8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Especialistas sugerem uma nova estratégia para o REDD

 mecanismo de redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD) das Nações Unidas sempre enfrentou diversos problemas, um deles sendo a chamada ‘leakage’ (vazamento), quando uma determinada área da floresta está sob proteção e as comunidades próximas simplesmente passam a explorar outras regiões, provocando assim a mesma destruição.

Uma possível solução para essa questão foi apresentada por um grupo de pesquisadores na revista Nature Climate Change. A idéia central propõe que o dinheiro arrecadado com o REDD seja utilizado para suprir as demandas dos povos nativos para que não exista mais a necessidade de desmatar.

“Para usar de forma inteligente o dinheiro dos créditos de carbono, você deveria aproveitar esses recursos para combater os fatores que levam as pessoas a provocar a destruição da floresta”, afirmou Brendan Fisher, economista ambiental da Universidade de Princeton e autor do estudo.

Para embasar sua teoria, a equipe de pesquisadores liderada por Fisher analisou os impactos do mecanismo de REDD+ (uma evolução do REDD que leva em conta o manejo florestal sustentável) na Tanzânia.

O que eles perceberam foi que o dinheiro arrecado com o mecanismo mal compensava as perdas das pessoas por não poderem converter a floresta em área agrícola. Segundo Fisher, a maior parte das análises do REDD+ subestimam os ganhos que as comunidades conseguem transformando árvores em carvão, por exemplo. Dessa forma, o mecanismo, se seguido à risca, acabaria levando os já humildes povoados para uma pobreza ainda maior.

“Somente conservando uma área de floresta não significa que um mercado de algum lugar estará disponível para suprir os povos nativos com alimentos. O dinheiro, por si só, não garante a subsistência dessas pessoas, ainda mais se os recursos estiverem aquém do que seria justo”, esclarece Fisher.

Diante dessa constatação, os pesquisadores chegaram a idéia do ‘Smart-REDD’ (‘REDD Inteligente’). Nesse novo modelo, os recursos arrecadados com os créditos de carbono seriam destinados para melhorias na agricultura, como financiamentos e transferência de tecnologias. Além disso, o REDD funcionaria em parceria com iniciativas de construção de fornos mais limpos e eficientes, que melhoram a qualidade de vida das pessoas e utilizam menos lenha.

Claro que isso tem um preço. Para sair do papel, o ‘Smart-REDD’ necessita que o preço da tonelada de carbono esteja no mínimo em US$ 6,50, quase o dobro dos US$ 3,90 pagos atualmente no mecanismo convencional.

Porém, o novo modelo apresentaria uma série de benefícios, já que ao mesmo tempo em que evitaria o ‘vazamento’ e reduziria as emissões, aumentaria a produção de alimentos e a qualidade de vida das populações.

Mesmo levando em conta os possíveis custos para melhorar a capacidade agrícola de uma região a ponto de que dobre sua produção para compensar a não exploração da floresta em outra, o preço final ficaria em torno dos US$ 12 a tonelada do carbono. O que seria ainda abaixo dos atuais US$ 24/t cobrados nos mercados de carbono compulsórios, como o Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS), que não inclui projetos de REDD.

“O custo do ‘Smart-REDD’ é bastante competitivo. Seria um dos modelos mais baratos para reduzir o aquecimento global”, afirmou Doug Boucher, diretor de pesquisas climáticas e análise da Union of Concerned Scientists.

Segundo Fisher, pode ser que em locais diferentes fora da Tanzânia existam outros fatores que impulsionam o desmatamento além da produção de alimentos e lenha, mas a idéia central do ‘Smart-REDD’ seria a mesma: identificar esses fatores e compensá-los com os recursos adquiridos pelos créditos de carbono.

“É possível manter os estoques de carbono, aumentar a segurança alimentar e preservar a biodiversidade com um custo baixo”, concluiu Fisher.

Fonte: Mater Natura.


7 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Na COP-16, ONGs brasileiras destacam biocombustíveis e combate ao desmatamento

07/11/2010

A participação das organizações não governamentais brasileiras nos eventos paralelos da COP-16 mostra o compromisso da sociedade civil do Brasil em iniciativas que pretendem colaborar para reverter o problema global das mudanças climáticas e propor soluções inovadoras para o maior desafio da humanidade no século 21. Produção sustentável de biocombustíveis, ação empresarial e combate ao desmatamento serão temas das discussões propostas pelas ONGs na Conferência das Nações Unidas sobre clima.

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (UNICA), entidade representativa das principais unidades produtoras de açúcar, etanol (álcool combustível) e bioeletricidade no sudeste do Brasil, realiza no dia 6 de dezembro uma discussão relacionada ao papel dos biocombustíveis na redução das emissões de gases causadores do aquecimento global nas economias emergentes e sua participação na promoção do desenvolvimento sustentável.

A atuação dos empresários brasileiros nas discussões e iniciativas sobre mudanças climáticas no Brasil será tema de evento realizado pelo Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBEDS) no dia 7 de dezembro. Na discussão, a preparação do Brasil do ponto de vista das propostas para a redução das emissões de gases de efeito estufa para a conferência Rio+20, em 2012, a copa do mundo, em 2014 e os jogos olímpicos em 2016.

No dia 8 de dezembro, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) promove um debate sobre financiamento e ações políticas voltadas para REDD no Brasil nos níveis local, estadual e nacional. O objetivo é abrir espaço para apresentações de especialistas no processo de participação política entre parceiros no planejamento sub-regional visando a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas.

Fonte: MMA

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1 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Acordo sobre florestas em conferência de Cancún beneficiaria Brasil

A criação de instrumentos para promover a redução de emissões por desmatamento e degradação (conhecidos pela sigla REDD) em países em desenvolvimento tem boas chances de ser um dos resultados práticos da conferência das Nações Unidas sobre mudança climática em Cancún, no México. Um acordo na área pode significar o aporte de bilhões dólares ao Brasil, com suas vastas reservas florestais.

Se aprovados, instrumentos de REDD+ (o sinal acrescenta a remuneração de atividades que levem a conservação de florestas, manejo sustentável e reforço de estoques de carbono de florestas em países em desenvolvimento) poderiam canalizar este dinheiro de um fundo específico financiado por governos, bem como da iniciativa privada ou mercados de carbono e verbas para mitigação (redução de emissões).

O Brasil tem grande interesse em uma implementação relativamente rápida de REDD, tanto que deve assumir a liderança, ao lado da França, do grupo internacional Parceria REDD – criado neste ano com quase 70 países para viabilizar mecanismos REDD no mundo.

Uma vez aprovada uma estrutura internacional de REDD, o país pode sair na frente por ter mais de 20 projetos pioneiros já em prática.

Talvez o mais conhecido e bem-sucedido seja o projeto Juma, da Fundação Amazonas Sustentável, que já possibilita o sustento de 338 famílias na Reserva de Juma, no Amazonas.

Moeda de troca – Desde a conferência de Copenhague, em 2009, negociadores admitem que as discussões estão em uma fase adiantada, faltando pouco mais que definições de forma no texto.

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No entanto, por fazer parte das complexas negociações por um acordo mais abrangente, o tema pode acabar sendo usado como moeda de troca entre os negociadores.

‘Os países utilizarão a REDD como peça no jogo de xadrez que gire em volta das outras negociações, principalmente o financiamento e as metas de redução de emissões. De fato um acordo sobre REDD não trará benefícios para o planeta sem um compromisso firme para reduzir as emissões globais’, afirmou à BBC Brasil Raja Jarrah, especialista em REDD da organização não-governamental Care International.

‘Podem sim fechar um acordo específico sobre REDD em Cancún, mas seria parcial e deixaria muito a desejar.’

Sem um mecanismo internacional que norteie as iniciativas florestais, tanto o financiamento quanto a própria estrutura dos projetos ficam indefinidas.

Apesar da grande expectativa por um acordo parcial de REDD, há também quem seja contra o mecanismo. Muitos ativistas temem que projetos REDD acabem levando à expulsão de comunidades indígenas ou nativas de florestas.

Riscos – A ONG Friends of the Earth International considera o mecanismo ‘perigoso’ já que poderia incentivar o agronegócio e o setor madeireiro.

‘O estímulo à plantações de árvores é baseado nas falsas promessas de criação de empregos, desenvolvimento sustentável, mitigação de mudanças climáticas e proteção da biodiversidade. Mas testemunhos e estudos de caso (reunidos pela ONG) mostram que plantações têm impactos muito severos sobre a população e a natureza locais’, afirmou um dos coordenadores do grupo, Sebastian Valdomir.

Mesmo a Care, que apoia iniciativas REDD em tese, alerta para o risco de uma versão ‘aguada’ do mecanismo.

Os ativistas dizem que no esforço por acomodar interesses distintos durante o encontro de Cancún, corre-se o risco de ‘nivelar tudo por baixo’.

‘Tecnicamente seria relativamente fácil encontrar uma forma de palavras que agrade a todos’, afirmou Raja Jarrah, acrescentando que elementos importantes poderiam ser deixados de lado, como a obrigação de monitorar salvaguardas sociais e ambientais.

‘Aí teríamos um mecanismo que facilita o fluxo de finanças e o negócio de carbono, mas que deixa as populações que dependem da floresta expostos a exploração.’

A 16ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas começou na segunda-feira, 29 de novembro, e vai até o dia 10 de dezembro.

Poucos esperam que um acordo abrangente saia do encontro no México. A expectativa é de que representantes de mais de 190 países pavimentem um possível acordo para o encontro de 2011, na África do Sul.

(Fonte: G1)


25 de novembro de 2009 | nenhum comentário »

Serviço Florestal apresenta levantamento inédito sobre REDD no Brasil

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) apresentou nesta terça-feira (24) o primeiro levantamento das ações de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) realizadas no Brasil. O objetivo é sistematizar informações de projetos que estão sendo implementados no País.

Dos 18 projetos apresentados, quinze estão na região amazônica e dois no Vale do Ribeira. O Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES com cooperação do SFB, também foi computado, pois já utiliza o conceito para apoiar projetos de combate ao desmatamento. As informações levantadas vão fortalecer as ações de REDD no país e o governo brasileiro pretende defender a ideia desse mecanismo de mitigação de gases de efeito estufa nas negociações da COP-15, em Copenhague.

Segundo o levantamento, os projetos ainda são incipientes e estão distribuídos em propriedades públicas, privadas e terras indígenas. Apenas 12% deles estão implementados, sendo que 53% estão em fase de elaboração e os outros 35% ainda estão negociando créditos e captando recursos.

As fontes de financiamento são fundos públicos, mercado de crédito de carbono e de responsabilidade social corporativa (RSC). As instituições envolvidas na gestão dessas iniciativas são empresas, ONGs e os governos federal e estaduais. A maior parte dos projetos tem enfoque em redução de desmatamento evitado( 61%), seguidos por conservação (29%) e degradação evitada( 10%).

De acordo com o pesquisador do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam), Osvaldo Stella, o estado do Mato Grosso já foi considerado o maior responsável pelo desmatamento, e atualmente é o maior responsável pela redução desta prática, graças a várias iniciativas de REDD implementadas na região.

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Stella explica que existem produtores que assumem o compromisso ambiental de se comprometerem com a conservação da vegetação nativa e do solo, e com a disposição adequada de resíduos, para que estes não se transformem em fonte de contaminação ambiental.

Dos projetos mapeados, seis estão no Mato Grosso, cinco no Pará, quatro no estado do Amazonas e dois no Paraná. O Fundo Amazônia tem abrangência nacional.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou do lançamento do documento e pretende levá-lo ao presidente Lula para que seja apresentado na reunião com presidentes dos países da Amazônia, nesta quinta-feira (26/11), em Manaus. Ele disse ainda que em Copenhague o Brasil vai apoiar integralmente os mecanismos de REDD, que incluem não só a redução do desmatamento, mas também ações de conservação e reflorestamento de áreas degradadas.

Minc explicou que estes projetos abrangem cerca de 46 milhões de hectares. Como a referência de cálculo é a tonelada de carbono por hectare, se nas negociações de Copenhague for estabelecido um preço médio de U$ 5 dólares por hectare, o País pode gerar, apenas com estas primeiras iniciativas, uma captação de U$ 230 milhões. “Esse é só o início dos REDDs no Brasil, e já estamos defendendo nossas florestas com recursos próprios. Depois de Copenhague podemos ter um aumento expressivo de recursos investidos, porque o potencial do País é muito grande”, exemplifica.

Mas o ministro adverte: a proposta da posição brasileira vai defender que apenas 10% das metas dos países possam ser utilizadas em REDD compensatório. Por exemplo, quem tem meta de 20% pode aplicar 2% neste tipo de mecanismo de mitigação no Brasil ou em outros países florestais. Se o país quiser investir recursos extras, será como ação voluntária, que não deve ser computada nas metas assumidas. No documento foram incluídos ainda os conceitos de REDD Plus, que abrange o manejo florestal, e REDD Plus Plus, que implica no sequestro de carbono.

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Iniciativas – As ações foram promovidas por governos estaduais, empresas e organizações da sociedade civil. Segundo Thaís Juvenal, diretora do Serviço Florestal Brasileiro, o mapeamento vai ajudar a conhecer as características dos projetos brasileiros em suas diferentes formas e metodologias. “À medida que o REDD seja reconhecido como um mecanismo eficiente de mitigação, poderemos conseguir recursos maiores para as florestas brasileiras e mundiais”, explica.

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O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), estima que 17% das emissões de gás carbônico são causadas pelo desmatamento e degradação. Além de evitar o aumento das emissões, os mecanismos de REDD estimulam o manejo florestal sustentável, controle da erosão, qualidade da água e conservação da biodiversidade.

O presidente do ICMBio, Rômulo Mello, disse que o instituto pretende captar recursos para instaurar o mecanismo também em unidades de conservação. A estimativa é de que seja necessário um volume de cerca de R$10 bilhões de dólares para estas ações em todo o território nacional. (Fonte: MMA)

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19 de agosto de 2009 | nenhum comentário »

MMA cria grupo de trabalho sobre REDD

Foi criado nesta terça-feira (18) o Grupo de Trabalho Interno (GTI) que vai subsidiar a posição do MMA sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) na Convenção sobre Mudança do Clima, em Copenhague(Dinamarca). O primeiro relatório do GT com as recomendações e orientações sobre o tema deve ser entregue em até 120 dias.

Instituído pela portaria nº 273, esse grupo tem a função de elaborar subsídios que orientem o MMA nas negociações internacionais sobre REDD durante a convenção, que acontecerá em dezembro deste ano. Deve ainda avaliar alternativas de implantação de um sistema de incentivos para redução das emissões por desmatamento e degradação florestal no Brasil.

A coordenação dos trabalhos será feita pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental. O novo GT será composto ainda por representantes das secretarias Executiva e de Biodiversidade e Florestas, além da Assessoria de Assuntos Internacionais e do Serviço Florestal Brasileiro. (Fonte: MMA)

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8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Especialistas sugerem uma nova estratégia para o REDD

 mecanismo de redução de emissões por desmatamento e degradação (REDD) das Nações Unidas sempre enfrentou diversos problemas, um deles sendo a chamada ‘leakage’ (vazamento), quando uma determinada área da floresta está sob proteção e as comunidades próximas simplesmente passam a explorar outras regiões, provocando assim a mesma destruição.

Uma possível solução para essa questão foi apresentada por um grupo de pesquisadores na revista Nature Climate Change. A idéia central propõe que o dinheiro arrecadado com o REDD seja utilizado para suprir as demandas dos povos nativos para que não exista mais a necessidade de desmatar.

“Para usar de forma inteligente o dinheiro dos créditos de carbono, você deveria aproveitar esses recursos para combater os fatores que levam as pessoas a provocar a destruição da floresta”, afirmou Brendan Fisher, economista ambiental da Universidade de Princeton e autor do estudo.

Para embasar sua teoria, a equipe de pesquisadores liderada por Fisher analisou os impactos do mecanismo de REDD+ (uma evolução do REDD que leva em conta o manejo florestal sustentável) na Tanzânia.

O que eles perceberam foi que o dinheiro arrecado com o mecanismo mal compensava as perdas das pessoas por não poderem converter a floresta em área agrícola. Segundo Fisher, a maior parte das análises do REDD+ subestimam os ganhos que as comunidades conseguem transformando árvores em carvão, por exemplo. Dessa forma, o mecanismo, se seguido à risca, acabaria levando os já humildes povoados para uma pobreza ainda maior.

“Somente conservando uma área de floresta não significa que um mercado de algum lugar estará disponível para suprir os povos nativos com alimentos. O dinheiro, por si só, não garante a subsistência dessas pessoas, ainda mais se os recursos estiverem aquém do que seria justo”, esclarece Fisher.

Diante dessa constatação, os pesquisadores chegaram a idéia do ‘Smart-REDD’ (‘REDD Inteligente’). Nesse novo modelo, os recursos arrecadados com os créditos de carbono seriam destinados para melhorias na agricultura, como financiamentos e transferência de tecnologias. Além disso, o REDD funcionaria em parceria com iniciativas de construção de fornos mais limpos e eficientes, que melhoram a qualidade de vida das pessoas e utilizam menos lenha.

Claro que isso tem um preço. Para sair do papel, o ‘Smart-REDD’ necessita que o preço da tonelada de carbono esteja no mínimo em US$ 6,50, quase o dobro dos US$ 3,90 pagos atualmente no mecanismo convencional.

Porém, o novo modelo apresentaria uma série de benefícios, já que ao mesmo tempo em que evitaria o ‘vazamento’ e reduziria as emissões, aumentaria a produção de alimentos e a qualidade de vida das populações.

Mesmo levando em conta os possíveis custos para melhorar a capacidade agrícola de uma região a ponto de que dobre sua produção para compensar a não exploração da floresta em outra, o preço final ficaria em torno dos US$ 12 a tonelada do carbono. O que seria ainda abaixo dos atuais US$ 24/t cobrados nos mercados de carbono compulsórios, como o Esquema Europeu de Comércio de Emissões (EU ETS), que não inclui projetos de REDD.

“O custo do ‘Smart-REDD’ é bastante competitivo. Seria um dos modelos mais baratos para reduzir o aquecimento global”, afirmou Doug Boucher, diretor de pesquisas climáticas e análise da Union of Concerned Scientists.

Segundo Fisher, pode ser que em locais diferentes fora da Tanzânia existam outros fatores que impulsionam o desmatamento além da produção de alimentos e lenha, mas a idéia central do ‘Smart-REDD’ seria a mesma: identificar esses fatores e compensá-los com os recursos adquiridos pelos créditos de carbono.

“É possível manter os estoques de carbono, aumentar a segurança alimentar e preservar a biodiversidade com um custo baixo”, concluiu Fisher.

Fonte: Mater Natura.


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Na COP-16, ONGs brasileiras destacam biocombustíveis e combate ao desmatamento

07/11/2010

A participação das organizações não governamentais brasileiras nos eventos paralelos da COP-16 mostra o compromisso da sociedade civil do Brasil em iniciativas que pretendem colaborar para reverter o problema global das mudanças climáticas e propor soluções inovadoras para o maior desafio da humanidade no século 21. Produção sustentável de biocombustíveis, ação empresarial e combate ao desmatamento serão temas das discussões propostas pelas ONGs na Conferência das Nações Unidas sobre clima.

A União da Indústria de Cana-de-açúcar (UNICA), entidade representativa das principais unidades produtoras de açúcar, etanol (álcool combustível) e bioeletricidade no sudeste do Brasil, realiza no dia 6 de dezembro uma discussão relacionada ao papel dos biocombustíveis na redução das emissões de gases causadores do aquecimento global nas economias emergentes e sua participação na promoção do desenvolvimento sustentável.

A atuação dos empresários brasileiros nas discussões e iniciativas sobre mudanças climáticas no Brasil será tema de evento realizado pelo Conselho Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBEDS) no dia 7 de dezembro. Na discussão, a preparação do Brasil do ponto de vista das propostas para a redução das emissões de gases de efeito estufa para a conferência Rio+20, em 2012, a copa do mundo, em 2014 e os jogos olímpicos em 2016.

No dia 8 de dezembro, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) promove um debate sobre financiamento e ações políticas voltadas para REDD no Brasil nos níveis local, estadual e nacional. O objetivo é abrir espaço para apresentações de especialistas no processo de participação política entre parceiros no planejamento sub-regional visando a Política Nacional sobre Mudanças Climáticas.

Fonte: MMA

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Acordo sobre florestas em conferência de Cancún beneficiaria Brasil

A criação de instrumentos para promover a redução de emissões por desmatamento e degradação (conhecidos pela sigla REDD) em países em desenvolvimento tem boas chances de ser um dos resultados práticos da conferência das Nações Unidas sobre mudança climática em Cancún, no México. Um acordo na área pode significar o aporte de bilhões dólares ao Brasil, com suas vastas reservas florestais.

Se aprovados, instrumentos de REDD+ (o sinal acrescenta a remuneração de atividades que levem a conservação de florestas, manejo sustentável e reforço de estoques de carbono de florestas em países em desenvolvimento) poderiam canalizar este dinheiro de um fundo específico financiado por governos, bem como da iniciativa privada ou mercados de carbono e verbas para mitigação (redução de emissões).

O Brasil tem grande interesse em uma implementação relativamente rápida de REDD, tanto que deve assumir a liderança, ao lado da França, do grupo internacional Parceria REDD – criado neste ano com quase 70 países para viabilizar mecanismos REDD no mundo.

Uma vez aprovada uma estrutura internacional de REDD, o país pode sair na frente por ter mais de 20 projetos pioneiros já em prática.

Talvez o mais conhecido e bem-sucedido seja o projeto Juma, da Fundação Amazonas Sustentável, que já possibilita o sustento de 338 famílias na Reserva de Juma, no Amazonas.

Moeda de troca – Desde a conferência de Copenhague, em 2009, negociadores admitem que as discussões estão em uma fase adiantada, faltando pouco mais que definições de forma no texto.

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No entanto, por fazer parte das complexas negociações por um acordo mais abrangente, o tema pode acabar sendo usado como moeda de troca entre os negociadores.

‘Os países utilizarão a REDD como peça no jogo de xadrez que gire em volta das outras negociações, principalmente o financiamento e as metas de redução de emissões. De fato um acordo sobre REDD não trará benefícios para o planeta sem um compromisso firme para reduzir as emissões globais’, afirmou à BBC Brasil Raja Jarrah, especialista em REDD da organização não-governamental Care International.

‘Podem sim fechar um acordo específico sobre REDD em Cancún, mas seria parcial e deixaria muito a desejar.’

Sem um mecanismo internacional que norteie as iniciativas florestais, tanto o financiamento quanto a própria estrutura dos projetos ficam indefinidas.

Apesar da grande expectativa por um acordo parcial de REDD, há também quem seja contra o mecanismo. Muitos ativistas temem que projetos REDD acabem levando à expulsão de comunidades indígenas ou nativas de florestas.

Riscos – A ONG Friends of the Earth International considera o mecanismo ‘perigoso’ já que poderia incentivar o agronegócio e o setor madeireiro.

‘O estímulo à plantações de árvores é baseado nas falsas promessas de criação de empregos, desenvolvimento sustentável, mitigação de mudanças climáticas e proteção da biodiversidade. Mas testemunhos e estudos de caso (reunidos pela ONG) mostram que plantações têm impactos muito severos sobre a população e a natureza locais’, afirmou um dos coordenadores do grupo, Sebastian Valdomir.

Mesmo a Care, que apoia iniciativas REDD em tese, alerta para o risco de uma versão ‘aguada’ do mecanismo.

Os ativistas dizem que no esforço por acomodar interesses distintos durante o encontro de Cancún, corre-se o risco de ‘nivelar tudo por baixo’.

‘Tecnicamente seria relativamente fácil encontrar uma forma de palavras que agrade a todos’, afirmou Raja Jarrah, acrescentando que elementos importantes poderiam ser deixados de lado, como a obrigação de monitorar salvaguardas sociais e ambientais.

‘Aí teríamos um mecanismo que facilita o fluxo de finanças e o negócio de carbono, mas que deixa as populações que dependem da floresta expostos a exploração.’

A 16ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas começou na segunda-feira, 29 de novembro, e vai até o dia 10 de dezembro.

Poucos esperam que um acordo abrangente saia do encontro no México. A expectativa é de que representantes de mais de 190 países pavimentem um possível acordo para o encontro de 2011, na África do Sul.

(Fonte: G1)


25 de novembro de 2009 | nenhum comentário »

Serviço Florestal apresenta levantamento inédito sobre REDD no Brasil

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) apresentou nesta terça-feira (24) o primeiro levantamento das ações de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) realizadas no Brasil. O objetivo é sistematizar informações de projetos que estão sendo implementados no País.

Dos 18 projetos apresentados, quinze estão na região amazônica e dois no Vale do Ribeira. O Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES com cooperação do SFB, também foi computado, pois já utiliza o conceito para apoiar projetos de combate ao desmatamento. As informações levantadas vão fortalecer as ações de REDD no país e o governo brasileiro pretende defender a ideia desse mecanismo de mitigação de gases de efeito estufa nas negociações da COP-15, em Copenhague.

Segundo o levantamento, os projetos ainda são incipientes e estão distribuídos em propriedades públicas, privadas e terras indígenas. Apenas 12% deles estão implementados, sendo que 53% estão em fase de elaboração e os outros 35% ainda estão negociando créditos e captando recursos.

As fontes de financiamento são fundos públicos, mercado de crédito de carbono e de responsabilidade social corporativa (RSC). As instituições envolvidas na gestão dessas iniciativas são empresas, ONGs e os governos federal e estaduais. A maior parte dos projetos tem enfoque em redução de desmatamento evitado( 61%), seguidos por conservação (29%) e degradação evitada( 10%).

De acordo com o pesquisador do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam), Osvaldo Stella, o estado do Mato Grosso já foi considerado o maior responsável pelo desmatamento, e atualmente é o maior responsável pela redução desta prática, graças a várias iniciativas de REDD implementadas na região.

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Dos projetos mapeados, seis estão no Mato Grosso, cinco no Pará, quatro no estado do Amazonas e dois no Paraná. O Fundo Amazônia tem abrangência nacional.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou do lançamento do documento e pretende levá-lo ao presidente Lula para que seja apresentado na reunião com presidentes dos países da Amazônia, nesta quinta-feira (26/11), em Manaus. Ele disse ainda que em Copenhague o Brasil vai apoiar integralmente os mecanismos de REDD, que incluem não só a redução do desmatamento, mas também ações de conservação e reflorestamento de áreas degradadas.

Minc explicou que estes projetos abrangem cerca de 46 milhões de hectares. Como a referência de cálculo é a tonelada de carbono por hectare, se nas negociações de Copenhague for estabelecido um preço médio de U$ 5 dólares por hectare, o País pode gerar, apenas com estas primeiras iniciativas, uma captação de U$ 230 milhões. “Esse é só o início dos REDDs no Brasil, e já estamos defendendo nossas florestas com recursos próprios. Depois de Copenhague podemos ter um aumento expressivo de recursos investidos, porque o potencial do País é muito grande”, exemplifica.

Mas o ministro adverte: a proposta da posição brasileira vai defender que apenas 10% das metas dos países possam ser utilizadas em REDD compensatório. Por exemplo, quem tem meta de 20% pode aplicar 2% neste tipo de mecanismo de mitigação no Brasil ou em outros países florestais. Se o país quiser investir recursos extras, será como ação voluntária, que não deve ser computada nas metas assumidas. No documento foram incluídos ainda os conceitos de REDD Plus, que abrange o manejo florestal, e REDD Plus Plus, que implica no sequestro de carbono.

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Iniciativas – As ações foram promovidas por governos estaduais, empresas e organizações da sociedade civil. Segundo Thaís Juvenal, diretora do Serviço Florestal Brasileiro, o mapeamento vai ajudar a conhecer as características dos projetos brasileiros em suas diferentes formas e metodologias. “À medida que o REDD seja reconhecido como um mecanismo eficiente de mitigação, poderemos conseguir recursos maiores para as florestas brasileiras e mundiais”, explica.

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O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), estima que 17% das emissões de gás carbônico são causadas pelo desmatamento e degradação. Além de evitar o aumento das emissões, os mecanismos de REDD estimulam o manejo florestal sustentável, controle da erosão, qualidade da água e conservação da biodiversidade.

O presidente do ICMBio, Rômulo Mello, disse que o instituto pretende captar recursos para instaurar o mecanismo também em unidades de conservação. A estimativa é de que seja necessário um volume de cerca de R$10 bilhões de dólares para estas ações em todo o território nacional. (Fonte: MMA)

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MMA cria grupo de trabalho sobre REDD

Foi criado nesta terça-feira (18) o Grupo de Trabalho Interno (GTI) que vai subsidiar a posição do MMA sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) na Convenção sobre Mudança do Clima, em Copenhague(Dinamarca). O primeiro relatório do GT com as recomendações e orientações sobre o tema deve ser entregue em até 120 dias.

Instituído pela portaria nº 273, esse grupo tem a função de elaborar subsídios que orientem o MMA nas negociações internacionais sobre REDD durante a convenção, que acontecerá em dezembro deste ano. Deve ainda avaliar alternativas de implantação de um sistema de incentivos para redução das emissões por desmatamento e degradação florestal no Brasil.

A coordenação dos trabalhos será feita pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental. O novo GT será composto ainda por representantes das secretarias Executiva e de Biodiversidade e Florestas, além da Assessoria de Assuntos Internacionais e do Serviço Florestal Brasileiro. (Fonte: MMA)

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