14 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas pedem que pelo menos 10% do mar seja protegido

O Brasil está longe de atingir as metas internacionais de proteção ao mar na sua área de exploração costeira.

De acordo com cientistas reunidos nesta quarta-feira no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, uma espécie de Rio+20 paralela da ciência, menos de 1% da zona de exploração costeira do Brasil está protegida.

A taxa está distante das metas internacionais estabelecidas há dois anos pelo Protocolo de Nagoya.

O documento define que até 2020 pelo menos 10% da zona de exploração do mar de cada país deve estar protegida.

“O problema é não temos avanços. Recentemente adiamos a ampliação do Parque Nacional Marinho de Abrolhos [entre a Bahia e o Espírito Santo]“, disse o biólogo da USP Carlos Alfredo

Joly, coordenador de um programa de pesquisa sobre a biodiversidade paulista financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

A expectativa dos cientistas era que o governo sancionasse um projeto que estabelece um mosaico de áreas protegidas marinhas em Abrolhos durante a Rio+20.

Mas o processo obrigatório de consultas públicas com a população nas redondezas de Abrolhos sobre a área de proteção foi esticado e depois suspenso em meados de maio.

MAIS BRANCOS

A principal preocupação dos cientistas são os recifes de corais. O Brasil tem as únicas formações relevantes de recifes de corais do Atlântico Sul e boa parte deles está em Abrolhos.

A acidez causada pelo aquecimento das águas e da atividade humana na região prejudica a alimentação dos corais e os deixa mais vulneráveis (o que é visível, pois eles ficam esbranquiçados).

“Não temos problemas apenas em Abrolhos. Há regiões do sul e do nordeste do país que também precisam de atenção”, disse a engenheira de pesca Ana Paula Prates, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com ela, a proteção às florestas costuma ganhar mais atenção e ser mais debatida que a proteção ao mar.

Somando unidades de conservação, parques nacionais e reservas biológicas, 13% do território terrestre do país é intocável (as metas de Nagoya são de 17%).

GESTÃO DE OCEANOS

Prates destacou também a falta de regulamentação sobre a atividade econômica relacionada ao mar.

Hoje, os cientistas estimam que 80% da pesca brasileira seja de espécies super exploradas e estejam em algum risco.

A governança dos oceanos será discutida na cúpula da Rio+20, que reunirá chefes de Estado de 20 a 22 de junho. Mas os cientistas estão pouco otimistas.

“Na Rio-92 havia uma proposta de convenção de oceanos que não avançou”, disse Joly.

Fonte: Folha.com


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Protocolo de Montreal deve aprovar pleito brasileiro

Uma equipe técnica do Ministério do Meio Ambiente estará na próxima semana em Montreal (Canadá), onde será decidido o repasse de US$ 20 milhões necessários para iniciar a execução do Programa Brasileiro de Eliminação de Hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) – composto que traz prejuízos à camada de ozônio, contribui para o efeito estufa e é amplamente utilizado em equipamentos de refrigeração.

“Tivemos a aprovação do nosso pleito pela Secretaria do Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal, que o recomendou ao Comitê Executivo”, conta a coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio, no MMA, Magna Luduvice. O ministério recebeu o comunicado no último dia 7, e sua negociação começou em 4 de abril. O Comitê Executivo se reunirá entre os dias 25 e 29 de julho.

O Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs começou a ser desenvolvido em março de 2009 e foi concluído em janeiro deste ano, depois de consultas públicas e com a participação do setor privado.

Magna Luduvice explica que os recursos do fundo devem ser aplicados em sua primeira fase, entre 2011 e 2015, para a eliminação dos HCFCs na fabricação das espumas usadas nos equipamentos de refrigeração.

O dinheiro, não reembolsável, servirá para a conversão da tecnologia de empresas nacionais. A estimativa é que outros US$ 14 milhões deverão ser investidos por multinacionais que atuam no Brasil, e que deverão bancar sua própria conversão.

“As decisões têm de ser acertadas pelos governos, para se eliminarem os gases prejudiciais à camada de ozônio e também de efeito estufa”, diz Anderson Alves, assessor de Projetos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud Brasil).

A instituição facilita as negociações do governo brasileiro junto ao Fundo Multilateral, e ainda contribui, por exemplo, com a contratação de profissionais, repasse de recursos e transferência de tecnologia para que o País alcance os resultados almejados.

Efeito estufa – Magna Luduvice cita outro momento importante dos encontros que ocorrerão no Canadá: “Os países vão discutir a emenda apresentada pelo Canadá, Estados Unidos, Austrália e Micronésia para a redução de outro composto, os hidrofluorcarbonos (HFC)”. A coordenadora explica que apesar dos HFCs não serem prejudiciais à camada de ozônio, a proposta é que sejam também controlados pelo Protocolo de Montreal por serem substâncias alternativas aos HCFCs.

Fonte: Cristina Ávila/ MMA


2 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Banco Mundial vai apoiar ações de preservação do meio ambiente

Protocolo foi assinado durante conferência da C40, em São Paulo.
Plenária foi aberta pelo prefeito Gilberto Kassab.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, assinaram na manhã desta quarta-feira (1º), em São Paulo, um protocolo de intenções que tem como principal objetivo apoiar ações de preservação do meio ambiente. A assinatura do documento foi realizada diante da presença do prefeito da cidade, Gilberto Kassab, que abriu a plenária da C40, IV Conferência Internacional de Prefeitos. O evento, que ai até esta sexta (3), ocorre em um hotel da Zona Sul da capital.

Pouco antes de assinar o protocolo, pelo qual o Banco Mundial poderá dar suporte financeiro às grandes cidades para que desenvolvam ações sustentáveis, Zoellick afirmou que será um “parceiro forte”. Ele lembrou que a Prefeitura de São Paulo tem a meta de reduzir a redução de 30% das emissões de gases causadores de efeito estufa até 2012 na cidade. Para atingir esse objetivo, foi criado em 2009 o Comitê Municipal de Mudanças Climáticas e Ecoeconomia.

Esforços
Kassab abriu a sessão plenária dizendo que a cidade se sente “honrada” em receber a C40 e afirmou que é preciso ter “humildade” para trocar experiências com outras prefeituras no sentido de desenvolver ações para o meio ambiente, como a redução da poluição, o manejo com o lixo, a melhoria nos transportes.

Kassab citou ações de sua administração, como a Inspeção Veicular, que pretende controlar a emissão de gases dos veículos em São Paulo, e a Lei Cidade Limpa, cujo principal objetivo é combater a poluição visual com a publicidade. E pediu um esforço conjunto para a realização de programas sustentáveis. “Não bastam reuniões, planos. É preciso boa vontade.” Em seguida, completou: “é preciso coragem para enfrentar a mídia, que critica e fiscaliza com rigor. Temos que ter humildade para dar marcha ré, rever projetos e posições”, afirmou ele, que foi bastante atacado quando criou a Lei Cidade Limpa.

Bloomberg, que é presidente da C40 e falou logo após Kassab, disse que grandes vitórias só se conseguem a partir de pequenos passos. Ele falou sobre as semelhanças entre São Paulo e Nova York, lembrando que as duas cidade são conhecidas como “as cidades que nunca dormem”. Ele também pediu um esforço coletivo e parcerias no sentido de tomar medidas em prol do meio ambiente. “Ninguém pode fazer melhor pelo mundo do que nós, prefeitos de grandes cidades.”

Fonte: Carolina Iskadarian, Do G1 em SP.






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Cientistas pedem que pelo menos 10% do mar seja protegido

O Brasil está longe de atingir as metas internacionais de proteção ao mar na sua área de exploração costeira.

De acordo com cientistas reunidos nesta quarta-feira no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, uma espécie de Rio+20 paralela da ciência, menos de 1% da zona de exploração costeira do Brasil está protegida.

A taxa está distante das metas internacionais estabelecidas há dois anos pelo Protocolo de Nagoya.

O documento define que até 2020 pelo menos 10% da zona de exploração do mar de cada país deve estar protegida.

“O problema é não temos avanços. Recentemente adiamos a ampliação do Parque Nacional Marinho de Abrolhos [entre a Bahia e o Espírito Santo]“, disse o biólogo da USP Carlos Alfredo

Joly, coordenador de um programa de pesquisa sobre a biodiversidade paulista financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

A expectativa dos cientistas era que o governo sancionasse um projeto que estabelece um mosaico de áreas protegidas marinhas em Abrolhos durante a Rio+20.

Mas o processo obrigatório de consultas públicas com a população nas redondezas de Abrolhos sobre a área de proteção foi esticado e depois suspenso em meados de maio.

MAIS BRANCOS

A principal preocupação dos cientistas são os recifes de corais. O Brasil tem as únicas formações relevantes de recifes de corais do Atlântico Sul e boa parte deles está em Abrolhos.

A acidez causada pelo aquecimento das águas e da atividade humana na região prejudica a alimentação dos corais e os deixa mais vulneráveis (o que é visível, pois eles ficam esbranquiçados).

“Não temos problemas apenas em Abrolhos. Há regiões do sul e do nordeste do país que também precisam de atenção”, disse a engenheira de pesca Ana Paula Prates, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com ela, a proteção às florestas costuma ganhar mais atenção e ser mais debatida que a proteção ao mar.

Somando unidades de conservação, parques nacionais e reservas biológicas, 13% do território terrestre do país é intocável (as metas de Nagoya são de 17%).

GESTÃO DE OCEANOS

Prates destacou também a falta de regulamentação sobre a atividade econômica relacionada ao mar.

Hoje, os cientistas estimam que 80% da pesca brasileira seja de espécies super exploradas e estejam em algum risco.

A governança dos oceanos será discutida na cúpula da Rio+20, que reunirá chefes de Estado de 20 a 22 de junho. Mas os cientistas estão pouco otimistas.

“Na Rio-92 havia uma proposta de convenção de oceanos que não avançou”, disse Joly.

Fonte: Folha.com


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Protocolo de Montreal deve aprovar pleito brasileiro

Uma equipe técnica do Ministério do Meio Ambiente estará na próxima semana em Montreal (Canadá), onde será decidido o repasse de US$ 20 milhões necessários para iniciar a execução do Programa Brasileiro de Eliminação de Hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) – composto que traz prejuízos à camada de ozônio, contribui para o efeito estufa e é amplamente utilizado em equipamentos de refrigeração.

“Tivemos a aprovação do nosso pleito pela Secretaria do Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal, que o recomendou ao Comitê Executivo”, conta a coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio, no MMA, Magna Luduvice. O ministério recebeu o comunicado no último dia 7, e sua negociação começou em 4 de abril. O Comitê Executivo se reunirá entre os dias 25 e 29 de julho.

O Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs começou a ser desenvolvido em março de 2009 e foi concluído em janeiro deste ano, depois de consultas públicas e com a participação do setor privado.

Magna Luduvice explica que os recursos do fundo devem ser aplicados em sua primeira fase, entre 2011 e 2015, para a eliminação dos HCFCs na fabricação das espumas usadas nos equipamentos de refrigeração.

O dinheiro, não reembolsável, servirá para a conversão da tecnologia de empresas nacionais. A estimativa é que outros US$ 14 milhões deverão ser investidos por multinacionais que atuam no Brasil, e que deverão bancar sua própria conversão.

“As decisões têm de ser acertadas pelos governos, para se eliminarem os gases prejudiciais à camada de ozônio e também de efeito estufa”, diz Anderson Alves, assessor de Projetos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud Brasil).

A instituição facilita as negociações do governo brasileiro junto ao Fundo Multilateral, e ainda contribui, por exemplo, com a contratação de profissionais, repasse de recursos e transferência de tecnologia para que o País alcance os resultados almejados.

Efeito estufa – Magna Luduvice cita outro momento importante dos encontros que ocorrerão no Canadá: “Os países vão discutir a emenda apresentada pelo Canadá, Estados Unidos, Austrália e Micronésia para a redução de outro composto, os hidrofluorcarbonos (HFC)”. A coordenadora explica que apesar dos HFCs não serem prejudiciais à camada de ozônio, a proposta é que sejam também controlados pelo Protocolo de Montreal por serem substâncias alternativas aos HCFCs.

Fonte: Cristina Ávila/ MMA


2 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Banco Mundial vai apoiar ações de preservação do meio ambiente

Protocolo foi assinado durante conferência da C40, em São Paulo.
Plenária foi aberta pelo prefeito Gilberto Kassab.

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, assinaram na manhã desta quarta-feira (1º), em São Paulo, um protocolo de intenções que tem como principal objetivo apoiar ações de preservação do meio ambiente. A assinatura do documento foi realizada diante da presença do prefeito da cidade, Gilberto Kassab, que abriu a plenária da C40, IV Conferência Internacional de Prefeitos. O evento, que ai até esta sexta (3), ocorre em um hotel da Zona Sul da capital.

Pouco antes de assinar o protocolo, pelo qual o Banco Mundial poderá dar suporte financeiro às grandes cidades para que desenvolvam ações sustentáveis, Zoellick afirmou que será um “parceiro forte”. Ele lembrou que a Prefeitura de São Paulo tem a meta de reduzir a redução de 30% das emissões de gases causadores de efeito estufa até 2012 na cidade. Para atingir esse objetivo, foi criado em 2009 o Comitê Municipal de Mudanças Climáticas e Ecoeconomia.

Esforços
Kassab abriu a sessão plenária dizendo que a cidade se sente “honrada” em receber a C40 e afirmou que é preciso ter “humildade” para trocar experiências com outras prefeituras no sentido de desenvolver ações para o meio ambiente, como a redução da poluição, o manejo com o lixo, a melhoria nos transportes.

Kassab citou ações de sua administração, como a Inspeção Veicular, que pretende controlar a emissão de gases dos veículos em São Paulo, e a Lei Cidade Limpa, cujo principal objetivo é combater a poluição visual com a publicidade. E pediu um esforço conjunto para a realização de programas sustentáveis. “Não bastam reuniões, planos. É preciso boa vontade.” Em seguida, completou: “é preciso coragem para enfrentar a mídia, que critica e fiscaliza com rigor. Temos que ter humildade para dar marcha ré, rever projetos e posições”, afirmou ele, que foi bastante atacado quando criou a Lei Cidade Limpa.

Bloomberg, que é presidente da C40 e falou logo após Kassab, disse que grandes vitórias só se conseguem a partir de pequenos passos. Ele falou sobre as semelhanças entre São Paulo e Nova York, lembrando que as duas cidade são conhecidas como “as cidades que nunca dormem”. Ele também pediu um esforço coletivo e parcerias no sentido de tomar medidas em prol do meio ambiente. “Ninguém pode fazer melhor pelo mundo do que nós, prefeitos de grandes cidades.”

Fonte: Carolina Iskadarian, Do G1 em SP.