16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Queimadas na Mata Atlântica jogam carvão vegetal no oceano

O desmatamento por queimadas na mata Atlântica deixou uma enorme quantidade de carvão vegetal no solo. Segundo pesquisa de Carlos Eduardo de Rezende, biogeoquímico da UEFN (Universidade Estadual do Norte Fluminense), a prática criminosa não destruiu apenas a área verde do Brasil, hoje reduzida a menos de 8% do terreno original, como também pode devastar o resto do ecossistema por milênios.

O estudo, feito em parceria com o centro de estudos alemão Max Planck, descobriu que mais de 2,7 toneladas de carvão vegetal são despejadas no oceano Atlântico todo ano. O grupo liderado por Rezende, que coletou amostras da água do mar a cada duas semanas por 11 anos, entre 1997 e 2008, estima que já foram despejados de 50 mil a 70 mil toneladas do componente no meio marinho.

Segundo o brasileiro, o corte e a queima da vegetação depositaram entre 200 milhões e 500 milhões de toneladas da substância negra na superfície terrestre. Como os sedimentos são levados pela chuva, eles chegam até os rios e, depois, desembocam no oceano. Este processo de limpeza do solo, feito durante a época das tempestades, pode demorar entre 630 e 2.200 anos para terminar.

Por isso, mesmo após quase 40 anos da proibição das queimadas, os vestígios de carvão vegetal ainda são despejados no mar. Sem apontar as consequências reais, o material demonstra que a queimada vai além do ato isolado na área e gera uma reação em cadeia e prejudicial ao restante do ambiente.

Fonte: UOL


11 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Agricultores de 800 anos atrás cultivavam sem devastar Amazônia

Povos indígenas não colocavam fogo na mata para abrir áreas agrícolas.
Em vez disso, construíam pequenos montes férteis, afirma estudo.

Há 800 anos, povos indígenas que viveram na floresta amazônica da Guiana Francesa praticavam agricultura sem colocar fogo na mata. A conclusão é de um estudo arqueológico publicado nesta segunda-feira (9) no jornal científico “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Para chegar à descoberta, arqueólogos e paleontólogos analisaram vestígios de pólen, carvão e outros restos animais de mais de 2 mil anos. Com base nas amostras, eles puderam perceber qual foi o padrão de uso da terra, antes e depois da chegada dos primeiros colonizadores europeus, em 1492.

De acordo com a pesquisa, estes povos agricultores construíam pequenos montes agrícolas, que proporcionavam melhor drenagem, aeração do solo e retenção de nutrientes. A técnica seria ideal para as condições amazônicas, que combina secas e cheias. Além disso, a falta de queimadas conservaria matérias orgânicas.

Já após a chegada dos colonizadores europeus, o número de queimadas teria aumentado. A descoberta é oposta a pesquisas anteriores, que diziam que os focos de incêndio diminuíram após o ingresso dos europeus.

Para José Iriarte, coordenador do estudo, o método de cultivo agrícola sem queimadas, usado há 800 anos, “pode se tornar uma alternativa para a queimada de florestas tropicais”, usada para abrir novas áreas para agricultura.

Fonte: Globo Natureza


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo mostra risco de incêndio na Amazônia com antecipação

Um novo método promete prever com até cinco meses de antecedência os surtos de incêndios florestais que ocorrem na Amazônia cada vez que uma seca inesperada atinge parte da floresta.

A nova técnica foi apresentada ontem por cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine e do Centro Goddard da Nasa. Os pesquisadores elaboraram o método com base em medições feitas entre 2001 e 2009, analisando a influência do clima dos oceanos sobre a floresta.

O modelo de computador que os cientistas criaram conseguiu prever como oscilações no superaquecimento do Pacífico (o El Niño) estão relacionadas a secas no leste da Amazônia. Anomalias de temperatura no Atlântico, por outro lado, favorecem mais o espalhamento de incêndios no sul e sudoeste.

Fazer esse tipo de previsão é complicado porque, além de estimar quando e onde a floresta vai estar seca, é preciso saber onde agricultores vão iniciar os incêndios nas lavouras.

Quando o fogo para limpar o campo de plantio sai do controle é que a floresta começa a queimar.

SALTO DE FÉ

Segundo Yang Chien, autor principal do trabalho, a criação do novo modelo precisou de uma espécie de salto de fé dos cientistas.

“Estudos anteriores em geral separavam esse problema em dois, primeiro observando como a temperatura da superfície do mar afeta as chuvas e, segundo, como o nível de chuvas afeta a ocorrência de fogo”, diz. “No nosso estudo, decidimos combinar isso diretamente para inferir como a temperatura do mar afeta os incêndios.”

O que os pesquisadores também fizeram foi procurar correlações de longo prazo entre o clima oceânico e o florestal. O mecanismo com que essa influência se dá ainda é pouco compreendido.

“Nós sugerimos que as temperaturas oceânicas durante a estação úmida e no começo da estação seca são muito importantes para recarregar o nível de umidade do solo”, diz Chien. “Elas afetam a umidade que alimenta a chuva na estação seca.”

O trabalho dos pesquisadores, publicado nesta sexta-feira na revista “Science”, segue os passos de um estudo publicado em julho, liderado pela brasileira Kátia Fernandes, que já tinha conseguido previsões até mais precisas que as de Chien, mas apenas para o oeste da Amazônia.

Segundo Fernandes, as duas técnicas podem ajudar a aumentar a robustez dos sistemas de monitoramento do clima da região, que hoje só conseguem identificar secas violentas com três semanas de antecedência.

“No ano passado, que teve uma seca forte, o governo do Acre suspendeu as permissões de queima para os agricultores, porque o tempo já estava seco e a previsão era que continuasse assim”, conta. Com uma previsão de três meses, diz Fernandes, os governos podem antecipar o planejamento desse tipo de medida complicada.

Outros climatólogos, porém, ainda são céticos quanto à confiabilidade do método para períodos tão longos.
“Faltou os autores desse estudo trabalharem com as previsões reais, e não só com os dados coletados”, diz Alberto Setzer, coordenador do monitoramento de queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Chien, porém, afirma que o modelo conseguiu uma previsão adequada para meados de 2011. “Só não incluímos no estudo porque a estação seca ainda não tinha acabado.”

Editoria de Arte / folhapress

Fonte: Rafael Garcia, Folha.com


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Área da Amazônia tem queimada controlada para análise científica

Área no Acre foi preparada por dois meses para ser consumida pelo fogo. 
Trabalho reuniu pesquisadores de diversas instituições.

Em quatro hectares de floresta foi realizada uma verdadeira operação científica. Pesquisadores de diversas instituições enfrentaram um calor de 40 graus Celsius e o clima seco, no Acre. Nesse período do ano na Amazônia acontecem as queimadas, que transformam a floresta em pasto.

A área estudada foi preparada durante dois meses para ser consumida pelo fogo, sendo que, desta vez, os pesquisadores serão responsáveis pelo incêndio. Na clareira aberta foi realizada a identificação, a medição das árvores e a coleta de amostras do solo. Uma torre de mais de 15 metros foi montada com equipamentos que ajudam na coleta de informações e foram passadas instruções para a segurança da equipe.

A partir dos dados coletados com a queimada controlada será possível calcular a quantidade de gases emitidos para a atmosfera e as consequências para o planeta. A pesquisa possibilitará quantificar os níveis de dióxido de carbono emitidos durante a queima, identificar como os nutrientes do solo reagem às altas temperaturas e conhecer como as micropartículas no ar podem causar danos ao sistema respiratório humano.

“Quanto mais precisos os dados, mais nós teremos ideia das ações que devem ser tomadas para prevenir desmatamentos e o quanto poderíamos deixar de desmatar para ter um ciclo sustentável”, explica João de Carvalho Júnior, coordenador do projeto. Os resultados contribuirão também para a implementação de políticas públicas que ajudem na preservação da floresta.

“Com essas informações nós podemos subsidiar os governos estaduais no que diz respeito à quanto se deixa de emitir para a atmosfera em termos de carbono quando não se queima a floresta. Essa quantidade é um patrimônio do produtor rural que, no avançar das negociações do mercado de carbono internacional, pode ser uma fonte de renda”, esclarece Falberni Costa, agrônomo da Embrapa. Os resultados da pesquisa devem ser divulgados em um ano.

 

Fonte: Do Globo Rural


14 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento do cerrado tem queda de 15%, aponta ministério

Área desmatada em 2009-2010 foi de 6.469 km²; em 2008-2009, 7.637 km².
Agropecuária, carvão e urbanização foram principais causas, diz ministra.

O cerrado brasileiro teve uma área desmatada de 6.469 quilômetros quadrados entre 2009 e 2010, informou nesta terça-feira (13) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O número equivale a uma redução de 15,3% em relação à medição anterior (2008-2009), quando o bioma perdeu 7.637 quilômetros quadrados de área.

Em números absolutos, o estado que mais desmatou foi o Maranhão, com uma área de 1.587 quilômetros quadrados. Percentualmente, o Piauí foi o estado com maior perda de área – 979 quilômetros quadrados, ou 1,05% da área de cerrado do estado.

“Não sabemos ainda por que está diminuindo, nós temos que qualificar essa informação. É importante mostrar que, em alguns estados, o desmatamento está acontecendo em áreas secundárias, áreas que já foram degradadas no passado e que estavam em regeneração”, comentou a ministra.

O cerrado é o segundo maior bioma do Brasil, com uma área de 2.039.386 quilômetros quadrados espalhada em 11 estados e o Distrito Federal.

Desmatamento do cerro tem queda de 15%, aponta Ministério do Meio Ambiente (Foto: Rafaela Céo/G1)

Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixiera, apresenta dados de desmatamento do cerrado (Foto: Rafaela Céo/G1)

Segundo a ministra Izabella Teixeira, a pressão econômica sobre o cerrado continua sendo a principal causa para a degradação do bioma. “Os vetores típicos estão presentes e eles são a agricultura, pecuária, carvão e urbanização. Não podemos esquecer que as cidades crescem e crescem nessas áreas”, afirmou.

Para a ministra a redução no ritmo da devastação se deve a mais sofisticação na fiscalização. “Ela está mais sofisticada por causa dos dados de monitoramento, que permitem um planejamento mais dirigido e, do uso da inteligência. A fiscalização não está só correndo atrás do prejuízo. Ela consegue quebrar a coluna econômica do crime”, indica a ministra.

De janeiro a agosto deste ano o Ibama aplicou 517 autos de infração relacionados à destruição da flora do cerrado. Mais de R$ 142 milhões em multas foram aplicados em 140 municípios.

Queimadas
A ministra Izabella Teixeira informou que 322,8 mil hectares em unidades de conservação federais já queimaram em 2011. Em 2010, um ano muito crítico, segundo a responsável pela pasta do meio ambiente, o fogo alcançou mais de 1,6 milhão de hectares de áreas protegidas.

De acordo com ela, nesta seca, 11 unidades de conservação federais foram atingidas por incêndios. Deste total, a suspeita é de que 6 a 8 situações tenham sido provocadas pelo homem de forma criminosa.

“Se há uma boa notícia sobre as queimadas, é que reduzimos em praticamente um sexto da área queimada em unidades de conservação em comparação com o ano passado”, destaca a ministra.

O caso mais grave de queimada está na Floresta Nacional de Brasília (Flona), que teve 75% de uma de suas quatro áreas destruídas pelo fogo. O fogo na Floresta Nacional de Brasília começou na última quinta-feira (8). Criada há 12 anos, floresta tem 9.351 hectares e é dividida em quatro partes. A principal área é a de número 1, cerca de 4 mil hectares e maior quantidade de remanescentes de fauna e flora do cerrado.

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, contou que, apesar de não ter sido encontrado artefato usado para provocar o incêndio na Floresta Nacional de Brasília, a ação foi criminosa. “Na Flona, nosso pessoal perseguiu as pessoas após elas colocarem fogo num determinado local.”

Mapa do desmatamento no bioma cerrado - Em vermelho, áreas devastadas até 2010; em rosa, áreas devastadas até 2009; em verde, remanescentes da flora do cerrado; em azul, corpos d'água. (Foto: Divulgação/Ministério do Meio Ambiente)

Mapa do desmatamento no bioma cerrado - Em vermelho, áreas devastadas até 2010; em rosa, áreas devastadas até 2009; em verde, remanescentes da flora do cerrado; em azul, corpos d'água. (Foto: Divulgação/Ministério do Meio Ambiente)

 

Fonte: Rafaela Céo, G1, DF


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Queimadas ilegais em SP geram mais de R$ 10 milhões em multas

Em 48 municípios do noroeste do estado foram feitas 131 autuações.
Mais de 60% das queimadas registradas em agosto foram ilegais.

Fogo (Foto: AE)

Fogo atinge canavial em Ribeirão Preto (Foto: Célio Messias/AE)

A Polícia Ambiental já aplicou mais de R$ 10 milhões em multas por queimadas ilegais em pastos e canaviais em 48 municípios da região noroeste de São Paulo. Até a terça-feira (6), foram feitas 131 autuações em 242 ocorrências de incêndios registradas na zona rural desses municípios. Foram destruídos mais de 8 mil hectares de cana e pasto – e apenas 280 hectares formados por matas de reservas permanentes.

Das 131 autuações, 76 foram feitas depois de 1.º de julho, data em que passou a vigorar as proibições de queimadas à noite (total) e durante o dia (parcial, quando a umidade do ar fica abaixo de 28%). “Foram queimadas não autorizadas, fora de hora ou que ultrapassaram o perímetro estabelecido da queimada da lavoura da cana para colheita”, diz o tenente André Eduardo Trevisan, da Polícia Ambiental de São José do Rio Preto.

Em julho, 40% do total das queimadas registradas pela companhia foram autuadas. “Tivemos 82 ocorrências de queimadas, sendo que 32 destas foram motivo de autuação”, diz. Mas o pior aconteceu em agosto, mês em que mais de 60% das queimadas registradas pela Polícia Ambiental foram ilegais. “Das 68 ocorrências de incêndio, 42 eram ilegais, de cana ou pasto, cujos responsáveis foram autuados”, afirma Trevisan.

Segundo ele, as multas variam de R$ 1 mil a R$ 50 mil por hectare, dependendo da vegetação destruída. Um hectare de canavial queimado ilegalmente, por exemplo, gera R$ 1 mil de multa por hectare. O registro das queimadas é feito de três maneiras: pelos policiais em atividade no campo, por denúncias e por meio do rastreamento feito pelo satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fonte: Agência do Estado


25 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Confundido com cão com raiva, lobo-guará é capturado em MT

Dono de imóvel disse aos bombeiros que se tratava de um cão raivoso.
Animal silvestre foi solto em uma mata próxima a Primavera do Leste.

logo guará (Foto: Assessoria/ Corpo de Bombeiros de MT)

Bombeiros tiveram de imobilizar animal que estava agitado (Foto: Assessoria/ Corpo de Bombeiros)

Um lobo-guará foi capturado pelo Corpo de Bombeiros no interior de uma residência em Primavera do Leste, a 237 quilômetros de Cuiabá. Entretanto, o proprietário informou aos bombeiros por telefone que se tratava de um cachorro com raiva, mas ao chegar ao local foi constatado que se tratava de um animal silvestre.

Conforme informou o sargento Francisco Teodoro de Almeida, o lobo estava muito agitado e para imobilizá-lo foi necessário utilizar uma haste com uma corda na ponta. Após ser capturado, o lobo foi solto próximo a região das furnas, local de floresta distante da cidade.

O comandante da Companhia do Corpo de Bombeiros da região, tenente Jean Oliveira, disse que no período de seca esse tipo de ocorrência aumenta. “Devido o período de queimadas houve um aumento substancial de captura de animal silvestre em Primavera do Leste, pois com o instinto de sobrevivência, eles acabam se refugiando na área urbana”, explicou.

Os bombeiros orientam que aqueles que tiverem os quintais invadidos pelos animais os acionem e os que apresentam boas condições físicas são levados para o habitat natural. Já os que encontram-se feridos por queimaduras ou com fraturas são levados para o quartel ou para a unidade do Intituto Nacional de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) do município.

Fonte: Do G1, MT


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

MT é responsável por 28% dos focos de queimadas registrados no país

Inpe registrou 1.777 focos de queimadas entre janeiro e julho, em MT.
No Brasil, foram verificadas 6.102 queimadas no mesmo período.

As queimadas no estado de Mato Grosso já são responsáveis por 28% do número total de focos registrados no Brasil, neste ano. Dados dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que das 6.102 queimadas identificadas no país, 1.777 ocorreram no estado, no período de 1º de janeiro a 21 de julho.

Apesar de o número estar abaixo do identificado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 2.852 focos de incêndio no território mato-grossense, a incidência poderá aumentar nos próximos dias devido à alta temperatura, baixa umidade do ar e ao alto índice de desmatamento. A avaliação é do professor e biólogo Romildo Gonçalves, do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O biólogo explica que as massas de ar quente e seco estão cada vez mais frequentes no país, o que estaria causando reflexos no estado, além das intempéries influenciarem diretamente na vegetação. “As condições climáticas, com a evolução do aquecimento global, têm reflexo direto no ecossistema e, em Mato Grosso, não será muito diferente neste ano em comparação com o último”, frisou o professor, em entrevista ao G1. Segundo ele, o período mais crítico para queimadas são os meses de agosto e setembro.

Arte - queimadas (Foto: Editoria de Arte/G1)

Enquanto em abril os satélites captaram 89 focos de queimadas em Mato Grosso, em maio foram 325. Em junho, o índice cresceu para 900 e, até o dia 21 de julho (quinta-feira), o estado já tinha acumulado 356 focos. Em outro aspecto, o professor considera motivo de preocupação a devastação na região da Amazônia Legal, em que o estado teve, por exemplo, 93,7 km² de florestas devastadas no mês de maio, sendo que em abril perdeu 405,5 km² de mata, segundo relatório do Inpe. Para Gonçalves, os dados reforçam o risco da ocorrência de mais queimadas neste ano do que em 2010. “Depois de tirar a mata, as pessoas colocam fogo para usar a área”, frisa.

Parque Nacional
Em 2010, o fogo consumiu cerca de um terço do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, cobrindo Cuiabá de fumaça escura. A estimativa é que 11 mil hectares tenham sido consumidos no incêndio. Com um ecossistema que inclui de savanas a matas fechadas, o parque abriga sítios arqueológicos e cabeceiras de vários rios das bacias do Alto Paraguai e Amazônica. ” O alerta neste ano vale para o Pantanal mato-grossense e o Parque Nacional do Xingu, que não registram incêndios há oito anos, mas podem sofrer alterações pela falta de infraestrutura e proteção ambiental”, avaliou Romildo Gonçalves.

O Comitê de Gestão do Fogo de Mato Grosso informou que as cidades com maior número de alertas de incêndios são Tangará da Serra, Cláudia e Querência, localizadas na regiões norte e médio norte do estado. O tenente-coronel Dércio Santos, coordenador-geral adjunto do Comitê, declarou ao G1 que a meta é reduzir 65% da quantidade de focos de calor registrados em 2010 e retirar o estado da lista dos que mais queimam.

O coordenador disse ainda que o Corpo de Bombeiros está presente em 17 das 141 cidades mato-grossenses, com bases operacionais montadas com o objetivo de controlar o fogo. “Nós já reduzimos muito em relação ao último ano e estamos atuando com reforço e apoio das prefeituras dos municípios para o combate às queimadas. Porém, temos que avaliar que a estiagem e a baixa umidade são ameaças contanstantes, mas podemos mudar o quadro com a nossa conduta”, pontuou o tenente-coronel.

Ele frisa que a questão da educação ambiental também é séria e que as pessoas devem contribuir para a diminução dos focos, deixando as práticas e a cultura de colocar fogo, por exemplo, em folhas secas ou nos quintais de casa. “Muitos incêndios registrados, senão a maioria, foram provocados pelo homem”, afirma.

Quanto ao desmatamento, o coordenador admite que o índice registrado no território mato-grossense poderá colaborar para que a situação das queimadas se agrave, porém, considera que o governo do estado e a união têm realizado trabalhos intensivos com a finalidade de diminuir o número de áreas devastadas.

Investimento
O combate às queimadas deve custar mais de R$ 111,5 milhões durante o período proibitivo no estado, que este ano será de de 1º de julho a 15 de outubro, considerado o mais longo da história. Diante dos altos índices de focos de queimada, o pedido de antecipação e ampliação foi feito pelo secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Alexander Maia. Ao todo, o estado pretende contar com o trabalho de dois mil homens de todos os órgãos ambientais durante o período proibitivo.

O montante foi calculado com base no planejamento orçamentário do Governo do Estado, Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit) e Corpo de Bombeiros. O secretário Alexander Maia disse que o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) autorizou a liberação de R$ 13 milhões para a instalação de uma base de controle das ocorrências em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá.

A pretensão, de acordo com o secretário, é implantar quatro bases semelhantes a essa, porém, segundo ele, ainda não há recursos liberados para o projeto. O montante será gasto na compra de equipamentos para as equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema). Embora tenha sido contemplado com a verba, o governo do estado havia requisitado R$ 80 milhões para investir nas ações de combate e prevenção.

Além dessa verba, Maia afirmou que serão gastos R$ 5 milhões em campanhas publicitárias com a finalidade de tentar conscientizar a população sobre os riscos dos incêndios, assim como alertar sobre a penalidade aplicada ao responsável pelo crime ambiental. As multas variam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por hectare para áreas abertas e de floresta, respectivamente.

Queimada em Mato Grosso (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Governo do estado decidiu ampliar o período de proibição de queimadas. (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Fonte: Kelly Martins, Do G1, MT


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Contaminação do ar por fuligem e ozônio deve ser combatida, diz ONU

Ar mais limpo beneficia saúde e desacelera aquecimento global.
Estudo foi divulgado nesta 3ª feira em Bonn, na Alemanha.

Conter o aquecimento global abaixo dos 2°C requer reduzir as emissões de CO2 e ao mesmo tempo aumentar medidas contra a contaminação do ar por ozônio e fuligem, de acordo com um estudo internacional apresentado nesta terça-feira (14).

O relatório foi apresentado em Bonn, na Alemanha, onde se realiza até sexta-feira (17) a conferência das Nações Unidas em preparação para a COP-17, que vai acontecer no final do ano em Durban (África do Sul).

Uma ação rápida contra essa contaminação, além de ser benéfica para a saúde, contribui para limitar em curto prazo o aumento das temperaturas, destaca a pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização Meteorológica Mundial.

O carbono negro (partículas presentes na fuligem e emitidas pelos veículos), os incêndios florestais e certas instalações industriais, assim como o ozônio da troposfera (principal componente da poluição urbana) contribuem para o aquecimento global. De todos os gases, o ozônio troposférico ou de baixa altitude, que se forma a partir de outros gases como o metano, é a terceira maior causa do efeito estufa, perdendo apenas para o dióxido de carbono (CO2) e o metano.

Recomendações
O estudo salienta medidas como a recuperação do metano nos sistemas de carbono, gás e petróleo, empregando sistemas de combustão menos prejudiciais à atmosfera e a proibição da queima de produtos agrícolas a céu aberto.

No caso do metano, há recomendações para uma melhor ventilação das minas de carvão, reaproveitamento de gás associado à produção de petróleo e gás, redução de vazamentos de oleodutos, melhor reciclagem de resíduos e reformas para a agricultura, além de uma melhor gestão dos campos de arroz.

Para limitar o carbono negro, o estudo apela para que normas obriguem a adoção de filtros de partículas da queima de diesel, além da proibição da incineração em campo aberto de resíduos agrícolas (lixo).

Os cientistas chegaram à conclusão de que a combinação de medidas contra o carbono negro, o metano e o CO2 aumenta as possibilidades de manter o aquecimento global abaixo dos 2°C, objetivo fixado pela comunidade internacional.

Fonte: Do Globo Natureza, com agências internacionais.


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Estado e capital devem apresentar plano de combate às queimadas

Ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual em setembro de 2010.
Objetivo é evitar possíveis danos ambientais na estiagem deste ano.

O Estado de Mato Grosso e o município de Cuiabá têm 30 dias para apresentar um plano de combate às queimadas urbanas que contemple ações eficientes de prevenção, fiscalização e repressão, com estruturação física e pessoal do Corpo de Bombeiros e do município. A determinação consta em sentença judicial proferida em julgamento de mérito de ação civil pública proposta em setembro do ano passado pelo Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da Capital.

“Se não realizadas a contratação de maquinário, treinamento de pessoal e divulgação de campanhas, os danos ambientais poderão ser, mais uma vez, irreversíveis na estiagem de 2011”, destacou o juiz José Zuquim Nogueira, em um trecho da sentença. Caso o plano de combate às queimadas não seja apresentado dentro do prazo estabelecido na sentença, o município de Cuiabá terá que arcar com pagamento de multa e responsabilização dos gestores.

De acordo com a promotora de Justiça Ana Luíza Ávila Peterlini Souza, quando a ação foi proposta foi concedida liminar ao Ministério Público determinando a contratação imediata de cinco caminhões-pipa e brigadistas para o combate aos focos de incêndio da Capital. A liminar garantiu ainda o treinamento dos brigadistas e a apresentação de calendário com a designação de palestras e atividades de educação ambiental nas escolas, centros comunitários e entidades religiosas de Cuiabá.

Além disso, foi determinado que, tanto o Estado quanto o Município destinem recursos públicos suficientes, na lei orçamentária anual de 2011, para a realização de um plano de prevenção e combate às queimadas. A ação do MPE fundamentou-se na precariedade do funcionamento do Projeto Quadrante, criado pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá para combater as queimadas urbanas.

No dia 04 deste mês, durante audiência pública promovida pelo Ministério Público e Poder Judiciário, o prefeito de Cuiabá, Francisco Bello Galindo Filho, assinou um pacto pela redução das queimadas. Realização de campanhas educativas, implantação do Comitê Municipal de Gestão do Fogo e priorização das ações de fiscalização de terrenos baldios foram alguns dos compromissos estabelecidos no referido documento.

De acordo com o pacto, a meta estabelecida para 2011 é a redução de 65% dos níveis de queimadas do ano de 2010, quando foram registrados na capital 1628 focos de calor.

Fonte: G1, MT


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16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Queimadas na Mata Atlântica jogam carvão vegetal no oceano

O desmatamento por queimadas na mata Atlântica deixou uma enorme quantidade de carvão vegetal no solo. Segundo pesquisa de Carlos Eduardo de Rezende, biogeoquímico da UEFN (Universidade Estadual do Norte Fluminense), a prática criminosa não destruiu apenas a área verde do Brasil, hoje reduzida a menos de 8% do terreno original, como também pode devastar o resto do ecossistema por milênios.

O estudo, feito em parceria com o centro de estudos alemão Max Planck, descobriu que mais de 2,7 toneladas de carvão vegetal são despejadas no oceano Atlântico todo ano. O grupo liderado por Rezende, que coletou amostras da água do mar a cada duas semanas por 11 anos, entre 1997 e 2008, estima que já foram despejados de 50 mil a 70 mil toneladas do componente no meio marinho.

Segundo o brasileiro, o corte e a queima da vegetação depositaram entre 200 milhões e 500 milhões de toneladas da substância negra na superfície terrestre. Como os sedimentos são levados pela chuva, eles chegam até os rios e, depois, desembocam no oceano. Este processo de limpeza do solo, feito durante a época das tempestades, pode demorar entre 630 e 2.200 anos para terminar.

Por isso, mesmo após quase 40 anos da proibição das queimadas, os vestígios de carvão vegetal ainda são despejados no mar. Sem apontar as consequências reais, o material demonstra que a queimada vai além do ato isolado na área e gera uma reação em cadeia e prejudicial ao restante do ambiente.

Fonte: UOL


11 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Agricultores de 800 anos atrás cultivavam sem devastar Amazônia

Povos indígenas não colocavam fogo na mata para abrir áreas agrícolas.
Em vez disso, construíam pequenos montes férteis, afirma estudo.

Há 800 anos, povos indígenas que viveram na floresta amazônica da Guiana Francesa praticavam agricultura sem colocar fogo na mata. A conclusão é de um estudo arqueológico publicado nesta segunda-feira (9) no jornal científico “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Para chegar à descoberta, arqueólogos e paleontólogos analisaram vestígios de pólen, carvão e outros restos animais de mais de 2 mil anos. Com base nas amostras, eles puderam perceber qual foi o padrão de uso da terra, antes e depois da chegada dos primeiros colonizadores europeus, em 1492.

De acordo com a pesquisa, estes povos agricultores construíam pequenos montes agrícolas, que proporcionavam melhor drenagem, aeração do solo e retenção de nutrientes. A técnica seria ideal para as condições amazônicas, que combina secas e cheias. Além disso, a falta de queimadas conservaria matérias orgânicas.

Já após a chegada dos colonizadores europeus, o número de queimadas teria aumentado. A descoberta é oposta a pesquisas anteriores, que diziam que os focos de incêndio diminuíram após o ingresso dos europeus.

Para José Iriarte, coordenador do estudo, o método de cultivo agrícola sem queimadas, usado há 800 anos, “pode se tornar uma alternativa para a queimada de florestas tropicais”, usada para abrir novas áreas para agricultura.

Fonte: Globo Natureza


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Estudo mostra risco de incêndio na Amazônia com antecipação

Um novo método promete prever com até cinco meses de antecedência os surtos de incêndios florestais que ocorrem na Amazônia cada vez que uma seca inesperada atinge parte da floresta.

A nova técnica foi apresentada ontem por cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine e do Centro Goddard da Nasa. Os pesquisadores elaboraram o método com base em medições feitas entre 2001 e 2009, analisando a influência do clima dos oceanos sobre a floresta.

O modelo de computador que os cientistas criaram conseguiu prever como oscilações no superaquecimento do Pacífico (o El Niño) estão relacionadas a secas no leste da Amazônia. Anomalias de temperatura no Atlântico, por outro lado, favorecem mais o espalhamento de incêndios no sul e sudoeste.

Fazer esse tipo de previsão é complicado porque, além de estimar quando e onde a floresta vai estar seca, é preciso saber onde agricultores vão iniciar os incêndios nas lavouras.

Quando o fogo para limpar o campo de plantio sai do controle é que a floresta começa a queimar.

SALTO DE FÉ

Segundo Yang Chien, autor principal do trabalho, a criação do novo modelo precisou de uma espécie de salto de fé dos cientistas.

“Estudos anteriores em geral separavam esse problema em dois, primeiro observando como a temperatura da superfície do mar afeta as chuvas e, segundo, como o nível de chuvas afeta a ocorrência de fogo”, diz. “No nosso estudo, decidimos combinar isso diretamente para inferir como a temperatura do mar afeta os incêndios.”

O que os pesquisadores também fizeram foi procurar correlações de longo prazo entre o clima oceânico e o florestal. O mecanismo com que essa influência se dá ainda é pouco compreendido.

“Nós sugerimos que as temperaturas oceânicas durante a estação úmida e no começo da estação seca são muito importantes para recarregar o nível de umidade do solo”, diz Chien. “Elas afetam a umidade que alimenta a chuva na estação seca.”

O trabalho dos pesquisadores, publicado nesta sexta-feira na revista “Science”, segue os passos de um estudo publicado em julho, liderado pela brasileira Kátia Fernandes, que já tinha conseguido previsões até mais precisas que as de Chien, mas apenas para o oeste da Amazônia.

Segundo Fernandes, as duas técnicas podem ajudar a aumentar a robustez dos sistemas de monitoramento do clima da região, que hoje só conseguem identificar secas violentas com três semanas de antecedência.

“No ano passado, que teve uma seca forte, o governo do Acre suspendeu as permissões de queima para os agricultores, porque o tempo já estava seco e a previsão era que continuasse assim”, conta. Com uma previsão de três meses, diz Fernandes, os governos podem antecipar o planejamento desse tipo de medida complicada.

Outros climatólogos, porém, ainda são céticos quanto à confiabilidade do método para períodos tão longos.
“Faltou os autores desse estudo trabalharem com as previsões reais, e não só com os dados coletados”, diz Alberto Setzer, coordenador do monitoramento de queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Chien, porém, afirma que o modelo conseguiu uma previsão adequada para meados de 2011. “Só não incluímos no estudo porque a estação seca ainda não tinha acabado.”

Editoria de Arte / folhapress

Fonte: Rafael Garcia, Folha.com


7 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Área da Amazônia tem queimada controlada para análise científica

Área no Acre foi preparada por dois meses para ser consumida pelo fogo. 
Trabalho reuniu pesquisadores de diversas instituições.

Em quatro hectares de floresta foi realizada uma verdadeira operação científica. Pesquisadores de diversas instituições enfrentaram um calor de 40 graus Celsius e o clima seco, no Acre. Nesse período do ano na Amazônia acontecem as queimadas, que transformam a floresta em pasto.

A área estudada foi preparada durante dois meses para ser consumida pelo fogo, sendo que, desta vez, os pesquisadores serão responsáveis pelo incêndio. Na clareira aberta foi realizada a identificação, a medição das árvores e a coleta de amostras do solo. Uma torre de mais de 15 metros foi montada com equipamentos que ajudam na coleta de informações e foram passadas instruções para a segurança da equipe.

A partir dos dados coletados com a queimada controlada será possível calcular a quantidade de gases emitidos para a atmosfera e as consequências para o planeta. A pesquisa possibilitará quantificar os níveis de dióxido de carbono emitidos durante a queima, identificar como os nutrientes do solo reagem às altas temperaturas e conhecer como as micropartículas no ar podem causar danos ao sistema respiratório humano.

“Quanto mais precisos os dados, mais nós teremos ideia das ações que devem ser tomadas para prevenir desmatamentos e o quanto poderíamos deixar de desmatar para ter um ciclo sustentável”, explica João de Carvalho Júnior, coordenador do projeto. Os resultados contribuirão também para a implementação de políticas públicas que ajudem na preservação da floresta.

“Com essas informações nós podemos subsidiar os governos estaduais no que diz respeito à quanto se deixa de emitir para a atmosfera em termos de carbono quando não se queima a floresta. Essa quantidade é um patrimônio do produtor rural que, no avançar das negociações do mercado de carbono internacional, pode ser uma fonte de renda”, esclarece Falberni Costa, agrônomo da Embrapa. Os resultados da pesquisa devem ser divulgados em um ano.

 

Fonte: Do Globo Rural


14 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento do cerrado tem queda de 15%, aponta ministério

Área desmatada em 2009-2010 foi de 6.469 km²; em 2008-2009, 7.637 km².
Agropecuária, carvão e urbanização foram principais causas, diz ministra.

O cerrado brasileiro teve uma área desmatada de 6.469 quilômetros quadrados entre 2009 e 2010, informou nesta terça-feira (13) a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O número equivale a uma redução de 15,3% em relação à medição anterior (2008-2009), quando o bioma perdeu 7.637 quilômetros quadrados de área.

Em números absolutos, o estado que mais desmatou foi o Maranhão, com uma área de 1.587 quilômetros quadrados. Percentualmente, o Piauí foi o estado com maior perda de área – 979 quilômetros quadrados, ou 1,05% da área de cerrado do estado.

“Não sabemos ainda por que está diminuindo, nós temos que qualificar essa informação. É importante mostrar que, em alguns estados, o desmatamento está acontecendo em áreas secundárias, áreas que já foram degradadas no passado e que estavam em regeneração”, comentou a ministra.

O cerrado é o segundo maior bioma do Brasil, com uma área de 2.039.386 quilômetros quadrados espalhada em 11 estados e o Distrito Federal.

Desmatamento do cerro tem queda de 15%, aponta Ministério do Meio Ambiente (Foto: Rafaela Céo/G1)

Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixiera, apresenta dados de desmatamento do cerrado (Foto: Rafaela Céo/G1)

Segundo a ministra Izabella Teixeira, a pressão econômica sobre o cerrado continua sendo a principal causa para a degradação do bioma. “Os vetores típicos estão presentes e eles são a agricultura, pecuária, carvão e urbanização. Não podemos esquecer que as cidades crescem e crescem nessas áreas”, afirmou.

Para a ministra a redução no ritmo da devastação se deve a mais sofisticação na fiscalização. “Ela está mais sofisticada por causa dos dados de monitoramento, que permitem um planejamento mais dirigido e, do uso da inteligência. A fiscalização não está só correndo atrás do prejuízo. Ela consegue quebrar a coluna econômica do crime”, indica a ministra.

De janeiro a agosto deste ano o Ibama aplicou 517 autos de infração relacionados à destruição da flora do cerrado. Mais de R$ 142 milhões em multas foram aplicados em 140 municípios.

Queimadas
A ministra Izabella Teixeira informou que 322,8 mil hectares em unidades de conservação federais já queimaram em 2011. Em 2010, um ano muito crítico, segundo a responsável pela pasta do meio ambiente, o fogo alcançou mais de 1,6 milhão de hectares de áreas protegidas.

De acordo com ela, nesta seca, 11 unidades de conservação federais foram atingidas por incêndios. Deste total, a suspeita é de que 6 a 8 situações tenham sido provocadas pelo homem de forma criminosa.

“Se há uma boa notícia sobre as queimadas, é que reduzimos em praticamente um sexto da área queimada em unidades de conservação em comparação com o ano passado”, destaca a ministra.

O caso mais grave de queimada está na Floresta Nacional de Brasília (Flona), que teve 75% de uma de suas quatro áreas destruídas pelo fogo. O fogo na Floresta Nacional de Brasília começou na última quinta-feira (8). Criada há 12 anos, floresta tem 9.351 hectares e é dividida em quatro partes. A principal área é a de número 1, cerca de 4 mil hectares e maior quantidade de remanescentes de fauna e flora do cerrado.

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, contou que, apesar de não ter sido encontrado artefato usado para provocar o incêndio na Floresta Nacional de Brasília, a ação foi criminosa. “Na Flona, nosso pessoal perseguiu as pessoas após elas colocarem fogo num determinado local.”

Mapa do desmatamento no bioma cerrado - Em vermelho, áreas devastadas até 2010; em rosa, áreas devastadas até 2009; em verde, remanescentes da flora do cerrado; em azul, corpos d'água. (Foto: Divulgação/Ministério do Meio Ambiente)

Mapa do desmatamento no bioma cerrado - Em vermelho, áreas devastadas até 2010; em rosa, áreas devastadas até 2009; em verde, remanescentes da flora do cerrado; em azul, corpos d'água. (Foto: Divulgação/Ministério do Meio Ambiente)

 

Fonte: Rafaela Céo, G1, DF


9 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Queimadas ilegais em SP geram mais de R$ 10 milhões em multas

Em 48 municípios do noroeste do estado foram feitas 131 autuações.
Mais de 60% das queimadas registradas em agosto foram ilegais.

Fogo (Foto: AE)

Fogo atinge canavial em Ribeirão Preto (Foto: Célio Messias/AE)

A Polícia Ambiental já aplicou mais de R$ 10 milhões em multas por queimadas ilegais em pastos e canaviais em 48 municípios da região noroeste de São Paulo. Até a terça-feira (6), foram feitas 131 autuações em 242 ocorrências de incêndios registradas na zona rural desses municípios. Foram destruídos mais de 8 mil hectares de cana e pasto – e apenas 280 hectares formados por matas de reservas permanentes.

Das 131 autuações, 76 foram feitas depois de 1.º de julho, data em que passou a vigorar as proibições de queimadas à noite (total) e durante o dia (parcial, quando a umidade do ar fica abaixo de 28%). “Foram queimadas não autorizadas, fora de hora ou que ultrapassaram o perímetro estabelecido da queimada da lavoura da cana para colheita”, diz o tenente André Eduardo Trevisan, da Polícia Ambiental de São José do Rio Preto.

Em julho, 40% do total das queimadas registradas pela companhia foram autuadas. “Tivemos 82 ocorrências de queimadas, sendo que 32 destas foram motivo de autuação”, diz. Mas o pior aconteceu em agosto, mês em que mais de 60% das queimadas registradas pela Polícia Ambiental foram ilegais. “Das 68 ocorrências de incêndio, 42 eram ilegais, de cana ou pasto, cujos responsáveis foram autuados”, afirma Trevisan.

Segundo ele, as multas variam de R$ 1 mil a R$ 50 mil por hectare, dependendo da vegetação destruída. Um hectare de canavial queimado ilegalmente, por exemplo, gera R$ 1 mil de multa por hectare. O registro das queimadas é feito de três maneiras: pelos policiais em atividade no campo, por denúncias e por meio do rastreamento feito pelo satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Fonte: Agência do Estado


25 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Confundido com cão com raiva, lobo-guará é capturado em MT

Dono de imóvel disse aos bombeiros que se tratava de um cão raivoso.
Animal silvestre foi solto em uma mata próxima a Primavera do Leste.

logo guará (Foto: Assessoria/ Corpo de Bombeiros de MT)

Bombeiros tiveram de imobilizar animal que estava agitado (Foto: Assessoria/ Corpo de Bombeiros)

Um lobo-guará foi capturado pelo Corpo de Bombeiros no interior de uma residência em Primavera do Leste, a 237 quilômetros de Cuiabá. Entretanto, o proprietário informou aos bombeiros por telefone que se tratava de um cachorro com raiva, mas ao chegar ao local foi constatado que se tratava de um animal silvestre.

Conforme informou o sargento Francisco Teodoro de Almeida, o lobo estava muito agitado e para imobilizá-lo foi necessário utilizar uma haste com uma corda na ponta. Após ser capturado, o lobo foi solto próximo a região das furnas, local de floresta distante da cidade.

O comandante da Companhia do Corpo de Bombeiros da região, tenente Jean Oliveira, disse que no período de seca esse tipo de ocorrência aumenta. “Devido o período de queimadas houve um aumento substancial de captura de animal silvestre em Primavera do Leste, pois com o instinto de sobrevivência, eles acabam se refugiando na área urbana”, explicou.

Os bombeiros orientam que aqueles que tiverem os quintais invadidos pelos animais os acionem e os que apresentam boas condições físicas são levados para o habitat natural. Já os que encontram-se feridos por queimaduras ou com fraturas são levados para o quartel ou para a unidade do Intituto Nacional de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) do município.

Fonte: Do G1, MT


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

MT é responsável por 28% dos focos de queimadas registrados no país

Inpe registrou 1.777 focos de queimadas entre janeiro e julho, em MT.
No Brasil, foram verificadas 6.102 queimadas no mesmo período.

As queimadas no estado de Mato Grosso já são responsáveis por 28% do número total de focos registrados no Brasil, neste ano. Dados dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que das 6.102 queimadas identificadas no país, 1.777 ocorreram no estado, no período de 1º de janeiro a 21 de julho.

Apesar de o número estar abaixo do identificado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 2.852 focos de incêndio no território mato-grossense, a incidência poderá aumentar nos próximos dias devido à alta temperatura, baixa umidade do ar e ao alto índice de desmatamento. A avaliação é do professor e biólogo Romildo Gonçalves, do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O biólogo explica que as massas de ar quente e seco estão cada vez mais frequentes no país, o que estaria causando reflexos no estado, além das intempéries influenciarem diretamente na vegetação. “As condições climáticas, com a evolução do aquecimento global, têm reflexo direto no ecossistema e, em Mato Grosso, não será muito diferente neste ano em comparação com o último”, frisou o professor, em entrevista ao G1. Segundo ele, o período mais crítico para queimadas são os meses de agosto e setembro.

Arte - queimadas (Foto: Editoria de Arte/G1)

Enquanto em abril os satélites captaram 89 focos de queimadas em Mato Grosso, em maio foram 325. Em junho, o índice cresceu para 900 e, até o dia 21 de julho (quinta-feira), o estado já tinha acumulado 356 focos. Em outro aspecto, o professor considera motivo de preocupação a devastação na região da Amazônia Legal, em que o estado teve, por exemplo, 93,7 km² de florestas devastadas no mês de maio, sendo que em abril perdeu 405,5 km² de mata, segundo relatório do Inpe. Para Gonçalves, os dados reforçam o risco da ocorrência de mais queimadas neste ano do que em 2010. “Depois de tirar a mata, as pessoas colocam fogo para usar a área”, frisa.

Parque Nacional
Em 2010, o fogo consumiu cerca de um terço do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, cobrindo Cuiabá de fumaça escura. A estimativa é que 11 mil hectares tenham sido consumidos no incêndio. Com um ecossistema que inclui de savanas a matas fechadas, o parque abriga sítios arqueológicos e cabeceiras de vários rios das bacias do Alto Paraguai e Amazônica. ” O alerta neste ano vale para o Pantanal mato-grossense e o Parque Nacional do Xingu, que não registram incêndios há oito anos, mas podem sofrer alterações pela falta de infraestrutura e proteção ambiental”, avaliou Romildo Gonçalves.

O Comitê de Gestão do Fogo de Mato Grosso informou que as cidades com maior número de alertas de incêndios são Tangará da Serra, Cláudia e Querência, localizadas na regiões norte e médio norte do estado. O tenente-coronel Dércio Santos, coordenador-geral adjunto do Comitê, declarou ao G1 que a meta é reduzir 65% da quantidade de focos de calor registrados em 2010 e retirar o estado da lista dos que mais queimam.

O coordenador disse ainda que o Corpo de Bombeiros está presente em 17 das 141 cidades mato-grossenses, com bases operacionais montadas com o objetivo de controlar o fogo. “Nós já reduzimos muito em relação ao último ano e estamos atuando com reforço e apoio das prefeituras dos municípios para o combate às queimadas. Porém, temos que avaliar que a estiagem e a baixa umidade são ameaças contanstantes, mas podemos mudar o quadro com a nossa conduta”, pontuou o tenente-coronel.

Ele frisa que a questão da educação ambiental também é séria e que as pessoas devem contribuir para a diminução dos focos, deixando as práticas e a cultura de colocar fogo, por exemplo, em folhas secas ou nos quintais de casa. “Muitos incêndios registrados, senão a maioria, foram provocados pelo homem”, afirma.

Quanto ao desmatamento, o coordenador admite que o índice registrado no território mato-grossense poderá colaborar para que a situação das queimadas se agrave, porém, considera que o governo do estado e a união têm realizado trabalhos intensivos com a finalidade de diminuir o número de áreas devastadas.

Investimento
O combate às queimadas deve custar mais de R$ 111,5 milhões durante o período proibitivo no estado, que este ano será de de 1º de julho a 15 de outubro, considerado o mais longo da história. Diante dos altos índices de focos de queimada, o pedido de antecipação e ampliação foi feito pelo secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Alexander Maia. Ao todo, o estado pretende contar com o trabalho de dois mil homens de todos os órgãos ambientais durante o período proibitivo.

O montante foi calculado com base no planejamento orçamentário do Governo do Estado, Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit) e Corpo de Bombeiros. O secretário Alexander Maia disse que o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) autorizou a liberação de R$ 13 milhões para a instalação de uma base de controle das ocorrências em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá.

A pretensão, de acordo com o secretário, é implantar quatro bases semelhantes a essa, porém, segundo ele, ainda não há recursos liberados para o projeto. O montante será gasto na compra de equipamentos para as equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema). Embora tenha sido contemplado com a verba, o governo do estado havia requisitado R$ 80 milhões para investir nas ações de combate e prevenção.

Além dessa verba, Maia afirmou que serão gastos R$ 5 milhões em campanhas publicitárias com a finalidade de tentar conscientizar a população sobre os riscos dos incêndios, assim como alertar sobre a penalidade aplicada ao responsável pelo crime ambiental. As multas variam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por hectare para áreas abertas e de floresta, respectivamente.

Queimada em Mato Grosso (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Governo do estado decidiu ampliar o período de proibição de queimadas. (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Fonte: Kelly Martins, Do G1, MT


15 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Contaminação do ar por fuligem e ozônio deve ser combatida, diz ONU

Ar mais limpo beneficia saúde e desacelera aquecimento global.
Estudo foi divulgado nesta 3ª feira em Bonn, na Alemanha.

Conter o aquecimento global abaixo dos 2°C requer reduzir as emissões de CO2 e ao mesmo tempo aumentar medidas contra a contaminação do ar por ozônio e fuligem, de acordo com um estudo internacional apresentado nesta terça-feira (14).

O relatório foi apresentado em Bonn, na Alemanha, onde se realiza até sexta-feira (17) a conferência das Nações Unidas em preparação para a COP-17, que vai acontecer no final do ano em Durban (África do Sul).

Uma ação rápida contra essa contaminação, além de ser benéfica para a saúde, contribui para limitar em curto prazo o aumento das temperaturas, destaca a pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização Meteorológica Mundial.

O carbono negro (partículas presentes na fuligem e emitidas pelos veículos), os incêndios florestais e certas instalações industriais, assim como o ozônio da troposfera (principal componente da poluição urbana) contribuem para o aquecimento global. De todos os gases, o ozônio troposférico ou de baixa altitude, que se forma a partir de outros gases como o metano, é a terceira maior causa do efeito estufa, perdendo apenas para o dióxido de carbono (CO2) e o metano.

Recomendações
O estudo salienta medidas como a recuperação do metano nos sistemas de carbono, gás e petróleo, empregando sistemas de combustão menos prejudiciais à atmosfera e a proibição da queima de produtos agrícolas a céu aberto.

No caso do metano, há recomendações para uma melhor ventilação das minas de carvão, reaproveitamento de gás associado à produção de petróleo e gás, redução de vazamentos de oleodutos, melhor reciclagem de resíduos e reformas para a agricultura, além de uma melhor gestão dos campos de arroz.

Para limitar o carbono negro, o estudo apela para que normas obriguem a adoção de filtros de partículas da queima de diesel, além da proibição da incineração em campo aberto de resíduos agrícolas (lixo).

Os cientistas chegaram à conclusão de que a combinação de medidas contra o carbono negro, o metano e o CO2 aumenta as possibilidades de manter o aquecimento global abaixo dos 2°C, objetivo fixado pela comunidade internacional.

Fonte: Do Globo Natureza, com agências internacionais.


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Estado e capital devem apresentar plano de combate às queimadas

Ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual em setembro de 2010.
Objetivo é evitar possíveis danos ambientais na estiagem deste ano.

O Estado de Mato Grosso e o município de Cuiabá têm 30 dias para apresentar um plano de combate às queimadas urbanas que contemple ações eficientes de prevenção, fiscalização e repressão, com estruturação física e pessoal do Corpo de Bombeiros e do município. A determinação consta em sentença judicial proferida em julgamento de mérito de ação civil pública proposta em setembro do ano passado pelo Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente da Capital.

“Se não realizadas a contratação de maquinário, treinamento de pessoal e divulgação de campanhas, os danos ambientais poderão ser, mais uma vez, irreversíveis na estiagem de 2011”, destacou o juiz José Zuquim Nogueira, em um trecho da sentença. Caso o plano de combate às queimadas não seja apresentado dentro do prazo estabelecido na sentença, o município de Cuiabá terá que arcar com pagamento de multa e responsabilização dos gestores.

De acordo com a promotora de Justiça Ana Luíza Ávila Peterlini Souza, quando a ação foi proposta foi concedida liminar ao Ministério Público determinando a contratação imediata de cinco caminhões-pipa e brigadistas para o combate aos focos de incêndio da Capital. A liminar garantiu ainda o treinamento dos brigadistas e a apresentação de calendário com a designação de palestras e atividades de educação ambiental nas escolas, centros comunitários e entidades religiosas de Cuiabá.

Além disso, foi determinado que, tanto o Estado quanto o Município destinem recursos públicos suficientes, na lei orçamentária anual de 2011, para a realização de um plano de prevenção e combate às queimadas. A ação do MPE fundamentou-se na precariedade do funcionamento do Projeto Quadrante, criado pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá para combater as queimadas urbanas.

No dia 04 deste mês, durante audiência pública promovida pelo Ministério Público e Poder Judiciário, o prefeito de Cuiabá, Francisco Bello Galindo Filho, assinou um pacto pela redução das queimadas. Realização de campanhas educativas, implantação do Comitê Municipal de Gestão do Fogo e priorização das ações de fiscalização de terrenos baldios foram alguns dos compromissos estabelecidos no referido documento.

De acordo com o pacto, a meta estabelecida para 2011 é a redução de 65% dos níveis de queimadas do ano de 2010, quando foram registrados na capital 1628 focos de calor.

Fonte: G1, MT


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