6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Buraco na camada de ozônio é o segundo menor em 20 anos

Segundo pesquisadores, a redução é consequência das temperaturas mais altas registradas na estratosfera em 2012

Pesquisadores da Agência Americana Oceanográfica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) anunciaram nesta quarta-feira que o buraco na camada de ozônio registrado em 2012 é o segundo menor dos últimos 20 anos. O buraco se forma anualmente entre setembro e outubro sobre a Antártida, e este ano teve um tamanho médio de 17,9 milhões de quilômetros quadrados.

Os pesquisadores afirmam que o tamanho menor se deve às temperatuas mais altas registradas no planeta durante este ano. “As temperaturas foram um pouco mais quentes na alta atmosfera, sobre a Antártida, o que permitiu uma destruição menor do ozônio em comparação com o ano passado”, explicou Jim Butler, do laboratório de pesquisas sobre o sistema terrestre da NOAA.

O buraco na camada de ozônio alcançou seu tamanho máximo este ano no dia 22 de setembro, atingindo 21,2 milhões de quilômetros quadrados, equivalente à superfície dos Estados Unidos, Canadá e México juntos. Comparativamente, o maior buraco registrado teve extensão de 29,9 milhões de quilômetros quadrados, e foi medido no ano 2000.

buraco

O buraco na camada de ozônio atingiu seu maior tamanho em 2012 no dia 22 de setembro, quando chegou a medir 21,2 milhões de quilômetros quadrados

Histórico — O ozônio é uma molécula composta de três átomos de oxigênio que se forma na alta atmosfera, onde ajuda a filtrar os raios ultravioleta do sol. Se não forem bloqueados, esses raios podem danificar a vegetação e provocar câncer de pele.

O buraco nessa camada começou a se formar devido aos componentes liberados pelos clorofluocarbonos (CFC) usados pelo homem nos sistemas de refrigeração e aerossóis desde a década de 1920. Com o passar dos anos, a produção de CFC foi reduzida para praticamente zero, graças a um protocolo internacional firmado em 1987, em Montreal, no Canadá. Estas substâncias, no entanto, persistem muito tempo na atmosfera. E seu efeito é ainda mais danoso quando o clima está mais frio, já que as condições atmosféricas favorecem o acúmulo de CFC sobre a Antártida.

Apesar da aplicação do Protocolo de Montreal há mais de duas décadas, os cientistas preveem que será necessário esperar mais dez anos antes que a camada comece a se regenerar. Segundos os cálculos, ela só vai recuperar seu tamanho original a partir de 2060.

 

 

 

A camada de ozônio protege a superfície da Terra da radiação ultravioleta emitida pelos raios solares

O buraco na camada de ozônio se forma todos os anos entre os meses de setembro e outubro sobre a Antártida (ThinkStock)

Fonte: Veja Ciência

 


14 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Secretaria de SP lança cartilha contra abandono de animais

Secretaria de Meio Ambiente afirma que os animais abandonados estão sujeitos a doenças, causam desequilíbrio ecológico e a depredação do patrimônio dos parques além de se tornarem mais agressivos

A Secretaria de Meio Ambiente do governo de São Paulo lançou uma cartilha educativa sobre o abandono de animais domésticos e silvestres em parques. A cartilha foi entregue aos diretores de todos os parques administrados pela secretaria, que deverão distribuí-las em ruas e escolas vizinhas.

Segundo o presidente da Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal (Arca Brasil), Marco Ciamei, as áreas verdes próximas de centros urbanos são locais comuns de abandono de bichos. “Abandonar o animal em ambientes naturais deixa a consciência dos antigos donos mais tranquila”, diz. A Arca Brasil estima que somente na cidade de São Paulo cerca de 260 mil cães, 10% da população total, não têm um lar de referência.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Meio Ambiente afirma que os animais abandonados estão sujeitos a doenças, causam desequilíbrio ecológico e a depredação do patrimônio dos parques além de se tornarem mais agressivos.

A cartilha orienta as pessoas a pensar bem antes de ter um animal de estimação. “É preciso evitar o problema antes que ele aconteça”, diz Ciamei. Ainda segundo ele, toda ação educativa deve ser apoiada, mas práticas, como o registro e a castração dos animais, ainda acontecem de forma tímida na capital e no interior.

Fonte: Gazeta Maringá, com informações do jornal O Estado de S.Paulo.


15 de março de 2012 | nenhum comentário »

Menor espécie de sapo do Brasil é registrada no ES, diz pesquisadora

A descoberta foi feita na região de Serra das Torres, em Atílio Vivacqua.
Espécie mede entre 7 e10 milímetros de comprimentro.

A menor espécie de sapo do Brasil, e segunda do Hemisfério Sul, foi encontrada pela primeira vez no Espírito Santo, na região conhecida como Serra das Torres, em Atílio Vivacqua, no Sul do estado, e registrada pela pesquisadora do Programa de doutorado em Ecologia e Evolução da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Jane de Oliveira. O animal raro, já visto na Mata Atlântica carioca, fará parte de uma publicação cientifica em abril.

Segundo a pesquisadora, a espécie mede entre 7 e10 milímetros de comprimento, ou seja, o sapo caberia com sobra em uma moeda de cinco centavos. “Durante o curso de Mestrado, eu e a minha equipe encontramos uma espécie de anfíbio, o Brachycephalus didactylus, um morador do chão das florestas, que é possivelmente o menor animal vertebrado do Brasil e um dos menores do mundo”, conta.

Feliz com a descoberta, Jane de Oliveira chama a atenção para a importância doEspírito Santo para a ciência nacional. “Fazer o registro de uma espécie, com a ecologia ainda praticamente desconhecida para a ciência, no Espírito Santo, mostra o quanto este estado é importante biologicamente. Uma área devastada pode ser sinônimo da perda de dezenas de espécies, desconhecidas neste estado e mesmo para a ciência”, diz a pesquisadora.

Jane afirma que a espécie era conhecida apenas no Rio de Janeiro. “Este foi o primeiro registro dele fora do estado. É possível que a espécie exista também em outras localidades do Espírito Santo, porém a visualização destes sapos é muito difícil. É um animal minúsculo, de coloração idêntica às folhas mortas caídas no chão da mata, de movimentos lentos e que entra em atividade apenas durante a noite”, diz a pesquisadora.

Com uma adaptação curiosa entre os anfíbios, a espécie – que também é conhecida como sapo Pulga – sobrevive confortavelmente com a umidade das folhas. “É um animal com uma adaptação muito interessante. Ele sofreu redução no número de falanges e no número de dedos  apresentando apenas o equivalente ao nosso dedo médio. Além disso ele não vive em ambientes com água, como a maioria, para ele basta a umidade existente entre as folhas caídas”, afirma.

O menor sapo do Brasil mede entre entre 7 e10 milímetros de comprimentro (Foto: Renata Pagotto/ Divulgação)

O menor sapo do Brasil mede entre entre 7 e10 milímetros de comprimentro (Foto: Renata Pagotto/ Divulgação)

A visualização destes sapos é muito difícil porque, além de minúsculos, eles têm coloração idêntica às folhas (Foto: Renata Pagotto/ Divulgação)

A visualização destes sapos é muito difícil porque, além de minúsculos, eles têm coloração idêntica às folhas (Foto: Renata Pagotto/ Divulgação)

Fonte: Amanda Monteiro, Globo Natureza


14 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas gravam retrocesso acelerado de geleira chilena

Derretimento faz geleira de Jorge Montt, no sul da Patagônia chilena, perder cobertura de gelo a taxas aceleradas, alertam cientistas.

Eles registraram pela primeira vez em vídeo o encolhimento da geleira, uma das principais do sul da Patagônia.

A perda de gelo é descrita como sendo um “retrocesso dramático”, acelerado nos últimos dez anos pelo aquecimento global.

Segundo os especialistas, o derretimento acelerado faz a geleira de 454 quilômetros quadrados perder um quilômetro por ano.

As imagens foram feitas por pesquisadores do Centro de Estudos Valdívia, entre fevereiro de 2010 e janeiro de 2011.

Segundo especialistas, derretimento acelerado faz a geleira de 454 km quadrados perder um quilômetro por ano

Segundo especialistas, derretimento acelerado faz a geleira de 454 km quadrados perder um quilômetro por ano. Foto: Centro de Estudios Valdívia

Click e veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2011/12/emp/111208_geleira_vale_pu.emp.xml

Fonte: Folha.com


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Grupo encontra caracol albino em parque nacional da Nova Zelândia

Foi a segunda ocorrência de albinismo neste molusco registrada no país.
Primeiro caso ocorreu em 1988, segundo Departamento de Conservação.

Um raro caracol albino da espéciePowelliphanta hockstetteri foi descoberto recentemente por um grupo no Parque Nacional Kahurangi, na Nova Zelândia. De acordo com o Departamento de Conservação do país, o caracol encontrado continha a casca marrom-dourada em espiral, mas seu corpo era branco brilhante.

Segundo Kath Walker, especialista do departamento ambiental neozeolandês, em 30 anos de estudos sobre a espécie é o segundo caso de um caracol com corpo parcial ou totalmente albino. O primeiro registro ocorreu em 1988, há 23 anos, quando um exemplar da espéciePowelliphanta gilliesi gilliesi foi visto com parte do corpo branco.

O albinismo é um distúrbio genético em que o indivíduo fica sem pigmentação na pele. Animais albinos não costumam sobreviver por muito na natureza porque não têm proteção natural contra o sol e porque a cor clara os torna presa mais fácil.

Grupo encontrou exemplar raro de caracol albino em parque nacional da Nova Zelândia (Foto: Divulgação/Departamento de Conservação da Nova Zelândia)

Grupo encontrou exemplar raro de caracol albino em parque nacional da Nova Zelândia (Foto: Divulgação/Departamento de Conservação da Nova Zelândia)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


10 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fotógrafo registra maior caverna do mundo no Vietnã

Usado como esconderijo na guerra, local foi redescoberto por exploradores em 2009.

O fotógrafo britânico Carsten Peter fez registros inéditos das profundezas da caverna Hang Son Doong, no Vietnã, a maior do mundo. A passagem subterrânea é tão grande que seu fim ainda não foi encontrado.

Hang Son Doong é parte de uma galeria de 150 cavernas no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang, a cerca de 500 quilômetros da capital, Hanoi.

Peter acompanhou uma equipe da Associação Britânica de Pesquisa de Cavernas, que descobriu a entrada do local em 2009. A caverna já havia sido usada como esconderijo contra os bombardeios americanos durante a Guerra do Vietnã.

As novas expedições mostram que o espaço tem pelo menos 4,5 quilômetros e chega a 140 metros de altura em algumas partes.

Por causa da descoberta, a passagem subterrânea vietnamita passou a ser considerada a maior do mundo, ultrapassando a Caverna do Veado, na ilha de Bornéu, que tem 1,6 quilômetro de comprimento e 91 metros de altura.

Peter, que é explorador há 35 anos, descobriu até mesmo uma floresta escondida dentro da caverna.

‘Visitei tantas cavernas que perdi a conta, mas esta é certamente uma das mais únicas e incomuns que já vi’, disse o fotógrafo.

Caverna já havia sido usada como esconderijo contra os bombardeios americanos durante a Guerra do Vietnã (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters )

Caverna já havia sido usada como esconderijo contra os bombardeios americanos durante a Guerra do Vietnã (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Hang Son Doong é parte de uma galeria de 150 cavernas no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Hang Son Doong é parte de uma galeria de 150 cavernas no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Durante as expedições, as equipes encontraram estalagmites de mais de 70 metros de altura dentro de Hang Son Doong (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Durante as expedições, as equipes encontraram estalagmites de mais de 70 metros de altura dentro de Hang Son Doong (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Fonte: BBC


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Documentarista percorre país de moto e registra belas imagens do Pantanal

Previsão é que expedição termine no dia 15 de dezembro deste ano.
Viagem deve totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados.

Iguana (Foto: Fernando Lara)

Iguana, também conhecida como sinimbú ou camaleão (Foto: Fernando Lara)

Oito estados percorridos, 8,6 mil quilômetros rodados e mais de três meses longe de casa. O roteiro faz parte da expedição “Rotas Verdes Brasil” do documentarista Fernando Lara. A bordo de uma motocicleta, ele registra com imagens e vídeos os biomas brasileiros. O trabalho será usado para a produção de um vídeo documentário e um livro digital, que será disponibilizado gratuitamente na internet, como garante o profissional.

A previsão é concluir a expedição em 15 de dezembro deste ano, quando já deverá totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados. Até agora ele passou por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e agora Mato Grosso. Em solo mato-grossense, serão captadas as belezas naturais e biodiversidade do Pantanal, em sete dias. Lara destacou que o Pantanal mato-grossense será a única reserva privada a ser documentada.

No percurso, serão registrados 70 biomas, considerando a fauna e flora e os aspectos antropológicos. O material é editado rotineiramente e é disponibilizado parcialmente no site da expedição destinado aos que desejam acompanhar o trajeto do documentarista. Porém, ao final, todo o trabalho será reunido.

jacaré (Foto: Fernando Lara)

Fotografias, como do jacaré do Pantanal, estarão reunidas em livro digital (Foto: Fernando Lara)

Uma das observações feitas por Fernando Lara é em relação às intervenções do homem na natureza. “É impressionante a quantidade de animais mortos pela estrada. Já encontramos tamanduá bandeira, lobo guará e outros”, lamentou.

O livro digital, um dos frutos da aventura, vai especificar as características de cada reserva ambiental visitada, além de vídeos e fotografias para auxiliar o leitor. “O livro terá informações técnicas, fotografias e vídeos específicos de cada reserva, se elas estão abertas a visitação ou não”.

A preocupação ambiental é um dos fatores principais destes projetos, segundo o expedicionário, pois a motocicleta utilizada nas viagens tem como principal fonte de energia o etanol, que polui menos que os outros combustíveis. Após o término do trabalho, está prevista a plantação de árvores nativas da Mata Atlântica correspondentes à quantidade de gás carbônico emitidos pelo veículo. As árvores serão plantadas no Vale do aço, em Minas Gerais, pelo Instituto Estadual de Floresta (IEF) .

Educação ambiental

Conforme o expedicionário, os educadores que trabalham com temáticas ligadas ao meio ambiente poderão se cadastrar para receber fotos exclusivas, podendo utilizá-las em sala de aula. Para ele, esta é uma forma estimular as novas gerações a ter consciência ambiental.

Expedições futuras

O documentarista disse que já está planejando uma nova expedição que se chamará Rotas Verdes – Espinho de peixe. A nova viagem tem como objetivo visitar as principais reservas do interior do país. “A expedição que estamos fazendo agora abraçou o Brasil. Nessa segunda expedição iremos percorrer o esqueleto do país”, afirma o aventureiro.

Lobo (Foto: Fernando Lara)

Lobo Guará, um dos animais que sofre risco de extinção (Foto: Fernando Lara)

Fonte: Do G1, MT


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

MT é responsável por 28% dos focos de queimadas registrados no país

Inpe registrou 1.777 focos de queimadas entre janeiro e julho, em MT.
No Brasil, foram verificadas 6.102 queimadas no mesmo período.

As queimadas no estado de Mato Grosso já são responsáveis por 28% do número total de focos registrados no Brasil, neste ano. Dados dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que das 6.102 queimadas identificadas no país, 1.777 ocorreram no estado, no período de 1º de janeiro a 21 de julho.

Apesar de o número estar abaixo do identificado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 2.852 focos de incêndio no território mato-grossense, a incidência poderá aumentar nos próximos dias devido à alta temperatura, baixa umidade do ar e ao alto índice de desmatamento. A avaliação é do professor e biólogo Romildo Gonçalves, do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O biólogo explica que as massas de ar quente e seco estão cada vez mais frequentes no país, o que estaria causando reflexos no estado, além das intempéries influenciarem diretamente na vegetação. “As condições climáticas, com a evolução do aquecimento global, têm reflexo direto no ecossistema e, em Mato Grosso, não será muito diferente neste ano em comparação com o último”, frisou o professor, em entrevista ao G1. Segundo ele, o período mais crítico para queimadas são os meses de agosto e setembro.

Arte - queimadas (Foto: Editoria de Arte/G1)

Enquanto em abril os satélites captaram 89 focos de queimadas em Mato Grosso, em maio foram 325. Em junho, o índice cresceu para 900 e, até o dia 21 de julho (quinta-feira), o estado já tinha acumulado 356 focos. Em outro aspecto, o professor considera motivo de preocupação a devastação na região da Amazônia Legal, em que o estado teve, por exemplo, 93,7 km² de florestas devastadas no mês de maio, sendo que em abril perdeu 405,5 km² de mata, segundo relatório do Inpe. Para Gonçalves, os dados reforçam o risco da ocorrência de mais queimadas neste ano do que em 2010. “Depois de tirar a mata, as pessoas colocam fogo para usar a área”, frisa.

Parque Nacional
Em 2010, o fogo consumiu cerca de um terço do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, cobrindo Cuiabá de fumaça escura. A estimativa é que 11 mil hectares tenham sido consumidos no incêndio. Com um ecossistema que inclui de savanas a matas fechadas, o parque abriga sítios arqueológicos e cabeceiras de vários rios das bacias do Alto Paraguai e Amazônica. ” O alerta neste ano vale para o Pantanal mato-grossense e o Parque Nacional do Xingu, que não registram incêndios há oito anos, mas podem sofrer alterações pela falta de infraestrutura e proteção ambiental”, avaliou Romildo Gonçalves.

O Comitê de Gestão do Fogo de Mato Grosso informou que as cidades com maior número de alertas de incêndios são Tangará da Serra, Cláudia e Querência, localizadas na regiões norte e médio norte do estado. O tenente-coronel Dércio Santos, coordenador-geral adjunto do Comitê, declarou ao G1 que a meta é reduzir 65% da quantidade de focos de calor registrados em 2010 e retirar o estado da lista dos que mais queimam.

O coordenador disse ainda que o Corpo de Bombeiros está presente em 17 das 141 cidades mato-grossenses, com bases operacionais montadas com o objetivo de controlar o fogo. “Nós já reduzimos muito em relação ao último ano e estamos atuando com reforço e apoio das prefeituras dos municípios para o combate às queimadas. Porém, temos que avaliar que a estiagem e a baixa umidade são ameaças contanstantes, mas podemos mudar o quadro com a nossa conduta”, pontuou o tenente-coronel.

Ele frisa que a questão da educação ambiental também é séria e que as pessoas devem contribuir para a diminução dos focos, deixando as práticas e a cultura de colocar fogo, por exemplo, em folhas secas ou nos quintais de casa. “Muitos incêndios registrados, senão a maioria, foram provocados pelo homem”, afirma.

Quanto ao desmatamento, o coordenador admite que o índice registrado no território mato-grossense poderá colaborar para que a situação das queimadas se agrave, porém, considera que o governo do estado e a união têm realizado trabalhos intensivos com a finalidade de diminuir o número de áreas devastadas.

Investimento
O combate às queimadas deve custar mais de R$ 111,5 milhões durante o período proibitivo no estado, que este ano será de de 1º de julho a 15 de outubro, considerado o mais longo da história. Diante dos altos índices de focos de queimada, o pedido de antecipação e ampliação foi feito pelo secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Alexander Maia. Ao todo, o estado pretende contar com o trabalho de dois mil homens de todos os órgãos ambientais durante o período proibitivo.

O montante foi calculado com base no planejamento orçamentário do Governo do Estado, Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit) e Corpo de Bombeiros. O secretário Alexander Maia disse que o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) autorizou a liberação de R$ 13 milhões para a instalação de uma base de controle das ocorrências em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá.

A pretensão, de acordo com o secretário, é implantar quatro bases semelhantes a essa, porém, segundo ele, ainda não há recursos liberados para o projeto. O montante será gasto na compra de equipamentos para as equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema). Embora tenha sido contemplado com a verba, o governo do estado havia requisitado R$ 80 milhões para investir nas ações de combate e prevenção.

Além dessa verba, Maia afirmou que serão gastos R$ 5 milhões em campanhas publicitárias com a finalidade de tentar conscientizar a população sobre os riscos dos incêndios, assim como alertar sobre a penalidade aplicada ao responsável pelo crime ambiental. As multas variam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por hectare para áreas abertas e de floresta, respectivamente.

Queimada em Mato Grosso (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Governo do estado decidiu ampliar o período de proibição de queimadas. (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Fonte: Kelly Martins, Do G1, MT


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento disparou em MT em março e abril, confirma Inpe

Estado teve 80% do total da devastação detectada na Amazônia Legal.
Floresta perdeu o equivalente a 370 vezes o Parque Ibirapuera, em SP.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta quarta-feira (18) o relatório de seu sistema de monitoramento de desmatamento em tempo real da Amazônia Legal (Deter) para março e abril, confirmando uma disparada da devastação em Mato Grosso.

Ao todo, o estado teve 480,3 km² dos 593,0 km² de desmatamento detectados no período na região, o que equivale a 80%. Somente em abril, foram detectados 405,5 km² de polígonos de devastação em território mato-grossense.

No mesmo bimestre do ano passado, o instituto espacial registrou 103,6 km² de derrubadas na Amazônia Legal. Portanto, o incremento foi de 572% em 2011, embora esse tipo de comparação não possa ser feita de forma exata, já que o Inpe faz a ressalva de que seu sistema não é voltado à aferição precisa de áreas, mas mais focado na emissão de alertas para que as autoridades ambientais possam verificar focos de derrubada de mata em terra.

Para dar uma referência, a área total desmatada detectada em março e abril para a Amazônia Legal equivale a 370 vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo, ou 1,4 vez a Ilha de Santa Catarina, onde se localiza Florianópolis.

Visibilidade
A alta extrema em abril em Mato Grosso se deve, em parte, à boa visibilidade alcançada pelas imagens de satélite naquele mês, quando a cobertura de nuvens ficou abaixo dos 10%. As condições densamente nubladas da Amazônia impedem que os técnicos do Inpe chequem o desmatamento desde o espaço durante boa parte do ano.

O Pará, em março e abril, por exemplo, não chegou a ter menos de 75% de cobertura de nuvens, o que significa que pelo menos três quartos de seu território não puderam ser verificados no período.

Situação grave
A gravidade da situação em Mato Grosso já era de conhecimento do Ibama, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e responsável pela fiscalização. O instituto recentemente dobrou o número de fiscais no estado, subindo para 520 o efetivo total na Amazônia Legal, como informou ao Globo Natureza seu diretor de Proteção Ambiental, Luciano Evaristo.

O diretor considera que uma alta do desmatamento está ocorrendo porque no ano passado a devastação foi relativamente baixa e há uma demanda reprimida por novas áreas agricultáveis, em especial com os altos preços das commodities no mercado internacional. Ele promete autuar os desmatadores ilegais “um por um”.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deve comentar a disparada do desmatamento ainda nesta quarta-feira (18), em Brasília.

Área atingida por queimada no Mato Grosso, estado que mais desmatou em março e abril  (Foto: Ibama)

Área atingida por queimada no Mato Grosso, estado que mais desmatou em março e abril (Foto: Ibama)

 

Fonte: Dennis Barbosa, do Globo Natureza, em São Paulo


22 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Agricultura quer criar conselhos regionais para discutir registro de agrotóxicos

O Ministério da Agricultura (Mapa) propôs na reunião de segunda-feira (21) da Câmara Temática de Insumos Agropecuários a criação de conselhos regionais para discutir as necessidades de registros de agrotóxicos para pequenas culturas, para as quais faltam número suficiente de produtos registrados para o controle de doenças e pragas.

inglourious basterds movie to buy
sherlock holmes movies

Segundo o coordenador-geral de Agrotóxicos da Secretaria de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Rangel, a descentralização das discussões deve fazer com que os pleitos analisados pelo ministério sejam mais próximos da realidade vivida pelos agricultores brasileiros, já que faltam recursos e mão de obra para chegar a todas as regiões do país. “O ministério parou de conversar só com as empresas de agrotóxicos e colocou os agricultores no jogo.”

Além disso, o tempo para que apareçam os primeiros resultados deve ser reduzido. “A expectativa é de que 95% dos problemas de registro de agrotóxicos para essas pequenas culturas sejam resolvidos com esses conselhos. O restante seria julgar os pedidos. Estimávamos que os primeiros resultados apareceriam em cinco anos. Com os conselhos, esperamos baixar para um ano e meio”, disse .

Rangel explicou que a proposta é que o Mapa assuma a liderança desses conselhos, fornecendo uma cartilha de como deve ser feito o trabalho localmente, com o apoio das superintendências regionais do ministério, e as exigências em relação aos agrotóxicos sugeridos, como eficiência, segurança e viabilidade. (Fonte: Danilo Macedo/ Agência Brasil)

how to train your dragon online how to train your dragon online
buy rare exports moivie high quality



Novidades por Email



Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

agosto 2020
S T Q Q S S D
« mar    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  

6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Buraco na camada de ozônio é o segundo menor em 20 anos

Segundo pesquisadores, a redução é consequência das temperaturas mais altas registradas na estratosfera em 2012

Pesquisadores da Agência Americana Oceanográfica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) anunciaram nesta quarta-feira que o buraco na camada de ozônio registrado em 2012 é o segundo menor dos últimos 20 anos. O buraco se forma anualmente entre setembro e outubro sobre a Antártida, e este ano teve um tamanho médio de 17,9 milhões de quilômetros quadrados.

Os pesquisadores afirmam que o tamanho menor se deve às temperatuas mais altas registradas no planeta durante este ano. “As temperaturas foram um pouco mais quentes na alta atmosfera, sobre a Antártida, o que permitiu uma destruição menor do ozônio em comparação com o ano passado”, explicou Jim Butler, do laboratório de pesquisas sobre o sistema terrestre da NOAA.

O buraco na camada de ozônio alcançou seu tamanho máximo este ano no dia 22 de setembro, atingindo 21,2 milhões de quilômetros quadrados, equivalente à superfície dos Estados Unidos, Canadá e México juntos. Comparativamente, o maior buraco registrado teve extensão de 29,9 milhões de quilômetros quadrados, e foi medido no ano 2000.

buraco

O buraco na camada de ozônio atingiu seu maior tamanho em 2012 no dia 22 de setembro, quando chegou a medir 21,2 milhões de quilômetros quadrados

Histórico — O ozônio é uma molécula composta de três átomos de oxigênio que se forma na alta atmosfera, onde ajuda a filtrar os raios ultravioleta do sol. Se não forem bloqueados, esses raios podem danificar a vegetação e provocar câncer de pele.

O buraco nessa camada começou a se formar devido aos componentes liberados pelos clorofluocarbonos (CFC) usados pelo homem nos sistemas de refrigeração e aerossóis desde a década de 1920. Com o passar dos anos, a produção de CFC foi reduzida para praticamente zero, graças a um protocolo internacional firmado em 1987, em Montreal, no Canadá. Estas substâncias, no entanto, persistem muito tempo na atmosfera. E seu efeito é ainda mais danoso quando o clima está mais frio, já que as condições atmosféricas favorecem o acúmulo de CFC sobre a Antártida.

Apesar da aplicação do Protocolo de Montreal há mais de duas décadas, os cientistas preveem que será necessário esperar mais dez anos antes que a camada comece a se regenerar. Segundos os cálculos, ela só vai recuperar seu tamanho original a partir de 2060.

 

 

 

A camada de ozônio protege a superfície da Terra da radiação ultravioleta emitida pelos raios solares

O buraco na camada de ozônio se forma todos os anos entre os meses de setembro e outubro sobre a Antártida (ThinkStock)

Fonte: Veja Ciência

 


14 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Secretaria de SP lança cartilha contra abandono de animais

Secretaria de Meio Ambiente afirma que os animais abandonados estão sujeitos a doenças, causam desequilíbrio ecológico e a depredação do patrimônio dos parques além de se tornarem mais agressivos

A Secretaria de Meio Ambiente do governo de São Paulo lançou uma cartilha educativa sobre o abandono de animais domésticos e silvestres em parques. A cartilha foi entregue aos diretores de todos os parques administrados pela secretaria, que deverão distribuí-las em ruas e escolas vizinhas.

Segundo o presidente da Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal (Arca Brasil), Marco Ciamei, as áreas verdes próximas de centros urbanos são locais comuns de abandono de bichos. “Abandonar o animal em ambientes naturais deixa a consciência dos antigos donos mais tranquila”, diz. A Arca Brasil estima que somente na cidade de São Paulo cerca de 260 mil cães, 10% da população total, não têm um lar de referência.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Meio Ambiente afirma que os animais abandonados estão sujeitos a doenças, causam desequilíbrio ecológico e a depredação do patrimônio dos parques além de se tornarem mais agressivos.

A cartilha orienta as pessoas a pensar bem antes de ter um animal de estimação. “É preciso evitar o problema antes que ele aconteça”, diz Ciamei. Ainda segundo ele, toda ação educativa deve ser apoiada, mas práticas, como o registro e a castração dos animais, ainda acontecem de forma tímida na capital e no interior.

Fonte: Gazeta Maringá, com informações do jornal O Estado de S.Paulo.


15 de março de 2012 | nenhum comentário »

Menor espécie de sapo do Brasil é registrada no ES, diz pesquisadora

A descoberta foi feita na região de Serra das Torres, em Atílio Vivacqua.
Espécie mede entre 7 e10 milímetros de comprimentro.

A menor espécie de sapo do Brasil, e segunda do Hemisfério Sul, foi encontrada pela primeira vez no Espírito Santo, na região conhecida como Serra das Torres, em Atílio Vivacqua, no Sul do estado, e registrada pela pesquisadora do Programa de doutorado em Ecologia e Evolução da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Jane de Oliveira. O animal raro, já visto na Mata Atlântica carioca, fará parte de uma publicação cientifica em abril.

Segundo a pesquisadora, a espécie mede entre 7 e10 milímetros de comprimento, ou seja, o sapo caberia com sobra em uma moeda de cinco centavos. “Durante o curso de Mestrado, eu e a minha equipe encontramos uma espécie de anfíbio, o Brachycephalus didactylus, um morador do chão das florestas, que é possivelmente o menor animal vertebrado do Brasil e um dos menores do mundo”, conta.

Feliz com a descoberta, Jane de Oliveira chama a atenção para a importância doEspírito Santo para a ciência nacional. “Fazer o registro de uma espécie, com a ecologia ainda praticamente desconhecida para a ciência, no Espírito Santo, mostra o quanto este estado é importante biologicamente. Uma área devastada pode ser sinônimo da perda de dezenas de espécies, desconhecidas neste estado e mesmo para a ciência”, diz a pesquisadora.

Jane afirma que a espécie era conhecida apenas no Rio de Janeiro. “Este foi o primeiro registro dele fora do estado. É possível que a espécie exista também em outras localidades do Espírito Santo, porém a visualização destes sapos é muito difícil. É um animal minúsculo, de coloração idêntica às folhas mortas caídas no chão da mata, de movimentos lentos e que entra em atividade apenas durante a noite”, diz a pesquisadora.

Com uma adaptação curiosa entre os anfíbios, a espécie – que também é conhecida como sapo Pulga – sobrevive confortavelmente com a umidade das folhas. “É um animal com uma adaptação muito interessante. Ele sofreu redução no número de falanges e no número de dedos  apresentando apenas o equivalente ao nosso dedo médio. Além disso ele não vive em ambientes com água, como a maioria, para ele basta a umidade existente entre as folhas caídas”, afirma.

O menor sapo do Brasil mede entre entre 7 e10 milímetros de comprimentro (Foto: Renata Pagotto/ Divulgação)

O menor sapo do Brasil mede entre entre 7 e10 milímetros de comprimentro (Foto: Renata Pagotto/ Divulgação)

A visualização destes sapos é muito difícil porque, além de minúsculos, eles têm coloração idêntica às folhas (Foto: Renata Pagotto/ Divulgação)

A visualização destes sapos é muito difícil porque, além de minúsculos, eles têm coloração idêntica às folhas (Foto: Renata Pagotto/ Divulgação)

Fonte: Amanda Monteiro, Globo Natureza


14 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas gravam retrocesso acelerado de geleira chilena

Derretimento faz geleira de Jorge Montt, no sul da Patagônia chilena, perder cobertura de gelo a taxas aceleradas, alertam cientistas.

Eles registraram pela primeira vez em vídeo o encolhimento da geleira, uma das principais do sul da Patagônia.

A perda de gelo é descrita como sendo um “retrocesso dramático”, acelerado nos últimos dez anos pelo aquecimento global.

Segundo os especialistas, o derretimento acelerado faz a geleira de 454 quilômetros quadrados perder um quilômetro por ano.

As imagens foram feitas por pesquisadores do Centro de Estudos Valdívia, entre fevereiro de 2010 e janeiro de 2011.

Segundo especialistas, derretimento acelerado faz a geleira de 454 km quadrados perder um quilômetro por ano

Segundo especialistas, derretimento acelerado faz a geleira de 454 km quadrados perder um quilômetro por ano. Foto: Centro de Estudios Valdívia

Click e veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/worldservice/emp/pop.shtml?l=pt&t=video&r=1&p=/portuguese/meta/dps/2011/12/emp/111208_geleira_vale_pu.emp.xml

Fonte: Folha.com


2 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Grupo encontra caracol albino em parque nacional da Nova Zelândia

Foi a segunda ocorrência de albinismo neste molusco registrada no país.
Primeiro caso ocorreu em 1988, segundo Departamento de Conservação.

Um raro caracol albino da espéciePowelliphanta hockstetteri foi descoberto recentemente por um grupo no Parque Nacional Kahurangi, na Nova Zelândia. De acordo com o Departamento de Conservação do país, o caracol encontrado continha a casca marrom-dourada em espiral, mas seu corpo era branco brilhante.

Segundo Kath Walker, especialista do departamento ambiental neozeolandês, em 30 anos de estudos sobre a espécie é o segundo caso de um caracol com corpo parcial ou totalmente albino. O primeiro registro ocorreu em 1988, há 23 anos, quando um exemplar da espéciePowelliphanta gilliesi gilliesi foi visto com parte do corpo branco.

O albinismo é um distúrbio genético em que o indivíduo fica sem pigmentação na pele. Animais albinos não costumam sobreviver por muito na natureza porque não têm proteção natural contra o sol e porque a cor clara os torna presa mais fácil.

Grupo encontrou exemplar raro de caracol albino em parque nacional da Nova Zelândia (Foto: Divulgação/Departamento de Conservação da Nova Zelândia)

Grupo encontrou exemplar raro de caracol albino em parque nacional da Nova Zelândia (Foto: Divulgação/Departamento de Conservação da Nova Zelândia)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


10 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Fotógrafo registra maior caverna do mundo no Vietnã

Usado como esconderijo na guerra, local foi redescoberto por exploradores em 2009.

O fotógrafo britânico Carsten Peter fez registros inéditos das profundezas da caverna Hang Son Doong, no Vietnã, a maior do mundo. A passagem subterrânea é tão grande que seu fim ainda não foi encontrado.

Hang Son Doong é parte de uma galeria de 150 cavernas no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang, a cerca de 500 quilômetros da capital, Hanoi.

Peter acompanhou uma equipe da Associação Britânica de Pesquisa de Cavernas, que descobriu a entrada do local em 2009. A caverna já havia sido usada como esconderijo contra os bombardeios americanos durante a Guerra do Vietnã.

As novas expedições mostram que o espaço tem pelo menos 4,5 quilômetros e chega a 140 metros de altura em algumas partes.

Por causa da descoberta, a passagem subterrânea vietnamita passou a ser considerada a maior do mundo, ultrapassando a Caverna do Veado, na ilha de Bornéu, que tem 1,6 quilômetro de comprimento e 91 metros de altura.

Peter, que é explorador há 35 anos, descobriu até mesmo uma floresta escondida dentro da caverna.

‘Visitei tantas cavernas que perdi a conta, mas esta é certamente uma das mais únicas e incomuns que já vi’, disse o fotógrafo.

Caverna já havia sido usada como esconderijo contra os bombardeios americanos durante a Guerra do Vietnã (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters )

Caverna já havia sido usada como esconderijo contra os bombardeios americanos durante a Guerra do Vietnã (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Hang Son Doong é parte de uma galeria de 150 cavernas no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Hang Son Doong é parte de uma galeria de 150 cavernas no Parque Nacional Phong Nha-Ke Bang (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Durante as expedições, as equipes encontraram estalagmites de mais de 70 metros de altura dentro de Hang Son Doong (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Durante as expedições, as equipes encontraram estalagmites de mais de 70 metros de altura dentro de Hang Son Doong (Foto: Carsten Peter/ National Geographic Stock / Caters)

Fonte: BBC


1 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Documentarista percorre país de moto e registra belas imagens do Pantanal

Previsão é que expedição termine no dia 15 de dezembro deste ano.
Viagem deve totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados.

Iguana (Foto: Fernando Lara)

Iguana, também conhecida como sinimbú ou camaleão (Foto: Fernando Lara)

Oito estados percorridos, 8,6 mil quilômetros rodados e mais de três meses longe de casa. O roteiro faz parte da expedição “Rotas Verdes Brasil” do documentarista Fernando Lara. A bordo de uma motocicleta, ele registra com imagens e vídeos os biomas brasileiros. O trabalho será usado para a produção de um vídeo documentário e um livro digital, que será disponibilizado gratuitamente na internet, como garante o profissional.

A previsão é concluir a expedição em 15 de dezembro deste ano, quando já deverá totalizar cerca de 20 mil km, passando por 12 estados. Até agora ele passou por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e agora Mato Grosso. Em solo mato-grossense, serão captadas as belezas naturais e biodiversidade do Pantanal, em sete dias. Lara destacou que o Pantanal mato-grossense será a única reserva privada a ser documentada.

No percurso, serão registrados 70 biomas, considerando a fauna e flora e os aspectos antropológicos. O material é editado rotineiramente e é disponibilizado parcialmente no site da expedição destinado aos que desejam acompanhar o trajeto do documentarista. Porém, ao final, todo o trabalho será reunido.

jacaré (Foto: Fernando Lara)

Fotografias, como do jacaré do Pantanal, estarão reunidas em livro digital (Foto: Fernando Lara)

Uma das observações feitas por Fernando Lara é em relação às intervenções do homem na natureza. “É impressionante a quantidade de animais mortos pela estrada. Já encontramos tamanduá bandeira, lobo guará e outros”, lamentou.

O livro digital, um dos frutos da aventura, vai especificar as características de cada reserva ambiental visitada, além de vídeos e fotografias para auxiliar o leitor. “O livro terá informações técnicas, fotografias e vídeos específicos de cada reserva, se elas estão abertas a visitação ou não”.

A preocupação ambiental é um dos fatores principais destes projetos, segundo o expedicionário, pois a motocicleta utilizada nas viagens tem como principal fonte de energia o etanol, que polui menos que os outros combustíveis. Após o término do trabalho, está prevista a plantação de árvores nativas da Mata Atlântica correspondentes à quantidade de gás carbônico emitidos pelo veículo. As árvores serão plantadas no Vale do aço, em Minas Gerais, pelo Instituto Estadual de Floresta (IEF) .

Educação ambiental

Conforme o expedicionário, os educadores que trabalham com temáticas ligadas ao meio ambiente poderão se cadastrar para receber fotos exclusivas, podendo utilizá-las em sala de aula. Para ele, esta é uma forma estimular as novas gerações a ter consciência ambiental.

Expedições futuras

O documentarista disse que já está planejando uma nova expedição que se chamará Rotas Verdes – Espinho de peixe. A nova viagem tem como objetivo visitar as principais reservas do interior do país. “A expedição que estamos fazendo agora abraçou o Brasil. Nessa segunda expedição iremos percorrer o esqueleto do país”, afirma o aventureiro.

Lobo (Foto: Fernando Lara)

Lobo Guará, um dos animais que sofre risco de extinção (Foto: Fernando Lara)

Fonte: Do G1, MT


25 de julho de 2011 | nenhum comentário »

MT é responsável por 28% dos focos de queimadas registrados no país

Inpe registrou 1.777 focos de queimadas entre janeiro e julho, em MT.
No Brasil, foram verificadas 6.102 queimadas no mesmo período.

As queimadas no estado de Mato Grosso já são responsáveis por 28% do número total de focos registrados no Brasil, neste ano. Dados dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que das 6.102 queimadas identificadas no país, 1.777 ocorreram no estado, no período de 1º de janeiro a 21 de julho.

Apesar de o número estar abaixo do identificado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 2.852 focos de incêndio no território mato-grossense, a incidência poderá aumentar nos próximos dias devido à alta temperatura, baixa umidade do ar e ao alto índice de desmatamento. A avaliação é do professor e biólogo Romildo Gonçalves, do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O biólogo explica que as massas de ar quente e seco estão cada vez mais frequentes no país, o que estaria causando reflexos no estado, além das intempéries influenciarem diretamente na vegetação. “As condições climáticas, com a evolução do aquecimento global, têm reflexo direto no ecossistema e, em Mato Grosso, não será muito diferente neste ano em comparação com o último”, frisou o professor, em entrevista ao G1. Segundo ele, o período mais crítico para queimadas são os meses de agosto e setembro.

Arte - queimadas (Foto: Editoria de Arte/G1)

Enquanto em abril os satélites captaram 89 focos de queimadas em Mato Grosso, em maio foram 325. Em junho, o índice cresceu para 900 e, até o dia 21 de julho (quinta-feira), o estado já tinha acumulado 356 focos. Em outro aspecto, o professor considera motivo de preocupação a devastação na região da Amazônia Legal, em que o estado teve, por exemplo, 93,7 km² de florestas devastadas no mês de maio, sendo que em abril perdeu 405,5 km² de mata, segundo relatório do Inpe. Para Gonçalves, os dados reforçam o risco da ocorrência de mais queimadas neste ano do que em 2010. “Depois de tirar a mata, as pessoas colocam fogo para usar a área”, frisa.

Parque Nacional
Em 2010, o fogo consumiu cerca de um terço do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, cobrindo Cuiabá de fumaça escura. A estimativa é que 11 mil hectares tenham sido consumidos no incêndio. Com um ecossistema que inclui de savanas a matas fechadas, o parque abriga sítios arqueológicos e cabeceiras de vários rios das bacias do Alto Paraguai e Amazônica. ” O alerta neste ano vale para o Pantanal mato-grossense e o Parque Nacional do Xingu, que não registram incêndios há oito anos, mas podem sofrer alterações pela falta de infraestrutura e proteção ambiental”, avaliou Romildo Gonçalves.

O Comitê de Gestão do Fogo de Mato Grosso informou que as cidades com maior número de alertas de incêndios são Tangará da Serra, Cláudia e Querência, localizadas na regiões norte e médio norte do estado. O tenente-coronel Dércio Santos, coordenador-geral adjunto do Comitê, declarou ao G1 que a meta é reduzir 65% da quantidade de focos de calor registrados em 2010 e retirar o estado da lista dos que mais queimam.

O coordenador disse ainda que o Corpo de Bombeiros está presente em 17 das 141 cidades mato-grossenses, com bases operacionais montadas com o objetivo de controlar o fogo. “Nós já reduzimos muito em relação ao último ano e estamos atuando com reforço e apoio das prefeituras dos municípios para o combate às queimadas. Porém, temos que avaliar que a estiagem e a baixa umidade são ameaças contanstantes, mas podemos mudar o quadro com a nossa conduta”, pontuou o tenente-coronel.

Ele frisa que a questão da educação ambiental também é séria e que as pessoas devem contribuir para a diminução dos focos, deixando as práticas e a cultura de colocar fogo, por exemplo, em folhas secas ou nos quintais de casa. “Muitos incêndios registrados, senão a maioria, foram provocados pelo homem”, afirma.

Quanto ao desmatamento, o coordenador admite que o índice registrado no território mato-grossense poderá colaborar para que a situação das queimadas se agrave, porém, considera que o governo do estado e a união têm realizado trabalhos intensivos com a finalidade de diminuir o número de áreas devastadas.

Investimento
O combate às queimadas deve custar mais de R$ 111,5 milhões durante o período proibitivo no estado, que este ano será de de 1º de julho a 15 de outubro, considerado o mais longo da história. Diante dos altos índices de focos de queimada, o pedido de antecipação e ampliação foi feito pelo secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Alexander Maia. Ao todo, o estado pretende contar com o trabalho de dois mil homens de todos os órgãos ambientais durante o período proibitivo.

O montante foi calculado com base no planejamento orçamentário do Governo do Estado, Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit) e Corpo de Bombeiros. O secretário Alexander Maia disse que o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) autorizou a liberação de R$ 13 milhões para a instalação de uma base de controle das ocorrências em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá.

A pretensão, de acordo com o secretário, é implantar quatro bases semelhantes a essa, porém, segundo ele, ainda não há recursos liberados para o projeto. O montante será gasto na compra de equipamentos para as equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema). Embora tenha sido contemplado com a verba, o governo do estado havia requisitado R$ 80 milhões para investir nas ações de combate e prevenção.

Além dessa verba, Maia afirmou que serão gastos R$ 5 milhões em campanhas publicitárias com a finalidade de tentar conscientizar a população sobre os riscos dos incêndios, assim como alertar sobre a penalidade aplicada ao responsável pelo crime ambiental. As multas variam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por hectare para áreas abertas e de floresta, respectivamente.

Queimada em Mato Grosso (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Governo do estado decidiu ampliar o período de proibição de queimadas. (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)

Fonte: Kelly Martins, Do G1, MT


18 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Desmatamento disparou em MT em março e abril, confirma Inpe

Estado teve 80% do total da devastação detectada na Amazônia Legal.
Floresta perdeu o equivalente a 370 vezes o Parque Ibirapuera, em SP.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta quarta-feira (18) o relatório de seu sistema de monitoramento de desmatamento em tempo real da Amazônia Legal (Deter) para março e abril, confirmando uma disparada da devastação em Mato Grosso.

Ao todo, o estado teve 480,3 km² dos 593,0 km² de desmatamento detectados no período na região, o que equivale a 80%. Somente em abril, foram detectados 405,5 km² de polígonos de devastação em território mato-grossense.

No mesmo bimestre do ano passado, o instituto espacial registrou 103,6 km² de derrubadas na Amazônia Legal. Portanto, o incremento foi de 572% em 2011, embora esse tipo de comparação não possa ser feita de forma exata, já que o Inpe faz a ressalva de que seu sistema não é voltado à aferição precisa de áreas, mas mais focado na emissão de alertas para que as autoridades ambientais possam verificar focos de derrubada de mata em terra.

Para dar uma referência, a área total desmatada detectada em março e abril para a Amazônia Legal equivale a 370 vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo, ou 1,4 vez a Ilha de Santa Catarina, onde se localiza Florianópolis.

Visibilidade
A alta extrema em abril em Mato Grosso se deve, em parte, à boa visibilidade alcançada pelas imagens de satélite naquele mês, quando a cobertura de nuvens ficou abaixo dos 10%. As condições densamente nubladas da Amazônia impedem que os técnicos do Inpe chequem o desmatamento desde o espaço durante boa parte do ano.

O Pará, em março e abril, por exemplo, não chegou a ter menos de 75% de cobertura de nuvens, o que significa que pelo menos três quartos de seu território não puderam ser verificados no período.

Situação grave
A gravidade da situação em Mato Grosso já era de conhecimento do Ibama, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e responsável pela fiscalização. O instituto recentemente dobrou o número de fiscais no estado, subindo para 520 o efetivo total na Amazônia Legal, como informou ao Globo Natureza seu diretor de Proteção Ambiental, Luciano Evaristo.

O diretor considera que uma alta do desmatamento está ocorrendo porque no ano passado a devastação foi relativamente baixa e há uma demanda reprimida por novas áreas agricultáveis, em especial com os altos preços das commodities no mercado internacional. Ele promete autuar os desmatadores ilegais “um por um”.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deve comentar a disparada do desmatamento ainda nesta quarta-feira (18), em Brasília.

Área atingida por queimada no Mato Grosso, estado que mais desmatou em março e abril  (Foto: Ibama)

Área atingida por queimada no Mato Grosso, estado que mais desmatou em março e abril (Foto: Ibama)

 

Fonte: Dennis Barbosa, do Globo Natureza, em São Paulo


22 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Agricultura quer criar conselhos regionais para discutir registro de agrotóxicos

O Ministério da Agricultura (Mapa) propôs na reunião de segunda-feira (21) da Câmara Temática de Insumos Agropecuários a criação de conselhos regionais para discutir as necessidades de registros de agrotóxicos para pequenas culturas, para as quais faltam número suficiente de produtos registrados para o controle de doenças e pragas.

inglourious basterds movie to buy
sherlock holmes movies

Segundo o coordenador-geral de Agrotóxicos da Secretaria de Defesa Agropecuária, Luís Eduardo Rangel, a descentralização das discussões deve fazer com que os pleitos analisados pelo ministério sejam mais próximos da realidade vivida pelos agricultores brasileiros, já que faltam recursos e mão de obra para chegar a todas as regiões do país. “O ministério parou de conversar só com as empresas de agrotóxicos e colocou os agricultores no jogo.”

Além disso, o tempo para que apareçam os primeiros resultados deve ser reduzido. “A expectativa é de que 95% dos problemas de registro de agrotóxicos para essas pequenas culturas sejam resolvidos com esses conselhos. O restante seria julgar os pedidos. Estimávamos que os primeiros resultados apareceriam em cinco anos. Com os conselhos, esperamos baixar para um ano e meio”, disse .

Rangel explicou que a proposta é que o Mapa assuma a liderança desses conselhos, fornecendo uma cartilha de como deve ser feito o trabalho localmente, com o apoio das superintendências regionais do ministério, e as exigências em relação aos agrotóxicos sugeridos, como eficiência, segurança e viabilidade. (Fonte: Danilo Macedo/ Agência Brasil)

how to train your dragon online how to train your dragon online
buy rare exports moivie high quality