8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Água pode ser um problema para 55% dos municípios do país

Mais da metade dos municípios brasileiros pode ter problemas com o abastecimento de água ou dificuldade para receber água de boa qualidade nos próximos anos. A afirmação é do presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, que participou nesta quarta-feira do EXAME Fórum de Sustentabilidade 2012.

Responsável pela agência que regula o uso dos recursos hídricos brasileiros, Andreu afirma que a discussão hoje deve se concentrar na qualidade da água a que os brasileiros têm acesso.

“Inclusive no semiárido brasileiro, a gente imagina que (o problema) é a quantidade, mas o grande problema é a qualidade dos açudes, que apresentam grande nível de comprometimento”, disse o presidente da ANA.

Mas as dificuldades futuras não estão apenas no semiárido.

Embora o Brasil seja reconhecido com um dos países mais beneficiados em recursos hídricos, a distribuição é extremamente desigual em todo o território.

Na região Amazônica, que não concentra nem um décimo da população brasileira, está 70% da água doce do país. Para piorar, a água brasileira é de boa qualidade – 81% é classificada como boa ou ótima – mas os mananciais de avaliação ruim ou péssima estão concentrados na populosa faixa litorânea do sul e sudeste, informou o presidente da ANA.

Fonte: Exame.com


20 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Brasil precisa investir R$ 50 bilhões na proteção de mananciais de águas captadas para uso urbano

Para proteger os mananciais superficiais de águas usados como fonte de captação para abastecimento urbano, o Brasil precisa investir cerca de R$ 50 bilhões nas redes coletoras e estações de Tratamento de Esgotos (ETE) de 52% dos municípios.

Os valores, apresentados no estudo Panorama da Qualidade das Águas Superficiais – 2012, divulgado na terça-feira (19) pela Agência Nacional de Águas (ANA), têm como base dados do Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água.

Considerando valores de 2010, o levantamento avalia que são necessários R$ 47,8 bilhões em investimentos para melhorar a qualidade das águas superficiais brasileiras ao longo das próximas décadas. De acordo com a ANA, entre 2001 e 2010, foram investidos cerca de R$ 52 bilhões em recursos para programas de saneamento e despoluição de recursos hídricos da União. Desses, 76% tiveram como origem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O restante veio de organismos internacionais e do setor privado. Entre as ações destacadas pela ANA estão o Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas (Pordes), o Projeto Tietê, o Programa de Revitalização do Rio das Velhas, o Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara e o Programa para o Desenvolvimento Racional, Recuperação e Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Guaíba (Pró-Guaíba).

Segundo a agência, o esforço deve ter a participação de vários setores da sociedade. A articulação precisa envolver todos os planos setoriais que têm impacto sobre a qualidade das águas: saneamento, recursos hídricos e os planos diretores municipais. De acordo com a ANA, isso é essencial para reduzir a fragmentação de políticas públicas.

Outro desafio apontado pela agência é o de melhorar o monitoramento da qualidade das águas superficiais do país. Para isso, a ANA vem desenvolvendo com os estados o Programa Nacional de Avaliação da Qualidade das Águas, que tem como objetivo apoiá-los no monitoramento e na avaliação da qualidade da água, assim como na divulgação das informações para a sociedade.

O estudo Panorama da Qualidade das Águas Superficiais – 2012 foi elaborado pela agência com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de órgãos gestores estaduais de recursos hídricos. As conclusões serão apresentadas nesta quarta-feira (20) à tarde em evento do BID na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, na capital fluminense.

Fonte: Pedro Peduzzi/ Agência Brasil


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Peixe pré-histórico entra em lista de espécies ameaçadas dos EUA

Esturjão teria 13 mil anos e antepassados teriam convivido com dinossauros.
Pesca comercial para produzir caviar reduziu drasticamente a população.

População de esturjão do Atlântico caiu drasticamente devido pesca comercial (Foto: Flickr / anglerp1 /CC BY 2.0)

População de esturjão caiu drasticamente devido pesca comercial (Foto: Flickr / anglerp1 /CC BY 2.0)

O esturjão do Atlântico, um peixe considerado como pré-histórico, foi acrescentado à lista de espécies em perigo dos Estados Unidose sua pesca será proibida por mais de uma década. A decisão será publicada nesta segunda-feira (6) pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) e passa a valer a partir de 6 de abril.

De acordo com o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC, na sigla em inglês), um grupo ambiental dos Estados Unidos, a espécie do Atlântico existe há mais de 13 mil anos e seus antepassados teriam convivido com os dinossauros. Os animais alcançariam até quatro metros, com um peso de mais de 350 kg, e poderiam chegar aos 60 anos.

“Um peixe monstruoso, que nadou ao lado de dinossauros e depois sobreviveu à extinção em massa, nos traz a esperança de que, com a nossa proteção, irá sobreviver”, comemorou Brad Sewell, ativista do NRDC.

O número de animais da espécie caiu drasticamente no último século. Nos Estados Unidos, os esturjões desapareceram de 14 dos rios que costumavam habitar. Além disso, o número de locais onde ocorre a desova caiu praticamente pela metade, de acordo com a Noaa.

No rio Delaware, um dos habitats do esturjão do Atlântico, restam hoje apenas 300 fêmas adultas, de 180 mil existentes em 1890, apontou pesquisa da Noaa em parceria com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.

A queda no número de animais é consequência principalmente da pesca comercial para produzir caviar de esturjão, entre 1870 a 1950. Atualmente, as maiores ameaças à espécie são represas que bloqueiam a movimentação para locais de desova, baixa qualidade da água e pesca não intencional – quando pescadores acabam capturando o esturjão ao tentar pescar outros peixes.

Quatro tipos de esturjão do Atlântico foram listados pelo Noaa como espécies em perigo e um quinto foi considerado ameaçado.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo

 


14 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

China: 20 lagos desaparecem por ano por ação humana

A cada ano desaparecem na China 20 lagos naturais dos 24 mil existentes no país devido à mudança climática e a ação humana, segundo foi apontado durante o 1º Fórum da China sobre Lagos realizado na cidade de Nanjing, informou nesta terça-feira (13) a agência oficial Xinhua.

Os lagos naturais cobrem uma superfície de 83 mil km² na China e possuem um papel importante no equilíbrio ecológico, no controle das enchentes e na redução da seca. A mudança climática que o planeta enfrenta trouxe grandes desafios: a qualidade da água se deteriora pela atividade humana, os sedimentos se acumulam, a extensão das terras úmidas diminui e os animais aquáticos sobrevivem com dificuldade.

“A capacidade dos lagos para controlar as enchentes e amenizar a seca foi afetada”, afirma o documento apresentado no fórum. O ministro de Recursos Hídricos da China, Chen Lei, comprometeu-se a aumentar o investimento governamental na proteção dos lagos durante o fórum, do qual participaram durante o fim de semana cerca de 800 especialistas e funcionários públicos.

Fonte: Portal Terra


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil desconhece nível de contaminação de águas subterrâneas

Não existe dado nacional sobre qualidade dos aquíferos, admite agência.
Investimento de R$ 15 milhões visa identificar possíveis focos de poluição

O governo federal pretende desembolsar R$ 15 milhões para que a Agência Nacional de Águas (Ana) investigue possíveis contaminações em áreas que concentram grande volume de água subterrânea.

O objetivo é fazer um levantamento nacional sobre as condições destes locais e delinear ações preventivas para conservar essas áreas da alta concentração urbana, responsável pelo lançamento de rejeitos industriais e esgoto sem tratamento em nascentes e cursos de água.

Ainda não existem no Brasil estatísticas nacionais sobre a quantidade de solos e águas subterrâneas que sofreram danos ambientais. Um dos motivos é que a responsabilidade de manutenção é dos estados. “Estamos atrasados, mas ainda há tempo para obter este conhecimento”, diz o geólogo Paulo Varella, diretor da Ana.

A formação de grandes cidades, que concentram indústrias e, muitas vezes, bairros sem infraestrutura de saneamento básico, pode já ter contaminado o solo e, consequentemente, as águas de reservatórios naturais, mesmo aqueles localizados a uma profundidade que varia de 80 metros a 1.000 metros  de profundidade.

“Mesmo com algumas contaminações constatadas, como na região de São Paulo, por exemplo, são poucos os pontos para a grande quantidade de reservas que existem no Brasil”, explica Varella.

Investigação ambiental
De acordo com ele, o primeiro estudo iniciado foi na bacia do Rio Amazonas, considerada a maior do mundo. Posteriormente, serão analisados os aquíferos Urucuia (principal fornecedor de água para o Rio São Francisco, no Nordeste do país), Açú e Jandaíra (que abrange o Ceará e Rio Grande do Norte), além do Guarani, o maior do país, com 45 mil km³ de volume de água e que passa pela Argentina, Paraguai e Uruguai.

Serão analisadas características hidroquímicas (qualidade das águas) e hidrodinâmicas (extensão dos reservatórios e volume deles). Na Bacia do Amazonas, o prazo de conclusão dos estudos está previsto para o primeiro semestre de 2013.

“Vamos fazer o diagnóstico dessa região no intuito de prevenir quaisquer contaminações. A nossa expectativa é que consigamos descrever detalhes que vão colocar este aquífero na região da Bacia do Amazonas entre os maiores do mundo e maior até que a o aquífero Guarani”, explica Varella.

Brasil: um país com pouco saneamento básico
Entretanto, o diretor da agência afirma que já podem existir trechos do reservatório já contaminados devido à falta de saneamento nas grandes cidades. “Nas proximidades de Belém (PA) já há registros de contaminação por falta de tratamento de esgoto. É uma realidade do Brasil que precisa ser melhorada”, explica.

Segundo o relatório “Conjuntura dos Recursos Hídricos”, divulgado neste ano pela Ana, o Brasil coleta 56,6% do esgoto doméstico urbano. Entretanto, apenas 34% deste volume passa por tratamento.

Varella cita que investimentos neste setor são necessários, pois a recuperação de reservatórios subterrâneos de água podem demorar anos. “Mais que o tempo de vida de uma pessoa. A saúde dos aquíferos depende dos primeiros metros de solo. Não vamos ter erradicação da pobreza se não cuidarmos do saneamento básico. Mas o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) tem voltado recursos para este setor”, afirma.

Rio Amazonas (Foto: Rede Globo)

Imagem do Rio Amazonas, a maior bacia hidrográfica do mundo. Águas que existem abaixo da superfície podem reunir um dos maiores aquíferos do mundo, segundo a Agência Nacional de Águas (Foto: Rede Globo)

Fonte: Eduardo Carvalho. Globo Natureza, São Paulo






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

dezembro 2018
S T Q Q S S D
« mar    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  

8 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Água pode ser um problema para 55% dos municípios do país

Mais da metade dos municípios brasileiros pode ter problemas com o abastecimento de água ou dificuldade para receber água de boa qualidade nos próximos anos. A afirmação é do presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, que participou nesta quarta-feira do EXAME Fórum de Sustentabilidade 2012.

Responsável pela agência que regula o uso dos recursos hídricos brasileiros, Andreu afirma que a discussão hoje deve se concentrar na qualidade da água a que os brasileiros têm acesso.

“Inclusive no semiárido brasileiro, a gente imagina que (o problema) é a quantidade, mas o grande problema é a qualidade dos açudes, que apresentam grande nível de comprometimento”, disse o presidente da ANA.

Mas as dificuldades futuras não estão apenas no semiárido.

Embora o Brasil seja reconhecido com um dos países mais beneficiados em recursos hídricos, a distribuição é extremamente desigual em todo o território.

Na região Amazônica, que não concentra nem um décimo da população brasileira, está 70% da água doce do país. Para piorar, a água brasileira é de boa qualidade – 81% é classificada como boa ou ótima – mas os mananciais de avaliação ruim ou péssima estão concentrados na populosa faixa litorânea do sul e sudeste, informou o presidente da ANA.

Fonte: Exame.com


20 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Brasil precisa investir R$ 50 bilhões na proteção de mananciais de águas captadas para uso urbano

Para proteger os mananciais superficiais de águas usados como fonte de captação para abastecimento urbano, o Brasil precisa investir cerca de R$ 50 bilhões nas redes coletoras e estações de Tratamento de Esgotos (ETE) de 52% dos municípios.

Os valores, apresentados no estudo Panorama da Qualidade das Águas Superficiais – 2012, divulgado na terça-feira (19) pela Agência Nacional de Águas (ANA), têm como base dados do Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água.

Considerando valores de 2010, o levantamento avalia que são necessários R$ 47,8 bilhões em investimentos para melhorar a qualidade das águas superficiais brasileiras ao longo das próximas décadas. De acordo com a ANA, entre 2001 e 2010, foram investidos cerca de R$ 52 bilhões em recursos para programas de saneamento e despoluição de recursos hídricos da União. Desses, 76% tiveram como origem o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O restante veio de organismos internacionais e do setor privado. Entre as ações destacadas pela ANA estão o Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas (Pordes), o Projeto Tietê, o Programa de Revitalização do Rio das Velhas, o Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara e o Programa para o Desenvolvimento Racional, Recuperação e Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Guaíba (Pró-Guaíba).

Segundo a agência, o esforço deve ter a participação de vários setores da sociedade. A articulação precisa envolver todos os planos setoriais que têm impacto sobre a qualidade das águas: saneamento, recursos hídricos e os planos diretores municipais. De acordo com a ANA, isso é essencial para reduzir a fragmentação de políticas públicas.

Outro desafio apontado pela agência é o de melhorar o monitoramento da qualidade das águas superficiais do país. Para isso, a ANA vem desenvolvendo com os estados o Programa Nacional de Avaliação da Qualidade das Águas, que tem como objetivo apoiá-los no monitoramento e na avaliação da qualidade da água, assim como na divulgação das informações para a sociedade.

O estudo Panorama da Qualidade das Águas Superficiais – 2012 foi elaborado pela agência com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de órgãos gestores estaduais de recursos hídricos. As conclusões serão apresentadas nesta quarta-feira (20) à tarde em evento do BID na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, na capital fluminense.

Fonte: Pedro Peduzzi/ Agência Brasil


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Peixe pré-histórico entra em lista de espécies ameaçadas dos EUA

Esturjão teria 13 mil anos e antepassados teriam convivido com dinossauros.
Pesca comercial para produzir caviar reduziu drasticamente a população.

População de esturjão do Atlântico caiu drasticamente devido pesca comercial (Foto: Flickr / anglerp1 /CC BY 2.0)

População de esturjão caiu drasticamente devido pesca comercial (Foto: Flickr / anglerp1 /CC BY 2.0)

O esturjão do Atlântico, um peixe considerado como pré-histórico, foi acrescentado à lista de espécies em perigo dos Estados Unidose sua pesca será proibida por mais de uma década. A decisão será publicada nesta segunda-feira (6) pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) e passa a valer a partir de 6 de abril.

De acordo com o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC, na sigla em inglês), um grupo ambiental dos Estados Unidos, a espécie do Atlântico existe há mais de 13 mil anos e seus antepassados teriam convivido com os dinossauros. Os animais alcançariam até quatro metros, com um peso de mais de 350 kg, e poderiam chegar aos 60 anos.

“Um peixe monstruoso, que nadou ao lado de dinossauros e depois sobreviveu à extinção em massa, nos traz a esperança de que, com a nossa proteção, irá sobreviver”, comemorou Brad Sewell, ativista do NRDC.

O número de animais da espécie caiu drasticamente no último século. Nos Estados Unidos, os esturjões desapareceram de 14 dos rios que costumavam habitar. Além disso, o número de locais onde ocorre a desova caiu praticamente pela metade, de acordo com a Noaa.

No rio Delaware, um dos habitats do esturjão do Atlântico, restam hoje apenas 300 fêmas adultas, de 180 mil existentes em 1890, apontou pesquisa da Noaa em parceria com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.

A queda no número de animais é consequência principalmente da pesca comercial para produzir caviar de esturjão, entre 1870 a 1950. Atualmente, as maiores ameaças à espécie são represas que bloqueiam a movimentação para locais de desova, baixa qualidade da água e pesca não intencional – quando pescadores acabam capturando o esturjão ao tentar pescar outros peixes.

Quatro tipos de esturjão do Atlântico foram listados pelo Noaa como espécies em perigo e um quinto foi considerado ameaçado.

Fonte: Globo Natureza, São Paulo

 


14 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

China: 20 lagos desaparecem por ano por ação humana

A cada ano desaparecem na China 20 lagos naturais dos 24 mil existentes no país devido à mudança climática e a ação humana, segundo foi apontado durante o 1º Fórum da China sobre Lagos realizado na cidade de Nanjing, informou nesta terça-feira (13) a agência oficial Xinhua.

Os lagos naturais cobrem uma superfície de 83 mil km² na China e possuem um papel importante no equilíbrio ecológico, no controle das enchentes e na redução da seca. A mudança climática que o planeta enfrenta trouxe grandes desafios: a qualidade da água se deteriora pela atividade humana, os sedimentos se acumulam, a extensão das terras úmidas diminui e os animais aquáticos sobrevivem com dificuldade.

“A capacidade dos lagos para controlar as enchentes e amenizar a seca foi afetada”, afirma o documento apresentado no fórum. O ministro de Recursos Hídricos da China, Chen Lei, comprometeu-se a aumentar o investimento governamental na proteção dos lagos durante o fórum, do qual participaram durante o fim de semana cerca de 800 especialistas e funcionários públicos.

Fonte: Portal Terra


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Brasil desconhece nível de contaminação de águas subterrâneas

Não existe dado nacional sobre qualidade dos aquíferos, admite agência.
Investimento de R$ 15 milhões visa identificar possíveis focos de poluição

O governo federal pretende desembolsar R$ 15 milhões para que a Agência Nacional de Águas (Ana) investigue possíveis contaminações em áreas que concentram grande volume de água subterrânea.

O objetivo é fazer um levantamento nacional sobre as condições destes locais e delinear ações preventivas para conservar essas áreas da alta concentração urbana, responsável pelo lançamento de rejeitos industriais e esgoto sem tratamento em nascentes e cursos de água.

Ainda não existem no Brasil estatísticas nacionais sobre a quantidade de solos e águas subterrâneas que sofreram danos ambientais. Um dos motivos é que a responsabilidade de manutenção é dos estados. “Estamos atrasados, mas ainda há tempo para obter este conhecimento”, diz o geólogo Paulo Varella, diretor da Ana.

A formação de grandes cidades, que concentram indústrias e, muitas vezes, bairros sem infraestrutura de saneamento básico, pode já ter contaminado o solo e, consequentemente, as águas de reservatórios naturais, mesmo aqueles localizados a uma profundidade que varia de 80 metros a 1.000 metros  de profundidade.

“Mesmo com algumas contaminações constatadas, como na região de São Paulo, por exemplo, são poucos os pontos para a grande quantidade de reservas que existem no Brasil”, explica Varella.

Investigação ambiental
De acordo com ele, o primeiro estudo iniciado foi na bacia do Rio Amazonas, considerada a maior do mundo. Posteriormente, serão analisados os aquíferos Urucuia (principal fornecedor de água para o Rio São Francisco, no Nordeste do país), Açú e Jandaíra (que abrange o Ceará e Rio Grande do Norte), além do Guarani, o maior do país, com 45 mil km³ de volume de água e que passa pela Argentina, Paraguai e Uruguai.

Serão analisadas características hidroquímicas (qualidade das águas) e hidrodinâmicas (extensão dos reservatórios e volume deles). Na Bacia do Amazonas, o prazo de conclusão dos estudos está previsto para o primeiro semestre de 2013.

“Vamos fazer o diagnóstico dessa região no intuito de prevenir quaisquer contaminações. A nossa expectativa é que consigamos descrever detalhes que vão colocar este aquífero na região da Bacia do Amazonas entre os maiores do mundo e maior até que a o aquífero Guarani”, explica Varella.

Brasil: um país com pouco saneamento básico
Entretanto, o diretor da agência afirma que já podem existir trechos do reservatório já contaminados devido à falta de saneamento nas grandes cidades. “Nas proximidades de Belém (PA) já há registros de contaminação por falta de tratamento de esgoto. É uma realidade do Brasil que precisa ser melhorada”, explica.

Segundo o relatório “Conjuntura dos Recursos Hídricos”, divulgado neste ano pela Ana, o Brasil coleta 56,6% do esgoto doméstico urbano. Entretanto, apenas 34% deste volume passa por tratamento.

Varella cita que investimentos neste setor são necessários, pois a recuperação de reservatórios subterrâneos de água podem demorar anos. “Mais que o tempo de vida de uma pessoa. A saúde dos aquíferos depende dos primeiros metros de solo. Não vamos ter erradicação da pobreza se não cuidarmos do saneamento básico. Mas o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) tem voltado recursos para este setor”, afirma.

Rio Amazonas (Foto: Rede Globo)

Imagem do Rio Amazonas, a maior bacia hidrográfica do mundo. Águas que existem abaixo da superfície podem reunir um dos maiores aquíferos do mundo, segundo a Agência Nacional de Águas (Foto: Rede Globo)

Fonte: Eduardo Carvalho. Globo Natureza, São Paulo