26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Nova espécie de macaco com juba é encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. Foto: BBC

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. É apenas a segunda espécie de primata a ser identificada em 28 anos, de acordo com cientistas.

O primata foi descoberto na República Democrática do Congo, onde ele é conhecido como ”lesula”.

Dois rios, o Congo e o Lomani, separam o habitat da espécie de seus dois primos mais próximos.

Ambientalistas afirmam que a descoberta ressalta a necessidade de proteger a vida selvagem na Bacia do Congo.

A descoberta foi divulgada na publicação científica especializada online Public Library of Science.

ENGAIOLADO

O primeiro contato que cientistas tiveram com o macaco foi quando eles encontraram uma fêmea jovem, mantida em uma gaiola por um professor de escola primária, na cidade de Opala.

O animal agora está sob cuidados de um instituto especializado e sendo monitorado por cientistas.

Seis meses depois de encontrar o animal preso, especialistas conseguiram achar outros primatas da espécie no ambiente selvagem.

”Quando demos início às nossas investigações, não sabíamos o quão importante do ponto de vista biológico seriam as nossas descobertas”, afirma John Hart, da Fundação Lukuru, que comandou o projeto.

”Não esperávamos encontrar uma nova espécie, especialmente entre um grupo tão conhecido como os macacos guenon africanos”, acrescenta o pesquisador.

No documento que descreve os animais, os cientistas detalharam seus traços distintos: “Uma juba de longos fios loiros rodeando um rosto pálido e nu com um focinho com uma faixa cor de creme vertical”.

ROSTO PECULIAR

O rosto desnudo do lesula é diferente do rosto negro e peludo do parente mais próximo do animal.

O primata ganhou o nome científico de Cercopithecus lomamiensis, em homenagem ao rio Lomani, localizado na região de seu habitat natural.

Os pesquisadores acreditam que o animal viva em uma área de cerca de 17 mil quilômetros quadrados na região central da República Democrática do Congo.

Os especialistas temem que devido ao fato de a espécie viver concentrada em uma mesma região ela poderia estar mais ameaçada por ações predatórias, como a prática da caça para usar sua carne como alimento.

O antropólogo Andrew Burrell, da Universidade de Nova York, disse à BBC que ”a descoberta pode representar talvez a primeira desta floresta notável, mas pouco conhecida na parte central da República Democrática do Congo, uma região de grande diversidade de primatas”.

 

Fonte: Folha.com


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

População de macacos ameaçados de extinção cresce cinco vezes em reserva

Aumento da população de muriquis-do-norte, o maior primata do Brasil, é resultado de 30 anos de trabalho em reserva de Caratinga, em Minas Gerais

Após 30 anos de trabalho na Reserva do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga, Minas Gerais, os números apresentados pela antropóloga Karen Strier, da Universidade de Wisconsin-Madison, mostram uma história bem-sucedida de preservação. No período, a população de macacos muriquis-do-norte que habita a reserva localizada no município mineiro de Caratinga aumentou cinco vezes, de 60 para 300 indivíduos. Os resultados foram divulgados na edição desta semana do periódico científico PLOS ONE.

Como se trata de uma espécie “criticamente em perigo de extinção, cuja população conhecida não passa de 1.000 animais espalhados por uma dúzia de diferentes fragmentos da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo, o salto populacional é, numa primeira leitura, animador. “Para um macaco ameaçado de extinção, é muito positivo”, avalia o professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo Sérgio Lucena, que há 10 anos acompanha as pesquisas de Karen em Caratinga.

Estudo detalhado — O professor explica, no entanto, que a importância do estudo publicado pela antropóloga em parceria com o ecologista e matemático Anthony Ives naPLOS ONE vai além da surpreendente recuperação de muriquis-do-norte na reserva. O texto de Karen sintetiza três décadas de acompanhamento demográfico dessa espécie em Caratinga, um nível de detalhamento que só existe em outras seis reservas de primatas no mundo. Isso significa, afirma o professor da Federal do Espírito Santo, que a reserva pode se tornar um modelo de estudo sobre o comportamento demográfico de primatas que correm risco de desaparecer. “Esse trabalho apresentou alguns resultados que fogem dos padrões teóricos esperados. Saber se espécies ameaçadas de extinção podem se comportar de forma inesperada é muito importante”, afirma.

Entre as tendências demográficas consideradas fora do padrão, uma das mais interessantes foi o crescimento simultâneo das taxas de fertilidade (a quantidade de filhotes que cada fêmea gera) e mortalidade. Afinal, um maior número de macacos disputando os mesmos recursos em área limitada – a reserva Feliciano Miguel Abdala conta com pouco mais de 900 hectares – tenderia a conter a fertilidade. Aconteceu exatamente o contrário. Por quê?

Uma das teorias levantadas pela antropóloga para justificar o fenômeno é que foi observada, nas últimas décadas, uma mudança de habitat. Não havendo alimentos para o novo contingente populacional no topo das árvores, os macacos passaram a buscar comida também no solo. Isso aumentou a fecundidade das fêmeas, mas teria sido incapaz de conter o aumento da mortalidade porque, no chão, os muriquis são alvos mais fáceis para jaguatiricas e onças pardas, além de estarem sujeitos a mais doenças pela ingestão de frutos podres. A pesquisa calcula que, caso a fertilidade tivesse seguido a “teoria” e retraído, o grupo desses macacos seria hoje de 200 indivíduos em Caratinga.

Onde estão as fêmeas? — Outro comportamento imprevisto constatado foi uma súbita inversão na proporção entre machos e fêmeas. Nos primeiros anos, um terço dos nascimentos era de macacos machos. Hoje, essa razão é de dois terços. “Nos primeiros dez anos, nasceram mais fêmeas do que machos. Isso fez com que a fertilidade global do grupo aumentasse muito”, diz Lucena. Ele afirma que, como se trata de um número reduzido de macacos, essa inversão pode ter ocorrido por acaso, sem qualquer interferência externa.

Com esses dois fatores, a tendência é que a população de muriquis-do-norte agora pare de crescer, podendo até declinar. “Uma população pequena, num desses declínios, pode não conseguir se reestabelecer”, afirma Lucena. Falando ao site da universidade de Winsconsin, Karen sugeriu uma solução. “Sabemos exatamente o que precisa ser feito apara aliviar isso: expandir a área da reserva.”

Saiba mais

MURIQUI-DO-NORTE
O muriqui-do-norte, o maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica. Ameaçado de extinção, os cerca de mil remanescentes da espécie se concentram nos estados do Espírito Santos e de Minas Gerais. Eles têm hábitos diurnos e se alimentam de folhas, frutos, flores e outras partes vegetais.

Muriqui-do-norte

Muriqui-do-norte: maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica (Reprodução)

Fonte: Veja Ciência


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Gorila de 5 anos se enforca por acidente e morre em zoo de Praga

Tatu brincava na manhã desta sexta-feira (27) em estrutura feita de corda.
Nascimento do primata foi transmitido ao vivo pela internet, em 2007.

Um gorila de 5 anos se enforcou acidentalmente e morreu na manhã desta sexta-feira (27) no Zoológico de Praga, na República Tcheca.

Gorila 1 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Gorila Tatu aparece em foto de 7 agosto de 2007, com nove semanas de idade (Foto: Michael Cizek/AFP)

Na ocasião, Tatu brincava em uma estrutura feita de corda na ala dos gorilas.

Gorila 2 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Ainda filhote, animal aparece sendo segurado pela mãe, Kijivu, no zoo de Praga (Foto: Michael Cizek/AFP)

O primata ficou famoso em 2007, quando seu nascimento foi transmitido ao vivo pela internet. Na foto acima, Tatu é segurado pela mãe, Kijivu.

Fonte: Globo Natureza

 


19 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Macaco rejeitado pela mãe é alimentado em zoológico francês

O pequeno macaco mangabei Loango nasceu em 5 de março.
Animal é protegido por programa para espécies ameaçadas.

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O nascimento de Loango no zoo europeu faz parte do programa europeu de reprodução de espécies ameaçadas. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O pequeno primata, com pouco mais de um mês de vida, virou atração principal do berçário do zoológico da França. Na imagem, como um bebê humano, Loango chupa um dos dedos da mão. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)


13 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Para fugir do frio, macacos ‘correm’ para fonte de água térmica no Japão

Durante a manhã, primatas saem das florestas e mergulham em fontes.
Espécie endêmica do país asiático não está ameaçada de extinção.

Exemplares de macacos-japoneses (Macaca fuscata) aproveitaram nesta sexta-feira (10) uma fonte de água quente no Vale Jigokudani, no norte da província de Nagano, no Japão. Os primatas descem das florestas para as águas de fontes termais no período da manhã e voltam para a vegetação à noite, para ter mais segurança. A espécie, endêmica do país, não está ameaçada de extinção. (Foto: Nick Ut/AP)

Exemplares de macacos-japoneses (Macaca fuscata) aproveitaram nesta sexta-feira (10) uma fonte de água quente no Vale Jigokudani, no norte da província de Nagano, no Japão. Os primatas descem das florestas para as águas de fontes termais no período da manhã e voltam para a vegetação à noite, para ter mais segurança. (Foto: Nick Ut/AP)

macaco-japonês (Foto: Nick Ut/AP)

A espécie, endêmica do Japão, não está ameaçada de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). (Foto: Nick Ut/AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


22 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Desmate acelerado na China ameaça espécie de gibão, diz Greenpeace

Região de Hainan abriga gibão considerado raro e ameaçado de extinção.
Estudo aponta que 25% da cobertura vegetal foi suprimida desde 2001.

Estudo divulgado na China nesta terça-feira (22) pela organização ambiental Greenpeace aponta que o ritmo acelerado do desmatamento na região de Hainan, um dos polos industriais do país asiático, pode causar o desaparecimento do gibão-de-Hainan (Nomascus hainanus), espécie endêmica e um dos primatas mais raros do mundo.

De acordo com o levantamento, desde 2001 houve a derrubada de uma área equivalente 720 km² de floresta nativa, quase a metade do tamanho do município de São Paulo, equivalente a 25% da cobertura vegetal existente na região que foi convertida em plantações industriais.

Exemplar de gibão-de-Hainan, que está criticamente ameaçado de extinção devido ao avanço do desmatamento na China (Foto: Greenpeace/Reuters)

Exemplar de gibão-de-Hainan, que está criticamente ameaçado de extinção devido ao avanço do desmatamento na China (Foto: Greenpeace/Reuters)

Segundo os ambientalistas, a devastação da floresta ameaça a preservação da espécie, já que estimativas apontam a existência de apenas 23 exemplares do gibão na vida selvagem.

“Quando você tem apenas 23 animais de uma espécie em particular na natureza, significa que os seres humanos não são bons administradores do meio ambiente”, disse Yi Lan, ativista do Greenpeace. Ele afirma ainda que o desmatamento ocorre devido à falta de fiscalização.

Segundo a lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), o gibão-de-Hainan está criticamente ameaçado de extinção.

Imagem divulgada pela organização ambiental Greenpeace mostra trabalhadores chineses cortando árvores na região de Hainan. Estima-se que existam apenas 23 espécimes de gibão-de-Hainan na natureza e que estão ameaçados pelo avanço do desmatamento (Foto: Greenpeace/Reuters)

Imagem divulgada pela organização ambiental Greenpeace mostra trabalhadores chineses cortando árvores na região de Hainan. Estima-se que existam apenas 23 espécimes de gibão-de-Hainan na natureza e que estão ameaçados pelo avanço do desmatamento (Foto: Greenpeace/Reuters)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


26 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas encontram nova espécie de macaco em Mato Grosso

Uma expedição formada por unidades de conservação da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, no noroeste do Mato Grosso, descobriu uma nova espécie de macaco.

O novo primata Callicebus –conhecido como zogue-zogue– foi encontrado entre os rios Guariba e Roosevelt pelo biólogo Júlio Dalponte.

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares. Foto:Júlio Dalponte

Segundo ele, uma “barreira” criada pelos dois rios e seus afluentes pode separar ao menos três espécies diferentes do mesmo gênero de macacos.

“Cada espaço desses tem uma espécie. Então é difícil encontrarmos este mesmo macaco em outros lugares, por exemplo. Daí a importância de conservar essas áreas”, disse o biólogo à BBC Brasil.

“Este zogue-zogue, que encontramos entre as margens direita do rio Roosevelt e esquerda do rio Guariba, possui um padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies conhecidas do mesmo gênero naquela região.”

Dalponte acrescentou que uma possível segunda nova espécie de macaco foi avistada perto do rio Guariba, mas ainda é preciso fotografá-la.

CLASSIFICAÇÃO

Um dos macacos da nova espécie, encontrado morto, está sendo estudado no museu Emílio Goeldi, em Belém, no Pará, e classificado de acordo com as normas internacionais de taxonomia.

“Precisamos comparar as características desses animais com os que já conhecemos. Mas temos certeza de que se trata de uma nova espécie”, explicou Dalponte.

A descrição completa das características do novo zogue-zogue deve levar pelo menos seis meses para ser concluída.

Mais um ano pode ser necessário para que um estudo sobre ele seja aprovado pelos comitês de publicações científicas especializadas.

A descoberta do animal é um trabalho da organização de proteção animal WWF Brasil, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso.

A expedição reuniu nove pesquisadores, que percorreram quatro unidades de conservação ambientais do Estado para colher informações e elaborar um novo plano de manejo destas áreas.

Fonte: BBC Brasil


20 de julho de 2010 | nenhum comentário »

Primata que se acreditava extinto é fotografado pela primeira vez

O lóris-delgado-vermelho ou lóris-delgado-da-Planicie-Horton (Loris tardigradus nycticeboides) é tão raro que se acreditava extinto.

O mamífero de 20 centímetros de comprimento foi fotografado nas florestas montanhosas da parte central do Sri Lanka por pesquisadores da Sociedade Zoológica de Londres.

O animal pertence a uma de duas subespécies de lóris-delgado-vermelho, ambas ameaçadas pela perda de habitat.

Seus grandes olhos lhe dão excelente visão noturna, o que lhe permite caçar insetos no escuro.

Os lóris são primatas, como humanos e macacos, mas pertencem a um grupo mais primitivo, chamado de pró-símios.

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Fonte: G1


9 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Pesquisadores descobrem novo macaco na rota da BR-319

Ilustração: Stephen Nash

Ilustração: Stephen Nash

Uma nova subespécie de macaco acaba de ser descoberta no Amazonas e já corre risco. O pequeno primata, batizado cientificamente como Saguinus fuscicollis mura, foi encontrado entre os rios Madeira e Purus, justamente sob o traçado da rodovia BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). A rodovia, que hoje está abandonada e intransitável, tem a reforma prevista no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A obra aguarda apenas a licença do Ibama para começar, e ambientalistas afirmam que a estrada poderá trazer uma devastação sem precedentes para a região.

O nome mura, dado pelo ecólogo Fábio Rohe, autor da descoberta, é uma homenagem aos índios muras, que viviam próximos ao lugar onde o macaco foi encontrado. A escolha, segundo o cientista, serve para dar um alerta. “Os mura foram muito prejudicados pelos brancos. De certa forma, eles representam a resistência da natureza ao mundo civilizado”, conta o cientista, que trabalha na WCS Brasil (Wildlife Conservation Society) dentro do Programa Conservation Leadership Programme (CLP).

Bicho versátil – A descoberta do novo macaco ocorreu em 2007 durante uma expedição de um grupo de cientistas ligados à rede Geoma. De acordo com Rohe, o bicho é conhecido pelos moradores da região, mas ninguém sabia que se tratava de uma nova subespécie, já que ele é semelhante a outros macacos amazônicos, todos chamados genericamente de sauim ou choim.

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Depois de comparar cores, medidas e localização de pelo menos 13 parentes próximos do mamífero, o pesquisador comprovou que o animal era uma variação da espécie Saguinus fuscicollis, e a descrição da subespécie foi publicada na revista científica International Journal of Primatology em junho deste ano.

O novo macaco é pequeno. Tem em média 23 cm de altura, 31 cm de rabo e pesa 350 gramas. Segundo Rohe, o sauim é um bicho versátil, que consegue sobreviver tanto em matas densas quanto em florestas ralas, como as que margeiam os campos naturais ao longo da BR-319. Ele consegue se alimenta principalmente de insetos e de frutas.

Estradas, usinas e gasoduto – Não é apenas a reforma da rodovia que gera temor entre os biólogos que trabalham na Amazônia. A construção das usinas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, e o projeto do gasoduto Urucu-Porto Velho também assustam os estudiosos do meio ambiente, que preveem uma corrida de migrantes para o sul do Amazonas.

“Não sabemos ainda quais serão as consequências da obra (das usinas) para o curso do Madeira. Além do desmatamento, a obra vai fazer com que mais pessoas vão morar na região”, alerta o cientista da WCS. “Mas certamente, se não houver um trabalho de fiscalização sem precedentes no Brasil, a BR-319 será a veia de destruição da Amazonia central brasileira.“

Nova gralha – Uma espécie de gralha também foi descoberta recentemente no traçado da BR-319, e corre ainda mais risco do que o macaco. Como ela consegue viver apenas nos ambientes de transição entre os campos naturais e a floresta, pode ser muito prejudicada pelas queimadas que passarão a ocorrer na região. (Fonte: Iberê Thenório/ Globo Amazônia)






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26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

Nova espécie de macaco com juba é encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. Foto: BBC

Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. É apenas a segunda espécie de primata a ser identificada em 28 anos, de acordo com cientistas.

O primata foi descoberto na República Democrática do Congo, onde ele é conhecido como ”lesula”.

Dois rios, o Congo e o Lomani, separam o habitat da espécie de seus dois primos mais próximos.

Ambientalistas afirmam que a descoberta ressalta a necessidade de proteger a vida selvagem na Bacia do Congo.

A descoberta foi divulgada na publicação científica especializada online Public Library of Science.

ENGAIOLADO

O primeiro contato que cientistas tiveram com o macaco foi quando eles encontraram uma fêmea jovem, mantida em uma gaiola por um professor de escola primária, na cidade de Opala.

O animal agora está sob cuidados de um instituto especializado e sendo monitorado por cientistas.

Seis meses depois de encontrar o animal preso, especialistas conseguiram achar outros primatas da espécie no ambiente selvagem.

”Quando demos início às nossas investigações, não sabíamos o quão importante do ponto de vista biológico seriam as nossas descobertas”, afirma John Hart, da Fundação Lukuru, que comandou o projeto.

”Não esperávamos encontrar uma nova espécie, especialmente entre um grupo tão conhecido como os macacos guenon africanos”, acrescenta o pesquisador.

No documento que descreve os animais, os cientistas detalharam seus traços distintos: “Uma juba de longos fios loiros rodeando um rosto pálido e nu com um focinho com uma faixa cor de creme vertical”.

ROSTO PECULIAR

O rosto desnudo do lesula é diferente do rosto negro e peludo do parente mais próximo do animal.

O primata ganhou o nome científico de Cercopithecus lomamiensis, em homenagem ao rio Lomani, localizado na região de seu habitat natural.

Os pesquisadores acreditam que o animal viva em uma área de cerca de 17 mil quilômetros quadrados na região central da República Democrática do Congo.

Os especialistas temem que devido ao fato de a espécie viver concentrada em uma mesma região ela poderia estar mais ameaçada por ações predatórias, como a prática da caça para usar sua carne como alimento.

O antropólogo Andrew Burrell, da Universidade de Nova York, disse à BBC que ”a descoberta pode representar talvez a primeira desta floresta notável, mas pouco conhecida na parte central da República Democrática do Congo, uma região de grande diversidade de primatas”.

 

Fonte: Folha.com


26 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

População de macacos ameaçados de extinção cresce cinco vezes em reserva

Aumento da população de muriquis-do-norte, o maior primata do Brasil, é resultado de 30 anos de trabalho em reserva de Caratinga, em Minas Gerais

Após 30 anos de trabalho na Reserva do Patrimônio Natural Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga, Minas Gerais, os números apresentados pela antropóloga Karen Strier, da Universidade de Wisconsin-Madison, mostram uma história bem-sucedida de preservação. No período, a população de macacos muriquis-do-norte que habita a reserva localizada no município mineiro de Caratinga aumentou cinco vezes, de 60 para 300 indivíduos. Os resultados foram divulgados na edição desta semana do periódico científico PLOS ONE.

Como se trata de uma espécie “criticamente em perigo de extinção, cuja população conhecida não passa de 1.000 animais espalhados por uma dúzia de diferentes fragmentos da Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo, o salto populacional é, numa primeira leitura, animador. “Para um macaco ameaçado de extinção, é muito positivo”, avalia o professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo Sérgio Lucena, que há 10 anos acompanha as pesquisas de Karen em Caratinga.

Estudo detalhado — O professor explica, no entanto, que a importância do estudo publicado pela antropóloga em parceria com o ecologista e matemático Anthony Ives naPLOS ONE vai além da surpreendente recuperação de muriquis-do-norte na reserva. O texto de Karen sintetiza três décadas de acompanhamento demográfico dessa espécie em Caratinga, um nível de detalhamento que só existe em outras seis reservas de primatas no mundo. Isso significa, afirma o professor da Federal do Espírito Santo, que a reserva pode se tornar um modelo de estudo sobre o comportamento demográfico de primatas que correm risco de desaparecer. “Esse trabalho apresentou alguns resultados que fogem dos padrões teóricos esperados. Saber se espécies ameaçadas de extinção podem se comportar de forma inesperada é muito importante”, afirma.

Entre as tendências demográficas consideradas fora do padrão, uma das mais interessantes foi o crescimento simultâneo das taxas de fertilidade (a quantidade de filhotes que cada fêmea gera) e mortalidade. Afinal, um maior número de macacos disputando os mesmos recursos em área limitada – a reserva Feliciano Miguel Abdala conta com pouco mais de 900 hectares – tenderia a conter a fertilidade. Aconteceu exatamente o contrário. Por quê?

Uma das teorias levantadas pela antropóloga para justificar o fenômeno é que foi observada, nas últimas décadas, uma mudança de habitat. Não havendo alimentos para o novo contingente populacional no topo das árvores, os macacos passaram a buscar comida também no solo. Isso aumentou a fecundidade das fêmeas, mas teria sido incapaz de conter o aumento da mortalidade porque, no chão, os muriquis são alvos mais fáceis para jaguatiricas e onças pardas, além de estarem sujeitos a mais doenças pela ingestão de frutos podres. A pesquisa calcula que, caso a fertilidade tivesse seguido a “teoria” e retraído, o grupo desses macacos seria hoje de 200 indivíduos em Caratinga.

Onde estão as fêmeas? — Outro comportamento imprevisto constatado foi uma súbita inversão na proporção entre machos e fêmeas. Nos primeiros anos, um terço dos nascimentos era de macacos machos. Hoje, essa razão é de dois terços. “Nos primeiros dez anos, nasceram mais fêmeas do que machos. Isso fez com que a fertilidade global do grupo aumentasse muito”, diz Lucena. Ele afirma que, como se trata de um número reduzido de macacos, essa inversão pode ter ocorrido por acaso, sem qualquer interferência externa.

Com esses dois fatores, a tendência é que a população de muriquis-do-norte agora pare de crescer, podendo até declinar. “Uma população pequena, num desses declínios, pode não conseguir se reestabelecer”, afirma Lucena. Falando ao site da universidade de Winsconsin, Karen sugeriu uma solução. “Sabemos exatamente o que precisa ser feito apara aliviar isso: expandir a área da reserva.”

Saiba mais

MURIQUI-DO-NORTE
O muriqui-do-norte, o maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica. Ameaçado de extinção, os cerca de mil remanescentes da espécie se concentram nos estados do Espírito Santos e de Minas Gerais. Eles têm hábitos diurnos e se alimentam de folhas, frutos, flores e outras partes vegetais.

Muriqui-do-norte

Muriqui-do-norte: maior primata do Brasil, tem como habitat áreas de Mata Atlântica (Reprodução)

Fonte: Veja Ciência


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Gorila de 5 anos se enforca por acidente e morre em zoo de Praga

Tatu brincava na manhã desta sexta-feira (27) em estrutura feita de corda.
Nascimento do primata foi transmitido ao vivo pela internet, em 2007.

Um gorila de 5 anos se enforcou acidentalmente e morreu na manhã desta sexta-feira (27) no Zoológico de Praga, na República Tcheca.

Gorila 1 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Gorila Tatu aparece em foto de 7 agosto de 2007, com nove semanas de idade (Foto: Michael Cizek/AFP)

Na ocasião, Tatu brincava em uma estrutura feita de corda na ala dos gorilas.

Gorila 2 (Foto: Michael Cizek/AFP)

Ainda filhote, animal aparece sendo segurado pela mãe, Kijivu, no zoo de Praga (Foto: Michael Cizek/AFP)

O primata ficou famoso em 2007, quando seu nascimento foi transmitido ao vivo pela internet. Na foto acima, Tatu é segurado pela mãe, Kijivu.

Fonte: Globo Natureza

 


19 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Macaco rejeitado pela mãe é alimentado em zoológico francês

O pequeno macaco mangabei Loango nasceu em 5 de março.
Animal é protegido por programa para espécies ameaçadas.

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Funcionária do zoológico Jardin des Plantes, em Paris, na França, alimenta o macaco mangabei Loango, que nasceu em 5 de março e foi rejeitado pela mãe. (Foto: Kenzo Triboillard/AFP)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O nascimento de Loango no zoo europeu faz parte do programa europeu de reprodução de espécies ameaçadas. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

Loango, macaco mangabei nascido em zoológico francês (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)

O pequeno primata, com pouco mais de um mês de vida, virou atração principal do berçário do zoológico da França. Na imagem, como um bebê humano, Loango chupa um dos dedos da mão. (Foto: AFP Photo/Kenzo Tibouillard)


13 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Para fugir do frio, macacos ‘correm’ para fonte de água térmica no Japão

Durante a manhã, primatas saem das florestas e mergulham em fontes.
Espécie endêmica do país asiático não está ameaçada de extinção.

Exemplares de macacos-japoneses (Macaca fuscata) aproveitaram nesta sexta-feira (10) uma fonte de água quente no Vale Jigokudani, no norte da província de Nagano, no Japão. Os primatas descem das florestas para as águas de fontes termais no período da manhã e voltam para a vegetação à noite, para ter mais segurança. A espécie, endêmica do país, não está ameaçada de extinção. (Foto: Nick Ut/AP)

Exemplares de macacos-japoneses (Macaca fuscata) aproveitaram nesta sexta-feira (10) uma fonte de água quente no Vale Jigokudani, no norte da província de Nagano, no Japão. Os primatas descem das florestas para as águas de fontes termais no período da manhã e voltam para a vegetação à noite, para ter mais segurança. (Foto: Nick Ut/AP)

macaco-japonês (Foto: Nick Ut/AP)

A espécie, endêmica do Japão, não está ameaçada de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). (Foto: Nick Ut/AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


22 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Desmate acelerado na China ameaça espécie de gibão, diz Greenpeace

Região de Hainan abriga gibão considerado raro e ameaçado de extinção.
Estudo aponta que 25% da cobertura vegetal foi suprimida desde 2001.

Estudo divulgado na China nesta terça-feira (22) pela organização ambiental Greenpeace aponta que o ritmo acelerado do desmatamento na região de Hainan, um dos polos industriais do país asiático, pode causar o desaparecimento do gibão-de-Hainan (Nomascus hainanus), espécie endêmica e um dos primatas mais raros do mundo.

De acordo com o levantamento, desde 2001 houve a derrubada de uma área equivalente 720 km² de floresta nativa, quase a metade do tamanho do município de São Paulo, equivalente a 25% da cobertura vegetal existente na região que foi convertida em plantações industriais.

Exemplar de gibão-de-Hainan, que está criticamente ameaçado de extinção devido ao avanço do desmatamento na China (Foto: Greenpeace/Reuters)

Exemplar de gibão-de-Hainan, que está criticamente ameaçado de extinção devido ao avanço do desmatamento na China (Foto: Greenpeace/Reuters)

Segundo os ambientalistas, a devastação da floresta ameaça a preservação da espécie, já que estimativas apontam a existência de apenas 23 exemplares do gibão na vida selvagem.

“Quando você tem apenas 23 animais de uma espécie em particular na natureza, significa que os seres humanos não são bons administradores do meio ambiente”, disse Yi Lan, ativista do Greenpeace. Ele afirma ainda que o desmatamento ocorre devido à falta de fiscalização.

Segundo a lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), o gibão-de-Hainan está criticamente ameaçado de extinção.

Imagem divulgada pela organização ambiental Greenpeace mostra trabalhadores chineses cortando árvores na região de Hainan. Estima-se que existam apenas 23 espécimes de gibão-de-Hainan na natureza e que estão ameaçados pelo avanço do desmatamento (Foto: Greenpeace/Reuters)

Imagem divulgada pela organização ambiental Greenpeace mostra trabalhadores chineses cortando árvores na região de Hainan. Estima-se que existam apenas 23 espécimes de gibão-de-Hainan na natureza e que estão ameaçados pelo avanço do desmatamento (Foto: Greenpeace/Reuters)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


26 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas encontram nova espécie de macaco em Mato Grosso

Uma expedição formada por unidades de conservação da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, no noroeste do Mato Grosso, descobriu uma nova espécie de macaco.

O novo primata Callicebus –conhecido como zogue-zogue– foi encontrado entre os rios Guariba e Roosevelt pelo biólogo Júlio Dalponte.

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares

Novo zogue-zogue possui padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies similares. Foto:Júlio Dalponte

Segundo ele, uma “barreira” criada pelos dois rios e seus afluentes pode separar ao menos três espécies diferentes do mesmo gênero de macacos.

“Cada espaço desses tem uma espécie. Então é difícil encontrarmos este mesmo macaco em outros lugares, por exemplo. Daí a importância de conservar essas áreas”, disse o biólogo à BBC Brasil.

“Este zogue-zogue, que encontramos entre as margens direita do rio Roosevelt e esquerda do rio Guariba, possui um padrão de coloração de pelo diferente de todas as outras espécies conhecidas do mesmo gênero naquela região.”

Dalponte acrescentou que uma possível segunda nova espécie de macaco foi avistada perto do rio Guariba, mas ainda é preciso fotografá-la.

CLASSIFICAÇÃO

Um dos macacos da nova espécie, encontrado morto, está sendo estudado no museu Emílio Goeldi, em Belém, no Pará, e classificado de acordo com as normas internacionais de taxonomia.

“Precisamos comparar as características desses animais com os que já conhecemos. Mas temos certeza de que se trata de uma nova espécie”, explicou Dalponte.

A descrição completa das características do novo zogue-zogue deve levar pelo menos seis meses para ser concluída.

Mais um ano pode ser necessário para que um estudo sobre ele seja aprovado pelos comitês de publicações científicas especializadas.

A descoberta do animal é um trabalho da organização de proteção animal WWF Brasil, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso.

A expedição reuniu nove pesquisadores, que percorreram quatro unidades de conservação ambientais do Estado para colher informações e elaborar um novo plano de manejo destas áreas.

Fonte: BBC Brasil


20 de julho de 2010 | nenhum comentário »

Primata que se acreditava extinto é fotografado pela primeira vez

O lóris-delgado-vermelho ou lóris-delgado-da-Planicie-Horton (Loris tardigradus nycticeboides) é tão raro que se acreditava extinto.

O mamífero de 20 centímetros de comprimento foi fotografado nas florestas montanhosas da parte central do Sri Lanka por pesquisadores da Sociedade Zoológica de Londres.

O animal pertence a uma de duas subespécies de lóris-delgado-vermelho, ambas ameaçadas pela perda de habitat.

Seus grandes olhos lhe dão excelente visão noturna, o que lhe permite caçar insetos no escuro.

Os lóris são primatas, como humanos e macacos, mas pertencem a um grupo mais primitivo, chamado de pró-símios.

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Fonte: G1


9 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Pesquisadores descobrem novo macaco na rota da BR-319

Ilustração: Stephen Nash

Ilustração: Stephen Nash

Uma nova subespécie de macaco acaba de ser descoberta no Amazonas e já corre risco. O pequeno primata, batizado cientificamente como Saguinus fuscicollis mura, foi encontrado entre os rios Madeira e Purus, justamente sob o traçado da rodovia BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). A rodovia, que hoje está abandonada e intransitável, tem a reforma prevista no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A obra aguarda apenas a licença do Ibama para começar, e ambientalistas afirmam que a estrada poderá trazer uma devastação sem precedentes para a região.

O nome mura, dado pelo ecólogo Fábio Rohe, autor da descoberta, é uma homenagem aos índios muras, que viviam próximos ao lugar onde o macaco foi encontrado. A escolha, segundo o cientista, serve para dar um alerta. “Os mura foram muito prejudicados pelos brancos. De certa forma, eles representam a resistência da natureza ao mundo civilizado”, conta o cientista, que trabalha na WCS Brasil (Wildlife Conservation Society) dentro do Programa Conservation Leadership Programme (CLP).

Bicho versátil – A descoberta do novo macaco ocorreu em 2007 durante uma expedição de um grupo de cientistas ligados à rede Geoma. De acordo com Rohe, o bicho é conhecido pelos moradores da região, mas ninguém sabia que se tratava de uma nova subespécie, já que ele é semelhante a outros macacos amazônicos, todos chamados genericamente de sauim ou choim.

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Depois de comparar cores, medidas e localização de pelo menos 13 parentes próximos do mamífero, o pesquisador comprovou que o animal era uma variação da espécie Saguinus fuscicollis, e a descrição da subespécie foi publicada na revista científica International Journal of Primatology em junho deste ano.

O novo macaco é pequeno. Tem em média 23 cm de altura, 31 cm de rabo e pesa 350 gramas. Segundo Rohe, o sauim é um bicho versátil, que consegue sobreviver tanto em matas densas quanto em florestas ralas, como as que margeiam os campos naturais ao longo da BR-319. Ele consegue se alimenta principalmente de insetos e de frutas.

Estradas, usinas e gasoduto – Não é apenas a reforma da rodovia que gera temor entre os biólogos que trabalham na Amazônia. A construção das usinas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, e o projeto do gasoduto Urucu-Porto Velho também assustam os estudiosos do meio ambiente, que preveem uma corrida de migrantes para o sul do Amazonas.

“Não sabemos ainda quais serão as consequências da obra (das usinas) para o curso do Madeira. Além do desmatamento, a obra vai fazer com que mais pessoas vão morar na região”, alerta o cientista da WCS. “Mas certamente, se não houver um trabalho de fiscalização sem precedentes no Brasil, a BR-319 será a veia de destruição da Amazonia central brasileira.“

Nova gralha – Uma espécie de gralha também foi descoberta recentemente no traçado da BR-319, e corre ainda mais risco do que o macaco. Como ela consegue viver apenas nos ambientes de transição entre os campos naturais e a floresta, pode ser muito prejudicada pelas queimadas que passarão a ocorrer na região. (Fonte: Iberê Thenório/ Globo Amazônia)