20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Verba para conservação de biomas

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) lançará, em setembro, edital destinado a selecionar projetos que proponham atividades voltadas para Unidades de Conservação (UCs), manejo de paisagens e de espécies nativas, para capacitação e que beneficiem as comunidades locais. O Funbio dispõe de R$ 7,5 milhões para investir nos projetos que atenderem às exigências desse edital. Haverá, também, nova abertura para a seleção de propostas destinadas às redes dos biomas mata atlântica e caatinga, via edital, no valor total de R$ 2,2 milhões para executar projetos ambientais.

A decisão de publicar os editais foi tomada durante a 4ª Reunião Ordinária do Comitê da Conta TFCA, sigla em inglês para Tropical Forest Conservation Act. Trata-se de um acordo bilateral, firmado entre Brasil e Estados Unidos em 2011, que prevê investimentos superiores a R$ 40 milhões (20 milhões de dólares) até 2014.

Administração - De acordo com a diretora da Gerência de Conservação da Biodiversidade da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF/MMA), Daniela Suárez de Oliveira, os recursos repassados pelo Tesouro brasileiro são administrados pelo Funbio. “O dinheiro é investido em projetos voltados à conservação das florestas do Brasil”, explica.

Este ano já foram selecionados três projetos de apoio às redes socioambientais do cerrado no valor de R$ 1,1 milhão. Integram o Comitê da Conta TFCA representantes dos Ministérios do Meio Ambiente, da Fazenda e Relações Exteriores, além da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), da Comissão Nacional de Florestas (Conaflor) e do governo americano.

Fonte: Luciene de Assis/MMA


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de reprodução em cativeiro visa salvar espécies em extinção

Depois de terem cheirado a grama minuciosamente, três guepardos começaram a circular freneticamente o centro de criação de animais localizado na cidade de Front Royal. Era um sinal de que uma fêmea de sua espécie estava no cio.

Então, um dos machos uivou de uma maneira diferente dos outros – um sinal de um estado ainda mais elevado de excitação. Os outros machos saíram de seu caminho.

Para maximizar as chances de reprodução bem sucedida, os cientistas descobriram que é necessário separar os guepardos por sexo, chegando a impedi-las de se encontrar antes do acasalamento. Acontece que a familiaridade pode causar rejeição entre os felinos.

Finalmente, a fêmea foi trazida de volta. Ela parecia confusa pela vontade do macho e não conseguiu assumir uma posição de acasalamento. O encontro não deu certo.

Com o número de animais em extinção aumentando e seus habitats naturais sendo destruídos, os zoológicos estão tentando reproduzir em cativeiro cerca de 160 espécies ameaçadas. Mas embora o acasalamento na selva possa parecer algo natural e primitivo, em cativeiro ele pode ser bem mais complicado.

Cerca de 83% das espécies atualmente mantidas em jardins zoológicos americanos não estão cumprindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, de acordo com relatórios da Associação de Zoológicos e Aquários. No caso dos guepardos, menos de 20% das espécies nos jardins zoológicos americanos não têm sido capazes de reproduzir.

Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos e muitos outros animais em cativeiro para criar populações de reserva destes animais, antes que sua situação na natureza torne-se insustentável, disse Jack Grisham, que tem coordenado o plano de reprodução de guepardos há 20 anos. Mas a taxa de sucesso decepcionante levou alguns conservacionistas a questionar se os zoológicos devem tentar a procriação. Muitos dizem que preferem ver o dinheiro redirecionado para preservar habitats e espécies selvagens.

“Eu ficaria mais contente com a reprodução em cativeiro dos guepardos selvagens se isso realmente os ajudasse”, disse Luke Hunter, presidente do Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com os esforços globais para preservar grandes felinos na natureza, inclusive os guepardos. “Livre de ameaças, eles se reproduzem bastante na selva, não precisam de auxílio com sua reprodução. Eles precisam de um lugar para andar livremente.”

Anualmente o Zoológico Nacional Smithsonian, em Washington, gasta cerca de US$ 350.000 na tentativa de procriação de guepardos em seu campus de 3.200 hectares em Front Royal, que abriga outras 18 espécies. Este orçamento sustenta a coleta de dados e a logística de longa distância para encontrar o par perfeito, entre outras despesas.

Programas similares existem em quatro outros centros nacionais coordenados por zoológicos.

No entanto, apesar de duas décadas de esforços sustentados, a população cativa de 281 guepardos na América do Norte dá à luz apenas 15 filhotes, em média, por ano, exatamente a metade do que os seus detentores estimam ser necessário para manter um nível saudável de substituição.

Os guepardos são muito mais sensíveis do que seus parentes leões e tigres, por exemplo, que se reproduzem com facilidade. Mas elas não são tão difíceis de se reproduzir como os pandas, que não produziram um filhote sequer em cativeiro nos Estados Unidos desde 2010.

Embora não estejam criticamente em risco, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século 20, cerca de 100.000 chitas vagavam da África para o Mediterrâneo e para a Índia, de acordo com o Smithsonian. Hoje, as autoridades estimam que de 7.000 a 10.000 permanecem na natureza como resultado da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com agricultores e pecuaristas.

A Panthera promove programas que ajudam os guepardos a sobreviver ao lado de pessoas. O grupo aconselha os donos de animais de pequeno porte sobre como evitar que guepardos devorem-nos e ainda doa cães de guarda treinados para o trabalho. Mas não importa o quão agressivamente os grupos de conservação lutem para preservar populações selvagens, disse Grisham, as pressões são tão grandes que animais de zoológico podem algum dia tem de servir como um banco genético para sua espécie.

Onde Noé errou – Os programas de procriação não servem apenas para preservar as espécies, servem também para garantir que os zoológicos possam continuar ativos. Até os anos 1970, os zoológicos tinham permissão de capturar os animais que quisessem exibir. Mas uma crescente consciência sobre a vulnerabilidade de muitas espécies levou a tratados para mudar isso. E a Lei das Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos de 1973 restringiu as importações de animais ameaçados, mesmo para os zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a ter programas de melhoramento genético coordenados para espécies ameaçadas. Então, em 2000, a associação abriu um Centro de Gerenciamento Populacional coordenado pelo Zoológico Lincoln Park, em Chicago, para realizar análises demográficas e genéticas detalhadas do cruzamento entre animais, em extinção ou não, em 235 zoológicos. Os membros deste projeto estabeleceram recomendações sobre a melhor forma de reproduzir cada uma dessas espécies.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão da População em Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não tinham uma variação genética suficiente para garantir sua sobrevivência a longo prazo em cativeiro. A população fundadora mediana para espécies em zoológicos dos Estados Unidos era de cerca de 15 espécies

“Noé entendeu tudo errado”, disse Long. “Um, dois ou até mesmo uma dúzia de cada espécie não é o suficiente para a perpetuação da espécie.” A associação tem quase 600 programas de reprodução cooperativos, mas até agora ela só criou planos de melhoramento formais para 357 espécies. Aproximadamente 55% das espécies com estes planos de reprodução estão em perigo de extinção de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza.

Ainda assim, 40% dessas 357 espécies gerenciadas estão diminuindo – por algumas razões conhecidas e, em outros casos, desconhecidas. O número de ursos andinos está caindo porque os zoológicos diminuiram sua procriação anos atrás e a população tornou-se velha demais para se reproduzir agora.

Um habitat mais selvagem – Poucos felinos vivem em estreita colaboração com os seres humanos como os guepardos, que acredita-se terem sido mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Contudo, os pesquisadores ainda estão tentando dominar a dinâmica de seu acasalamento, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de acasalamento de chitas do Zoológico Nacional Smithsonian.

Durante décadas, os jardins zoológicos colocaram todos os grandes felinos em jaulas temáticas e os trataram de forma semelhante. Mas seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos, uma espécie criticamente ameaçada, emparelham-se com seus companheiros no início da vida. Se eles são apresentados a um companheiro como adultos maduros em cativeiro, isso provoca estresse extremo, e, ocasionalmente, o macho mata a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes antes de os pesquisadores perceberem qual era o problema.

Os guepardos, por outro lado, não fazem pares constantes. Ainda assim, foi apenas na década de 1990 que os funcionários do zoológico entenderam isso.

Mais recentemente, pesquisadores descobriram que fêmeas que não são parentes ou que não foram criadas juntos não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante vai sentir tanto estresse que simplesmente não entrará no cio.

Para contornar esses problemas com guepardos e outros animais, os zoológicos estão colocando ênfase nos centros de conservação que são menos como zoológicos e mais como fazendas ou um safáris. Os centros de conservação animais ideias tem espaço suficiente para imitar o habitat natural dessas espécies.

 

Fonte: Ambiente Brasil


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O NOVO DILEMA DOS ZOOS

Com o aumento do número de espécies em risco de extinção, os zoológicos estão cada vez mais sendo chamados para resgatar e manter animais -não apenas aqueles que atraem espectadores, como pandas e rinocerontes, mas também mamíferos, rãs, Aves e insetos de todos os tipos.

Mas os zoos concluíram que, para conservar animais de modo eficiente, precisam reduzir o número de espécies das quais cuidam e dedicar mais recursos a poucos escolhidos. O resultado é que os responsáveis pelos zoos, geralmente amantes dos animais, estão sendo cada vez mais pressionados a calcular quais animais, em detrimento de outros, devem salvar.

A missão dos zoos deixou de ser entreter o público, para se dedicar à conservação. “Nós, como sociedade, temos que decidir se é ético e moralmente apropriado expor animais para a simples finalidade de entretenimento”, disse Steven L. Monfort, diretor do Instituto de Conservação Biológica Smithsonian, que faz parte do Zoo Nacional de Washington. “Na minha opinião, é preciso que os zoos tenham o papel de defender espécies animais.”

Monfort quer que os zoos levantem mais recursos para a conservação de animais na natureza e que esse esforço ganhe importância igual à de suas coleções de animais cativos. Os zoos, disse ele, precisam construir instalações -não necessariamente abertas ao público- suficientemente grandes para receber rebanhos de animais, possibilitando comportamentos reprodutivos mais naturais. Também para Monfort, é preciso dar menos ênfase a animais que constituem atrações populares, mas estão sobrevivendo bem na natureza, para dar espaço àqueles que precisam urgentemente ser salvos da extinção.

Muitos diretores de zoológicos acham que uma reordenação radical não é necessária e que cada zoo faz um trabalho valioso, mesmo que conserve poucas espécies.

No primeiro século de sua existência, os zoos americanos buscavam Animais Selvagens na natureza e os exploravam principalmente por seu valor de entretenimento. Quando os ambientes selvagens começaram a desaparecer, junto com seus animais, os responsáveis pelos zoos se tornaram protetores e salvadores. Desde 1980, os zoos desenvolvem programas coordenados de criação que salvaram dezenas de espécies do perigo de extinção.

O desafio, cada vez mais difícil, é praticar a conservação e ao mesmo tempo continuar a expor animais para atrair o público pagante. Os leões-marinhos, por exemplo, estão se dando muito bem na natureza, mas o zoo de St. Louis decidiu gastar US$ 18 milhões em uma nova piscina com filtro e acréscimo de ozônio, para favorecer a claridade. Isso porque os leões-marinhos são muito populares, e o ambiente em que ficavam estava decrépito.

Jeffrey P. Bonner, o executivo-chefe do zoo, explicou: “Buscamos um ponto de equilíbrio entre a experiência do público e a necessidades de conservação. Se você me perguntar por que tenho camelos, direi que precisamos de algo interessante para as pessoas verem nos fundos do zoo no inverno”.

À medida que os padrões de cuidados com os animais se elevam, e os zoos instalam ambientes maiores e de aparência mais natural, diminui o espaço para mais animais. Na década de 1970, o zoo de St. Louis tinha 36 espécies de primatas. Hoje tem apenas 13.

Os zoos passaram a entender que, para que os animais possam se reproduzir a longo prazo sem que ocorra a endogamia, é preciso manter “pools” genéticos muito maiores. Há 64 ursos polares vivendo cativos em zoos americanos -muito menos que 200, o número ótimo para manter a população por cem anos.

Assim, os zoos começaram a aumentar o número de indivíduos de algumas espécies em detrimento de outras. O zoo de St. Louis diz que hoje tem 400 animais a mais do que tinha em 2002, mas 65 espécies ou subespécies a menos.

Na década de 1990, enquanto aumentavam as pressões em favor da conservação, a Associação de Zoos e Aquários, responsável pelos zoológicos dos Estados Unidos, começou a reunir grupos de especialistas em zoos que analisavam famílias inteiras de espécies e aconselhavam quais delas deveriam ser priorizadas ou abandonadas. Os critérios incluíam a singularidade, o nível de risco de extinção, a importância do papel ecológico do animal e a existência de uma população em cativeiro que seja suficiente para a reprodução. A União Internacional para a Conservação da Natureza estima que quase um quarto dos mamíferos poderá se extinguir nas próximas três gerações. A situação é mais grave para os anfíbios e as Aves marinhas.

No zoo de St. Louis, alguns baldes de terra agora abrigam o “besouro sepultador”, que é conhecido por sepultar os corpos de pequenos animais.

No passado, esse besouro estava presente em 35 Estados. Mas, em 1989, quando o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA o classificou como em risco de extinção, só restava uma população dele, em Rhode Island. A pedido do governo, o zoo de St. Louis e um zoo de Rhode Island vêm criando o besouro e o devolvendo à natureza.

Bob Merz, o gerente de invertebrados no zoo de St. Louis, diz que o esforço valeu a pena porque o besouro talvez exerça um papel insubstituível na teia ecológica. Para ele, escolher espécies que merecem ser salvas é comparável a fazer apostas com a vida ou a morte. “É como olhar da janela de um avião e ver os rebites da asa”, explicou. “Provavelmente podemos perder alguns deles sem maiores problemas, mas não sabemos quantos -e não queremos realmente descobrir.”

Fonte: CFMV


28 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Quanto falta para o colapso?

Sistemas vivos passam por transições abruptas. A morte é a mais conhecida. Em um momento estamos vivos, no seguinte, mortos. Mas existem inúmeros exemplos de pontos de transição abruptos. Qual o momento em que a devastação de uma floresta a condena ao desaparecimento? Qual o número mínimo de baleias necessário para a sobrevivência da espécie? Determinar o ponto exato em que essas transições ocorrem e quão longe estamos delas é um problema ainda não resolvido.

Isso é difícil de fazer porque todos os sistemas vivos possuem mecanismos de autorregulação. Imagine que um animal coma cada vez menos; intuitivamente, sabemos que chega um momento em que ele morre. Mas determinar esse momento é difícil porque, à medida que ele come menos, ele também se movimenta menos, diminui seu metabolismo e passa a necessitar de menos alimento. Processos semelhantes tornam difícil prever o tamanho mínimo de uma população de baleias ou o abuso que uma floresta aguenta antes de desaparecer.

Por volta de 1980, foi proposta uma teoria que permite medir a distância entre o estado presente e o ponto de colapso de um sistema biológico. A ideia é que o tempo que um sistema vivo leva para se recuperar de um trauma aumenta à medida que o sistema se aproxima do ponto de colapso. Se você abre uma clareira em uma floresta virgem, ela se fecha rapidamente. À medida que a floresta se aproxima do ponto de colapso, a teoria prevê que o tempo necessário para a clareira fechar aumenta. Você tira o alimento de um animal. Se ele estiver saudável, ao ser alimentado, a recuperação é rápida. Mas, se ele estiver se aproximando do ponto de colapso, o tempo de recuperação aumenta. O mesmo princípio se aplicaria a uma população de baleias ou a um paciente na UTI.

Na prática. O problema é que essa teoria nunca havia sido testada. Agora, um grupo de cientistas demonstrou que ela funciona na prática.

O experimento foi feito com microalgas, e publicado na revista Nature com o título “Ecovery Rates Reflect Distance To a Tipping Point In a Living System”. Esses seres unicelulares necessitam de luz para fazer fotossíntese e produzir seu alimento, mas luz em excesso os mata. Para evitar o excesso de luz, eles crescem todos juntos – assim, um faz sombra para o outro. Regulando a distância entre eles (sua densidade no oceano), regula-se a quantidade de luz que recebem. Os cientistas colocaram essas algas em um recipiente de vidro em condições ideais: muitas algas por litro e uma quantidade de luz fixa.

Estabelecida a condição ótima, os cientistas adicionaram mais líquido ao recipiente, mantendo a mesma quantidade de luz incidente. Inicialmente, as algas, com menos vizinhos para diminuir a incidência de luz, diminuem sua taxa de crescimento, mas rapidamente se dividem de modo a otimizar novamente o sombreamento.

Os cientistas mediram o tempo que o sistema leva para se recuperar. Mas, antes que ele estivesse totalmente recuperado, adicionaram mais líquido, forçando as algas a se adaptar ao novo ambiente. As algas novamente se recuperaram. Ao longo de 30 dias, os cientistas foram aumentando o estresse e a cada vez as algas se recuperavam. Mas o tempo de recuperação foi ficando mais longo. Até um momento em que eles adicionaram um pouco mais de líquido e o sistema colapsou: todas as algas morreram. Haviam atingido o ponto de transição abrupta.

Após medir a velocidade de recuperação em função do estresse aplicado no sistema, os cientistas demonstraram que é possível prever quão distante o sistema está do colapso medindo seu tempo de recuperação. Estes resultados demonstram que a teoria proposta em 1980 é verdadeira.

Nos próximos anos, é provável que diversos grupos, usando diversos sistemas biológicos, tentem demonstrar que medir a variação do tempo de recuperação permite prever quão distante um sistema vivo está do colapso.

Se essa teoria for confirmada, teremos uma arma poderosa. Estudos de impacto ambiental finalmente terão um embasamento científico mais sólido e programas de recuperação ambiental poderão ter seus resultados medidos de forma objetiva.

Fonte: Mater Natura


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Cortes no orçamento federal de 2012 atingem Ciência e Meio Ambiente

Ministérios perderam juntos o montante de R$ 1,68 bilhão.
Planejamento anunciou corte de R$ 55 bi no orçamento federal de 2012.

corte no orçamento federal anunciado nesta quarta-feira (15) pelo governo afetou os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o do Meio Ambiente (MMA), que perderam, respectivamente, 22% e 19% dos valores previstos originalmente na Lei Orçamentária Anual.

De acordo com informações do Ministério do Planejamento, a área de Ciência perdeu uma fatia de R$ 1,48 bilhão dos R$ 6,7 bilhões previstos.

O MMA perdeu R$ 197 milhões de R$ 1,01 bilhão previsto e, agora, tem para investimentos em 2012 o montante de R$ 815 milhões. No ano passado, o corte no ministério do Meio Ambiente foi de R$ 398 milhões (o equivalente a 37% do montante inicial).

A redução ocorre após decisão do governo de bloquear gastos de R$ 55 bilhões no Orçamento federal de 2012, valor superior ao contingenciamento inicial de R$ 50 bilhões anunciado no ano passado. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, alegou que o corte ajudará o governo a cumprir a meta cheia de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda) de R$ 140 bilhões em 2012.

Perdas na ciência
Em 2011, o MCT também havia perdido investimentos devido ao contingenciamento. Do orçamento previsto no ano passado, de R$ 7,4 bilhões, a pasta perdeu R$ 1 bilhão e o valor caiu para R$ 6,4 bilhões. Em 2010, o valor destinado para investimentos em ciência no Brasil foi de R$ 7,8 bilhões.

Em entrevista concedida ao G1 no início de fevereiro, o ministro da Ciência, Marco Antônio Raupp, havia afirmado que as verbas destinadas MCTI poderiam ser reduzidas e, por isso, aguardava a decisão sobre o assunto para dar continuidade aos programas. Na época, Raupp alegou que a crise internacional poderia causar o contingenciamento.

Entre as decisões da pasta que dependem do orçamento está a candidatura do Brasil a membro do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), responsável pelo Grande Colisor de Hádrons (LHC).

Ainda este ano, o país teria que pagar uma cota anual para ser considerado membro do projeto — esse valor ainda precisa ser definido pelo Cern, mas há dois anos era de aproximadamente US$ 15 milhões ao ano.

Na época, Raupp afirmou que trabalhava em uma “engenharia financeira” para conseguir a aprovação do investimento necessário para a entrada no Cern e em outros projetos internacionais, como a construção do Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT, na sigla em inglês), no Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que fica no Chile.

Fonte: Eduardo Carvalho, G1, São Paulo


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Ciência para o Brasil

Artigo de Alaor Chaves publicado na Folha de São Paulo de ontem (25).

Os cientistas brasileiros têm demonstrado um singular atavismo pelas colaborações científicas internacionais. Isso tem sido um dos obstáculos para que nossa ciência atinja a maioridade e também se torne agente propulsor do desenvolvimento do País. O volume da nossa produção científica tem crescido rapidamente, mas a elevação da sua qualidade não tem tido o mesmo vigor.

Reconhecemos a necessidade de dar um salto de qualidade, mas temos sido lerdos na adoção das políticas indispensáveis para esse salto. Os países com sucesso em desenvolver uma ciência tardia (ex-URSS, Japão, Coreia, China) praticaram por longo tempo um alto grau de introversão científica.

Empenharam-se na construção de uma ciência autônoma, com olhos atentos aos interesses nacionais, e só depois de se tornarem competitivos se abriram para uma colaboração mais intensa com o exterior. Nós temos trilhado o caminho inverso. No Brasil, temos exemplos emblemáticos do sucesso de programas em ciência e tecnologia perseguidos de forma autônoma.

Após longo insucesso com práticas agrícolas importadas, o Brasil decidiu seguir seu próprio caminho, e para isso criou a Embrapa. Hoje, nossa técnica agropecuária é a que avança mais rapidamente em todo o mundo. No caso da produção de etanol de cana, nem tínhamos com quem colaborar; com isso, desenvolvemos para o setor uma tecnologia sem rival.

O Brasil tem colaborado em projetos internacionais para a “big science”, o que requer equipamento muito dispendioso. Até o momento, temos feito parcerias que dão aos nossos pesquisadores acesso a boa infraestrutura sem dispêndios muito elevados. Neste ano, o Ministério da Ciência e Tecnologia assinou acordos de colaboração com o consórcio europeu responsável pelo ESO (European Southern Observatory) e com o Cern, consórcio dono do maior acelerador de partículas no mundo, que mudam a escala de nossos gastos nesse tipo de colaborações.

Só como taxa de ingresso no ESO pagaremos 130 milhões de euros; ainda nesta década, seremos provavelmente o seu maior financiador. Pelo acordo com o Cern, nossa contribuição inicial será de US$ 15 milhões/ano. Mas, até 2020, talvez o Brasil também se torne o seu maior financiador Generosamente, subsidiaremos a ciência europeia.

Há anos temos discutido um ótimo projeto 100% brasileiro em “big science”, a expansão do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. Seu custo será de R$ 360 milhões. O empreendimento alavancará várias tecnologias importantes. Como os gastos serão realizados no Brasil, quase 40% deles retornarão ao Tesouro na forma de impostos.

A comunidade de usuários do Laboratório já é mais de dez vezes a dos potenciais usuários do ESO ou do Cern, e abrange biologia, química, física, ciência de materiais, nanociência e pesquisa industrial.

O impacto do Laboratório em nossa ciência e tecnologia será muito maior que o dos projetos aprovados. Mas o Ministério da Ciência e Tecnologia o considera muito caro. Nenhum país teve destaque na área com esse caminho.

Alaor Chaves, físico, é professor emérito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Fonte: Jornal da Ciência


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Zoo tenta reintroduzir na natureza espécie quase extinta

O zoológico de Praga, na República Checa, organiza a reintrodução na natureza de cavalos de Przewalski (Equus ferus przewalskii), um dos animais mais ameaçados de extinção no planeta. Na verdade, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), a espécie chegou a ser considerada extinta na natureza, mas programas de reintrodução de espécimes que estavam em cativeiro salvaram o animal.

Nesta terça-feira (14), o zoo organizou o transporte de quatro cavalos selvagens da Mongólia (como a espécie também é conhecida) para o país que lhe dá nome. Os animais estavam em uma fazenda e foram levados em um avião militar para a província mongol de Khovd para que vivam no habitat natural da espécie.

Segundo a IUCN, a espécie desapareceu em 1969, quando acabou a última população conhecida, na China. Nos anos 90, esforços de reintrodução na natureza começaram na Mongólia, China, Cazaquistão e Ucrânia, mas apenas no primeiro país os programas deram resultado.

Ainda de acordo com a organização, acredita-se que existam 325 desses animais vivos na natureza, inclusive aqueles que já nasceram no habitat natural após os programas de reintrodução.

Funcionários do zoológico de Praga preparam um cavalo de Przewalski para transporte (Foto Reuters)

Funcionários do zoológico de Praga preparam um cavalo de Przewalski para transporte (Foto Reuters)

 Fonte: Portal Terra


17 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Suspeito fez veneno em casa, diz testemunha sobre morte de animais

Gatos, gambás e cachorros foram mortos em Ribeirão Preto (SP).
Suspeito de envenenar bichos é procurado pela polícia.

Uma testemunha ouvida pela polícia de Ribeirão Preto, a 313 km da capital paulista, nesta segunda-feira (16), afirmou que o responsável pelo envenenamento de animais na cidade fabricou o veneno dentro de casa. A polícia agora procura pelo suspeito.

A lista de animais mortos é grande: um cachorro, seis gambás e 41 gatos. Os últimos três foram encontrados na tarde deste domingo (15). A polícia suspeita que as mortes tenham ocorrido por veneno de rato, mais conhecido por chumbinho. O produto é proibido e pode ter sido misturado à ração ou em pedaços de carne que as pessoas deixam para os animais perto de um bosque.

Os gatos viviam por perto de uma das entradas do zoológico. Eram cerca de 70 animais. Quando os funcionários chegaram para trabalhar, não viram mais os gatos. Eles resolveram, então, vasculhar uma pequena mata nas imediações e, logo, começaram encontrar os corpos.

No  protesto que reuniu centenas de pessoas no último final de semana a presidente de uma ONG que luta pelos direitos dos animais,  Cláudia Garcia Vicente, alertou sobre a necessidade de programas de castração. “Tem que ter uma castração maciça dos animais da cidade e tem que ter vigilância nesse ponto para que pare o abandono”.

 Sobre a reclamação da presidente da ONG, a Prefeitura de Ribeirão Preto diz que vai fazer mutirões para castrar animais e que pretende intensificar a fiscalização na área próxima ao bosque.

A pena para esse tipo de crime é de um ano e três meses de prisão para cada animal morto.

Fonte: G1 de São Paulo






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20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Verba para conservação de biomas

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) lançará, em setembro, edital destinado a selecionar projetos que proponham atividades voltadas para Unidades de Conservação (UCs), manejo de paisagens e de espécies nativas, para capacitação e que beneficiem as comunidades locais. O Funbio dispõe de R$ 7,5 milhões para investir nos projetos que atenderem às exigências desse edital. Haverá, também, nova abertura para a seleção de propostas destinadas às redes dos biomas mata atlântica e caatinga, via edital, no valor total de R$ 2,2 milhões para executar projetos ambientais.

A decisão de publicar os editais foi tomada durante a 4ª Reunião Ordinária do Comitê da Conta TFCA, sigla em inglês para Tropical Forest Conservation Act. Trata-se de um acordo bilateral, firmado entre Brasil e Estados Unidos em 2011, que prevê investimentos superiores a R$ 40 milhões (20 milhões de dólares) até 2014.

Administração - De acordo com a diretora da Gerência de Conservação da Biodiversidade da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF/MMA), Daniela Suárez de Oliveira, os recursos repassados pelo Tesouro brasileiro são administrados pelo Funbio. “O dinheiro é investido em projetos voltados à conservação das florestas do Brasil”, explica.

Este ano já foram selecionados três projetos de apoio às redes socioambientais do cerrado no valor de R$ 1,1 milhão. Integram o Comitê da Conta TFCA representantes dos Ministérios do Meio Ambiente, da Fazenda e Relações Exteriores, além da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), da Comissão Nacional de Florestas (Conaflor) e do governo americano.

Fonte: Luciene de Assis/MMA


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Programa de reprodução em cativeiro visa salvar espécies em extinção

Depois de terem cheirado a grama minuciosamente, três guepardos começaram a circular freneticamente o centro de criação de animais localizado na cidade de Front Royal. Era um sinal de que uma fêmea de sua espécie estava no cio.

Então, um dos machos uivou de uma maneira diferente dos outros – um sinal de um estado ainda mais elevado de excitação. Os outros machos saíram de seu caminho.

Para maximizar as chances de reprodução bem sucedida, os cientistas descobriram que é necessário separar os guepardos por sexo, chegando a impedi-las de se encontrar antes do acasalamento. Acontece que a familiaridade pode causar rejeição entre os felinos.

Finalmente, a fêmea foi trazida de volta. Ela parecia confusa pela vontade do macho e não conseguiu assumir uma posição de acasalamento. O encontro não deu certo.

Com o número de animais em extinção aumentando e seus habitats naturais sendo destruídos, os zoológicos estão tentando reproduzir em cativeiro cerca de 160 espécies ameaçadas. Mas embora o acasalamento na selva possa parecer algo natural e primitivo, em cativeiro ele pode ser bem mais complicado.

Cerca de 83% das espécies atualmente mantidas em jardins zoológicos americanos não estão cumprindo as metas estabelecidas para a manutenção de sua diversidade genética, de acordo com relatórios da Associação de Zoológicos e Aquários. No caso dos guepardos, menos de 20% das espécies nos jardins zoológicos americanos não têm sido capazes de reproduzir.

Os zoológicos precisam descobrir como acasalar guepardos e muitos outros animais em cativeiro para criar populações de reserva destes animais, antes que sua situação na natureza torne-se insustentável, disse Jack Grisham, que tem coordenado o plano de reprodução de guepardos há 20 anos. Mas a taxa de sucesso decepcionante levou alguns conservacionistas a questionar se os zoológicos devem tentar a procriação. Muitos dizem que preferem ver o dinheiro redirecionado para preservar habitats e espécies selvagens.

“Eu ficaria mais contente com a reprodução em cativeiro dos guepardos selvagens se isso realmente os ajudasse”, disse Luke Hunter, presidente do Panthera, um grupo sem fins lucrativos que trabalha com os esforços globais para preservar grandes felinos na natureza, inclusive os guepardos. “Livre de ameaças, eles se reproduzem bastante na selva, não precisam de auxílio com sua reprodução. Eles precisam de um lugar para andar livremente.”

Anualmente o Zoológico Nacional Smithsonian, em Washington, gasta cerca de US$ 350.000 na tentativa de procriação de guepardos em seu campus de 3.200 hectares em Front Royal, que abriga outras 18 espécies. Este orçamento sustenta a coleta de dados e a logística de longa distância para encontrar o par perfeito, entre outras despesas.

Programas similares existem em quatro outros centros nacionais coordenados por zoológicos.

No entanto, apesar de duas décadas de esforços sustentados, a população cativa de 281 guepardos na América do Norte dá à luz apenas 15 filhotes, em média, por ano, exatamente a metade do que os seus detentores estimam ser necessário para manter um nível saudável de substituição.

Os guepardos são muito mais sensíveis do que seus parentes leões e tigres, por exemplo, que se reproduzem com facilidade. Mas elas não são tão difíceis de se reproduzir como os pandas, que não produziram um filhote sequer em cativeiro nos Estados Unidos desde 2010.

Embora não estejam criticamente em risco, a população mundial de guepardos despencou. Na virada do século 20, cerca de 100.000 chitas vagavam da África para o Mediterrâneo e para a Índia, de acordo com o Smithsonian. Hoje, as autoridades estimam que de 7.000 a 10.000 permanecem na natureza como resultado da perda de habitat, caça ilegal e conflitos com agricultores e pecuaristas.

A Panthera promove programas que ajudam os guepardos a sobreviver ao lado de pessoas. O grupo aconselha os donos de animais de pequeno porte sobre como evitar que guepardos devorem-nos e ainda doa cães de guarda treinados para o trabalho. Mas não importa o quão agressivamente os grupos de conservação lutem para preservar populações selvagens, disse Grisham, as pressões são tão grandes que animais de zoológico podem algum dia tem de servir como um banco genético para sua espécie.

Onde Noé errou – Os programas de procriação não servem apenas para preservar as espécies, servem também para garantir que os zoológicos possam continuar ativos. Até os anos 1970, os zoológicos tinham permissão de capturar os animais que quisessem exibir. Mas uma crescente consciência sobre a vulnerabilidade de muitas espécies levou a tratados para mudar isso. E a Lei das Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos de 1973 restringiu as importações de animais ameaçados, mesmo para os zoológicos.

Assim, os zoológicos começaram a ter programas de melhoramento genético coordenados para espécies ameaçadas. Então, em 2000, a associação abriu um Centro de Gerenciamento Populacional coordenado pelo Zoológico Lincoln Park, em Chicago, para realizar análises demográficas e genéticas detalhadas do cruzamento entre animais, em extinção ou não, em 235 zoológicos. Os membros deste projeto estabeleceram recomendações sobre a melhor forma de reproduzir cada uma dessas espécies.

Sarah Long, diretora do Centro de Gestão da População em Chicago, disse que os zoológicos começaram com muito poucos animais de cada espécie, e muitos não tinham uma variação genética suficiente para garantir sua sobrevivência a longo prazo em cativeiro. A população fundadora mediana para espécies em zoológicos dos Estados Unidos era de cerca de 15 espécies

“Noé entendeu tudo errado”, disse Long. “Um, dois ou até mesmo uma dúzia de cada espécie não é o suficiente para a perpetuação da espécie.” A associação tem quase 600 programas de reprodução cooperativos, mas até agora ela só criou planos de melhoramento formais para 357 espécies. Aproximadamente 55% das espécies com estes planos de reprodução estão em perigo de extinção de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza.

Ainda assim, 40% dessas 357 espécies gerenciadas estão diminuindo – por algumas razões conhecidas e, em outros casos, desconhecidas. O número de ursos andinos está caindo porque os zoológicos diminuiram sua procriação anos atrás e a população tornou-se velha demais para se reproduzir agora.

Um habitat mais selvagem – Poucos felinos vivem em estreita colaboração com os seres humanos como os guepardos, que acredita-se terem sido mantidos como animais de estimação pela realeza em 3000 a.C. Contudo, os pesquisadores ainda estão tentando dominar a dinâmica de seu acasalamento, disse Adrienne Crosier, diretora do programa de acasalamento de chitas do Zoológico Nacional Smithsonian.

Durante décadas, os jardins zoológicos colocaram todos os grandes felinos em jaulas temáticas e os trataram de forma semelhante. Mas seus padrões de acasalamento podem ser radicalmente diferentes. Por exemplo, os leopardos, uma espécie criticamente ameaçada, emparelham-se com seus companheiros no início da vida. Se eles são apresentados a um companheiro como adultos maduros em cativeiro, isso provoca estresse extremo, e, ocasionalmente, o macho mata a fêmea. Esses ataques ocorreram várias vezes antes de os pesquisadores perceberem qual era o problema.

Os guepardos, por outro lado, não fazem pares constantes. Ainda assim, foi apenas na década de 1990 que os funcionários do zoológico entenderam isso.

Mais recentemente, pesquisadores descobriram que fêmeas que não são parentes ou que não foram criadas juntos não devem ser mantidas juntas, porque a fêmea não dominante vai sentir tanto estresse que simplesmente não entrará no cio.

Para contornar esses problemas com guepardos e outros animais, os zoológicos estão colocando ênfase nos centros de conservação que são menos como zoológicos e mais como fazendas ou um safáris. Os centros de conservação animais ideias tem espaço suficiente para imitar o habitat natural dessas espécies.

 

Fonte: Ambiente Brasil


14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

O NOVO DILEMA DOS ZOOS

Com o aumento do número de espécies em risco de extinção, os zoológicos estão cada vez mais sendo chamados para resgatar e manter animais -não apenas aqueles que atraem espectadores, como pandas e rinocerontes, mas também mamíferos, rãs, Aves e insetos de todos os tipos.

Mas os zoos concluíram que, para conservar animais de modo eficiente, precisam reduzir o número de espécies das quais cuidam e dedicar mais recursos a poucos escolhidos. O resultado é que os responsáveis pelos zoos, geralmente amantes dos animais, estão sendo cada vez mais pressionados a calcular quais animais, em detrimento de outros, devem salvar.

A missão dos zoos deixou de ser entreter o público, para se dedicar à conservação. “Nós, como sociedade, temos que decidir se é ético e moralmente apropriado expor animais para a simples finalidade de entretenimento”, disse Steven L. Monfort, diretor do Instituto de Conservação Biológica Smithsonian, que faz parte do Zoo Nacional de Washington. “Na minha opinião, é preciso que os zoos tenham o papel de defender espécies animais.”

Monfort quer que os zoos levantem mais recursos para a conservação de animais na natureza e que esse esforço ganhe importância igual à de suas coleções de animais cativos. Os zoos, disse ele, precisam construir instalações -não necessariamente abertas ao público- suficientemente grandes para receber rebanhos de animais, possibilitando comportamentos reprodutivos mais naturais. Também para Monfort, é preciso dar menos ênfase a animais que constituem atrações populares, mas estão sobrevivendo bem na natureza, para dar espaço àqueles que precisam urgentemente ser salvos da extinção.

Muitos diretores de zoológicos acham que uma reordenação radical não é necessária e que cada zoo faz um trabalho valioso, mesmo que conserve poucas espécies.

No primeiro século de sua existência, os zoos americanos buscavam Animais Selvagens na natureza e os exploravam principalmente por seu valor de entretenimento. Quando os ambientes selvagens começaram a desaparecer, junto com seus animais, os responsáveis pelos zoos se tornaram protetores e salvadores. Desde 1980, os zoos desenvolvem programas coordenados de criação que salvaram dezenas de espécies do perigo de extinção.

O desafio, cada vez mais difícil, é praticar a conservação e ao mesmo tempo continuar a expor animais para atrair o público pagante. Os leões-marinhos, por exemplo, estão se dando muito bem na natureza, mas o zoo de St. Louis decidiu gastar US$ 18 milhões em uma nova piscina com filtro e acréscimo de ozônio, para favorecer a claridade. Isso porque os leões-marinhos são muito populares, e o ambiente em que ficavam estava decrépito.

Jeffrey P. Bonner, o executivo-chefe do zoo, explicou: “Buscamos um ponto de equilíbrio entre a experiência do público e a necessidades de conservação. Se você me perguntar por que tenho camelos, direi que precisamos de algo interessante para as pessoas verem nos fundos do zoo no inverno”.

À medida que os padrões de cuidados com os animais se elevam, e os zoos instalam ambientes maiores e de aparência mais natural, diminui o espaço para mais animais. Na década de 1970, o zoo de St. Louis tinha 36 espécies de primatas. Hoje tem apenas 13.

Os zoos passaram a entender que, para que os animais possam se reproduzir a longo prazo sem que ocorra a endogamia, é preciso manter “pools” genéticos muito maiores. Há 64 ursos polares vivendo cativos em zoos americanos -muito menos que 200, o número ótimo para manter a população por cem anos.

Assim, os zoos começaram a aumentar o número de indivíduos de algumas espécies em detrimento de outras. O zoo de St. Louis diz que hoje tem 400 animais a mais do que tinha em 2002, mas 65 espécies ou subespécies a menos.

Na década de 1990, enquanto aumentavam as pressões em favor da conservação, a Associação de Zoos e Aquários, responsável pelos zoológicos dos Estados Unidos, começou a reunir grupos de especialistas em zoos que analisavam famílias inteiras de espécies e aconselhavam quais delas deveriam ser priorizadas ou abandonadas. Os critérios incluíam a singularidade, o nível de risco de extinção, a importância do papel ecológico do animal e a existência de uma população em cativeiro que seja suficiente para a reprodução. A União Internacional para a Conservação da Natureza estima que quase um quarto dos mamíferos poderá se extinguir nas próximas três gerações. A situação é mais grave para os anfíbios e as Aves marinhas.

No zoo de St. Louis, alguns baldes de terra agora abrigam o “besouro sepultador”, que é conhecido por sepultar os corpos de pequenos animais.

No passado, esse besouro estava presente em 35 Estados. Mas, em 1989, quando o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA o classificou como em risco de extinção, só restava uma população dele, em Rhode Island. A pedido do governo, o zoo de St. Louis e um zoo de Rhode Island vêm criando o besouro e o devolvendo à natureza.

Bob Merz, o gerente de invertebrados no zoo de St. Louis, diz que o esforço valeu a pena porque o besouro talvez exerça um papel insubstituível na teia ecológica. Para ele, escolher espécies que merecem ser salvas é comparável a fazer apostas com a vida ou a morte. “É como olhar da janela de um avião e ver os rebites da asa”, explicou. “Provavelmente podemos perder alguns deles sem maiores problemas, mas não sabemos quantos -e não queremos realmente descobrir.”

Fonte: CFMV


28 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Quanto falta para o colapso?

Sistemas vivos passam por transições abruptas. A morte é a mais conhecida. Em um momento estamos vivos, no seguinte, mortos. Mas existem inúmeros exemplos de pontos de transição abruptos. Qual o momento em que a devastação de uma floresta a condena ao desaparecimento? Qual o número mínimo de baleias necessário para a sobrevivência da espécie? Determinar o ponto exato em que essas transições ocorrem e quão longe estamos delas é um problema ainda não resolvido.

Isso é difícil de fazer porque todos os sistemas vivos possuem mecanismos de autorregulação. Imagine que um animal coma cada vez menos; intuitivamente, sabemos que chega um momento em que ele morre. Mas determinar esse momento é difícil porque, à medida que ele come menos, ele também se movimenta menos, diminui seu metabolismo e passa a necessitar de menos alimento. Processos semelhantes tornam difícil prever o tamanho mínimo de uma população de baleias ou o abuso que uma floresta aguenta antes de desaparecer.

Por volta de 1980, foi proposta uma teoria que permite medir a distância entre o estado presente e o ponto de colapso de um sistema biológico. A ideia é que o tempo que um sistema vivo leva para se recuperar de um trauma aumenta à medida que o sistema se aproxima do ponto de colapso. Se você abre uma clareira em uma floresta virgem, ela se fecha rapidamente. À medida que a floresta se aproxima do ponto de colapso, a teoria prevê que o tempo necessário para a clareira fechar aumenta. Você tira o alimento de um animal. Se ele estiver saudável, ao ser alimentado, a recuperação é rápida. Mas, se ele estiver se aproximando do ponto de colapso, o tempo de recuperação aumenta. O mesmo princípio se aplicaria a uma população de baleias ou a um paciente na UTI.

Na prática. O problema é que essa teoria nunca havia sido testada. Agora, um grupo de cientistas demonstrou que ela funciona na prática.

O experimento foi feito com microalgas, e publicado na revista Nature com o título “Ecovery Rates Reflect Distance To a Tipping Point In a Living System”. Esses seres unicelulares necessitam de luz para fazer fotossíntese e produzir seu alimento, mas luz em excesso os mata. Para evitar o excesso de luz, eles crescem todos juntos – assim, um faz sombra para o outro. Regulando a distância entre eles (sua densidade no oceano), regula-se a quantidade de luz que recebem. Os cientistas colocaram essas algas em um recipiente de vidro em condições ideais: muitas algas por litro e uma quantidade de luz fixa.

Estabelecida a condição ótima, os cientistas adicionaram mais líquido ao recipiente, mantendo a mesma quantidade de luz incidente. Inicialmente, as algas, com menos vizinhos para diminuir a incidência de luz, diminuem sua taxa de crescimento, mas rapidamente se dividem de modo a otimizar novamente o sombreamento.

Os cientistas mediram o tempo que o sistema leva para se recuperar. Mas, antes que ele estivesse totalmente recuperado, adicionaram mais líquido, forçando as algas a se adaptar ao novo ambiente. As algas novamente se recuperaram. Ao longo de 30 dias, os cientistas foram aumentando o estresse e a cada vez as algas se recuperavam. Mas o tempo de recuperação foi ficando mais longo. Até um momento em que eles adicionaram um pouco mais de líquido e o sistema colapsou: todas as algas morreram. Haviam atingido o ponto de transição abrupta.

Após medir a velocidade de recuperação em função do estresse aplicado no sistema, os cientistas demonstraram que é possível prever quão distante o sistema está do colapso medindo seu tempo de recuperação. Estes resultados demonstram que a teoria proposta em 1980 é verdadeira.

Nos próximos anos, é provável que diversos grupos, usando diversos sistemas biológicos, tentem demonstrar que medir a variação do tempo de recuperação permite prever quão distante um sistema vivo está do colapso.

Se essa teoria for confirmada, teremos uma arma poderosa. Estudos de impacto ambiental finalmente terão um embasamento científico mais sólido e programas de recuperação ambiental poderão ter seus resultados medidos de forma objetiva.

Fonte: Mater Natura


16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Cortes no orçamento federal de 2012 atingem Ciência e Meio Ambiente

Ministérios perderam juntos o montante de R$ 1,68 bilhão.
Planejamento anunciou corte de R$ 55 bi no orçamento federal de 2012.

corte no orçamento federal anunciado nesta quarta-feira (15) pelo governo afetou os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o do Meio Ambiente (MMA), que perderam, respectivamente, 22% e 19% dos valores previstos originalmente na Lei Orçamentária Anual.

De acordo com informações do Ministério do Planejamento, a área de Ciência perdeu uma fatia de R$ 1,48 bilhão dos R$ 6,7 bilhões previstos.

O MMA perdeu R$ 197 milhões de R$ 1,01 bilhão previsto e, agora, tem para investimentos em 2012 o montante de R$ 815 milhões. No ano passado, o corte no ministério do Meio Ambiente foi de R$ 398 milhões (o equivalente a 37% do montante inicial).

A redução ocorre após decisão do governo de bloquear gastos de R$ 55 bilhões no Orçamento federal de 2012, valor superior ao contingenciamento inicial de R$ 50 bilhões anunciado no ano passado. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, alegou que o corte ajudará o governo a cumprir a meta cheia de superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda) de R$ 140 bilhões em 2012.

Perdas na ciência
Em 2011, o MCT também havia perdido investimentos devido ao contingenciamento. Do orçamento previsto no ano passado, de R$ 7,4 bilhões, a pasta perdeu R$ 1 bilhão e o valor caiu para R$ 6,4 bilhões. Em 2010, o valor destinado para investimentos em ciência no Brasil foi de R$ 7,8 bilhões.

Em entrevista concedida ao G1 no início de fevereiro, o ministro da Ciência, Marco Antônio Raupp, havia afirmado que as verbas destinadas MCTI poderiam ser reduzidas e, por isso, aguardava a decisão sobre o assunto para dar continuidade aos programas. Na época, Raupp alegou que a crise internacional poderia causar o contingenciamento.

Entre as decisões da pasta que dependem do orçamento está a candidatura do Brasil a membro do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), responsável pelo Grande Colisor de Hádrons (LHC).

Ainda este ano, o país teria que pagar uma cota anual para ser considerado membro do projeto — esse valor ainda precisa ser definido pelo Cern, mas há dois anos era de aproximadamente US$ 15 milhões ao ano.

Na época, Raupp afirmou que trabalhava em uma “engenharia financeira” para conseguir a aprovação do investimento necessário para a entrada no Cern e em outros projetos internacionais, como a construção do Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT, na sigla em inglês), no Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que fica no Chile.

Fonte: Eduardo Carvalho, G1, São Paulo


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Ciência para o Brasil

Artigo de Alaor Chaves publicado na Folha de São Paulo de ontem (25).

Os cientistas brasileiros têm demonstrado um singular atavismo pelas colaborações científicas internacionais. Isso tem sido um dos obstáculos para que nossa ciência atinja a maioridade e também se torne agente propulsor do desenvolvimento do País. O volume da nossa produção científica tem crescido rapidamente, mas a elevação da sua qualidade não tem tido o mesmo vigor.

Reconhecemos a necessidade de dar um salto de qualidade, mas temos sido lerdos na adoção das políticas indispensáveis para esse salto. Os países com sucesso em desenvolver uma ciência tardia (ex-URSS, Japão, Coreia, China) praticaram por longo tempo um alto grau de introversão científica.

Empenharam-se na construção de uma ciência autônoma, com olhos atentos aos interesses nacionais, e só depois de se tornarem competitivos se abriram para uma colaboração mais intensa com o exterior. Nós temos trilhado o caminho inverso. No Brasil, temos exemplos emblemáticos do sucesso de programas em ciência e tecnologia perseguidos de forma autônoma.

Após longo insucesso com práticas agrícolas importadas, o Brasil decidiu seguir seu próprio caminho, e para isso criou a Embrapa. Hoje, nossa técnica agropecuária é a que avança mais rapidamente em todo o mundo. No caso da produção de etanol de cana, nem tínhamos com quem colaborar; com isso, desenvolvemos para o setor uma tecnologia sem rival.

O Brasil tem colaborado em projetos internacionais para a “big science”, o que requer equipamento muito dispendioso. Até o momento, temos feito parcerias que dão aos nossos pesquisadores acesso a boa infraestrutura sem dispêndios muito elevados. Neste ano, o Ministério da Ciência e Tecnologia assinou acordos de colaboração com o consórcio europeu responsável pelo ESO (European Southern Observatory) e com o Cern, consórcio dono do maior acelerador de partículas no mundo, que mudam a escala de nossos gastos nesse tipo de colaborações.

Só como taxa de ingresso no ESO pagaremos 130 milhões de euros; ainda nesta década, seremos provavelmente o seu maior financiador. Pelo acordo com o Cern, nossa contribuição inicial será de US$ 15 milhões/ano. Mas, até 2020, talvez o Brasil também se torne o seu maior financiador Generosamente, subsidiaremos a ciência europeia.

Há anos temos discutido um ótimo projeto 100% brasileiro em “big science”, a expansão do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. Seu custo será de R$ 360 milhões. O empreendimento alavancará várias tecnologias importantes. Como os gastos serão realizados no Brasil, quase 40% deles retornarão ao Tesouro na forma de impostos.

A comunidade de usuários do Laboratório já é mais de dez vezes a dos potenciais usuários do ESO ou do Cern, e abrange biologia, química, física, ciência de materiais, nanociência e pesquisa industrial.

O impacto do Laboratório em nossa ciência e tecnologia será muito maior que o dos projetos aprovados. Mas o Ministério da Ciência e Tecnologia o considera muito caro. Nenhum país teve destaque na área com esse caminho.

Alaor Chaves, físico, é professor emérito da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Fonte: Jornal da Ciência


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Zoo tenta reintroduzir na natureza espécie quase extinta

O zoológico de Praga, na República Checa, organiza a reintrodução na natureza de cavalos de Przewalski (Equus ferus przewalskii), um dos animais mais ameaçados de extinção no planeta. Na verdade, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), a espécie chegou a ser considerada extinta na natureza, mas programas de reintrodução de espécimes que estavam em cativeiro salvaram o animal.

Nesta terça-feira (14), o zoo organizou o transporte de quatro cavalos selvagens da Mongólia (como a espécie também é conhecida) para o país que lhe dá nome. Os animais estavam em uma fazenda e foram levados em um avião militar para a província mongol de Khovd para que vivam no habitat natural da espécie.

Segundo a IUCN, a espécie desapareceu em 1969, quando acabou a última população conhecida, na China. Nos anos 90, esforços de reintrodução na natureza começaram na Mongólia, China, Cazaquistão e Ucrânia, mas apenas no primeiro país os programas deram resultado.

Ainda de acordo com a organização, acredita-se que existam 325 desses animais vivos na natureza, inclusive aqueles que já nasceram no habitat natural após os programas de reintrodução.

Funcionários do zoológico de Praga preparam um cavalo de Przewalski para transporte (Foto Reuters)

Funcionários do zoológico de Praga preparam um cavalo de Przewalski para transporte (Foto Reuters)

 Fonte: Portal Terra


17 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Suspeito fez veneno em casa, diz testemunha sobre morte de animais

Gatos, gambás e cachorros foram mortos em Ribeirão Preto (SP).
Suspeito de envenenar bichos é procurado pela polícia.

Uma testemunha ouvida pela polícia de Ribeirão Preto, a 313 km da capital paulista, nesta segunda-feira (16), afirmou que o responsável pelo envenenamento de animais na cidade fabricou o veneno dentro de casa. A polícia agora procura pelo suspeito.

A lista de animais mortos é grande: um cachorro, seis gambás e 41 gatos. Os últimos três foram encontrados na tarde deste domingo (15). A polícia suspeita que as mortes tenham ocorrido por veneno de rato, mais conhecido por chumbinho. O produto é proibido e pode ter sido misturado à ração ou em pedaços de carne que as pessoas deixam para os animais perto de um bosque.

Os gatos viviam por perto de uma das entradas do zoológico. Eram cerca de 70 animais. Quando os funcionários chegaram para trabalhar, não viram mais os gatos. Eles resolveram, então, vasculhar uma pequena mata nas imediações e, logo, começaram encontrar os corpos.

No  protesto que reuniu centenas de pessoas no último final de semana a presidente de uma ONG que luta pelos direitos dos animais,  Cláudia Garcia Vicente, alertou sobre a necessidade de programas de castração. “Tem que ter uma castração maciça dos animais da cidade e tem que ter vigilância nesse ponto para que pare o abandono”.

 Sobre a reclamação da presidente da ONG, a Prefeitura de Ribeirão Preto diz que vai fazer mutirões para castrar animais e que pretende intensificar a fiscalização na área próxima ao bosque.

A pena para esse tipo de crime é de um ano e três meses de prisão para cada animal morto.

Fonte: G1 de São Paulo