podem falhar porque reduzem luz, vento ou umidade do solo, que afetam a maturidade da planta.

Segundo o Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), publicado em 2007, as temperaturas da superfície do globo subiram 0,74 grau Celsius entre 1906 e 2005.

Acredita-se que as tendências atuais de emissões de carbono, um dos fatores que causam o aumento da temperatura no globo, devem provocar uma elevação de 2 graus Celsius na temperatura da Terra ao longo do século XXI.

Para alguns especialistas, estas estimativas são conservadoras. Eles afirmam que muitos locais estão esquentando muito mais rápido do que a média do planeta.

“A floração das cerejeiras, em Washington, um fenômeno meticulosamente registrado e celebrado, se antecipou em cerca de uma semana desde os anos 1970″, destacou o comunicado, publicado pelo Instituto da Terra, da Universidade de Columbia.

Saiba mais

IPCC
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (em inglês, Intergovernmental Panel on Climate Change) foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a fim de produzir informações relevantes para a compreensão das mudanças climáticas. Por sua contribuição ao tema, o IPCC ganhou o Nobel da Paz em 2007. Entre os 831 especialistas do Painel que vão redigir seu quinto relatório de avaliação climática, a ser publicado em 2014, 25 são brasileiros.

Produção de plantas ornamentais em Guaratiba, plantação de Ruth Sebastiana Nunes, pequena produtora da região

Aquecimento global influencia o tempo de surgimento de flores e folhas (Marcos Michael)

Fonte: Veja Ciência


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Mudança climática já faz plantas ‘escalarem’ montanhas, afirma estudo

Picos mais frios têm recebido novas espécies de vegetais.
Montanhas do Mediterrâneo são as que mais perdem plantas devido ao calor.

Estudo liderado pela Academia Austríaca de Ciências aponta que a mudança climática já causa o deslocamento de espécies de plantas nas principais regiões montanhosas da Europa, o que pode acarretar o desaparecimento de vegetais em áreas afetadas por secas e falta de chuvas.

De acordo com uma pesquisa publicada nesta semana na revista “Science”, as plantas têm “escalado”, literalmente, as montanhas em direção ao cume para sobreviver em temperaturas que estariam mais amenas devido às alterações do clima.

O estudo constatou que algumas espécies chegaram a subir até 2,7 metros em busca de um ambiente melhor para sobrevivência.

Entre 2001 e 2008 foram analisados 66 picos de montanhas em 17 diferentes regiões da Europa, entre elas a área que margeia o Mar Mediterrâneo e as cadeias montanhosas das regiões boreais, mais próximas ao Ártico.

No período, novas espécies apareceram em 45 cumes, a maioria na região mais fria e houve redução de plantas em dez cumes, principalmente nos que estão próximos ao Mediterrâneo.

Segundo o estudo, a seca constante no Sul da Europa e a redução de chuvas estariam causando o desaparecimento ou migração dos vegetais para regiões mais frescas.

Fonte: Globo Natureza


19 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Estudo decifra como plantas crescem para fugir da sombra

Proteína é responsável por regular o crescimento das plantas na disputa por maior exposição ao sol

As plantas dependem de luz para viver, mas os cientistas não sabiam como funcionava o mecanismo que as faz crescer até os raios do Sol. Um estudo publicado neste domingo na revista Genes and Development, mostrou os mecanismos desencadeados em uma planta quando ela precisa competir por iluminação solar com suas vizinhas.

Plantas que crescem muito próximas uma das outras acabam tendo parte da luz solar bloqueadas por aquelas que estão ao seu redor. Cientistas já sabiam que existia uma relação entre a baixa captação de luz pelas folhas dessas plantas e o crescimento de seu caule em direção ao sol. O que não se sabia até o momento era de que forma a recepção de luz nas folhas estava relacionada com o aumento de auxina, hormônio que estimula a expansão do caule.

O estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Salk de Estudos Biológicos, nos Estados Unidos, encontrou a peça responsável por relacionar os sensores celulares de luz de uma planta com sua produção de auxina. Trata-se de uma proteína chamada de fator de interação fitocromo 7 (PIF7).

“Nós sabíamos de que a forma as folhas percebiam a luz e que as auxinas comandavam o crescimento, mas não entendíamos o caminho que conectava esses dois sistemas fundamentais”, disse Joanne Chory, professora e diretora do Laboratório de Biologia de Plantas do Instituto Salk.

Em seu estudo, Chory e seus colegas, incluindo Joseph R. Ecker, um professor do Salk, usaram análises bioquímicas e genéticas para identificar a PIF7 como peça molecular chave que relaciona os sensores de luz da planta e sua produção de auxina.

Os pesquisadores mostraram que quando a Arabidopsis thaliana, planta usada neste estudo, é colocada na sombra, as células de suas folhas sofrem mudanças moleculares. O receptor de luz, presente nas folhas, causa mudanças químicas na proteína PIF7, que então ativa os genes produtores de auxina e provocam o crescimento do caule dessas plantas.

“Nós já sabíamos que a auxina é feita nas folhas e que ela viaja até o caule para estimular o crescimento”, diz Chory. “Agora nós sabemos como a sombra estimula as folhas a produzirem auxina. É um caminho extremamente simples para controlar uma função tão importante.”

Quando uma planta permanece na sombra por um período prolongado, ela pode florescer cedo e produzir poucas sementes. Esse comportamento é um último esforço da planta para ajudar seus descendentes a se espalhar em um local mais ensolarado. Na agricultura, esse fenômeno é conhecido como síndrome de fuga da sombra e resulta na perda de produção da safra. Isso acontece quando plantações são distribuídas em corredores muito próximos, fazendo com que uma planta bloqueie a luz da outra.

De acordo com a pesquisadora, as descobertas desse estudo podem trazer novos caminhos para o desenvolvimento de safras de plantas com melhor posicionamento de caules, principalmente em plantações com fileiras muito próximas. Isso tornaria essas plantas menos suscetíveis à síndrome de fuga da sombra.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Linking photoreceptor excitation to changes in plant architecture

Onde foi divulgada: revista Genes and Development

Quem fez: Lin Li, Karin Ljung,Ghislain Breton, Robert J. Schmitz, Jose Pruneda-Paz, Chris Cowing-Zitron, Benjamin J. Cole, Lauren J. Ivans, Ullas V. Pedmale, Hou-Sung Jung, Joseph R. Ecker, Steve A. Kay e Joanne Chory

Instituição: Instituto Salk de Estudos Biológicos

Dados de amostragem: plantas Arabidopsisthaliana

Resultado: A proteína fator de interação fitocromo 7 (PIF7) é responsável por relacionar a quantidade de absorção de luz com o aumento do hormônio que regula o crescimento de plantas locais com sombra.

Arabidopsis thaliana

Planta Arabidopsis thaliana, usada no estudo do Instituto Salks (Courtesy of the Salk Institute for Biological Studies)

Fonte: Veja Ciência


21 de março de 2012 | nenhum comentário »

Plantas também sofrem danos devido à poluição sonora, diz estudo

Barulho afastaria animais que realizam dispersão de sementes e pólen.
Espécies de pinheiros seriam as principais afetadas, afirmam pesquisadores.

Pesquisa divulgada pela revista da Academia de Ciências do Reino Unido afirma que a poluição sonora causada por humanos pode causar grave impacto na sobrevivência das plantas, já que os métodos naturais de reprodução de vegetais seriam afetados.

De acordo com o estudo, realizado pelo Centro Nacional de Síntese Evolucionária  (NESCent, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, ruídos provenientes do tráfego intenso de veículos ou mesmo de máquinas afastariam animais de seus habitats, quando esses ficam próximos a áreas urbanas.

Essa fuga atrapalharia a distribuição de pólen entre flores, realizada por aves, e germinação de sementes de espécies como os pinheiros, feita mamíferos, como os roedores, o que pode levar à queda na população dessas plantas.

Muito barulho, pouca biodiversidade
A análise foi feita próxima a uma reserva do México. A região contém vários poços de extração de gás natural, muitos dos quais emitem alto som constantemente devido ao processo.

Os cientistas verificaram que nas áreas com mais barulho, algumas espécies de animais não se aproximavam, justamente aquelas que ajudavam na distribuição das sementes dessas árvores, pertencentes ao grupo das gimnospérmicas.

Segundo Clinton Francis, um dos autores do estudo, uma menor quantidade de árvores em áreas ruidosas acarretaria em menos plantas maduras e, consequentemente, uma redução drástica de habitats.

Pinheiro (Foto: Divulgação)

Espécies de pinheiros localizadas em locais ruidosos podem ser prejudicadas, afirma estudo. (Foto: Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa diz que planta achada em Manaus é capaz de absorver metais

Espécie pode agir como biorremediadora em áreas contaminadas.
Planta absorve cádmio, cromo, cobre, chumbo, níquel e zinco.

Estudo realizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) comprovou a eficiência de uma planta da região como biorremediadora em áreas contaminadas. Trata-se da Alocasia macrorhiza, conhecida popularmente como orelha-de-elefante-gigante. De acordo com a pesquisa, a espécie tem a capacidade de absorver metais pesados do solo, como cádmio, cromo, cobre, chumbo, níquel e zinco.

Fruto do trabalho de doutorado denominado ‘Avaliação da Alocasia macrorhiza como fitorremediadora dos metais Cd, Cr, Cu, Ni, Pb e Zn’, realizado por Josias Coriolano de Freitas, o estudo teve como objetivo testar a capacidade de absorção dos metais pesados pela planta, que pode ser encontrada na flora de algumas matas ciliares da cidade de Manaus.

Segundo o pesquisador, o estudo teve início em 2006 e foi concluída em 2010. Neste período, foi realizada a coleta das plantas em áreas cujo nível de contaminação é elevado, como locais próximos aos igarapés da Universidade Luterana, no conjunto Atílio Andreazza; na Avenida Torquato Tapajós, no bairro Flores; no Conjunto Jardim de Versalles, no bairro Planalto; no Posto Rodoviário de Manaus da Rodovia BR-174, quilômetro 7, e em uma área não impactada localizada na Ufam, no bairro Coroado. “O uso de plantas para a descontaminação do solo e da água contaminados por produtos químicos é utilizado há mais de três séculos. A fitorremediação alcançou importância mundial por ser uma tecnologia que extrai ou imobiliza contaminantes de origem orgânica e inorgânica”, salientou.

Os testes mostraram que todos os metais foram absorvidos da mesma forma independentemente do local, informou Freitas. O pesquisador ressaltou que o chumbo foi o metal que apresentou maior concentração na planta, seguido por cromo, cádmio, cobre, níquel e zinco, sequência que se repete nas partes (caule, folhas e raízes) analisadas da planta.

No Amazonas, segundo Freitas, a ocorrência de metais pesados se deve ao processo de ocupação desordenada, resíduos industriais, principalmente, na estação seca, quando foram encontrados os maiores valores de concentração. Conforme levantamentos feitos em 2007, as concentrações dos metais pesados estavam acima dos valores permitidos pela Resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “Outras fontes comuns são os resíduos urbanos, pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes que contêm mercúrio (Hg), muitas tintas contêm chumbo, enquanto baterias de celular e plásticos coloridos contêm cádmio (Cd)”, pontuou.

Resultados
O pesquisador explicou que a planta não prioriza uma região para acumular metais. Acredita-se que a fisiologia e o mecanismo molecular de transporte facilita a distribuição dos metais. Plantas com esta característica são conhecidas como exclusoras. Significa que a concentração do metal nos tecidos é mantida constante até um determinado nível.

Plantas exclusoras, normalmente, são capazes de tolerar grandes quantidades de metais pesados em tecidos, além de ser tolerantes a múltiplos metais. “O resultado permite afirmar que a Alocasia macrorhiza é uma planta promissora para ser usada na implantação de um programa de fitorremediação, pois ela é hiperacumuladora desses metais”, destacou.

Segundo Freitas, todos os metais foram absorvidos da mesma forma independentemente do local (impacto e não impactado). Todas as concentrações encontradas dos metais Pb, Cr, Cd, Cu e Ni estavam acima dos limites normais de absorção de uma planta, apenas o Zn permaneceu no limite.

Fonte: G1, AM


6 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Mudanças climáticas alteram ciclo reprodutivo de abelhas, diz cientista

Insetos estão iniciando fase reprodutiva 10 dias mais cedo.
Plantas também têm adiantado a abertura de flores.

Os ciclos de reprodução de abelhas e plantas sofreram mudanças nos últimos 130 anos – mais pronunciadas de 1970 para cá, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (5) pela revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”. A causa, segundo os pesquisadores, está nas mudanças climáticas.

A equipe de Ignasi Bartomeus, da Universidade Rutgers, nos EUA, estudou dados atuais e de museus para fazer a análise.

Segundo o estudo, as abelhas têm começado a fase reprodutiva cerca de 10 dias antes a cada primavera. A abertura das flores também têm sofrido um adiantamento parecido.

O medo dos cientistas é que essas mudanças comecem a ocorrer fora de sintonia no futuro, se as mudanças climáticas continuarem acontecendo. Isso pode fazer com que abelhas e flores acabem se desencontrando.

Ciclo de polinização das abelhas e flores tem se adiantado conforme fica mais quente  (Foto: Cortesia/ J.S. Ascher)

Ciclo de polinização das abelhas e flores tem se adiantado conforme fica mais quente (Foto: Cortesia/ J.S. Ascher)

Cientistas temem que ciclo de abelhas e plantas acabe ficando desincronizado (Foto: Cortesia/S. Nanz)

Cientistas temem que ciclo de abelhas e plantas acabe ficando desincronizado (Foto: Cortesia/S. Nanz)

Fonte: G1, São Paulo


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Mais de 1/4 das espécies nativas da Europa está ameaçada

Mais de um quarto do total de espécies nativas do continente europeu está ameaçado de extinção, segundo um aleta emitido recentemente pela EU (União Europeia).

O grupo inclui mamíferos, anfíbios, répteis, pássaros, borboletas e plantas.

A crise é principalmente provocada por perda de habitat, poluição, introdução de espécies de fora que ameaçam as nativas, mudança climática e pesca ilegal.

O problema também refletirá na população humana, como decorrência da devastação econômica e social, alerta o comissário de Ambiente da UE, Janez Potocnik.

As soluções apresentadas pela EU para o problema, entretanto, carecem de verbas, criticam organizações ambientalistas.

Entre as propostas da EU, estão a redução da perda de animais até 2020, que seria feita a partir de planos de gerenciamento em todas as florestas, de forma que pelo menos 15% dos ecossistemas destruídos possam se recuperar.

Segundo Ana Nieto, da organização IUCN (sigla de União Internacional para a Conservação da Natureza), a perda da biodiversidade é maior na Europa do que em outras partes do mundo porque o nível de desenvolvimento residencial e industrial é maior.

Com uma média aproximada de 70 pessoas por quilômetro quadrado, a Europa é o continente com maior densidade populacional, ficando atrás apenas da Ásia.

Fonte: DA ASSOCIATED PRESS


30 de março de 2011 | nenhum comentário »

Ingredientes de produtos ‘verdes’ vêm de petróleo, diz estudo

Um estudo divulgado no 241º encontro da Sociedade Americana de Química mostra que alguns ingredientes de produtos considerados verdes podem ter origem em petróleo ao invés de ser obtido a partir de plantas.

A equipe responsável pela pesquisa, liderada pela especialista Cara Bondi, analisou mais de 10 produtos de limpeza de louças e roupas, além de líquidos de higiene pessoal.

Para saber se os produtos analisados eram feitos com base em plantas ou em materiais sintéticos com origem no petróleo, os cientistas usaram uma técnica de datação com carbono-14.

Os resultados mostraram que alguns produtos taxados como verdes no mercado norte-americano – feitos com mais de 50% do carbono derivado de fontes naturais – apresentaram, na verdade, somente 28% de carbono com origem em plantas.

Cara Bondi ainda afirma que em um dos casos, um produto que era vendido como “livre de petróleo” continha 31% de carbono gerado a partir desta fonte esgotável.

Segundo a especialista, o uso de carbono obtido a partir de petróleo – uma fonte não renovável – em produtos precisa ser moderado.

Fonte: G1

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10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas desvendam mistérios de florestas fossilizadas na Antártida

Cientistas que estudam fósseis de plantas e animais encontrados na Antártida descobriram que esses seres possuíam mecanismos sofisticados que lhes permitiam sobreviver vários meses no escuro.

Segundo teorias, no período em que essas criaturas viveram, cem milhões de anos atrás, a Terra estava à beira de um aquecimento extremo.

As calotas de gelo que tinham coberto os polos haviam praticamente derretido, permitindo que amplas florestas crescessem no local.

Hoje, com o aumento nas médias de temperatura registradas no Continente Antártico, os cientistas não descartam a possibilidade de que plantas voltem a florescer na região.

Passado subtropical – Uma das primeiras pessoas a encontrar evidências de florestas antárticas foi o conhecido explorador britânico Robert Falcon Scott. Retornando do Polo Sul, em 1912, ele encontrou fósseis de plantas na geleira Beardmore.

O peso adicional dos espécimes pode ter contribuído para a sua trágica morte – Scott morreu congelado dias depois de alcançar o Polo Sul -, mas revelou ao mundo o passado sub-tropical do continente.

A pesquisadora Jane Francis, da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra, seguiu os passos de Scott, passando dez temporadas na Antártida coletando fósseis de plantas. “Ainda acho incrivelmente fascinante a ideia de que a Antártida foi um dia coberta de florestas”, disse Francis à BBC. “Temos como certo que a Antártida sempre foi uma vastidão gelada, mas as calotas de gelo são, em termos de história geológica, relativamente recentes.”

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Uma das mais incríveis descobertas da cientista foi feita nas Montanhas Transantárticas, não muito longe de onde Scott encontrou seus fósseis. “Estávamos no alto dos picos gelados quando encontramos uma camada de sedimento cheia de folhas frágeis e gravetos.”

Mais tarde, a equipe descobriu que esses fósseis eram restos de arbustos de faia (árvore típica de climas temperados). Com idade em torno de cinco milhões de anos, os arbustos estavam entre as últimas plantas a viver no continente antes do seu resfriamento.

Outros fósseis revelam que florestas verdadeiramente subtropicais existiram na Antártida em períodos anteriores, durante a chamada “era dos dinossauros”, quando níveis muito mais altos de gás carbônico provocaram um período de aquecimento global extremo no planeta.

“Se você voltar cem milhões de anos no tempo, a Antártida estava coberta de florestas (de árvores) altas, semelhantes às que existem hoje na Nova Zelândia”, disse à BBC Vanessa Bowman, colega de Francis na Universidades de Leeds. “Encontramos com frequência troncos fossilizados que devem ter vindo de árvores muito grandes.”

Longas noites – Para os especialistas, a característica mais intrigante e bizarra das florestas polares era sua capacidade de sobreviver a longos invernos, onde a noite dura meses, e aos verões sem fim, quando o sol brilha à meia-noite.

O cientista David Beerling, da Universidade de Sheffield, no norte do país, explica qual foi o desafio que essas espécies tiveram de enfrentar: “Durante períodos prolongados de escuridão no inverno quente, as árvores consomem seu estoque de nutrientes”, ele disse. Mas se isso continua por tempo muito longo, elas vão acabar “passando fome”, disse Beerling à BBC.

Para entender como as árvores sobreviveram a essas condições extremas, Beerling fez um experimento. Entre as plantas que um dia viveram na Antártida está a espécie Ginkgo biloba, que por viver até hoje é considerada um fóssil vivo.

“O que fizemos foi plantar mudas dessas plantas em estufas sem luz onde pudemos simular as condições de luz da Antártida”, disse Beerling. “Também aumentamos a temperatura e as concentrações de CO2 para obter as mesmas condições.”

O experimento demonstrou que as árvores podem sobreviver incrivelmente bem a esse ambiente estranho. Embora usem seus estoques de alimento no inverno, elas compensam as perdas porque são capazes de fazer a fotossíntese 24 horas por dia no verão.

Dinossauros no escuro – Outros fósseis encontrados mostram que dinossauros também habitaram a região. O especialista em dinossauros Thomas Rich, do Victoria Museum, na Australia, encontrou vários exemplares desses fósseis.

“O único esqueleto de dinossauro completo que encontramos (na região) é o Leaellynasaura. O que é realmente incomum sobre esse espécime é o crânio. Ele indica que o animal tinha lóbulos ópticos maiores”, ele explicou.

Segundo o especialista, isso indica que os dinossauros polares podem ter possuído uma visão noturna extremamente desenvolvida e, portanto, estavam bem adaptados para encontrar alimento e sobreviver aos prolongados invernos antárticos.

Antártida “esmeralda” – Hoje, lençóis de gelo com espessura de três quilômetros cobrem uma região que um dia foi habitada por florestas e dinossauros. Entretanto, registros geológicos oferecem provas irrefutáveis de que, em toda a história do planeta, vêm ocorrendo flutuações dramáticas no clima do Polo Sul.

Nos últimos 50 anos, a temperatura na Península Antártica subiu em torno de 2,8 graus Celsius, um aquecimento mais rápido do que em qualquer outra parte do mundo. Se esse aquecimento continuar, os cientistas não descartam a possibilidade de que o Continente Antártico volte a ter a cor verde esmeralda.

“Isso é possível”, disse Francis à BBC. “Entretanto, isso implica que espécies de plantas sejam capazes de migrar pelo Oceano do Sul, vindas de lugares como a América do Sul ou a Austrália.”

Fonte: Ambiente Brasil






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5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Clima mais quente já afeta tamanho de plantas na Austrália, diz estudo

Mudança de temperatura no país reduziu largura de folha em 2 mm.
Segundo cientistas, vegetais se adaptam à nova realidade do planeta.

A mudança climática já afeta espécies de plantas da Austrália, alterando o tamanho das folhas.

É o que aponta uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Adelaide, na Austrália, divulgada na noite desta terça-feira (3) no site da Sociedade Real Britânica pela publicação “Biology Letters”.

Segundo o estudo, foram analisadas exemplares da planta popularmente conhecida como vassoura-do-campo, subespécie angustissima (Dodonaea viscosa subsp. Angustissima). Foram feitas comparações com amostras recolhidas entre 1880 até o presente momento, encontradas nas montanhas Flinders, no Sul da Austrália.

A análise revelou uma diminuição de 2 milímetros na largura da folha (em um total avaliado que variava de 1 a 9 milímetros) ao longo de 127 anos. Entre 1950 e 2005, houve um aumento de 1,2ºC nas temperatuas máximas no Sul da Austrália, mas pouca alteração na precipitação na região da montanha.

Em comunicado divulgado pela universidade, o principal autor do estudo, Greg Guerin, disse que a mudança climática é frequentemente discutida em termos de impactos no futuro, porém, segundo ele, “mudanças de temperatura nas últimas décadas já têm efeitos ecológicos significativos”.

Ainda de acordo com o Guerin, as alterações do clima estão impulsionando mudanças adaptativas nas espécies de plantas, assim como ocorreu com a subespécie de vassoura-do-campo. “Demonstra processo adaptativo em relação ao clima”, complementa o professor.

 

Fonte: Globo Natureza


4 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Impacto do aquecimento global nas plantas pode estar subestimado

Observações feitas em condições naturais mostram que os efeitos do aquecimento global em plantas são muito maiores do que experimentos artificiais sugerem

Um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature revela que experiências que tentam simular o impacto do aquecimento global nas plantas subestimam o que acontece no mundo real. A pesquisa apoia observações feitas por fazendeiros e jardineiros, especialmente no Hemisfério Norte, segundo os quais plantas sazonais estão florescendo muito mais cedo do que no passado.

Experimentos artificiais sobre o aquecimento global costumam ser feitos com plantas em uma câmara similar a uma estufa sem tampa ou uma tenda com um pequeno aquecedor para replicar os efeitos do aumento da temperatura.

Estes experimentos mostraram que a florada e a folheação – surgimento de flores e folhas, respectivamente – ocorrem entre 1,9 e 3,3 dias mais cedo para cada 1 grau Celsius de elevação da temperatura. O novo estudo mostra que o número exato é muito maior: as plantas começam a desenvolver folhas e flores entre 2,5 e 5 dias antes a cada aumento de 1 grau Celsius na temperatura.

Esses dados foram encontrados a partir de observações feitas a longo prazo com 1.634 espécies de plantas na natureza e realizadas por 20 instituições de América do Norte, Japão e Austrália.

“Até agora, presumia-se que sistemas experimentais responderiam da mesma forma que os sistemas naturais respondem, mas não é o que acontece”, explicou em um comunicado o coautor da pesquisa, Benjamin Cook, do Observatório Terrestre Lamont-Doherty da Universidade de Columbia, em Nova York.

Estimativas conservadoras — De acordo com a pesquisa, os métodos experimentais podem falhar porque reduzem luz, vento ou umidade do solo, que afetam a maturidade da planta.

Segundo o Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), publicado em 2007, as temperaturas da superfície do globo subiram 0,74 grau Celsius entre 1906 e 2005.

Acredita-se que as tendências atuais de emissões de carbono, um dos fatores que causam o aumento da temperatura no globo, devem provocar uma elevação de 2 graus Celsius na temperatura da Terra ao longo do século XXI.

Para alguns especialistas, estas estimativas são conservadoras. Eles afirmam que muitos locais estão esquentando muito mais rápido do que a média do planeta.

“A floração das cerejeiras, em Washington, um fenômeno meticulosamente registrado e celebrado, se antecipou em cerca de uma semana desde os anos 1970″, destacou o comunicado, publicado pelo Instituto da Terra, da Universidade de Columbia.

Saiba mais

IPCC
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (em inglês, Intergovernmental Panel on Climate Change) foi criado em 1988 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a fim de produzir informações relevantes para a compreensão das mudanças climáticas. Por sua contribuição ao tema, o IPCC ganhou o Nobel da Paz em 2007. Entre os 831 especialistas do Painel que vão redigir seu quinto relatório de avaliação climática, a ser publicado em 2014, 25 são brasileiros.

Produção de plantas ornamentais em Guaratiba, plantação de Ruth Sebastiana Nunes, pequena produtora da região

Aquecimento global influencia o tempo de surgimento de flores e folhas (Marcos Michael)

Fonte: Veja Ciência


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Mudança climática já faz plantas ‘escalarem’ montanhas, afirma estudo

Picos mais frios têm recebido novas espécies de vegetais.
Montanhas do Mediterrâneo são as que mais perdem plantas devido ao calor.

Estudo liderado pela Academia Austríaca de Ciências aponta que a mudança climática já causa o deslocamento de espécies de plantas nas principais regiões montanhosas da Europa, o que pode acarretar o desaparecimento de vegetais em áreas afetadas por secas e falta de chuvas.

De acordo com uma pesquisa publicada nesta semana na revista “Science”, as plantas têm “escalado”, literalmente, as montanhas em direção ao cume para sobreviver em temperaturas que estariam mais amenas devido às alterações do clima.

O estudo constatou que algumas espécies chegaram a subir até 2,7 metros em busca de um ambiente melhor para sobrevivência.

Entre 2001 e 2008 foram analisados 66 picos de montanhas em 17 diferentes regiões da Europa, entre elas a área que margeia o Mar Mediterrâneo e as cadeias montanhosas das regiões boreais, mais próximas ao Ártico.

No período, novas espécies apareceram em 45 cumes, a maioria na região mais fria e houve redução de plantas em dez cumes, principalmente nos que estão próximos ao Mediterrâneo.

Segundo o estudo, a seca constante no Sul da Europa e a redução de chuvas estariam causando o desaparecimento ou migração dos vegetais para regiões mais frescas.

Fonte: Globo Natureza


19 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Estudo decifra como plantas crescem para fugir da sombra

Proteína é responsável por regular o crescimento das plantas na disputa por maior exposição ao sol

As plantas dependem de luz para viver, mas os cientistas não sabiam como funcionava o mecanismo que as faz crescer até os raios do Sol. Um estudo publicado neste domingo na revista Genes and Development, mostrou os mecanismos desencadeados em uma planta quando ela precisa competir por iluminação solar com suas vizinhas.

Plantas que crescem muito próximas uma das outras acabam tendo parte da luz solar bloqueadas por aquelas que estão ao seu redor. Cientistas já sabiam que existia uma relação entre a baixa captação de luz pelas folhas dessas plantas e o crescimento de seu caule em direção ao sol. O que não se sabia até o momento era de que forma a recepção de luz nas folhas estava relacionada com o aumento de auxina, hormônio que estimula a expansão do caule.

O estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto Salk de Estudos Biológicos, nos Estados Unidos, encontrou a peça responsável por relacionar os sensores celulares de luz de uma planta com sua produção de auxina. Trata-se de uma proteína chamada de fator de interação fitocromo 7 (PIF7).

“Nós sabíamos de que a forma as folhas percebiam a luz e que as auxinas comandavam o crescimento, mas não entendíamos o caminho que conectava esses dois sistemas fundamentais”, disse Joanne Chory, professora e diretora do Laboratório de Biologia de Plantas do Instituto Salk.

Em seu estudo, Chory e seus colegas, incluindo Joseph R. Ecker, um professor do Salk, usaram análises bioquímicas e genéticas para identificar a PIF7 como peça molecular chave que relaciona os sensores de luz da planta e sua produção de auxina.

Os pesquisadores mostraram que quando a Arabidopsis thaliana, planta usada neste estudo, é colocada na sombra, as células de suas folhas sofrem mudanças moleculares. O receptor de luz, presente nas folhas, causa mudanças químicas na proteína PIF7, que então ativa os genes produtores de auxina e provocam o crescimento do caule dessas plantas.

“Nós já sabíamos que a auxina é feita nas folhas e que ela viaja até o caule para estimular o crescimento”, diz Chory. “Agora nós sabemos como a sombra estimula as folhas a produzirem auxina. É um caminho extremamente simples para controlar uma função tão importante.”

Quando uma planta permanece na sombra por um período prolongado, ela pode florescer cedo e produzir poucas sementes. Esse comportamento é um último esforço da planta para ajudar seus descendentes a se espalhar em um local mais ensolarado. Na agricultura, esse fenômeno é conhecido como síndrome de fuga da sombra e resulta na perda de produção da safra. Isso acontece quando plantações são distribuídas em corredores muito próximos, fazendo com que uma planta bloqueie a luz da outra.

De acordo com a pesquisadora, as descobertas desse estudo podem trazer novos caminhos para o desenvolvimento de safras de plantas com melhor posicionamento de caules, principalmente em plantações com fileiras muito próximas. Isso tornaria essas plantas menos suscetíveis à síndrome de fuga da sombra.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Linking photoreceptor excitation to changes in plant architecture

Onde foi divulgada: revista Genes and Development

Quem fez: Lin Li, Karin Ljung,Ghislain Breton, Robert J. Schmitz, Jose Pruneda-Paz, Chris Cowing-Zitron, Benjamin J. Cole, Lauren J. Ivans, Ullas V. Pedmale, Hou-Sung Jung, Joseph R. Ecker, Steve A. Kay e Joanne Chory

Instituição: Instituto Salk de Estudos Biológicos

Dados de amostragem: plantas Arabidopsisthaliana

Resultado: A proteína fator de interação fitocromo 7 (PIF7) é responsável por relacionar a quantidade de absorção de luz com o aumento do hormônio que regula o crescimento de plantas locais com sombra.

Arabidopsis thaliana

Planta Arabidopsis thaliana, usada no estudo do Instituto Salks (Courtesy of the Salk Institute for Biological Studies)

Fonte: Veja Ciência


21 de março de 2012 | nenhum comentário »

Plantas também sofrem danos devido à poluição sonora, diz estudo

Barulho afastaria animais que realizam dispersão de sementes e pólen.
Espécies de pinheiros seriam as principais afetadas, afirmam pesquisadores.

Pesquisa divulgada pela revista da Academia de Ciências do Reino Unido afirma que a poluição sonora causada por humanos pode causar grave impacto na sobrevivência das plantas, já que os métodos naturais de reprodução de vegetais seriam afetados.

De acordo com o estudo, realizado pelo Centro Nacional de Síntese Evolucionária  (NESCent, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, ruídos provenientes do tráfego intenso de veículos ou mesmo de máquinas afastariam animais de seus habitats, quando esses ficam próximos a áreas urbanas.

Essa fuga atrapalharia a distribuição de pólen entre flores, realizada por aves, e germinação de sementes de espécies como os pinheiros, feita mamíferos, como os roedores, o que pode levar à queda na população dessas plantas.

Muito barulho, pouca biodiversidade
A análise foi feita próxima a uma reserva do México. A região contém vários poços de extração de gás natural, muitos dos quais emitem alto som constantemente devido ao processo.

Os cientistas verificaram que nas áreas com mais barulho, algumas espécies de animais não se aproximavam, justamente aquelas que ajudavam na distribuição das sementes dessas árvores, pertencentes ao grupo das gimnospérmicas.

Segundo Clinton Francis, um dos autores do estudo, uma menor quantidade de árvores em áreas ruidosas acarretaria em menos plantas maduras e, consequentemente, uma redução drástica de habitats.

Pinheiro (Foto: Divulgação)

Espécies de pinheiros localizadas em locais ruidosos podem ser prejudicadas, afirma estudo. (Foto: Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa diz que planta achada em Manaus é capaz de absorver metais

Espécie pode agir como biorremediadora em áreas contaminadas.
Planta absorve cádmio, cromo, cobre, chumbo, níquel e zinco.

Estudo realizado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) comprovou a eficiência de uma planta da região como biorremediadora em áreas contaminadas. Trata-se da Alocasia macrorhiza, conhecida popularmente como orelha-de-elefante-gigante. De acordo com a pesquisa, a espécie tem a capacidade de absorver metais pesados do solo, como cádmio, cromo, cobre, chumbo, níquel e zinco.

Fruto do trabalho de doutorado denominado ‘Avaliação da Alocasia macrorhiza como fitorremediadora dos metais Cd, Cr, Cu, Ni, Pb e Zn’, realizado por Josias Coriolano de Freitas, o estudo teve como objetivo testar a capacidade de absorção dos metais pesados pela planta, que pode ser encontrada na flora de algumas matas ciliares da cidade de Manaus.

Segundo o pesquisador, o estudo teve início em 2006 e foi concluída em 2010. Neste período, foi realizada a coleta das plantas em áreas cujo nível de contaminação é elevado, como locais próximos aos igarapés da Universidade Luterana, no conjunto Atílio Andreazza; na Avenida Torquato Tapajós, no bairro Flores; no Conjunto Jardim de Versalles, no bairro Planalto; no Posto Rodoviário de Manaus da Rodovia BR-174, quilômetro 7, e em uma área não impactada localizada na Ufam, no bairro Coroado. “O uso de plantas para a descontaminação do solo e da água contaminados por produtos químicos é utilizado há mais de três séculos. A fitorremediação alcançou importância mundial por ser uma tecnologia que extrai ou imobiliza contaminantes de origem orgânica e inorgânica”, salientou.

Os testes mostraram que todos os metais foram absorvidos da mesma forma independentemente do local, informou Freitas. O pesquisador ressaltou que o chumbo foi o metal que apresentou maior concentração na planta, seguido por cromo, cádmio, cobre, níquel e zinco, sequência que se repete nas partes (caule, folhas e raízes) analisadas da planta.

No Amazonas, segundo Freitas, a ocorrência de metais pesados se deve ao processo de ocupação desordenada, resíduos industriais, principalmente, na estação seca, quando foram encontrados os maiores valores de concentração. Conforme levantamentos feitos em 2007, as concentrações dos metais pesados estavam acima dos valores permitidos pela Resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “Outras fontes comuns são os resíduos urbanos, pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes que contêm mercúrio (Hg), muitas tintas contêm chumbo, enquanto baterias de celular e plásticos coloridos contêm cádmio (Cd)”, pontuou.

Resultados
O pesquisador explicou que a planta não prioriza uma região para acumular metais. Acredita-se que a fisiologia e o mecanismo molecular de transporte facilita a distribuição dos metais. Plantas com esta característica são conhecidas como exclusoras. Significa que a concentração do metal nos tecidos é mantida constante até um determinado nível.

Plantas exclusoras, normalmente, são capazes de tolerar grandes quantidades de metais pesados em tecidos, além de ser tolerantes a múltiplos metais. “O resultado permite afirmar que a Alocasia macrorhiza é uma planta promissora para ser usada na implantação de um programa de fitorremediação, pois ela é hiperacumuladora desses metais”, destacou.

Segundo Freitas, todos os metais foram absorvidos da mesma forma independentemente do local (impacto e não impactado). Todas as concentrações encontradas dos metais Pb, Cr, Cd, Cu e Ni estavam acima dos limites normais de absorção de uma planta, apenas o Zn permaneceu no limite.

Fonte: G1, AM


6 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Mudanças climáticas alteram ciclo reprodutivo de abelhas, diz cientista

Insetos estão iniciando fase reprodutiva 10 dias mais cedo.
Plantas também têm adiantado a abertura de flores.

Os ciclos de reprodução de abelhas e plantas sofreram mudanças nos últimos 130 anos – mais pronunciadas de 1970 para cá, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (5) pela revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”. A causa, segundo os pesquisadores, está nas mudanças climáticas.

A equipe de Ignasi Bartomeus, da Universidade Rutgers, nos EUA, estudou dados atuais e de museus para fazer a análise.

Segundo o estudo, as abelhas têm começado a fase reprodutiva cerca de 10 dias antes a cada primavera. A abertura das flores também têm sofrido um adiantamento parecido.

O medo dos cientistas é que essas mudanças comecem a ocorrer fora de sintonia no futuro, se as mudanças climáticas continuarem acontecendo. Isso pode fazer com que abelhas e flores acabem se desencontrando.

Ciclo de polinização das abelhas e flores tem se adiantado conforme fica mais quente  (Foto: Cortesia/ J.S. Ascher)

Ciclo de polinização das abelhas e flores tem se adiantado conforme fica mais quente (Foto: Cortesia/ J.S. Ascher)

Cientistas temem que ciclo de abelhas e plantas acabe ficando desincronizado (Foto: Cortesia/S. Nanz)

Cientistas temem que ciclo de abelhas e plantas acabe ficando desincronizado (Foto: Cortesia/S. Nanz)

Fonte: G1, São Paulo


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Mais de 1/4 das espécies nativas da Europa está ameaçada

Mais de um quarto do total de espécies nativas do continente europeu está ameaçado de extinção, segundo um aleta emitido recentemente pela EU (União Europeia).

O grupo inclui mamíferos, anfíbios, répteis, pássaros, borboletas e plantas.

A crise é principalmente provocada por perda de habitat, poluição, introdução de espécies de fora que ameaçam as nativas, mudança climática e pesca ilegal.

O problema também refletirá na população humana, como decorrência da devastação econômica e social, alerta o comissário de Ambiente da UE, Janez Potocnik.

As soluções apresentadas pela EU para o problema, entretanto, carecem de verbas, criticam organizações ambientalistas.

Entre as propostas da EU, estão a redução da perda de animais até 2020, que seria feita a partir de planos de gerenciamento em todas as florestas, de forma que pelo menos 15% dos ecossistemas destruídos possam se recuperar.

Segundo Ana Nieto, da organização IUCN (sigla de União Internacional para a Conservação da Natureza), a perda da biodiversidade é maior na Europa do que em outras partes do mundo porque o nível de desenvolvimento residencial e industrial é maior.

Com uma média aproximada de 70 pessoas por quilômetro quadrado, a Europa é o continente com maior densidade populacional, ficando atrás apenas da Ásia.

Fonte: DA ASSOCIATED PRESS


30 de março de 2011 | nenhum comentário »

Ingredientes de produtos ‘verdes’ vêm de petróleo, diz estudo

Um estudo divulgado no 241º encontro da Sociedade Americana de Química mostra que alguns ingredientes de produtos considerados verdes podem ter origem em petróleo ao invés de ser obtido a partir de plantas.

A equipe responsável pela pesquisa, liderada pela especialista Cara Bondi, analisou mais de 10 produtos de limpeza de louças e roupas, além de líquidos de higiene pessoal.

Para saber se os produtos analisados eram feitos com base em plantas ou em materiais sintéticos com origem no petróleo, os cientistas usaram uma técnica de datação com carbono-14.

Os resultados mostraram que alguns produtos taxados como verdes no mercado norte-americano – feitos com mais de 50% do carbono derivado de fontes naturais – apresentaram, na verdade, somente 28% de carbono com origem em plantas.

Cara Bondi ainda afirma que em um dos casos, um produto que era vendido como “livre de petróleo” continha 31% de carbono gerado a partir desta fonte esgotável.

Segundo a especialista, o uso de carbono obtido a partir de petróleo – uma fonte não renovável – em produtos precisa ser moderado.

Fonte: G1

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10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas desvendam mistérios de florestas fossilizadas na Antártida

Cientistas que estudam fósseis de plantas e animais encontrados na Antártida descobriram que esses seres possuíam mecanismos sofisticados que lhes permitiam sobreviver vários meses no escuro.

Segundo teorias, no período em que essas criaturas viveram, cem milhões de anos atrás, a Terra estava à beira de um aquecimento extremo.

As calotas de gelo que tinham coberto os polos haviam praticamente derretido, permitindo que amplas florestas crescessem no local.

Hoje, com o aumento nas médias de temperatura registradas no Continente Antártico, os cientistas não descartam a possibilidade de que plantas voltem a florescer na região.

Passado subtropical – Uma das primeiras pessoas a encontrar evidências de florestas antárticas foi o conhecido explorador britânico Robert Falcon Scott. Retornando do Polo Sul, em 1912, ele encontrou fósseis de plantas na geleira Beardmore.

O peso adicional dos espécimes pode ter contribuído para a sua trágica morte – Scott morreu congelado dias depois de alcançar o Polo Sul -, mas revelou ao mundo o passado sub-tropical do continente.

A pesquisadora Jane Francis, da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra, seguiu os passos de Scott, passando dez temporadas na Antártida coletando fósseis de plantas. “Ainda acho incrivelmente fascinante a ideia de que a Antártida foi um dia coberta de florestas”, disse Francis à BBC. “Temos como certo que a Antártida sempre foi uma vastidão gelada, mas as calotas de gelo são, em termos de história geológica, relativamente recentes.”

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Uma das mais incríveis descobertas da cientista foi feita nas Montanhas Transantárticas, não muito longe de onde Scott encontrou seus fósseis. “Estávamos no alto dos picos gelados quando encontramos uma camada de sedimento cheia de folhas frágeis e gravetos.”

Mais tarde, a equipe descobriu que esses fósseis eram restos de arbustos de faia (árvore típica de climas temperados). Com idade em torno de cinco milhões de anos, os arbustos estavam entre as últimas plantas a viver no continente antes do seu resfriamento.

Outros fósseis revelam que florestas verdadeiramente subtropicais existiram na Antártida em períodos anteriores, durante a chamada “era dos dinossauros”, quando níveis muito mais altos de gás carbônico provocaram um período de aquecimento global extremo no planeta.

“Se você voltar cem milhões de anos no tempo, a Antártida estava coberta de florestas (de árvores) altas, semelhantes às que existem hoje na Nova Zelândia”, disse à BBC Vanessa Bowman, colega de Francis na Universidades de Leeds. “Encontramos com frequência troncos fossilizados que devem ter vindo de árvores muito grandes.”

Longas noites – Para os especialistas, a característica mais intrigante e bizarra das florestas polares era sua capacidade de sobreviver a longos invernos, onde a noite dura meses, e aos verões sem fim, quando o sol brilha à meia-noite.

O cientista David Beerling, da Universidade de Sheffield, no norte do país, explica qual foi o desafio que essas espécies tiveram de enfrentar: “Durante períodos prolongados de escuridão no inverno quente, as árvores consomem seu estoque de nutrientes”, ele disse. Mas se isso continua por tempo muito longo, elas vão acabar “passando fome”, disse Beerling à BBC.

Para entender como as árvores sobreviveram a essas condições extremas, Beerling fez um experimento. Entre as plantas que um dia viveram na Antártida está a espécie Ginkgo biloba, que por viver até hoje é considerada um fóssil vivo.

“O que fizemos foi plantar mudas dessas plantas em estufas sem luz onde pudemos simular as condições de luz da Antártida”, disse Beerling. “Também aumentamos a temperatura e as concentrações de CO2 para obter as mesmas condições.”

O experimento demonstrou que as árvores podem sobreviver incrivelmente bem a esse ambiente estranho. Embora usem seus estoques de alimento no inverno, elas compensam as perdas porque são capazes de fazer a fotossíntese 24 horas por dia no verão.

Dinossauros no escuro – Outros fósseis encontrados mostram que dinossauros também habitaram a região. O especialista em dinossauros Thomas Rich, do Victoria Museum, na Australia, encontrou vários exemplares desses fósseis.

“O único esqueleto de dinossauro completo que encontramos (na região) é o Leaellynasaura. O que é realmente incomum sobre esse espécime é o crânio. Ele indica que o animal tinha lóbulos ópticos maiores”, ele explicou.

Segundo o especialista, isso indica que os dinossauros polares podem ter possuído uma visão noturna extremamente desenvolvida e, portanto, estavam bem adaptados para encontrar alimento e sobreviver aos prolongados invernos antárticos.

Antártida “esmeralda” – Hoje, lençóis de gelo com espessura de três quilômetros cobrem uma região que um dia foi habitada por florestas e dinossauros. Entretanto, registros geológicos oferecem provas irrefutáveis de que, em toda a história do planeta, vêm ocorrendo flutuações dramáticas no clima do Polo Sul.

Nos últimos 50 anos, a temperatura na Península Antártica subiu em torno de 2,8 graus Celsius, um aquecimento mais rápido do que em qualquer outra parte do mundo. Se esse aquecimento continuar, os cientistas não descartam a possibilidade de que o Continente Antártico volte a ter a cor verde esmeralda.

“Isso é possível”, disse Francis à BBC. “Entretanto, isso implica que espécies de plantas sejam capazes de migrar pelo Oceano do Sul, vindas de lugares como a América do Sul ou a Austrália.”

Fonte: Ambiente Brasil