9 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Pele de mandíbula de jacaré é mais sensível que tato humano, diz estudo

Parte do corpo de jacarés e crocodilos estaria interligada a rede de nervos.
Sensibilidade a vibrações ajudam répteis a atacar presa rapidamente.

A pele encontrada em mandíbulas de jacarés e crocodilos pode ser mais sensível que a ponta dos dedos de seres humanos, sugere um estudo realizado pela Universidade Vanderbilt, dos Estados Unidos, publicado nesta quinta-feira (8) no periódico científico “The Journal of Experimental Biology”.

De acordo com a pesquisa, essa sensibilidade permite aos animais administrar sua mordida, podendo utilizar sua boca para carregar filhotes — contribuindo também com a eclosão de ovos– ou para agarrar uma presa em uma fração de segundo.

A investigação feita pelos cientistas norte-americanos Ken Catania e Duncan Leitch analisou saliências presentes na pele de jacarés e crocodilos, principalmente na parte existente na mandíbula.

Com a ajuda de imagens microscópicas, os pesquisadores identificaram que essas estruturas fazem parte de uma avançada rede de nervos, que possibilitam aos répteis sentir de forma rápida e eficaz vibrações e pressões.

Aquele fio de cabelo
Para obter os resultados, foram feitos testes com jacarés-americanos e crocodilos-do-Nilo em um aquário. Nos testes, foram jogados vários objetos e comidas, com o intuito de descrever a movimentação dos bichos. No entanto, o momento mais surpreendente foi quando um fio de cabelo foi atirado ao aquário.

A queda do fio de cabelo na água, e sua consequente vibração, fez os animais se movimentarem em busca do que havia causado a ondulação da água. Isto comprova que a pele desses répteis é mais sensível que a ponta dos dedos de seres humanos — uma das partes do corpo humano mais sensíveis ao toque.

Os pesquisadores descobriram ainda que crocodilos e jacarés podem abocanhar suas presas em um tempo de reação de 50 milésimos de segundo, graças à ativação de sua pele sensível. Os estudiosos ainda vão analisar mais detalhes para conseguir descobrir as regiões cerebrais responsáveis por estimular os nervos faciais.

Segundo cientistas, hipersensibilidade de mandíbula de jacarés e crocodilos fazem com que ataque a predadores seja rápido (Foto: Divulgação/Duncan Leitch)

Segundo cientistas, hipersensibilidade de mandíbula de jacarés e crocodilos fazem com que ataque a predadores seja rápido (Foto: Divulgação/Duncan Leitch)

Fonte: Globo Natureza


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas estudam mecanismo que faz as lagartixas grudarem na parede

Adesivo no dedo dos répteis permite fixação em superfícies verticais.
Força que prende os animais diminui quando as patas ficam molhadas.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Akron, no estado americano de Ohio, analisa a estrutura adesiva nos dedos das lagartixas que permite que elas se fixem às superfícies verticais por onde passam, como árvores e paredes. Os resultados estão publicados na atual edição da revista “Journal of Experimental Biology”.

Os cientistas avaliaram como esses répteis se comportam em lugares secos e úmidos, e como se esforçam para se manter presos quando o local está molhado.

A equipe, formada pelos pesquisadores Alyssa Stark, Timothy Sullivan e Peter Niewiarowski, queria saber como os animais da espécie Tokay (Gekko gecko) se comportam em seu habitat natural, ou seja, em florestas tropicais, onde costuma chover muito.

Em ambientes secos, por exemplo, as lagartixas são capazes de aguentar uma força de até 20 vezes o próprio peso, mas, quando as patas se encharcam – após 90 minutos, no caso dos testes realizados –, os indivíduos se desprenderam após uma força quase igual ao próprio peso.

Isso indica que esses animais podem caminhar por superfícies molhadas, mesmo que seus pezinhos estejam razoavelmente secos. No entanto, assim que as patas se molham, os répteis mal conseguem se segurar, pois os dedos deles são hidrofóbicos, ou seja, repelem a água.

De acordo com os autores, a estrutura de aderência na sola das patas das lagartixas contém pelos microscópicos, que são atraídos pelo solo por meio de uma interação entre moléculas chamada “força de van der Waals”.

Esse mecanismo de fixação altamente desenvolvido permite, por exemplo, que os répteis não escorreguem nem caiam da copa das árvores, por exemplo. Mas, no caso de um vidro vertical, liso e molhado, eles têm mais dificuldade de controlar o adesivo e, após alguns passos, acabam se desgrudando.

Os cientistas agora estão ansiosos para entender quanto tempo as lagartixas levam para se recuperar desse “encharcamento” e voltar à capacidade total da cola sob as patas.

Lagartixa valendo (Foto: Edward Ramirez/Journal of Experimental Biology)

Lagartixa tem adesivo nas patas que as faz grudar (Foto: Edward Ramirez/Journal of Experimental Biology)

Fonte: Globo Natureza


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

ONG Peta pede que encantadores de serpentes usem répteis falsos na Índia

Festival hindu que começa semana que vem registra maus tratos a animais.
Desrespeito a serpentes é crime no país desde 1972, mas prática continua.

A organização internacional de proteção aos animais Peta (sigla para Pessoas pela Ética no Tratamento de Animais) pediu nesta sexta-feira (20) que os encantadores de serpentes na Índia usem répteis de mentira em suas atuações durante um festival que começará na semana que vem.

Em comunicado, a organização não governamental (ONG) denunciou que as serpentes costumam ser maltratadas no festival hindu Naag Panchami, feito em homenagem à espécie e celebrado em vários pontos do país.

“Não há lugar em uma sociedade civilizada para arrancar os dentes das serpentes ou costurar suas bocas”, criticou o coordenador da Peta na Índia, Chani Singh.

Segundo a organização, os encantadores também obrigam frequentemente os répteis a beberem leite, o que provoca desidratação e às vezes leva os animais à morte semanas depois. Além disso, as glândulas que contêm o veneno das serpentes são perfuradas com uma agulha quente.

A Peta fez um pedido à instituição que representa os encantadores na Índia para que sejam usados répteis falsos. “Não caçamos serpentes nem organizamos o festival. Somos contra a crueldade”, disse à Agência Efe o porta-voz da instituição, Sandeep Mukherjee.

O porta-voz acrescentou que os encantadores de serpentes “não têm outra maneira de ganhar a vida” e pediu que o governo ajude a categoria, composta de milhares de pessoas.

Desde 1972, é crime na Índia capturar, maltratar ou matar serpentes, embora a legislação do país não tenha sido respeitada nos últimos anos e seja possível encontrar encantadores em diversos lugares.

Fonte: Globo Natureza


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa reforça tese de que dinossauros tinham sangue quente e metabolismo acelerado

Marcas de ossos que até então apareciam só em répteis indicando baixa na taxa do metabolismo foram encontradas em mamíferos

As evidências de que os dinossauros tinham metabolismo semelhante ao dos répteis, como sugerem algumas linhas de pesquisa, estão sendo derrubadas pouco a pouco e a teoria de que eles tinham sangue quente e metabolismo acelerado vem ganhando cada vez mais força.

Até então se acreditava que os dinossauros eram ectotérmicos, ou seja, não tinham o controle da temperatura do próprio corpo. Essa teoria era baseada nas evidências de fósseis de dinossauros, que apresentam marcas indicando que eles paravam de crescer quando havia condições adversas, como o frio ou a falta de comida.

Mas uma pesquisa divulgada pela revista Nature traz uma forte evidência que coloca em xeque a tese de ectotermia para os dinossauros — e a revelação veio por meio dos mamíferos.

A pesquisa, conduzida pela paleontologista Meike Köhler, do Instituto Catalão de Pesquisas e Estudos Avançados, mostrou que até mesmo os mamíferos, que são homeotérmicos (têm temperatura corporal constante), possuem as marcas de desenvolvimento sazonais nos ossos, chamadas de LAGs. A sigla vem da expressão em inglês ‘Lines of Arrested Growth’, que são sinais formados em períodos do ano quando o metabolismo desacelera, deixando os ossos mais densos. Foram analisados mamíferos de diversas partes do mundo, dos trópicos aos polos. Em todos esses habitats eles apresentam as marcas nos ossos. ”Isso significa que as LAGs não são mais argumento para dizer que os dinossauros são ectotérmicos”, disse Köler.
O anatomista John Hutchinson, do Colégio Real de Veterinária, de Londres, disse que o estudo derruba a tese de que mamíferos não podem ter as LAGs como parte natural do desenvolvimento.
Para Luiz Eduardo Anelli, especialista em dinossauros e autor do livro Dinos no Brasil,a pesquisa derruba um dos questionamentos que havia quanto ao metabolismo dos dinossauros. Segundo ele, além desta pesquisa, já havia outras evidências de que esses animais poderiam ter o sangue quente.
Fonte: Veja Ciência

28 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Lagartixa deixou de ter pata colante 9 vezes durante evolução, diz estudo

Cientistas verificaram ainda que sola adesiva reapareceu outras 11 vezes.
Pesquisa foi publicada na revista PLoS ONE.

Cientistas descobriram que durante o processo evolutivo das lagartixas, sua sola pegajosa — que gruda em diversos tipos de superfícies e ajuda o réptil a escalar paredes, desapareceu ao menos nove vezes, mas reapareceu outras 11 vezes, de acordo com estudo publicado nesta quarta-feira (27) na revista PLoS ONE.

A investigação científica aponta a existência de 1.450 espécies conhecidas de lagartixas, sendo que 60% delas têm patas com característica pegajoda e adesiva.

Um grupo de estudiosos da Universidade Villanova, na Pensilvânia, Estados Unidos, conseguiu construir uma árvore genealógica de lagartixas a partir da análise do DNA de muitas espécies. Em seguida, eles acrescentaram a informação sobre a existência de patas colantes, fato que ajudaria a determinar, em diferentes versões, quando essa característica surgiu.

O modelo mais provável alcançado pelos cientistas é que as patas pegajosas apareceram 11 vezes durante a formação das espécies, mas desapareceram em outras nove ocasiões ao longo da evolução da lagartixa.

Lagartixa foi flagrada tentando salvar amigo que havia sido capturado por cobra. (Foto: Reprodução/YouTube)

Lagartixas penduradas na parede. Característica pegajosa das patas sumiu ao menos nove vezes durante processo evolutivo de espécies, apontam cientistas. (Foto: Reprodução/YouTube)

Fonte: Globo Natureza


20 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Rafael Haddad ministra mini-curso de Manejo e Reprodução de Répteis em Cativeiro

Sábado, dia 16 de junho o presidente do IPEVS Rafael Haddad esteve em Bandeirantes ministrando mini-curso sobre Manejo e Reprodução de Répteis em Cativeiro.

O curso encerrou a programação do evento realizado pelo IPEVS, GEAS – Grupo de Estudo de Animais Selvagens e Centro Acadêmico 3 de setembro. O curso de Herpetologia e Biologia de Aranhas ocorreram nos dias 15 e 16 de junho na UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná, Campus Bandeirantes.

Graduandos do Curso de Ciências Biológicas e Medicina Veterinária participaram do curso, além dos estudantes do Campus de Bandeirantes, também estiveram presentes alunos da UENP – Campus Cornélio Procópio, UENP – Campus Jacarezinho e da UEL – Universidade Estadual de Londrina.

Rafael parabenizou a iniciativa dos estudantes em organizarem o evento que permite complementar o aprendizado e despertar o interesse principalmente em áreas que não fazem parte do cotidiano de muitas instituições de ensino.

Mini-curso de Manejo e Reprodução de Répteis em Cativeiro na UENP - Bandeirantes. Foto: IPEVS

 

Rafael Haddad Médico Veterinário e presidente do IPEVS, em parte prática do mini-curso. Foto: IPEVS

 

Participante do Curso promovido pelo IPEVS, GEAS e CA 3 de Setembro. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Casal de tartarugas separa-se após relacionamento de mais de 100 anos

Funcionários de um zoológico na Suíça foram obrigados a separar os dois animais desde que a fêmea começou a atacar seu par sem razão aparente

Uma separação repentina entre um casal de tartarugas gigantes de 115 anos está intrigando funcionários do zoológico de répteis Reptilien Happ, localizado na cidade de Klagenfurt, na Áustria. Bibi e Poldi vivem juntos neste zoólogico há 36 anos, mas o relacionamento deles é mais antigo: de acordo com a diretora do zoológico, Helga Happ, eles estão juntos desde que eram muito novos.

Antes de chegar à Áustria, Bibi (fêmea) e Poldi (macho) viviam juntos em um outro zoológico, localizado na cidade de Basileia, na Suíça.

De acordo com Happ, desde outubro do ano passado, Bibi decidiu que não quer mais Poldi. Desde então, começou a atacar o ex-companheiro, cortando pedaços do casco.

Happ não sabe dizer o que pode ter levado a esse comportamento do casal e conta que não houve nenhuma mudança no ambiente ou na alimentação.

As tartarugas pesam 100 quilos cada, uma luta entre as duas poderia resultar em morte. Com essa preocupação, os funcionários do zoológico decidiram separar o casal, mas ainda não desistiram da reconciliação: a cada semana eles abrem as jaulas e tentam colocar os dois juntos.

Em entrevista por telefone ao site de VEJA, Happ disse que quando os funcionários abrem as jaulas, Bibi se mostra ameaçadora.

A equipe tentou unir novamente o casal com dicas de especialistas em relacionamento animal, usando, por exemplo, comidas afrodisíacas. Até aghora, nada funcionou.

Saiba mais

TARTARUGA GIGANTE
É a designação comum a diversas tartarugas terrestres, de grande porte, da família dos testudinídeos. São características de habitats insulares de regiões tropicais. O tempo de vida das tartarugas é bastante variado, dependendo de sua espécie e de onde elas vivem. Muitas delas vivem mais do que cem anos. De acordo com Helga Happ, diretora do zoológico de répteis onde vivem as tartarugas, Bibi e Poldi são originadas das Ilhas de Galápagos. As tartarugas típicas desse arquipélago, localizado a cerca de mil quilômetros da costa do Equador, são as que apresentam maiores dimensões, chegando a medir mais de 1,8 metro de comprimento e a pesar 200 quilos.

tartarugas gigantes

Depois de um período de mais de cem anos de convivência, Bibi começou a rejeitar seu companheiro Poldi mordendo seu casco (Divulgação Zoológico Reptilien Happ)

Fonte: Veja Ciência


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS inicia mês de junho com Palestras

Logo bem cedinho no primeiro dia de junho o presidente do IPEVS Rafael Haddad ministrou palestra no Tiro de Guerra de Cornélio Procópio. A instrução do dia para os soldados foi sobre Acidentes com Animais Peçonhentos, assunto de fundamental importância já que estes soldados realizam missão á campo. Rafael Haddad apresentou os animais mais comuns que possivelmente ocasionam acidentes e informou sobre os procedimentos de primeiros socorros. Para finalizar Rafael realizou uma aula prática com os animais citados ao longo da instrução, proporcionando aos participantes sanar dúvidas frequentes sobre mitos que envolvem acidentes com abelhas, aranhas, escorpiões e serpentes.

No mesmo dia, no começo da noite, a equipe do IPEVS esteve presente no XIII Semana de Biologia e II Simpósio em Educação em Saúde e Ambiente para o Ensino de Ciência, evento realizado pelo Curso de Ciências Biológicas da UENP – Universidade do Norte do Paraná – Campus Jataizinho.

O Biólogo e Médico Veterinário Rafael Haddad participou do evento ministrando uma palestra sobre Manejo e Reprodução de Répteis em Cativeiro.  A palestra também teve uma parte prática, sendo possível aos alunos conhecerem técnicas e procedimentos essenciais no manejo de répteis.

A Drª Cristina M. Pasicchio professora e integrante da Comissão Organizadora do Evento salientou a importância do evento para os alunos do curso. É uma oportunidade dos graduandos terem contato com temas que não fazem parte do cotidiano do curso desta instituição.

Palestra sobre Acidente com Animais Peçonhentos, realizada pelo Médico Veterinário Rafael Haddad no Tiro de Guerra de Cornélio. Foto: IPEVS

 

Realização de aula prática na instrução para os soldados do Tiro de Guerra de Cornélio. Foto: IPEVS

 

Sargento Lopes agradeceu o presidente do IPEVS Rafael Haddad por ministrar palestra. Foto: IPEVS

 

Ainda no mesmo dia, no início da noite, a equipe do IPEVS esteve na UENP de Jacarezinho. Foto: IPEVS

 

Alunos do Curso de Ciências Biológicas da UENP de Jacarezinho em palestra ministrada por Rafael Haddad na XII Semana de Bio. Foto: IPEVS

Rafael Haddad e Lívea Almeida (Biólogos), realizando sexagem de serpente, parte prática do curso realizado na UENP em Jacarezinho. Foto: IPEVS


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Biólogos descobrem 24 espécies de lagarto, e todas estão ameaçadas

Animais da família ‘Scincidae’ são nativos do Caribe.
Predador reduz a população dos lagartos desde o século 19.

Tipo de lagarto nativo da Jamaica (Foto: Joseph Burgess, Penn State University)

Tipo de lagarto nativo da Jamaica (Foto: Joseph Burgess, Penn State University)

Um estudo publicado nesta segunda-feira (30) descreve 24 espécies ainda desconhecidas de lagarto que vivem na região do Caribe. Ao mesmo tempo em que entram nas páginas da “Zootaxa”, revista científica que traz a novidade, as espécies já vão para a lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Os lagartos recém-descobertos são todos da família Scincidae. Embora sejam semelhantes aos lagartos comuns, eles possuem características próprias. Alguns destes lagartos, em vez de pôr ovos, geram os filhotes dentro do ventre.

Blair Hegdes, pesquisador da Universidade da Pensilvânia e autor do estudo, acredita que esta peculiaridade esteja entre os fatores que colocaram em risco a existência destes animais. As fêmeas grávidas são mais lentas e vulneráveis aos predadores.

O principal predador dos lagartos é o mangusto, um mamífero carnívoro de pequeno porte. Os colonizadores levaram este animal da Índia para a região no século 19 para controlar o aumento da população de ratos, que tinham se tornado uma praga para as plantações de cana.

Além de atacar os ratos, os mangustos rapidamente incluíram os lagartos na dieta. A população dos répteis é muito pequena desde o início do século passado, por isso levou tanto tempo até que cientistas os descobrissem.

Os lagartos têm pequenas diferenças entre si que justificam a separação em tantas espécies. Desde o século 19, não havia na ciência a descrição de mais de 20 espécies de répteis de uma só vez.

Tipo de lagarto nativo de Antigua (Foto: Karl Questel, Penn State University)

Tipo de lagarto nativo de Antigua (Foto: Karl Questel, Penn State University)

Fonte: Globo Natureza


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Máfia da tartaruga’ deixa espécie sob ameaça de extinção

A intensificação da caça de tartarugas em Madagascar, que agem protegidos por um esquema que envolve autoridades corruptas, está ameaçando os répteis de extinção no Oceano Índico, segundo denúncia de ambientalistas.

Eles dizem que a crescente demanda local pela carne e no exterior pelo casco, usado como afrodisíaco, e pelo réptil como animal doméstico, favoreceu o que batizaram de “máfia das tartarugas”.

”Todo mundo está comendo e todo mundo está traficando. E assim que essas pessoas são levadas a julgamento, surgem organizações mafiosas que as ajudam a escapar”, afirma o presidente da ONG local Aliança de Grupos de Conservação, Ndranto Razakamanarina.

Segundo o relato de outro ambientalista, Tsilavo Rafeliarisoa, dois caçadores de tartarugas foram encontrados no ano passado no sul do Madagascar com 50 animais.

Mas é constante ver caçadores percorrendo vilarejos em grupos de até cem pessoas, que chegam a recolher milhares de tartarugas em algumas semanas.

Segundo os ambientalistas, eles costumam estar fortemente armados, a fim de coibir quem tentar impedi-los.

‘Sem defesa’ – ”Quando uma gangue de caçadores munida de armas e machetes chegam para roubar tartarugas, um vilarejo fica sem defesa”, afirma Rafeliarisoa.

Segundo o ambientalista, com o aumento de preços de alimentos, está crescendo o número de pessoas que comem tartarugas.

O animal se tornou um tira-gosto popular em cidades ao sul do país, Tsiombe e Belonka, até mesmo entre autoridades governamentais que deveriam estar à frente de campanhas para impedir a extinção desses répteis.

”Eles dizem ‘me dê o especial’. E o especial é carne de tartaruga. É um grande mercado”, afirma Rafeliarisoa.

Herilala Randrianahazo, da ONG Aliança pela Sobrevivência das Tartarugas, disse que recentemente esteve em Tsiombe e em Beloka, onde se fez passar por um turista para conferir quão regularmente a carne de tartarugas constava de menus de restaurantes.

Ele descobriu que um prato de carne de tartaruga, cozida no tomate, com alho e cebolas era vendido por US$ 2,50 (R$ 4) e servido em menos de 30 minutos.

”Eu mandei o prato de volta e o garçom me disse que poderia me arrumar algo diferente. Até mesmo um animal vivo, naquele mesmo instante”, conta Randrianahazo.

Afrodisíaco – Os grupos de traficantes de tartarugas são, segundo ambientalistas, bem organizados e chegam a vender os animais no mercado negro em países asiáticos, como a Tailândia.

Asiáticos ricos consideram as tartarugas animais domésticos exóticos e estão dispostos a pagar até US$ 10 mil por cada um (cerca de R$ 16 mil).

Seguidores da medicina tradicional asiática costumam comprar cascos de filhotes de tartarugas, a fim de usá-los em misturas que supostamente aumentam o desempenho sexual.

Ambientalistas contam que traficantes chegam a colocar até 400 animais dentro de suas bagagens, antes de embarcá-las para cidades como Bangcoc.

Fonte: Portal iG


« Página anterior





Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

setembro 2018
S T Q Q S S D
« mar    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

9 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Pele de mandíbula de jacaré é mais sensível que tato humano, diz estudo

Parte do corpo de jacarés e crocodilos estaria interligada a rede de nervos.
Sensibilidade a vibrações ajudam répteis a atacar presa rapidamente.

A pele encontrada em mandíbulas de jacarés e crocodilos pode ser mais sensível que a ponta dos dedos de seres humanos, sugere um estudo realizado pela Universidade Vanderbilt, dos Estados Unidos, publicado nesta quinta-feira (8) no periódico científico “The Journal of Experimental Biology”.

De acordo com a pesquisa, essa sensibilidade permite aos animais administrar sua mordida, podendo utilizar sua boca para carregar filhotes — contribuindo também com a eclosão de ovos– ou para agarrar uma presa em uma fração de segundo.

A investigação feita pelos cientistas norte-americanos Ken Catania e Duncan Leitch analisou saliências presentes na pele de jacarés e crocodilos, principalmente na parte existente na mandíbula.

Com a ajuda de imagens microscópicas, os pesquisadores identificaram que essas estruturas fazem parte de uma avançada rede de nervos, que possibilitam aos répteis sentir de forma rápida e eficaz vibrações e pressões.

Aquele fio de cabelo
Para obter os resultados, foram feitos testes com jacarés-americanos e crocodilos-do-Nilo em um aquário. Nos testes, foram jogados vários objetos e comidas, com o intuito de descrever a movimentação dos bichos. No entanto, o momento mais surpreendente foi quando um fio de cabelo foi atirado ao aquário.

A queda do fio de cabelo na água, e sua consequente vibração, fez os animais se movimentarem em busca do que havia causado a ondulação da água. Isto comprova que a pele desses répteis é mais sensível que a ponta dos dedos de seres humanos — uma das partes do corpo humano mais sensíveis ao toque.

Os pesquisadores descobriram ainda que crocodilos e jacarés podem abocanhar suas presas em um tempo de reação de 50 milésimos de segundo, graças à ativação de sua pele sensível. Os estudiosos ainda vão analisar mais detalhes para conseguir descobrir as regiões cerebrais responsáveis por estimular os nervos faciais.

Segundo cientistas, hipersensibilidade de mandíbula de jacarés e crocodilos fazem com que ataque a predadores seja rápido (Foto: Divulgação/Duncan Leitch)

Segundo cientistas, hipersensibilidade de mandíbula de jacarés e crocodilos fazem com que ataque a predadores seja rápido (Foto: Divulgação/Duncan Leitch)

Fonte: Globo Natureza


10 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas estudam mecanismo que faz as lagartixas grudarem na parede

Adesivo no dedo dos répteis permite fixação em superfícies verticais.
Força que prende os animais diminui quando as patas ficam molhadas.

Uma pesquisa feita pela Universidade de Akron, no estado americano de Ohio, analisa a estrutura adesiva nos dedos das lagartixas que permite que elas se fixem às superfícies verticais por onde passam, como árvores e paredes. Os resultados estão publicados na atual edição da revista “Journal of Experimental Biology”.

Os cientistas avaliaram como esses répteis se comportam em lugares secos e úmidos, e como se esforçam para se manter presos quando o local está molhado.

A equipe, formada pelos pesquisadores Alyssa Stark, Timothy Sullivan e Peter Niewiarowski, queria saber como os animais da espécie Tokay (Gekko gecko) se comportam em seu habitat natural, ou seja, em florestas tropicais, onde costuma chover muito.

Em ambientes secos, por exemplo, as lagartixas são capazes de aguentar uma força de até 20 vezes o próprio peso, mas, quando as patas se encharcam – após 90 minutos, no caso dos testes realizados –, os indivíduos se desprenderam após uma força quase igual ao próprio peso.

Isso indica que esses animais podem caminhar por superfícies molhadas, mesmo que seus pezinhos estejam razoavelmente secos. No entanto, assim que as patas se molham, os répteis mal conseguem se segurar, pois os dedos deles são hidrofóbicos, ou seja, repelem a água.

De acordo com os autores, a estrutura de aderência na sola das patas das lagartixas contém pelos microscópicos, que são atraídos pelo solo por meio de uma interação entre moléculas chamada “força de van der Waals”.

Esse mecanismo de fixação altamente desenvolvido permite, por exemplo, que os répteis não escorreguem nem caiam da copa das árvores, por exemplo. Mas, no caso de um vidro vertical, liso e molhado, eles têm mais dificuldade de controlar o adesivo e, após alguns passos, acabam se desgrudando.

Os cientistas agora estão ansiosos para entender quanto tempo as lagartixas levam para se recuperar desse “encharcamento” e voltar à capacidade total da cola sob as patas.

Lagartixa valendo (Foto: Edward Ramirez/Journal of Experimental Biology)

Lagartixa tem adesivo nas patas que as faz grudar (Foto: Edward Ramirez/Journal of Experimental Biology)

Fonte: Globo Natureza


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

ONG Peta pede que encantadores de serpentes usem répteis falsos na Índia

Festival hindu que começa semana que vem registra maus tratos a animais.
Desrespeito a serpentes é crime no país desde 1972, mas prática continua.

A organização internacional de proteção aos animais Peta (sigla para Pessoas pela Ética no Tratamento de Animais) pediu nesta sexta-feira (20) que os encantadores de serpentes na Índia usem répteis de mentira em suas atuações durante um festival que começará na semana que vem.

Em comunicado, a organização não governamental (ONG) denunciou que as serpentes costumam ser maltratadas no festival hindu Naag Panchami, feito em homenagem à espécie e celebrado em vários pontos do país.

“Não há lugar em uma sociedade civilizada para arrancar os dentes das serpentes ou costurar suas bocas”, criticou o coordenador da Peta na Índia, Chani Singh.

Segundo a organização, os encantadores também obrigam frequentemente os répteis a beberem leite, o que provoca desidratação e às vezes leva os animais à morte semanas depois. Além disso, as glândulas que contêm o veneno das serpentes são perfuradas com uma agulha quente.

A Peta fez um pedido à instituição que representa os encantadores na Índia para que sejam usados répteis falsos. “Não caçamos serpentes nem organizamos o festival. Somos contra a crueldade”, disse à Agência Efe o porta-voz da instituição, Sandeep Mukherjee.

O porta-voz acrescentou que os encantadores de serpentes “não têm outra maneira de ganhar a vida” e pediu que o governo ajude a categoria, composta de milhares de pessoas.

Desde 1972, é crime na Índia capturar, maltratar ou matar serpentes, embora a legislação do país não tenha sido respeitada nos últimos anos e seja possível encontrar encantadores em diversos lugares.

Fonte: Globo Natureza


5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesquisa reforça tese de que dinossauros tinham sangue quente e metabolismo acelerado

Marcas de ossos que até então apareciam só em répteis indicando baixa na taxa do metabolismo foram encontradas em mamíferos

As evidências de que os dinossauros tinham metabolismo semelhante ao dos répteis, como sugerem algumas linhas de pesquisa, estão sendo derrubadas pouco a pouco e a teoria de que eles tinham sangue quente e metabolismo acelerado vem ganhando cada vez mais força.

Até então se acreditava que os dinossauros eram ectotérmicos, ou seja, não tinham o controle da temperatura do próprio corpo. Essa teoria era baseada nas evidências de fósseis de dinossauros, que apresentam marcas indicando que eles paravam de crescer quando havia condições adversas, como o frio ou a falta de comida.

Mas uma pesquisa divulgada pela revista Nature traz uma forte evidência que coloca em xeque a tese de ectotermia para os dinossauros — e a revelação veio por meio dos mamíferos.

A pesquisa, conduzida pela paleontologista Meike Köhler, do Instituto Catalão de Pesquisas e Estudos Avançados, mostrou que até mesmo os mamíferos, que são homeotérmicos (têm temperatura corporal constante), possuem as marcas de desenvolvimento sazonais nos ossos, chamadas de LAGs. A sigla vem da expressão em inglês ‘Lines of Arrested Growth’, que são sinais formados em períodos do ano quando o metabolismo desacelera, deixando os ossos mais densos. Foram analisados mamíferos de diversas partes do mundo, dos trópicos aos polos. Em todos esses habitats eles apresentam as marcas nos ossos. ”Isso significa que as LAGs não são mais argumento para dizer que os dinossauros são ectotérmicos”, disse Köler.
O anatomista John Hutchinson, do Colégio Real de Veterinária, de Londres, disse que o estudo derruba a tese de que mamíferos não podem ter as LAGs como parte natural do desenvolvimento.
Para Luiz Eduardo Anelli, especialista em dinossauros e autor do livro Dinos no Brasil,a pesquisa derruba um dos questionamentos que havia quanto ao metabolismo dos dinossauros. Segundo ele, além desta pesquisa, já havia outras evidências de que esses animais poderiam ter o sangue quente.
Fonte: Veja Ciência

28 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Lagartixa deixou de ter pata colante 9 vezes durante evolução, diz estudo

Cientistas verificaram ainda que sola adesiva reapareceu outras 11 vezes.
Pesquisa foi publicada na revista PLoS ONE.

Cientistas descobriram que durante o processo evolutivo das lagartixas, sua sola pegajosa — que gruda em diversos tipos de superfícies e ajuda o réptil a escalar paredes, desapareceu ao menos nove vezes, mas reapareceu outras 11 vezes, de acordo com estudo publicado nesta quarta-feira (27) na revista PLoS ONE.

A investigação científica aponta a existência de 1.450 espécies conhecidas de lagartixas, sendo que 60% delas têm patas com característica pegajoda e adesiva.

Um grupo de estudiosos da Universidade Villanova, na Pensilvânia, Estados Unidos, conseguiu construir uma árvore genealógica de lagartixas a partir da análise do DNA de muitas espécies. Em seguida, eles acrescentaram a informação sobre a existência de patas colantes, fato que ajudaria a determinar, em diferentes versões, quando essa característica surgiu.

O modelo mais provável alcançado pelos cientistas é que as patas pegajosas apareceram 11 vezes durante a formação das espécies, mas desapareceram em outras nove ocasiões ao longo da evolução da lagartixa.

Lagartixa foi flagrada tentando salvar amigo que havia sido capturado por cobra. (Foto: Reprodução/YouTube)

Lagartixas penduradas na parede. Característica pegajosa das patas sumiu ao menos nove vezes durante processo evolutivo de espécies, apontam cientistas. (Foto: Reprodução/YouTube)

Fonte: Globo Natureza


20 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Rafael Haddad ministra mini-curso de Manejo e Reprodução de Répteis em Cativeiro

Sábado, dia 16 de junho o presidente do IPEVS Rafael Haddad esteve em Bandeirantes ministrando mini-curso sobre Manejo e Reprodução de Répteis em Cativeiro.

O curso encerrou a programação do evento realizado pelo IPEVS, GEAS – Grupo de Estudo de Animais Selvagens e Centro Acadêmico 3 de setembro. O curso de Herpetologia e Biologia de Aranhas ocorreram nos dias 15 e 16 de junho na UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná, Campus Bandeirantes.

Graduandos do Curso de Ciências Biológicas e Medicina Veterinária participaram do curso, além dos estudantes do Campus de Bandeirantes, também estiveram presentes alunos da UENP – Campus Cornélio Procópio, UENP – Campus Jacarezinho e da UEL – Universidade Estadual de Londrina.

Rafael parabenizou a iniciativa dos estudantes em organizarem o evento que permite complementar o aprendizado e despertar o interesse principalmente em áreas que não fazem parte do cotidiano de muitas instituições de ensino.

Mini-curso de Manejo e Reprodução de Répteis em Cativeiro na UENP - Bandeirantes. Foto: IPEVS

 

Rafael Haddad Médico Veterinário e presidente do IPEVS, em parte prática do mini-curso. Foto: IPEVS

 

Participante do Curso promovido pelo IPEVS, GEAS e CA 3 de Setembro. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Casal de tartarugas separa-se após relacionamento de mais de 100 anos

Funcionários de um zoológico na Suíça foram obrigados a separar os dois animais desde que a fêmea começou a atacar seu par sem razão aparente

Uma separação repentina entre um casal de tartarugas gigantes de 115 anos está intrigando funcionários do zoológico de répteis Reptilien Happ, localizado na cidade de Klagenfurt, na Áustria. Bibi e Poldi vivem juntos neste zoólogico há 36 anos, mas o relacionamento deles é mais antigo: de acordo com a diretora do zoológico, Helga Happ, eles estão juntos desde que eram muito novos.

Antes de chegar à Áustria, Bibi (fêmea) e Poldi (macho) viviam juntos em um outro zoológico, localizado na cidade de Basileia, na Suíça.

De acordo com Happ, desde outubro do ano passado, Bibi decidiu que não quer mais Poldi. Desde então, começou a atacar o ex-companheiro, cortando pedaços do casco.

Happ não sabe dizer o que pode ter levado a esse comportamento do casal e conta que não houve nenhuma mudança no ambiente ou na alimentação.

As tartarugas pesam 100 quilos cada, uma luta entre as duas poderia resultar em morte. Com essa preocupação, os funcionários do zoológico decidiram separar o casal, mas ainda não desistiram da reconciliação: a cada semana eles abrem as jaulas e tentam colocar os dois juntos.

Em entrevista por telefone ao site de VEJA, Happ disse que quando os funcionários abrem as jaulas, Bibi se mostra ameaçadora.

A equipe tentou unir novamente o casal com dicas de especialistas em relacionamento animal, usando, por exemplo, comidas afrodisíacas. Até aghora, nada funcionou.

Saiba mais

TARTARUGA GIGANTE
É a designação comum a diversas tartarugas terrestres, de grande porte, da família dos testudinídeos. São características de habitats insulares de regiões tropicais. O tempo de vida das tartarugas é bastante variado, dependendo de sua espécie e de onde elas vivem. Muitas delas vivem mais do que cem anos. De acordo com Helga Happ, diretora do zoológico de répteis onde vivem as tartarugas, Bibi e Poldi são originadas das Ilhas de Galápagos. As tartarugas típicas desse arquipélago, localizado a cerca de mil quilômetros da costa do Equador, são as que apresentam maiores dimensões, chegando a medir mais de 1,8 metro de comprimento e a pesar 200 quilos.

tartarugas gigantes

Depois de um período de mais de cem anos de convivência, Bibi começou a rejeitar seu companheiro Poldi mordendo seu casco (Divulgação Zoológico Reptilien Happ)

Fonte: Veja Ciência


4 de junho de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS inicia mês de junho com Palestras

Logo bem cedinho no primeiro dia de junho o presidente do IPEVS Rafael Haddad ministrou palestra no Tiro de Guerra de Cornélio Procópio. A instrução do dia para os soldados foi sobre Acidentes com Animais Peçonhentos, assunto de fundamental importância já que estes soldados realizam missão á campo. Rafael Haddad apresentou os animais mais comuns que possivelmente ocasionam acidentes e informou sobre os procedimentos de primeiros socorros. Para finalizar Rafael realizou uma aula prática com os animais citados ao longo da instrução, proporcionando aos participantes sanar dúvidas frequentes sobre mitos que envolvem acidentes com abelhas, aranhas, escorpiões e serpentes.

No mesmo dia, no começo da noite, a equipe do IPEVS esteve presente no XIII Semana de Biologia e II Simpósio em Educação em Saúde e Ambiente para o Ensino de Ciência, evento realizado pelo Curso de Ciências Biológicas da UENP – Universidade do Norte do Paraná – Campus Jataizinho.

O Biólogo e Médico Veterinário Rafael Haddad participou do evento ministrando uma palestra sobre Manejo e Reprodução de Répteis em Cativeiro.  A palestra também teve uma parte prática, sendo possível aos alunos conhecerem técnicas e procedimentos essenciais no manejo de répteis.

A Drª Cristina M. Pasicchio professora e integrante da Comissão Organizadora do Evento salientou a importância do evento para os alunos do curso. É uma oportunidade dos graduandos terem contato com temas que não fazem parte do cotidiano do curso desta instituição.

Palestra sobre Acidente com Animais Peçonhentos, realizada pelo Médico Veterinário Rafael Haddad no Tiro de Guerra de Cornélio. Foto: IPEVS

 

Realização de aula prática na instrução para os soldados do Tiro de Guerra de Cornélio. Foto: IPEVS

 

Sargento Lopes agradeceu o presidente do IPEVS Rafael Haddad por ministrar palestra. Foto: IPEVS

 

Ainda no mesmo dia, no início da noite, a equipe do IPEVS esteve na UENP de Jacarezinho. Foto: IPEVS

 

Alunos do Curso de Ciências Biológicas da UENP de Jacarezinho em palestra ministrada por Rafael Haddad na XII Semana de Bio. Foto: IPEVS

Rafael Haddad e Lívea Almeida (Biólogos), realizando sexagem de serpente, parte prática do curso realizado na UENP em Jacarezinho. Foto: IPEVS


2 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Biólogos descobrem 24 espécies de lagarto, e todas estão ameaçadas

Animais da família ‘Scincidae’ são nativos do Caribe.
Predador reduz a população dos lagartos desde o século 19.

Tipo de lagarto nativo da Jamaica (Foto: Joseph Burgess, Penn State University)

Tipo de lagarto nativo da Jamaica (Foto: Joseph Burgess, Penn State University)

Um estudo publicado nesta segunda-feira (30) descreve 24 espécies ainda desconhecidas de lagarto que vivem na região do Caribe. Ao mesmo tempo em que entram nas páginas da “Zootaxa”, revista científica que traz a novidade, as espécies já vão para a lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Os lagartos recém-descobertos são todos da família Scincidae. Embora sejam semelhantes aos lagartos comuns, eles possuem características próprias. Alguns destes lagartos, em vez de pôr ovos, geram os filhotes dentro do ventre.

Blair Hegdes, pesquisador da Universidade da Pensilvânia e autor do estudo, acredita que esta peculiaridade esteja entre os fatores que colocaram em risco a existência destes animais. As fêmeas grávidas são mais lentas e vulneráveis aos predadores.

O principal predador dos lagartos é o mangusto, um mamífero carnívoro de pequeno porte. Os colonizadores levaram este animal da Índia para a região no século 19 para controlar o aumento da população de ratos, que tinham se tornado uma praga para as plantações de cana.

Além de atacar os ratos, os mangustos rapidamente incluíram os lagartos na dieta. A população dos répteis é muito pequena desde o início do século passado, por isso levou tanto tempo até que cientistas os descobrissem.

Os lagartos têm pequenas diferenças entre si que justificam a separação em tantas espécies. Desde o século 19, não havia na ciência a descrição de mais de 20 espécies de répteis de uma só vez.

Tipo de lagarto nativo de Antigua (Foto: Karl Questel, Penn State University)

Tipo de lagarto nativo de Antigua (Foto: Karl Questel, Penn State University)

Fonte: Globo Natureza


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Máfia da tartaruga’ deixa espécie sob ameaça de extinção

A intensificação da caça de tartarugas em Madagascar, que agem protegidos por um esquema que envolve autoridades corruptas, está ameaçando os répteis de extinção no Oceano Índico, segundo denúncia de ambientalistas.

Eles dizem que a crescente demanda local pela carne e no exterior pelo casco, usado como afrodisíaco, e pelo réptil como animal doméstico, favoreceu o que batizaram de “máfia das tartarugas”.

”Todo mundo está comendo e todo mundo está traficando. E assim que essas pessoas são levadas a julgamento, surgem organizações mafiosas que as ajudam a escapar”, afirma o presidente da ONG local Aliança de Grupos de Conservação, Ndranto Razakamanarina.

Segundo o relato de outro ambientalista, Tsilavo Rafeliarisoa, dois caçadores de tartarugas foram encontrados no ano passado no sul do Madagascar com 50 animais.

Mas é constante ver caçadores percorrendo vilarejos em grupos de até cem pessoas, que chegam a recolher milhares de tartarugas em algumas semanas.

Segundo os ambientalistas, eles costumam estar fortemente armados, a fim de coibir quem tentar impedi-los.

‘Sem defesa’ – ”Quando uma gangue de caçadores munida de armas e machetes chegam para roubar tartarugas, um vilarejo fica sem defesa”, afirma Rafeliarisoa.

Segundo o ambientalista, com o aumento de preços de alimentos, está crescendo o número de pessoas que comem tartarugas.

O animal se tornou um tira-gosto popular em cidades ao sul do país, Tsiombe e Belonka, até mesmo entre autoridades governamentais que deveriam estar à frente de campanhas para impedir a extinção desses répteis.

”Eles dizem ‘me dê o especial’. E o especial é carne de tartaruga. É um grande mercado”, afirma Rafeliarisoa.

Herilala Randrianahazo, da ONG Aliança pela Sobrevivência das Tartarugas, disse que recentemente esteve em Tsiombe e em Beloka, onde se fez passar por um turista para conferir quão regularmente a carne de tartarugas constava de menus de restaurantes.

Ele descobriu que um prato de carne de tartaruga, cozida no tomate, com alho e cebolas era vendido por US$ 2,50 (R$ 4) e servido em menos de 30 minutos.

”Eu mandei o prato de volta e o garçom me disse que poderia me arrumar algo diferente. Até mesmo um animal vivo, naquele mesmo instante”, conta Randrianahazo.

Afrodisíaco – Os grupos de traficantes de tartarugas são, segundo ambientalistas, bem organizados e chegam a vender os animais no mercado negro em países asiáticos, como a Tailândia.

Asiáticos ricos consideram as tartarugas animais domésticos exóticos e estão dispostos a pagar até US$ 10 mil por cada um (cerca de R$ 16 mil).

Seguidores da medicina tradicional asiática costumam comprar cascos de filhotes de tartarugas, a fim de usá-los em misturas que supostamente aumentam o desempenho sexual.

Ambientalistas contam que traficantes chegam a colocar até 400 animais dentro de suas bagagens, antes de embarcá-las para cidades como Bangcoc.

Fonte: Portal iG


« Página anterior