26 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

BA inaugura unidade para transformar resíduos em matéria-prima

Erguer paredes com resíduos petroquímicos e transformar compostos de enxofre descartados em insumo nobre para a indústria de cosméticos. Esses são exemplos do que se pretende fazer no Cita (Centro de Inovação e Tecnologia Ambiental), inaugurado nesta quinta-feira (25) no polo de Camaçari (BA).

Trata-se de uma aposta da Cetrel, empresa que trata efluentes e monitora o meio ambiente do complexo industrial, localizado a 50 km de Salvador.

Uma equipe de técnicos tem a missão de descobrir processos que agreguem valor comercial ao material descartado pelos clientes industriais.

A unidade, que recebeu investimentos de R$ 15 milhões da Cetrel, já desenvolve projetos para reaproveitar resíduos plásticos, metálicos, e compostos de enxofre descartados.

Os três devem ter plantas-piloto em funcionamento até o próximo ano e receberão financiamento de R$ 90 milhões do Finep, empresa do Ministério da Ciência e Tecnologia que fomenta a inovação.

No caso dos resíduos petroquímicos, o Cita desenvolveu tecnologia para produzir “madeira plástica” a partir da mistura com fibra de celulose.

O processo transformará em material de construção civil cerca de mil toneladas mensais de resina descartada pela Braskem, indústria petroquímica controlada pelo Grupo Odebrecht. A fibra de celulose virá de outra indústria instalada no polo de Camaçari.

“Resolvemos o problema da Braskem e produzimos uma material mais barato que a ‘madeira plástica’ feita nos EUA. Acreditamos que é possível absorver 0,5% do mercado brasileiro de madeiras, que alcança R$ 28 bilhões”, diz Alexandre Machado, responsável pelo desenvolvimento e inovação em produtos.

PATENTES

Até o momento, o Cita já solicitou quatro registros de patentes e pretende apresentar outros dez nos próximos meses.

Para o diretor-presidente da Cetrel, Ney Silva, o centro representa a mudança de estratégia da empresa, que foi criada há 33 anos para “destruir resíduos” e descartar aquilo que poderia ser absorvido pela natureza.

“Mudamos a rota. A ideia é que todo o resíduo se transforme em nova matéria-prima. Desenvolvemos [os processos] em laboratório, fazemos a planta-piloto, patenteamos e depois vamos licenciar a tecnologia para alguém operar [e produzir em maior escala]“, diz .

A Cetrel, que investirá de 7% a 10% de seu faturamento no novo centro, também desenvolve um projeto paralelo para produzir bioenergia a partir de resíduos do processamento da cana-de-açúcar, como a vinhaça e o bagaço.

A ideia da empresa é se tornar parceira de usinas de todo o Brasil. Uma planta-piloto já foi instalada na Paraíba e outra deve ser montada em Pernambuco.

“O propósito é gerar biogás, para depois transformá-lo em energia elétrica, o que é um passo muito curto e de baixo investimento”, diz o diretor-presidente.

Fonte: Gustavo Hennemann, Enviado especial a Camaçari(BA), Folha.com


17 de maio de 2011 | nenhum comentário »

O futuro da energia nuclear

Artigo de José Goldemberg publicado no Estado de São Paulo de ontem (16).

Existem tecnologias que resolvem problemas importantes e vieram para ficar. Outras atravessam um “período de ouro”, perdem importância ou até desaparecem.

 

Automóveis, por exemplo, desenvolvidos no início do século 20, mudaram a face da civilização como a conhecemos. E mesmo que as reservas mundiais de petróleo se esgotem, soluções técnicas vão ser encontradas para mantê-los circulando.

 

Outras tecnologias promissoras enfrentaram problemas e foram abandonadas. Um bom exemplo é o dos zepelins, enormes balões cheios de hidrogênio que abriram caminho para viagens aéreas intercontinentais na década de 1930, época em que a aviação comercial ainda engatinhava. Mas bastou o acidente com o Hindenburg, zepelim alemão que se incendiou em Nova Jersey (EUA), em 1937, para selar o destino dessa tecnologia.

 

A energia nuclear parece atravessar um desses períodos críticos: ela teve uma “época de ouro” entre 1970 e 1980, quando entraram em funcionamento cerca de 30 novos reatores nucleares por ano. Após o acidente nuclear de Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979, e em Chernobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, em 1986, o entusiasmo por essa tecnologia diminuiu muito e desde então apenas dois ou três reatores entraram em funcionamento por ano. Houve uma estagnação da expansão do uso dessa energia.

 

As causas dessa estagnação são complexas: por um lado, a resistência do público, preocupado com os riscos da energia nuclear; e, por outro, razões mais pragmáticas, como o seu custo elevado. Apesar desses problemas, a produção de energia nuclear não resulta em emissões de gases responsáveis pelo aquecimento da Terra, que é o caso quando se produz energia elétrica com combustíveis fósseis, como carvão ou gás natural. As preocupações com o efeito estufa levaram vários ambientalistas a apoiar uma “renascença nuclear”.

 

Mas eis que acontece o desastre de Fukushima, com gravidade comparável à de Chernobyl, afetando diretamente centenas de milhares de pessoas e espalhando inquietações sobre o efeito da radiação nuclear numa vasta área do Japão e de países vizinhos. O setor nuclear tem tentado minimizar a gravidade do acidente no Japão, atribuindo-o a eventos raríssimos, como um terremoto de alta intensidade seguido por tsunami, que dificilmente ocorreriam em outros locais. Essa é uma estratégia equivocada, que pode satisfazer engenheiros nucleares, mas não os setores mais esclarecidos da população e governos de muitos países.

 

Reatores nucleares contêm dentro deles uma enorme quantidade de radioatividade e o problema é sempre o de evitar que ela se espalhe, como se verificou em Chernobyl. Sucede que não é preciso um terremoto e um tsunami para que isso aconteça. Bastam falhas mecânicas e erros humanos, como ocorreu em Three Mile Island. Segurança total não existe.

 

É possível melhorar o desempenho dos reatores e torná-los mais seguros, mas isso acarretará custos mais elevados, o que tornará a energia nuclear ainda menos competitiva do que já é em relação a outras formas de geração de eletricidade. Além disso, a grande maioria dos reatores nucleares atualmente em uso começou a funcionar 30 ou 40 anos atrás e forçosamente eles terão de ser “aposentados” em breve – os de Fukushima funcionam há mais de 40 anos. A redução da vida útil dos reatores diminuirá, certamente, sua competitividade econômica.

 

Mais ainda, será preciso resolver de vez o problema do armazenamento permanente dos resíduos nucleares, que se arrasta há décadas. Até hoje os elementos combustíveis usados, que são altamente radiativos, são depositados em piscinas situadas ao lado dos reatores – e um dos problemas em Fukushima foi a radioatividade liberada quando o nível da água da piscina baixou. Só nos Estados Unidos existem essas piscinas ao lado dos 104 reatores lá existentes. Em Angra dos Reis a situação é a mesma.

 

Finalmente, há o problema de quem pagará pelas compensações para a população atingida pelos acidentes nucleares. Os limites fixados pelos governos para cobrir esses danos são atualmente muito baixo se deverão aumentar muito. Como resultado dessas inquietações e incertezas, está em curso uma reavaliação, em grande número de países, sobre o futuro da “renascença nuclear” e da sobrevivência da própria opção do uso de reatores nucleares para a geração de eletricidade. Alguns países já adotaram o que se chama de “estratégia de saída”, pela qual novos reatores não serão construídos.

 

A Bélgica e a Suíça já adotaram essa política, bem como o Chile e a Alemanha. A China suspendeu a autorização para a construção de mais usinas até que seja feito um reestudo completo das suas condições de segurança. Nos Estados Unidos, acaba de ser abandonado o projeto de construção de dois reatores no Estado do Texas, os primeiros a serem iniciados após mais de 30 nos de moratória nuclear. Outros países, provavelmente, seguirão o mesmo caminho, sobretudo os que dispõem de outras opções mais econômicas e menos perigosas para a geração de energia elétrica.

 

Esse é, claramente, o caso do Brasil, onde existe um amplo potencial hidrelétrico a explorar, bem como a cogeração de eletricidade nas usinas de açúcar e álcool, e também a energia eólica. A Agência Internacional de Energia Atômica reduziu sua projeção de novos reatores nucleares no mundo para 2035 em 50%. Alguns países, como a França, onde quase 75% da eletricidade têm origem nuclear, e até mesmo o Japão, que não tem muitos recursos naturais, aumentarão o uso do gás, o que, consequentemente, aumentará as emissões de carbono. Haverá, nesse caso, escolhas difíceis.

 

Mas o aquecimento global ocorrerá num horizonte de tempo longo e prevenir novos acidentes nucleares é uma tarefa urgente.

 

Fonte: José Goldemberg é professor da USP.


27 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Geração de lixo em 2010 foi seis vezes superior ao crescimento da população

O Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2010, quantia 6,8% superior ao registrado em 2009 e seis vezes superior ao índice de crescimento populacional urbano apurado no mesmo período.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (26), são do Panorama dos Resíduos Sólidos, estudo feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). O levantamento aponta que a média de lixo gerado por pessoa no país foi de 378 quilos (kg), montante 5,3% superior ao de 2009 (359 kg).

Mesmo com o aumento da geração de resíduos, o crescimento da coleta de lixo apresentou crescimento expressivo, superior à geração. Em 2010, das 60,8 milhões de toneladas geradas, 54,1 milhões de toneladas foram coletadas, quantidade 7,7% superior à de 2009.

O levantamento identifica ainda uma melhora na destinação final dos resíduos sólidos urbanos: 57,6% do total coletado tiveram destinação adequada, sendo encaminhados a aterros sanitários, ante um índice de 56,8% no ano de 2009.

Mesmo assim, a quantidade de resíduos encaminhados a lixões ainda permanece alta. “Quase 23 milhões de toneladas de resíduos seguiram para os lixões, em comparação a 21 milhões de toneladas em 2009”, afirmou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

Em relação à reciclagem, o estudo mostra tendência de crescimento, mas em ritmo menor ao da geração de lixo. Em 2010, 57,6% dos municípios brasileiros afirmaram ter iniciativas de coleta seletiva, ante 56,6% em 2009. “É importante considerar que, em muitos casos, as iniciativas resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária”, ressaltou o diretor.

Fonte: Bruno Bocchini/ Agência Brasil

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14 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Projeto regulamenta recolhimento de pilhas e baterias usadas

Uma resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) admite o descarte de alguns tipos de pilhas e baterias, como as comuns e alcalinas, no lixo doméstico ou de uma empresa.

Mas o ex-senador Gerson Camata (PMDB-ES) considera que o correto é determinar o recolhimento e armazenamento adequado de todas as unidades usadas, e não apenas as que contêm componentes considerados tóxicos como o chumbo, níquel-cádmio e óxido de mercúrio.

Para isso apresentou um projeto de lei, aprovado nesta terça-feira (12) na Comissão de Assuntos Econômicos, com obrigações para estabelecimentos que vendem pilhas ou baterias.

A ideia é que esses locais recebam dos consumidores as unidades usadas e que posteriormente esse material seja recolhido pelos fabricantes ou importadores.

“Para tanto, esses estabelecimentos ficarão obrigados a instalar coletores, em local visível e de fácil acesso aos consumidores. O rótulo das pilhas e baterias deverá informar o consumidor sobre a correta devolução das unidades usadas”, explica o senador Waldemir Moka (PMDB-MS).

Quem desrespeitar a norma sofrerá sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na legislação ambiental.

O projeto de lei segue para a votação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

Fonte: Folha.com

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31 de março de 2011 | nenhum comentário »

Empresas usam resíduos agrícolas para produzir PET

Iniciativas ainda são alvo de dúvidas e controvérsias; presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET diz que desconhece a patente.

A Pepsico anunciou recentemente ter conseguido produzir uma garrafa apenas com resíduos agrícolas, como cascas de pinheiro, laranja e batata. Em 2012, a empresa colocará a embalagem experimentalmente no mercado, num projeto-piloto. Depois, a ideia é expandir o seu uso. Desde o ano passado, a Coca-Cola produz a “plant bottle” (garrafa vegetal, em tradução livre) – embalagem feita com até 30% de cana-de-açúcar.

 

Nos dois casos, a boa notícia é a substituição de uma fonte não renovável – o petróleo – por outra renovável na produção do PET (sigla para politereftalato de etileno). A demanda por PET só cresce no País. De 1994 até 2010, o aumento chegou a 525% – no último ano foram produzidas 500 mil toneladas.

 

Mas as iniciativas ainda são controversas. Até mesmo o presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), Auri Marçon, tem dúvidas. Ele louva a iniciativa das empresas em pesquisar matérias primas mais sustentáveis, mas faz ressalvas. Diz não conhecer “o pulo do gato” que permitiu à Pepsico fazer uma garrafa apenas com resíduos agrícolas. “Tentei inúmeros caminhos e não consegui descobrir a rota. Os cientistas do setor de PET desconhecem a rota química ou a patente que tenha sido adotada e dizem que isso é um desafio extraordinariamente difícil”, afirmou Marçon.

 

Para ele, é preciso ter cuidado ao falar de um produto “que ainda não está na mão”. “Respeito, porque é empresa de renome, mas gostaria de entender melhor como fizeram.” O Estado solicitou entrevista à Pepsico, mas ela não foi concedida.

 

Dificuldades técnicas – O plástico PET é produzido a partir da reação química de dois componentes: MEG (monoetileno glicol), responsável por cerca de 30% de seu peso, e o PTA (ácido politereftálico), responsável pelos 70% restantes. Segundo a Coca-Cola, “atualmente, podemos produzir em escala industrial o MEGa partir de origem vegetal”.

 

A empresa diz, porém, que trabalha “para desenvolver o outro componente, o PTA, também a partir de fonte vegetal renovável”. Mas não há previsão de quando o objetivo será alcançado.

 

Marçon mostra uma incongruência no caso da Coca-Cola. Ele explica que o resíduo da cana é mandado do Brasil para a Índia, onde está parte da matéria prima, para produzir o MEG. A resina PET é fabricada no país asiático e depois volta para o Brasil para embalar o refrigerante.

“Se for levar em consideração essa equação logística, provavelmente não há um equilíbrio ambiental, não é viável em termos de meio ambiente. Porque vai transportar o líquido lá para a Ásia, olha a emissão que se tem de combustível de navio”, avalia o presidente da Abipet. Mas ele também afirma que, no futuro, esse conceito pode trazer bons resultados.

 

Distribuição – A plant bottle da Coca ainda hoje é comercializada no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belo Horizonte, em Curitiba, no Recife e em Porto Alegre. O processo é usado para produzir embalagens de 500 ml e 600ml – mas ainda não atingiu o total fabricado dessas garrafas. A empresa não informou, porém, quanto do total produzido hoje é de plant bottle. Segundo a assessoria de imprensa da Coca, a meta da empresa “é que, até 2014, todos os seus produtos comercializados em embalagens PET sejam em plant bottle”.

 

Abacaxi e banana viram plástico para veículos

Um super plástico para carros feito com fibras retiradas de abacaxi e banana foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros. Segundo Alcides Leão, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), as propriedades desse plástico são “incríveis”. “Eles são leves, mas muito fortes – 30% mais leves e entre três e quatro vezes mais fortes”, afirma o pesquisador.

 

De acordo com ele, o plástico poderá ser usado na fabricação de diversas partes de carros, como para-choques e painéis. O plástico criado tem outra vantagem: como deixará os carros mais leves, levará a uma economia de combustível. Leão afirma que esses plásticos poderão ser usados em dois anos.

 

Em 2009, outro brasileiro, o professor de engenharia química Leonardo Simon, mostrou

na Universidade de Waterloo, no Canadá, que a palha do trigo poderia fazer parte de peças de veículos e substituir materiais não renováveis obtidos por meio da mineração.

A palha é uma alternativa viável ao uso de carbonato de cálcio, talco e mica.

 

Transformada em um pó, ela é misturada com polipropileno (plástico) e pode formar peças tanto para aparte interna quanto para a externa dos veículos. Em 2010, o novo plástico já era utilizado em algumas peças do carro Ford Flex.

O Estado de São Paulo


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Fundação desenvolve carvão “limpo”

Além de reduzir em mais de 60% as emissões de gases de efeito estufa em relação às técnicas hoje empregadas, o novo sistema permite o reaproveitamento dos resíduos do processo

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A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FTDE), instituto de pesquisa aplicada fundado por professores da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema de produção de carvão vegetal mais limpo, em circuito fechado.

 

Além de reduzir em mais de 60% as emissões de gases de efeito estufa em relação às técnicas hoje empregadas, o novo sistema permite o reaproveitamento dos resíduos do processo, que podem ser refinados e dar origem a produtos químicos com amplo uso na indústria, como alcatrão, ácido acético e metanol.

 

A unidade-piloto que testará o sistema em escala comercial está prevista para ser construída na região do Vale do Ribeira (SP). Mas faltam recursos para colocá-la em operação, pois o projeto está desde o ano passado em análise pelo BNDES.

Fonte: Jornal da Ciência


30 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Menos resíduos e mais vantagens – software ajuda na matemática da construção civil

Quem já passou por uma reforma ou uma obra sabe a quantidade de resíduos que pode ser gerado.

Pensando nisso, o professor de matemática da Fundação Centro de Análise de Pesquisa e Inovação Tecnológica, Fucapi, Antonio Roberto de Deus Carvalho, desenvolveu o projeto “A matemática na construção civil”, com alunos do que cursam o 2º ano do ensino médio.

O projeto recebe apoio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior, Pibic Jr, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, FAPEAM.

O Pibic consiste no apoio financeiro a ações que promovam a inserção de estudantes do ensino médio em projetos de pesquisa em instituições do estado do Amazonas.

O sistema utiliza o programa Excel para facilitar o cálculo financeiro e quantitativo da construção. “O sistema se utiliza de padrões comuns usados por engenheiros e mestres de obras em construções de casas populares, além de exemplos matemáticos para o desenvolvimento do software”, explicou o professor.

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*Com informações da FAPEAM.

Fonte: Danielle Jordan / Ambientebrasil


21 de abril de 2010 | nenhum comentário »

Governo e municípios cobram ações ambientais de grandes geradores de resíduos

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos reuniu na tarde desta quinta-feira (15), em Curitiba, os grandes geradores de resíduos, técnicos do Programa Desperdício Zero e representantes dos 22 municípios paranaenses que mais geram resíduos, o chamado G22. A reunião teve como principal objetivo a cobrança e soluções ambientais para a efetivação de uma política de recolhimento dos resíduos gerados no Estado.

Para o coordenador de recursos sólidos da Secretaria, Laerty Dudas, a Secretaria vem desenvolvendo um trabalho de chamamento com representantes de diversos setores para possa concretizar uma política de recolhimento eficaz nos municípios paranaenses.

“Conseguimos importantes avanços mas para a verdadeira efetivação dessas ações precisamos contar com o apoio das empresas responsáveis que geram esses resíduos no Estado”, destacou Dudas.

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Portanto, durante todo o dia os representantes das empresas receberam informações e reivindicações dos 22 municípios paranaenses – considerados os pólos responsáveis pelo maior volume de destinação de resíduos – quanto ao recolhimento de pneus, materiais de informática, isopor e vidros.

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“Essas são as principais dificuldades que temos enfrentado em nossos municípios, às vezes, os próprios revendedores de informática, por exemplo, nos procuram para saber a destinação correta e não sabemos informar” comentou o secretário municipal do meio ambiente de Maringá, Diniz Afonso.

Já o representante da Associação Técnica Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica (Abinee), Denis Chequer Angher, comentou durante a reunião que já foi apresentado um plano onde constam os pontos de coletas para sucatas do setor de informática, mas reconhece que falta divulgação desses pontos.

“O interesse dos municípios e do Governo do Estado é o mesmo que o nosso, por isso devemos delinear algumas ações conjuntas para evitar que esses passivos comprometam o meio ambiente”, destaca o representante.

Um dos setores que foi mais discutido e que apresenta uma demanda maior é o da destinação dos pneus nos municípios paranaenses. Os representantes do G22 reclamaram sobre a falta de periodicidade no recolhimento dos resíduos nos municípios de Tamarana, Apucarana, Terra Rica, Paranavaí e Santa Cruz do Monte Castelo.

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O gerente geral da empresa responsável pelo recolhimento dos pneus, a Reciclanip, César Faccio, explica que o trabalho de recolhimento de pneus é realizado em todo o território nacional e que no estado do Paraná, principalmente, tiveram alguns problemas porque dependem do principal receptor desse material que é o Cimento Votorantim.

Segundo ele os maquinários da empresa que estão localizados no município de Rio Branco do Sul estão passando por constantes adequações e, conseqüentemente, param de funcionar.

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“O atraso neste recolhimento é devido a essas constantes paradas mas mesmo assim estamos efetuando o recolhimento e destinando para outros estados”, destaca Faccio.

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DADOS – O representante destaca ainda que só no Brasil, em 2009, foram destinados mais 250 mil toneladas e 70% deste valor são utilizados como matéria-prima nas indústrias cimenteiras. A expectativa é que este número chegue a 310 mil toneladas até dezembro de 2010.

No Paraná duas novas empresas passarão a utilizar os pneus inservíveis como matéria – prima. Em 2011 as empresas passarão a contar com o chip de borracha em suas produções onde serão triturados os pneus e utilizados.

Para o coordenador de recursos sólidos da Secretaria, Laerty Dudas, e todos os representantes do G22 a notícia foi muito bem aceita porque com isso irá contribuir para a redução no número de pneus destinados no meio ambiente.

A série de reuniões encerrou no final da tarde desta quinta-feira (15) com a participação do presidente da Associação Brasileira de Poliestireno Expandido – Isopor (EPS), Albano Schimidt, que avaliou como positivo o encontro e também acredita que foi dado o primeiro passo para solucionar os problemas.

“Saio da reunião extremamente feliz, pois percebi que a Secretaria está com um processo correto para solucionar o problema da destinação do isopor no Estado do Paraná”, finalizou Schimidt.

Fonte: SEMA – PR

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BA inaugura unidade para transformar resíduos em matéria-prima

Erguer paredes com resíduos petroquímicos e transformar compostos de enxofre descartados em insumo nobre para a indústria de cosméticos. Esses são exemplos do que se pretende fazer no Cita (Centro de Inovação e Tecnologia Ambiental), inaugurado nesta quinta-feira (25) no polo de Camaçari (BA).

Trata-se de uma aposta da Cetrel, empresa que trata efluentes e monitora o meio ambiente do complexo industrial, localizado a 50 km de Salvador.

Uma equipe de técnicos tem a missão de descobrir processos que agreguem valor comercial ao material descartado pelos clientes industriais.

A unidade, que recebeu investimentos de R$ 15 milhões da Cetrel, já desenvolve projetos para reaproveitar resíduos plásticos, metálicos, e compostos de enxofre descartados.

Os três devem ter plantas-piloto em funcionamento até o próximo ano e receberão financiamento de R$ 90 milhões do Finep, empresa do Ministério da Ciência e Tecnologia que fomenta a inovação.

No caso dos resíduos petroquímicos, o Cita desenvolveu tecnologia para produzir “madeira plástica” a partir da mistura com fibra de celulose.

O processo transformará em material de construção civil cerca de mil toneladas mensais de resina descartada pela Braskem, indústria petroquímica controlada pelo Grupo Odebrecht. A fibra de celulose virá de outra indústria instalada no polo de Camaçari.

“Resolvemos o problema da Braskem e produzimos uma material mais barato que a ‘madeira plástica’ feita nos EUA. Acreditamos que é possível absorver 0,5% do mercado brasileiro de madeiras, que alcança R$ 28 bilhões”, diz Alexandre Machado, responsável pelo desenvolvimento e inovação em produtos.

PATENTES

Até o momento, o Cita já solicitou quatro registros de patentes e pretende apresentar outros dez nos próximos meses.

Para o diretor-presidente da Cetrel, Ney Silva, o centro representa a mudança de estratégia da empresa, que foi criada há 33 anos para “destruir resíduos” e descartar aquilo que poderia ser absorvido pela natureza.

“Mudamos a rota. A ideia é que todo o resíduo se transforme em nova matéria-prima. Desenvolvemos [os processos] em laboratório, fazemos a planta-piloto, patenteamos e depois vamos licenciar a tecnologia para alguém operar [e produzir em maior escala]“, diz .

A Cetrel, que investirá de 7% a 10% de seu faturamento no novo centro, também desenvolve um projeto paralelo para produzir bioenergia a partir de resíduos do processamento da cana-de-açúcar, como a vinhaça e o bagaço.

A ideia da empresa é se tornar parceira de usinas de todo o Brasil. Uma planta-piloto já foi instalada na Paraíba e outra deve ser montada em Pernambuco.

“O propósito é gerar biogás, para depois transformá-lo em energia elétrica, o que é um passo muito curto e de baixo investimento”, diz o diretor-presidente.

Fonte: Gustavo Hennemann, Enviado especial a Camaçari(BA), Folha.com


17 de maio de 2011 | nenhum comentário »

O futuro da energia nuclear

Artigo de José Goldemberg publicado no Estado de São Paulo de ontem (16).

Existem tecnologias que resolvem problemas importantes e vieram para ficar. Outras atravessam um “período de ouro”, perdem importância ou até desaparecem.

 

Automóveis, por exemplo, desenvolvidos no início do século 20, mudaram a face da civilização como a conhecemos. E mesmo que as reservas mundiais de petróleo se esgotem, soluções técnicas vão ser encontradas para mantê-los circulando.

 

Outras tecnologias promissoras enfrentaram problemas e foram abandonadas. Um bom exemplo é o dos zepelins, enormes balões cheios de hidrogênio que abriram caminho para viagens aéreas intercontinentais na década de 1930, época em que a aviação comercial ainda engatinhava. Mas bastou o acidente com o Hindenburg, zepelim alemão que se incendiou em Nova Jersey (EUA), em 1937, para selar o destino dessa tecnologia.

 

A energia nuclear parece atravessar um desses períodos críticos: ela teve uma “época de ouro” entre 1970 e 1980, quando entraram em funcionamento cerca de 30 novos reatores nucleares por ano. Após o acidente nuclear de Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979, e em Chernobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, em 1986, o entusiasmo por essa tecnologia diminuiu muito e desde então apenas dois ou três reatores entraram em funcionamento por ano. Houve uma estagnação da expansão do uso dessa energia.

 

As causas dessa estagnação são complexas: por um lado, a resistência do público, preocupado com os riscos da energia nuclear; e, por outro, razões mais pragmáticas, como o seu custo elevado. Apesar desses problemas, a produção de energia nuclear não resulta em emissões de gases responsáveis pelo aquecimento da Terra, que é o caso quando se produz energia elétrica com combustíveis fósseis, como carvão ou gás natural. As preocupações com o efeito estufa levaram vários ambientalistas a apoiar uma “renascença nuclear”.

 

Mas eis que acontece o desastre de Fukushima, com gravidade comparável à de Chernobyl, afetando diretamente centenas de milhares de pessoas e espalhando inquietações sobre o efeito da radiação nuclear numa vasta área do Japão e de países vizinhos. O setor nuclear tem tentado minimizar a gravidade do acidente no Japão, atribuindo-o a eventos raríssimos, como um terremoto de alta intensidade seguido por tsunami, que dificilmente ocorreriam em outros locais. Essa é uma estratégia equivocada, que pode satisfazer engenheiros nucleares, mas não os setores mais esclarecidos da população e governos de muitos países.

 

Reatores nucleares contêm dentro deles uma enorme quantidade de radioatividade e o problema é sempre o de evitar que ela se espalhe, como se verificou em Chernobyl. Sucede que não é preciso um terremoto e um tsunami para que isso aconteça. Bastam falhas mecânicas e erros humanos, como ocorreu em Three Mile Island. Segurança total não existe.

 

É possível melhorar o desempenho dos reatores e torná-los mais seguros, mas isso acarretará custos mais elevados, o que tornará a energia nuclear ainda menos competitiva do que já é em relação a outras formas de geração de eletricidade. Além disso, a grande maioria dos reatores nucleares atualmente em uso começou a funcionar 30 ou 40 anos atrás e forçosamente eles terão de ser “aposentados” em breve – os de Fukushima funcionam há mais de 40 anos. A redução da vida útil dos reatores diminuirá, certamente, sua competitividade econômica.

 

Mais ainda, será preciso resolver de vez o problema do armazenamento permanente dos resíduos nucleares, que se arrasta há décadas. Até hoje os elementos combustíveis usados, que são altamente radiativos, são depositados em piscinas situadas ao lado dos reatores – e um dos problemas em Fukushima foi a radioatividade liberada quando o nível da água da piscina baixou. Só nos Estados Unidos existem essas piscinas ao lado dos 104 reatores lá existentes. Em Angra dos Reis a situação é a mesma.

 

Finalmente, há o problema de quem pagará pelas compensações para a população atingida pelos acidentes nucleares. Os limites fixados pelos governos para cobrir esses danos são atualmente muito baixo se deverão aumentar muito. Como resultado dessas inquietações e incertezas, está em curso uma reavaliação, em grande número de países, sobre o futuro da “renascença nuclear” e da sobrevivência da própria opção do uso de reatores nucleares para a geração de eletricidade. Alguns países já adotaram o que se chama de “estratégia de saída”, pela qual novos reatores não serão construídos.

 

A Bélgica e a Suíça já adotaram essa política, bem como o Chile e a Alemanha. A China suspendeu a autorização para a construção de mais usinas até que seja feito um reestudo completo das suas condições de segurança. Nos Estados Unidos, acaba de ser abandonado o projeto de construção de dois reatores no Estado do Texas, os primeiros a serem iniciados após mais de 30 nos de moratória nuclear. Outros países, provavelmente, seguirão o mesmo caminho, sobretudo os que dispõem de outras opções mais econômicas e menos perigosas para a geração de energia elétrica.

 

Esse é, claramente, o caso do Brasil, onde existe um amplo potencial hidrelétrico a explorar, bem como a cogeração de eletricidade nas usinas de açúcar e álcool, e também a energia eólica. A Agência Internacional de Energia Atômica reduziu sua projeção de novos reatores nucleares no mundo para 2035 em 50%. Alguns países, como a França, onde quase 75% da eletricidade têm origem nuclear, e até mesmo o Japão, que não tem muitos recursos naturais, aumentarão o uso do gás, o que, consequentemente, aumentará as emissões de carbono. Haverá, nesse caso, escolhas difíceis.

 

Mas o aquecimento global ocorrerá num horizonte de tempo longo e prevenir novos acidentes nucleares é uma tarefa urgente.

 

Fonte: José Goldemberg é professor da USP.


27 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Geração de lixo em 2010 foi seis vezes superior ao crescimento da população

O Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2010, quantia 6,8% superior ao registrado em 2009 e seis vezes superior ao índice de crescimento populacional urbano apurado no mesmo período.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (26), são do Panorama dos Resíduos Sólidos, estudo feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). O levantamento aponta que a média de lixo gerado por pessoa no país foi de 378 quilos (kg), montante 5,3% superior ao de 2009 (359 kg).

Mesmo com o aumento da geração de resíduos, o crescimento da coleta de lixo apresentou crescimento expressivo, superior à geração. Em 2010, das 60,8 milhões de toneladas geradas, 54,1 milhões de toneladas foram coletadas, quantidade 7,7% superior à de 2009.

O levantamento identifica ainda uma melhora na destinação final dos resíduos sólidos urbanos: 57,6% do total coletado tiveram destinação adequada, sendo encaminhados a aterros sanitários, ante um índice de 56,8% no ano de 2009.

Mesmo assim, a quantidade de resíduos encaminhados a lixões ainda permanece alta. “Quase 23 milhões de toneladas de resíduos seguiram para os lixões, em comparação a 21 milhões de toneladas em 2009”, afirmou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho.

Em relação à reciclagem, o estudo mostra tendência de crescimento, mas em ritmo menor ao da geração de lixo. Em 2010, 57,6% dos municípios brasileiros afirmaram ter iniciativas de coleta seletiva, ante 56,6% em 2009. “É importante considerar que, em muitos casos, as iniciativas resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária”, ressaltou o diretor.

Fonte: Bruno Bocchini/ Agência Brasil

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14 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Projeto regulamenta recolhimento de pilhas e baterias usadas

Uma resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) admite o descarte de alguns tipos de pilhas e baterias, como as comuns e alcalinas, no lixo doméstico ou de uma empresa.

Mas o ex-senador Gerson Camata (PMDB-ES) considera que o correto é determinar o recolhimento e armazenamento adequado de todas as unidades usadas, e não apenas as que contêm componentes considerados tóxicos como o chumbo, níquel-cádmio e óxido de mercúrio.

Para isso apresentou um projeto de lei, aprovado nesta terça-feira (12) na Comissão de Assuntos Econômicos, com obrigações para estabelecimentos que vendem pilhas ou baterias.

A ideia é que esses locais recebam dos consumidores as unidades usadas e que posteriormente esse material seja recolhido pelos fabricantes ou importadores.

“Para tanto, esses estabelecimentos ficarão obrigados a instalar coletores, em local visível e de fácil acesso aos consumidores. O rótulo das pilhas e baterias deverá informar o consumidor sobre a correta devolução das unidades usadas”, explica o senador Waldemir Moka (PMDB-MS).

Quem desrespeitar a norma sofrerá sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na legislação ambiental.

O projeto de lei segue para a votação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

Fonte: Folha.com

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31 de março de 2011 | nenhum comentário »

Empresas usam resíduos agrícolas para produzir PET

Iniciativas ainda são alvo de dúvidas e controvérsias; presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET diz que desconhece a patente.

A Pepsico anunciou recentemente ter conseguido produzir uma garrafa apenas com resíduos agrícolas, como cascas de pinheiro, laranja e batata. Em 2012, a empresa colocará a embalagem experimentalmente no mercado, num projeto-piloto. Depois, a ideia é expandir o seu uso. Desde o ano passado, a Coca-Cola produz a “plant bottle” (garrafa vegetal, em tradução livre) – embalagem feita com até 30% de cana-de-açúcar.

 

Nos dois casos, a boa notícia é a substituição de uma fonte não renovável – o petróleo – por outra renovável na produção do PET (sigla para politereftalato de etileno). A demanda por PET só cresce no País. De 1994 até 2010, o aumento chegou a 525% – no último ano foram produzidas 500 mil toneladas.

 

Mas as iniciativas ainda são controversas. Até mesmo o presidente da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), Auri Marçon, tem dúvidas. Ele louva a iniciativa das empresas em pesquisar matérias primas mais sustentáveis, mas faz ressalvas. Diz não conhecer “o pulo do gato” que permitiu à Pepsico fazer uma garrafa apenas com resíduos agrícolas. “Tentei inúmeros caminhos e não consegui descobrir a rota. Os cientistas do setor de PET desconhecem a rota química ou a patente que tenha sido adotada e dizem que isso é um desafio extraordinariamente difícil”, afirmou Marçon.

 

Para ele, é preciso ter cuidado ao falar de um produto “que ainda não está na mão”. “Respeito, porque é empresa de renome, mas gostaria de entender melhor como fizeram.” O Estado solicitou entrevista à Pepsico, mas ela não foi concedida.

 

Dificuldades técnicas – O plástico PET é produzido a partir da reação química de dois componentes: MEG (monoetileno glicol), responsável por cerca de 30% de seu peso, e o PTA (ácido politereftálico), responsável pelos 70% restantes. Segundo a Coca-Cola, “atualmente, podemos produzir em escala industrial o MEGa partir de origem vegetal”.

 

A empresa diz, porém, que trabalha “para desenvolver o outro componente, o PTA, também a partir de fonte vegetal renovável”. Mas não há previsão de quando o objetivo será alcançado.

 

Marçon mostra uma incongruência no caso da Coca-Cola. Ele explica que o resíduo da cana é mandado do Brasil para a Índia, onde está parte da matéria prima, para produzir o MEG. A resina PET é fabricada no país asiático e depois volta para o Brasil para embalar o refrigerante.

“Se for levar em consideração essa equação logística, provavelmente não há um equilíbrio ambiental, não é viável em termos de meio ambiente. Porque vai transportar o líquido lá para a Ásia, olha a emissão que se tem de combustível de navio”, avalia o presidente da Abipet. Mas ele também afirma que, no futuro, esse conceito pode trazer bons resultados.

 

Distribuição – A plant bottle da Coca ainda hoje é comercializada no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belo Horizonte, em Curitiba, no Recife e em Porto Alegre. O processo é usado para produzir embalagens de 500 ml e 600ml – mas ainda não atingiu o total fabricado dessas garrafas. A empresa não informou, porém, quanto do total produzido hoje é de plant bottle. Segundo a assessoria de imprensa da Coca, a meta da empresa “é que, até 2014, todos os seus produtos comercializados em embalagens PET sejam em plant bottle”.

 

Abacaxi e banana viram plástico para veículos

Um super plástico para carros feito com fibras retiradas de abacaxi e banana foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros. Segundo Alcides Leão, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), as propriedades desse plástico são “incríveis”. “Eles são leves, mas muito fortes – 30% mais leves e entre três e quatro vezes mais fortes”, afirma o pesquisador.

 

De acordo com ele, o plástico poderá ser usado na fabricação de diversas partes de carros, como para-choques e painéis. O plástico criado tem outra vantagem: como deixará os carros mais leves, levará a uma economia de combustível. Leão afirma que esses plásticos poderão ser usados em dois anos.

 

Em 2009, outro brasileiro, o professor de engenharia química Leonardo Simon, mostrou

na Universidade de Waterloo, no Canadá, que a palha do trigo poderia fazer parte de peças de veículos e substituir materiais não renováveis obtidos por meio da mineração.

A palha é uma alternativa viável ao uso de carbonato de cálcio, talco e mica.

 

Transformada em um pó, ela é misturada com polipropileno (plástico) e pode formar peças tanto para aparte interna quanto para a externa dos veículos. Em 2010, o novo plástico já era utilizado em algumas peças do carro Ford Flex.

O Estado de São Paulo


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Fundação desenvolve carvão “limpo”

Além de reduzir em mais de 60% as emissões de gases de efeito estufa em relação às técnicas hoje empregadas, o novo sistema permite o reaproveitamento dos resíduos do processo

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A Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FTDE), instituto de pesquisa aplicada fundado por professores da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema de produção de carvão vegetal mais limpo, em circuito fechado.

 

Além de reduzir em mais de 60% as emissões de gases de efeito estufa em relação às técnicas hoje empregadas, o novo sistema permite o reaproveitamento dos resíduos do processo, que podem ser refinados e dar origem a produtos químicos com amplo uso na indústria, como alcatrão, ácido acético e metanol.

 

A unidade-piloto que testará o sistema em escala comercial está prevista para ser construída na região do Vale do Ribeira (SP). Mas faltam recursos para colocá-la em operação, pois o projeto está desde o ano passado em análise pelo BNDES.

Fonte: Jornal da Ciência


30 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Menos resíduos e mais vantagens – software ajuda na matemática da construção civil

Quem já passou por uma reforma ou uma obra sabe a quantidade de resíduos que pode ser gerado.

Pensando nisso, o professor de matemática da Fundação Centro de Análise de Pesquisa e Inovação Tecnológica, Fucapi, Antonio Roberto de Deus Carvalho, desenvolveu o projeto “A matemática na construção civil”, com alunos do que cursam o 2º ano do ensino médio.

O projeto recebe apoio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica Júnior, Pibic Jr, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, FAPEAM.

O Pibic consiste no apoio financeiro a ações que promovam a inserção de estudantes do ensino médio em projetos de pesquisa em instituições do estado do Amazonas.

O sistema utiliza o programa Excel para facilitar o cálculo financeiro e quantitativo da construção. “O sistema se utiliza de padrões comuns usados por engenheiros e mestres de obras em construções de casas populares, além de exemplos matemáticos para o desenvolvimento do software”, explicou o professor.

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*Com informações da FAPEAM.

Fonte: Danielle Jordan / Ambientebrasil


21 de abril de 2010 | nenhum comentário »

Governo e municípios cobram ações ambientais de grandes geradores de resíduos

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos reuniu na tarde desta quinta-feira (15), em Curitiba, os grandes geradores de resíduos, técnicos do Programa Desperdício Zero e representantes dos 22 municípios paranaenses que mais geram resíduos, o chamado G22. A reunião teve como principal objetivo a cobrança e soluções ambientais para a efetivação de uma política de recolhimento dos resíduos gerados no Estado.

Para o coordenador de recursos sólidos da Secretaria, Laerty Dudas, a Secretaria vem desenvolvendo um trabalho de chamamento com representantes de diversos setores para possa concretizar uma política de recolhimento eficaz nos municípios paranaenses.

“Conseguimos importantes avanços mas para a verdadeira efetivação dessas ações precisamos contar com o apoio das empresas responsáveis que geram esses resíduos no Estado”, destacou Dudas.

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Portanto, durante todo o dia os representantes das empresas receberam informações e reivindicações dos 22 municípios paranaenses – considerados os pólos responsáveis pelo maior volume de destinação de resíduos – quanto ao recolhimento de pneus, materiais de informática, isopor e vidros.

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“Essas são as principais dificuldades que temos enfrentado em nossos municípios, às vezes, os próprios revendedores de informática, por exemplo, nos procuram para saber a destinação correta e não sabemos informar” comentou o secretário municipal do meio ambiente de Maringá, Diniz Afonso.

Já o representante da Associação Técnica Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica (Abinee), Denis Chequer Angher, comentou durante a reunião que já foi apresentado um plano onde constam os pontos de coletas para sucatas do setor de informática, mas reconhece que falta divulgação desses pontos.

“O interesse dos municípios e do Governo do Estado é o mesmo que o nosso, por isso devemos delinear algumas ações conjuntas para evitar que esses passivos comprometam o meio ambiente”, destaca o representante.

Um dos setores que foi mais discutido e que apresenta uma demanda maior é o da destinação dos pneus nos municípios paranaenses. Os representantes do G22 reclamaram sobre a falta de periodicidade no recolhimento dos resíduos nos municípios de Tamarana, Apucarana, Terra Rica, Paranavaí e Santa Cruz do Monte Castelo.

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O gerente geral da empresa responsável pelo recolhimento dos pneus, a Reciclanip, César Faccio, explica que o trabalho de recolhimento de pneus é realizado em todo o território nacional e que no estado do Paraná, principalmente, tiveram alguns problemas porque dependem do principal receptor desse material que é o Cimento Votorantim.

Segundo ele os maquinários da empresa que estão localizados no município de Rio Branco do Sul estão passando por constantes adequações e, conseqüentemente, param de funcionar.

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“O atraso neste recolhimento é devido a essas constantes paradas mas mesmo assim estamos efetuando o recolhimento e destinando para outros estados”, destaca Faccio.

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DADOS – O representante destaca ainda que só no Brasil, em 2009, foram destinados mais 250 mil toneladas e 70% deste valor são utilizados como matéria-prima nas indústrias cimenteiras. A expectativa é que este número chegue a 310 mil toneladas até dezembro de 2010.

No Paraná duas novas empresas passarão a utilizar os pneus inservíveis como matéria – prima. Em 2011 as empresas passarão a contar com o chip de borracha em suas produções onde serão triturados os pneus e utilizados.

Para o coordenador de recursos sólidos da Secretaria, Laerty Dudas, e todos os representantes do G22 a notícia foi muito bem aceita porque com isso irá contribuir para a redução no número de pneus destinados no meio ambiente.

A série de reuniões encerrou no final da tarde desta quinta-feira (15) com a participação do presidente da Associação Brasileira de Poliestireno Expandido – Isopor (EPS), Albano Schimidt, que avaliou como positivo o encontro e também acredita que foi dado o primeiro passo para solucionar os problemas.

“Saio da reunião extremamente feliz, pois percebi que a Secretaria está com um processo correto para solucionar o problema da destinação do isopor no Estado do Paraná”, finalizou Schimidt.

Fonte: SEMA – PR

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