28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

 

Suindara (Tyto alba)

Coruja suindara conhecida também como coruja de igreja, coruja das torres, espécie que ocorre em todo o Brasil.  Assim como todas as corujas possuem excelente audição e visão, aves de hábito noturno e altamente especializadas na captura de pequenos roedores. Os filhotes de suindara geralmente permanecem na companhia de seus pais por um período necessário para aprender habilidades de caça.

O IPEVS recebeu três suindaras filhotes resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio. As aves receberam os cuidados da equipe do IPEVS.

No dia 23 de dezembro de 2012 foi realizada a soltura de uma das corujas que estava apta a voltar para natureza, depois de um trabalho de reabilitação da ave. Infelizmente os outros dois filhotes vieram a óbito.

Filhotes de suindara resgatado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o IPEVS. Foto: IPEVS

 

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad realizou a soltura da suindara. Foto: IPEVS

 

Corujinha – do- mato (Megascops choliba)

É uma das corujas mais comuns nas cidades e parques urbanos, esta espécie ocorre em todo o Brasil. Destacam-se em sua cabeça duas “orelhinhas”, penas salientes nesta região que lembram orelhas, ausente no individuo juvenil. A corujinha –do -mato é uma espécie pequena e alimenta-se principalmente de insetos como gafanhotos e mariposas.

O estagiário do IPEVS Eduardo Alves realizou o resgate de uma corujinha-do-mato que havia caído do ninho próximo a sua residência na cidade de Santa Mariana, e encaminhou a corujinha para o IPEVS.  A coruja ficou aos cuidados da equipe o tempo necessário para aprender a voar e caçar seu próprio alimento. Depois deste período foi realizada a soltura da ave.

Soltura da corujinha-do-mato realizada pela bióloga do IPEVS Renata Alfredo. Foto: IPEVS

 

Corujinha-do-mato pronta para voltar a natureza. Foto: IPEVS

 

Vale ressaltar que as corujas não trazem azar, como citado em muitas lendas. Na verdade elas são aves predadoras que mantêm o equilíbrio nas populações de suas presas, principalmente de roedores e insetos.

 

Falcão Quiriquiri (Falco sparverius)

O quiriquiri é o menor dos  falcões  e uma das menores aves de rapina do Brasil.  Ocorre em todo o Brasil exceto em regiões de florestas. De atividade diurna, alimentam-se de lagartixas, grandes insetos, roedores e pequenas cobras.  Utiliza suas garras para segurar a presa matando-a com o bico.

O IPEVS resgatou um quiriquiri na cidade de Cornélio, impossibilitado de voar. Chegando ao local o médico veterinário Rafael Haddad constatou que asa do falcão estava lesionada. O quiriquiri recebeu os cuidados necessários e permaneceu com a equipe do IPEVS. Após o período de recuperação o falcão estava apto a voltar para natureza e foi solto no domingo dia 23 de dezembro.

Quiriquiri resgato pelo IPEVS. Ave mantida em observação até sua completa recuperação. Foto: IPEVS

 

Recuperado o quiriquiri retornou a natureza. Foto: IPEVS

Gambá (Didelphis albiventris)

Na última ocasião na qual o IPEVS foi acionado para resgatar uma família de gambás, apenas três filhotes encontravam-se com vida que permaneceram sobre os cuidados da equipe do IPEVS (Click e confira http://ipevs.org.br/blog/?p=10723). Devido aos ferimentos apenas um dos filhotes resistiu.

O gambá recebeu atenção especial da estagiária do IPEVS Naiara Palumbo, o que possibilitou a  soltura do gambá também no dia 23 de dezembro.

Soltura gambá de orelha branca. Foto: IPEVS

 

Os animais foram soltos em locais distintos em áreas de reserva da região.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Centro de Reabilitação do Peixe-Boi Amazônico completa 4 anos, no AM

O Centro de Reabilitação do Peixe-boi Amazônico, do Instituto Mamirauá, completa quatro anos neste mês. Mais conhecido como “Centrinho”, o local funciona em uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, a 650 km de Manaus, e abriga sete peixes-boi em reabilitação.

Desde janeiro de 2008, o Centrinho recebe filhotes órfãos de peixes-boi, apreendidos em municípios da região do Médio Solimões, no Amazonas. Nesta região, a caça para subsistência ainda é uma ameaça à espécie.

No Centro de Reabilitação, os tratadores (moradores de comunidades da Reserva Amanã) alimentam os animais com leite e capim recolhido das margens do lago. De acordo com o órgão, alguns filhotes chegam a mamar cinco vezes ao dia. A água dos tanques dos animais é trocada diariamente, e também são limpos três tanques de 4500 litros, onde vivem quatro filhotes de peixe-boi. Uma vez por semana, os tratadores registram o peso dos animais.

O Centrinho terá estrutura ampliada. Segundo o Instituto Mamirauá, está em fase de acabamento um novo curral, mais uma ferramenta para auxiliar na reabilitação dos peixes-boi. Em breve, dois dos quatro filhotes que ainda vivem em tanques deverão ser transportados para o curral, que é banhado pela água do lago Amanã. “Esse curral vai permitir que os filhotes tenham mais espaço e profundidade para se locomover e se desenvolver. Eles também ficarão em contato com a água do próprio lago, corrente, e passarão a conviver com peixes, e talvez até a manter contato com peixes-boi nativos que venham visitá-los. Poderão também sentir a chuva, escutar os sons diretamente do lago”, disse a oceanógrafa Miriam Marmontel, coordenadora do projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert).

Deverá ser construído ainda um novo recinto que funcionará como um estágio final no processo de reabilitação dos animais ao ambiente natural. Sua localização será diferenciada, ficando em local com reduzido trânsito de pessoas e embarcações, distante dos demais recintos que compõem o Centrinho.

História – O Centrinho foi criado para abrigar o primeiro filhote que o Instituto recebeu, nomeado “Piti”. Ele foi apreendido, em maior de 2007, por agentes ambientais. O animal estava em poder de um caçador na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. O peixe-boi apresentava arranhões por todo o corpo e uma profunda ferida provocada por golpe de arpão. Separado à força da mãe, o quadro nutricional do pequeno peixe-boi também era crítico.

O peixe-boi Piti, que ganhou esse nome devido ao seu comportamento arredio, passou sete meses recebendo cuidados intensivos em um curral no lago Tefé que, devido ao trânsito intenso de embarcações, não era o local adequado ao tratamento. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, berçário natural da espécie, apresentava-se como o melhor local para a recuperação de Piti.

O Instituto criou então uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, para receber Piti. Em janeiro de 2008, quando o Instituto Mamirauá foi credenciado pelo Ibama como criatório conservacionista, Piti foi transferido para a comunidade a Reserva Amanã. Segundo o órgão, o filhote de peixe-boi que inaugurou o Centrinho já está praticamente pronto para ser devolvido à natureza.

Fonte: G1


26 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Nova mamadeira para peixes-boi pode agilizar reabilitação de animais

Equipamento criado por veterinário facilita amamentação de filhotes.
Método evita contato humano e pode agilizar reintrodução na natureza.

O cuidado com filhotes de peixes-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis) em cativeiro pode ganhar um novo impulso com a criação de um equipamento que evita o contato dos animais com humanos,  acelerando a reabilitação mamíferos aquáticos para retornar à natureza.

O que era apenas um experimento do veterinário Augusto Bôaviagem, se tornou instrumento indispensável no tratamento da espécie. Ele desenvolveu uma “mamadeira subaquática”, equipamento colocado em uma haste e mergulhado em tanques com os animais, fornecendo fórmula láctea a filhotes de peixe-boi ainda em fase de amamentação que foram encontrados abandonados.

Integrante do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, de Tefé (AM), Bôaviagem percebeu que os exemplares da espécie amazônica eram arredios e viu que os profissionais que trabalham na reabilitação deles tinham muita dificuldade em tratá-los.

“Eles são muito resistentes aos seres humanos e não conseguem usar a mamadeira. Nestes casos, são implantadas sondas para evitar a inanição, mas isto não é aconselhável”, disse.

O motivo deste comportamento é devido à caça predatória que a espécie sofre na Amazônia. “O filhote presencia a mãe sendo morta pelo caçador e fica traumatizado. Quando vai para a reabilitação, e entra em contato novamente com humanos, ele não sabe se isso será bom ou ruim. Esta adaptação demora”, afirma.

Mamadeira subaquática facilita alimentação de filhotes de peixe-boi e evita contato de animais com humanos (Foto: Divulgação)

Novo tipo de mamadeira facilita alimentação de filhotes de peixe-boi e evita contato de animais com humanos (Foto: Divulgação)

Cobaia
O método já utilizado com exemplares de peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) em centros de animais localizados na Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O equipamento despertou o interesse de pesquisadores internacionais devido à redução do contato com humanos.

“O mínimo de contato deve ocorrer durante os processos de reabilitação, que duram cerca de três anos. Em média, cada filhote recebe cinco mamadeiras diárias. Se a cada refeição o tratador evitar o contato, é possível evitar também risco de transmissão de doenças para os espécimes”, afirma o veterinário.

Caça
Segundo Isabel Reis, bióloga da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), de Manaus (AM), em 2011 o número de exemplares de peixe-boi-da-Amazônia resgatados aumentou se comparado com o ano anterior.

Foram 15, sendo que dois não sobreviveram. Em 2010 foram 13, com duas mortes. A maioria dos casos ocorreu durante o período de forte estiagem na Amazônia, entre os meses de maio e outubro, quando o nível dos rios diminui e facilita a aparição de animais.

“Mas temos que levar em conta que o aumento de ocorrências se deve também a maior conscientização da população. Existem mais denúncias de crimes ambientais. A caça continua acontecendo, mas a cultura de que isto é proibido tem se intensificado mais na região”, afirma.

O peixe-boi-da-Amazônia é considerado ameaçado de extinção devido à caça ilegal. Sua carne é utilizada para o consumo, mesmo com leis proibitivas. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) abriga na capital do Amazonas o Laboratório de Mamíferos Aquáticos que atualmente trabalha na reabilitação de 52 animais.

Somente neste ano foram nove filhotes de peixe-boi resgatados pela Ampa no Amazonas (Foto: Divulgação/Assessoria Ampa)

Somente neste ano foram 15 filhotes de peixe-boi foram resgatados pela Ampa no Amazonas. Na foto, é feita a alimentação com o método tradicional. (Foto: Divulgação/Assessoria Ampa)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


30 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Holanda monta megaoperação para transferir orca de avião até a Espanha

Mamífero aquático passava por reabilitação em aquário de Harderwijk.
Decisão judicial autorizou transferência para zoológico nas Canárias.

Uma megaoperação foi montada na madrugada desta terça-feira (29) durante a transferência da orca Morgan da Holanda para as Canárias, na Espanha. O animal deixou o Dolfinarium Harderwijk, um dos parque de animais marinhos mais importante do mundo  e localizado em Harderwijk, e seria levado de avião para um jardim zoológico de Tenerife, nas Canárias.

A baleia, que pesa cerca de 1,4 tonelada, foi colocada em um contêiner e içada por um guindaste antes de ser levada de caminhão, com escolta policial, até o aeroporto de Amsterdã. De acordo com o biólogo marinho Brad Andrews, o mamífero aquático estava tranquilo e nenhum tipo de sedativo foi injetado. Antes da mudança, o animal passou por 16 simulações da transferência.

A orca Morgan é transferido para a Espanha (Foto: Marco Hofste/Dolfinarium/AP)

A orca Morgan é içada até um caminhão que a transportaria direto para o aeroporto Schiphol, em Amsterdã.(Foto: Marco Hofste/Dolfinarium/AP)

Polêmica
A mudança de local da orca Morgan foi polêmica e a operação realizada nesta madrugada só foi possível a partir de uma decisão judicial. O animal foi localizado doente no mar do Wadden (norte da Holanda) em 2010 e desde então se recuperava no parque holandês.

O julgamento em Amsterdã, ocorrido na semana passada, deu sinal verde à decisão do governo de enviar a orca para Tenerife, pois as instalações do aquário eram pequenas. Um grupo de ativistas recorreu da decisão pedindo que o animal fosse devolvido ao mar, mas não obtiveram sucesso.

No zoológico espanhol, Morgan deve se adaptar às novas companhias por meio da bioacústica, uma técnica que consiste em emitir sons gravados.

A orca Morgan é transferida para a Espanha (Foto: Bas Czerwinski/AP)

O mamífero aquático seguiria em um voo até a Espanha, onde passará a viver em um zoológico das Canárias (Foto: Bas Czerwinski/AP)

Fonte: Globo Natureza, com informações da EFE, da Associated Press e da France Presse


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Lontra que vivia em cativeiro é resgatada por biólogos no Amazonas

Animal passará por reabilitação para desenvolver instinto de sobrevivência.
Até o fim deste ano, espécime deve retornar à vida selvagem.

Uma lontra com um ano e seis meses de idade foi resgatada no início desta semana por pesquisadores da Associação Amigos do peixe-boi  (Ampa) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) na cidade de Iranduba, vizinha a Manaus (AM).

O animal foi encontrado em um vilarejo do município ribeirinho e era alimentado por moradores. De acordo com a bióloga Patrícia Farias, da Ampa, a lontra foi criada em um sítio desde que nasceu.

Entretanto, o animal cresceu e começou a atrapalhar o plantio de hortaliças do dono da propriedade, que decidiu libertar o espécime. “Por ter sido criada como animal de estimação, já havia se adaptado ao modo de vida de cativeiro. Não desenvolveu a habilidade de caçar, só come alimentos mortos, como peixe, e que é fornecido por humanos”, disse Patrícia.

O foco da Ampa agora é a reabilitação do animal, para que ele fique o menor tempo possível sob os cuidados da organização ambiental e volte para a natureza capaz de sobreviver sozinho. “Vamos implantar um rádio-transmissor durante o período de tratamento. A nossa intenção é soltar o animal na floresta até o final do ano”, disse.

Lontra resgatada de vilarejo na floresta amazônica. Animal passará por reabilitação antes de ser solto (Foto: Divulgação/Ampa)

Lontra resgatada de vilarejo na floresta amazônica. Animal passará por reabilitação antes de ser solto (Foto: Divulgação/Ampa)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


22 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Vítima de caça, filhote de peixe-boi é resgatado de cativeiro no Amazonas

Um filhote de peixe-boi, com aproximadamente um mês de vida, foi resgatado por policiais após ser encontrado mantido em cativeiro na cidade de Manacapuru, no interior do Amazonas.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sediado em Manaus, o animal foi encontrado nesta quarta-feira (20) e foi vítima de caça ilegal. O peixe-boi é uma fêmea e estava na comunidade São Sebastião, um bairro da zona rural de Manacapuru, a 68 km de distância da capital amazonense. Segundo o iInpa, é o 10º filhote resgatado desde janeiro no estado e apresentava sinais de maus-tratos. A pesca do peixe-boi é ilegal e está sujeita à prisão.

O filhote foi encaminhado ao laboratório de mamíferos aquáticos do instituto, onde recebeu alimentação de técnicos e passará por tratamento médico.

Filhote de peixe-boi resgatada por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Filhote de peixe-boi fêmea resgatado por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Resgate
No último dia 15, um outro filhote foi encontrado na mesma região por policiais e agentes da Associação Amigos do peixe-boi (Ampa).

Segundo a organização ambiental que trabalha contra a caça ilegal da espécie, o período considerado crítico para estes mamíferos está próximo de começar, devido à seca nos rios do Amazonas. Entre agosto e dezembro, a redução do nível da água expõe o peixe-boi, facilitando a pesca. Os trabalhos de prevenção contra este crime ambiental serão reforçados na região.

Ameaçado de extinção, a carne do animal é utilizada para a culinária local. O prato Mixira, palavra na língua indígena para mistura, pode ser encontrado de maneira clandestina em mercados populares da capital e das cidades do interior.

Fonte: Globo Natureza


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Simpósio sobre recuperação de áreas degradadas discute biomas brasileiros

A 8ª edição do Simpósio Nacional sobre Recuperação de Áreas Degradadas acontecerá de 30 de outubro a 2 de novembro na cidade de Guarapari (ES)

Especialistas brasileiros discutirão, em conferencias e mesas redondas,  os princípios, técnicas, perspectivas e desafios da reabilitação e restauração de biomas brasileiros, sua biodiversidade, riqueza, serviços que  prestam  e valores em risco.

 

Temas como recuperação de voçorocas, nascentes e ambientes fluviais estarão na pauta, além da apresentação de aproximadamente 170 trabalhos técnico-científicos na forma oral e em pôsters sobre recuperação de áreas degradadas pela mineração, agropecuária, estradas, barragens e outras grandes obras.

 

Inscrições e outras informações no site: www.sobrade.com.br

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28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

 

Suindara (Tyto alba)

Coruja suindara conhecida também como coruja de igreja, coruja das torres, espécie que ocorre em todo o Brasil.  Assim como todas as corujas possuem excelente audição e visão, aves de hábito noturno e altamente especializadas na captura de pequenos roedores. Os filhotes de suindara geralmente permanecem na companhia de seus pais por um período necessário para aprender habilidades de caça.

O IPEVS recebeu três suindaras filhotes resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio. As aves receberam os cuidados da equipe do IPEVS.

No dia 23 de dezembro de 2012 foi realizada a soltura de uma das corujas que estava apta a voltar para natureza, depois de um trabalho de reabilitação da ave. Infelizmente os outros dois filhotes vieram a óbito.

Filhotes de suindara resgatado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o IPEVS. Foto: IPEVS

 

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad realizou a soltura da suindara. Foto: IPEVS

 

Corujinha – do- mato (Megascops choliba)

É uma das corujas mais comuns nas cidades e parques urbanos, esta espécie ocorre em todo o Brasil. Destacam-se em sua cabeça duas “orelhinhas”, penas salientes nesta região que lembram orelhas, ausente no individuo juvenil. A corujinha –do -mato é uma espécie pequena e alimenta-se principalmente de insetos como gafanhotos e mariposas.

O estagiário do IPEVS Eduardo Alves realizou o resgate de uma corujinha-do-mato que havia caído do ninho próximo a sua residência na cidade de Santa Mariana, e encaminhou a corujinha para o IPEVS.  A coruja ficou aos cuidados da equipe o tempo necessário para aprender a voar e caçar seu próprio alimento. Depois deste período foi realizada a soltura da ave.

Soltura da corujinha-do-mato realizada pela bióloga do IPEVS Renata Alfredo. Foto: IPEVS

 

Corujinha-do-mato pronta para voltar a natureza. Foto: IPEVS

 

Vale ressaltar que as corujas não trazem azar, como citado em muitas lendas. Na verdade elas são aves predadoras que mantêm o equilíbrio nas populações de suas presas, principalmente de roedores e insetos.

 

Falcão Quiriquiri (Falco sparverius)

O quiriquiri é o menor dos  falcões  e uma das menores aves de rapina do Brasil.  Ocorre em todo o Brasil exceto em regiões de florestas. De atividade diurna, alimentam-se de lagartixas, grandes insetos, roedores e pequenas cobras.  Utiliza suas garras para segurar a presa matando-a com o bico.

O IPEVS resgatou um quiriquiri na cidade de Cornélio, impossibilitado de voar. Chegando ao local o médico veterinário Rafael Haddad constatou que asa do falcão estava lesionada. O quiriquiri recebeu os cuidados necessários e permaneceu com a equipe do IPEVS. Após o período de recuperação o falcão estava apto a voltar para natureza e foi solto no domingo dia 23 de dezembro.

Quiriquiri resgato pelo IPEVS. Ave mantida em observação até sua completa recuperação. Foto: IPEVS

 

Recuperado o quiriquiri retornou a natureza. Foto: IPEVS

Gambá (Didelphis albiventris)

Na última ocasião na qual o IPEVS foi acionado para resgatar uma família de gambás, apenas três filhotes encontravam-se com vida que permaneceram sobre os cuidados da equipe do IPEVS (Click e confira http://ipevs.org.br/blog/?p=10723). Devido aos ferimentos apenas um dos filhotes resistiu.

O gambá recebeu atenção especial da estagiária do IPEVS Naiara Palumbo, o que possibilitou a  soltura do gambá também no dia 23 de dezembro.

Soltura gambá de orelha branca. Foto: IPEVS

 

Os animais foram soltos em locais distintos em áreas de reserva da região.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


18 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Centro de Reabilitação do Peixe-Boi Amazônico completa 4 anos, no AM

O Centro de Reabilitação do Peixe-boi Amazônico, do Instituto Mamirauá, completa quatro anos neste mês. Mais conhecido como “Centrinho”, o local funciona em uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, a 650 km de Manaus, e abriga sete peixes-boi em reabilitação.

Desde janeiro de 2008, o Centrinho recebe filhotes órfãos de peixes-boi, apreendidos em municípios da região do Médio Solimões, no Amazonas. Nesta região, a caça para subsistência ainda é uma ameaça à espécie.

No Centro de Reabilitação, os tratadores (moradores de comunidades da Reserva Amanã) alimentam os animais com leite e capim recolhido das margens do lago. De acordo com o órgão, alguns filhotes chegam a mamar cinco vezes ao dia. A água dos tanques dos animais é trocada diariamente, e também são limpos três tanques de 4500 litros, onde vivem quatro filhotes de peixe-boi. Uma vez por semana, os tratadores registram o peso dos animais.

O Centrinho terá estrutura ampliada. Segundo o Instituto Mamirauá, está em fase de acabamento um novo curral, mais uma ferramenta para auxiliar na reabilitação dos peixes-boi. Em breve, dois dos quatro filhotes que ainda vivem em tanques deverão ser transportados para o curral, que é banhado pela água do lago Amanã. “Esse curral vai permitir que os filhotes tenham mais espaço e profundidade para se locomover e se desenvolver. Eles também ficarão em contato com a água do próprio lago, corrente, e passarão a conviver com peixes, e talvez até a manter contato com peixes-boi nativos que venham visitá-los. Poderão também sentir a chuva, escutar os sons diretamente do lago”, disse a oceanógrafa Miriam Marmontel, coordenadora do projeto Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert).

Deverá ser construído ainda um novo recinto que funcionará como um estágio final no processo de reabilitação dos animais ao ambiente natural. Sua localização será diferenciada, ficando em local com reduzido trânsito de pessoas e embarcações, distante dos demais recintos que compõem o Centrinho.

História – O Centrinho foi criado para abrigar o primeiro filhote que o Instituto recebeu, nomeado “Piti”. Ele foi apreendido, em maior de 2007, por agentes ambientais. O animal estava em poder de um caçador na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. O peixe-boi apresentava arranhões por todo o corpo e uma profunda ferida provocada por golpe de arpão. Separado à força da mãe, o quadro nutricional do pequeno peixe-boi também era crítico.

O peixe-boi Piti, que ganhou esse nome devido ao seu comportamento arredio, passou sete meses recebendo cuidados intensivos em um curral no lago Tefé que, devido ao trânsito intenso de embarcações, não era o local adequado ao tratamento. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, berçário natural da espécie, apresentava-se como o melhor local para a recuperação de Piti.

O Instituto criou então uma estrutura flutuante no lago Amanã, no município de Maraã, para receber Piti. Em janeiro de 2008, quando o Instituto Mamirauá foi credenciado pelo Ibama como criatório conservacionista, Piti foi transferido para a comunidade a Reserva Amanã. Segundo o órgão, o filhote de peixe-boi que inaugurou o Centrinho já está praticamente pronto para ser devolvido à natureza.

Fonte: G1


26 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Nova mamadeira para peixes-boi pode agilizar reabilitação de animais

Equipamento criado por veterinário facilita amamentação de filhotes.
Método evita contato humano e pode agilizar reintrodução na natureza.

O cuidado com filhotes de peixes-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis) em cativeiro pode ganhar um novo impulso com a criação de um equipamento que evita o contato dos animais com humanos,  acelerando a reabilitação mamíferos aquáticos para retornar à natureza.

O que era apenas um experimento do veterinário Augusto Bôaviagem, se tornou instrumento indispensável no tratamento da espécie. Ele desenvolveu uma “mamadeira subaquática”, equipamento colocado em uma haste e mergulhado em tanques com os animais, fornecendo fórmula láctea a filhotes de peixe-boi ainda em fase de amamentação que foram encontrados abandonados.

Integrante do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, de Tefé (AM), Bôaviagem percebeu que os exemplares da espécie amazônica eram arredios e viu que os profissionais que trabalham na reabilitação deles tinham muita dificuldade em tratá-los.

“Eles são muito resistentes aos seres humanos e não conseguem usar a mamadeira. Nestes casos, são implantadas sondas para evitar a inanição, mas isto não é aconselhável”, disse.

O motivo deste comportamento é devido à caça predatória que a espécie sofre na Amazônia. “O filhote presencia a mãe sendo morta pelo caçador e fica traumatizado. Quando vai para a reabilitação, e entra em contato novamente com humanos, ele não sabe se isso será bom ou ruim. Esta adaptação demora”, afirma.

Mamadeira subaquática facilita alimentação de filhotes de peixe-boi e evita contato de animais com humanos (Foto: Divulgação)

Novo tipo de mamadeira facilita alimentação de filhotes de peixe-boi e evita contato de animais com humanos (Foto: Divulgação)

Cobaia
O método já utilizado com exemplares de peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) em centros de animais localizados na Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O equipamento despertou o interesse de pesquisadores internacionais devido à redução do contato com humanos.

“O mínimo de contato deve ocorrer durante os processos de reabilitação, que duram cerca de três anos. Em média, cada filhote recebe cinco mamadeiras diárias. Se a cada refeição o tratador evitar o contato, é possível evitar também risco de transmissão de doenças para os espécimes”, afirma o veterinário.

Caça
Segundo Isabel Reis, bióloga da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), de Manaus (AM), em 2011 o número de exemplares de peixe-boi-da-Amazônia resgatados aumentou se comparado com o ano anterior.

Foram 15, sendo que dois não sobreviveram. Em 2010 foram 13, com duas mortes. A maioria dos casos ocorreu durante o período de forte estiagem na Amazônia, entre os meses de maio e outubro, quando o nível dos rios diminui e facilita a aparição de animais.

“Mas temos que levar em conta que o aumento de ocorrências se deve também a maior conscientização da população. Existem mais denúncias de crimes ambientais. A caça continua acontecendo, mas a cultura de que isto é proibido tem se intensificado mais na região”, afirma.

O peixe-boi-da-Amazônia é considerado ameaçado de extinção devido à caça ilegal. Sua carne é utilizada para o consumo, mesmo com leis proibitivas. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) abriga na capital do Amazonas o Laboratório de Mamíferos Aquáticos que atualmente trabalha na reabilitação de 52 animais.

Somente neste ano foram nove filhotes de peixe-boi resgatados pela Ampa no Amazonas (Foto: Divulgação/Assessoria Ampa)

Somente neste ano foram 15 filhotes de peixe-boi foram resgatados pela Ampa no Amazonas. Na foto, é feita a alimentação com o método tradicional. (Foto: Divulgação/Assessoria Ampa)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, São Paulo


30 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Holanda monta megaoperação para transferir orca de avião até a Espanha

Mamífero aquático passava por reabilitação em aquário de Harderwijk.
Decisão judicial autorizou transferência para zoológico nas Canárias.

Uma megaoperação foi montada na madrugada desta terça-feira (29) durante a transferência da orca Morgan da Holanda para as Canárias, na Espanha. O animal deixou o Dolfinarium Harderwijk, um dos parque de animais marinhos mais importante do mundo  e localizado em Harderwijk, e seria levado de avião para um jardim zoológico de Tenerife, nas Canárias.

A baleia, que pesa cerca de 1,4 tonelada, foi colocada em um contêiner e içada por um guindaste antes de ser levada de caminhão, com escolta policial, até o aeroporto de Amsterdã. De acordo com o biólogo marinho Brad Andrews, o mamífero aquático estava tranquilo e nenhum tipo de sedativo foi injetado. Antes da mudança, o animal passou por 16 simulações da transferência.

A orca Morgan é transferido para a Espanha (Foto: Marco Hofste/Dolfinarium/AP)

A orca Morgan é içada até um caminhão que a transportaria direto para o aeroporto Schiphol, em Amsterdã.(Foto: Marco Hofste/Dolfinarium/AP)

Polêmica
A mudança de local da orca Morgan foi polêmica e a operação realizada nesta madrugada só foi possível a partir de uma decisão judicial. O animal foi localizado doente no mar do Wadden (norte da Holanda) em 2010 e desde então se recuperava no parque holandês.

O julgamento em Amsterdã, ocorrido na semana passada, deu sinal verde à decisão do governo de enviar a orca para Tenerife, pois as instalações do aquário eram pequenas. Um grupo de ativistas recorreu da decisão pedindo que o animal fosse devolvido ao mar, mas não obtiveram sucesso.

No zoológico espanhol, Morgan deve se adaptar às novas companhias por meio da bioacústica, uma técnica que consiste em emitir sons gravados.

A orca Morgan é transferida para a Espanha (Foto: Bas Czerwinski/AP)

O mamífero aquático seguiria em um voo até a Espanha, onde passará a viver em um zoológico das Canárias (Foto: Bas Czerwinski/AP)

Fonte: Globo Natureza, com informações da EFE, da Associated Press e da France Presse


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Lontra que vivia em cativeiro é resgatada por biólogos no Amazonas

Animal passará por reabilitação para desenvolver instinto de sobrevivência.
Até o fim deste ano, espécime deve retornar à vida selvagem.

Uma lontra com um ano e seis meses de idade foi resgatada no início desta semana por pesquisadores da Associação Amigos do peixe-boi  (Ampa) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) na cidade de Iranduba, vizinha a Manaus (AM).

O animal foi encontrado em um vilarejo do município ribeirinho e era alimentado por moradores. De acordo com a bióloga Patrícia Farias, da Ampa, a lontra foi criada em um sítio desde que nasceu.

Entretanto, o animal cresceu e começou a atrapalhar o plantio de hortaliças do dono da propriedade, que decidiu libertar o espécime. “Por ter sido criada como animal de estimação, já havia se adaptado ao modo de vida de cativeiro. Não desenvolveu a habilidade de caçar, só come alimentos mortos, como peixe, e que é fornecido por humanos”, disse Patrícia.

O foco da Ampa agora é a reabilitação do animal, para que ele fique o menor tempo possível sob os cuidados da organização ambiental e volte para a natureza capaz de sobreviver sozinho. “Vamos implantar um rádio-transmissor durante o período de tratamento. A nossa intenção é soltar o animal na floresta até o final do ano”, disse.

Lontra resgatada de vilarejo na floresta amazônica. Animal passará por reabilitação antes de ser solto (Foto: Divulgação/Ampa)

Lontra resgatada de vilarejo na floresta amazônica. Animal passará por reabilitação antes de ser solto (Foto: Divulgação/Ampa)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


22 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Vítima de caça, filhote de peixe-boi é resgatado de cativeiro no Amazonas

Um filhote de peixe-boi, com aproximadamente um mês de vida, foi resgatado por policiais após ser encontrado mantido em cativeiro na cidade de Manacapuru, no interior do Amazonas.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sediado em Manaus, o animal foi encontrado nesta quarta-feira (20) e foi vítima de caça ilegal. O peixe-boi é uma fêmea e estava na comunidade São Sebastião, um bairro da zona rural de Manacapuru, a 68 km de distância da capital amazonense. Segundo o iInpa, é o 10º filhote resgatado desde janeiro no estado e apresentava sinais de maus-tratos. A pesca do peixe-boi é ilegal e está sujeita à prisão.

O filhote foi encaminhado ao laboratório de mamíferos aquáticos do instituto, onde recebeu alimentação de técnicos e passará por tratamento médico.

Filhote de peixe-boi resgatada por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Filhote de peixe-boi fêmea resgatado por policiais de cativeiro clandestino no interior do Amazonas (Foto: Fernanda Farias/Inpa)

Resgate
No último dia 15, um outro filhote foi encontrado na mesma região por policiais e agentes da Associação Amigos do peixe-boi (Ampa).

Segundo a organização ambiental que trabalha contra a caça ilegal da espécie, o período considerado crítico para estes mamíferos está próximo de começar, devido à seca nos rios do Amazonas. Entre agosto e dezembro, a redução do nível da água expõe o peixe-boi, facilitando a pesca. Os trabalhos de prevenção contra este crime ambiental serão reforçados na região.

Ameaçado de extinção, a carne do animal é utilizada para a culinária local. O prato Mixira, palavra na língua indígena para mistura, pode ser encontrado de maneira clandestina em mercados populares da capital e das cidades do interior.

Fonte: Globo Natureza


15 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Simpósio sobre recuperação de áreas degradadas discute biomas brasileiros

A 8ª edição do Simpósio Nacional sobre Recuperação de Áreas Degradadas acontecerá de 30 de outubro a 2 de novembro na cidade de Guarapari (ES)

Especialistas brasileiros discutirão, em conferencias e mesas redondas,  os princípios, técnicas, perspectivas e desafios da reabilitação e restauração de biomas brasileiros, sua biodiversidade, riqueza, serviços que  prestam  e valores em risco.

 

Temas como recuperação de voçorocas, nascentes e ambientes fluviais estarão na pauta, além da apresentação de aproximadamente 170 trabalhos técnico-científicos na forma oral e em pôsters sobre recuperação de áreas degradadas pela mineração, agropecuária, estradas, barragens e outras grandes obras.

 

Inscrições e outras informações no site: www.sobrade.com.br

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