12 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Combate a focos de incêndio na reserva do Caraça/MG continua nesta segunda-feira

O combate aos focos de incêndio que castigam a reserva do Parque Nacional do Caraça, na região Central do Estado, continua nesta segunda-feira (12). De acordo com o Corpo de Bombeiros, atuam no local 36 militares de Belo Horizonte e Itabira, 44 brigadistas voluntários da região, além de um helicóptero dos bombeiros e dois aviões da Força Tarefa.

Até o momento não há informações da área atingida mas, segundo informações do Santuário do Caraça, mais de 100 hectares de área preservada já foram queimados. Conforme o Corpo de Bombeiros, a baixa umidade relativa do ar e a dificuldade de acesso aos focos de incêndio contribuem para a propagação do fogo.

Na quarta-feira (7), um dos focos atingiu uma área conhecida como Morro da Água Quente, que fica no município de Catas Altas. Já o segundo foco de incêndio destrói, há vários dias, a área do Pico do Sol, em Conceição do Rio Acima. Já na sexta-feira (9), os militares voltaram ao local e trabalham com o auxílio de aproximadamente 30 brigadistas da região, além de um helicóptero.

As visitas ao Santuário do Caraça, na região Central de Minas, foram suspensas por medida de segurança devido aos incêndios que atingem o local nos últimos dias.

Fonte: O Tempo Online/MG


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Queimadas no estado do Amazonas aumentam 91% em 2011

Tempo seco contribui para incêndios na floresta amazônica.
Baixa quantidade de brigadistas dificulta combate de focos no estado.

A baixa umidade do ar do Amazonas e o aumento na quantidade de queimadas na floresta no estado preocupa o governo. A falta de brigadistas dificulta os trabalhos de contenção dos incêndios.

Dados do sistema de monitoramento de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos, mostram que entre 1º de janeiro até 19 de agosto houve crescimento de 91% nas ocorrências de queimada no estado.

Em 2010 foram registrados 136 focos de calor, enquanto neste ano já são 261. O índice vai na contramão dos demais estados, que apresentam queda na quantidade de queimadas no comparativo com o ano passado.

Entre as regiões mais afetadas no Amazonas estão o Parque Nacional Campos Amazônicos, que teve queimada entre o fim de julho e início de agosto uma área de 330 km² (equivalente a 206 vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo).

Alerta
Segundo informações do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o risco de novos focos de incêndio na floresta é alto devido à forte estiagem na região.

“Estamos enfrentando este calor inédito. A umidade do ar não deveria ficar tão baixa. Estamos pedindo para a população evitar a queima em propriedades, principalmente no sul do Amazonas”, disse Agenor Vicente da Silva, coordenador estadual do Prevfogo.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que a umidade relativa do ar na região está em 34%, mesmo índice registrado durante o auge da seca na Amazônia em 2010, considerada a segunda pior da história.

“O normal é a umidade do ar no estado ficar em cerca de 80%. A redução é consequência de um fenômeno climático que deixou a atmosfera seca em várias partes do país. Esta situação deverá continuar até meados de setembro”, comenta o meteorologista Francisco de Assis Diniz.

Para Bernardo Flores, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, quanto mais frequente for o fogo em trechos da floresta, mais suscetível o bioma ficará às queimadas. “Teria que ocorrer uma conscientização da população, para evitar o uso do fogo na limpeza de terrenos, por exemplo. Mas é complicado, porque a população mais pobre não tem como utilizar formas mais caras para isto”, disse.

Estrutura
Segundo Silva, em todo o estado existem 60 brigadistas do Ibama, número insuficiente para controlar as ocorrências do estado. “O Corpo de Bombeiros está somente nas cidades mais distantes”, afirma.

De acordo com Rômulo Mello, presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ao menos cem unidades de conservação concentradas nas regiões Centro-Oeste, sul do Amazonas e parte do Pará têm risco alto de incêndio.

“Nós já temos aviões preparados para utilizar no combate às queimadas, além dos funcionários do instituto. Não queremos que este ano alcance o total de 1,5 milhão de hectares queimados (15.000 km²) em 2010. Em 2011 já houve registro de 200 mil hectares (2.000 km²) devastados pelo fogo”, desse.

Unidades de Conservação
O Parque Nacional dos Campos Amazônicos foi uma das unidades de conservação da Amazônia que tiveram seus limites modificados por Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União desta semana.

A UC perdeu 340 km² para viabilizar a construção da usina hidrelétrica de Tabajara e o aproveitamento energético do Rio Roosevelt, que corta a unidade. Além disso, a área amortizada poderá ser utilizada em atividades mineradoras. Outros dois parques nacionais (Amazônia e Mapinguari) também foram afetados pela MP.

“Estamos fazendo uma correção nas zonas dos parques para evitar conflitos fundiários e proporcionar ganhos no setor energético e na preservação. Essas unidades de conservação receberam áreas anteriormente, portanto, não houve perdas. Até se chegar a esta conclusão foram feitos estudos técnicos, nada foi decidido num estalar de dedos. As medidas são positivas”, afirmou o presidente do ICMBio, Romulo Mello.

sas (Foto: Divulgação/Prevfogo AM)

Parque Nacional Campos Amazônicos teve área afetada por incêndio entre julho e agosto (Foto: Divulgação/Prevfogo AM)

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Imagem aérea do Parque Nacional Campos Amazônicos, que perdeu área equivalente a 206 Parques do Ibirapuera devido às queimadas em 2011 (Foto: Divulgação/Prevfogo AM)

Fonte: Eduardo Carvalho, São Paulo, Globo Natureza


17 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fogo destrói parte da mata da Serra Santa Helena, em Minas Gerais

Chamas consumiram 170 hectares de vegetação.
Bombeiros acreditam que fogo seja ato de vandalismo.

Um incêndio destruiu aproximadamente 170 hectares da Serra Santa Helena, em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, o fogo destruiu mata nativa e vegetação rasteira. Não se sabe a causa do incêndio, mas há suspeita de que seja um ato de vandalismo. As chamas foram totalmente apagadas nesta segunda-feira (15).

Os bombeiros da cidade têm atendido a várias ocorrências de queimadas em mata e lotes vagos neste período de estiagem. Ainda de acordo com a corporação, as queimadas são consideradas crime e prejudicam o meio ambiente, podendo afetar a fauna e a flora, além do fornecimento de energia elétrica.

Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Minas Gerais registrou 1.007 focos de incêndio desde o começo do ano. É o quarto estado do país em termos de gravidade da situação, depois de Mato Grosso, Bahia e Tocantins.

Parte da Serra Santa Helena é destruída pelas chamas. (Foto: Corpo de Bombeiros de Sete Lagoas)

Parte da Serra Santa Helena é destruída pelas chamas. (Foto: Corpo de Bombeiros de Sete Lagoas)

Fonte: Do G1, Mg


3 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Deputado é multado por queimada de 1,5 milhão de m² no Pará

Júnior Coimbra (PMDB-TO) afirma que o fogo em sua fazenda foi acidental.
Parlamentar pretende recorrer da punição de R$ 3 milhões dada pelo Ibama.

O deputado federal Júnior Coimbra (PMDB-TO) foi multado em R$ 3 milhões pelo Ibama pela destruição, com fogo, de 153 hectares (1,53 milhão de m²) de floresta “em regeneração” na fazenda Vale da Cachoeirinha, em São Félix do Xingu (PA), de sua propriedade.

A fazenda do deputado tem, ao todo, 4 mil hectares, e se situa na na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, mas isso não proíbe que nela haja atividade econômica, como criação de gado.

Consultado pelo Globo Natureza, o parlamentar disse que o fogo foi acidental e que não se sabe quem foi o causador. Ele supõe que tenha sido alguém que passava numa estrada próxima à propriedade.

O que o Ibama classifica como  “floresta nativa amazônica em recuperação”, o parlamentar descreve como pasto com um trecho de mata. “Foi um fogo acidental que entrou na propriedade. Queimou a pastagem e deu um prejuízo enorme. Mas para o Ibama não interessa se foi acidental ou não. As argumentações têm que ser feitas judicialmente”, disse, ao explicar que pretende recorrer da multa.

Segundo o deputado, seus funcionários tentaram de todas as maneiras apagar o fogo, chegando até mesmo a se queimar, mas não conseguiram contê-lo.

Por satélite
A fazenda Vale da Cachoeirinha foi visitada por fiscais em helicóptero depois que identificaram, na última terça-feira (26), um grande foco de calor no local, em imagens de satélite. Segundo o órgão ambiental, a floresta em recuperação estava sendo derrubada e queimada  “sem critério algum, para ampliar a pastagem da fazenda”. Júnior Coimbra nega que queria aumentar seu pasto.

Na propriedade foram apreendidas ainda cinco motosserras. “Não era motosserra que estava em serviço. Estava guardada. Não é uma arma, é um equipamento usada para cortar uma lenha ou alguma coisa”, explica o deputado, acrescentando que se trata de maquinário comum a qualquer propriedade rural.

Júnior Coimbra, segundo informa o Ibama, já foi multado outras duas vezes por desmatamento na propriedade, em 2005. Sobre estas multas, o deputado justifica que está recorrendo porque a derrubada foi feita para que pudesse exercer atividade econômica no local.

Foto tirada pelo Ibama mostra o resultado da queimada na propriedade do deputado. (Foto: Luciano Silva - Ibama/Divulgação)

Foto tirada pelo Ibama mostra o resultado da queimada na propriedade do deputado. (Foto: Luciano Silva - Ibama/Divulgação)

Fonte: Dennis Barbosa, do Globo Natureza, em São Paulo


15 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal

Uma das patas traseiras do animal está machucada, segundo bombeiros.
Coronel diz que animal pode ter saído da mata para sobreviver a queimadas.

O Corpo de Bombeiros apreendeu uma fêmea de lobo-guará no Residencial Oeste, em São Sebastião, cidade a 26 quilômetros de Brasília, na madrugada desta sexta-feira (15). De acordo com o tenente-coronel Cláudio Ribas de Sousa, do Batalhão Ambiental, o animal tem uma das patas traseiras machucadas.

Ribas informou que os militares receberam uma ligação por volta de 4h avisando sobre a fêmea de lobo-guará. Ele explicou que nesta época do ano ocorre o perído de acasalamento do animal, e que as fêmeas, geralmente, saem em busca de alimento. As queimadas, comum nestes meses no DF, é outro fator que pode afugentar o bicho da mata na tentativa de sobrevivência.

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal (Foto: Reprodução/TV Globo)

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal (Foto: Reprodução/TV Globo)

A fêmea de lobo-guará será encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Taguatinga, sob responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e depois deverá ser devolvida ao seu ambiente natural.

Fonte: Do G1, DF.


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Brasil vai sofrer ‘explosão’ de focos de queimada em 2011, diz governo

Alta no desmatamento fomenta queimadas em áreas já devastadas.
Mato Grosso deverá ser uma das regiões mais afetadas por incêndios.

Com a proximidade do período de estiagem no Brasil, que inicia em junho e segue até setembro, o governo federal prevê uma ‘explosão’ de queimadas em 2011, principalmente em Mato Grosso, estado responsável pelo maior índice de desmatamento neste ano.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela gestão do Prevfogo, sistema nacional de prevenção aos incêndios florestais, áreas de mata nativa que foram derrubadas podem ser atingidas por incêndios clandestinos, no intuito de limpar terrenos para dar espaço à agricultura.

“A região Centro-Oeste é a que mais poderá sofrer com isso. O fogo é a forma de manejo mais utilizada para limpeza de terrenos antes da implantação de pastagem. O Mato Grosso poderá registrar mais ocorrências porque até agora é o estado que mais desmatou”, afirmou José Carlos Mendes de Morais, coordenador do Prevfogo.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), dos 593,0 km² de desmatamento detectados entre março e abril na região da Amazônia legal, 480,3 km² ficam em Mato Grosso. Uma das regiões mais afetadas foi a fronteira entre o Cerrado e a Amazônia.

“Essas áreas estão embargadas e nada poderá ser feito porque houve o desmatamento ilegal. Nós aumentamos nossa fiscalização no Mato Grosso, onde há vários casos de fragilidade, e ainda analisamos ocorrências graves em Rondônia, Tocantins e Pará, estados que no ano passado registraram grandes quantidades de queimadas”, disse Morais.

O Prevfogo conta com 2.500 funcionários entre analistas, brigadistas e técnicos. “É um apoio do governo federal às esferas estadual e municipal no combate às queimadas”, complementou o coordenador do sistema de prevenção aos incêndios.

Área da floresta Amazônica atingida por queimada neste ano em Mato Grosso (Foto: Divulgação/Ibama)

Área da floresta Amazônica atingida por queimada neste ano em Mato Grosso (Foto: Divulgação/Ibama)

Dados
Levantamento feito pelo Ibama no estado de Rondônia já aponta um crescimento de 10% nos casos de queimada entre janeiro e junho deste ano. De 1º de janeiro a 13 de junho de 2010, foram registrados 306 focos de calor no estado.

No mesmo período de 2011 já são 338, principalmente nas margens de rodovias federais, o que dificulta o combate.

No Brasil, foram registrados no ano passado 133.149 focos de incêndio detectados por satélites, a maioria concentrada no Mato Grosso (35 mil), Tocantins (18 mil) e Pará (17 mil).

“Isso acontece quando há pouca chuva. Não foi recorde histórico, mas acredito que este ano o número será bem maior em virtude do alto desmatamento”, afirmou o coordenador do Prevfogo.

Segundo Philip Fearnside, pesquisador de ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), áreas do estado do Amazonas também serão atingidas pelas queimadas, mas a partir de agosto.

“É a forma encontrada pelos agricultores para adicionar mais pH ao solo para a agropecuária. Sabemos que o avanço do desmatamento vai causar também o avanço nas queimadas, isto é fato”, disse o especialista.

O especialista afirma que grande parte dos animais e árvores não sobrevive aos incêndios ou simplesmente desaparece das áreas devido às poucas chances de regeneração. “Ainda estamos longe do pico dos incêndios e acredito que eles só vão aumentar ano após ano devido ao avanço na devastação das florestas”, disse Fearnside.

Fonte: Eduardo Carvalho, Do Globo Natureza, em São Paulo






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12 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Combate a focos de incêndio na reserva do Caraça/MG continua nesta segunda-feira

O combate aos focos de incêndio que castigam a reserva do Parque Nacional do Caraça, na região Central do Estado, continua nesta segunda-feira (12). De acordo com o Corpo de Bombeiros, atuam no local 36 militares de Belo Horizonte e Itabira, 44 brigadistas voluntários da região, além de um helicóptero dos bombeiros e dois aviões da Força Tarefa.

Até o momento não há informações da área atingida mas, segundo informações do Santuário do Caraça, mais de 100 hectares de área preservada já foram queimados. Conforme o Corpo de Bombeiros, a baixa umidade relativa do ar e a dificuldade de acesso aos focos de incêndio contribuem para a propagação do fogo.

Na quarta-feira (7), um dos focos atingiu uma área conhecida como Morro da Água Quente, que fica no município de Catas Altas. Já o segundo foco de incêndio destrói, há vários dias, a área do Pico do Sol, em Conceição do Rio Acima. Já na sexta-feira (9), os militares voltaram ao local e trabalham com o auxílio de aproximadamente 30 brigadistas da região, além de um helicóptero.

As visitas ao Santuário do Caraça, na região Central de Minas, foram suspensas por medida de segurança devido aos incêndios que atingem o local nos últimos dias.

Fonte: O Tempo Online/MG


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Queimadas no estado do Amazonas aumentam 91% em 2011

Tempo seco contribui para incêndios na floresta amazônica.
Baixa quantidade de brigadistas dificulta combate de focos no estado.

A baixa umidade do ar do Amazonas e o aumento na quantidade de queimadas na floresta no estado preocupa o governo. A falta de brigadistas dificulta os trabalhos de contenção dos incêndios.

Dados do sistema de monitoramento de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de São José dos Campos, mostram que entre 1º de janeiro até 19 de agosto houve crescimento de 91% nas ocorrências de queimada no estado.

Em 2010 foram registrados 136 focos de calor, enquanto neste ano já são 261. O índice vai na contramão dos demais estados, que apresentam queda na quantidade de queimadas no comparativo com o ano passado.

Entre as regiões mais afetadas no Amazonas estão o Parque Nacional Campos Amazônicos, que teve queimada entre o fim de julho e início de agosto uma área de 330 km² (equivalente a 206 vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo).

Alerta
Segundo informações do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o risco de novos focos de incêndio na floresta é alto devido à forte estiagem na região.

“Estamos enfrentando este calor inédito. A umidade do ar não deveria ficar tão baixa. Estamos pedindo para a população evitar a queima em propriedades, principalmente no sul do Amazonas”, disse Agenor Vicente da Silva, coordenador estadual do Prevfogo.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam que a umidade relativa do ar na região está em 34%, mesmo índice registrado durante o auge da seca na Amazônia em 2010, considerada a segunda pior da história.

“O normal é a umidade do ar no estado ficar em cerca de 80%. A redução é consequência de um fenômeno climático que deixou a atmosfera seca em várias partes do país. Esta situação deverá continuar até meados de setembro”, comenta o meteorologista Francisco de Assis Diniz.

Para Bernardo Flores, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, quanto mais frequente for o fogo em trechos da floresta, mais suscetível o bioma ficará às queimadas. “Teria que ocorrer uma conscientização da população, para evitar o uso do fogo na limpeza de terrenos, por exemplo. Mas é complicado, porque a população mais pobre não tem como utilizar formas mais caras para isto”, disse.

Estrutura
Segundo Silva, em todo o estado existem 60 brigadistas do Ibama, número insuficiente para controlar as ocorrências do estado. “O Corpo de Bombeiros está somente nas cidades mais distantes”, afirma.

De acordo com Rômulo Mello, presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ao menos cem unidades de conservação concentradas nas regiões Centro-Oeste, sul do Amazonas e parte do Pará têm risco alto de incêndio.

“Nós já temos aviões preparados para utilizar no combate às queimadas, além dos funcionários do instituto. Não queremos que este ano alcance o total de 1,5 milhão de hectares queimados (15.000 km²) em 2010. Em 2011 já houve registro de 200 mil hectares (2.000 km²) devastados pelo fogo”, desse.

Unidades de Conservação
O Parque Nacional dos Campos Amazônicos foi uma das unidades de conservação da Amazônia que tiveram seus limites modificados por Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União desta semana.

A UC perdeu 340 km² para viabilizar a construção da usina hidrelétrica de Tabajara e o aproveitamento energético do Rio Roosevelt, que corta a unidade. Além disso, a área amortizada poderá ser utilizada em atividades mineradoras. Outros dois parques nacionais (Amazônia e Mapinguari) também foram afetados pela MP.

“Estamos fazendo uma correção nas zonas dos parques para evitar conflitos fundiários e proporcionar ganhos no setor energético e na preservação. Essas unidades de conservação receberam áreas anteriormente, portanto, não houve perdas. Até se chegar a esta conclusão foram feitos estudos técnicos, nada foi decidido num estalar de dedos. As medidas são positivas”, afirmou o presidente do ICMBio, Romulo Mello.

sas (Foto: Divulgação/Prevfogo AM)

Parque Nacional Campos Amazônicos teve área afetada por incêndio entre julho e agosto (Foto: Divulgação/Prevfogo AM)

  as (Foto: Divulgação/Prevfogo AM)

Imagem aérea do Parque Nacional Campos Amazônicos, que perdeu área equivalente a 206 Parques do Ibirapuera devido às queimadas em 2011 (Foto: Divulgação/Prevfogo AM)

Fonte: Eduardo Carvalho, São Paulo, Globo Natureza


17 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fogo destrói parte da mata da Serra Santa Helena, em Minas Gerais

Chamas consumiram 170 hectares de vegetação.
Bombeiros acreditam que fogo seja ato de vandalismo.

Um incêndio destruiu aproximadamente 170 hectares da Serra Santa Helena, em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Segundo a corporação, o fogo destruiu mata nativa e vegetação rasteira. Não se sabe a causa do incêndio, mas há suspeita de que seja um ato de vandalismo. As chamas foram totalmente apagadas nesta segunda-feira (15).

Os bombeiros da cidade têm atendido a várias ocorrências de queimadas em mata e lotes vagos neste período de estiagem. Ainda de acordo com a corporação, as queimadas são consideradas crime e prejudicam o meio ambiente, podendo afetar a fauna e a flora, além do fornecimento de energia elétrica.

Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Minas Gerais registrou 1.007 focos de incêndio desde o começo do ano. É o quarto estado do país em termos de gravidade da situação, depois de Mato Grosso, Bahia e Tocantins.

Parte da Serra Santa Helena é destruída pelas chamas. (Foto: Corpo de Bombeiros de Sete Lagoas)

Parte da Serra Santa Helena é destruída pelas chamas. (Foto: Corpo de Bombeiros de Sete Lagoas)

Fonte: Do G1, Mg


3 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Deputado é multado por queimada de 1,5 milhão de m² no Pará

Júnior Coimbra (PMDB-TO) afirma que o fogo em sua fazenda foi acidental.
Parlamentar pretende recorrer da punição de R$ 3 milhões dada pelo Ibama.

O deputado federal Júnior Coimbra (PMDB-TO) foi multado em R$ 3 milhões pelo Ibama pela destruição, com fogo, de 153 hectares (1,53 milhão de m²) de floresta “em regeneração” na fazenda Vale da Cachoeirinha, em São Félix do Xingu (PA), de sua propriedade.

A fazenda do deputado tem, ao todo, 4 mil hectares, e se situa na na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, mas isso não proíbe que nela haja atividade econômica, como criação de gado.

Consultado pelo Globo Natureza, o parlamentar disse que o fogo foi acidental e que não se sabe quem foi o causador. Ele supõe que tenha sido alguém que passava numa estrada próxima à propriedade.

O que o Ibama classifica como  “floresta nativa amazônica em recuperação”, o parlamentar descreve como pasto com um trecho de mata. “Foi um fogo acidental que entrou na propriedade. Queimou a pastagem e deu um prejuízo enorme. Mas para o Ibama não interessa se foi acidental ou não. As argumentações têm que ser feitas judicialmente”, disse, ao explicar que pretende recorrer da multa.

Segundo o deputado, seus funcionários tentaram de todas as maneiras apagar o fogo, chegando até mesmo a se queimar, mas não conseguiram contê-lo.

Por satélite
A fazenda Vale da Cachoeirinha foi visitada por fiscais em helicóptero depois que identificaram, na última terça-feira (26), um grande foco de calor no local, em imagens de satélite. Segundo o órgão ambiental, a floresta em recuperação estava sendo derrubada e queimada  “sem critério algum, para ampliar a pastagem da fazenda”. Júnior Coimbra nega que queria aumentar seu pasto.

Na propriedade foram apreendidas ainda cinco motosserras. “Não era motosserra que estava em serviço. Estava guardada. Não é uma arma, é um equipamento usada para cortar uma lenha ou alguma coisa”, explica o deputado, acrescentando que se trata de maquinário comum a qualquer propriedade rural.

Júnior Coimbra, segundo informa o Ibama, já foi multado outras duas vezes por desmatamento na propriedade, em 2005. Sobre estas multas, o deputado justifica que está recorrendo porque a derrubada foi feita para que pudesse exercer atividade econômica no local.

Foto tirada pelo Ibama mostra o resultado da queimada na propriedade do deputado. (Foto: Luciano Silva - Ibama/Divulgação)

Foto tirada pelo Ibama mostra o resultado da queimada na propriedade do deputado. (Foto: Luciano Silva - Ibama/Divulgação)

Fonte: Dennis Barbosa, do Globo Natureza, em São Paulo


15 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal

Uma das patas traseiras do animal está machucada, segundo bombeiros.
Coronel diz que animal pode ter saído da mata para sobreviver a queimadas.

O Corpo de Bombeiros apreendeu uma fêmea de lobo-guará no Residencial Oeste, em São Sebastião, cidade a 26 quilômetros de Brasília, na madrugada desta sexta-feira (15). De acordo com o tenente-coronel Cláudio Ribas de Sousa, do Batalhão Ambiental, o animal tem uma das patas traseiras machucadas.

Ribas informou que os militares receberam uma ligação por volta de 4h avisando sobre a fêmea de lobo-guará. Ele explicou que nesta época do ano ocorre o perído de acasalamento do animal, e que as fêmeas, geralmente, saem em busca de alimento. As queimadas, comum nestes meses no DF, é outro fator que pode afugentar o bicho da mata na tentativa de sobrevivência.

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal (Foto: Reprodução/TV Globo)

Lobo-guará é encontrado em área residencial no Distrito Federal (Foto: Reprodução/TV Globo)

A fêmea de lobo-guará será encaminhada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Taguatinga, sob responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e depois deverá ser devolvida ao seu ambiente natural.

Fonte: Do G1, DF.


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Brasil vai sofrer ‘explosão’ de focos de queimada em 2011, diz governo

Alta no desmatamento fomenta queimadas em áreas já devastadas.
Mato Grosso deverá ser uma das regiões mais afetadas por incêndios.

Com a proximidade do período de estiagem no Brasil, que inicia em junho e segue até setembro, o governo federal prevê uma ‘explosão’ de queimadas em 2011, principalmente em Mato Grosso, estado responsável pelo maior índice de desmatamento neste ano.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pela gestão do Prevfogo, sistema nacional de prevenção aos incêndios florestais, áreas de mata nativa que foram derrubadas podem ser atingidas por incêndios clandestinos, no intuito de limpar terrenos para dar espaço à agricultura.

“A região Centro-Oeste é a que mais poderá sofrer com isso. O fogo é a forma de manejo mais utilizada para limpeza de terrenos antes da implantação de pastagem. O Mato Grosso poderá registrar mais ocorrências porque até agora é o estado que mais desmatou”, afirmou José Carlos Mendes de Morais, coordenador do Prevfogo.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), dos 593,0 km² de desmatamento detectados entre março e abril na região da Amazônia legal, 480,3 km² ficam em Mato Grosso. Uma das regiões mais afetadas foi a fronteira entre o Cerrado e a Amazônia.

“Essas áreas estão embargadas e nada poderá ser feito porque houve o desmatamento ilegal. Nós aumentamos nossa fiscalização no Mato Grosso, onde há vários casos de fragilidade, e ainda analisamos ocorrências graves em Rondônia, Tocantins e Pará, estados que no ano passado registraram grandes quantidades de queimadas”, disse Morais.

O Prevfogo conta com 2.500 funcionários entre analistas, brigadistas e técnicos. “É um apoio do governo federal às esferas estadual e municipal no combate às queimadas”, complementou o coordenador do sistema de prevenção aos incêndios.

Área da floresta Amazônica atingida por queimada neste ano em Mato Grosso (Foto: Divulgação/Ibama)

Área da floresta Amazônica atingida por queimada neste ano em Mato Grosso (Foto: Divulgação/Ibama)

Dados
Levantamento feito pelo Ibama no estado de Rondônia já aponta um crescimento de 10% nos casos de queimada entre janeiro e junho deste ano. De 1º de janeiro a 13 de junho de 2010, foram registrados 306 focos de calor no estado.

No mesmo período de 2011 já são 338, principalmente nas margens de rodovias federais, o que dificulta o combate.

No Brasil, foram registrados no ano passado 133.149 focos de incêndio detectados por satélites, a maioria concentrada no Mato Grosso (35 mil), Tocantins (18 mil) e Pará (17 mil).

“Isso acontece quando há pouca chuva. Não foi recorde histórico, mas acredito que este ano o número será bem maior em virtude do alto desmatamento”, afirmou o coordenador do Prevfogo.

Segundo Philip Fearnside, pesquisador de ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), áreas do estado do Amazonas também serão atingidas pelas queimadas, mas a partir de agosto.

“É a forma encontrada pelos agricultores para adicionar mais pH ao solo para a agropecuária. Sabemos que o avanço do desmatamento vai causar também o avanço nas queimadas, isto é fato”, disse o especialista.

O especialista afirma que grande parte dos animais e árvores não sobrevive aos incêndios ou simplesmente desaparece das áreas devido às poucas chances de regeneração. “Ainda estamos longe do pico dos incêndios e acredito que eles só vão aumentar ano após ano devido ao avanço na devastação das florestas”, disse Fearnside.

Fonte: Eduardo Carvalho, Do Globo Natureza, em São Paulo