15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Gorila encontra na proteína segredo para se manter em forma

Ao contrário do que acontece com os humanos, os gorilas não estão enfrentando uma epidemia de obesidade. O motivo é que os primatas seguem uma dieta sem gordura supérflua.

A concentrações de proteína são similares às recomendadas pela Associação Americana de Cardiologia para os humanos, afirma a antropóloga Jessica Rothman, do Hunter College, da Universidade de Nova York.

Rothman e colegas estudaram os gorilas das montanhas de Uganda e descobriram que eles têm uma dieta rica em proteína, complementada com frutas.

Quase 17% do total consumido diariamente é constituído de proteína, porcentagem que se aproxima dos 15% recomendados pela associação.

O estudo, que está na edição atual da revista “Biology Letters”, constatou que, em certas épocas do ano, quando as frutas não estão disponíveis, as folhas ricas em proteína predominam na dieta dos gorilas.

Nesse período, a proteína corresponde a cerca de 31% da ingestão de energia deles –quantidade semelhante ao conteúdo dos regimes alimentares de perda de peso, ricos em proteína, como a dieta Atkins (dieta criada por Robert Atkins que enfatiza o baixo consumo de carboidrato).

“Nesse período eles consomem proteína em excesso para atender às suas necessidades energéticas”, afirma Rothman.

Compreendendo a dieta dos gorilas, os pesquisadores podem entender melhor a evolução da dieta humana, segundo David Raubenheimer, coautor do estudo e ecólogo nutricional da Universidade Massey, na Nova Zelândia.

ALIMENTOS EM ABUNDÂNCIA

Os alimentos ricos em açúcares, amido e gorduras, difíceis de obter em outros tempos, hoje existem em abundância.

Raubenheimer diz: “[As sociedades modernas] estão diminuindo a concentração de proteína de sua dieta. Contudo, nós nos alimentamos para obter a mesma quantidade de proteínas de que necessitávamos antes e, ao fazer isso, estamos comendo em excesso.”

O estudo também ajudou a preservar e criar um habitat perfeito para os gorilas-da-montanha, que estão em risco de extinção. Atualmente, existem cerca de 800.

Rothman está em Uganda realizando um estudo nutricional semelhante em outros primatas, entre eles o macaco-do-rabo-vermelho e o babuíno.

Fonte: DO “NEW YORK TIMES”


9 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Peles de sapos podem tratar mais de 70 doenças, dizem cientistas

Pesquisadores da Irlanda do Norte ganham prêmio por estudo que pode levar a terapias de combate do câncer para tratar derrames.

Proteínas na pele de duas espécies de anfíbios têm aplicações para saúde humana (Foto: BBC)

Proteínas na pele de duas espécies de anfíbios têm aplicações para saúde humana (Foto: BBC)

Cientistas da Queens University, em Belfast, na Irlanda do Norte, ganharam um prêmio pela pesquisa sobre o uso de pele de anfíbios como pererecas e sapos, que pode levar à criação de novos tratamentos para mais de 70 doenças.

A pesquisa, liderada pelo professor Chris Shaw, da Escola de Farmácia da universidade, identificou duas proteínas nas peles dos anfíbios que podem regular o crescimento de vasos sanguíneos.

Uma proteína da pele da perereca Phyllomedusa sauvagii (Hylidae) inibe o crescimento de vasos sanguíneos e pode ser usada para matar tumores cancerígenos.

Shaw informou que a maioria destes tumores apenas pode crescer até um certo tamanho, antes de precisarem de vasos sanguíneos fornecedores de oxigênio e nutrientes.

“Ao paralisarmos o crescimento dos vasos sanguíneos, o tumor terá menos chance de crescer e, eventualmente, vai morrer”, disse. “Isto tem o potencial de transformar o câncer de doença terminal em condição crônica”, acrescentou.

Na segunda-feira, os cientistas receberam o prêmio Medical Futures Innovation, em Londres.

Crescimento
A equipe de pesquisadores também descobriu que o sapo Bombina maxima (Bombinatoridae) produz uma proteína que pode estimular o crescimento de vasos sanguíneos, o que pode ajudar pacientes a se recuperar de ferimentos e operações muito mais rapidamente.

“Isto tem o potencial para tratar uma série de doenças e problemas que precisam do reparo rápido dos vasos sanguíneos, como a cura de feridas, transplantes de órgãos, ulcerações diabéticas e danos causados por derrames ou problemas cardíacos”, disse Shaw.

Segundo o professor, os cientistas e companhias farmacêuticas do mundo todo ainda não conseguiram desenvolver um medicamento que possa, de forma eficaz, ter como alvo o controle do crescimento de vasos sanguíneos, apesar dos investimentos em torno de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões por ano.

“O objetivo de nosso trabalho na Queens (University) é revelar o potencial do mundo natural – neste caso, as secreções encontradas na pele de anfíbios – para aliviar o sofrimento humano”, disse Shaw.

“Estamos totalmente convencidos de que o mundo natural tem as soluções para muitos de nossos problemas, precisamos apenas fazer as perguntas certas”, acrescentou.

Ao comentar o trabalho da equipe de Chris Shaw, o professor Brian Walker e o Dr. Tianbao Chen, do painel julgador do prêmio Medical Futures Innovation, afirmaram que querem estimular os pesquisadores, para que eles progridam com seus trabalhos.

“Muitas das grandes descobertas ocorreram através do acaso e a ideia do professor Shaw é, sem dúvida, muito inovadora e animadora”, afirmou o painel. “É importante perceber que a inovação está em primeiro estágio e é necessário muito trabalho para tornar isto em uma terapia clínica”.

Fonte: Da BBC.


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Substância em veneno de peixe trata a asma

Proteína tem propriedade anti-inflamatória e não provoca efeitos colaterais como corticoides

limitless psp

Uma substância extraída do veneno do peixe niquim, muito comum no Norte e Nordeste do país, promete tratar a asma de forma mais natural e sem os efeitos colaterais dos medicamentos convencionais à base de corticoides.

 

Monica Lopes Ferreira, uma das pesquisadoras do Instituto Butantan, de São Paulo, identificou um peptídeo (proteína) com propriedade anti-inflamatória.

 

A nova substância já foi patenteada no Brasil e está em processo de registro em outros países como China, Japão, Inglaterra e EUA. O próximo passo será a produção de remédios a partir da droga pela indústria farmacêutica. Um laboratório já se interessou e prepara testes. O processo de elaboração do medicamento deve durar três anos.

 

- Pesquiso esse peixe há 14 anos e há quatro analisava os componentes que compõem o veneno do animal. E encontramos um aminoácido que tinha um efeito anti-inflamatório. Algo muito bom porque os incidentes com o veneno deste peixe são inchaços, edemas, dor e necrose. Então, após esta surpresa, decidimos estudar seu efeito na asma. E deu certo – comemora a pesquisadora.

 

Após vários testes, a pesquisa apontou que a nova substância pode ser usada em forma de comprimido ou em inaladores. A dosagem necessária para tirar o paciente da crise de asma ou usada na manutenção da doença também deverá ser menor que a dosagem de corticoide. No Brasil, há cerca de 15 milhões de pessoas com asma, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Jaqueline Falcão – O Globo






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15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Gorila encontra na proteína segredo para se manter em forma

Ao contrário do que acontece com os humanos, os gorilas não estão enfrentando uma epidemia de obesidade. O motivo é que os primatas seguem uma dieta sem gordura supérflua.

A concentrações de proteína são similares às recomendadas pela Associação Americana de Cardiologia para os humanos, afirma a antropóloga Jessica Rothman, do Hunter College, da Universidade de Nova York.

Rothman e colegas estudaram os gorilas das montanhas de Uganda e descobriram que eles têm uma dieta rica em proteína, complementada com frutas.

Quase 17% do total consumido diariamente é constituído de proteína, porcentagem que se aproxima dos 15% recomendados pela associação.

O estudo, que está na edição atual da revista “Biology Letters”, constatou que, em certas épocas do ano, quando as frutas não estão disponíveis, as folhas ricas em proteína predominam na dieta dos gorilas.

Nesse período, a proteína corresponde a cerca de 31% da ingestão de energia deles –quantidade semelhante ao conteúdo dos regimes alimentares de perda de peso, ricos em proteína, como a dieta Atkins (dieta criada por Robert Atkins que enfatiza o baixo consumo de carboidrato).

“Nesse período eles consomem proteína em excesso para atender às suas necessidades energéticas”, afirma Rothman.

Compreendendo a dieta dos gorilas, os pesquisadores podem entender melhor a evolução da dieta humana, segundo David Raubenheimer, coautor do estudo e ecólogo nutricional da Universidade Massey, na Nova Zelândia.

ALIMENTOS EM ABUNDÂNCIA

Os alimentos ricos em açúcares, amido e gorduras, difíceis de obter em outros tempos, hoje existem em abundância.

Raubenheimer diz: “[As sociedades modernas] estão diminuindo a concentração de proteína de sua dieta. Contudo, nós nos alimentamos para obter a mesma quantidade de proteínas de que necessitávamos antes e, ao fazer isso, estamos comendo em excesso.”

O estudo também ajudou a preservar e criar um habitat perfeito para os gorilas-da-montanha, que estão em risco de extinção. Atualmente, existem cerca de 800.

Rothman está em Uganda realizando um estudo nutricional semelhante em outros primatas, entre eles o macaco-do-rabo-vermelho e o babuíno.

Fonte: DO “NEW YORK TIMES”


9 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Peles de sapos podem tratar mais de 70 doenças, dizem cientistas

Pesquisadores da Irlanda do Norte ganham prêmio por estudo que pode levar a terapias de combate do câncer para tratar derrames.

Proteínas na pele de duas espécies de anfíbios têm aplicações para saúde humana (Foto: BBC)

Proteínas na pele de duas espécies de anfíbios têm aplicações para saúde humana (Foto: BBC)

Cientistas da Queens University, em Belfast, na Irlanda do Norte, ganharam um prêmio pela pesquisa sobre o uso de pele de anfíbios como pererecas e sapos, que pode levar à criação de novos tratamentos para mais de 70 doenças.

A pesquisa, liderada pelo professor Chris Shaw, da Escola de Farmácia da universidade, identificou duas proteínas nas peles dos anfíbios que podem regular o crescimento de vasos sanguíneos.

Uma proteína da pele da perereca Phyllomedusa sauvagii (Hylidae) inibe o crescimento de vasos sanguíneos e pode ser usada para matar tumores cancerígenos.

Shaw informou que a maioria destes tumores apenas pode crescer até um certo tamanho, antes de precisarem de vasos sanguíneos fornecedores de oxigênio e nutrientes.

“Ao paralisarmos o crescimento dos vasos sanguíneos, o tumor terá menos chance de crescer e, eventualmente, vai morrer”, disse. “Isto tem o potencial de transformar o câncer de doença terminal em condição crônica”, acrescentou.

Na segunda-feira, os cientistas receberam o prêmio Medical Futures Innovation, em Londres.

Crescimento
A equipe de pesquisadores também descobriu que o sapo Bombina maxima (Bombinatoridae) produz uma proteína que pode estimular o crescimento de vasos sanguíneos, o que pode ajudar pacientes a se recuperar de ferimentos e operações muito mais rapidamente.

“Isto tem o potencial para tratar uma série de doenças e problemas que precisam do reparo rápido dos vasos sanguíneos, como a cura de feridas, transplantes de órgãos, ulcerações diabéticas e danos causados por derrames ou problemas cardíacos”, disse Shaw.

Segundo o professor, os cientistas e companhias farmacêuticas do mundo todo ainda não conseguiram desenvolver um medicamento que possa, de forma eficaz, ter como alvo o controle do crescimento de vasos sanguíneos, apesar dos investimentos em torno de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões por ano.

“O objetivo de nosso trabalho na Queens (University) é revelar o potencial do mundo natural – neste caso, as secreções encontradas na pele de anfíbios – para aliviar o sofrimento humano”, disse Shaw.

“Estamos totalmente convencidos de que o mundo natural tem as soluções para muitos de nossos problemas, precisamos apenas fazer as perguntas certas”, acrescentou.

Ao comentar o trabalho da equipe de Chris Shaw, o professor Brian Walker e o Dr. Tianbao Chen, do painel julgador do prêmio Medical Futures Innovation, afirmaram que querem estimular os pesquisadores, para que eles progridam com seus trabalhos.

“Muitas das grandes descobertas ocorreram através do acaso e a ideia do professor Shaw é, sem dúvida, muito inovadora e animadora”, afirmou o painel. “É importante perceber que a inovação está em primeiro estágio e é necessário muito trabalho para tornar isto em uma terapia clínica”.

Fonte: Da BBC.


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Substância em veneno de peixe trata a asma

Proteína tem propriedade anti-inflamatória e não provoca efeitos colaterais como corticoides

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Uma substância extraída do veneno do peixe niquim, muito comum no Norte e Nordeste do país, promete tratar a asma de forma mais natural e sem os efeitos colaterais dos medicamentos convencionais à base de corticoides.

 

Monica Lopes Ferreira, uma das pesquisadoras do Instituto Butantan, de São Paulo, identificou um peptídeo (proteína) com propriedade anti-inflamatória.

 

A nova substância já foi patenteada no Brasil e está em processo de registro em outros países como China, Japão, Inglaterra e EUA. O próximo passo será a produção de remédios a partir da droga pela indústria farmacêutica. Um laboratório já se interessou e prepara testes. O processo de elaboração do medicamento deve durar três anos.

 

- Pesquiso esse peixe há 14 anos e há quatro analisava os componentes que compõem o veneno do animal. E encontramos um aminoácido que tinha um efeito anti-inflamatório. Algo muito bom porque os incidentes com o veneno deste peixe são inchaços, edemas, dor e necrose. Então, após esta surpresa, decidimos estudar seu efeito na asma. E deu certo – comemora a pesquisadora.

 

Após vários testes, a pesquisa apontou que a nova substância pode ser usada em forma de comprimido ou em inaladores. A dosagem necessária para tirar o paciente da crise de asma ou usada na manutenção da doença também deverá ser menor que a dosagem de corticoide. No Brasil, há cerca de 15 milhões de pessoas com asma, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Jaqueline Falcão – O Globo