25 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Comissão de cientistas elege as dez principais novas espécies de 2010

Instituto da Universidade do Arizona coordenou composição do ranking.
Fungo bioluminescente descoberto no Brasil integra a lista.

Ranking elaborado por uma comissão de cientistas liderada pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, lista as 10 principais descobertas de espécies ocorridas em 2010.

O anúncio feito nesta segunda-feira (23) por membros do Instituto Internacional para Exploração das Espécies incluiu espécies de várias partes do mundo, inclusive do Brasil, onde pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) encontraram no ano passado fungos bioluminescentes (Mycena luxaeterna) na Mata Atlântica.

Entre as ‘10 mais’ estão também uma sanguessuga com dentes grandes, uma bactéria que se alimenta de ferrugem (descoberta nos destroços do transatlântico Titanic, que naufragou em 1912) e um peixe-morcego no formato de panqueca.

Ainda no ranking estão uma espécie de barata saltadora, um lagarto monitor que consome frutas, um antílope africano, um grilo que poliniza uma orquídea rara, um cogumelo frutífero aquático e a maior e mais resistente teia de aranha.

 

Fungos bioluminescentes encontrados na Mata Atlântica por pesquisadores da Universidade de São Paulo entraram no ranking das 10 melhores descobertas de 2010 (Foto: Cassius V. Stevani/IQ-USP/Divulgação)

Fungos bioluminescentes encontrados na Mata Atlântica por pesquisadores da Universidade de São Paulo entraram no ranking das 10 melhores descobertas de 2010 (Foto: Cassius V. Stevani/IQ-USP/Divulgação)

 

 

Grilo polinizador encontrado nas Ilhas Mascarenhas, no oceano Índico (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)

Grilo polinizador encontrado nas Ilhas Mascarenhas, no oceano Índico (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)

http://g1.globo.com/natureza/fotos/2011/05/veja-imagens-das-principais-especies-descobertas-em-2010.html, clique e veja galeria de imagem das espécies descobertas.

 

Fonte: Do G1, em São Paulo


4 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Brasil fica em 2º lugar em ranking de ‘consumo verde’

O Brasil ficou em segundo lugar em um ranking de “consumo verde” compilado pela National Geographic Society, uma instituição científica e educacional com sede nos Estados Unidos.

A lista foi elaborada por meio de entrevistas com 17 mil pessoas em 17 países, entre emergentes e avançados, e mediu os hábitos em relação a consumo e estilo de vida em 65 quesitos.

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O ranking elaborado a três anos, chamado Greendex – uma fusão das palavras “índice” (index) e “verde” (green) em inglês -, foi novamente encabeçado pelas economias emergentes, com Índia, Brasil, China, México e Argentina à frente.

Americanos e canadenses ficaram na lanterna, embora esses dois países venham registrando progressos em termos de comportamento ambiental desde o início da medição, em 2008.

Comparações – A “nota” do Brasil foi 58 pontos, maior do que no ano passado (57,3), mas menor do que no ano anterior (58,6). Refletindo uma tendência geral, o melhor desempenho brasileiro foi na questão da moradia, que procura avaliar o impacto ambiental das residências.

Em geral, afirmou a National Geographic Society, os brasileiros tendem a morar em casas relativamente pequenas dentro da amostragem (91% dos entrevistados disseram morar em residências com menos de quatro cômodos) e usam pouco ar condicionado e aquecimento.

Nos Estados Unidos e Canadá, por exemplo, cerca de 16% dos ouvidos disseram morar em casas com dez cômodos – uma incidência muito maior que a média. Nesses países, as residências também tendem a ser equipadas com infraestrutura de aquecimento e ar condicionado.

Por outro lado, disse a National Geographic, os americanos foram os que mais disseram ter feito mudanças e adaptações para aumentar a eficiência energética em suas casas, tal como consertar janelas e criar condições de isolamento térmico.

No quesito alimentação, o desempenho brasileiro foi prejudicado pelo alto consumo de carne – 60% dos brasileiros, 57% dos argentinos e 41% dos americanos e mexicanos comem carne diversas vezes por semana. Enquanto isso, 81% dos indianos ouvidos se disseram vegetarianos.

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Transporte – Outro quesito medido pelo índice foi o de transporte, um setor que responde por quase 20% das emissões de gases que causam o efeito estufa.

Aqui os americanos foram os últimos colocados, com 19% dos americanos afirmando ter pelo menos três carros em casa (a média geral foi 7%). Essa tendência é piorada pelo fato de, na metade dos casos, esses veículos serem de grande porte, como tratores e utilitários esportivos.

Nesse quesito os brasileiros tiveram desempenho pior do que há três anos. Entretanto, ainda assim ficaram em 6º lugar, porque tendem a ter carros mais compactos e mais frequentemente motocicletas, menos poluentes que automóveis.

O índice também avaliou as atitudes em relação ao meio ambiente. Por um lado, os brasileiros não são os que mais citam a questão espontaneamente como um dos grandes desafios do país.

Por outro lado, quando perguntados, os entrevistados no país manifestam preocupação com problemas ambientais como a poluição de água e do ar, a mudança climática e a destruição de ecossistemas e biodiversidade.

“As melhorias em todo o mundo são positivas, mas ainda existe uma necessidade urgente de que as pessoas percebam como o seu comportamento afeta o meio ambiente e encontrem maneiras de reduzir sua pegada ambiental”, disse o vice-presidente executivo para os programas da National Geographic, Terry Garcia.

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“No curto prazo, nossa esperança é incentivar o consumo sustentável por meio de um aumento na conscientização dos consumidores.” (Fonte: G1

)


31 de maio de 2010 | nenhum comentário »

Mata Atlântica perde 130 Ibirapueras

Levantamento aponta que Minas Gerais foi o Estado que mais desmatou o bioma no período entre 2008 e 2010, seguido por Paraná e Santa Catarina

Mais de 20,8 mil hectares de Mata Atlântica – o equivalente a 130 Parques do Ibirapuera – foram desmatados entre 2008 e 2010 no Brasil. Desta vez, o bioma que já perdeu cerca de 93% de sua área original foi mais maltratado em Minas Gerais. O estado liderou com folga o ranking dos maiores destruidores da floresta, com 12,5 mil hectares cortados.

 

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A transformação da mata em carvão para abastecer a siderurgia é apontada como uma das causas para o alto desmatamento em Minas. Na sequência, aparecem no ranking o Paraná (2,6 mil hectares perdidos) e Santa Catarina (2,1 mil hectares).

 

Os dados são da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foram detectados desmatamentos maiores que 3 hectares e analisados 9 dos 17 Estados que possuem Mata Atlântica. Não foi possível observar o Nordeste em razão da grande cobertura de nuvens que atrapalhou a visualização das imagens do satélite Landsat 5.

 

Segundo Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, as denúncias sobre a origem do carvão têm se repetido, mas não se observa “a presença do poder público nesses lugares”. “Não existe fiscalização efetiva. E há grandes empresas que dizem ter responsabilidade social, mas que não sabem a origem dos produtos que compram”, afirma.

 

Outra preocupação com Minas é um projeto de lei que pretende tirar a proteção das matas secas (com árvores que perdem suas folhas durante a estação seca), consideradas Mata Atlântica. Isso pode acelerar a devastação. A proposta foi aprovada em primeiro turno e aguarda a segunda votação. “Consideramos o projeto inconstitucional e esperamos que o governador não sancione”, diz Aline Cardoso, assessora jurídica da Associação Mineira de Defesa do Ambiente.

 

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) de Minas destaca que o Estado possui a maior área remanescente de Mata Atlântica. E ressalta que “o número de municípios mineiros que desmatou o bioma caiu de 405, no período de 2005/2008, para 159 no último levantamento”.

 

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O Instituto Aço Brasil (AIBr) afirma que, até 2012, 100% do carvão vegetal usado pela indústria do aço será proveniente de florestas plantadas.

 

Longe da meta. Foi observada queda de 21% na taxa média anual de desmate da Mata Atlântica se comparado com o período anterior do estudo, de 2005 a 2008. O dado, porém, não é animador. O país se comprometeu na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) a zerar o desmate no bioma até este ano, o que está longe de acontecer.

avatar dvds

 

E, para Márcia Hirota, coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica, a queda da taxa não ocorreu em todos os Estados. Minas teve aumento de 15% e o Rio Grande do Sul, de 83%. Neste, não foi identificada a causa da transformação da floresta, o que será investigado a partir de agora. Os desmates foram observados na região serrana.

 

Também no Sul, Santa Catarina tem sido observado de perto após aprovar em 2009 lei que afrouxou as regras ambientais – permitindo a redução da faixa de preservação ao longo de rios. O Estado diminuiu a taxa anual de desmatamento em 75% em relação ao período anterior, mas ainda continua em terceiro no ranking dos maiores desmatadores.

 

Para Márcia, as chuvas e acidentes naturais que atingiram Santa Catarina podem ter contribuído para frear a economia e, com isso, o desmatamento. “Estamos dando uma boa notícia para Santa Catarina. O governo agora precisa aprender com isso e mostrar que é possível proteger a Mata Atlântica”, afirma Mantovani.

(Afra Balazina)

(O Estado de SP, 27/5)






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Comissão de cientistas elege as dez principais novas espécies de 2010

Instituto da Universidade do Arizona coordenou composição do ranking.
Fungo bioluminescente descoberto no Brasil integra a lista.

Ranking elaborado por uma comissão de cientistas liderada pela Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, lista as 10 principais descobertas de espécies ocorridas em 2010.

O anúncio feito nesta segunda-feira (23) por membros do Instituto Internacional para Exploração das Espécies incluiu espécies de várias partes do mundo, inclusive do Brasil, onde pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) encontraram no ano passado fungos bioluminescentes (Mycena luxaeterna) na Mata Atlântica.

Entre as ‘10 mais’ estão também uma sanguessuga com dentes grandes, uma bactéria que se alimenta de ferrugem (descoberta nos destroços do transatlântico Titanic, que naufragou em 1912) e um peixe-morcego no formato de panqueca.

Ainda no ranking estão uma espécie de barata saltadora, um lagarto monitor que consome frutas, um antílope africano, um grilo que poliniza uma orquídea rara, um cogumelo frutífero aquático e a maior e mais resistente teia de aranha.

 

Fungos bioluminescentes encontrados na Mata Atlântica por pesquisadores da Universidade de São Paulo entraram no ranking das 10 melhores descobertas de 2010 (Foto: Cassius V. Stevani/IQ-USP/Divulgação)

Fungos bioluminescentes encontrados na Mata Atlântica por pesquisadores da Universidade de São Paulo entraram no ranking das 10 melhores descobertas de 2010 (Foto: Cassius V. Stevani/IQ-USP/Divulgação)

 

 

Grilo polinizador encontrado nas Ilhas Mascarenhas, no oceano Índico (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)

Grilo polinizador encontrado nas Ilhas Mascarenhas, no oceano Índico (Foto: Sylvain Hugel/Divulgação)

http://g1.globo.com/natureza/fotos/2011/05/veja-imagens-das-principais-especies-descobertas-em-2010.html, clique e veja galeria de imagem das espécies descobertas.

 

Fonte: Do G1, em São Paulo


4 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Brasil fica em 2º lugar em ranking de ‘consumo verde’

O Brasil ficou em segundo lugar em um ranking de “consumo verde” compilado pela National Geographic Society, uma instituição científica e educacional com sede nos Estados Unidos.

A lista foi elaborada por meio de entrevistas com 17 mil pessoas em 17 países, entre emergentes e avançados, e mediu os hábitos em relação a consumo e estilo de vida em 65 quesitos.

inception full

O ranking elaborado a três anos, chamado Greendex – uma fusão das palavras “índice” (index) e “verde” (green) em inglês -, foi novamente encabeçado pelas economias emergentes, com Índia, Brasil, China, México e Argentina à frente.

Americanos e canadenses ficaram na lanterna, embora esses dois países venham registrando progressos em termos de comportamento ambiental desde o início da medição, em 2008.

Comparações – A “nota” do Brasil foi 58 pontos, maior do que no ano passado (57,3), mas menor do que no ano anterior (58,6). Refletindo uma tendência geral, o melhor desempenho brasileiro foi na questão da moradia, que procura avaliar o impacto ambiental das residências.

Em geral, afirmou a National Geographic Society, os brasileiros tendem a morar em casas relativamente pequenas dentro da amostragem (91% dos entrevistados disseram morar em residências com menos de quatro cômodos) e usam pouco ar condicionado e aquecimento.

Nos Estados Unidos e Canadá, por exemplo, cerca de 16% dos ouvidos disseram morar em casas com dez cômodos – uma incidência muito maior que a média. Nesses países, as residências também tendem a ser equipadas com infraestrutura de aquecimento e ar condicionado.

Por outro lado, disse a National Geographic, os americanos foram os que mais disseram ter feito mudanças e adaptações para aumentar a eficiência energética em suas casas, tal como consertar janelas e criar condições de isolamento térmico.

No quesito alimentação, o desempenho brasileiro foi prejudicado pelo alto consumo de carne – 60% dos brasileiros, 57% dos argentinos e 41% dos americanos e mexicanos comem carne diversas vezes por semana. Enquanto isso, 81% dos indianos ouvidos se disseram vegetarianos.

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Transporte – Outro quesito medido pelo índice foi o de transporte, um setor que responde por quase 20% das emissões de gases que causam o efeito estufa.

Aqui os americanos foram os últimos colocados, com 19% dos americanos afirmando ter pelo menos três carros em casa (a média geral foi 7%). Essa tendência é piorada pelo fato de, na metade dos casos, esses veículos serem de grande porte, como tratores e utilitários esportivos.

Nesse quesito os brasileiros tiveram desempenho pior do que há três anos. Entretanto, ainda assim ficaram em 6º lugar, porque tendem a ter carros mais compactos e mais frequentemente motocicletas, menos poluentes que automóveis.

O índice também avaliou as atitudes em relação ao meio ambiente. Por um lado, os brasileiros não são os que mais citam a questão espontaneamente como um dos grandes desafios do país.

Por outro lado, quando perguntados, os entrevistados no país manifestam preocupação com problemas ambientais como a poluição de água e do ar, a mudança climática e a destruição de ecossistemas e biodiversidade.

“As melhorias em todo o mundo são positivas, mas ainda existe uma necessidade urgente de que as pessoas percebam como o seu comportamento afeta o meio ambiente e encontrem maneiras de reduzir sua pegada ambiental”, disse o vice-presidente executivo para os programas da National Geographic, Terry Garcia.

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“No curto prazo, nossa esperança é incentivar o consumo sustentável por meio de um aumento na conscientização dos consumidores.” (Fonte: G1

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Mata Atlântica perde 130 Ibirapueras

Levantamento aponta que Minas Gerais foi o Estado que mais desmatou o bioma no período entre 2008 e 2010, seguido por Paraná e Santa Catarina

Mais de 20,8 mil hectares de Mata Atlântica – o equivalente a 130 Parques do Ibirapuera – foram desmatados entre 2008 e 2010 no Brasil. Desta vez, o bioma que já perdeu cerca de 93% de sua área original foi mais maltratado em Minas Gerais. O estado liderou com folga o ranking dos maiores destruidores da floresta, com 12,5 mil hectares cortados.

 

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A transformação da mata em carvão para abastecer a siderurgia é apontada como uma das causas para o alto desmatamento em Minas. Na sequência, aparecem no ranking o Paraná (2,6 mil hectares perdidos) e Santa Catarina (2,1 mil hectares).

 

Os dados são da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foram detectados desmatamentos maiores que 3 hectares e analisados 9 dos 17 Estados que possuem Mata Atlântica. Não foi possível observar o Nordeste em razão da grande cobertura de nuvens que atrapalhou a visualização das imagens do satélite Landsat 5.

 

Segundo Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, as denúncias sobre a origem do carvão têm se repetido, mas não se observa “a presença do poder público nesses lugares”. “Não existe fiscalização efetiva. E há grandes empresas que dizem ter responsabilidade social, mas que não sabem a origem dos produtos que compram”, afirma.

 

Outra preocupação com Minas é um projeto de lei que pretende tirar a proteção das matas secas (com árvores que perdem suas folhas durante a estação seca), consideradas Mata Atlântica. Isso pode acelerar a devastação. A proposta foi aprovada em primeiro turno e aguarda a segunda votação. “Consideramos o projeto inconstitucional e esperamos que o governador não sancione”, diz Aline Cardoso, assessora jurídica da Associação Mineira de Defesa do Ambiente.

 

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) de Minas destaca que o Estado possui a maior área remanescente de Mata Atlântica. E ressalta que “o número de municípios mineiros que desmatou o bioma caiu de 405, no período de 2005/2008, para 159 no último levantamento”.

 

the town film divx

O Instituto Aço Brasil (AIBr) afirma que, até 2012, 100% do carvão vegetal usado pela indústria do aço será proveniente de florestas plantadas.

 

Longe da meta. Foi observada queda de 21% na taxa média anual de desmate da Mata Atlântica se comparado com o período anterior do estudo, de 2005 a 2008. O dado, porém, não é animador. O país se comprometeu na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) a zerar o desmate no bioma até este ano, o que está longe de acontecer.

avatar dvds

 

E, para Márcia Hirota, coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica, a queda da taxa não ocorreu em todos os Estados. Minas teve aumento de 15% e o Rio Grande do Sul, de 83%. Neste, não foi identificada a causa da transformação da floresta, o que será investigado a partir de agora. Os desmates foram observados na região serrana.

 

Também no Sul, Santa Catarina tem sido observado de perto após aprovar em 2009 lei que afrouxou as regras ambientais – permitindo a redução da faixa de preservação ao longo de rios. O Estado diminuiu a taxa anual de desmatamento em 75% em relação ao período anterior, mas ainda continua em terceiro no ranking dos maiores desmatadores.

 

Para Márcia, as chuvas e acidentes naturais que atingiram Santa Catarina podem ter contribuído para frear a economia e, com isso, o desmatamento. “Estamos dando uma boa notícia para Santa Catarina. O governo agora precisa aprender com isso e mostrar que é possível proteger a Mata Atlântica”, afirma Mantovani.

(Afra Balazina)

(O Estado de SP, 27/5)