12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Sem interesse de zoológicos, animais vivem em centro de triagem em RO

Rejeitada por zoológicos, onça parda está no centro há oito meses.
Pelo menos 30 animais aguardam para serem adotados, em Porto Velho.

Com aproximadamente 10 meses de idade, a onça parda Dodge, encontrada em julho do ano passado por um sitiante em São Miguel do Guaporé (RO), a 540 quilômetros de Porto Velho, continua no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Porto Velho, onde aguarda o interesse de zoológicos do país. Assim como Dodge, aproximadamente 30 animais, entre diversas espécies de macacos e aves, também aguardam para serem tranferidos a instituições competentes credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Após chegar ao centro de triagem,  a onça parda passou por um processo de enriquecimento ambiental para que começasse a desenvolver os seus instintos. Aos seis meses Dodge foi desmamado e passou a se alimentar exclusivamente de carne, sendo considerado apto para ser doado para instituições autorizadas.

A equipe do Cetas chegou a entrar em contato com zoológicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros, mas não houve interesse. De acordo com o veterinário Gilson Rios, possivelmente por já possuírem um animal da mesma espécie.

O Cetas também abriga um tucano e outras 13 aves, entre papagaios e uma arara. “Muitos chegam aqui machucados. Nós fazemos o tratamento, recuperamos e reabilitamos para que ele possa ser solto na natureza”, diz Rios. O veterinário salienta que parte dos animais que chegam ao centro de triagem não pode ser devolvida a natureza devido ao contato com seres humanos, que faz com que acabem perdendo o instinto, podendo não se readaptarem ao seu habitat.

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Sem interesse de zoológicos, os animais continuam no local até que o Ibama determine um destino para eles. No caso de Dodge, Gilson explica que a estrutura em que ele vive não é a ideal, mas foi projetada para suportar animais de grande porte. “O ideal seria um espaço maior, onde ele pudesse conviver com outros animais”, explica Rios.

Entre os 13 macacos aptos para doação para zoológicos estão sete da espécie prego, três barrigudos, dois macacos da noite e um macaco-aranha. Alguns já estão no local há pelo menos três anos e devem permanecer até que o Ibama encontre um lar para serem destinados.

O Cetas foi construído pela concessionária Santo Antônio Energia e deverá ser entregue ao Ibama. Ainda não há data definida para essa transferência. Por enquanto, o Centro de Triagens é mantido pela concessionária.

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Fonte: Globo Natureza


28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

 

Suindara (Tyto alba)

Coruja suindara conhecida também como coruja de igreja, coruja das torres, espécie que ocorre em todo o Brasil.  Assim como todas as corujas possuem excelente audição e visão, aves de hábito noturno e altamente especializadas na captura de pequenos roedores. Os filhotes de suindara geralmente permanecem na companhia de seus pais por um período necessário para aprender habilidades de caça.

O IPEVS recebeu três suindaras filhotes resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio. As aves receberam os cuidados da equipe do IPEVS.

No dia 23 de dezembro de 2012 foi realizada a soltura de uma das corujas que estava apta a voltar para natureza, depois de um trabalho de reabilitação da ave. Infelizmente os outros dois filhotes vieram a óbito.

Filhotes de suindara resgatado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o IPEVS. Foto: IPEVS

 

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad realizou a soltura da suindara. Foto: IPEVS

 

Corujinha – do- mato (Megascops choliba)

É uma das corujas mais comuns nas cidades e parques urbanos, esta espécie ocorre em todo o Brasil. Destacam-se em sua cabeça duas “orelhinhas”, penas salientes nesta região que lembram orelhas, ausente no individuo juvenil. A corujinha –do -mato é uma espécie pequena e alimenta-se principalmente de insetos como gafanhotos e mariposas.

O estagiário do IPEVS Eduardo Alves realizou o resgate de uma corujinha-do-mato que havia caído do ninho próximo a sua residência na cidade de Santa Mariana, e encaminhou a corujinha para o IPEVS.  A coruja ficou aos cuidados da equipe o tempo necessário para aprender a voar e caçar seu próprio alimento. Depois deste período foi realizada a soltura da ave.

Soltura da corujinha-do-mato realizada pela bióloga do IPEVS Renata Alfredo. Foto: IPEVS

 

Corujinha-do-mato pronta para voltar a natureza. Foto: IPEVS

 

Vale ressaltar que as corujas não trazem azar, como citado em muitas lendas. Na verdade elas são aves predadoras que mantêm o equilíbrio nas populações de suas presas, principalmente de roedores e insetos.

 

Falcão Quiriquiri (Falco sparverius)

O quiriquiri é o menor dos  falcões  e uma das menores aves de rapina do Brasil.  Ocorre em todo o Brasil exceto em regiões de florestas. De atividade diurna, alimentam-se de lagartixas, grandes insetos, roedores e pequenas cobras.  Utiliza suas garras para segurar a presa matando-a com o bico.

O IPEVS resgatou um quiriquiri na cidade de Cornélio, impossibilitado de voar. Chegando ao local o médico veterinário Rafael Haddad constatou que asa do falcão estava lesionada. O quiriquiri recebeu os cuidados necessários e permaneceu com a equipe do IPEVS. Após o período de recuperação o falcão estava apto a voltar para natureza e foi solto no domingo dia 23 de dezembro.

Quiriquiri resgato pelo IPEVS. Ave mantida em observação até sua completa recuperação. Foto: IPEVS

 

Recuperado o quiriquiri retornou a natureza. Foto: IPEVS

Gambá (Didelphis albiventris)

Na última ocasião na qual o IPEVS foi acionado para resgatar uma família de gambás, apenas três filhotes encontravam-se com vida que permaneceram sobre os cuidados da equipe do IPEVS (Click e confira http://ipevs.org.br/blog/?p=10723). Devido aos ferimentos apenas um dos filhotes resistiu.

O gambá recebeu atenção especial da estagiária do IPEVS Naiara Palumbo, o que possibilitou a  soltura do gambá também no dia 23 de dezembro.

Soltura gambá de orelha branca. Foto: IPEVS

 

Os animais foram soltos em locais distintos em áreas de reserva da região.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


10 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

IPEVS inicia mês de Agosto com resgates

O mês de Agosto começou com muito trabalho para equipe do IPEVS. Logo no primeiro dia do mês, dois resgates foram realizados pelos profissionais do instituto.

Exemplar de gato do mato pequeno translocado pela equipe do IPEVS (Foto: Rafael Haddad)

Exemplar de gato do mato pequeno translocado pela equipe do IPEVS (Foto: Rafael Haddad)

Acionada pelo caseiro do Sítio Santa Amélia, localizado na Água do Veado em Cornélio Procópio, a equipe do IPEVS foi verificar a captura, através de armadilha, de um suposto “filhote de jaguatirica” que estava comendo frangos na propriedade. Chegando ao local, Rafael Haddad e Renata Alfredo, se depararam com um felino da espécie Leopardus tigrinus conhecido popularmente como gato do mato pequeno. Através do uso de equipamentos de captura e contenção o animal foi transferido para uma caixa de transporte e levado do local, após exame clínico visual e constatação da saúde do gato do mato, o mesmo foi translocado para uma uma área de mata afastada, indicada pela chefia do IAP, e ganhou novamente a liberdade.

Macho de Didelphis albiventris ou Gambá de Orelha Branca, espécie que desenvolveu hábitos sinantrópicos. (Foto: Rafael Haddad)

Macho de Didelphis albiventris ou Gambá de Orelha Branca, espécie que desenvolveu hábitos sinantrópicos. (Foto: Rafael Haddad)

Poucos minutos após o retorno, a equipe recebeu outra ligação, agora do Corpo de Bombeiros, que relatava a presença de um gambá em uma residência do Jardim Vitória Régia. Imediatamente a equipe se deslocou até o local e constatou a presença de um indivíduo macho de Didelphis albiventris popularmente conhecido como Gambá ou Raposinha. O animal foi resgatado do local, e após exame clínico, foi translocado para uma outra área de vegetação preservada fora da zona urbana.

O aparecimento de animais silvestres próximos a residências é reflexo da diminuição das áreas naturais como as florestas. Os predadores se adaptaram para abater presas domésticas, mais mansas e que ficam normalmente confinadas. Já outros animais aproximam-se das cidades atrás de restos de alimentos humanos e de insetos que vivem em meio aos resíduos.

Caso você identifique a presença de um animal silvestre em sua residência entre em contato com órgãos especializados como o IBAMA, a Polícia Florestal e o IAP, ou contate instituições como o Corpo de Bombeiros e a equipe do IPEVS (atendemos somente em nossa região).

Fonte: Ascom do IPEVS


5 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Seca na Amazônia pode aumentar resgate de filhotes de peixe-boi

Após 30 horas de viagem de barco, equipes da Associação Amigos do peixe-boi (Ampa) chegaram nesta sexta-feira (5) a Manaus (AM) com o 11º filhote de peixe-boi encontrado debilitado neste ano.

Com aproximadamente dois meses, o espécime foi encontrado há duas semanas no povoado de Barreirinha (a 330 km da capital amazonense) enroscado em uma rede de pesca.

Em todo o ano passado, foram 13 ocorrências deste tipo. Segundo a Ampa, há risco deste número aumentar devido ao período de seca, quando os rios da Amazônia reduzem seus níveis e deixam à mostra exemplares da espécie ameaçada de extinção.

O filhote de peixe-boi resgatado foi levado ao laboratório de mamíferos aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde passará por tratamento para recuperar peso. Atualmente, o exemplar pesa 13 quilos enquanto deveria estar com 25 quilos.

Filhote de peixe-boi encontrado a 330 km de Manaus (AM) e que foi levado nesta sexta-feira (5) para tratamento no Inpa (Foto: Divulgação/Ampa)

Filhote de peixe-boi encontrado a 330 km de Manaus (AM) e que foi levado nesta sexta-feira (5) para tratamento no Inpa (Foto: Divulgação/Ampa)

Reintrodução
Os pesquisadores das duas instituições se organizam para iniciar em setembro um projeto de reintegração de peixes-bois à natureza. A intenção do programa é evitar o envelhecimento dos animais em cativeiro e ainda desafogar os tanques do Inpa, instituição que atualmente abriga 54 peixes-bois encontrados em operações ambientais ou que foram salvos por moradores.

A experiência de reintrodução já foi realizada em 2008, quando os biólogos liberaram três peixes-bois em rios da Amazônia com rastreadores. Entretanto, a tentativa não deu certo já que dois animais morreram e o terceiro desapareceu da área de cobertura do rastreador.

“Agora, vamos liberar os animais em um semicativeiro. Um lago existente em Manacapuru, cidade próxima a Manaus, onde os animais poderão se ambientar ao meio ambiente, sem risco de perda, e com acompanhamento dos técnicos para monitorar seu desenvolvimento”, afirmou Isabel Reis, bióloga da Ampa.

Envelhecimento
De acordo com ela, nesta primeira fase três peixes-bois (dois machos e uma fêmea) serão colocados neste lago pelo período de um ano, com rádio-transmissores presos à cintura. Após os 12 meses de monitoramento, eles serão liberados em rios da região amazônica. A intenção é recolocar três ou mais animais anualmente em seu habitat de origem.

“Isto vai contribuir para desafogar os tanques do Inpa, mas, principalmente, fará com que o animal volte a seu habitat. A maioria dos exemplares de peixe-boi vive cerca de 65 anos. Não tem como ficar com um animal tanto tempo em cativeiro”, disse Isabel.

Fonte: Eduardo Carvalho/Globo Natureza


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Filhote órfão de galago adota bebê babuíno como mãe no Quênia

Os dois animais têm poucos meses de vida e vivem em orfanato de Nairóbi.
Eles foram resgatados da selva após serem abandonados pelos pais.

Uma galago, espécie de pequeno macaco da África, órfão de três meses adotou como mãe uma fêmea de babuíno (papio cynocephalus) de apenas sete meses no Orfanato Animal de Nairóbi, no Quênia.

A babuína, que também se desprendeu dos pais, foi resgatada da selva em Maralal, no norte do país, enquanto o pequeno primata galago veio de Nyeri, na região central. Os dois animais não se desgrudam e caminham juntos por todas as direções no Serviço da Vida Selvagem do Quênia, onde fica o orfanato.

Filhote de galago (esquerda) adotou babuíno fêmea como mãe no orfanato animal de Nairóbi, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

Filhote de galago (esquerda) adotou babuíno fêmea como mãe no orfanato animal de Nairóbi, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

 

O filhote de galago tem três meses de idade, enquanto a filhote de babuíno tem sete meses (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

O filhote de galago tem três meses de idade, enquanto a filhote de babuíno tem sete meses (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Animais silvestres são achados com frequência nas ruas e casas de Salvador

Bichos são enviados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres.
Desmatamento e grande quantidade de alimentos são alguns dos motivos.

Cobra está entre os animais mais encontrados pelos moradores (Foto: Reprodução/TVBA)

Cobra está entre os animais mais encontrados pelos moradores (Foto: Reprodução/TVBA)

É cada vez maior o número de animais silvestres que aparecem nas cidades por causa do desmatamento e atraídos pela grande quantidade de alimentos. Em muitos bairros de Salvador tem sido comum encontrar cobras, pássaros e até raposas.

Imagine o susto de quem se depara com uma jiboia de quase dois metros que está hoje no Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (Cetas), no Cabula. Ela foi encontrada na última quarta-feira (8), dentro de uma caixa de registro de água, no bairro do Barbalho. A espécie não é venenosa, mas pode matar por asfixia se enrolando no corpo da presa. Só este mês chegaram ao Cetas 27 cobras entre jiboias e sucuris, quatro a mais do que em maio do ano passado.

Além de cobras, micos, corujas e gaviões são os animais mais encontrados por moradores dentro de casa ou nas ruas de Salvador. Um carcará com uma asa ferida foi resgatado pela polícia ambiental depois de ter sido localizado em um prédio do Stiep. Já um araçari, da mesma família do tucano, invadiu uma loja em São Cristóvão e foi capturado pelos vendedores.

Muitos animais chegam ao Centro machucados. Os mais debilitados são aqueles apreendidos nas operações de combate ao tráfico de animais.

Os animais de comportamento mais manso são levados para zoológicos ou instituições de pesquisa porque, segundo os biólogos, eles não têm condições de se alimentar sozinhos na natureza e seriam presas fáceis para outras espécies.

Fonte: Do G1 BA, com informações da TV BA






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12 de março de 2013 | nenhum comentário »

Sem interesse de zoológicos, animais vivem em centro de triagem em RO

Rejeitada por zoológicos, onça parda está no centro há oito meses.
Pelo menos 30 animais aguardam para serem adotados, em Porto Velho.

Com aproximadamente 10 meses de idade, a onça parda Dodge, encontrada em julho do ano passado por um sitiante em São Miguel do Guaporé (RO), a 540 quilômetros de Porto Velho, continua no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Porto Velho, onde aguarda o interesse de zoológicos do país. Assim como Dodge, aproximadamente 30 animais, entre diversas espécies de macacos e aves, também aguardam para serem tranferidos a instituições competentes credenciadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Dodge está com cerca de nove meses (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Arara faz parte dos animais aptos para serem doados a zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Após chegar ao centro de triagem,  a onça parda passou por um processo de enriquecimento ambiental para que começasse a desenvolver os seus instintos. Aos seis meses Dodge foi desmamado e passou a se alimentar exclusivamente de carne, sendo considerado apto para ser doado para instituições autorizadas.

A equipe do Cetas chegou a entrar em contato com zoológicos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros, mas não houve interesse. De acordo com o veterinário Gilson Rios, possivelmente por já possuírem um animal da mesma espécie.

O Cetas também abriga um tucano e outras 13 aves, entre papagaios e uma arara. “Muitos chegam aqui machucados. Nós fazemos o tratamento, recuperamos e reabilitamos para que ele possa ser solto na natureza”, diz Rios. O veterinário salienta que parte dos animais que chegam ao centro de triagem não pode ser devolvida a natureza devido ao contato com seres humanos, que faz com que acabem perdendo o instinto, podendo não se readaptarem ao seu habitat.

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Papagaio e outras espécies de aves fazem parte da lista de animais aptos para doação à zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Sem interesse de zoológicos, os animais continuam no local até que o Ibama determine um destino para eles. No caso de Dodge, Gilson explica que a estrutura em que ele vive não é a ideal, mas foi projetada para suportar animais de grande porte. “O ideal seria um espaço maior, onde ele pudesse conviver com outros animais”, explica Rios.

Entre os 13 macacos aptos para doação para zoológicos estão sete da espécie prego, três barrigudos, dois macacos da noite e um macaco-aranha. Alguns já estão no local há pelo menos três anos e devem permanecer até que o Ibama encontre um lar para serem destinados.

O Cetas foi construído pela concessionária Santo Antônio Energia e deverá ser entregue ao Ibama. Ainda não há data definida para essa transferência. Por enquanto, o Centro de Triagens é mantido pela concessionária.

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Diversas espécies de macacos aguardam o interesse de zoológicos (Foto: Ivanete Damasceno/G1)

Fonte: Globo Natureza


28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

 

Suindara (Tyto alba)

Coruja suindara conhecida também como coruja de igreja, coruja das torres, espécie que ocorre em todo o Brasil.  Assim como todas as corujas possuem excelente audição e visão, aves de hábito noturno e altamente especializadas na captura de pequenos roedores. Os filhotes de suindara geralmente permanecem na companhia de seus pais por um período necessário para aprender habilidades de caça.

O IPEVS recebeu três suindaras filhotes resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio. As aves receberam os cuidados da equipe do IPEVS.

No dia 23 de dezembro de 2012 foi realizada a soltura de uma das corujas que estava apta a voltar para natureza, depois de um trabalho de reabilitação da ave. Infelizmente os outros dois filhotes vieram a óbito.

Filhotes de suindara resgatado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o IPEVS. Foto: IPEVS

 

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad realizou a soltura da suindara. Foto: IPEVS

 

Corujinha – do- mato (Megascops choliba)

É uma das corujas mais comuns nas cidades e parques urbanos, esta espécie ocorre em todo o Brasil. Destacam-se em sua cabeça duas “orelhinhas”, penas salientes nesta região que lembram orelhas, ausente no individuo juvenil. A corujinha –do -mato é uma espécie pequena e alimenta-se principalmente de insetos como gafanhotos e mariposas.

O estagiário do IPEVS Eduardo Alves realizou o resgate de uma corujinha-do-mato que havia caído do ninho próximo a sua residência na cidade de Santa Mariana, e encaminhou a corujinha para o IPEVS.  A coruja ficou aos cuidados da equipe o tempo necessário para aprender a voar e caçar seu próprio alimento. Depois deste período foi realizada a soltura da ave.

Soltura da corujinha-do-mato realizada pela bióloga do IPEVS Renata Alfredo. Foto: IPEVS

 

Corujinha-do-mato pronta para voltar a natureza. Foto: IPEVS

 

Vale ressaltar que as corujas não trazem azar, como citado em muitas lendas. Na verdade elas são aves predadoras que mantêm o equilíbrio nas populações de suas presas, principalmente de roedores e insetos.

 

Falcão Quiriquiri (Falco sparverius)

O quiriquiri é o menor dos  falcões  e uma das menores aves de rapina do Brasil.  Ocorre em todo o Brasil exceto em regiões de florestas. De atividade diurna, alimentam-se de lagartixas, grandes insetos, roedores e pequenas cobras.  Utiliza suas garras para segurar a presa matando-a com o bico.

O IPEVS resgatou um quiriquiri na cidade de Cornélio, impossibilitado de voar. Chegando ao local o médico veterinário Rafael Haddad constatou que asa do falcão estava lesionada. O quiriquiri recebeu os cuidados necessários e permaneceu com a equipe do IPEVS. Após o período de recuperação o falcão estava apto a voltar para natureza e foi solto no domingo dia 23 de dezembro.

Quiriquiri resgato pelo IPEVS. Ave mantida em observação até sua completa recuperação. Foto: IPEVS

 

Recuperado o quiriquiri retornou a natureza. Foto: IPEVS

Gambá (Didelphis albiventris)

Na última ocasião na qual o IPEVS foi acionado para resgatar uma família de gambás, apenas três filhotes encontravam-se com vida que permaneceram sobre os cuidados da equipe do IPEVS (Click e confira http://ipevs.org.br/blog/?p=10723). Devido aos ferimentos apenas um dos filhotes resistiu.

O gambá recebeu atenção especial da estagiária do IPEVS Naiara Palumbo, o que possibilitou a  soltura do gambá também no dia 23 de dezembro.

Soltura gambá de orelha branca. Foto: IPEVS

 

Os animais foram soltos em locais distintos em áreas de reserva da região.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


10 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

IPEVS inicia mês de Agosto com resgates

O mês de Agosto começou com muito trabalho para equipe do IPEVS. Logo no primeiro dia do mês, dois resgates foram realizados pelos profissionais do instituto.

Exemplar de gato do mato pequeno translocado pela equipe do IPEVS (Foto: Rafael Haddad)

Exemplar de gato do mato pequeno translocado pela equipe do IPEVS (Foto: Rafael Haddad)

Acionada pelo caseiro do Sítio Santa Amélia, localizado na Água do Veado em Cornélio Procópio, a equipe do IPEVS foi verificar a captura, através de armadilha, de um suposto “filhote de jaguatirica” que estava comendo frangos na propriedade. Chegando ao local, Rafael Haddad e Renata Alfredo, se depararam com um felino da espécie Leopardus tigrinus conhecido popularmente como gato do mato pequeno. Através do uso de equipamentos de captura e contenção o animal foi transferido para uma caixa de transporte e levado do local, após exame clínico visual e constatação da saúde do gato do mato, o mesmo foi translocado para uma uma área de mata afastada, indicada pela chefia do IAP, e ganhou novamente a liberdade.

Macho de Didelphis albiventris ou Gambá de Orelha Branca, espécie que desenvolveu hábitos sinantrópicos. (Foto: Rafael Haddad)

Macho de Didelphis albiventris ou Gambá de Orelha Branca, espécie que desenvolveu hábitos sinantrópicos. (Foto: Rafael Haddad)

Poucos minutos após o retorno, a equipe recebeu outra ligação, agora do Corpo de Bombeiros, que relatava a presença de um gambá em uma residência do Jardim Vitória Régia. Imediatamente a equipe se deslocou até o local e constatou a presença de um indivíduo macho de Didelphis albiventris popularmente conhecido como Gambá ou Raposinha. O animal foi resgatado do local, e após exame clínico, foi translocado para uma outra área de vegetação preservada fora da zona urbana.

O aparecimento de animais silvestres próximos a residências é reflexo da diminuição das áreas naturais como as florestas. Os predadores se adaptaram para abater presas domésticas, mais mansas e que ficam normalmente confinadas. Já outros animais aproximam-se das cidades atrás de restos de alimentos humanos e de insetos que vivem em meio aos resíduos.

Caso você identifique a presença de um animal silvestre em sua residência entre em contato com órgãos especializados como o IBAMA, a Polícia Florestal e o IAP, ou contate instituições como o Corpo de Bombeiros e a equipe do IPEVS (atendemos somente em nossa região).

Fonte: Ascom do IPEVS


5 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Seca na Amazônia pode aumentar resgate de filhotes de peixe-boi

Após 30 horas de viagem de barco, equipes da Associação Amigos do peixe-boi (Ampa) chegaram nesta sexta-feira (5) a Manaus (AM) com o 11º filhote de peixe-boi encontrado debilitado neste ano.

Com aproximadamente dois meses, o espécime foi encontrado há duas semanas no povoado de Barreirinha (a 330 km da capital amazonense) enroscado em uma rede de pesca.

Em todo o ano passado, foram 13 ocorrências deste tipo. Segundo a Ampa, há risco deste número aumentar devido ao período de seca, quando os rios da Amazônia reduzem seus níveis e deixam à mostra exemplares da espécie ameaçada de extinção.

O filhote de peixe-boi resgatado foi levado ao laboratório de mamíferos aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde passará por tratamento para recuperar peso. Atualmente, o exemplar pesa 13 quilos enquanto deveria estar com 25 quilos.

Filhote de peixe-boi encontrado a 330 km de Manaus (AM) e que foi levado nesta sexta-feira (5) para tratamento no Inpa (Foto: Divulgação/Ampa)

Filhote de peixe-boi encontrado a 330 km de Manaus (AM) e que foi levado nesta sexta-feira (5) para tratamento no Inpa (Foto: Divulgação/Ampa)

Reintrodução
Os pesquisadores das duas instituições se organizam para iniciar em setembro um projeto de reintegração de peixes-bois à natureza. A intenção do programa é evitar o envelhecimento dos animais em cativeiro e ainda desafogar os tanques do Inpa, instituição que atualmente abriga 54 peixes-bois encontrados em operações ambientais ou que foram salvos por moradores.

A experiência de reintrodução já foi realizada em 2008, quando os biólogos liberaram três peixes-bois em rios da Amazônia com rastreadores. Entretanto, a tentativa não deu certo já que dois animais morreram e o terceiro desapareceu da área de cobertura do rastreador.

“Agora, vamos liberar os animais em um semicativeiro. Um lago existente em Manacapuru, cidade próxima a Manaus, onde os animais poderão se ambientar ao meio ambiente, sem risco de perda, e com acompanhamento dos técnicos para monitorar seu desenvolvimento”, afirmou Isabel Reis, bióloga da Ampa.

Envelhecimento
De acordo com ela, nesta primeira fase três peixes-bois (dois machos e uma fêmea) serão colocados neste lago pelo período de um ano, com rádio-transmissores presos à cintura. Após os 12 meses de monitoramento, eles serão liberados em rios da região amazônica. A intenção é recolocar três ou mais animais anualmente em seu habitat de origem.

“Isto vai contribuir para desafogar os tanques do Inpa, mas, principalmente, fará com que o animal volte a seu habitat. A maioria dos exemplares de peixe-boi vive cerca de 65 anos. Não tem como ficar com um animal tanto tempo em cativeiro”, disse Isabel.

Fonte: Eduardo Carvalho/Globo Natureza


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Filhote órfão de galago adota bebê babuíno como mãe no Quênia

Os dois animais têm poucos meses de vida e vivem em orfanato de Nairóbi.
Eles foram resgatados da selva após serem abandonados pelos pais.

Uma galago, espécie de pequeno macaco da África, órfão de três meses adotou como mãe uma fêmea de babuíno (papio cynocephalus) de apenas sete meses no Orfanato Animal de Nairóbi, no Quênia.

A babuína, que também se desprendeu dos pais, foi resgatada da selva em Maralal, no norte do país, enquanto o pequeno primata galago veio de Nyeri, na região central. Os dois animais não se desgrudam e caminham juntos por todas as direções no Serviço da Vida Selvagem do Quênia, onde fica o orfanato.

Filhote de galago (esquerda) adotou babuíno fêmea como mãe no orfanato animal de Nairóbi, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

Filhote de galago (esquerda) adotou babuíno fêmea como mãe no orfanato animal de Nairóbi, no Quênia (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

 

O filhote de galago tem três meses de idade, enquanto a filhote de babuíno tem sete meses (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

O filhote de galago tem três meses de idade, enquanto a filhote de babuíno tem sete meses (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


13 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Animais silvestres são achados com frequência nas ruas e casas de Salvador

Bichos são enviados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres.
Desmatamento e grande quantidade de alimentos são alguns dos motivos.

Cobra está entre os animais mais encontrados pelos moradores (Foto: Reprodução/TVBA)

Cobra está entre os animais mais encontrados pelos moradores (Foto: Reprodução/TVBA)

É cada vez maior o número de animais silvestres que aparecem nas cidades por causa do desmatamento e atraídos pela grande quantidade de alimentos. Em muitos bairros de Salvador tem sido comum encontrar cobras, pássaros e até raposas.

Imagine o susto de quem se depara com uma jiboia de quase dois metros que está hoje no Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama (Cetas), no Cabula. Ela foi encontrada na última quarta-feira (8), dentro de uma caixa de registro de água, no bairro do Barbalho. A espécie não é venenosa, mas pode matar por asfixia se enrolando no corpo da presa. Só este mês chegaram ao Cetas 27 cobras entre jiboias e sucuris, quatro a mais do que em maio do ano passado.

Além de cobras, micos, corujas e gaviões são os animais mais encontrados por moradores dentro de casa ou nas ruas de Salvador. Um carcará com uma asa ferida foi resgatado pela polícia ambiental depois de ter sido localizado em um prédio do Stiep. Já um araçari, da mesma família do tucano, invadiu uma loja em São Cristóvão e foi capturado pelos vendedores.

Muitos animais chegam ao Centro machucados. Os mais debilitados são aqueles apreendidos nas operações de combate ao tráfico de animais.

Os animais de comportamento mais manso são levados para zoológicos ou instituições de pesquisa porque, segundo os biólogos, eles não têm condições de se alimentar sozinhos na natureza e seriam presas fáceis para outras espécies.

Fonte: Do G1 BA, com informações da TV BA