12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Câmeras filmam desenvolvimento e reprodução de papagaio ameaçado

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie. Foto: Divulgação

Conservacionistas instalaram câmeras em ninho de espécie ameaçada de papagaio para promover e investigar de perto a reprodução e o desenvolvimento dos indivíduos em ambiente natural.

O papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) é uma espécie da mata atlântica com 7.000 indivíduos e ameaçada de extinção que só ocorre no litoral sul de São Paulo, litoral do Paraná e litoral norte de Santa Catarina, principalmente em ilhas.

Devido à degradação ambiental, restaram na região poucas árvores velhas o suficiente para ter ocos naturais que possam hospedar uma ninhada do papagaio.

Após monitorar ninhos naturais desde 1998, a equipe do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, financiado pela ONG curitibana SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) instala ninhos artificiais feitos de madeira ou PVC para facilitar o monitoramento e a reprodução da espécie e suprir a falta de ocos. Hoje já são 100 ninhos artificiais e cerca de 83 estão ocupados. “O ninho é um fator determinante para a espécie se manter”, disse Elenise Sipiski, coordenadora do projeto.

Sipiski diz que eles dificilmente são saqueados por traficantes de animais silvestres, já que ficam em locais de difícil acesso e têm apoio local.

FILMAGENS

Por meio de pequenas câmeras, similares às de segurança que ficam em portarias de prédios, a equipe filma o interior e exterior de um dos ninhos 24 horas por dia no período reprodutivo do papagaio-de-cara-roxa.

Os vídeos são gravados direto em um HD de computador em um laboratório improvisado abaixo do ninho na floresta da Ilha Rasa, litoral do Paraná.

Em setembro, macho e fêmea fazem a corte; de outubro a dezembro são postos de 2 a 3 ovos que levam 30 dias para eclodir. Da postura até o primeiro voo são 3 meses.

Os vídeos já puderam constatar que, após a postura, os adultos se revezam no cuidado da prole e na obtenção de alimento. “No começo um dos pais fica no ninho direto e o outro traz alimento. Depois ambos revezam.”

Análises genéticas da população bem como identificação laboratorial de macho e fêmea estão sendo feitas conduzidas.

A equipe emprega alguns moradores locais e também realiza atividades de educação ambiental no Município de Guaraqueçaba (PR).

Click e veja o vídeo: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1230252-cameras-filmam-desenvolvimento-e-reproducao-de-papagaio-ameacado.shtml

 

Fonte: Folha.com


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas dos EUA tentam salvar população de ave ameaçada

Restam cerca de 100 mil exemplares de tordo-de-Bicknell no mundo.
Ação tentará recuperar população na República Dominicana.

Cientistas dos Estados Unidos e da República Dominicana uniram forças para proteger a população de tordos-de-Bicknell (Catharus bicknelli), espécie considerada vulnerável na natureza e que vive na América do Norte e Central.

Com uma população estimada em 100 mil aves, pesquisadores documentaram um declínio anual entre 7% e 19% em algumas regiões ao longo dos últimos 20 anos. A ave, que é encontrada principalmente no Caribe, tem sido afetada pela expansão da produção de carvão vegetal, agricultura de subsistência, extração de madeira e abertura de campos para pecuária.

Agora, uma iniciativa de organizações não governamentais e centros de pesquisa vai desenvolver planos de conservação em conjunto com comunidades locais para que moradores utilizem áreas de forma sustentável.

Esta ave tem um sistema de acasalamento incomum. Enquanto a maioria dos pássaros são monogâmicos e territoriais, as fêmea de Tordo-de-Bicknell se relacionam com vários machos, com filhotes que podem ser alimentados por até quatro espécimes diferentes de machos.

tordo (Foto: Mary Esch/AP)

Foto de 2006 mostra exemplar de tordo-de-Bicknell (Foto: Mary Esch/AP)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

RECANTO TALIESIN – Projeto de educação ambiental e preservação de fauna.

O Recanto Taliesin, abrigo para animais silvestres portadores de necessidades especiais,  irá lançar  em agosto o livro O Sabiá “Chama”, com objetivo de colaborar com a educação ambiental faunística.

Sinópise: 

O primeiro livro da Série Recanto Taliesin, O Sabiá “Chama”,  conta a história de um sabiá colocado na gaiola por um caçador negociante para atrair outros pássaros da mesma espécie.    Ao ouvir o seu canto,   outros sabiás se aproximam para defender seu território e acabam sendo aprisionados também.  Ao ser realizada uma apreensão policial por denúncia, inicia-se o desenrolar dessa história.  Ela mostra  a vida em liberdade e a vida em cativeiro dessas avezinhas, como também  as consequências para aqueles  que quebram a harmonia do meio ambiente.  Certamente, a emoção  tocará a consciência daqueles que o lerem.

 

 

Projeto de educação ambiental e preservação de fauna -  SÉRIE RECANTO TALIESIN

1-Edição de livros infanto-juvenil trazendo a história de animais abrigados no Recanto Taliesin onde eles mesmos contam sua trajetória pós-retirada da vida livre por meio de caça ou outros.

São eles, estes animais, os autores. Constando no exemplar seu registro emitido pelo órgão que o encaminhou ao Mantenedouro de fauna do Recanto Taliesin, foto e biografia.

A narrativa é construída de maneira a colocar o leitor na situação vivida pelo personagem. Trazendo informações sobre meio ambiente, vida natural, vida livre, aspectos gerais de como vivem as diversas espécies em seu habitat natural e quando necessário em sistema de abrigo permanente ao se tornar inapto à vida livre.

A biodiversidade é nosso foco principal usando a temática preservação de espécies ou ainda fauna silvestre brasileira.

 

2-Com o primeiro livro da Série, O Sabiá Chama em mãos, a ser lançado na Bienal em agosto pela editora Escortecci – estamos com a data de nosso evento reservada para o sábado, dia 11/08 onde contamos com a presença de pessoas ligadas ao meio ambiente, imprensa e o patrocinador a ser conquistado – nosso grupo trabalhará a distribuição gratuita de exemplares nas escolas locais iniciaremos um trabalho de palestras a respeito do assunto abordado no primeiro livro. As escolas municipais, rurais e menos privilegiadas terão prioridade.

 

3-Durante a palestra, estaremos anunciando o segundo livro da Série e convidando as escolas a elaborarem um trabalho de educação ambiental entre seus alunos. Esse trabalho consiste na criação de um desenho que esboce o tema a ser tratado no próximo livro. (contamos hoje com três histórias prontas e revisadas)

 

4-Realizaremos então junto à Promotoria do Meio ambiente, Policia Ambiental e o patrocinador um concurso do melhor desenho apresentado pelas escolas. Esse desenho será então a próxima capa do novo livro e o Ilustrador Mirim terá sua foto e biografia no exemplar.

 

Buscamos assim incentivar não somente a criatividade, mas também a conscientização. Pretendemos com o evento do concurso, utilizando a semana do meio ambiente de 2012, dar amplitude ao projeto e garantir sua continuidade.

 

A obra O Sabiá “Canta” pode ser comprada através do site:  www.asabeca.com.br


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Na Amazônia, câmeras na floresta ‘flagram’ 95 animais de 16 espécies

Armadilhas fotográficas captaram movimentação durante 25 dias.
Objetivo de projeto realizado no Amazonas é monitorar onças-pintadas.

Animais de diversas espécies foram “flagrados” com a ajuda de armadilhas fotográficas dentro da reserva ambiental Amanã, uma imensa área protegida no interior da Amazônia, localizada a 650 km de Manaus e que abrange três municípios do Amazonas.

Onças-pintadas, incluindo um filhote, antas, aves, tatus e até um veado pouco estudado foram registrados por 16 câmeras que pertencem ao projeto “Iauaretê”, que significa onça-pintada em um dos dialetos indígenas falados na Amazônia.

Ao todo foram 95 registros de 16 diferentes espécies feitos em apenas 25 dias (entre março e abril deste ano). Segundo Daniel Rocha, biólogo do Instituto Mamirauá e um dos responsáveis pelos equipamentos instalados ao redor do Lago Amanã, foi uma surpresa detectar uma grande biodiversidade naquela região.

“Talvez o fato da área ser protegida confirme uma elevada riqueza de espécies, mesmo aquelas consideradas ameaçadas de extinção”, disse Rocha ao Globo Natureza.
Segundo ele, dos 14 tipos diferentes de mamíferos que apareceram no monitoramento, cinco estão sob algum grau de ameaça e um deles é tão raro, que os cientistas não têm dados suficientes para explicar seu modo de vida, caso do veado-capoeira.

Os outros animais ameaçados ou vulneráveis na natureza captados pelas câmeras do projeto foram o tatu-canastra (Priodontes maximus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), anta (Tapirus terrestres), a queixada (Tayassu pecari ) e a onça-pintada (Panthera onca).

Objetivo é monitorar onças-pintadas na Amazônia
De acordo com Rocha, o principal objetivo do projeto “Iauaretê” é entender a dinâmica populacional das onças-pintadas na Amazônia, em áreas de terra firme. Segundo ele, ainda existem poucas informações sobre o modo de vida dessa espécie em terras amazônicas.

Porém, ameaças à sua população já são conhecidas. “Algumas delas são a redução do habitat [por desmatamento], a caça predatória, seja por retaliação à morte de gado, por medo de ataque a ribeirinhos ou para alimentação. Há ainda uma pressão sobre as espécies que fazem parte da alimentação da onça como o veado e os porcos do mato”, explica o biólogo.

O pesquisador afirma ainda que monitorar a população vai ajudar a traçar estratégias que contribuirão para reduzir pressões. A previsão é que o monitoramento das onças inicie ainda no segundo semestre.

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Fonte: Globo Natureza


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto ajuda a reaproveitar água em pequenas propriedades do RN

Reuso de água é cada vez mais importante, principalmente no semiárido.
Projeto Bioágua aproveita água usada em casa para irrigação de hortas.

A quantidade de água doce à disposição da população está diminuindo. Por isso, a importância de projetos de reuso de água é cada vez maior, principalmente em regiões como o semiárido brasileiro. NoRio Grande do Norte, uma experiência de sucesso, batizada de Bioágua, aproveita a água usada em casa para a irrigação de hortas.

No município de Olho D’água do Borges, perto da divisa com a Paraíba, a chuva é pouca e mal distribuída. No semiárido, a média de chuva é de 600 mm por ano, cerca de um terço do que chove em Natal, capital do Rio Grande do Norte, por exemplo.

Nos meses de inverno, quando os moradores esperam pela água, eles ainda podem ser surpreendidos pela estiagem. Foi exatamente isso que aconteceu este ano.

O agricultor Sebastião de Brito tem 60 cabeças de gado. Sem pasto nativo suficiente, ele tira do bolso para comprar ração e dar aos animais no cocho. Mesmo assim, não conseguiu manter a produção de leite. “Estou tirando 30 litros de leite, mas deveria estar tirando 50, 60 litros”, afirma.

Outra renda do agricultor vem dos animais vendidos para abate, mas com o gado magro, a venda fica mais difícil. “O animal é vendido por R$ 100, o quilo. Estando magro não tem quem queira. Tem que investir mais e isso diminui a renda”, explica Sebastião.

A casa de Sebastião vai receber o Bioágua, um sistema que aproveita a chamada água cinza – toda a água usada na casa, menos a do vaso sanitário – para irrigar hortaliças. A iniciativa é do Projeto Dom Helder Camara e está mudando a situação do semiárido.

Por enquanto, foram instalados apenas três Bioáguas. “Este projeto é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, com colaboração do Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura, que tem como finalidade o combate à pobreza e o desenvolvimento rural. A instalação do projeto custa em torno de R$ 3 mil. A nossa proposta é procurar órgãos patrocinadores”, explica o agrônomo Fábio Santiago, coordenador técnico do projeto Dom Helder Câmara.

O sistema do Bioágua
O sistema funciona da seguinte forma: a água sai da casa por um único cano e segue por gravidade até o filtro, construído ao lado, em um terreno mais baixo. Depois de passar pelo filtro, ela vai até um reservatório e, de lá, a água é bombeada para canteiros de hortaliças.

De acordo com a quantidade de água usada na casa, se define o número de filtros necessários. Feitos os buracos, são erguidas as paredes de cimento com a ajuda de formas de metal.

Cada filtro tem um metro e meio de diâmetro e um metro de profundidade. Para garantir uma boa filtragem, a estrutura é preenchida com várias camadas de diferentes materiais: 20 centímetros de seixos, dez de brita, dez de areia lavada, cinquenta de serragem, e dez de húmus, contendo um quilo de minhocas. Depois que estiver funcionando, o filtro precisa passar por manutenção a cada seis meses.

Abrir a cabeça dos moradores às novidades é a tarefa de Luiz Monteiro Neto, técnico agrícola da ONG Athos, encarregada de implantar o projeto na região. Luiz é também pastor da igreja evangélica, um líder muito ouvido na região. Mesmo assim, o povo quis ver para crer. “O convencimento veio com os resultados que foram surgindo”, conta.

Ao lado do Bioágua ficam os canteiros para as hortaliças. A água filtrada na casa de Sebastião vai ser suficiente para irrigar dois canteiros com 13 metros de comprimento por um metro de largura e manter cerca de seis árvores frutíferas.

Resultados de sucesso
Na primeira casa a receber o Bioágua, em 2009, moram sete pessoas e o consumo de água é muito grande. O agricultor Ulisses dos Santos, um dos moradores, sabe tudo sobre o projeto. “A gente achava que a água depois de usada, na teoria, não servia para mais nada. Então, ela era desperdiçada, jogada a céu aberto. Essa tecnologia que o projeto trouxe, mudou totalmente nosso pensamento. A gente aproveita de 800 a mil litros de água, que estavam sendo desperdiçados por dia”, relata.

Para garantir a eficiência do sistema, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido fez vários testes durante estes três anos. “Os riscos na reutilização envolvem uma possível contaminação dos trabalhadores, que manuseiam a horta, e dos consumidores. Pode ocorrer também a salinização, que deixa o solo menos produtivo. Após vários ajustes do sistema, a gente chegou a uma condição de produzir culturas que atendem os padrões de qualidade da Anvisa. Na condição atual, as verduras dessas hortas são seguras para o consumo”, garante a engenheira sanitarista Solange Dombroski.

Entre as adaptações a que a engenheira se refere estão o aumento no número de filtros, já que a grande quantidade de água em um único filtro matava as minhocas, e a mudança do sistema de irrigação de aspersão para o gotejamento, mais econômico e que também diminui o contato da água de reuso com as hortaliças e com os agricultores.

Garantir um pequeno oásis para os moradores do semi-árido é um projeto ambicioso. Ainda mais quando se espera atingir um milhão de famílias. Este é o objetivo do Projeto Dom Helder Camara. Depois de provar sua eficiência, resta agora, conseguir verba para realizar este sonho.

Click e acesse o projeto http://www.projetodomhelder.gov.br:8080/notitia/files/309.pdf

 

Fonte: Globo Natureza


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Nordeste terá 1ª indústria do Brasil de combustível feito com algas marinhas

Usina em Pernambuco vai produzir e vender biodiesel e bioetanol de algas.
Projeto tem investimento de R$ 19 milhões e reduz emissão de CO2.

O sistema de iluminação das Fazendas de Algas concentra a luz do sol e a transmite por fibras óticas até reatores fechados, onde as algas realizam a fotossíntese (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

O sistema de iluminação da fazenda de alga concentra a luz do sol e a transmite por fibras óticas até reatores fechados, onde as algas realizam a fotossíntese (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

O estado de Pernambuco, no Nordeste, deve receber a partir do último trimestre de 2013 a primeira planta industrial de biocombustível produzido com algas marinhas, que promete contribuir na redução do envio de CO2 à atmosfera.

O projeto, uma parceria entre o grupo brasileiro JB, produtor de etanol no Nordeste, e a empresa See Algae Technology (SAT), da Áustria, contará com investimento de 8 milhões de euros (R$ 19,8 milhões) para montar em Vitória de Santo Antão – a 53 km de Recife — uma fazenda vertical de algas geneticamente modificadas e que vão crescer com a ajuda do sol e de emissões de dióxido de carbono (CO2)

Segunda a empresa, é a primeira vez no mundo que este tipo de combustível será fabricado e comercializado. Atualmente, a tecnologia só é desenvolvida para fins científicos. Laboratórios dos Estados Unidos e até mesmo do Brasil já pesquisam a respeito.

No caso da usina pernambucana, o biocombustível será produzido com a ajuda do carbono proveniente da produção de etanol, evitando que o gás poluente seja liberado na atmosfera e reduzindo os efeitos da mudança climática.

De acordo com Rafael Bianchini, diretor da SAT no Brasil, a unidade terá capacidade de produzir 1,2 milhão de litros de biodiesel ou 2,2, milhões de litros de etanol ao ano a partir de um hectare de algas plantadas.

O produto resultante poderá substituir, por exemplo, o biodiesel de soja, dendê, palma ou outros itens que podem ser utilizados na indústria alimentícia aplicado no diesel — atualmente 5% do combustível é biodiesel.

“É uma reciclagem [do CO2 emitido] e transformação em combustível. Um hectare de algas consome 5 mil toneladas de dióxido de carbono ao ano. O CO2, que é o vilão do clima, passa a ser matéria-prima valorizada”, explica Bianchini.

Mas como funciona?
Em vez de criações de algas expostas, a SAT planeja instalar módulos fechados com até cinco metros de altura que vão receber por meio de fibra óptica a luz do sol (capturada por placas solares instaladas no teto da usina). Além disso, há a injeção de CO2 resultante do processo de fabricação do etanol de cana.

De acordo com Carlos Beltrão, diretor-presidente do grupo JB, a previsão é que projeto comece a funcionar a partir de 2014 e seja replicado para outra unidade, instalada em Linhares, no Espírito Santo. “Hoje nossa missão é tentar trabalhar e chegar ao carbono zero. Nós produzimos CO2 suficiente para multiplicar esse investimento em dez vezes”, disse Beltrão.

O biocombustível de algas ainda precisa ser aprovado e validado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Bioquímicos
Além dos combustíveis, outros produtos resultantes do processamento de algas marinhas geneticamente modificadas são os bioquímicos como o ácido graxo ômega 3, utilizados pela indústria alimentícia e de cosméticos

O ômega 3, que contribui para reduzir os níveis de colesterol no corpo humano e combate inflamações, é normalmente encontrado em óleos vegetais ou em peixes.

Com a extração desse ácido das algas processadas e comercialização com empresas brasileiras, Bianchini espera contribuir com a redução da pesca de espécies marinhas que já sofrem com o impacto das atividades predatórias. “Seria uma alternativa para reduzir a sobrepesca e também para não haver mais dependência somente do peixe”, disse.

Alga genéticamente modificada (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

Bioquímicos de algas geneticamente modificadas ajudam a reduzir as emissões de carbono para a atmosfera (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

Fonte: Globo Natureza


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto de santuário para baleias no Atlântico Sul é rejeitado em reunião

Proposta apoiada pelo Brasil precisava de 75% dos votos, mas teve 65%.
Intenção era criar área livre de exploração entre a América do Sul e África.

Baleia jubarte nada próximo ao litoral (Foto: Divulgação/ IBJ)

Baleia jubarte nada próximo ao litoral brasileiro. Intenção de santuário é proteger mamíferos aquáticos que vivem entre a América do Sul e a África (Foto: Divulgação/ IBJ)

A proposta de se criar um santuário para baleias no Atlântico Sul, entre a América do Sul e a África, foi rejeitada durante votação realizada nesta segunda-feira (2) pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), em reunião anual realizada no Panamá, de acordo com a agência de notícias France Presse.

Segundo Milko Schvartzman, responsável pela América Latina na área de oceanos na organização ambiental Greenpeace, a proposta de criação do santuário “havia acabado de ser votada e não foi aprovada”. Na plenária, 38 países se pronunciaram a favor e 21 governos foram contrários. O apoio favorável foi de 65%, mas a porcentagem necessária para criar a área de proteção era de 75%.

O assunto era um dos principais temas em debate no encontro, que termina nesta semana. O projeto de criar um santuário de proteção às baleias no Atlântico Sul é liderado pelo Brasil e pela Argentina desde 2000.

Além de assumir uma postura conservacionista – após ter permitido a caça em suas águas até 1985 -, o governo brasileiro percebeu que o turismo de observação é um negócio muito mais rentável e gerador de emprego do que a morte do animal.

Contribuição científica
De acordo com Vanessa Tossenberger, da organização ambiental Sociedade para a Conservação das Baleias e Golfinhos (WDCS, na sigla em inglês), os santuários “ajudam a desenvolver pesquisas científicas e a apoiar manejos sustentáveis, evitando danos à população marinha”.

Há mais de uma década existem impasses entre países que apoiam a exploração de baleias e governos conservacionistas. Conforme votação realizada nesta segunda, os conservacionistas até tiveram a maioria, mas não têm conseguido superar a barreira criada por Japão, Noruega, Islândia e Rússia, acusados, inclusive, de comprar votos de países neutros.

Na reunião do ano passado, o Japão liderou o bloco de nações que se recusaram a submeter o projeto à votação. Os delegados japoneses, seguidos pelos islandeses e por vários países africanos e caribenhos, abandonaram a sala de negociação quando o presidente propôs a votação da iniciativa.

 

Fonte: Globo Natureza com informações da France Presse


21 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Governo estuda criar estrutura para cuidar do desenvolvimento sustentável

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, indicou nesta sexta-feira (18) que o Brasil pode criar uma estrutura própria para cuidar do desenvolvimento sustentável.

A informação foi dada em entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty, no Rio, onde Teixeira participou do lançamento do relatório em português “Povos Resilientes, Planeta Resiliente”, da ONU.

Após defender a criação, no âmbito das Nações Unidas, de um conselho de desenvolvimento sustentável para integrar as questões sociais, econômicas e ambientais, a ministra foi questionada sobre por que o país não criava um ministério do desenvolvimento sustentável para unir esses pilares também em âmbito nacional.

“Porque isso [a criação de um ministério] talvez não seja a solução”, respondeu. “Mas ele [o governo brasileiro] pode tratar uma estrutura de governança do desenvolvimento sustentável brevemente. Tem uma outra novela chamada Avenida Brasil sustentável. Eu sugiro que vocês aguardem os próximos capítulos, mas tenho certeza que teremos boas notícias”, brincou a ministra, fazendo referência à novela “Avenida Brasil”, da Rede Globo.

Teixeira disse ainda que o governo vem promovendo uma série de encontros para definir uma agenda nacional para o período pós-Rio+20. A conferência sobre desenvolvimento sustentável da ONU ocorre no Rio de 13 a 22 de junho.

A ministra citou como exemplo o fortalecimento do projeto de escolas sustentáveis elaborado em conjunto com o Ministério da Educação, que incorpora o conceito de consumo e o desenvolvimento sustentáveis aos temas abordados em sala de aula.

A inclusão desses assuntos nos currículos de escolas primárias e secundárias é uma das sugestões do relatório da ONU lançado nesta sexta –ao todo, o documento traz 56 recomendações elaboradas por 22 especialistas para tornar o desenvolvimento sustentável uma realidade.

A ministra foi a representante brasileira nas discussões que deram origem ao relatório. O trabalho foi coordenado pelo secretário-executivo do Painel de Alto Nível do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Sustentabilidade Global, Janos Pasztor.

O relatório em português pode ser acessado:  http://www.onu.org.br/docs/gsp-integra.pdf

 

Fonte: Folha.com


14 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Ruralistas apresentam projeto para mudar novo Código Florestal aprovado no Congresso

Deputados ligados ao agronegócio, com o apoio de oito líderes partidários, protocolaram no dia 10/05, na Câmara dos Deputados, projeto de lei para modificar partes do novo Código Florestal Brasileiro, aprovado na Casa há pouco mais de duas semanas e que ainda aguarda decisão da presidente Dilma Rousseff sobre sanção ou veto.

A proposta visa a redefinir o tamanho das áreas de preservação permanente (APPs) às margens dos rios a serem recuperadas e está sendo apresentada agora, segundo os autores, por não terem conseguido fazer as modificações que queriam durante a tramitação do novo código.

 

Pelo projeto, os proprietários de imóveis rurais que tenham áreas consolidadas em APPs ao longo de cursos d’água naturais e permanentes deverão promover a recuperação, seguindo o que determina o Programa de Regularização Ambiental de cada estado e de acordo com o tamanho dos rios.

 

O projeto aprovado pelo Congresso Nacional, que está sob análise da presidente Dilma Rousseff para sanção ou veto, estabeleceu uma faixa de 15 metros de recomposição da vegetação desmatada às margens de rios de até 10 metros de largura. Pela proposta apresentada nesta quinta-feira pelos ruralistas, a área de recuperação obrigatória será 5 metros nas margens dos rios com 5 metros de largura. Já para os cursos d’água entre 5 e 10 metros, a faixa a ser recomposta será de, no máximo, 7,5 metros.

 

Nos rios com largura entre 10 e 30 metros, o proprietário será obrigado a recompor a APP em, no máximo, 10 metros. Já para os rios maiores, com largura acima de 30 metros, a faixa de recomposição deverá ser de, no mínimo, 15 metros, não podendo superar 100 metros.

 

“Por questões regimentais, não pudemos fazer modificações no código, aqui na Casa. Agora, estamos fazendo essas alterações que queríamos ter feito para corrigir o Artigo 62, que havia ficado meio capenga”, explicou o deputado Moreira Mendes (PSD-RO), presidente da Frente Parlamenta da Agropecuária. “Essa proposta vem corrigir algumas imperfeições que ficaram no código”, acrescentou o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).

 

Segundo Alves, a proposta já conta com o apoio de 306 deputados. Ao mesmo tempo em que apresentaram o projeto de lei, os deputados ruralistas protocolaram requerimento de urgência para a matéria. Com isso, Moreira Mendes acredita que a proposta será levada ao plenário já na semana que vem.

 

O projeto prevê ainda que só poderá ser exigida a recuperação de nascentes nas APPs depois de avaliação do órgão ambiental local. A proposta também regulamenta a atividade de irrigação que, segundo Moreira Mendes, não havia sido abordada no código. Outra novidade é a possibilidade de o governo federal ter que indenizar o proprietário de imóveis rurais de até quatro módulos fiscais quando houver necessidade de recuperar áreas de preservação.

Fonte: Agência Brasil


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Espécie de arara pode entrar em extinção na Caatinga, diz estudo

População da arara-maracanã-verdadeira reduziu devido ao desmate e caça.
Criação de plano para conservar animais pode ser solução, afirma estudo.

Um alerta que vem da Caatinga, bioma brasileiro que abrange todos os estados do Nordeste e parte de Minas Gerais: a arara-maracanã-verdadeira (Ara maracana) pode entrar em extinção na região devido ao desmatamento e ao comércio ilegal de animais.

A espécie, que já é classificada como vulnerável na natureza pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), sofre com o avanço da devastação da vegetação e com a caça predatória, que foca principalmente nos filhotes de aves, vendidos em feiras clandestinamente.

Esse é o resultado de um estudo feito entre 2009 e 2011, liderado pelo pesquisador Mauro Pichorim, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A redução da vegetação, principalmente da quantidade de mulungus, árvore típica do bioma, afetaria a reprodução da espécie.

“A reprodução dessas aves é feita dentro do tronco oco do mulungu. Entretanto, essa vegetação tem sido derrubada devido ao aumento da atividade pecuária”, disse o professor da UFRN.

Dados divulgados no ano passado pelo ministério do Meio Ambiente mostram que a Caatinga já perdeu quase 46% de sua vegetação original. Mais de 376 mil km² foram destruídos, de uma área original de 826.411 km².

Distribuição pelo país
De acordo com Pichorim, essa espécie, que pertence à família dos papagaios, era possível ser encontrada em quase todos os estados brasileiros. Mas desde a década de 1970, de acordo com o estudo, não há notícias de exemplares da arara-maracanã-verdadeira no Sul e foi constatada a redução de animais no Sudeste.

Já no Nordeste, restariam aproximadamente 500 indivíduos, sendo que cerca de 50 estariam na região da Serra de Santana (RN). O levantamento foi feito pela equipe da UFRN, com apoio da Fundação Boticário,

Plano de conservação
O trabalho sugere a criação de um plano de conservação que contaria com ações de fiscalização na região para combater o comércio ilegal e o desmate nas áreas consideradas importantes para a espécie.

“A proposta inicial abrangeria a região da Serra de Santana. Queremos focar nesta área e depois expandir para o restante do bioma”, disse o professor.

O projeto do plano, segundo ele, já foi entregue para a superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) do RN e será apresentada também ao ministério do Meio Ambiente.

Exemplar de arara-maracanã-verdadeira. Espécie pode desaparecer da Caatinga devido ao desmatamento e à caça. (Foto: Divulgação)

Exemplar de arara-maracanã-verdadeira. Espécie pode desaparecer da Caatinga devido ao desmatamento e à caça. (Foto: Divulgação)

À esquerda, visão da Caatinga, bioma que abrange todo o Nordeste e parte de Minas Gerais. À direita, árvore mulungu, onde a arara-maracanã utilizada para reprodução. (Foto: Divulgação)

À esquerda, visão da Caatinga, bioma que abrange todo o Nordeste e parte de Minas Gerais. À direita, árvore mulungu, onde a arara-maracanã utilizada para reprodução. (Foto: Divulgação)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


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12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Câmeras filmam desenvolvimento e reprodução de papagaio ameaçado

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie

Papagaio-de-cara-roxa é observado por biólogos do projeto de conservação da espécie. Foto: Divulgação

Conservacionistas instalaram câmeras em ninho de espécie ameaçada de papagaio para promover e investigar de perto a reprodução e o desenvolvimento dos indivíduos em ambiente natural.

O papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) é uma espécie da mata atlântica com 7.000 indivíduos e ameaçada de extinção que só ocorre no litoral sul de São Paulo, litoral do Paraná e litoral norte de Santa Catarina, principalmente em ilhas.

Devido à degradação ambiental, restaram na região poucas árvores velhas o suficiente para ter ocos naturais que possam hospedar uma ninhada do papagaio.

Após monitorar ninhos naturais desde 1998, a equipe do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, financiado pela ONG curitibana SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) instala ninhos artificiais feitos de madeira ou PVC para facilitar o monitoramento e a reprodução da espécie e suprir a falta de ocos. Hoje já são 100 ninhos artificiais e cerca de 83 estão ocupados. “O ninho é um fator determinante para a espécie se manter”, disse Elenise Sipiski, coordenadora do projeto.

Sipiski diz que eles dificilmente são saqueados por traficantes de animais silvestres, já que ficam em locais de difícil acesso e têm apoio local.

FILMAGENS

Por meio de pequenas câmeras, similares às de segurança que ficam em portarias de prédios, a equipe filma o interior e exterior de um dos ninhos 24 horas por dia no período reprodutivo do papagaio-de-cara-roxa.

Os vídeos são gravados direto em um HD de computador em um laboratório improvisado abaixo do ninho na floresta da Ilha Rasa, litoral do Paraná.

Em setembro, macho e fêmea fazem a corte; de outubro a dezembro são postos de 2 a 3 ovos que levam 30 dias para eclodir. Da postura até o primeiro voo são 3 meses.

Os vídeos já puderam constatar que, após a postura, os adultos se revezam no cuidado da prole e na obtenção de alimento. “No começo um dos pais fica no ninho direto e o outro traz alimento. Depois ambos revezam.”

Análises genéticas da população bem como identificação laboratorial de macho e fêmea estão sendo feitas conduzidas.

A equipe emprega alguns moradores locais e também realiza atividades de educação ambiental no Município de Guaraqueçaba (PR).

Click e veja o vídeo: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1230252-cameras-filmam-desenvolvimento-e-reproducao-de-papagaio-ameacado.shtml

 

Fonte: Folha.com


8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas dos EUA tentam salvar população de ave ameaçada

Restam cerca de 100 mil exemplares de tordo-de-Bicknell no mundo.
Ação tentará recuperar população na República Dominicana.

Cientistas dos Estados Unidos e da República Dominicana uniram forças para proteger a população de tordos-de-Bicknell (Catharus bicknelli), espécie considerada vulnerável na natureza e que vive na América do Norte e Central.

Com uma população estimada em 100 mil aves, pesquisadores documentaram um declínio anual entre 7% e 19% em algumas regiões ao longo dos últimos 20 anos. A ave, que é encontrada principalmente no Caribe, tem sido afetada pela expansão da produção de carvão vegetal, agricultura de subsistência, extração de madeira e abertura de campos para pecuária.

Agora, uma iniciativa de organizações não governamentais e centros de pesquisa vai desenvolver planos de conservação em conjunto com comunidades locais para que moradores utilizem áreas de forma sustentável.

Esta ave tem um sistema de acasalamento incomum. Enquanto a maioria dos pássaros são monogâmicos e territoriais, as fêmea de Tordo-de-Bicknell se relacionam com vários machos, com filhotes que podem ser alimentados por até quatro espécimes diferentes de machos.

tordo (Foto: Mary Esch/AP)

Foto de 2006 mostra exemplar de tordo-de-Bicknell (Foto: Mary Esch/AP)

Fonte: Globo Natureza


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

RECANTO TALIESIN – Projeto de educação ambiental e preservação de fauna.

O Recanto Taliesin, abrigo para animais silvestres portadores de necessidades especiais,  irá lançar  em agosto o livro O Sabiá “Chama”, com objetivo de colaborar com a educação ambiental faunística.

Sinópise: 

O primeiro livro da Série Recanto Taliesin, O Sabiá “Chama”,  conta a história de um sabiá colocado na gaiola por um caçador negociante para atrair outros pássaros da mesma espécie.    Ao ouvir o seu canto,   outros sabiás se aproximam para defender seu território e acabam sendo aprisionados também.  Ao ser realizada uma apreensão policial por denúncia, inicia-se o desenrolar dessa história.  Ela mostra  a vida em liberdade e a vida em cativeiro dessas avezinhas, como também  as consequências para aqueles  que quebram a harmonia do meio ambiente.  Certamente, a emoção  tocará a consciência daqueles que o lerem.

 

 

Projeto de educação ambiental e preservação de fauna -  SÉRIE RECANTO TALIESIN

1-Edição de livros infanto-juvenil trazendo a história de animais abrigados no Recanto Taliesin onde eles mesmos contam sua trajetória pós-retirada da vida livre por meio de caça ou outros.

São eles, estes animais, os autores. Constando no exemplar seu registro emitido pelo órgão que o encaminhou ao Mantenedouro de fauna do Recanto Taliesin, foto e biografia.

A narrativa é construída de maneira a colocar o leitor na situação vivida pelo personagem. Trazendo informações sobre meio ambiente, vida natural, vida livre, aspectos gerais de como vivem as diversas espécies em seu habitat natural e quando necessário em sistema de abrigo permanente ao se tornar inapto à vida livre.

A biodiversidade é nosso foco principal usando a temática preservação de espécies ou ainda fauna silvestre brasileira.

 

2-Com o primeiro livro da Série, O Sabiá Chama em mãos, a ser lançado na Bienal em agosto pela editora Escortecci – estamos com a data de nosso evento reservada para o sábado, dia 11/08 onde contamos com a presença de pessoas ligadas ao meio ambiente, imprensa e o patrocinador a ser conquistado – nosso grupo trabalhará a distribuição gratuita de exemplares nas escolas locais iniciaremos um trabalho de palestras a respeito do assunto abordado no primeiro livro. As escolas municipais, rurais e menos privilegiadas terão prioridade.

 

3-Durante a palestra, estaremos anunciando o segundo livro da Série e convidando as escolas a elaborarem um trabalho de educação ambiental entre seus alunos. Esse trabalho consiste na criação de um desenho que esboce o tema a ser tratado no próximo livro. (contamos hoje com três histórias prontas e revisadas)

 

4-Realizaremos então junto à Promotoria do Meio ambiente, Policia Ambiental e o patrocinador um concurso do melhor desenho apresentado pelas escolas. Esse desenho será então a próxima capa do novo livro e o Ilustrador Mirim terá sua foto e biografia no exemplar.

 

Buscamos assim incentivar não somente a criatividade, mas também a conscientização. Pretendemos com o evento do concurso, utilizando a semana do meio ambiente de 2012, dar amplitude ao projeto e garantir sua continuidade.

 

A obra O Sabiá “Canta” pode ser comprada através do site:  www.asabeca.com.br


18 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Na Amazônia, câmeras na floresta ‘flagram’ 95 animais de 16 espécies

Armadilhas fotográficas captaram movimentação durante 25 dias.
Objetivo de projeto realizado no Amazonas é monitorar onças-pintadas.

Animais de diversas espécies foram “flagrados” com a ajuda de armadilhas fotográficas dentro da reserva ambiental Amanã, uma imensa área protegida no interior da Amazônia, localizada a 650 km de Manaus e que abrange três municípios do Amazonas.

Onças-pintadas, incluindo um filhote, antas, aves, tatus e até um veado pouco estudado foram registrados por 16 câmeras que pertencem ao projeto “Iauaretê”, que significa onça-pintada em um dos dialetos indígenas falados na Amazônia.

Ao todo foram 95 registros de 16 diferentes espécies feitos em apenas 25 dias (entre março e abril deste ano). Segundo Daniel Rocha, biólogo do Instituto Mamirauá e um dos responsáveis pelos equipamentos instalados ao redor do Lago Amanã, foi uma surpresa detectar uma grande biodiversidade naquela região.

“Talvez o fato da área ser protegida confirme uma elevada riqueza de espécies, mesmo aquelas consideradas ameaçadas de extinção”, disse Rocha ao Globo Natureza.
Segundo ele, dos 14 tipos diferentes de mamíferos que apareceram no monitoramento, cinco estão sob algum grau de ameaça e um deles é tão raro, que os cientistas não têm dados suficientes para explicar seu modo de vida, caso do veado-capoeira.

Os outros animais ameaçados ou vulneráveis na natureza captados pelas câmeras do projeto foram o tatu-canastra (Priodontes maximus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), anta (Tapirus terrestres), a queixada (Tayassu pecari ) e a onça-pintada (Panthera onca).

Objetivo é monitorar onças-pintadas na Amazônia
De acordo com Rocha, o principal objetivo do projeto “Iauaretê” é entender a dinâmica populacional das onças-pintadas na Amazônia, em áreas de terra firme. Segundo ele, ainda existem poucas informações sobre o modo de vida dessa espécie em terras amazônicas.

Porém, ameaças à sua população já são conhecidas. “Algumas delas são a redução do habitat [por desmatamento], a caça predatória, seja por retaliação à morte de gado, por medo de ataque a ribeirinhos ou para alimentação. Há ainda uma pressão sobre as espécies que fazem parte da alimentação da onça como o veado e os porcos do mato”, explica o biólogo.

O pesquisador afirma ainda que monitorar a população vai ajudar a traçar estratégias que contribuirão para reduzir pressões. A previsão é que o monitoramento das onças inicie ainda no segundo semestre.

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Filhote de onça-pintada percebe a câmera no meio da floresta e coloca a pata na lente do equipamento. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Veado-capoeira, espécie ainda pouco pesquisada e que vive na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Exemplar de jaguatirica passeia no meio da reserva Amanã, área protegida na Amazônia. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Espécime de tamanduá-bandeira captada por câmera fotográfica implantada na floresta. (Foto: Divulgação/Projeto Iauaretê/Instituto Mamirauá)

Fonte: Globo Natureza


16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto ajuda a reaproveitar água em pequenas propriedades do RN

Reuso de água é cada vez mais importante, principalmente no semiárido.
Projeto Bioágua aproveita água usada em casa para irrigação de hortas.

A quantidade de água doce à disposição da população está diminuindo. Por isso, a importância de projetos de reuso de água é cada vez maior, principalmente em regiões como o semiárido brasileiro. NoRio Grande do Norte, uma experiência de sucesso, batizada de Bioágua, aproveita a água usada em casa para a irrigação de hortas.

No município de Olho D’água do Borges, perto da divisa com a Paraíba, a chuva é pouca e mal distribuída. No semiárido, a média de chuva é de 600 mm por ano, cerca de um terço do que chove em Natal, capital do Rio Grande do Norte, por exemplo.

Nos meses de inverno, quando os moradores esperam pela água, eles ainda podem ser surpreendidos pela estiagem. Foi exatamente isso que aconteceu este ano.

O agricultor Sebastião de Brito tem 60 cabeças de gado. Sem pasto nativo suficiente, ele tira do bolso para comprar ração e dar aos animais no cocho. Mesmo assim, não conseguiu manter a produção de leite. “Estou tirando 30 litros de leite, mas deveria estar tirando 50, 60 litros”, afirma.

Outra renda do agricultor vem dos animais vendidos para abate, mas com o gado magro, a venda fica mais difícil. “O animal é vendido por R$ 100, o quilo. Estando magro não tem quem queira. Tem que investir mais e isso diminui a renda”, explica Sebastião.

A casa de Sebastião vai receber o Bioágua, um sistema que aproveita a chamada água cinza – toda a água usada na casa, menos a do vaso sanitário – para irrigar hortaliças. A iniciativa é do Projeto Dom Helder Camara e está mudando a situação do semiárido.

Por enquanto, foram instalados apenas três Bioáguas. “Este projeto é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, com colaboração do Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura, que tem como finalidade o combate à pobreza e o desenvolvimento rural. A instalação do projeto custa em torno de R$ 3 mil. A nossa proposta é procurar órgãos patrocinadores”, explica o agrônomo Fábio Santiago, coordenador técnico do projeto Dom Helder Câmara.

O sistema do Bioágua
O sistema funciona da seguinte forma: a água sai da casa por um único cano e segue por gravidade até o filtro, construído ao lado, em um terreno mais baixo. Depois de passar pelo filtro, ela vai até um reservatório e, de lá, a água é bombeada para canteiros de hortaliças.

De acordo com a quantidade de água usada na casa, se define o número de filtros necessários. Feitos os buracos, são erguidas as paredes de cimento com a ajuda de formas de metal.

Cada filtro tem um metro e meio de diâmetro e um metro de profundidade. Para garantir uma boa filtragem, a estrutura é preenchida com várias camadas de diferentes materiais: 20 centímetros de seixos, dez de brita, dez de areia lavada, cinquenta de serragem, e dez de húmus, contendo um quilo de minhocas. Depois que estiver funcionando, o filtro precisa passar por manutenção a cada seis meses.

Abrir a cabeça dos moradores às novidades é a tarefa de Luiz Monteiro Neto, técnico agrícola da ONG Athos, encarregada de implantar o projeto na região. Luiz é também pastor da igreja evangélica, um líder muito ouvido na região. Mesmo assim, o povo quis ver para crer. “O convencimento veio com os resultados que foram surgindo”, conta.

Ao lado do Bioágua ficam os canteiros para as hortaliças. A água filtrada na casa de Sebastião vai ser suficiente para irrigar dois canteiros com 13 metros de comprimento por um metro de largura e manter cerca de seis árvores frutíferas.

Resultados de sucesso
Na primeira casa a receber o Bioágua, em 2009, moram sete pessoas e o consumo de água é muito grande. O agricultor Ulisses dos Santos, um dos moradores, sabe tudo sobre o projeto. “A gente achava que a água depois de usada, na teoria, não servia para mais nada. Então, ela era desperdiçada, jogada a céu aberto. Essa tecnologia que o projeto trouxe, mudou totalmente nosso pensamento. A gente aproveita de 800 a mil litros de água, que estavam sendo desperdiçados por dia”, relata.

Para garantir a eficiência do sistema, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido fez vários testes durante estes três anos. “Os riscos na reutilização envolvem uma possível contaminação dos trabalhadores, que manuseiam a horta, e dos consumidores. Pode ocorrer também a salinização, que deixa o solo menos produtivo. Após vários ajustes do sistema, a gente chegou a uma condição de produzir culturas que atendem os padrões de qualidade da Anvisa. Na condição atual, as verduras dessas hortas são seguras para o consumo”, garante a engenheira sanitarista Solange Dombroski.

Entre as adaptações a que a engenheira se refere estão o aumento no número de filtros, já que a grande quantidade de água em um único filtro matava as minhocas, e a mudança do sistema de irrigação de aspersão para o gotejamento, mais econômico e que também diminui o contato da água de reuso com as hortaliças e com os agricultores.

Garantir um pequeno oásis para os moradores do semi-árido é um projeto ambicioso. Ainda mais quando se espera atingir um milhão de famílias. Este é o objetivo do Projeto Dom Helder Camara. Depois de provar sua eficiência, resta agora, conseguir verba para realizar este sonho.

Click e acesse o projeto http://www.projetodomhelder.gov.br:8080/notitia/files/309.pdf

 

Fonte: Globo Natureza


9 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Nordeste terá 1ª indústria do Brasil de combustível feito com algas marinhas

Usina em Pernambuco vai produzir e vender biodiesel e bioetanol de algas.
Projeto tem investimento de R$ 19 milhões e reduz emissão de CO2.

O sistema de iluminação das Fazendas de Algas concentra a luz do sol e a transmite por fibras óticas até reatores fechados, onde as algas realizam a fotossíntese (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

O sistema de iluminação da fazenda de alga concentra a luz do sol e a transmite por fibras óticas até reatores fechados, onde as algas realizam a fotossíntese (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

O estado de Pernambuco, no Nordeste, deve receber a partir do último trimestre de 2013 a primeira planta industrial de biocombustível produzido com algas marinhas, que promete contribuir na redução do envio de CO2 à atmosfera.

O projeto, uma parceria entre o grupo brasileiro JB, produtor de etanol no Nordeste, e a empresa See Algae Technology (SAT), da Áustria, contará com investimento de 8 milhões de euros (R$ 19,8 milhões) para montar em Vitória de Santo Antão – a 53 km de Recife — uma fazenda vertical de algas geneticamente modificadas e que vão crescer com a ajuda do sol e de emissões de dióxido de carbono (CO2)

Segunda a empresa, é a primeira vez no mundo que este tipo de combustível será fabricado e comercializado. Atualmente, a tecnologia só é desenvolvida para fins científicos. Laboratórios dos Estados Unidos e até mesmo do Brasil já pesquisam a respeito.

No caso da usina pernambucana, o biocombustível será produzido com a ajuda do carbono proveniente da produção de etanol, evitando que o gás poluente seja liberado na atmosfera e reduzindo os efeitos da mudança climática.

De acordo com Rafael Bianchini, diretor da SAT no Brasil, a unidade terá capacidade de produzir 1,2 milhão de litros de biodiesel ou 2,2, milhões de litros de etanol ao ano a partir de um hectare de algas plantadas.

O produto resultante poderá substituir, por exemplo, o biodiesel de soja, dendê, palma ou outros itens que podem ser utilizados na indústria alimentícia aplicado no diesel — atualmente 5% do combustível é biodiesel.

“É uma reciclagem [do CO2 emitido] e transformação em combustível. Um hectare de algas consome 5 mil toneladas de dióxido de carbono ao ano. O CO2, que é o vilão do clima, passa a ser matéria-prima valorizada”, explica Bianchini.

Mas como funciona?
Em vez de criações de algas expostas, a SAT planeja instalar módulos fechados com até cinco metros de altura que vão receber por meio de fibra óptica a luz do sol (capturada por placas solares instaladas no teto da usina). Além disso, há a injeção de CO2 resultante do processo de fabricação do etanol de cana.

De acordo com Carlos Beltrão, diretor-presidente do grupo JB, a previsão é que projeto comece a funcionar a partir de 2014 e seja replicado para outra unidade, instalada em Linhares, no Espírito Santo. “Hoje nossa missão é tentar trabalhar e chegar ao carbono zero. Nós produzimos CO2 suficiente para multiplicar esse investimento em dez vezes”, disse Beltrão.

O biocombustível de algas ainda precisa ser aprovado e validado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Bioquímicos
Além dos combustíveis, outros produtos resultantes do processamento de algas marinhas geneticamente modificadas são os bioquímicos como o ácido graxo ômega 3, utilizados pela indústria alimentícia e de cosméticos

O ômega 3, que contribui para reduzir os níveis de colesterol no corpo humano e combate inflamações, é normalmente encontrado em óleos vegetais ou em peixes.

Com a extração desse ácido das algas processadas e comercialização com empresas brasileiras, Bianchini espera contribuir com a redução da pesca de espécies marinhas que já sofrem com o impacto das atividades predatórias. “Seria uma alternativa para reduzir a sobrepesca e também para não haver mais dependência somente do peixe”, disse.

Alga genéticamente modificada (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

Bioquímicos de algas geneticamente modificadas ajudam a reduzir as emissões de carbono para a atmosfera (Foto: Divulgação/See Algae Technology)

Fonte: Globo Natureza


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto de santuário para baleias no Atlântico Sul é rejeitado em reunião

Proposta apoiada pelo Brasil precisava de 75% dos votos, mas teve 65%.
Intenção era criar área livre de exploração entre a América do Sul e África.

Baleia jubarte nada próximo ao litoral (Foto: Divulgação/ IBJ)

Baleia jubarte nada próximo ao litoral brasileiro. Intenção de santuário é proteger mamíferos aquáticos que vivem entre a América do Sul e a África (Foto: Divulgação/ IBJ)

A proposta de se criar um santuário para baleias no Atlântico Sul, entre a América do Sul e a África, foi rejeitada durante votação realizada nesta segunda-feira (2) pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), em reunião anual realizada no Panamá, de acordo com a agência de notícias France Presse.

Segundo Milko Schvartzman, responsável pela América Latina na área de oceanos na organização ambiental Greenpeace, a proposta de criação do santuário “havia acabado de ser votada e não foi aprovada”. Na plenária, 38 países se pronunciaram a favor e 21 governos foram contrários. O apoio favorável foi de 65%, mas a porcentagem necessária para criar a área de proteção era de 75%.

O assunto era um dos principais temas em debate no encontro, que termina nesta semana. O projeto de criar um santuário de proteção às baleias no Atlântico Sul é liderado pelo Brasil e pela Argentina desde 2000.

Além de assumir uma postura conservacionista – após ter permitido a caça em suas águas até 1985 -, o governo brasileiro percebeu que o turismo de observação é um negócio muito mais rentável e gerador de emprego do que a morte do animal.

Contribuição científica
De acordo com Vanessa Tossenberger, da organização ambiental Sociedade para a Conservação das Baleias e Golfinhos (WDCS, na sigla em inglês), os santuários “ajudam a desenvolver pesquisas científicas e a apoiar manejos sustentáveis, evitando danos à população marinha”.

Há mais de uma década existem impasses entre países que apoiam a exploração de baleias e governos conservacionistas. Conforme votação realizada nesta segunda, os conservacionistas até tiveram a maioria, mas não têm conseguido superar a barreira criada por Japão, Noruega, Islândia e Rússia, acusados, inclusive, de comprar votos de países neutros.

Na reunião do ano passado, o Japão liderou o bloco de nações que se recusaram a submeter o projeto à votação. Os delegados japoneses, seguidos pelos islandeses e por vários países africanos e caribenhos, abandonaram a sala de negociação quando o presidente propôs a votação da iniciativa.

 

Fonte: Globo Natureza com informações da France Presse


21 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Governo estuda criar estrutura para cuidar do desenvolvimento sustentável

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, indicou nesta sexta-feira (18) que o Brasil pode criar uma estrutura própria para cuidar do desenvolvimento sustentável.

A informação foi dada em entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty, no Rio, onde Teixeira participou do lançamento do relatório em português “Povos Resilientes, Planeta Resiliente”, da ONU.

Após defender a criação, no âmbito das Nações Unidas, de um conselho de desenvolvimento sustentável para integrar as questões sociais, econômicas e ambientais, a ministra foi questionada sobre por que o país não criava um ministério do desenvolvimento sustentável para unir esses pilares também em âmbito nacional.

“Porque isso [a criação de um ministério] talvez não seja a solução”, respondeu. “Mas ele [o governo brasileiro] pode tratar uma estrutura de governança do desenvolvimento sustentável brevemente. Tem uma outra novela chamada Avenida Brasil sustentável. Eu sugiro que vocês aguardem os próximos capítulos, mas tenho certeza que teremos boas notícias”, brincou a ministra, fazendo referência à novela “Avenida Brasil”, da Rede Globo.

Teixeira disse ainda que o governo vem promovendo uma série de encontros para definir uma agenda nacional para o período pós-Rio+20. A conferência sobre desenvolvimento sustentável da ONU ocorre no Rio de 13 a 22 de junho.

A ministra citou como exemplo o fortalecimento do projeto de escolas sustentáveis elaborado em conjunto com o Ministério da Educação, que incorpora o conceito de consumo e o desenvolvimento sustentáveis aos temas abordados em sala de aula.

A inclusão desses assuntos nos currículos de escolas primárias e secundárias é uma das sugestões do relatório da ONU lançado nesta sexta –ao todo, o documento traz 56 recomendações elaboradas por 22 especialistas para tornar o desenvolvimento sustentável uma realidade.

A ministra foi a representante brasileira nas discussões que deram origem ao relatório. O trabalho foi coordenado pelo secretário-executivo do Painel de Alto Nível do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Sustentabilidade Global, Janos Pasztor.

O relatório em português pode ser acessado:  http://www.onu.org.br/docs/gsp-integra.pdf

 

Fonte: Folha.com


14 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Ruralistas apresentam projeto para mudar novo Código Florestal aprovado no Congresso

Deputados ligados ao agronegócio, com o apoio de oito líderes partidários, protocolaram no dia 10/05, na Câmara dos Deputados, projeto de lei para modificar partes do novo Código Florestal Brasileiro, aprovado na Casa há pouco mais de duas semanas e que ainda aguarda decisão da presidente Dilma Rousseff sobre sanção ou veto.

A proposta visa a redefinir o tamanho das áreas de preservação permanente (APPs) às margens dos rios a serem recuperadas e está sendo apresentada agora, segundo os autores, por não terem conseguido fazer as modificações que queriam durante a tramitação do novo código.

 

Pelo projeto, os proprietários de imóveis rurais que tenham áreas consolidadas em APPs ao longo de cursos d’água naturais e permanentes deverão promover a recuperação, seguindo o que determina o Programa de Regularização Ambiental de cada estado e de acordo com o tamanho dos rios.

 

O projeto aprovado pelo Congresso Nacional, que está sob análise da presidente Dilma Rousseff para sanção ou veto, estabeleceu uma faixa de 15 metros de recomposição da vegetação desmatada às margens de rios de até 10 metros de largura. Pela proposta apresentada nesta quinta-feira pelos ruralistas, a área de recuperação obrigatória será 5 metros nas margens dos rios com 5 metros de largura. Já para os cursos d’água entre 5 e 10 metros, a faixa a ser recomposta será de, no máximo, 7,5 metros.

 

Nos rios com largura entre 10 e 30 metros, o proprietário será obrigado a recompor a APP em, no máximo, 10 metros. Já para os rios maiores, com largura acima de 30 metros, a faixa de recomposição deverá ser de, no mínimo, 15 metros, não podendo superar 100 metros.

 

“Por questões regimentais, não pudemos fazer modificações no código, aqui na Casa. Agora, estamos fazendo essas alterações que queríamos ter feito para corrigir o Artigo 62, que havia ficado meio capenga”, explicou o deputado Moreira Mendes (PSD-RO), presidente da Frente Parlamenta da Agropecuária. “Essa proposta vem corrigir algumas imperfeições que ficaram no código”, acrescentou o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).

 

Segundo Alves, a proposta já conta com o apoio de 306 deputados. Ao mesmo tempo em que apresentaram o projeto de lei, os deputados ruralistas protocolaram requerimento de urgência para a matéria. Com isso, Moreira Mendes acredita que a proposta será levada ao plenário já na semana que vem.

 

O projeto prevê ainda que só poderá ser exigida a recuperação de nascentes nas APPs depois de avaliação do órgão ambiental local. A proposta também regulamenta a atividade de irrigação que, segundo Moreira Mendes, não havia sido abordada no código. Outra novidade é a possibilidade de o governo federal ter que indenizar o proprietário de imóveis rurais de até quatro módulos fiscais quando houver necessidade de recuperar áreas de preservação.

Fonte: Agência Brasil


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Espécie de arara pode entrar em extinção na Caatinga, diz estudo

População da arara-maracanã-verdadeira reduziu devido ao desmate e caça.
Criação de plano para conservar animais pode ser solução, afirma estudo.

Um alerta que vem da Caatinga, bioma brasileiro que abrange todos os estados do Nordeste e parte de Minas Gerais: a arara-maracanã-verdadeira (Ara maracana) pode entrar em extinção na região devido ao desmatamento e ao comércio ilegal de animais.

A espécie, que já é classificada como vulnerável na natureza pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), sofre com o avanço da devastação da vegetação e com a caça predatória, que foca principalmente nos filhotes de aves, vendidos em feiras clandestinamente.

Esse é o resultado de um estudo feito entre 2009 e 2011, liderado pelo pesquisador Mauro Pichorim, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A redução da vegetação, principalmente da quantidade de mulungus, árvore típica do bioma, afetaria a reprodução da espécie.

“A reprodução dessas aves é feita dentro do tronco oco do mulungu. Entretanto, essa vegetação tem sido derrubada devido ao aumento da atividade pecuária”, disse o professor da UFRN.

Dados divulgados no ano passado pelo ministério do Meio Ambiente mostram que a Caatinga já perdeu quase 46% de sua vegetação original. Mais de 376 mil km² foram destruídos, de uma área original de 826.411 km².

Distribuição pelo país
De acordo com Pichorim, essa espécie, que pertence à família dos papagaios, era possível ser encontrada em quase todos os estados brasileiros. Mas desde a década de 1970, de acordo com o estudo, não há notícias de exemplares da arara-maracanã-verdadeira no Sul e foi constatada a redução de animais no Sudeste.

Já no Nordeste, restariam aproximadamente 500 indivíduos, sendo que cerca de 50 estariam na região da Serra de Santana (RN). O levantamento foi feito pela equipe da UFRN, com apoio da Fundação Boticário,

Plano de conservação
O trabalho sugere a criação de um plano de conservação que contaria com ações de fiscalização na região para combater o comércio ilegal e o desmate nas áreas consideradas importantes para a espécie.

“A proposta inicial abrangeria a região da Serra de Santana. Queremos focar nesta área e depois expandir para o restante do bioma”, disse o professor.

O projeto do plano, segundo ele, já foi entregue para a superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) do RN e será apresentada também ao ministério do Meio Ambiente.

Exemplar de arara-maracanã-verdadeira. Espécie pode desaparecer da Caatinga devido ao desmatamento e à caça. (Foto: Divulgação)

Exemplar de arara-maracanã-verdadeira. Espécie pode desaparecer da Caatinga devido ao desmatamento e à caça. (Foto: Divulgação)

À esquerda, visão da Caatinga, bioma que abrange todo o Nordeste e parte de Minas Gerais. À direita, árvore mulungu, onde a arara-maracanã utilizada para reprodução. (Foto: Divulgação)

À esquerda, visão da Caatinga, bioma que abrange todo o Nordeste e parte de Minas Gerais. À direita, árvore mulungu, onde a arara-maracanã utilizada para reprodução. (Foto: Divulgação)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


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