13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Árvores não são bem estudadas’, critica jornalista americano

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20.
Após 2 anos de expedição, biólogo montou banco de dados sobre plâncton.

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20 (Foto: Lilian Quaino / G1)

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20 (Foto: Lilian Quaino / G1)

“Por que se preocupar com a morte das árvores? Todo cientista a quem pergunto isso diz que não sabe”, disse o jornalista americano Jim Robbins, que ao falar na manhã da última terça-feira (12) no segundo e último dia das palestras do TEDxRio+20, mostrou slides de sua casa em Montana e disse que todas as árvores que apareciam na imagem estavam mortas, principalmente por causa da elevação de dois graus na temperatura nos últimos 20 anos.

O TEDxRio+20, que começou na segunda-feira (11), faz parte do projeto Humanidade 2012, que acontece no Forte de Copacabana, na Zona Sul do Rio, num evento paralelo à Rio+20. O TEDxRio+20 reúne profissionais de todas as áreas com ideias e projetos para um mundo melhor.

Para Robbins, as árvores não foram e ainda não são bem estudadas:

“Quase nada se sabe. Entendem de produção de madeira, mas fatos sobre a árvore viva não são conhecidos”, disse ele, contando que em todas as cidades americanas há campanhas para que se plantem e preservem as árvores.

O jornalista, que escreve sobre meio ambiente, disse que as árvores bloqueiam raios ultravioleta, que causam câncer, servem como escudo para o calor e purificam a água: “Na África, grandes áreas de terra desertificada foram recuperadas com o plantio de árvores”, disse.

O biólogo Colombam de Vargas falou na TEDxRio+20 sobre sua expedição de dois anos e meio por todos os mares do planeta pesquisando o plâncton. Colomban é formado na Universidade de Genebra e mestre de pesquisa no Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), na estação biológica de Roscoff, na França. Segundo disse, ele e seus companheiros de expedição têm hoje o maior banco de dados sobre plâncton do mundo.

Colombam é um apaixonado pelo plâncton, que segundo explicou compões 98% do volume da biosfera. E é particularmente interessado em protistas, microorganismos encontrados nos plânctons que fabricam calcita e criam esqueletos, num processo em que, segundo o biólogo, inclui nanotecnologia.

 

Fonte: G1


19 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Liberação deve ser questionada na Justiça

A liberação comercial do feijão transgênico da Embrapa provocou inquietação entre cientistas e deve ser questionada na Justiça por organizações não governamentais.

Cinco dos integrantes da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança consideraram insuficientes as informações contidas no relatório e pediram diligências. Entre as lacunas apontadas está a suposta falta de estudos sobre o impacto do consumo do feijão entre animais em gestação e pesquisa sobre o comportamento do organismo geneticamente modificado em todos os biomas no Brasil.

 

“Foi um desrespeito à Constituição Federal, às regras da própria CTNBio”, afirmou a advogada da Terra de Direitos, Ana Carolina Almeida. “Antes da aprovação, eles deveriam aguardar o envio de informações complementares e, se preciso, a realização de novos estudos.”

 

A advogada está convicta de que o fato de a semente ter sido desenvolvida pela Embrapa levou integrantes do conselho a fazer uma análise pouco cuidadosa do projeto. “Uma empresa pública deveria dar o exemplo, mas não foi o que ocorreu. É uma vergonha”, completou.

 

A Terra de Direitos deverá entrar na Justiça nos próximos dias questionando a legitimidade da aprovação. “A Constituição afirma que é dever preservar o patrimônio genético nacional. Liberar uma variedade transgênica sem estudos suficientes é uma afronta.” Ela questiona também o fato de, no desenvolvimento da nova variedade de feijão, terem sido feitos 22 experimentos, dos quais 20 deram errado. “Não soubemos o que ocorreu.”

 

O líder da pesquisa, Francisco Aragão, afirma que os questionamentos são indevidos. “Fizemos estudos entre 2005 e 2010. Verificamos não haver risco ao meio ambiente.”

Fonte: O Estado de São Paulo






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Árvores não são bem estudadas’, critica jornalista americano

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20.
Após 2 anos de expedição, biólogo montou banco de dados sobre plâncton.

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20 (Foto: Lilian Quaino / G1)

Jim Robbins falou no segundo dia de palestras do TEDxRio+20 (Foto: Lilian Quaino / G1)

“Por que se preocupar com a morte das árvores? Todo cientista a quem pergunto isso diz que não sabe”, disse o jornalista americano Jim Robbins, que ao falar na manhã da última terça-feira (12) no segundo e último dia das palestras do TEDxRio+20, mostrou slides de sua casa em Montana e disse que todas as árvores que apareciam na imagem estavam mortas, principalmente por causa da elevação de dois graus na temperatura nos últimos 20 anos.

O TEDxRio+20, que começou na segunda-feira (11), faz parte do projeto Humanidade 2012, que acontece no Forte de Copacabana, na Zona Sul do Rio, num evento paralelo à Rio+20. O TEDxRio+20 reúne profissionais de todas as áreas com ideias e projetos para um mundo melhor.

Para Robbins, as árvores não foram e ainda não são bem estudadas:

“Quase nada se sabe. Entendem de produção de madeira, mas fatos sobre a árvore viva não são conhecidos”, disse ele, contando que em todas as cidades americanas há campanhas para que se plantem e preservem as árvores.

O jornalista, que escreve sobre meio ambiente, disse que as árvores bloqueiam raios ultravioleta, que causam câncer, servem como escudo para o calor e purificam a água: “Na África, grandes áreas de terra desertificada foram recuperadas com o plantio de árvores”, disse.

O biólogo Colombam de Vargas falou na TEDxRio+20 sobre sua expedição de dois anos e meio por todos os mares do planeta pesquisando o plâncton. Colomban é formado na Universidade de Genebra e mestre de pesquisa no Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), na estação biológica de Roscoff, na França. Segundo disse, ele e seus companheiros de expedição têm hoje o maior banco de dados sobre plâncton do mundo.

Colombam é um apaixonado pelo plâncton, que segundo explicou compões 98% do volume da biosfera. E é particularmente interessado em protistas, microorganismos encontrados nos plânctons que fabricam calcita e criam esqueletos, num processo em que, segundo o biólogo, inclui nanotecnologia.

 

Fonte: G1


19 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Liberação deve ser questionada na Justiça

A liberação comercial do feijão transgênico da Embrapa provocou inquietação entre cientistas e deve ser questionada na Justiça por organizações não governamentais.

Cinco dos integrantes da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança consideraram insuficientes as informações contidas no relatório e pediram diligências. Entre as lacunas apontadas está a suposta falta de estudos sobre o impacto do consumo do feijão entre animais em gestação e pesquisa sobre o comportamento do organismo geneticamente modificado em todos os biomas no Brasil.

 

“Foi um desrespeito à Constituição Federal, às regras da própria CTNBio”, afirmou a advogada da Terra de Direitos, Ana Carolina Almeida. “Antes da aprovação, eles deveriam aguardar o envio de informações complementares e, se preciso, a realização de novos estudos.”

 

A advogada está convicta de que o fato de a semente ter sido desenvolvida pela Embrapa levou integrantes do conselho a fazer uma análise pouco cuidadosa do projeto. “Uma empresa pública deveria dar o exemplo, mas não foi o que ocorreu. É uma vergonha”, completou.

 

A Terra de Direitos deverá entrar na Justiça nos próximos dias questionando a legitimidade da aprovação. “A Constituição afirma que é dever preservar o patrimônio genético nacional. Liberar uma variedade transgênica sem estudos suficientes é uma afronta.” Ela questiona também o fato de, no desenvolvimento da nova variedade de feijão, terem sido feitos 22 experimentos, dos quais 20 deram errado. “Não soubemos o que ocorreu.”

 

O líder da pesquisa, Francisco Aragão, afirma que os questionamentos são indevidos. “Fizemos estudos entre 2005 e 2010. Verificamos não haver risco ao meio ambiente.”

Fonte: O Estado de São Paulo