20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de computador reconhece leopardo flagrado arrastando presa

Fotografia feita na Índia foi comparada com arquivo de imagens.
Animal já tinha sido registrado em 2004 por ‘armadilha fotográfica’.

Um leopardo fotografado carregando uma carcaça de bezerro de bisão na reserva Bandipur, no sul da Índia, foi identificado por computador graças a um programa que analisa o desenho do pelo do animal.

O flagrante foi clicado pelo fotógrafo Vinay Kumar. Ele a fez chegar à organização Wildlife Conservation Society, que tem um arquivo de mais de 20 anos de fotos de felinos feitas com armadilhas fotográficas, máquinas colocadas em áreas selvagens que disparam automaticamente quando há movimento no entorno.

Com ajuda de um programa de análise do padrão da pelagem, pesquisadores encontraram uma imagem do mesmo animal datada de dezembro de 2004, ou seja, quase 8 anos atrás. O caso mostra que fotografias podem ajudar a monitorar a vida dos felinos selvagens – mesmo as feitas por turistas.

Desenhos no pelo do leopardo permitiram que programa reconhecesse o animal. (Foto: Vinay S. Kumar/Divulgação)

Desenhos no pelo do leopardo permitiram que programa reconhecesse o animal. (Foto: Vinay S. Kumar/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


26 de março de 2012 | nenhum comentário »

Formigas copulam com rainha enquanto ela vira refeição de aranha

Biólogo filmou a cena inusitada e postou o vídeo no YouTube.
Com um minuto, ele mostra a rainha imóvel e cercada pelos insetos.

Formigas machos da espécie Prenolepis nitens continuaram a acasalar com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha. A cena inusitada foi registrada por Adrián Purkart, biólogo e fotógrafo da vida selvagem da Eslováquia. O vídeo de um minuto foi postado no canal de Purkart no YouTube nesta quinta-feira (22).

“Eu não posso imaginar nada mais desagradável que ser sugado por uma aranha presa à minha pele. Além disso, ser simultaneamente atacada por um grupo de formigas loucas por sexo”, afirmou o biólogo.

Biólogo registrou abelhas acasalando com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha (Foto: Reprodução / YouTube)

Biólogo registrou formigas macho acasalando com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha (Foto: Reprodução / YouTube)

Click e veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Xq8q8vv2R7Y&feature=plcp&context=C4c6dbacVDvjVQa1PpcFPuYmWjmhZP5bZLgcJBAwSBFIb-LL0_KWg%3D

Fonte:


22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa derruba teoria do “lobo mau”

Animais de criação, como vacas e ovelhas, compõem menos de 1% de sua dieta

A alimentação do lobo (Canis lupus) é tema de muitas lendas e fábulas, que pintam o bicho como uma grande ameaça a animais domésticos ou seres humanos. De fato, os lobos são ótimos predadores. O perigo que a espécie representa a humanos e animais domésticos é, no entanto, superestimado, segundo cientistas do Instituto de Pesquisa Senckenberg, na Alemanha. Após anos estudando os hábitos alimentares do animal selvagem, a teoria do ‘lobo mau’ foi colocada abaixo.

Os pesquisadores coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobos que vivem na Alemanha e procuraram evidências de suas presas, como pelos, ossos, cascos e dentes não digeridos. Com esses dados, os zoólogos puderam detalhar a dieta do carnívoro e chegaram a resultados tranquilizadores. Apenas 0,6% da biomassa encontrada era de animais de criação, como vacas e ovelhas, e não foi encontrado nenhum vestígio humano.

O estudo descobriu que 96% das presas dos lobos são animais ungulados selvagens – mamíferos cujos dedos são providos de cascos. A maioria são corças (Capreolus capreolus), que somam 55,3%, seguidas pelos veados-vermelhos (Cervus elaphus), que são 20,8%, pelos javalis (Sus scrofa), que representam 17,7% da alimentação dos lobos, e pelas lebres, cerca de apenas 3%.

Além de analisar o que esses animais selvagens comem atualmente, a pesquisa também investigou como os hábitos alimentares mudaram ao longo dos últimos oito anos. Durante os primeiros anos, a proporção de veados vermelhos que eram consumidos pelo bicho era consideravelmente maior, enquanto a de corças era muito menor. Segundo a pesquisa, a mudança de padrões de alimentação está ligada a alterações nas condições ambientais. Nos últimos cinco anos, porém, a variedade da dieta se manteve constante.

Por fim, os cientistas concluíram que o perigo de lobos para os humanos é praticamente nulo. O estudo foi publicado no periódico Mammalian Biology.

Os cientistas coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobo para identificar suas presas

Os cientistas coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobo para identificar suas presas (Copyright Stefan Seidel)

Fonte: Veja Ciência


19 de março de 2012 | nenhum comentário »

Olho do tamanho de bola de basquete ajudaria lula gigante a fugir de baleia

Visão potente captaria mais luz e perceberia proximidade de predador.
Segundo estudo, lula gigante ganha tempo para preparar a fuga.

Olho do tamanho de bola de basquete ajuda lula gigante a perceber aproximação de predadores (Foto: Divulgação / NTNU Museum of Natural History and Archeaology / Wikimedia Commons)

Olho do tamanho de bola de basquete ajuda lula gigante a perceber aproximação de predadores (Foto: Divulgação / NTNU Museum of Natural History and Archeaology / Wikimedia Commons)

Lulas gigantes tem olhos do tamanho de uma bola de basquete para fugir de predadores maiores, como as baleias cachalotes. A conclusão é de um estudo publicado nesta quinta-feira (15) na revista científica “Current Biology”.

Segundo os pesquisadores, os olhos enormes são capazes de captar mais luz e de detectar pequenas diferenças de contraste na água turva do oceano profundo. Deste modo, seria possível perceber a aproximação da cachalote, já que ela agita microorganismos bioluminescentes presentes na água.

“A predação por baleias grandes e com dentes levou ao surgimento de gigantismo nos olhos destas lulas”, afirmou Sonke Jonhsen, biólogo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, responsável pelo estudo.

A luz emitida por estes microorganismos seria percebida pela visão poderosa da lula gigante a uma distância de até 120 metros. No entanto, antes mesmo deste ponto, o sonar da cachalote já seria capaz de detectar o molusco. Por isso, enxergar bem ajudaria a lula a planejar uma fuga.

Para chegar à conclusão, a equipe de cientistas analisou o tamanho dos olhos da lula gigante, a claridade da água e a quantidade de luz disponível nas profundidades onde o molusco é encontrado – entre 300 e 1000 metros.

 

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Caramujo engole peixe depois de paralisá-lo com veneno, veja vídeo

Um programa da BBC capturou em vídeo o momento exato em que um caramujo engole um peixe, depois de paralisar sua presa com um veneno, transmitido por um pequeno “arpão” que possui em seu corpo.

Click e veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&p=/portuguese/meta/dps/2012/01/emp/120131_caramujo_assassino_bg.emp.xml

O caramujo conus (Conus geographus) é uma das maiores espécies de invertebrados, podendo até matar um ser humano.

Há mais de 640 espécies diferentes de caramujos predatórios desse tipo, a maior parte dos quais vive em regiões tropicais.

Os caramujos cone são a maior espécie conhecida de invertebrados. Eles comem moluscos, vermes e peixes, que paralisam usando o seu “arpão” e o veneno, que contém até 200 toxinas distintas.

O caramujo conus é considerado um dos mais venenosos e pode até matar um ser humano; assista ao vídeo

O caramujo conus é considerado um dos mais venenosos e pode até matar um ser humano; (BBC Brasil)

Fonte: BBC Brasil


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

População de morcegos nos EUA está ameaçada devido a forte seca

Caçada por alimentos tem ocorrido antes do anoitecer, dizem cientistas.
Mamíferos ficam mais vulneráveis a ataques de predadores naturais.

A seca histórica que atinge o estado do Texas, nos Estados Unidos, está mudando o comportamento dos morcegos (Tadarida brasiliensis), cuja população corre o risco de diminuir devido ao efeito do clima.

A queda na produtividade das plantações, que sofrem devido à falta de chuvas, causa a redução na quantidade de insetos, principal alimento dos mamíferos voadores. Por conta disto, milhões de morcegos saem das cavernas antes do anoitecer para buscar alimentos, o que deixa os espécimes mais suscetíveis a predadores naturais como gaviões e falcões.

Especialistas afirmam que perceberam uma quantidade menor de morcegos emergindo de cavernas como a Bracken Cave, próxima à cidade de San Antonio, e que abriga aproximadamente 20 milhões de exemplares da espécie, considerada a maior concentração mundial desses animais. Os ambientalistas sugerem que existe uma alta na mortalidade de morcegos recém-nascidos.

morcegos (Foto: Eric Gay/AP)

Os morcegos se alimentam principalmente de insetos, que desapareceram neste ano devido à intensa seca que atinge o Sul dos Estados Unidos, incluindo o estado do Texas (Foto: Eric Gay/AP)

Segundo Fran Hutchins, coordenador Bracken Cave, em 2010, quando as colheitas eram abundantes e o período de verão estava úmido, os insetos que se alimentavam dessas plantações surgiam, o que beneficiava os morcegos. Ainda de acordo com o especialista, com a antecipação da caça, os morcegos se tornam alvos de gaviões e falcões.

“Podemos prever que aqueles exemplares mais velhos, enfermos e mais jovens vão sofrer mais por conta disto, reduzindo a população no próximo ano”, disse James Eggers, diretor da Conservação Internacional de Morcegos.

morcegos saem da caverna no entardecer (Foto: Eric Gay/AP)

Ambientalistas afirmam que a população de morcegos existente no Texas tem antecipado a saída para buscar alimento. Os morcegos passaram a emergir das caverna no entardecer, o que deixa a espécie mais vulnerável a ataques de predadores naturais como gaviões e falcões (Foto: Eric Gay/AP)

 

Prejuízo econômico
Os prejuízos causados pela seca recorde que atinge o sul dos Estados Unidos já somam US$ 5,2 bilhões apenas no Texas, segundo pesquisadores da Texas A&M University System.

Em maio, a universidade tinha calculado as perdas em US$ 1 bilhão. Desde então, o valor quintuplicou por causa da quebra da produção agrícola e pecuária. Dos US$ 5,2 bilhões de prejuízos causados pela seca, US$ 2 bilhões ocorreram no setor pecuário.

Água e pastagens tornaram-se mais escassos e os produtores tiveram de reduzir seus rebanhos. Já os produtores de algodão registraram perdas de US$ 1,8 bilhão e os de feno, de US$ 750 milhões.

 

Fonte: Globo Natureza, com informações da Associated Press e da Dow Jones


6 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Tigre-da-tasmânia foi extinto pela fama de matador, mas não conseguia abocanhar ovelhas, diz estudo

Pesquisadores australianos afirmam que suas presas não serviam para capturar animais maiores do que gambás

Ilustração do século XIX mostra o tigre-da-Tasmânia ('Thylacinus cynocephalus'), também conhecido como lobo-da-tasmânia. Apesar da aparência de cachorro, ele era um marsupial, portanto mais próximo do canguru do que dos cães

Ilustração do século XIX mostra o tigre-da-Tasmânia (Thylacinus cynocephalus), também conhecido como lobo-da-tasmânia. Apesar da aparência de cachorro, ele era um marsupial, portanto mais próximo do canguru do que dos cães (George Bernard/Science Photo Library/Spl Dc/Latinstock)

A extinção do tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus) no século 20 pode ter sido apressada por uma convicção popular equivocada: os criadores acreditavam que o marsupial carnívoro era responsável pela morte de ovelhas. A crença estimulou sua perseguição. Entretanto, uma nova pesquisa publicada no periódico científico especializado Zoological Society of London´s Journal of Zoology mostra que o animal tinha mandíbulas tão fracas que suas presas provavelmente não poderiam ser maiores do que gambás.

“Nossa pesquisa mostrou que sua fraca mandíbula o restringia a caçar presas pequenas e ágeis”, diz a autora do estudo, Marie Attard, pesquisadora da Universidade de New South Wales, na Austrália. “Esta é uma característica incomum para um grande predador como este, considerando sua substancial massa de trinta quilos e alimentação carnívora.” Ninguém considerava o inusitado, e a associação entre um grande animal carnívoro e a capacidade de abocanhar grandes presas como ovelhas deu suporte à perseguição que culminou em seu desaparecimento. A introdução de cães na região, o desequilíbrio do ecossistema e a caça humana teriam apressado o processo.

Também conhecidos como lobos-da-tasmânia, os animais do gênero Thylacinos eram os maiores predadores a habitar a Austrália e a ilha de Nova Guiné há mais de 2.000 anos. Durante a colonização europeia na região, no século 19, entretanto, estavam limitados à Tasmânia. Eles podiam ser marrons ou cinzas, com cerca de vinte listras escuras do ombro até o rabo. Sua cabeça, parecida com a de um cachorro ou lobo, era grande e exibia um impressionante maxilar – apesar das pernas e rabos curtos. Tanto a fêmea quanto o macho apresentavam marsúpio, a bolsa externa em que alguns embriões de mamíferos se desenvolvem.

Fonte: Veja Ciência


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fotógrafo captura sapo escapando de cobra na Indonésia

Luta em quintal de Jacarta durou cerca de 20 minutos.

Um fotógrafo conseguiu capturar em seu quintal em Jacarta, na Indonésia, a luta entre um sapo e uma cobra.

Foto de ataque de cobra a sapo no jardim de uma casa em Jacarta, na Indonésia (Foto: Solent/BBC)

Foto de ataque de cobra a sapo no jardim de uma casa em Jacarta, na Indonésia (Foto: Solent/BBC)

O fotógrafo Brizadly Arifin ouviu o barulho emitido pelo sapo e, quando foi verificar a origem do som, viu a cobra tentando comê-lo. Arifin conta que a luta durou cerca de 20 minutos e foi tão feroz que a maioria das fotos que fez ficaram desfocadas.

A luta entre os animais durou cerca de 20 minutos. O sapo conseguiu sobreviver ao ataque (Foto: Solent/BBC)

A luta entre os animais durou cerca de 20 minutos. O sapo conseguiu sobreviver ao ataque (Foto: Solent/BBC)

Segundo o fotógrafo, o sapo parecia muito forte e lutava para se desvencilhar do ataque. Depois de 20 minutos, a cobra finalmente desistiu e soltou a presa. O sapo pulou para longe do arbusto, machucado e coberto de sangue.

Fonte: Da BBC Brasil


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Sequência de imagens mostra ataque de cobra a sapo, na Malásia

Víbora verde devora sapo de árvore em parque nacional de Bornéu.
Espécie de cobra se alimenta também de pequenos mamíferos.

Uma sequência impressionante de imagens feita no Parque Nacional Bako, em Borneú, ilha pertencente à Malásia, mostra a investida de uma víbora verde em um sapo de árvore, que se tornou sua refeição.

Durante 15 minutos, as imagens captaram o início do ataque da cobra ao sapo, que acabou engolido por inteiro após receber o bote da víbora da espécie Tropidolaemus wagleri, que habita regiões da Tailândia, Malásia, Cingapura, Sumatra e Filipinas.

Esta serpente, que se alimenta de anfíbios e pequenos mamíferos como camundongos, é muito comum em Bornéu, terceira maior ilha do mundo e com grandes áreas de mata tropical.

Víbora verde ataca sapo durante caçada captada por fotógrafo no Parque Nacional Bako, em Bornéu, ilha pertencente à Malásia (Foto: Barcroft/gettyimages)

Víbora verde ataca sapo durante caçada captada por fotógrafo no Parque Nacional Bako, em Bornéu, ilha pertencente à Malásia (Foto: Barcroft/gettyimages)

 

Acesse: http://g1.globo.com/natureza/fotos/2011/06/veja-sequencia-de-imagens-da-cacada-da-vibora-verde-em-borneu.html e confira a sequência de imagens.

Fonte: Do Globo Natureza, em São Paulo.


13 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Focas usam seus bigodes para achar comida dentro da água

As focas podem não parecer, mas são muito espertas. Pesquisadores alemães descobriram que o animal tem a capacidade de distinguir um peixe mais apetitoso por meio de um mecanismo presente em seus bigodes, que conseguem diferenciar o rastro deixado pelos peixes na água. O sistema é muito melhor que um par de óculos, ou um sonar, e tem uma precisão de centímetros.

Vale lembrar que as focas muitas vezes buscam suas presas em condições onde a água é barrenta e a visibilidade é pouca. A capacidade de analisar os rastros deixados na água é essencial para o sucesso da caçada. “Elas usam esta habilidade para identificar presas mais valiosas, porque buscar um peixe muito pequeno pode não compensar o esforço”, disse ao iG Wolf Hanke, do departamento de ecologia sensorial e cognitiva da Universidade de Rostock, na Alemanha. A capacidade também é uma boa maneira de evitar predadores.

O bigode das focas é semelhante ao dos gatos, só que tem cerca de dez vezes mais fibras nervosas e um formato que favorece a identificação de sinais deixados por suas presas. Outros animais marinhos, como golfinhos e baleias, usam uma espécie de sonar interno que os permite localizar a presa e medir a que distância ela está. “As focas resolvem o mesmo problema apenas com os bigodes. Isto quer dizer que há pelo menos duas maneiras diferentes de mamíferos de origens diferentes resolverem o problema de encontrar alimento tendo a visão limitada”, disse.

A capacidade das focas impressionou tanto os pesquisadores que eles criaram um robô que repete as suas habilidades. O protótipo auxilia na compreensão dos mecanismos e vem sendo melhorado conforme novas descobertas são feitas. Um estudo prévio realizado pela mesma equipe demonstrou que elas podem perseguir um peixe mesmo que ele tenha passado há 35 segundos por elas.

Henry, o observador – Para chegar a tal nível de precisão sobre a habilidade das focas em detectar possíveis presas, os pesquisadores tiveram o auxílio de uma foca chamada Henry, do Centro de Ciências Marinhas, na Alemanha. Os pesquisadores vendaram os olhos do animal e cobriram suas orelhas. Em um tanque, uma nadadeira mecânica percorreu a água e só após alguns segundos permitiram que a foca entrasse no tanque.

O animal foi treinado para pressionar um alvo quando identificasse um rastro de uma boa presa. A equipe descobriu que Henry poderia distinguir entre nadadeiras que diferem em menos de 2,8 centímetros de largura.

Os pesquisadores decidiram testar quais são as características nas nadadeiras fazem com que as focas as notem. “Nós variamos as velocidade das nadadeiras para que a velocidade não servisse de pista para Henry, apenas a estrutura do rastro deveria ser analisada”, disse. Num terceiro momento o design das nadadeiras foi variado e a foca teve que distinguir entre nadadeiras triangulares, cilíndricas e planas, a partir da análise dos rastros produzidos na água.

Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG






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20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de computador reconhece leopardo flagrado arrastando presa

Fotografia feita na Índia foi comparada com arquivo de imagens.
Animal já tinha sido registrado em 2004 por ‘armadilha fotográfica’.

Um leopardo fotografado carregando uma carcaça de bezerro de bisão na reserva Bandipur, no sul da Índia, foi identificado por computador graças a um programa que analisa o desenho do pelo do animal.

O flagrante foi clicado pelo fotógrafo Vinay Kumar. Ele a fez chegar à organização Wildlife Conservation Society, que tem um arquivo de mais de 20 anos de fotos de felinos feitas com armadilhas fotográficas, máquinas colocadas em áreas selvagens que disparam automaticamente quando há movimento no entorno.

Com ajuda de um programa de análise do padrão da pelagem, pesquisadores encontraram uma imagem do mesmo animal datada de dezembro de 2004, ou seja, quase 8 anos atrás. O caso mostra que fotografias podem ajudar a monitorar a vida dos felinos selvagens – mesmo as feitas por turistas.

Desenhos no pelo do leopardo permitiram que programa reconhecesse o animal. (Foto: Vinay S. Kumar/Divulgação)

Desenhos no pelo do leopardo permitiram que programa reconhecesse o animal. (Foto: Vinay S. Kumar/Divulgação)

Fonte: Globo Natureza


26 de março de 2012 | nenhum comentário »

Formigas copulam com rainha enquanto ela vira refeição de aranha

Biólogo filmou a cena inusitada e postou o vídeo no YouTube.
Com um minuto, ele mostra a rainha imóvel e cercada pelos insetos.

Formigas machos da espécie Prenolepis nitens continuaram a acasalar com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha. A cena inusitada foi registrada por Adrián Purkart, biólogo e fotógrafo da vida selvagem da Eslováquia. O vídeo de um minuto foi postado no canal de Purkart no YouTube nesta quinta-feira (22).

“Eu não posso imaginar nada mais desagradável que ser sugado por uma aranha presa à minha pele. Além disso, ser simultaneamente atacada por um grupo de formigas loucas por sexo”, afirmou o biólogo.

Biólogo registrou abelhas acasalando com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha (Foto: Reprodução / YouTube)

Biólogo registrou formigas macho acasalando com uma rainha enquanto ela virava refeição de uma aranha (Foto: Reprodução / YouTube)

Click e veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Xq8q8vv2R7Y&feature=plcp&context=C4c6dbacVDvjVQa1PpcFPuYmWjmhZP5bZLgcJBAwSBFIb-LL0_KWg%3D

Fonte:


22 de março de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa derruba teoria do “lobo mau”

Animais de criação, como vacas e ovelhas, compõem menos de 1% de sua dieta

A alimentação do lobo (Canis lupus) é tema de muitas lendas e fábulas, que pintam o bicho como uma grande ameaça a animais domésticos ou seres humanos. De fato, os lobos são ótimos predadores. O perigo que a espécie representa a humanos e animais domésticos é, no entanto, superestimado, segundo cientistas do Instituto de Pesquisa Senckenberg, na Alemanha. Após anos estudando os hábitos alimentares do animal selvagem, a teoria do ‘lobo mau’ foi colocada abaixo.

Os pesquisadores coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobos que vivem na Alemanha e procuraram evidências de suas presas, como pelos, ossos, cascos e dentes não digeridos. Com esses dados, os zoólogos puderam detalhar a dieta do carnívoro e chegaram a resultados tranquilizadores. Apenas 0,6% da biomassa encontrada era de animais de criação, como vacas e ovelhas, e não foi encontrado nenhum vestígio humano.

O estudo descobriu que 96% das presas dos lobos são animais ungulados selvagens – mamíferos cujos dedos são providos de cascos. A maioria são corças (Capreolus capreolus), que somam 55,3%, seguidas pelos veados-vermelhos (Cervus elaphus), que são 20,8%, pelos javalis (Sus scrofa), que representam 17,7% da alimentação dos lobos, e pelas lebres, cerca de apenas 3%.

Além de analisar o que esses animais selvagens comem atualmente, a pesquisa também investigou como os hábitos alimentares mudaram ao longo dos últimos oito anos. Durante os primeiros anos, a proporção de veados vermelhos que eram consumidos pelo bicho era consideravelmente maior, enquanto a de corças era muito menor. Segundo a pesquisa, a mudança de padrões de alimentação está ligada a alterações nas condições ambientais. Nos últimos cinco anos, porém, a variedade da dieta se manteve constante.

Por fim, os cientistas concluíram que o perigo de lobos para os humanos é praticamente nulo. O estudo foi publicado no periódico Mammalian Biology.

Os cientistas coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobo para identificar suas presas

Os cientistas coletaram mais de 3 mil amostras de fezes de lobo para identificar suas presas (Copyright Stefan Seidel)

Fonte: Veja Ciência


19 de março de 2012 | nenhum comentário »

Olho do tamanho de bola de basquete ajudaria lula gigante a fugir de baleia

Visão potente captaria mais luz e perceberia proximidade de predador.
Segundo estudo, lula gigante ganha tempo para preparar a fuga.

Olho do tamanho de bola de basquete ajuda lula gigante a perceber aproximação de predadores (Foto: Divulgação / NTNU Museum of Natural History and Archeaology / Wikimedia Commons)

Olho do tamanho de bola de basquete ajuda lula gigante a perceber aproximação de predadores (Foto: Divulgação / NTNU Museum of Natural History and Archeaology / Wikimedia Commons)

Lulas gigantes tem olhos do tamanho de uma bola de basquete para fugir de predadores maiores, como as baleias cachalotes. A conclusão é de um estudo publicado nesta quinta-feira (15) na revista científica “Current Biology”.

Segundo os pesquisadores, os olhos enormes são capazes de captar mais luz e de detectar pequenas diferenças de contraste na água turva do oceano profundo. Deste modo, seria possível perceber a aproximação da cachalote, já que ela agita microorganismos bioluminescentes presentes na água.

“A predação por baleias grandes e com dentes levou ao surgimento de gigantismo nos olhos destas lulas”, afirmou Sonke Jonhsen, biólogo da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, responsável pelo estudo.

A luz emitida por estes microorganismos seria percebida pela visão poderosa da lula gigante a uma distância de até 120 metros. No entanto, antes mesmo deste ponto, o sonar da cachalote já seria capaz de detectar o molusco. Por isso, enxergar bem ajudaria a lula a planejar uma fuga.

Para chegar à conclusão, a equipe de cientistas analisou o tamanho dos olhos da lula gigante, a claridade da água e a quantidade de luz disponível nas profundidades onde o molusco é encontrado – entre 300 e 1000 metros.

 

 

 

 

 

Fonte: Globo Natureza


3 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Caramujo engole peixe depois de paralisá-lo com veneno, veja vídeo

Um programa da BBC capturou em vídeo o momento exato em que um caramujo engole um peixe, depois de paralisar sua presa com um veneno, transmitido por um pequeno “arpão” que possui em seu corpo.

Click e veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&p=/portuguese/meta/dps/2012/01/emp/120131_caramujo_assassino_bg.emp.xml

O caramujo conus (Conus geographus) é uma das maiores espécies de invertebrados, podendo até matar um ser humano.

Há mais de 640 espécies diferentes de caramujos predatórios desse tipo, a maior parte dos quais vive em regiões tropicais.

Os caramujos cone são a maior espécie conhecida de invertebrados. Eles comem moluscos, vermes e peixes, que paralisam usando o seu “arpão” e o veneno, que contém até 200 toxinas distintas.

O caramujo conus é considerado um dos mais venenosos e pode até matar um ser humano; assista ao vídeo

O caramujo conus é considerado um dos mais venenosos e pode até matar um ser humano; (BBC Brasil)

Fonte: BBC Brasil


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

População de morcegos nos EUA está ameaçada devido a forte seca

Caçada por alimentos tem ocorrido antes do anoitecer, dizem cientistas.
Mamíferos ficam mais vulneráveis a ataques de predadores naturais.

A seca histórica que atinge o estado do Texas, nos Estados Unidos, está mudando o comportamento dos morcegos (Tadarida brasiliensis), cuja população corre o risco de diminuir devido ao efeito do clima.

A queda na produtividade das plantações, que sofrem devido à falta de chuvas, causa a redução na quantidade de insetos, principal alimento dos mamíferos voadores. Por conta disto, milhões de morcegos saem das cavernas antes do anoitecer para buscar alimentos, o que deixa os espécimes mais suscetíveis a predadores naturais como gaviões e falcões.

Especialistas afirmam que perceberam uma quantidade menor de morcegos emergindo de cavernas como a Bracken Cave, próxima à cidade de San Antonio, e que abriga aproximadamente 20 milhões de exemplares da espécie, considerada a maior concentração mundial desses animais. Os ambientalistas sugerem que existe uma alta na mortalidade de morcegos recém-nascidos.

morcegos (Foto: Eric Gay/AP)

Os morcegos se alimentam principalmente de insetos, que desapareceram neste ano devido à intensa seca que atinge o Sul dos Estados Unidos, incluindo o estado do Texas (Foto: Eric Gay/AP)

Segundo Fran Hutchins, coordenador Bracken Cave, em 2010, quando as colheitas eram abundantes e o período de verão estava úmido, os insetos que se alimentavam dessas plantações surgiam, o que beneficiava os morcegos. Ainda de acordo com o especialista, com a antecipação da caça, os morcegos se tornam alvos de gaviões e falcões.

“Podemos prever que aqueles exemplares mais velhos, enfermos e mais jovens vão sofrer mais por conta disto, reduzindo a população no próximo ano”, disse James Eggers, diretor da Conservação Internacional de Morcegos.

morcegos saem da caverna no entardecer (Foto: Eric Gay/AP)

Ambientalistas afirmam que a população de morcegos existente no Texas tem antecipado a saída para buscar alimento. Os morcegos passaram a emergir das caverna no entardecer, o que deixa a espécie mais vulnerável a ataques de predadores naturais como gaviões e falcões (Foto: Eric Gay/AP)

 

Prejuízo econômico
Os prejuízos causados pela seca recorde que atinge o sul dos Estados Unidos já somam US$ 5,2 bilhões apenas no Texas, segundo pesquisadores da Texas A&M University System.

Em maio, a universidade tinha calculado as perdas em US$ 1 bilhão. Desde então, o valor quintuplicou por causa da quebra da produção agrícola e pecuária. Dos US$ 5,2 bilhões de prejuízos causados pela seca, US$ 2 bilhões ocorreram no setor pecuário.

Água e pastagens tornaram-se mais escassos e os produtores tiveram de reduzir seus rebanhos. Já os produtores de algodão registraram perdas de US$ 1,8 bilhão e os de feno, de US$ 750 milhões.

 

Fonte: Globo Natureza, com informações da Associated Press e da Dow Jones


6 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Tigre-da-tasmânia foi extinto pela fama de matador, mas não conseguia abocanhar ovelhas, diz estudo

Pesquisadores australianos afirmam que suas presas não serviam para capturar animais maiores do que gambás

Ilustração do século XIX mostra o tigre-da-Tasmânia ('Thylacinus cynocephalus'), também conhecido como lobo-da-tasmânia. Apesar da aparência de cachorro, ele era um marsupial, portanto mais próximo do canguru do que dos cães

Ilustração do século XIX mostra o tigre-da-Tasmânia (Thylacinus cynocephalus), também conhecido como lobo-da-tasmânia. Apesar da aparência de cachorro, ele era um marsupial, portanto mais próximo do canguru do que dos cães (George Bernard/Science Photo Library/Spl Dc/Latinstock)

A extinção do tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus) no século 20 pode ter sido apressada por uma convicção popular equivocada: os criadores acreditavam que o marsupial carnívoro era responsável pela morte de ovelhas. A crença estimulou sua perseguição. Entretanto, uma nova pesquisa publicada no periódico científico especializado Zoological Society of London´s Journal of Zoology mostra que o animal tinha mandíbulas tão fracas que suas presas provavelmente não poderiam ser maiores do que gambás.

“Nossa pesquisa mostrou que sua fraca mandíbula o restringia a caçar presas pequenas e ágeis”, diz a autora do estudo, Marie Attard, pesquisadora da Universidade de New South Wales, na Austrália. “Esta é uma característica incomum para um grande predador como este, considerando sua substancial massa de trinta quilos e alimentação carnívora.” Ninguém considerava o inusitado, e a associação entre um grande animal carnívoro e a capacidade de abocanhar grandes presas como ovelhas deu suporte à perseguição que culminou em seu desaparecimento. A introdução de cães na região, o desequilíbrio do ecossistema e a caça humana teriam apressado o processo.

Também conhecidos como lobos-da-tasmânia, os animais do gênero Thylacinos eram os maiores predadores a habitar a Austrália e a ilha de Nova Guiné há mais de 2.000 anos. Durante a colonização europeia na região, no século 19, entretanto, estavam limitados à Tasmânia. Eles podiam ser marrons ou cinzas, com cerca de vinte listras escuras do ombro até o rabo. Sua cabeça, parecida com a de um cachorro ou lobo, era grande e exibia um impressionante maxilar – apesar das pernas e rabos curtos. Tanto a fêmea quanto o macho apresentavam marsúpio, a bolsa externa em que alguns embriões de mamíferos se desenvolvem.

Fonte: Veja Ciência


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fotógrafo captura sapo escapando de cobra na Indonésia

Luta em quintal de Jacarta durou cerca de 20 minutos.

Um fotógrafo conseguiu capturar em seu quintal em Jacarta, na Indonésia, a luta entre um sapo e uma cobra.

Foto de ataque de cobra a sapo no jardim de uma casa em Jacarta, na Indonésia (Foto: Solent/BBC)

Foto de ataque de cobra a sapo no jardim de uma casa em Jacarta, na Indonésia (Foto: Solent/BBC)

O fotógrafo Brizadly Arifin ouviu o barulho emitido pelo sapo e, quando foi verificar a origem do som, viu a cobra tentando comê-lo. Arifin conta que a luta durou cerca de 20 minutos e foi tão feroz que a maioria das fotos que fez ficaram desfocadas.

A luta entre os animais durou cerca de 20 minutos. O sapo conseguiu sobreviver ao ataque (Foto: Solent/BBC)

A luta entre os animais durou cerca de 20 minutos. O sapo conseguiu sobreviver ao ataque (Foto: Solent/BBC)

Segundo o fotógrafo, o sapo parecia muito forte e lutava para se desvencilhar do ataque. Depois de 20 minutos, a cobra finalmente desistiu e soltou a presa. O sapo pulou para longe do arbusto, machucado e coberto de sangue.

Fonte: Da BBC Brasil


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Sequência de imagens mostra ataque de cobra a sapo, na Malásia

Víbora verde devora sapo de árvore em parque nacional de Bornéu.
Espécie de cobra se alimenta também de pequenos mamíferos.

Uma sequência impressionante de imagens feita no Parque Nacional Bako, em Borneú, ilha pertencente à Malásia, mostra a investida de uma víbora verde em um sapo de árvore, que se tornou sua refeição.

Durante 15 minutos, as imagens captaram o início do ataque da cobra ao sapo, que acabou engolido por inteiro após receber o bote da víbora da espécie Tropidolaemus wagleri, que habita regiões da Tailândia, Malásia, Cingapura, Sumatra e Filipinas.

Esta serpente, que se alimenta de anfíbios e pequenos mamíferos como camundongos, é muito comum em Bornéu, terceira maior ilha do mundo e com grandes áreas de mata tropical.

Víbora verde ataca sapo durante caçada captada por fotógrafo no Parque Nacional Bako, em Bornéu, ilha pertencente à Malásia (Foto: Barcroft/gettyimages)

Víbora verde ataca sapo durante caçada captada por fotógrafo no Parque Nacional Bako, em Bornéu, ilha pertencente à Malásia (Foto: Barcroft/gettyimages)

 

Acesse: http://g1.globo.com/natureza/fotos/2011/06/veja-sequencia-de-imagens-da-cacada-da-vibora-verde-em-borneu.html e confira a sequência de imagens.

Fonte: Do Globo Natureza, em São Paulo.


13 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Focas usam seus bigodes para achar comida dentro da água

As focas podem não parecer, mas são muito espertas. Pesquisadores alemães descobriram que o animal tem a capacidade de distinguir um peixe mais apetitoso por meio de um mecanismo presente em seus bigodes, que conseguem diferenciar o rastro deixado pelos peixes na água. O sistema é muito melhor que um par de óculos, ou um sonar, e tem uma precisão de centímetros.

Vale lembrar que as focas muitas vezes buscam suas presas em condições onde a água é barrenta e a visibilidade é pouca. A capacidade de analisar os rastros deixados na água é essencial para o sucesso da caçada. “Elas usam esta habilidade para identificar presas mais valiosas, porque buscar um peixe muito pequeno pode não compensar o esforço”, disse ao iG Wolf Hanke, do departamento de ecologia sensorial e cognitiva da Universidade de Rostock, na Alemanha. A capacidade também é uma boa maneira de evitar predadores.

O bigode das focas é semelhante ao dos gatos, só que tem cerca de dez vezes mais fibras nervosas e um formato que favorece a identificação de sinais deixados por suas presas. Outros animais marinhos, como golfinhos e baleias, usam uma espécie de sonar interno que os permite localizar a presa e medir a que distância ela está. “As focas resolvem o mesmo problema apenas com os bigodes. Isto quer dizer que há pelo menos duas maneiras diferentes de mamíferos de origens diferentes resolverem o problema de encontrar alimento tendo a visão limitada”, disse.

A capacidade das focas impressionou tanto os pesquisadores que eles criaram um robô que repete as suas habilidades. O protótipo auxilia na compreensão dos mecanismos e vem sendo melhorado conforme novas descobertas são feitas. Um estudo prévio realizado pela mesma equipe demonstrou que elas podem perseguir um peixe mesmo que ele tenha passado há 35 segundos por elas.

Henry, o observador – Para chegar a tal nível de precisão sobre a habilidade das focas em detectar possíveis presas, os pesquisadores tiveram o auxílio de uma foca chamada Henry, do Centro de Ciências Marinhas, na Alemanha. Os pesquisadores vendaram os olhos do animal e cobriram suas orelhas. Em um tanque, uma nadadeira mecânica percorreu a água e só após alguns segundos permitiram que a foca entrasse no tanque.

O animal foi treinado para pressionar um alvo quando identificasse um rastro de uma boa presa. A equipe descobriu que Henry poderia distinguir entre nadadeiras que diferem em menos de 2,8 centímetros de largura.

Os pesquisadores decidiram testar quais são as características nas nadadeiras fazem com que as focas as notem. “Nós variamos as velocidade das nadadeiras para que a velocidade não servisse de pista para Henry, apenas a estrutura do rastro deveria ser analisada”, disse. Num terceiro momento o design das nadadeiras foi variado e a foca teve que distinguir entre nadadeiras triangulares, cilíndricas e planas, a partir da análise dos rastros produzidos na água.

Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG