15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Quase a metade do pescado consumido no mundo provém de criadouros

Quase a metade do pescado que se consome no mundo provém de criadouros, com China e outros países produtores na liderança, limitando o impacto ecológico da atividade pesqueira, indicou um estudo nesta terça-feira (14).

Com uma demanda crescente de pescado e uma capacidade limitada para aumentar a oferta, a aquicultura – a cria de mariscos e peixes em recintos fechados – manterá um forte crescimento, indicou o relatório divulgado em Washington e Bangcoc.

A WorldFish Center, uma Organização Não Governamental (ONG) que defende a redução da fome no mundo através da pesca sustentável, e a organização ambiental Conservation International destacaram que 47% dos produtos marinhos provieram da aquicultura em 2008.

Segundo o estudo, 61% da produção mundial veio da China – grande parte dela de carpas, altamente demandantes de recursos – e cerca de 90% da Ásia.

Durante muito tempo a prática da aquicultura foi controversa, diante da preocupação dos defensores do meio ambiente com a poluição das zonas costeiras.

Mas o estudo defende que a aquicultura não é tão destrutiva como a criação de gado bovino e suíno, que provoca um forte desgaste do solo e da água e representa um fator de mudança climática.

Uma dieta vegetariana seria a melhor para o meio ambiente, mas o estudo diz que, nos países em desenvolvimento, cada vez mais gente come carne, conforme a população se muda para as cidades.

“Acredito que a probabilidade de que a demanda por produtos da aquicultura diminua é muito baixa”, estimou Sebastian Troeng, vice-presidente para a conservação marinha da Conservação Internacional.

“Assim, o que precisamos saber é como assegurar, se o crescimento se mantiver, de que seja feito de modo que não represente uma carga excessiva para o meio ambiente e que se recorra às melhores práticas”, explicou.

O estudo avaliou o impacto da aquicultura em áreas como o uso de energia, a acidificação e a mudança climática.

Junto com as carpas, as espécies de maior impacto ambiental incluem as moreias, o salmão, os camarões, já que são carnívoros, o que implica que essas granjas precisam importar alimento e uma maior energia externa.

Por outro lado, a criação de mexilhões, ostras e algas tem impacto menor.

O estudo considerou grandes diferenças segundo os países, dando a possibilidade de dividir as melhores práticas para limitar o impacto no entorno.

Em uma comparação, o relatório revelou que o impacto da criação de camarões na China diminuiria de 50% a 60% caso fossem usados os mesmo níveis de energia da Tailândia.

A produção da aquicultura cresceu 8,4% desde 1970 e está se expandindo a novas regiões como África, indicou o estudo, que destacou a crescente demanda de pescado no Egito e na Nigéria depois da crise da gripe aviária em meados da década de 2000.

Fonte: Portal iG


29 de abril de 2009 | nenhum comentário »

“Consciência ambiental não é tudo; é necessário atitude”

Entrevista com Marcílio Hubner de Miranda Neto, escritor e professor universitário

"A humanidade precisa se educar e perceber que os danos à natureza estão cada vez mais severos e nós estamos sentindo as conseqüências, basta ver as inundações, secas, todo esse desequilíbrio que vivemos atualmente.”

"A humanidade precisa se educar e perceber que os danos à natureza estão cada vez mais severos e nós estamos sentindo as conseqüências, basta ver as inundações, secas, todo esse desequilíbrio que vivemos atualmente.”

A educação ambiental é tema de muitas discussões nas escolas. Mas, apesar do debate e da conscientização sobre a preservação da natureza ter aumentado nas últimas décadas, ainda falta a mudança de atitude. “Muitos sabem que é importante e fácil separar o lixo em casa, mas poucos fazem isso”, exemplica o professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Marcílio Hubner de Miranda Neto. Para transformar teoria em prática, o doutor em Ciências Biológicas defende que os professores têm um papel fundamental.

Miranda Neto procura contribuir com esse processo com o livro infantil Brejo Alegre – um rio em perigo, que conta as aventuras de um sapo e um menino na luta para conscientizar os moradores do bairro a salvar o rio. Lançado ontem, esse é o segundo livro da série. Foi escrito em parceria com Rodolfo Molinari Hubner e traz ilustrações de Tânia Regina Machado. O primeiro, Natal em Brejo Alegre, foi lançado em 2005 e teve cerca de 5 mil cópias publicadas. Confira abaixo a entrevista em que Miranda Neto fala do novo livro e do papel das crianças na preservação ambiental:

Qual é a importância de se incentivar a consciência ambiental nas crianças?

Estamos vivendo uma questão complicada em relação ao meio ambiente. Precisamos de uma nova postura, um maior envolvimento de cada um. Cada sujeito tem que ser fiscal e cuidador do meio ambiente. Para isso, as pessoas têm que ser formadas desde pequenas, pois é difícil incorporar novos valores e atitudes quando já se é adultos.

O senhor acredita que a responsabilidade com o meio ambiente vem aumentando de geração em geração? Por quê?

the dark knight dvdrip

Acredito que tem melhorado sim, e é possível observar isso em pequenas atitudes. Hoje é grande o número de consumidores que não compram produtos cuja procedência agrida o meio ambiente. Vemos também a preocupação com as matas ciliares e o desmatamento. Mas, embora tenha aumentado a conscientização, cresceu também a agressão ambiental. Isso porque a maioria das pessoas sabe que deve preservar o meio ambiente, mas não tem atitude. Separar o lixo é fácil para todos, mas são poucos os que fazem isso. Muitos ainda compram garrafas pets descartáveis, ao invés do vidro, que é 100% reciclável. Verificamos que atualmente existe uma grande diferença entre discurso e a prática. A consciência não é tudo. Ela tem que estar unida com a mudança de postura.

Qual a melhor forma de trabalhar a educação ambiental na escola?

Não existe uma melhor forma. Cada professor adota uma estratégia de acordo com o bairro em que a escola está inserida e as características dos alunos. É possível trabalhar com música, textos de jornal, literatura, entre outros. Eu acredito que seja muito importante levar as crianças para verificar situações reais, como comparar um rio limpo e um poluído, explicar as implicações dessa situação para o meio ambiente, observar as ruas do bairro, enfim, aproximar a temática do cotidiano dos estudantes. A interdisciplinaridade também é essencial. A educação ambiental tem que ser trabalhada por todos os professores – na Matemática, na Geografia, em História, etc. A humanidade precisa se educar e perceber que os danos à natureza estão cada vez mais severos e nós estamos sentindo as conseqüências, basta ver as inundações, secas, todo esse desequilíbrio que vivemos atualmente.

Qual é o papel da família para a consolidação dessas ideias?

A família é essencial para causar a mudança de atitude. Os pais são exemplos, e a criança aprende muito pelo que ela vê em casa. Não é só dar bronca porque ela deixou a luz acesa e a conta de luz virá mais alta, é preciso explicar todo o ciclo. Dizer que deixar a luz acesa pode contribuir para um racionamento de energia e estimular a construção de mais usinas elétricas, que geram sempre agressão ao meio ambiente. Atitudes simples, como ensinar a separar o lixo, a fechar a torneira enquanto se escovas os dentes, ajudam a formar um cidadão mais consciente.

O senhor está lançando o seu terceiro livro infantil (o primeiro foi A razão e o Sonho). Qual a temática principal do Brejo Alegre – um rio em perigo?

É uma ficção cujo foco é os cuidados com os rios. O Brejo Alegre está tranquilo no começo da história, todos vivem em harmonia: crianças, animais e plantas. Depois surgem os desequilíbrios, pois as pessoas começam a usar o solo de forma errada, a jogar lixo nos córregos. Depois vem a busca do equilíbrio novamente. Minha intenção é mostrar que cada pessoa pode dar uma contribuição para a recuperação dessa harmonia.

O seu primeiro livro, Um Natal em Brejo Alegre, foi lançado em 2005 e teve boa aceitação do público. Brejo Alegre – um rio em perigo é o segundo livro da série. Qual a maior diferença entre eles?

Neste segundo livro da série, os personagens principais de Um Natal em Brejo Alegre, o sapo Juca e o menino Cristovam, reaparecem. A diferença maior é que no primeiro livro a temática é mais voltada para o social e no segundo para o meio ambiente. Em Natal em Brejo Alegre eu conto a história de uma família simples que vive num sítio e que perde seus presentes de Natal. Por isso, eles começam a produzir os enfeites, a ceia e até os presentes com o que é encontrado no sítio. Minha intenção era dizer que muitas vezes acabamos comprando coisas inúteis, em razão da nossa cultura materialista, que só agride o meio ambiente. Na nossa sociedade, o Natal é antiecológico, pois é grande o desperdício de bens. O verdadeiro sentido da data, que é a reunião da família para uma questão espiritual, fica esquecida.

Fonte: Gazeta do Povo






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Quase a metade do pescado consumido no mundo provém de criadouros

Quase a metade do pescado que se consome no mundo provém de criadouros, com China e outros países produtores na liderança, limitando o impacto ecológico da atividade pesqueira, indicou um estudo nesta terça-feira (14).

Com uma demanda crescente de pescado e uma capacidade limitada para aumentar a oferta, a aquicultura – a cria de mariscos e peixes em recintos fechados – manterá um forte crescimento, indicou o relatório divulgado em Washington e Bangcoc.

A WorldFish Center, uma Organização Não Governamental (ONG) que defende a redução da fome no mundo através da pesca sustentável, e a organização ambiental Conservation International destacaram que 47% dos produtos marinhos provieram da aquicultura em 2008.

Segundo o estudo, 61% da produção mundial veio da China – grande parte dela de carpas, altamente demandantes de recursos – e cerca de 90% da Ásia.

Durante muito tempo a prática da aquicultura foi controversa, diante da preocupação dos defensores do meio ambiente com a poluição das zonas costeiras.

Mas o estudo defende que a aquicultura não é tão destrutiva como a criação de gado bovino e suíno, que provoca um forte desgaste do solo e da água e representa um fator de mudança climática.

Uma dieta vegetariana seria a melhor para o meio ambiente, mas o estudo diz que, nos países em desenvolvimento, cada vez mais gente come carne, conforme a população se muda para as cidades.

“Acredito que a probabilidade de que a demanda por produtos da aquicultura diminua é muito baixa”, estimou Sebastian Troeng, vice-presidente para a conservação marinha da Conservação Internacional.

“Assim, o que precisamos saber é como assegurar, se o crescimento se mantiver, de que seja feito de modo que não represente uma carga excessiva para o meio ambiente e que se recorra às melhores práticas”, explicou.

O estudo avaliou o impacto da aquicultura em áreas como o uso de energia, a acidificação e a mudança climática.

Junto com as carpas, as espécies de maior impacto ambiental incluem as moreias, o salmão, os camarões, já que são carnívoros, o que implica que essas granjas precisam importar alimento e uma maior energia externa.

Por outro lado, a criação de mexilhões, ostras e algas tem impacto menor.

O estudo considerou grandes diferenças segundo os países, dando a possibilidade de dividir as melhores práticas para limitar o impacto no entorno.

Em uma comparação, o relatório revelou que o impacto da criação de camarões na China diminuiria de 50% a 60% caso fossem usados os mesmo níveis de energia da Tailândia.

A produção da aquicultura cresceu 8,4% desde 1970 e está se expandindo a novas regiões como África, indicou o estudo, que destacou a crescente demanda de pescado no Egito e na Nigéria depois da crise da gripe aviária em meados da década de 2000.

Fonte: Portal iG


29 de abril de 2009 | nenhum comentário »

“Consciência ambiental não é tudo; é necessário atitude”

Entrevista com Marcílio Hubner de Miranda Neto, escritor e professor universitário

"A humanidade precisa se educar e perceber que os danos à natureza estão cada vez mais severos e nós estamos sentindo as conseqüências, basta ver as inundações, secas, todo esse desequilíbrio que vivemos atualmente.”

"A humanidade precisa se educar e perceber que os danos à natureza estão cada vez mais severos e nós estamos sentindo as conseqüências, basta ver as inundações, secas, todo esse desequilíbrio que vivemos atualmente.”

A educação ambiental é tema de muitas discussões nas escolas. Mas, apesar do debate e da conscientização sobre a preservação da natureza ter aumentado nas últimas décadas, ainda falta a mudança de atitude. “Muitos sabem que é importante e fácil separar o lixo em casa, mas poucos fazem isso”, exemplica o professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) Marcílio Hubner de Miranda Neto. Para transformar teoria em prática, o doutor em Ciências Biológicas defende que os professores têm um papel fundamental.

Miranda Neto procura contribuir com esse processo com o livro infantil Brejo Alegre – um rio em perigo, que conta as aventuras de um sapo e um menino na luta para conscientizar os moradores do bairro a salvar o rio. Lançado ontem, esse é o segundo livro da série. Foi escrito em parceria com Rodolfo Molinari Hubner e traz ilustrações de Tânia Regina Machado. O primeiro, Natal em Brejo Alegre, foi lançado em 2005 e teve cerca de 5 mil cópias publicadas. Confira abaixo a entrevista em que Miranda Neto fala do novo livro e do papel das crianças na preservação ambiental:

Qual é a importância de se incentivar a consciência ambiental nas crianças?

Estamos vivendo uma questão complicada em relação ao meio ambiente. Precisamos de uma nova postura, um maior envolvimento de cada um. Cada sujeito tem que ser fiscal e cuidador do meio ambiente. Para isso, as pessoas têm que ser formadas desde pequenas, pois é difícil incorporar novos valores e atitudes quando já se é adultos.

O senhor acredita que a responsabilidade com o meio ambiente vem aumentando de geração em geração? Por quê?

the dark knight dvdrip

Acredito que tem melhorado sim, e é possível observar isso em pequenas atitudes. Hoje é grande o número de consumidores que não compram produtos cuja procedência agrida o meio ambiente. Vemos também a preocupação com as matas ciliares e o desmatamento. Mas, embora tenha aumentado a conscientização, cresceu também a agressão ambiental. Isso porque a maioria das pessoas sabe que deve preservar o meio ambiente, mas não tem atitude. Separar o lixo é fácil para todos, mas são poucos os que fazem isso. Muitos ainda compram garrafas pets descartáveis, ao invés do vidro, que é 100% reciclável. Verificamos que atualmente existe uma grande diferença entre discurso e a prática. A consciência não é tudo. Ela tem que estar unida com a mudança de postura.

Qual a melhor forma de trabalhar a educação ambiental na escola?

Não existe uma melhor forma. Cada professor adota uma estratégia de acordo com o bairro em que a escola está inserida e as características dos alunos. É possível trabalhar com música, textos de jornal, literatura, entre outros. Eu acredito que seja muito importante levar as crianças para verificar situações reais, como comparar um rio limpo e um poluído, explicar as implicações dessa situação para o meio ambiente, observar as ruas do bairro, enfim, aproximar a temática do cotidiano dos estudantes. A interdisciplinaridade também é essencial. A educação ambiental tem que ser trabalhada por todos os professores – na Matemática, na Geografia, em História, etc. A humanidade precisa se educar e perceber que os danos à natureza estão cada vez mais severos e nós estamos sentindo as conseqüências, basta ver as inundações, secas, todo esse desequilíbrio que vivemos atualmente.

Qual é o papel da família para a consolidação dessas ideias?

A família é essencial para causar a mudança de atitude. Os pais são exemplos, e a criança aprende muito pelo que ela vê em casa. Não é só dar bronca porque ela deixou a luz acesa e a conta de luz virá mais alta, é preciso explicar todo o ciclo. Dizer que deixar a luz acesa pode contribuir para um racionamento de energia e estimular a construção de mais usinas elétricas, que geram sempre agressão ao meio ambiente. Atitudes simples, como ensinar a separar o lixo, a fechar a torneira enquanto se escovas os dentes, ajudam a formar um cidadão mais consciente.

O senhor está lançando o seu terceiro livro infantil (o primeiro foi A razão e o Sonho). Qual a temática principal do Brejo Alegre – um rio em perigo?

É uma ficção cujo foco é os cuidados com os rios. O Brejo Alegre está tranquilo no começo da história, todos vivem em harmonia: crianças, animais e plantas. Depois surgem os desequilíbrios, pois as pessoas começam a usar o solo de forma errada, a jogar lixo nos córregos. Depois vem a busca do equilíbrio novamente. Minha intenção é mostrar que cada pessoa pode dar uma contribuição para a recuperação dessa harmonia.

O seu primeiro livro, Um Natal em Brejo Alegre, foi lançado em 2005 e teve boa aceitação do público. Brejo Alegre – um rio em perigo é o segundo livro da série. Qual a maior diferença entre eles?

Neste segundo livro da série, os personagens principais de Um Natal em Brejo Alegre, o sapo Juca e o menino Cristovam, reaparecem. A diferença maior é que no primeiro livro a temática é mais voltada para o social e no segundo para o meio ambiente. Em Natal em Brejo Alegre eu conto a história de uma família simples que vive num sítio e que perde seus presentes de Natal. Por isso, eles começam a produzir os enfeites, a ceia e até os presentes com o que é encontrado no sítio. Minha intenção era dizer que muitas vezes acabamos comprando coisas inúteis, em razão da nossa cultura materialista, que só agride o meio ambiente. Na nossa sociedade, o Natal é antiecológico, pois é grande o desperdício de bens. O verdadeiro sentido da data, que é a reunião da família para uma questão espiritual, fica esquecida.

Fonte: Gazeta do Povo