20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo diz que lula precisa de descanso após sexo duradouro

Molusco do sul da Austrália perde capacidade de nado após cópula.
Fadiga muscular deixa lulas suscetíveis a ataques de predadores.

Cientistas analisaram o comportamento sexual das lulas e comprovaram que a espécie marinha precisa descansar seus músculos por, no mínimo, 30 minutos após uma relação sexual duradoura — de ao menos três horas.

Segundo pesquisa feita por biólogos da Universidade de Melbourne, na Austrália, e divulgada na última edição da revista “Biology Letters” (publicada na última quarta-feira, 18), a fadiga que atinge o molusco pode ser prejudicial e ainda expor espécimes a predadores — que levam vantagem na hora da caçada.

Os cientistas analisaram exemplares de lula da espécie Euprymna tasmanica, que vivem na costa sul Austrália e em partes da Tanzânia. Esses animais chegam a atingir até sete centímetros de comprimento.

Essa espécie consegue se acasalar por até três horas seguidas, após um ritual em que o macho agarra a fêmea e a prende para a cópula. Durante a relação, ambos os espécimes mudam de cor e podem até produzir uma nuvem de tinta escura, que ajuda o casal a fugir de predadores.

Mas e o cansaço?
Um casal de lulas australianas foi capturado pelos biólogos e colocado em um tanque, onde a fêmea e o macho foram obrigados a nadar contra a corrente, com a finalidade de testar sua resistência. Isto foi feito após uma relação sexual entre os exemplares.

Os pesquisadores comprovaram que após o acasalamento, tanto a lula macho, quanto a lula fêmea, precisaram de 30 minutos para recuperar sua capacidade de natação anterior. De acordo com o estudo, isto sugere que a lula sofre de fadiga muscular temporária.

De acordo com a pesquisa, este momento de fadiga pode prejudicar a espécie no momento de fugir de predadores, por exemplo, obrigando-a se esconder na areia para evitar ataques.

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas encontram 11 cobras de espécie declarada extinta em 1936

Para organização, variedade é a ‘mais rara do mundo’.
Exemplares vivem em ilhota de Santa Lúcia, no Caribe.

Após um levantamento de cinco meses, pesquisadores anunciaram nesta terça-feira (10) ter encontrado 11 exemplares do que consideram ser a “cobra mais rara do mundo”, da espécie Liophis ornatos, na pequena ilha de Maria Major, que faz parte de Santa Lúcia, um país caribenho.

Essa cobra já foi abundante naquele país, mas mangustos trazidos da Ásia foram dizimando sua população. De acordo com o Durrel Wildlife Conservation Trust, uma das organizações que realizou o levantamento, já em 1936 a espécie foi considerada extinta. Contudo, em 1973, um exemplar foi encontrado na ilhota de Maria Major, que ficou livre dos mangustos.

No final de 2011, um time internacional foi até o local e, durante 5 meses, procurou e marcou 11 cobras com chipes de rastreamento. A análise dos dados desses animais levou à conclusão de que existem 18 indivíduos da espécie vivendo ali. Uma estimativa menos conservadora, feita por outro método científico, indica que podem chegar a até cem.

Apenas 11 exemplares desta cobra foram encontrados pelos pesquisadores.  (Foto: AP)

Apenas 11 exemplares da cobra foram encontrados em Santa Lúcia. (Foto: AP)

Fonte: Globo Natureza


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Biólogos descobrem 24 espécies de lagarto, e todas estão ameaçadas

Animais da família ‘Scincidae’ são nativos do Caribe.
Predador reduz a população dos lagartos desde o século 19.

Tipo de lagarto nativo da Jamaica (Foto: Joseph Burgess, Penn State University)

Tipo de lagarto nativo da Jamaica (Foto: Joseph Burgess, Penn State University)

Um estudo publicado nesta segunda-feira (30) descreve 24 espécies ainda desconhecidas de lagarto que vivem na região do Caribe. Ao mesmo tempo em que entram nas páginas da “Zootaxa”, revista científica que traz a novidade, as espécies já vão para a lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Os lagartos recém-descobertos são todos da família Scincidae. Embora sejam semelhantes aos lagartos comuns, eles possuem características próprias. Alguns destes lagartos, em vez de pôr ovos, geram os filhotes dentro do ventre.

Blair Hegdes, pesquisador da Universidade da Pensilvânia e autor do estudo, acredita que esta peculiaridade esteja entre os fatores que colocaram em risco a existência destes animais. As fêmeas grávidas são mais lentas e vulneráveis aos predadores.

O principal predador dos lagartos é o mangusto, um mamífero carnívoro de pequeno porte. Os colonizadores levaram este animal da Índia para a região no século 19 para controlar o aumento da população de ratos, que tinham se tornado uma praga para as plantações de cana.

Além de atacar os ratos, os mangustos rapidamente incluíram os lagartos na dieta. A população dos répteis é muito pequena desde o início do século passado, por isso levou tanto tempo até que cientistas os descobrissem.

Os lagartos têm pequenas diferenças entre si que justificam a separação em tantas espécies. Desde o século 19, não havia na ciência a descrição de mais de 20 espécies de répteis de uma só vez.

Tipo de lagarto nativo de Antigua (Foto: Karl Questel, Penn State University)

Tipo de lagarto nativo de Antigua (Foto: Karl Questel, Penn State University)

Fonte: Globo Natureza


26 de março de 2012 | nenhum comentário »

Instituto ‘recria’ cobra que compete com T-Rex como maior predador

Espécie tinha 14 metros e viveu em florestas da Terra há 60 milhões de anos.
Filme foi elaborado por cientistas com ajuda de fósseis descobertos.

Um aterrorizante predador das florestas tropicais que viveu há mais de 60 milhões de anos na Terra, com 14 metros de comprimento e que pesava mais de uma tonelada, foi recriado por especialistas do Instituto Smithsonian, dos Estados Unidos.

Conhecida no Brasil como anaconda, a cobra Titanoboa cerrejonensis disputa com os dinossauros carnívoros, como T-Rex, o título de maior predador da história. Uma réplica em tamanho natural foi apresentada recentemente em Nova York, nos Estados Unidos.

O Instituto de pesquisa de florestas tropicais do Smithsonian também produziu um filme que conta a história desta criatura – que já havia sido personagem central de outra produção, desta vez feita por Hollywood e estrelada por Jennifer Lopez, de 1997. A produção científica será lançada no próximo dia 1º de abril.

A espécie foi recriada na ficção graças ao trabalho de paleontólogos, que encontraram na Colômbia fósseis do “titã das florestas”. As vértebras estavam em uma área que foi de vegetação há milhões de anos e que agora abriga uma mina a céu aberto.

Réplica da serpente Titanoboa cerrejonensis, feita por especialistas dos Estados Unidos (Foto: Smithsonian Channel, Mark Von Holden/AP)

Réplica em tamanho real da serpente Titanoboa cerrejonensis, feita por especialistas dos Estados Unidos (Foto: Smithsonian Channel, Mark Von Holden/AP)

Fonte: Globo Natureza


22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa derruba teoria do “lobo mau”

Animais de criação, como vacas e ovelhas, compõem menos de 1% de sua dieta

A alimentação do lobo (Canis lupus) é tema de muitas lendas e fábulas, que pintam o bicho como uma grande ameaça a animais domésticos ou seres humanos. De fato, os lobos são ótimos predadores. O perigo que a espécie representa a humanos e animais domésticos é, no entanto, superestimado, segundo cientistas do Instituto de Pesquisa Senckenberg, na Alemanha. Após anos estudando os hábitos alimentares do animal selvagem, a teoria do ‘lobo mau’ foi colocada abaixo.

Os pesquisadores coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobos que vivem na Alemanha e procuraram evidências de suas presas, como pelos, ossos, cascos e dentes não digeridos. Com esses dados, os zoólogos puderam detalhar a dieta do carnívoro e chegaram a resultados tranquilizadores. Apenas 0,6% da biomassa encontrada era de animais de criação, como vacas e ovelhas, e não foi encontrado nenhum vestígio humano.

O estudo descobriu que 96% das presas dos lobos são animais ungulados selvagens – mamíferos cujos dedos são providos de cascos. A maioria são corças (Capreolus capreolus), que somam 55,3%, seguidas pelos veados-vermelhos (Cervus elaphus), que são 20,8%, pelos javalis (Sus scrofa), que representam 17,7% da alimentação dos lobos, e pelas lebres, cerca de apenas 3%.

Além de analisar o que esses animais selvagens comem atualmente, a pesquisa também investigou como os hábitos alimentares mudaram ao longo dos últimos oito anos. Durante os primeiros anos, a proporção de veados vermelhos que eram consumidos pelo bicho era consideravelmente maior, enquanto a de corças era muito menor. Segundo a pesquisa, a mudança de padrões de alimentação está ligada a alterações nas condições ambientais. Nos últimos cinco anos, porém, a variedade da dieta se manteve constante.

Por fim, os cientistas concluíram que o perigo de lobos para os humanos é praticamente nulo. O estudo foi publicado no periódico Mammalian Biology.

Os cientistas coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobo para identificar suas presas

Os cientistas coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobo para identificar suas presas (Copyright Stefan Seidel)

Fonte: Veja Ciência


19 de março de 2012 | nenhum comentário »

Olho do tamanho de bola de basquete ajudaria lula gigante a fugir de baleia

Visão potente captaria mais luz e perceberia proximidade de predador.
Segundo estudo, lula gigante ganha tempo para preparar a fuga.

Olho do tamanho de bola de basquete ajuda lula gigante a perceber aproximação de predadores (Foto: Divulgação / NTNU Museum of Natural History and Archeaology / Wikimedia Commons)

Olho do tamanho de bola de basquete ajuda lula gigante a perceber aproximação de predadores (Foto: Divulgação / NTNU Museum of Natural History and Archeaology / Wikimedia Commons)

Lulas gigantes tem olhos do tamanho de uma bola de basquete para fugir de predadores maiores, como as baleias cachalotes. A conclusão é de um estudo publicado nesta quinta-feira (15) na revista científica “Current Biology”.

Segundo os pesquisadores, os olhos enormes são capazes de captar mais luz e de detectar pequenas diferenças de contraste na água turva do oceano profundo. Deste modo, seria possível perceber a aproximação da cachalote, já que ela agita microorganismos bioluminescentes presentes na água.

“A predação por baleias grandes e com dentes levou ao surgimento de gigantismo nos olhos destas lulas”, afirmou Sonke Jonhsen, biólogo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, responsável pelo estudo.

A luz emitida por estes microorganismos seria percebida pela visão poderosa da lula gigante a uma distância de até 120 metros. No entanto, antes mesmo deste ponto, o sonar da cachalote já seria capaz de detectar o molusco. Por isso, enxergar bem ajudaria a lula a planejar uma fuga.

Para chegar à conclusão, a equipe de cientistas analisou o tamanho dos olhos da lula gigante, a claridade da água e a quantidade de luz disponível nas profundidades onde o molusco é encontrado – entre 300 e 1000 metros.

 

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Primeiro grande predador da história tinha visão privilegiada, diz estudo

Olho do ‘Anomalocaris’ tinha cerca de 16 mil lentes.
Parente dos atuais camarões viveu no mar há mais de 500 milhões de anos.

O primeiro grande predador da história tinha como grande trunfo sua visão, superior à dos outros animais que habitavam nossos mares há mais de 500 milhões de anos. OAnomalocaris, cujo nome significa “camarão estranho” em latim, tinha um metro de comprimento e ocupava o topo da cadeia alimentar em sua época.

A descoberta de como funcionava a visão desse animal aparece na edição desta quinta-feira (8) da revista científica “Nature”. Ela se baseia em fósseis descobertos na Ilha do Canguru, na costa da Austrália, de um animal que viveu 515 milhões de anos atrás.

O artigo é assinado por uma equipe internacional de cientistas, liderada por John Paterson, da Universidade da Nova Inglaterra, nos EUA.

O olho deste animal media entre 2 e 3 centímetros e era composto por cerca de 16 mil lentes – segundo os pesquisadores, é um dos olhos com mais lentes que já existiram. A estrutura se assemelha à das atuais libélulas.

Também por isso, a descoberta fortalece a teoria de que o Anomalocaris era um parente dos artrópodes – grupo que inclui desde insetos a caranguejos e lagostas, passando pelas aranhas.

Os cientistas disseram também que a visão desse animal era precisa e sofisticada, e serviu como uma arma para que ele se mantivesse no topo da cadeia alimentar.

Ilustração de como seria o 'Anomalocaris' (Foto: Katrina Kenny / University of Adelaide)

Ilustração de como seria o 'Anomalocaris' (Foto: Katrina Kenny / University of Adelaide)

Fonte: G1, São Paulo

 


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

O tubarão, uma espécie caricaturada, mal protegida e ameaçada

O filhote de tubarão fuçou o saco plástico cheio d’água no qual estava sendo transportado, conseguindo abrir uma saída e ganhar o fundo marinho, após vários dias no aquário de um restaurante tailandês. Foi salvo de um massacre contínuo.

Anualmente, nos últimos dez anos, 22.000 toneladas de tubarões, em média, são pescados ao longo da Tailândia.

Mas, nos últimos dias, graças a Dive Tribe, uma organização de proteção, 60 filhotes recuperam a liberdade, após terem sido comprados de restaurantes e mercados.

Entre eles estavam alguns desses peixes jovens e inofensivos, destinados a enfeitar as tigelas de uma sopa muito apreciada no imenso mercado chinês de barbatana de tubarão.

No começo, era uma tradição da elite chinesa. “Mas, hoje, é a classe média” que consome, irrita-se Jean-Christophe Thomas, um professor de mergulho, convencido da necessidade de uma ação mundial combinada.

Organizações afirmam, com efeito, que 90% dos indivíduos de algumas espécies de tubarões já desapareceram. As vítimas da pesca no planeta seriam 72 milhões por ano.

Vários países, entre eles as Ilhas Maldívias e Honduras, construíram santuários, seguindo o exemplo do arquipélago de Palau, na Oceania, que inaugurou a iniciativa, em 2009.

Na Ásia, Taiwan, um dos maiores países pescadores de tubarões, anunciou, em julho, um plano para regulamentar a atividade. E o Estado malásio de Sabah, em Bornéu, prevê uma proibição pura e simples.

Em 1999, a Organização para a Alimentação e a Agricultura das Nações Unidas (FAO) aprovou um plano de ação combinado. Mas, segundo a organização Traffic, de luta contra o negócio de animais, as 20 maiores nações pescadoras do planeta não respeitam princípios.

“A preocupação internacional em relação aos tubarões continua a aumentar, ao mesmo tempo em que surgem provas de que numerosas espécies ameaçadas continuam a declinar”, considerou a organização num relatório, em janeiro.

Para a Dive Tribe, a falta pode ser atribuída, também, ao célebre filme de 1975 de Steven Spielberg, “Tubarão”, que assimilou o animal a um insaciável comedor de homens.

“Na realidade, os ataques contra o homem são raros”, comentou Jean-Christophe Thomas.

Sábado passado, 60 animais jovens deixaram em sacos plásticos cheios d’água o aquário “Underwater World” de Pattaya, um balneário a 150 km a sudeste de Bangcoc. Foram libertados um por um.

“Eu carregava o saco e nem me dei conta quando ele partiu”, brincou Wayne Phillips, professor de ecologia marinha da Universidade Mahidol de Bangcoc. “Ele conseguiu sozinho a liberdade. Nós só o orientamos. É bem melhor assim”.

Excluindo todo o romantismo, os tubarões são predadores essenciais para o equilíbrio marinho. Seu desaparecimento progressivo modifica o conjunto do ecossistema.

“Protegendo os tubarões, defendemos tudo o que está abaixo, inclusive o fundo marinho”, resumiu o cientista. “Devemos fazer entender como são importantes”.

Quanto tempo resta, antes que seja muito tarde ? “Alguns dizem cinco anos, outros, dez. Mas não se sabe exatamente quantos tubarões ainda vivem nos oceanos”, admite Gwyn Mills, fundador da Dive Tribe.

“O comércio de barbatanas (…) e de outros produtos envolvendo a espécie deve ser proibido agora. Perdemos muitos deles a cada ano”.

Resta convencer, também, os pescadores tailandeses que, como outros na Ásia, cortam as barbatanas dos que estão presos a suas redes, jogando-os depois na água, na agonia.

A chave do sucesso será, então, financeira, explicou Gwyn Mills, para quem um um tubarão é mais importante vivo para a indústria do turismo, do que morto, no prato de um restaurante.

Ele pensa, então, num modelo econômico que permita indenizar os pescadores para que os libertem. Enquanto espera, o importante é convencê-los.

Segundo um balanço internacional estabelecido pela Universidade da Flórida, foram recenseados no ano passado 79 ataques de tubarões no mundo, entre eles seis mortais, o que representa um aumneto de 25% nos acidentes em relação a 2009.

Ao lado disso, Hollywood estreia nesta sexta-feira “Shark 3D” – a história de um grupo de adolescentes massacrados uns após os outros por tubarões esfaimados, num lago salgado da Louisiana. Para a organização Dive Tribe e os demais defensores da espécie, o combate apenas começa.

Fonte: Veja Ciência


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Rato espalha veneno no corpo para matar predador

O rato cristado africano é um pequeno roedor felpudo das florestas do leste da África, e os cientistas descobriram recentemente que o animal desenvolveu um método criativo para evitar que seja atacado por predadores.

Ele masca as raízes de uma árvore altamente tóxica e depois espalha pelo seu pelo essa mistura venenosa.

Caso um predador se aproxime, o roedor expõe a sua famosa crista, até para estimular um ataque por parte do inimigo.

Se um predador tentar mordê-lo, ele corre o série risco de morte ou de sofrer tanto, que nunca voltará a incomodar o rato.

O feito do animal foi filmado, após os especialistas da Royal Society britânica, que primeiro se depararam com essa prática por parte do roedor, terem divulgado uma pesquisa sobre a descoberta.

Fonte: Da BBC Brasil






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

outubro 2020
S T Q Q S S D
« mar    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo diz que lula precisa de descanso após sexo duradouro

Molusco do sul da Austrália perde capacidade de nado após cópula.
Fadiga muscular deixa lulas suscetíveis a ataques de predadores.

Cientistas analisaram o comportamento sexual das lulas e comprovaram que a espécie marinha precisa descansar seus músculos por, no mínimo, 30 minutos após uma relação sexual duradoura — de ao menos três horas.

Segundo pesquisa feita por biólogos da Universidade de Melbourne, na Austrália, e divulgada na última edição da revista “Biology Letters” (publicada na última quarta-feira, 18), a fadiga que atinge o molusco pode ser prejudicial e ainda expor espécimes a predadores — que levam vantagem na hora da caçada.

Os cientistas analisaram exemplares de lula da espécie Euprymna tasmanica, que vivem na costa sul Austrália e em partes da Tanzânia. Esses animais chegam a atingir até sete centímetros de comprimento.

Essa espécie consegue se acasalar por até três horas seguidas, após um ritual em que o macho agarra a fêmea e a prende para a cópula. Durante a relação, ambos os espécimes mudam de cor e podem até produzir uma nuvem de tinta escura, que ajuda o casal a fugir de predadores.

Mas e o cansaço?
Um casal de lulas australianas foi capturado pelos biólogos e colocado em um tanque, onde a fêmea e o macho foram obrigados a nadar contra a corrente, com a finalidade de testar sua resistência. Isto foi feito após uma relação sexual entre os exemplares.

Os pesquisadores comprovaram que após o acasalamento, tanto a lula macho, quanto a lula fêmea, precisaram de 30 minutos para recuperar sua capacidade de natação anterior. De acordo com o estudo, isto sugere que a lula sofre de fadiga muscular temporária.

De acordo com a pesquisa, este momento de fadiga pode prejudicar a espécie no momento de fugir de predadores, por exemplo, obrigando-a se esconder na areia para evitar ataques.

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Imagem mostra cópula de lulas. Segundo cientistas, espécie tem cansaço muscular após relacionamento sexual duradouro. (Foto: Divulgação/Mark Norman/Universidade de Melbourne)

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas encontram 11 cobras de espécie declarada extinta em 1936

Para organização, variedade é a ‘mais rara do mundo’.
Exemplares vivem em ilhota de Santa Lúcia, no Caribe.

Após um levantamento de cinco meses, pesquisadores anunciaram nesta terça-feira (10) ter encontrado 11 exemplares do que consideram ser a “cobra mais rara do mundo”, da espécie Liophis ornatos, na pequena ilha de Maria Major, que faz parte de Santa Lúcia, um país caribenho.

Essa cobra já foi abundante naquele país, mas mangustos trazidos da Ásia foram dizimando sua população. De acordo com o Durrel Wildlife Conservation Trust, uma das organizações que realizou o levantamento, já em 1936 a espécie foi considerada extinta. Contudo, em 1973, um exemplar foi encontrado na ilhota de Maria Major, que ficou livre dos mangustos.

No final de 2011, um time internacional foi até o local e, durante 5 meses, procurou e marcou 11 cobras com chipes de rastreamento. A análise dos dados desses animais levou à conclusão de que existem 18 indivíduos da espécie vivendo ali. Uma estimativa menos conservadora, feita por outro método científico, indica que podem chegar a até cem.

Apenas 11 exemplares desta cobra foram encontrados pelos pesquisadores.  (Foto: AP)

Apenas 11 exemplares da cobra foram encontrados em Santa Lúcia. (Foto: AP)

Fonte: Globo Natureza


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Biólogos descobrem 24 espécies de lagarto, e todas estão ameaçadas

Animais da família ‘Scincidae’ são nativos do Caribe.
Predador reduz a população dos lagartos desde o século 19.

Tipo de lagarto nativo da Jamaica (Foto: Joseph Burgess, Penn State University)

Tipo de lagarto nativo da Jamaica (Foto: Joseph Burgess, Penn State University)

Um estudo publicado nesta segunda-feira (30) descreve 24 espécies ainda desconhecidas de lagarto que vivem na região do Caribe. Ao mesmo tempo em que entram nas páginas da “Zootaxa”, revista científica que traz a novidade, as espécies já vão para a lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Os lagartos recém-descobertos são todos da família Scincidae. Embora sejam semelhantes aos lagartos comuns, eles possuem características próprias. Alguns destes lagartos, em vez de pôr ovos, geram os filhotes dentro do ventre.

Blair Hegdes, pesquisador da Universidade da Pensilvânia e autor do estudo, acredita que esta peculiaridade esteja entre os fatores que colocaram em risco a existência destes animais. As fêmeas grávidas são mais lentas e vulneráveis aos predadores.

O principal predador dos lagartos é o mangusto, um mamífero carnívoro de pequeno porte. Os colonizadores levaram este animal da Índia para a região no século 19 para controlar o aumento da população de ratos, que tinham se tornado uma praga para as plantações de cana.

Além de atacar os ratos, os mangustos rapidamente incluíram os lagartos na dieta. A população dos répteis é muito pequena desde o início do século passado, por isso levou tanto tempo até que cientistas os descobrissem.

Os lagartos têm pequenas diferenças entre si que justificam a separação em tantas espécies. Desde o século 19, não havia na ciência a descrição de mais de 20 espécies de répteis de uma só vez.

Tipo de lagarto nativo de Antigua (Foto: Karl Questel, Penn State University)

Tipo de lagarto nativo de Antigua (Foto: Karl Questel, Penn State University)

Fonte: Globo Natureza


26 de março de 2012 | nenhum comentário »

Instituto ‘recria’ cobra que compete com T-Rex como maior predador

Espécie tinha 14 metros e viveu em florestas da Terra há 60 milhões de anos.
Filme foi elaborado por cientistas com ajuda de fósseis descobertos.

Um aterrorizante predador das florestas tropicais que viveu há mais de 60 milhões de anos na Terra, com 14 metros de comprimento e que pesava mais de uma tonelada, foi recriado por especialistas do Instituto Smithsonian, dos Estados Unidos.

Conhecida no Brasil como anaconda, a cobra Titanoboa cerrejonensis disputa com os dinossauros carnívoros, como T-Rex, o título de maior predador da história. Uma réplica em tamanho natural foi apresentada recentemente em Nova York, nos Estados Unidos.

O Instituto de pesquisa de florestas tropicais do Smithsonian também produziu um filme que conta a história desta criatura – que já havia sido personagem central de outra produção, desta vez feita por Hollywood e estrelada por Jennifer Lopez, de 1997. A produção científica será lançada no próximo dia 1º de abril.

A espécie foi recriada na ficção graças ao trabalho de paleontólogos, que encontraram na Colômbia fósseis do “titã das florestas”. As vértebras estavam em uma área que foi de vegetação há milhões de anos e que agora abriga uma mina a céu aberto.

Réplica da serpente Titanoboa cerrejonensis, feita por especialistas dos Estados Unidos (Foto: Smithsonian Channel, Mark Von Holden/AP)

Réplica em tamanho real da serpente Titanoboa cerrejonensis, feita por especialistas dos Estados Unidos (Foto: Smithsonian Channel, Mark Von Holden/AP)

Fonte: Globo Natureza


22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa derruba teoria do “lobo mau”

Animais de criação, como vacas e ovelhas, compõem menos de 1% de sua dieta

A alimentação do lobo (Canis lupus) é tema de muitas lendas e fábulas, que pintam o bicho como uma grande ameaça a animais domésticos ou seres humanos. De fato, os lobos são ótimos predadores. O perigo que a espécie representa a humanos e animais domésticos é, no entanto, superestimado, segundo cientistas do Instituto de Pesquisa Senckenberg, na Alemanha. Após anos estudando os hábitos alimentares do animal selvagem, a teoria do ‘lobo mau’ foi colocada abaixo.

Os pesquisadores coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobos que vivem na Alemanha e procuraram evidências de suas presas, como pelos, ossos, cascos e dentes não digeridos. Com esses dados, os zoólogos puderam detalhar a dieta do carnívoro e chegaram a resultados tranquilizadores. Apenas 0,6% da biomassa encontrada era de animais de criação, como vacas e ovelhas, e não foi encontrado nenhum vestígio humano.

O estudo descobriu que 96% das presas dos lobos são animais ungulados selvagens – mamíferos cujos dedos são providos de cascos. A maioria são corças (Capreolus capreolus), que somam 55,3%, seguidas pelos veados-vermelhos (Cervus elaphus), que são 20,8%, pelos javalis (Sus scrofa), que representam 17,7% da alimentação dos lobos, e pelas lebres, cerca de apenas 3%.

Além de analisar o que esses animais selvagens comem atualmente, a pesquisa também investigou como os hábitos alimentares mudaram ao longo dos últimos oito anos. Durante os primeiros anos, a proporção de veados vermelhos que eram consumidos pelo bicho era consideravelmente maior, enquanto a de corças era muito menor. Segundo a pesquisa, a mudança de padrões de alimentação está ligada a alterações nas condições ambientais. Nos últimos cinco anos, porém, a variedade da dieta se manteve constante.

Por fim, os cientistas concluíram que o perigo de lobos para os humanos é praticamente nulo. O estudo foi publicado no periódico Mammalian Biology.

Os cientistas coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobo para identificar suas presas

Os cientistas coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobo para identificar suas presas (Copyright Stefan Seidel)

Fonte: Veja Ciência


19 de março de 2012 | nenhum comentário »

Olho do tamanho de bola de basquete ajudaria lula gigante a fugir de baleia

Visão potente captaria mais luz e perceberia proximidade de predador.
Segundo estudo, lula gigante ganha tempo para preparar a fuga.

Olho do tamanho de bola de basquete ajuda lula gigante a perceber aproximação de predadores (Foto: Divulgação / NTNU Museum of Natural History and Archeaology / Wikimedia Commons)

Olho do tamanho de bola de basquete ajuda lula gigante a perceber aproximação de predadores (Foto: Divulgação / NTNU Museum of Natural History and Archeaology / Wikimedia Commons)

Lulas gigantes tem olhos do tamanho de uma bola de basquete para fugir de predadores maiores, como as baleias cachalotes. A conclusão é de um estudo publicado nesta quinta-feira (15) na revista científica “Current Biology”.

Segundo os pesquisadores, os olhos enormes são capazes de captar mais luz e de detectar pequenas diferenças de contraste na água turva do oceano profundo. Deste modo, seria possível perceber a aproximação da cachalote, já que ela agita microorganismos bioluminescentes presentes na água.

“A predação por baleias grandes e com dentes levou ao surgimento de gigantismo nos olhos destas lulas”, afirmou Sonke Jonhsen, biólogo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, responsável pelo estudo.

A luz emitida por estes microorganismos seria percebida pela visão poderosa da lula gigante a uma distância de até 120 metros. No entanto, antes mesmo deste ponto, o sonar da cachalote já seria capaz de detectar o molusco. Por isso, enxergar bem ajudaria a lula a planejar uma fuga.

Para chegar à conclusão, a equipe de cientistas analisou o tamanho dos olhos da lula gigante, a claridade da água e a quantidade de luz disponível nas profundidades onde o molusco é encontrado – entre 300 e 1000 metros.

 

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Primeiro grande predador da história tinha visão privilegiada, diz estudo

Olho do ‘Anomalocaris’ tinha cerca de 16 mil lentes.
Parente dos atuais camarões viveu no mar há mais de 500 milhões de anos.

O primeiro grande predador da história tinha como grande trunfo sua visão, superior à dos outros animais que habitavam nossos mares há mais de 500 milhões de anos. OAnomalocaris, cujo nome significa “camarão estranho” em latim, tinha um metro de comprimento e ocupava o topo da cadeia alimentar em sua época.

A descoberta de como funcionava a visão desse animal aparece na edição desta quinta-feira (8) da revista científica “Nature”. Ela se baseia em fósseis descobertos na Ilha do Canguru, na costa da Austrália, de um animal que viveu 515 milhões de anos atrás.

O artigo é assinado por uma equipe internacional de cientistas, liderada por John Paterson, da Universidade da Nova Inglaterra, nos EUA.

O olho deste animal media entre 2 e 3 centímetros e era composto por cerca de 16 mil lentes – segundo os pesquisadores, é um dos olhos com mais lentes que já existiram. A estrutura se assemelha à das atuais libélulas.

Também por isso, a descoberta fortalece a teoria de que o Anomalocaris era um parente dos artrópodes – grupo que inclui desde insetos a caranguejos e lagostas, passando pelas aranhas.

Os cientistas disseram também que a visão desse animal era precisa e sofisticada, e serviu como uma arma para que ele se mantivesse no topo da cadeia alimentar.

Ilustração de como seria o 'Anomalocaris' (Foto: Katrina Kenny / University of Adelaide)

Ilustração de como seria o 'Anomalocaris' (Foto: Katrina Kenny / University of Adelaide)

Fonte: G1, São Paulo

 


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

O tubarão, uma espécie caricaturada, mal protegida e ameaçada

O filhote de tubarão fuçou o saco plástico cheio d’água no qual estava sendo transportado, conseguindo abrir uma saída e ganhar o fundo marinho, após vários dias no aquário de um restaurante tailandês. Foi salvo de um massacre contínuo.

Anualmente, nos últimos dez anos, 22.000 toneladas de tubarões, em média, são pescados ao longo da Tailândia.

Mas, nos últimos dias, graças a Dive Tribe, uma organização de proteção, 60 filhotes recuperam a liberdade, após terem sido comprados de restaurantes e mercados.

Entre eles estavam alguns desses peixes jovens e inofensivos, destinados a enfeitar as tigelas de uma sopa muito apreciada no imenso mercado chinês de barbatana de tubarão.

No começo, era uma tradição da elite chinesa. “Mas, hoje, é a classe média” que consome, irrita-se Jean-Christophe Thomas, um professor de mergulho, convencido da necessidade de uma ação mundial combinada.

Organizações afirmam, com efeito, que 90% dos indivíduos de algumas espécies de tubarões já desapareceram. As vítimas da pesca no planeta seriam 72 milhões por ano.

Vários países, entre eles as Ilhas Maldívias e Honduras, construíram santuários, seguindo o exemplo do arquipélago de Palau, na Oceania, que inaugurou a iniciativa, em 2009.

Na Ásia, Taiwan, um dos maiores países pescadores de tubarões, anunciou, em julho, um plano para regulamentar a atividade. E o Estado malásio de Sabah, em Bornéu, prevê uma proibição pura e simples.

Em 1999, a Organização para a Alimentação e a Agricultura das Nações Unidas (FAO) aprovou um plano de ação combinado. Mas, segundo a organização Traffic, de luta contra o negócio de animais, as 20 maiores nações pescadoras do planeta não respeitam princípios.

“A preocupação internacional em relação aos tubarões continua a aumentar, ao mesmo tempo em que surgem provas de que numerosas espécies ameaçadas continuam a declinar”, considerou a organização num relatório, em janeiro.

Para a Dive Tribe, a falta pode ser atribuída, também, ao célebre filme de 1975 de Steven Spielberg, “Tubarão”, que assimilou o animal a um insaciável comedor de homens.

“Na realidade, os ataques contra o homem são raros”, comentou Jean-Christophe Thomas.

Sábado passado, 60 animais jovens deixaram em sacos plásticos cheios d’água o aquário “Underwater World” de Pattaya, um balneário a 150 km a sudeste de Bangcoc. Foram libertados um por um.

“Eu carregava o saco e nem me dei conta quando ele partiu”, brincou Wayne Phillips, professor de ecologia marinha da Universidade Mahidol de Bangcoc. “Ele conseguiu sozinho a liberdade. Nós só o orientamos. É bem melhor assim”.

Excluindo todo o romantismo, os tubarões são predadores essenciais para o equilíbrio marinho. Seu desaparecimento progressivo modifica o conjunto do ecossistema.

“Protegendo os tubarões, defendemos tudo o que está abaixo, inclusive o fundo marinho”, resumiu o cientista. “Devemos fazer entender como são importantes”.

Quanto tempo resta, antes que seja muito tarde ? “Alguns dizem cinco anos, outros, dez. Mas não se sabe exatamente quantos tubarões ainda vivem nos oceanos”, admite Gwyn Mills, fundador da Dive Tribe.

“O comércio de barbatanas (…) e de outros produtos envolvendo a espécie deve ser proibido agora. Perdemos muitos deles a cada ano”.

Resta convencer, também, os pescadores tailandeses que, como outros na Ásia, cortam as barbatanas dos que estão presos a suas redes, jogando-os depois na água, na agonia.

A chave do sucesso será, então, financeira, explicou Gwyn Mills, para quem um um tubarão é mais importante vivo para a indústria do turismo, do que morto, no prato de um restaurante.

Ele pensa, então, num modelo econômico que permita indenizar os pescadores para que os libertem. Enquanto espera, o importante é convencê-los.

Segundo um balanço internacional estabelecido pela Universidade da Flórida, foram recenseados no ano passado 79 ataques de tubarões no mundo, entre eles seis mortais, o que representa um aumneto de 25% nos acidentes em relação a 2009.

Ao lado disso, Hollywood estreia nesta sexta-feira “Shark 3D” – a história de um grupo de adolescentes massacrados uns após os outros por tubarões esfaimados, num lago salgado da Louisiana. Para a organização Dive Tribe e os demais defensores da espécie, o combate apenas começa.

Fonte: Veja Ciência


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Rato espalha veneno no corpo para matar predador

O rato cristado africano é um pequeno roedor felpudo das florestas do leste da África, e os cientistas descobriram recentemente que o animal desenvolveu um método criativo para evitar que seja atacado por predadores.

Ele masca as raízes de uma árvore altamente tóxica e depois espalha pelo seu pelo essa mistura venenosa.

Caso um predador se aproxime, o roedor expõe a sua famosa crista, até para estimular um ataque por parte do inimigo.

Se um predador tentar mordê-lo, ele corre o série risco de morte ou de sofrer tanto, que nunca voltará a incomodar o rato.

O feito do animal foi filmado, após os especialistas da Royal Society britânica, que primeiro se depararam com essa prática por parte do roedor, terem divulgado uma pesquisa sobre a descoberta.

Fonte: Da BBC Brasil