13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Casal de tartarugas separa-se após relacionamento de mais de 100 anos

Funcionários de um zoológico na Suíça foram obrigados a separar os dois animais desde que a fêmea começou a atacar seu par sem razão aparente

Uma separação repentina entre um casal de tartarugas gigantes de 115 anos está intrigando funcionários do zoológico de répteis Reptilien Happ, localizado na cidade de Klagenfurt, na Áustria. Bibi e Poldi vivem juntos neste zoólogico há 36 anos, mas o relacionamento deles é mais antigo: de acordo com a diretora do zoológico, Helga Happ, eles estão juntos desde que eram muito novos.

Antes de chegar à Áustria, Bibi (fêmea) e Poldi (macho) viviam juntos em um outro zoológico, localizado na cidade de Basileia, na Suíça.

De acordo com Happ, desde outubro do ano passado, Bibi decidiu que não quer mais Poldi. Desde então, começou a atacar o ex-companheiro, cortando pedaços do casco.

Happ não sabe dizer o que pode ter levado a esse comportamento do casal e conta que não houve nenhuma mudança no ambiente ou na alimentação.

As tartarugas pesam 100 quilos cada, uma luta entre as duas poderia resultar em morte. Com essa preocupação, os funcionários do zoológico decidiram separar o casal, mas ainda não desistiram da reconciliação: a cada semana eles abrem as jaulas e tentam colocar os dois juntos.

Em entrevista por telefone ao site de VEJA, Happ disse que quando os funcionários abrem as jaulas, Bibi se mostra ameaçadora.

A equipe tentou unir novamente o casal com dicas de especialistas em relacionamento animal, usando, por exemplo, comidas afrodisíacas. Até aghora, nada funcionou.

Saiba mais

TARTARUGA GIGANTE
É a designação comum a diversas tartarugas terrestres, de grande porte, da família dos testudinídeos. São características de habitats insulares de regiões tropicais. O tempo de vida das tartarugas é bastante variado, dependendo de sua espécie e de onde elas vivem. Muitas delas vivem mais do que cem anos. De acordo com Helga Happ, diretora do zoológico de répteis onde vivem as tartarugas, Bibi e Poldi são originadas das Ilhas de Galápagos. As tartarugas típicas desse arquipélago, localizado a cerca de mil quilômetros da costa do Equador, são as que apresentam maiores dimensões, chegando a medir mais de 1,8 metro de comprimento e a pesar 200 quilos.

tartarugas gigantes

Depois de um período de mais de cem anos de convivência, Bibi começou a rejeitar seu companheiro Poldi mordendo seu casco (Divulgação Zoológico Reptilien Happ)

Fonte: Veja Ciência


23 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

EUA: grupos financiaram campanha para rejeitar mudanças climáticas

Documentos mostram como instituto em Chicago pretendia negar estudos científicos sobre o aquecimento global

Um novo escândalo sobre mudanças climáticas começou nos Estados Unidos depois que vieram à tona documentos que mostram que grupos de direita financiaram uma campanha para influenciar a maneira como se ensina a questão nas escolas.

Documentos sobre a estratégia e o orçamento interno da Heartland Institute, uma organização sem fins lucrativos com sede em Chicago (Illinois, centro-norte), foram revelados na semana passada, mostrando que 200 mil dólares seriam gastos em um “projeto sobre aquecimento global”.

O projeto pregaria que “o fato de que os seres humanos estão modificando o clima é uma controvérsia científica” e que é igualmente “controversa a confiança” dos modelos climatológicos, segundo os documentos.

Também são mencionados milhares de dólares em doações provenientes da indústria e investimentos em combustíveis fósseis, um doador anônimo que deu 1,25 milhão de dólares e uma gratificação de 300 mil dólares para o grupo de cientistas rejeitar as descobertas da ONU sobre a mudança climática.

O Heartland Institute disse que um dos documentos que vazou era falso, mas não comentou os outros e se negou a responder os pedidos de entrevista da AFP.

O escândalo ganhou novas dimensões nesta quarta-feira, quando um congressista pediu que seja realizada uma audiência para determinar se um dos cientistas mencionado nos documentos – um funcionário do Departamento do Interior dos Estados Unidos – recebeu remunerações indevidas da Heartland Institute para negar a mudança climática.

Segundo os documentos, Indur Goklany, diretor assistente na seção de políticas de projetos, ciência e tecnologia do Departamento do Interior, recebeu 1.000 dólares mensais para escrever artigos sobre economia e política para o Heartland Institute.

Supõe-se que os textos apareceriam em um livro do Painel Internacional Não-Governamental sobre a Mudança Climática (NIPCC, em sua sigla em inglês), um grupo internacional de cientistas que critica os relatórios das Nações Unidas sobre o tema.

Um congressista democrata do Arizona (sul), Raul Grijalva, solicitou uma audiência do plenário do Comitê de Recursos Naturais, mencionando que não está claro se Goklany recebeu os pagamentos – o que é ilegal para os funcionários federais – e se outros cientistas governamentais estão envolvidos.

“Nosso Comitê tem obrigação de responder a essas questões”, escreveu Grijalva, cuja proposta de audiência deve ser aprovada por seus colegas.

David Wojick, outro contratista governamental do Departamento de Energia (DOE), poderia ser investigado por suas supostas ligações com o grupo, depois de os documentos mostrarem que receberia 25 mil dólares trimestrais por redigir novos programas escolares.

Nos documentos, Wojick é mencionado como “consultor principal na inovação” da seção de Informação sobre Ciência e Tecnologia do DOE.

A filial americana da ONG Greenpeace mandou uma série de cartas para o governo, solicitando uma investigação urgente para determinar se os documentos revelam pagamentos ilegais a cientistas federais e em consequência um conflito de interesses.

Os documentos mostraram que o Heartland Institute, fundado em 1984, realiza “uma campanha multimilionária, há vários anos, para semear a confusão sobre a mudança climática e sobre a ciência” que estuda esse assunto, disse à AFP Kert Davies, diretor de pesquisas do Greenpeace americano.

Peter Gleick, um proeminente cientista da mudança climática, se infiltrou no Heartland Institute para obter os documentos e é acusado de ter feito isso de forma fraudulenta.

Fonte: AFP


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Datafolha indica que 80% rejeitam corte de proteção a matas

Uma pesquisa encomendada pelas principais organizações ambientalistas do país diz que cerca de 80% da população não aprova as mudanças no Código Florestal.

A nova versão dessa lei, que determina as áreas de mata que devem ser preservadas em propriedades rurais, foi aprovada no mês passado pela Câmara e agora aguarda votação no Senado.

Entre as mudanças no código estão, por exemplo, a isenção de reserva legal (proporção de uma fazenda que não pode ser desmatada) para pequenas propriedades, de até 400 hectares.

Também são liberadas para uso agrícola as chamadas APPs (Áreas de Preservação Permanente) consolidadas.

As APPs, como várzeas de rios e topos de morros, são ambientalmente frágeis e importantes, por exemplo, para a produção de água e proteção contra erosão.

Mas muitas são ocupadas há décadas por lavouras (daí o termo “consolidadas”), motivando a reivindicação para que seu uso seja liberado.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

 

A pesquisa Datafolha encomendada por ONGs como SOS Mata Atlântica e Amigos da Terra mostra, primeiro, que 62% dos quase 1.300 entrevistados “tomou conhecimento” da votação na Câmara dos Deputados.

Depois, todos os entrevistados, mesmo os que não acompanharam a votação, tinham de dizer o que achavam melhor: priorizar a proteção de florestas e rios, ainda que isso penalizasse a agricultura, ou priorizar a produção agrícola, ainda que com efeitos ambientais negativos. A primeira opção foi escolhida por 85% deles.

A maioria (77%) também se diz contra a isenção da obrigação de repor florestas desmatadas ilegalmente. Não houve diferenças significativas nas respostas dadas por entrevistados da zona rural e de áreas urbanas.

A pesquisa foi feita por telefone entre os dias 3 e 7 deste mês. O questionário era aplicado durante dez minutos. A margem de erro era de três pontos percentuais.

Na amostragem, houve predomínio de indivíduos do Sudeste (59% dos ouvidos, enquanto na população real os moradores da região correspondem a pouco mais de 40% dos brasileiros). A menor proporção foi de pessoas das regiões Norte e Centro-Oeste: 10% somando ambas.

Fonte: Folha.com, Reinaldo José Lopes, Editor de Ciência e Saúde






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Casal de tartarugas separa-se após relacionamento de mais de 100 anos

Funcionários de um zoológico na Suíça foram obrigados a separar os dois animais desde que a fêmea começou a atacar seu par sem razão aparente

Uma separação repentina entre um casal de tartarugas gigantes de 115 anos está intrigando funcionários do zoológico de répteis Reptilien Happ, localizado na cidade de Klagenfurt, na Áustria. Bibi e Poldi vivem juntos neste zoólogico há 36 anos, mas o relacionamento deles é mais antigo: de acordo com a diretora do zoológico, Helga Happ, eles estão juntos desde que eram muito novos.

Antes de chegar à Áustria, Bibi (fêmea) e Poldi (macho) viviam juntos em um outro zoológico, localizado na cidade de Basileia, na Suíça.

De acordo com Happ, desde outubro do ano passado, Bibi decidiu que não quer mais Poldi. Desde então, começou a atacar o ex-companheiro, cortando pedaços do casco.

Happ não sabe dizer o que pode ter levado a esse comportamento do casal e conta que não houve nenhuma mudança no ambiente ou na alimentação.

As tartarugas pesam 100 quilos cada, uma luta entre as duas poderia resultar em morte. Com essa preocupação, os funcionários do zoológico decidiram separar o casal, mas ainda não desistiram da reconciliação: a cada semana eles abrem as jaulas e tentam colocar os dois juntos.

Em entrevista por telefone ao site de VEJA, Happ disse que quando os funcionários abrem as jaulas, Bibi se mostra ameaçadora.

A equipe tentou unir novamente o casal com dicas de especialistas em relacionamento animal, usando, por exemplo, comidas afrodisíacas. Até aghora, nada funcionou.

Saiba mais

TARTARUGA GIGANTE
É a designação comum a diversas tartarugas terrestres, de grande porte, da família dos testudinídeos. São características de habitats insulares de regiões tropicais. O tempo de vida das tartarugas é bastante variado, dependendo de sua espécie e de onde elas vivem. Muitas delas vivem mais do que cem anos. De acordo com Helga Happ, diretora do zoológico de répteis onde vivem as tartarugas, Bibi e Poldi são originadas das Ilhas de Galápagos. As tartarugas típicas desse arquipélago, localizado a cerca de mil quilômetros da costa do Equador, são as que apresentam maiores dimensões, chegando a medir mais de 1,8 metro de comprimento e a pesar 200 quilos.

tartarugas gigantes

Depois de um período de mais de cem anos de convivência, Bibi começou a rejeitar seu companheiro Poldi mordendo seu casco (Divulgação Zoológico Reptilien Happ)

Fonte: Veja Ciência


23 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

EUA: grupos financiaram campanha para rejeitar mudanças climáticas

Documentos mostram como instituto em Chicago pretendia negar estudos científicos sobre o aquecimento global

Um novo escândalo sobre mudanças climáticas começou nos Estados Unidos depois que vieram à tona documentos que mostram que grupos de direita financiaram uma campanha para influenciar a maneira como se ensina a questão nas escolas.

Documentos sobre a estratégia e o orçamento interno da Heartland Institute, uma organização sem fins lucrativos com sede em Chicago (Illinois, centro-norte), foram revelados na semana passada, mostrando que 200 mil dólares seriam gastos em um “projeto sobre aquecimento global”.

O projeto pregaria que “o fato de que os seres humanos estão modificando o clima é uma controvérsia científica” e que é igualmente “controversa a confiança” dos modelos climatológicos, segundo os documentos.

Também são mencionados milhares de dólares em doações provenientes da indústria e investimentos em combustíveis fósseis, um doador anônimo que deu 1,25 milhão de dólares e uma gratificação de 300 mil dólares para o grupo de cientistas rejeitar as descobertas da ONU sobre a mudança climática.

O Heartland Institute disse que um dos documentos que vazou era falso, mas não comentou os outros e se negou a responder os pedidos de entrevista da AFP.

O escândalo ganhou novas dimensões nesta quarta-feira, quando um congressista pediu que seja realizada uma audiência para determinar se um dos cientistas mencionado nos documentos – um funcionário do Departamento do Interior dos Estados Unidos – recebeu remunerações indevidas da Heartland Institute para negar a mudança climática.

Segundo os documentos, Indur Goklany, diretor assistente na seção de políticas de projetos, ciência e tecnologia do Departamento do Interior, recebeu 1.000 dólares mensais para escrever artigos sobre economia e política para o Heartland Institute.

Supõe-se que os textos apareceriam em um livro do Painel Internacional Não-Governamental sobre a Mudança Climática (NIPCC, em sua sigla em inglês), um grupo internacional de cientistas que critica os relatórios das Nações Unidas sobre o tema.

Um congressista democrata do Arizona (sul), Raul Grijalva, solicitou uma audiência do plenário do Comitê de Recursos Naturais, mencionando que não está claro se Goklany recebeu os pagamentos – o que é ilegal para os funcionários federais – e se outros cientistas governamentais estão envolvidos.

“Nosso Comitê tem obrigação de responder a essas questões”, escreveu Grijalva, cuja proposta de audiência deve ser aprovada por seus colegas.

David Wojick, outro contratista governamental do Departamento de Energia (DOE), poderia ser investigado por suas supostas ligações com o grupo, depois de os documentos mostrarem que receberia 25 mil dólares trimestrais por redigir novos programas escolares.

Nos documentos, Wojick é mencionado como “consultor principal na inovação” da seção de Informação sobre Ciência e Tecnologia do DOE.

A filial americana da ONG Greenpeace mandou uma série de cartas para o governo, solicitando uma investigação urgente para determinar se os documentos revelam pagamentos ilegais a cientistas federais e em consequência um conflito de interesses.

Os documentos mostraram que o Heartland Institute, fundado em 1984, realiza “uma campanha multimilionária, há vários anos, para semear a confusão sobre a mudança climática e sobre a ciência” que estuda esse assunto, disse à AFP Kert Davies, diretor de pesquisas do Greenpeace americano.

Peter Gleick, um proeminente cientista da mudança climática, se infiltrou no Heartland Institute para obter os documentos e é acusado de ter feito isso de forma fraudulenta.

Fonte: AFP


14 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Datafolha indica que 80% rejeitam corte de proteção a matas

Uma pesquisa encomendada pelas principais organizações ambientalistas do país diz que cerca de 80% da população não aprova as mudanças no Código Florestal.

A nova versão dessa lei, que determina as áreas de mata que devem ser preservadas em propriedades rurais, foi aprovada no mês passado pela Câmara e agora aguarda votação no Senado.

Entre as mudanças no código estão, por exemplo, a isenção de reserva legal (proporção de uma fazenda que não pode ser desmatada) para pequenas propriedades, de até 400 hectares.

Também são liberadas para uso agrícola as chamadas APPs (Áreas de Preservação Permanente) consolidadas.

As APPs, como várzeas de rios e topos de morros, são ambientalmente frágeis e importantes, por exemplo, para a produção de água e proteção contra erosão.

Mas muitas são ocupadas há décadas por lavouras (daí o termo “consolidadas”), motivando a reivindicação para que seu uso seja liberado.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

 

A pesquisa Datafolha encomendada por ONGs como SOS Mata Atlântica e Amigos da Terra mostra, primeiro, que 62% dos quase 1.300 entrevistados “tomou conhecimento” da votação na Câmara dos Deputados.

Depois, todos os entrevistados, mesmo os que não acompanharam a votação, tinham de dizer o que achavam melhor: priorizar a proteção de florestas e rios, ainda que isso penalizasse a agricultura, ou priorizar a produção agrícola, ainda que com efeitos ambientais negativos. A primeira opção foi escolhida por 85% deles.

A maioria (77%) também se diz contra a isenção da obrigação de repor florestas desmatadas ilegalmente. Não houve diferenças significativas nas respostas dadas por entrevistados da zona rural e de áreas urbanas.

A pesquisa foi feita por telefone entre os dias 3 e 7 deste mês. O questionário era aplicado durante dez minutos. A margem de erro era de três pontos percentuais.

Na amostragem, houve predomínio de indivíduos do Sudeste (59% dos ouvidos, enquanto na população real os moradores da região correspondem a pouco mais de 40% dos brasileiros). A menor proporção foi de pessoas das regiões Norte e Centro-Oeste: 10% somando ambas.

Fonte: Folha.com, Reinaldo José Lopes, Editor de Ciência e Saúde