29 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

África do Sul tem protesto contra desmatamento na Amazônia

Militantes do Greenpeace se vestiram de árvores em Durban.
Cidade é palco da Conferência do Clima da ONU.

Ativistas do Greenpeace, vestidos de árvores, protestam contra o desmatamento da Amazônia no Brasil, nesta terça-feira (29), na cidade sul-africana de Durban. O protesto ocorre no segundo dia da Conferência do Clima da ONU (Foto: John Robinson, Greenpeace/AP)

Ativistas do Greenpeace, vestidos de árvores, protestam contra o desmatamento da Amazônia no Brasil, nesta terça-feira (29), na cidade sul-africana de Durban. O protesto ocorre no segundo dia da Conferência do Clima da ONU (Foto: John Robinson, Greenpeace/AP)

Fonte: G1, com AP


17 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Estrada com financiamento brasileiro na Amazônia boliviana é alvo de protesto

Comunidades indígenas reclamam que obras destruirão floresta e biodiversidade.

Milhares de pessoas na Bolívia começaram esta semana uma caminhada de 500 quilômetros contra a construção de uma rodovia que atravessa um parque indígena.

A estrada de 300 quilômetros será construída pela empreiteira OAS, com financiamento de US$ 320 milhões do BNDES. O governo brasileiro alerta, no entanto, que só vai liberar os recursos se os bolivianos chegarem a um acordo sobre o projeto.

O Parque Nacional e Território Indígena Isiboro Sécure, conhecido como Tipnis, tem 1,2 milhões de hectares e possui uma das maiores reservas de água da América do Sul. Ativistas acreditam que a construção da estrada poderá resultar no desmatamento de 600 mil hectares ao longo dos próximos 20 anos.

A estrada está sendo construída para facilitar o transporte de mercadorias entre a região de Beni e La Paz. O plano foi lançado em 1990, e desde então mais de 900 abaixo-assinados foram feitos exigindo que o território seja respeitado e protegido.

‘Consenso’
O projeto tem financiamento do governo brasileiro, que afirma que só repassará todas as verbas quando os bolivianos chegarem a um consenso sobre a estrada.

‘O objetivo é que o financiamento brasileiro seja condicionado a um projeto que atenda aos requisitos bolivianos e brasileiros’, disse o embaixador do Brasil na Bolívia, Marcel Biato.

‘Não existe atividade humana que não tenha impacto ambiental. Nós acreditamos que isso gera crescimento econômico e prosperidade. Me parece que a questão principal agora é como construir um consenso democrático; não é unanimidade, que não existe na política, mas sim consenso.’

O projeto mobilizou demonstrações na Bolívia organizadas pelas redes sociais.

‘O Tipnis é importante por causa da sua biodiversidade. Mais de 3,6 mil espécies de fauna vivem lá. Nós exigimos respeito aos direitos humanos das comunidades indígenas: os Yucarae, os Moxenhos e os Chiman’, afirma a ativista Daniela Leyton.

‘Há tesouros de madeira, vegetação e culturas de três comunidades, que possuem direitos inalienáveis.’

Recentemente, o governo boliviano anunciou que existe petróleo e gás na região de Tipnis.

Pessoas participam de caminhada de 500 km (Foto: BBC)

Pessoas participam de caminhada de 500 km (Foto: BBC)

Manifestantes reclamam que o projeto vai destruir a biodiversidade local e a cultura de três etnias indígenas (Foto: BBC)

Manifestantes reclamam que o projeto vai destruir a biodiversidade local e a cultura de três etnias indígenas (Foto: BBC)

Fonte: Da BBC


3 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Manifestação pacífica contra Código Florestal em frente ao Congresso acaba em prisão

Jovens reuniram-se nesta terça-feira (2) em frente ao Congresso Nacional para protestar contra a aprovação do novo Código Florestal e contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Os manifestantes estão acampados em Brasília desde domingo (31) e têm o objetivo de plantar mudas de árvores nativas do cerrado, no gramado em frente ao Congresso.

No domingo, três mudas foram plantadas: uma de Copaíba, uma de Ipê Roxo e outra de Aroeira, mas a Polícia Senado retirou todas. “Isso é um crime previsto em lei e, para cada muda retirada, 30 devem ser replantadas no lugar, ou seja, o Senado nos deve 90 mudas de plantas”, disse o historiador Leandro Cruz, de 28 anos, que participava do manifesto. Às 16h, o grupo reuniu-se, plantou uma das mudas no gramado e, posteriormente, as polícias Federal e Militar foram acionadas.

“No domingo, fomos tratados com violência. A polícia veio e arrancou as mudas e, não satisfeitos, [os policiais] partiram para a agressão”, afirma Augusto André, de 20 anos, do Rio Grande do Sul. Os policiais respeitaram uma espécie de culto que os manifestantes fizeram informalmente em torno da muda plantada, mas, logo depois, os jovens foram levados para a Delegacia do Senado, sob a alegação de que a perfuração do solo em frente ao Congresso era crime ambiental.

“Estamos aqui com plantas e não com armas. Queremos alertar a população que, com a aprovação do novo código, muito sangue será derramado”, ressaltou Leandro. “Temos vídeo com a ação dos policiais, que pode ser visualizado no blog que criamos para o movimento [jardimdaliberdade.wordpress.com]“, acrescenta. A bancada do P-SOL na Câmara dos Deputados se diz favorável ao movimento e ofereceu dois advogados do partido para representar os manifestantes.

Além de protestar contra o Código Florestal, os manifestantes querem manter o diálogo com a sociedade que, pare eles, está mal informada em relação ao projeto. “O novo Código Florestal nos faz ver que esse é um dos maiores escândalos governamentais desde a guerra do Iraque. Isso se não for mais. E a população precisa saber disso, uma vez que essa aprovação irá alterar suas vidas no futuro”, acrescenta Leandro.

Fonte: Agência Brasil


2 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas encaminham a Dilma Rousseff protesto contra Belo Monte

Painel com 300 intelectuais pede suspensão de licença de instalação.
Ibama divulgou nesta 4ª feira liberação para construção de usina, no Pará.

Em protesto à liberação da licença de instalação da usina de Belo Monte, divulgada nesta quarta-feira (1º), um grupo que reúne ao menos 300 cientistas brasileiros protocolou em Brasília uma carta direcionada a presidente Dilma Rousseff, pedindo a suspensão imediata da ordem, considerada por eles um ato de imprudência.

Organizada pelo ‘Painel de especialistas para análise crítica de Belo Monte’, do qual fazem parte intelectuais das principais universidades públicas e particulares do país, a carta manifesta a preocupação sobre o cumprimento dos dispositivos legais relativos aos direitos humanos e ambientais.

Segundo Sônia Magalhães, doutora em antropologia da Universidade Federal do Pará e uma das coordenadoras do painel, está claro que o próprio Ibama reconhece o não cumprimento das contrapartidas impostas à Norte Energia para a construção da hidrelétrica.

01/06/2011 17h09 – Atualizado em 01/06/2011 17h26

Cientistas encaminham a Dilma Rousseff protesto contra Belo Monte

Painel com 300 intelectuais pede suspensão de licença de instalação.
Ibama divulgou nesta 4ª feira liberação para construção de usina, no Pará.

Eduardo Carvalho Do Globo Natureza, em São Paulo

Em protesto à liberação da licença de instalação da usina de Belo Monte, divulgada nesta quarta-feira (1º), um grupo que reúne ao menos 300 cientistas brasileiros protocolou em Brasília uma carta direcionada a presidente Dilma Rousseff, pedindo a suspensão imediata da ordem, considerada por eles um ato de imprudência.

Organizada pelo ‘Painel de especialistas para análise crítica de Belo Monte’, do qual fazem parte intelectuais das principais universidades públicas e particulares do país, a carta manifesta a preocupação sobre o cumprimento dos dispositivos legais relativos aos direitos humanos e ambientais.

Segundo Sônia Magalhães, doutora em antropologia da Universidade Federal do Pará e uma das coordenadoras do painel, está claro que o próprio Ibama reconhece o não cumprimento das contrapartidas impostas à Norte Energia para a construção da hidrelétrica.

Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte (Foto: Mariana Oliveira / G1)Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte (Foto: Mariana Oliveira / G1)

“Eu me surpreendo quando as autoridades da República vêm a público dizer inverdades sobre a construção. Queremos a suspensão imediata da licença e exigimos o atendimento dos direitos da sociedade brasileira. A legislação existente hoje referente aos direitos ambientais é uma conquista”, afirmou Sônia.

“Esperamos que a presidente Dilma nos dê uma posição sobre o tema. Nós já tentamos enviar uma carta há 15 dias, mas ela não se pronunciou a respeito. Isso significou um gesto de absoluto descaso com a ciência brasileira. Queremos contribuir para uma tomada de decisão com mais clareza”, complementou.

Carta
O documento dos cientistas aponta alagamentos em áreas não previstas no projeto de Belo Monte, riscos às condições de vida dos grupos indígenas e ribeirinhos, além de ocorrência de graves conflitos e tensões envolvendo comunidades tradicionais de Altamira, cidade próxima às futuras instalações da usina.

O Ministério Público Federal estuda a possibilidade de encaminhar uma ação civil pública ambiental à Justiça contra o governo federal, devido à liberação das obras de construção.

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, em São Paulo.


28 de março de 2011 | nenhum comentário »

Manifestantes protestam no Rio contra energia nuclear no Brasil

Cerca de 50 pessoas deram as mãos e formaram uma corrente humana para pedir o fim do uso de energia nuclear no Brasil, na manhã deste domingo (27), na orla do Leblon, Zona Sul do Rio. A manifestação foi organizada por três estudantes do ensino médio, que criaram um blog e divulgaram o protesto em redes sociais da internet.

Em um dia de muito sol, os manifestantes, sempre de mãos dadas, caminharam do Leblon em direção ao Arpoador, em Ipanema, enquanto uma das organizadoras do protesto gritava palavras de ordem em um megafone: “Um, dois, três, quatro cinco, mil, não queremos mais usinas nucleares no Brasil”, e “Brasil responsável, energia renovável”.

“A gente é contra a construção de usinas nucleares no Brasil”, enfatizou Hannah Aders, estudante do terceiro ano do Ensino Médio e uma das organizadoras. “Na Alemanha, a corrente chegou a 45 quilômetros de comprimento. Aqui, ainda está pequena, mas temos que dar um primeiro passo”, disse, referindo-se ao protesto que levou milhares de pessoas às ruas de Berlim, uma semana após o acidente em uma usina nuclear no Japão.

No blog, as estudantes enumeram outros objetivos do manifesto: a favor do investimento em fontes de energia sustentáveis e limpas; e a exigência de que o governo crie um plebiscito para a população decidir sobre a construção das usinas nucleares no Brasil.

As organizadoras pretendem realizar um novo protesto e esperam mobilizar mais pessoas. “Cerca de 700 pessoas confirmaram a participação na internet, mas na hora de vir é outra coisa”, disse Hannah, enquanto chamava pessoas na orla da praia para a manifestação.

Fonte: Bernardo Tabak/ G1


24 de março de 2011 | nenhum comentário »

Protesto contra mudanças na gestão

Trabalhadores do Ministério do Meio Ambiente e suas autarquias assinaram na semana passada petição pública contra a transferência de responsabilidades do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para o Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
Eles solicitam o direito dos servidores ambientais federais de discutir quaisquer propostas de alterações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.
A petição é contra a preparação de documento legal que repassa a gestão das Florestas Nacionais (FLONA), Reservas Extrativistas (RESEX) e Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para o Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
Os trabalhadores alegam que a transferência de gestão significa uma quebra do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, já que está fora dos objetivos do Sistema Florestal Brasileiro – braço do MMA criado a partir da Lei 11284/2006.
Por lei, o ICMbio é o órgão responsável pela execução do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), tarefa que divide com o Ibama, esse último em caráter suplementar, ou seja, age quando há ausência de agencia ambiental estadual.
O sistema é formado por 12 categorias especificadas, incluindo as FLONA, RESEX E RDS. As diferentes categorias de florestas são complementares e deveriam ser tratadas pelo mesmo órgão, que evitar que a divisão enfraqueça o todo, alegam os trabalhadores. Segundo a petição, a aprovação das mudanças poderia gerar uma competição entre os diversos órgãos.
Eles citam como exemplo a exploração comercial madeireira, que só é admitida em situações especiais e muitas RESEX não possuem florestas (Como exemplo, tem as RESEX marinhas). Há casos, inclusive, de RESEX nas quais as comunidades são contra a exploração madeireira. “Portanto, qual seria o interesse em reduzir a importância das RESEX, categoria de UC genuinamente brasileira, resultado de muitos anos de luta de extrativistas, à exploração madeireira?” – Indagam os signatários da petição.
A estrutura do Serviço Florestal Brasileiro também é criticada, já que até agora não houve nenhum concurso público para provimento das vagas, quase cinco anos depois da criação do órgão, sendo seus funcionário provenientes do ICMbio, Ibama, servidores comissionados, temporários e terceirizados.

Link para a petição: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N7738

Serviço Florestal vai gerir reservas

25 Fev 2011, 17:1

Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, sem dúvida está implementando um “choque de gestão”. No início deste mês, em reunião com as autarquias e secretarias do Ministério do Meio Ambiente (MMA), foi posto em pauta dessa vez a transformação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB)

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em autarquia. Hoje, o órgão está diretamente subordinado ao ministério.
O objetivo seria fortalece-lo, dando maiores poderes e atonomia, principalmente no que diz respeito às concessões de áreas de exploração em Unidades de Conservação de Uso Sustentável.
Com a transformação do órgão em autarquia independente, algumas categorias previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), como as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), Reservas Extrativistas (Resex) e Florestas Nacionais (Flonas) seriam transferidas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e passariam a ser geridas pelo SFB.
Segundo fontes, essa é uma idéia antiga, que visa viabilizar de forma mais rápida e fácil a exploração em áreas de conservação de uso sustentável, sob o argumento de que o ICMBio, órgão que gere todas as demais categorias, leva muito tempo para liberar as concessões. O SFB foi instituído em 2006, pela Lei nº 11.284.

Asibama a favor da autarquia, mas contra fragmentação
Nesta sexta-feira foi convocada nova reunião no Ministério, com representantes da Associação dos Servidores do Ibama (Asibama) e de outros órgãos, para se discutir novamente a ideia. Ao fim da conversa no MMA, o presidente da Asibama Nacional, Jonas Moraes Corrêa, afirmou a ((o)) eco que a associação irá se reunir em assembleia na semana que vem para ter uma posição formal sobre o assunto.
Ele já adiantou, entretanto, que os servidores são a favor da autarquização do órgão, mas que a transferência de gestão será mais uma fragmentação que a área ambiental sofrerá e tem sofrido nos últimos anos.
“Nós fomos contrários à criação do Serviço Florestal na época, mas já que ele foi criado, tem que ser mudado sim, senão perde a razão de ser. Quanto à transferência das categorias, o SNUC é todo gerido pelo ICMBio, com essa divisão quebra a harmonia, a integridade da gestão. Nós servidores já passamos por um processo traumático, que foi a divisão do Ibama. Agora temos que ouvir o pessoal lotado nas unidades que serão transferidas para ver o que eles acham disso”, comentou Jonas.
A reportagem procurou Antônio Carlos Hummel, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, mas ele preferiu não se manifestar ainda. (Nathalia Clark)


10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Índios entregam à Presidência abaixo-assinado contra Belo Monte

Cerca de 300 manifestantes fizeram ato em frente ao Congresso.
Encontro na UnB discutiu realização de obra da usina hidrelétrica.

Dez representantes de um grupo formado por cerca de 300 índios e ribeirinhos da região do Rio Xingu, do Pará e Mato Grosso, além de estudantes, ambientalistas e artistas, entregaram à Presidência da República um abaixo-assinado contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Segundo os manifestantes, o documento tem cerca de 500 mil assinaturas, e foi entregue ao secretário-executivo da Presidência,  Rogério Sottili, e ao secretário de Articulação Social, Paulo Maldos.

Ministro-chefe em exercício (Gilberto Carvalho participa do Fórum Social Mundial, no Senegal), Sottili se comprometeu a levar o relato do encontro e o documento à presidente Dilma Rousseff, segundo informe divulgado pela assessoria do ministério.

Segundo ele, o governo manterá o diálogo com os movimentos sociais. “Quero que vocês vejam o governo como um parceiro. Podemos não chegar a um consenso, mas vamos construir as políticas por meio do diálogo”, disse.

Os manifestantes se reuniram na manhã desta terça (8) em frente ao espelho d’água, no Congresso Nacional, para exigir também que o governo federal avalie uma carta assinada por aproximadamente 30 especialistas de universidades brasileiras, como Federal do Rio, Federal do Pará e Universidade de São Paulo, com argumentos científicos que desaconselham a obra.

“O barramento do Xingu seria a morte do ecossistema e da agricultura familiar de todo povo tradicional de lá. Assim, além de perdermos nossa cultura, estaríamos levando nossos filhos para serem bandidos e assassinos, já que é isso que a periferia de Altamira representa”, afirmou a ribeirinha e representante do movimento “Xingu vivo para sempre”, Ana Alice Plens.

As pretensões do governo são de investir cerca de R$ 19 bilhões  no empreendimento, que terá dois reservatórios de água de 516 quilômetros quadrados cada um.

Se construída, Belo Monte terá a primeira unidade geradora entrando em operação comercial a partir de fevereiro de 2015 comuma capacidade instalada de 11,2 mil megawatts, o que a tornaria a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas de Itaipu (na fronteira entre Brasil e Paraguai) e Três Gargantas (China).

A questão voltou a ser debatida após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conceder, no fim de janeiro, licença que autoriza a instalação dos canteiros de obra, acampamentos de operários e até a implementação de estradas necessárias para dar início às obras.

Líderes indígenas da etnia Kayapó, que participaram da manisfetação, estiveram nesta segunda-feira (7) em um seminário organizado pela Universidade de Brasília (UnB), que propunha o debate sobre os impactos da hidrelétrica na vida dos moradores da região e aproveitaram a oportunidade para pressionar o governo a cancelar a realização da obra.

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“Nós fomos enganados. Sou contra a usina e vou defender nossas florestas e nosso povo até o fim”, disse o líder Kayapó Raoni Metyktire.

Também líder dos Kayapós, Yabuti Metyktire, enfatizou que não pretende “ceder” e abrir mão do que chamou de “nossa terra”. “Eles defendem aquele PAC, mas nem que encham esse auditório de dinheiro vou abrir mão de nossas terras”, completou, se referindo ao auditório do Memorial Darcy Ribeiro, na UnB, onde o evento aconteceu.

O seminário ouviu opiniões de indígenas, representantes de movimentos sociais e especialistas sobre os danos que a usina poderia causar à região e aos seus habitantes caso seja construída e debateu eventuais alternativas para o projeto, como a utilização de energia eólica (produzida através de hélices que giram quando em contato com o vento) e a solar.

A carta
Veja abaixo trechos da carta encaminhada à presidente Dilma Rousseff, assinada por líderes Kayapó das aldeias indígenas Gorotire, Kokraimoro, Metyktire, Kriny, Moikarako, Käkamkube, Las Casas, Apeinhti, Piaraçu, Kawatire, Pykararankre, Kromare, Turedjam, Kapôt e Pykatamkwyr.

“(…) A Funai, apesar de ser o órgão indigenista, deveria estar defendendo as comunidades indígenas e o papel que está fazendo é o contrário. As lideranças tradicionais não estão sendo ouvidas nem respeitadas suas decisões. A Funai toma decisões como se fossem as lideranças do povo. Por que o presidente da Funai não recebe as lideranças quando estas vem resolver seus problemas? Se ele não quiser trabalhar para nós, ele explique para nós o porquê.”

“(…) Para a preservação de várias espécies de animais e plantas que usamos para o nosso tratamento tradicional, é por isso que não queremos a barragem. Por nós sermos os brasileiros legítimos, o governo deveria respeitar, sobretudo os nossos direitos.”

“(…) Sabemos que isso é uma política falsa, pelo que aconteceu e pelo que está acontecendo com a gente hoje. No passado prometeram melhorar a qualidade de vida, a saúde das nossas comunidades. Na verdade não aconteceu. Muitos povos se enfraqueceram com essa política e foram extintos e não queremos isso. Queremos que sejamos respeitados, cumprindo as leis que estão na Constituição Federal.”

Fonte: Globo Natureza


22 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Esperando Lula, ONGs protestam contra Belo Monte

Um dia antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegar a Altamira (PA) para celebrar, simbolicamente, a construção da hidrelétrica de Belo Monte, manifestantes bloquearam na segunda-feira (21) um trecho de rodovia próximo à cidade em protesto contra a polêmica usina.

O bloqueio foi feito nas duas pistas da Transamazônica (BR-230), em um ponto a cerca de 15 quilômetros de Altamira, no sentido de Marabá (PA). Começou por volta das 5h e só terminou no início da tarde, às 14h30.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) afirmou que o ato, realizado por aproximadamente 50 pessoas, foi “pacífico e tranquilo”, e que o congestionamento de carros chegou, no máximo, a um quilômetro de extensão.

Para evitar que os veículos chegassem até o local onde estavam os manifestantes, os próprios policiais fizeram barreiras na estrada.

O bloqueio foi uma prévia do que deve ocorrer nesta terça-feira (22), quando Lula chegar. Um novo protesto contra a usina está marcado para ocorrer na área urbana de Altamira.

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Segundo sua assessoria, o presidente irá participar pela manhã de um “ato pelo desenvolvimento de Belo Monte”, em um estádio de futebol.

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Os protestos estão sendo organizados por movimentos sociais que se opõem à construção da barragem – que, segundo seus críticos, gerará pouca energia e terá um intenso impacto socioambiental na região.

Neste mês, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) homologou o resultado do leilão para a construção da obra, cujo custo estimado se aproxima de R$ 25 bilhões.

Diversas ações na Justiça podem ainda impedir que a hidrelétrica seja construída.

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Fonte: Folha.com

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8 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Servidores do meio ambiente protestam em frente ao Congresso Nacional

Servidores de órgãos ambientais federais, em greve há quase 60 dias, fizeram um protesto hoje (6) espalhando centenas de cruzes no gramado em frente ao Congresso Nacional. A mobilização ocorreu durante o 8º Passeio Ciclístico e a 1ª Caminhada por Um Brasil Sustentável, promovidos pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Organização Não Governamental Rodas da Paz.

De acordo com Joaquim Benedito, representante do comando de greve dos servidores do meio ambiente, as cruzes representam estações ecológicas, parques nacionais e áreas de proteção ambientais. O objetivo é mostrar à sociedade o descaso com que o governo trata a área ambiental. “O meio ambiente não é prioridade para o governo, eles só querem saber dos institutos ambientais quando querem licenciar os empreendimentos na área de hidrelétricas, mineração, petróleo”, disse.

Durante o protesto, representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal (Sindsep) e da Associação dos Servidores do Instituto do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (Asibama) distribuíram uma carta intitulada Semana Nacional do Meio Ambiente: Nada a Comemorar, que explica os principais motivos da greve.

“A greve dos servidores evidencia a crise em que se encontram os órgão ambientais federais. Enquanto não se eleger de fato o setor ambiental como prioridade, a sociedade brasileira não terá nada a comemorar na Semana Nacional do Meio Ambiente”, diz o documento.

Desde o dia 7 de abril, os servidores do meio ambiente estão em greve. Uma decisão do Superior Tribunal Justiça (STJ), entretanto, exigiu o retorno dos trabalhadores responsáveis pela fiscalização e pelo licenciamento, serviços considerados essenciais. Esses servidores retornaram ao trabalho no fim de maio.

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Fonte: Agência Brasil

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29 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

África do Sul tem protesto contra desmatamento na Amazônia

Militantes do Greenpeace se vestiram de árvores em Durban.
Cidade é palco da Conferência do Clima da ONU.

Ativistas do Greenpeace, vestidos de árvores, protestam contra o desmatamento da Amazônia no Brasil, nesta terça-feira (29), na cidade sul-africana de Durban. O protesto ocorre no segundo dia da Conferência do Clima da ONU (Foto: John Robinson, Greenpeace/AP)

Ativistas do Greenpeace, vestidos de árvores, protestam contra o desmatamento da Amazônia no Brasil, nesta terça-feira (29), na cidade sul-africana de Durban. O protesto ocorre no segundo dia da Conferência do Clima da ONU (Foto: John Robinson, Greenpeace/AP)

Fonte: G1, com AP


17 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Estrada com financiamento brasileiro na Amazônia boliviana é alvo de protesto

Comunidades indígenas reclamam que obras destruirão floresta e biodiversidade.

Milhares de pessoas na Bolívia começaram esta semana uma caminhada de 500 quilômetros contra a construção de uma rodovia que atravessa um parque indígena.

A estrada de 300 quilômetros será construída pela empreiteira OAS, com financiamento de US$ 320 milhões do BNDES. O governo brasileiro alerta, no entanto, que só vai liberar os recursos se os bolivianos chegarem a um acordo sobre o projeto.

O Parque Nacional e Território Indígena Isiboro Sécure, conhecido como Tipnis, tem 1,2 milhões de hectares e possui uma das maiores reservas de água da América do Sul. Ativistas acreditam que a construção da estrada poderá resultar no desmatamento de 600 mil hectares ao longo dos próximos 20 anos.

A estrada está sendo construída para facilitar o transporte de mercadorias entre a região de Beni e La Paz. O plano foi lançado em 1990, e desde então mais de 900 abaixo-assinados foram feitos exigindo que o território seja respeitado e protegido.

‘Consenso’
O projeto tem financiamento do governo brasileiro, que afirma que só repassará todas as verbas quando os bolivianos chegarem a um consenso sobre a estrada.

‘O objetivo é que o financiamento brasileiro seja condicionado a um projeto que atenda aos requisitos bolivianos e brasileiros’, disse o embaixador do Brasil na Bolívia, Marcel Biato.

‘Não existe atividade humana que não tenha impacto ambiental. Nós acreditamos que isso gera crescimento econômico e prosperidade. Me parece que a questão principal agora é como construir um consenso democrático; não é unanimidade, que não existe na política, mas sim consenso.’

O projeto mobilizou demonstrações na Bolívia organizadas pelas redes sociais.

‘O Tipnis é importante por causa da sua biodiversidade. Mais de 3,6 mil espécies de fauna vivem lá. Nós exigimos respeito aos direitos humanos das comunidades indígenas: os Yucarae, os Moxenhos e os Chiman’, afirma a ativista Daniela Leyton.

‘Há tesouros de madeira, vegetação e culturas de três comunidades, que possuem direitos inalienáveis.’

Recentemente, o governo boliviano anunciou que existe petróleo e gás na região de Tipnis.

Pessoas participam de caminhada de 500 km (Foto: BBC)

Pessoas participam de caminhada de 500 km (Foto: BBC)

Manifestantes reclamam que o projeto vai destruir a biodiversidade local e a cultura de três etnias indígenas (Foto: BBC)

Manifestantes reclamam que o projeto vai destruir a biodiversidade local e a cultura de três etnias indígenas (Foto: BBC)

Fonte: Da BBC


3 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Manifestação pacífica contra Código Florestal em frente ao Congresso acaba em prisão

Jovens reuniram-se nesta terça-feira (2) em frente ao Congresso Nacional para protestar contra a aprovação do novo Código Florestal e contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Os manifestantes estão acampados em Brasília desde domingo (31) e têm o objetivo de plantar mudas de árvores nativas do cerrado, no gramado em frente ao Congresso.

No domingo, três mudas foram plantadas: uma de Copaíba, uma de Ipê Roxo e outra de Aroeira, mas a Polícia Senado retirou todas. “Isso é um crime previsto em lei e, para cada muda retirada, 30 devem ser replantadas no lugar, ou seja, o Senado nos deve 90 mudas de plantas”, disse o historiador Leandro Cruz, de 28 anos, que participava do manifesto. Às 16h, o grupo reuniu-se, plantou uma das mudas no gramado e, posteriormente, as polícias Federal e Militar foram acionadas.

“No domingo, fomos tratados com violência. A polícia veio e arrancou as mudas e, não satisfeitos, [os policiais] partiram para a agressão”, afirma Augusto André, de 20 anos, do Rio Grande do Sul. Os policiais respeitaram uma espécie de culto que os manifestantes fizeram informalmente em torno da muda plantada, mas, logo depois, os jovens foram levados para a Delegacia do Senado, sob a alegação de que a perfuração do solo em frente ao Congresso era crime ambiental.

“Estamos aqui com plantas e não com armas. Queremos alertar a população que, com a aprovação do novo código, muito sangue será derramado”, ressaltou Leandro. “Temos vídeo com a ação dos policiais, que pode ser visualizado no blog que criamos para o movimento [jardimdaliberdade.wordpress.com]“, acrescenta. A bancada do P-SOL na Câmara dos Deputados se diz favorável ao movimento e ofereceu dois advogados do partido para representar os manifestantes.

Além de protestar contra o Código Florestal, os manifestantes querem manter o diálogo com a sociedade que, pare eles, está mal informada em relação ao projeto. “O novo Código Florestal nos faz ver que esse é um dos maiores escândalos governamentais desde a guerra do Iraque. Isso se não for mais. E a população precisa saber disso, uma vez que essa aprovação irá alterar suas vidas no futuro”, acrescenta Leandro.

Fonte: Agência Brasil


2 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas encaminham a Dilma Rousseff protesto contra Belo Monte

Painel com 300 intelectuais pede suspensão de licença de instalação.
Ibama divulgou nesta 4ª feira liberação para construção de usina, no Pará.

Em protesto à liberação da licença de instalação da usina de Belo Monte, divulgada nesta quarta-feira (1º), um grupo que reúne ao menos 300 cientistas brasileiros protocolou em Brasília uma carta direcionada a presidente Dilma Rousseff, pedindo a suspensão imediata da ordem, considerada por eles um ato de imprudência.

Organizada pelo ‘Painel de especialistas para análise crítica de Belo Monte’, do qual fazem parte intelectuais das principais universidades públicas e particulares do país, a carta manifesta a preocupação sobre o cumprimento dos dispositivos legais relativos aos direitos humanos e ambientais.

Segundo Sônia Magalhães, doutora em antropologia da Universidade Federal do Pará e uma das coordenadoras do painel, está claro que o próprio Ibama reconhece o não cumprimento das contrapartidas impostas à Norte Energia para a construção da hidrelétrica.

01/06/2011 17h09 – Atualizado em 01/06/2011 17h26

Cientistas encaminham a Dilma Rousseff protesto contra Belo Monte

Painel com 300 intelectuais pede suspensão de licença de instalação.
Ibama divulgou nesta 4ª feira liberação para construção de usina, no Pará.

Eduardo Carvalho Do Globo Natureza, em São Paulo

Em protesto à liberação da licença de instalação da usina de Belo Monte, divulgada nesta quarta-feira (1º), um grupo que reúne ao menos 300 cientistas brasileiros protocolou em Brasília uma carta direcionada a presidente Dilma Rousseff, pedindo a suspensão imediata da ordem, considerada por eles um ato de imprudência.

Organizada pelo ‘Painel de especialistas para análise crítica de Belo Monte’, do qual fazem parte intelectuais das principais universidades públicas e particulares do país, a carta manifesta a preocupação sobre o cumprimento dos dispositivos legais relativos aos direitos humanos e ambientais.

Segundo Sônia Magalhães, doutora em antropologia da Universidade Federal do Pará e uma das coordenadoras do painel, está claro que o próprio Ibama reconhece o não cumprimento das contrapartidas impostas à Norte Energia para a construção da hidrelétrica.

Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte (Foto: Mariana Oliveira / G1)Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte (Foto: Mariana Oliveira / G1)

“Eu me surpreendo quando as autoridades da República vêm a público dizer inverdades sobre a construção. Queremos a suspensão imediata da licença e exigimos o atendimento dos direitos da sociedade brasileira. A legislação existente hoje referente aos direitos ambientais é uma conquista”, afirmou Sônia.

“Esperamos que a presidente Dilma nos dê uma posição sobre o tema. Nós já tentamos enviar uma carta há 15 dias, mas ela não se pronunciou a respeito. Isso significou um gesto de absoluto descaso com a ciência brasileira. Queremos contribuir para uma tomada de decisão com mais clareza”, complementou.

Carta
O documento dos cientistas aponta alagamentos em áreas não previstas no projeto de Belo Monte, riscos às condições de vida dos grupos indígenas e ribeirinhos, além de ocorrência de graves conflitos e tensões envolvendo comunidades tradicionais de Altamira, cidade próxima às futuras instalações da usina.

O Ministério Público Federal estuda a possibilidade de encaminhar uma ação civil pública ambiental à Justiça contra o governo federal, devido à liberação das obras de construção.

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, em São Paulo.


28 de março de 2011 | nenhum comentário »

Manifestantes protestam no Rio contra energia nuclear no Brasil

Cerca de 50 pessoas deram as mãos e formaram uma corrente humana para pedir o fim do uso de energia nuclear no Brasil, na manhã deste domingo (27), na orla do Leblon, Zona Sul do Rio. A manifestação foi organizada por três estudantes do ensino médio, que criaram um blog e divulgaram o protesto em redes sociais da internet.

Em um dia de muito sol, os manifestantes, sempre de mãos dadas, caminharam do Leblon em direção ao Arpoador, em Ipanema, enquanto uma das organizadoras do protesto gritava palavras de ordem em um megafone: “Um, dois, três, quatro cinco, mil, não queremos mais usinas nucleares no Brasil”, e “Brasil responsável, energia renovável”.

“A gente é contra a construção de usinas nucleares no Brasil”, enfatizou Hannah Aders, estudante do terceiro ano do Ensino Médio e uma das organizadoras. “Na Alemanha, a corrente chegou a 45 quilômetros de comprimento. Aqui, ainda está pequena, mas temos que dar um primeiro passo”, disse, referindo-se ao protesto que levou milhares de pessoas às ruas de Berlim, uma semana após o acidente em uma usina nuclear no Japão.

No blog, as estudantes enumeram outros objetivos do manifesto: a favor do investimento em fontes de energia sustentáveis e limpas; e a exigência de que o governo crie um plebiscito para a população decidir sobre a construção das usinas nucleares no Brasil.

As organizadoras pretendem realizar um novo protesto e esperam mobilizar mais pessoas. “Cerca de 700 pessoas confirmaram a participação na internet, mas na hora de vir é outra coisa”, disse Hannah, enquanto chamava pessoas na orla da praia para a manifestação.

Fonte: Bernardo Tabak/ G1


24 de março de 2011 | nenhum comentário »

Protesto contra mudanças na gestão

Trabalhadores do Ministério do Meio Ambiente e suas autarquias assinaram na semana passada petição pública contra a transferência de responsabilidades do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para o Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
Eles solicitam o direito dos servidores ambientais federais de discutir quaisquer propostas de alterações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação.
A petição é contra a preparação de documento legal que repassa a gestão das Florestas Nacionais (FLONA), Reservas Extrativistas (RESEX) e Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para o Serviço Florestal Brasileiro (SFB).
Os trabalhadores alegam que a transferência de gestão significa uma quebra do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, já que está fora dos objetivos do Sistema Florestal Brasileiro – braço do MMA criado a partir da Lei 11284/2006.
Por lei, o ICMbio é o órgão responsável pela execução do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), tarefa que divide com o Ibama, esse último em caráter suplementar, ou seja, age quando há ausência de agencia ambiental estadual.
O sistema é formado por 12 categorias especificadas, incluindo as FLONA, RESEX E RDS. As diferentes categorias de florestas são complementares e deveriam ser tratadas pelo mesmo órgão, que evitar que a divisão enfraqueça o todo, alegam os trabalhadores. Segundo a petição, a aprovação das mudanças poderia gerar uma competição entre os diversos órgãos.
Eles citam como exemplo a exploração comercial madeireira, que só é admitida em situações especiais e muitas RESEX não possuem florestas (Como exemplo, tem as RESEX marinhas). Há casos, inclusive, de RESEX nas quais as comunidades são contra a exploração madeireira. “Portanto, qual seria o interesse em reduzir a importância das RESEX, categoria de UC genuinamente brasileira, resultado de muitos anos de luta de extrativistas, à exploração madeireira?” – Indagam os signatários da petição.
A estrutura do Serviço Florestal Brasileiro também é criticada, já que até agora não houve nenhum concurso público para provimento das vagas, quase cinco anos depois da criação do órgão, sendo seus funcionário provenientes do ICMbio, Ibama, servidores comissionados, temporários e terceirizados.

Link para a petição: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N7738

Serviço Florestal vai gerir reservas

25 Fev 2011, 17:1

Brasília - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, sem dúvida está implementando um “choque de gestão”. No início deste mês, em reunião com as autarquias e secretarias do Ministério do Meio Ambiente (MMA), foi posto em pauta dessa vez a transformação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB)

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em autarquia. Hoje, o órgão está diretamente subordinado ao ministério.
O objetivo seria fortalece-lo, dando maiores poderes e atonomia, principalmente no que diz respeito às concessões de áreas de exploração em Unidades de Conservação de Uso Sustentável.
Com a transformação do órgão em autarquia independente, algumas categorias previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), como as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), Reservas Extrativistas (Resex) e Florestas Nacionais (Flonas) seriam transferidas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e passariam a ser geridas pelo SFB.
Segundo fontes, essa é uma idéia antiga, que visa viabilizar de forma mais rápida e fácil a exploração em áreas de conservação de uso sustentável, sob o argumento de que o ICMBio, órgão que gere todas as demais categorias, leva muito tempo para liberar as concessões. O SFB foi instituído em 2006, pela Lei nº 11.284.

Asibama a favor da autarquia, mas contra fragmentação
Nesta sexta-feira foi convocada nova reunião no Ministério, com representantes da Associação dos Servidores do Ibama (Asibama) e de outros órgãos, para se discutir novamente a ideia. Ao fim da conversa no MMA, o presidente da Asibama Nacional, Jonas Moraes Corrêa, afirmou a ((o)) eco que a associação irá se reunir em assembleia na semana que vem para ter uma posição formal sobre o assunto.
Ele já adiantou, entretanto, que os servidores são a favor da autarquização do órgão, mas que a transferência de gestão será mais uma fragmentação que a área ambiental sofrerá e tem sofrido nos últimos anos.
“Nós fomos contrários à criação do Serviço Florestal na época, mas já que ele foi criado, tem que ser mudado sim, senão perde a razão de ser. Quanto à transferência das categorias, o SNUC é todo gerido pelo ICMBio, com essa divisão quebra a harmonia, a integridade da gestão. Nós servidores já passamos por um processo traumático, que foi a divisão do Ibama. Agora temos que ouvir o pessoal lotado nas unidades que serão transferidas para ver o que eles acham disso”, comentou Jonas.
A reportagem procurou Antônio Carlos Hummel, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, mas ele preferiu não se manifestar ainda. (Nathalia Clark)


10 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Índios entregam à Presidência abaixo-assinado contra Belo Monte

Cerca de 300 manifestantes fizeram ato em frente ao Congresso.
Encontro na UnB discutiu realização de obra da usina hidrelétrica.

Dez representantes de um grupo formado por cerca de 300 índios e ribeirinhos da região do Rio Xingu, do Pará e Mato Grosso, além de estudantes, ambientalistas e artistas, entregaram à Presidência da República um abaixo-assinado contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Segundo os manifestantes, o documento tem cerca de 500 mil assinaturas, e foi entregue ao secretário-executivo da Presidência,  Rogério Sottili, e ao secretário de Articulação Social, Paulo Maldos.

Ministro-chefe em exercício (Gilberto Carvalho participa do Fórum Social Mundial, no Senegal), Sottili se comprometeu a levar o relato do encontro e o documento à presidente Dilma Rousseff, segundo informe divulgado pela assessoria do ministério.

Segundo ele, o governo manterá o diálogo com os movimentos sociais. “Quero que vocês vejam o governo como um parceiro. Podemos não chegar a um consenso, mas vamos construir as políticas por meio do diálogo”, disse.

Os manifestantes se reuniram na manhã desta terça (8) em frente ao espelho d’água, no Congresso Nacional, para exigir também que o governo federal avalie uma carta assinada por aproximadamente 30 especialistas de universidades brasileiras, como Federal do Rio, Federal do Pará e Universidade de São Paulo, com argumentos científicos que desaconselham a obra.

“O barramento do Xingu seria a morte do ecossistema e da agricultura familiar de todo povo tradicional de lá. Assim, além de perdermos nossa cultura, estaríamos levando nossos filhos para serem bandidos e assassinos, já que é isso que a periferia de Altamira representa”, afirmou a ribeirinha e representante do movimento “Xingu vivo para sempre”, Ana Alice Plens.

As pretensões do governo são de investir cerca de R$ 19 bilhões  no empreendimento, que terá dois reservatórios de água de 516 quilômetros quadrados cada um.

Se construída, Belo Monte terá a primeira unidade geradora entrando em operação comercial a partir de fevereiro de 2015 comuma capacidade instalada de 11,2 mil megawatts, o que a tornaria a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas de Itaipu (na fronteira entre Brasil e Paraguai) e Três Gargantas (China).

A questão voltou a ser debatida após o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conceder, no fim de janeiro, licença que autoriza a instalação dos canteiros de obra, acampamentos de operários e até a implementação de estradas necessárias para dar início às obras.

Líderes indígenas da etnia Kayapó, que participaram da manisfetação, estiveram nesta segunda-feira (7) em um seminário organizado pela Universidade de Brasília (UnB), que propunha o debate sobre os impactos da hidrelétrica na vida dos moradores da região e aproveitaram a oportunidade para pressionar o governo a cancelar a realização da obra.

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“Nós fomos enganados. Sou contra a usina e vou defender nossas florestas e nosso povo até o fim”, disse o líder Kayapó Raoni Metyktire.

Também líder dos Kayapós, Yabuti Metyktire, enfatizou que não pretende “ceder” e abrir mão do que chamou de “nossa terra”. “Eles defendem aquele PAC, mas nem que encham esse auditório de dinheiro vou abrir mão de nossas terras”, completou, se referindo ao auditório do Memorial Darcy Ribeiro, na UnB, onde o evento aconteceu.

O seminário ouviu opiniões de indígenas, representantes de movimentos sociais e especialistas sobre os danos que a usina poderia causar à região e aos seus habitantes caso seja construída e debateu eventuais alternativas para o projeto, como a utilização de energia eólica (produzida através de hélices que giram quando em contato com o vento) e a solar.

A carta
Veja abaixo trechos da carta encaminhada à presidente Dilma Rousseff, assinada por líderes Kayapó das aldeias indígenas Gorotire, Kokraimoro, Metyktire, Kriny, Moikarako, Käkamkube, Las Casas, Apeinhti, Piaraçu, Kawatire, Pykararankre, Kromare, Turedjam, Kapôt e Pykatamkwyr.

“(…) A Funai, apesar de ser o órgão indigenista, deveria estar defendendo as comunidades indígenas e o papel que está fazendo é o contrário. As lideranças tradicionais não estão sendo ouvidas nem respeitadas suas decisões. A Funai toma decisões como se fossem as lideranças do povo. Por que o presidente da Funai não recebe as lideranças quando estas vem resolver seus problemas? Se ele não quiser trabalhar para nós, ele explique para nós o porquê.”

“(…) Para a preservação de várias espécies de animais e plantas que usamos para o nosso tratamento tradicional, é por isso que não queremos a barragem. Por nós sermos os brasileiros legítimos, o governo deveria respeitar, sobretudo os nossos direitos.”

“(…) Sabemos que isso é uma política falsa, pelo que aconteceu e pelo que está acontecendo com a gente hoje. No passado prometeram melhorar a qualidade de vida, a saúde das nossas comunidades. Na verdade não aconteceu. Muitos povos se enfraqueceram com essa política e foram extintos e não queremos isso. Queremos que sejamos respeitados, cumprindo as leis que estão na Constituição Federal.”

Fonte: Globo Natureza


22 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Esperando Lula, ONGs protestam contra Belo Monte

Um dia antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegar a Altamira (PA) para celebrar, simbolicamente, a construção da hidrelétrica de Belo Monte, manifestantes bloquearam na segunda-feira (21) um trecho de rodovia próximo à cidade em protesto contra a polêmica usina.

O bloqueio foi feito nas duas pistas da Transamazônica (BR-230), em um ponto a cerca de 15 quilômetros de Altamira, no sentido de Marabá (PA). Começou por volta das 5h e só terminou no início da tarde, às 14h30.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) afirmou que o ato, realizado por aproximadamente 50 pessoas, foi “pacífico e tranquilo”, e que o congestionamento de carros chegou, no máximo, a um quilômetro de extensão.

Para evitar que os veículos chegassem até o local onde estavam os manifestantes, os próprios policiais fizeram barreiras na estrada.

O bloqueio foi uma prévia do que deve ocorrer nesta terça-feira (22), quando Lula chegar. Um novo protesto contra a usina está marcado para ocorrer na área urbana de Altamira.

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Segundo sua assessoria, o presidente irá participar pela manhã de um “ato pelo desenvolvimento de Belo Monte”, em um estádio de futebol.

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Os protestos estão sendo organizados por movimentos sociais que se opõem à construção da barragem – que, segundo seus críticos, gerará pouca energia e terá um intenso impacto socioambiental na região.

Neste mês, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) homologou o resultado do leilão para a construção da obra, cujo custo estimado se aproxima de R$ 25 bilhões.

Diversas ações na Justiça podem ainda impedir que a hidrelétrica seja construída.

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Fonte: Folha.com

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8 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Servidores do meio ambiente protestam em frente ao Congresso Nacional

Servidores de órgãos ambientais federais, em greve há quase 60 dias, fizeram um protesto hoje (6) espalhando centenas de cruzes no gramado em frente ao Congresso Nacional. A mobilização ocorreu durante o 8º Passeio Ciclístico e a 1ª Caminhada por Um Brasil Sustentável, promovidos pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Organização Não Governamental Rodas da Paz.

De acordo com Joaquim Benedito, representante do comando de greve dos servidores do meio ambiente, as cruzes representam estações ecológicas, parques nacionais e áreas de proteção ambientais. O objetivo é mostrar à sociedade o descaso com que o governo trata a área ambiental. “O meio ambiente não é prioridade para o governo, eles só querem saber dos institutos ambientais quando querem licenciar os empreendimentos na área de hidrelétricas, mineração, petróleo”, disse.

Durante o protesto, representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal (Sindsep) e da Associação dos Servidores do Instituto do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (Asibama) distribuíram uma carta intitulada Semana Nacional do Meio Ambiente: Nada a Comemorar, que explica os principais motivos da greve.

“A greve dos servidores evidencia a crise em que se encontram os órgão ambientais federais. Enquanto não se eleger de fato o setor ambiental como prioridade, a sociedade brasileira não terá nada a comemorar na Semana Nacional do Meio Ambiente”, diz o documento.

Desde o dia 7 de abril, os servidores do meio ambiente estão em greve. Uma decisão do Superior Tribunal Justiça (STJ), entretanto, exigiu o retorno dos trabalhadores responsáveis pela fiscalização e pelo licenciamento, serviços considerados essenciais. Esses servidores retornaram ao trabalho no fim de maio.

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Fonte: Agência Brasil

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