23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Zoológico australiano apresenta filhote de rinoceronte-branco

Animal é macho, está bem de saúde e ainda não tem nome.
Na natureza, rinoceronte está ameaçado pela caça ilegal.

Um rinoceronte-branco, espécie ameaçada de extinção devido ao tráfico ilegal de seu chifre, nasceu na semana última no zoológico de Taronga Western Plains, na Austrália, informou nesta terça-feira (21) o centro.

O animal macho, que ainda não tem nome, se encontra em bom estado de saúde e sob os cuidados de sua principiante mãe, Mopani, no zoológico da cidade de Dubbo, situada a cerca de 400 quilômetros de Sydney.

“Parece que a primeira chuva em Dubbo após muitos meses contribuiu para o nascimento deste rinoceronte”, afirmou um dos responsáveis pelo zoológico, Pascale Benoit, citado em comunicado de imprensa.

Benoit destacou que durante sua gravidez, Mopani contraiu a mesma doença desconhecida que no último ano matou outros quatro rinocerontes-brancos no zoológico. No entanto, mesmo com a confirmação da doença, o filhote nasceu saudável.

A população de rinoceronte-branco está ameaçada, entre outros motivos, caça ilegal por causa da grande procura pelos seus chifres, sobretudo na China, onde são apreciados dentro da medicina tradicional.

A Fundação Internacional Rinocerontes indicou que, desde 2006, 2 mil animais da espécie morreram na África pelas mãos dos caçadores, enquanto o crescimento de sua população chegou os níveis mais baixos em várias décadas.

Segundo os analistas, a caça ilegal superará a taxa de natalidade dentro de pouco tempo se manter esse ritmo atual, com 300 animais mortos a cada ano.

O rinoceronte-branco foi catalogado como espécie “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, embora a subespécie do norte possivelmente poderia ter sida extinta em estado selvagem, já que o último animal foi visto em 2006.

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Fonte: Globo Natureza


22 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Veterinários serram chifres de rinocerontes para evitar mortes

Os animais passam por cirurgia para não serem caçados.
O roubo de chifres é a principal ameaça à espécie.

Rinocerontes com chifres cerrados no Parque Kruger na África do Sul (Foto: Ilya Kachaev/REUTERS)

Rinocerontes com chifres serrados no Parque Kruger, na África do Sul (Foto: Ilya Kachaev/REUTERS)

 

Ver rinocerontes com chifres deformados virou uma cena comum no Parque Nacional Kruger, na África do Sul. A medida extrema foi uma decisão dos veterinários do parque para tentar salvar a espécie da extinção.

Os rinocerontes são constantemente caçados por causa de seus chifres. Os invasores ariscam-se na área onde vivem leões e tigres para matar rinocerontes. Centenas desses animais são mortos, o que tem causado uma crise na proteção da espécie, considerada em risco de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUNC). A caça, que antes ocorria de forma primitiva, hoje acontece com armamentos militares.

Os animais são mortos para abastecer o comércio ilegal de “remédios” chineses. Os orientais acreditam que os chifres dos rinocerontes têm poderes afrodisíacos, e no Vietnã acredita-se que os chifres podem curar o câncer. Não há nenhuma evidência científica de que os chifres – feitos de queratina, o mesmo material que reveste as unhas e o cabelo – tenham alguma propriedade medicinal.

Desde abril, os soldados do exército regular sul-africano estão mobilizados ao longo da fronteira com Moçambique para tentar salvar a espécie da extinção. Em março, mais de 40 rinocerontes foram mortos. Os caçadores abandonaram as táticas primitivas e passaram a invadir o parque com rifles militares e óculos de visão noturna.

Rinoceronte morto por traficantes de chifres na África do Sul (Foto: Ilya Kachaev/REUTERS)

Rinoceronte morto por traficantes de chifres na África do Sul (Foto: Ilya Kachaev/REUTERS)

Com cerca de 20 mil quilômetros quadrados, a região é um dos últimos refúgios dos rinocerontes brancos e pretos na natureza. Existem na área cerca de 1.900 rinocerontes brancos e mais de 200 rinocerontes pretos.

Situado entre a capital de Moçambique, Maputo e a velha cidade mineira da província de Mpumalanga, no noroeste da África do Sul, o Kruger Park foi criado em 1926 e é uma das mais antigas reservas naturais do mundo e uma das mais importantes de África.

O Kruger é considerado uma dos dez parques naturais mais importantes do mundo. Vivem na região mais de 500 espécies de aves, 112 de répteis e 150 de mamíferos. O local é um refúgio para animais como leão, leopardo, búfalo, elefante e rinoceronte.

 

Fonte: Globo Natureza, com informações de agências internacionais


16 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Especialistas ajudam zoológicos a inseminar rinocerontes raros

Inseminação artificial é uma das soluções para salvar populações ameaçadas de extinção.

Um grupo de especialistas alemães vem visitando zoológicos em todo o mundo para ensinar profissionais locais a inseminar artificialmente rinocerontes raros.

Pesquisas recentes têm tentado usar células-tronco e até clonagem para salvar espécies — como o rinoceronte branco, por exemplo — seriamente ameaçadas de extinção.

Mas, enquanto os cientistas se esforçam para desenvolver essas técnicas, o serviço pioneiro de inseminação oferecido pela equipe do Leibniz Institute for Zoo and Wildlife Research (IZW), na Alemanha, é tido cada vez mais como parte essencial das estratégias de conservação.

Em visita ao Whipsnade Zoo, em Bedfordshire, na Inglaterra, a equipe se prepara para examinar dois rinocerontes brancos do sul.

Uma variedade de equipamentos, como aparelhos de ultrassom e outros instrumentos, estão à disposição da equipe.

Os especialistas Thomas Hildebrandt, Robert Hermes e Joseph Saragusty querem ajudar o casal de rinocerontes a se reproduzir. O procedimento envolve coletar o sêmen do macho e inseri-lo na fêmea.

Tim Bouts, o veterinário do zoológico, explica que conceber naturalmente não é uma opção para a rinoceronte fêmea. Ela foi ferida no pé e, se um macho tentar se acasalar com ela, a fêmea pode se machucar seriamente.Bouts explica que o zoológico quer ajudar a aumentar o número de indivíduos da espécie.

Em seu habitat natural, populações de rinocerontes brancos do sul vêm sendo devastadas graças a um aumento na caça ilegal.

Rinocerontes brancos em zoológico inglês (Foto: BBC)

Rinocerontes brancos em zoológico inglês (Foto: BBC)

Na África do Sul, onde havia grandes concentrações dessa espécie, centenas de rinocerontes foram mortos recentemente por quadrilhas de criminosos.

Os chifres dos animais são vendidos no Oriente Médio e na Ásia para a fabricação de remédios e ornamentos.

Bouts diz que é essencial tentar garantir a sobrevivência de uma população saudável no cativeiro.

“Não há muitos rinocerontes brancos do sul nos nossos zoológicos e, até o momento, a população ainda não é autossustentável, então cada bebê rinoceronte é muito importante”, ele explica.

O uso de técnicas de reprodução assistida em rinocerontes é bastante recente. O procedimento, criado pela equipe do Leibniz Institute, foi praticado pela primeira vez na Hungria, em 2006, mas está se tornando cada vez mais comum.

Falando à BBC, Hermes, um dos integrantes da equipe alemã, explica que o acesso limitado aos animais fez com que o processo de pesquisa fosse demorado.

“Hoje sabemos quando ocorre a ovulação, sabemos como obter o sêmen e, acima de tudo, conhecemos a anatomia e os instrumentos necessários para fazer uma inseminação, o que é muito específico no caso dos rinocerontes”.

‘Eletro-ejaculador’
O procedimento no Whipsnade Zoo demora algumas horas.

Primeiro, o macho é anestesiado e, após várias checagens, a equipe insere um “eletro-ejaculador” no ânus do rinoceronte. O aparelho produz um choque elétrico que leva o animal a produzir sêmen. O líquido é coletado pelos especialistas.

Em um microscópio, a equipe analisa o sêmen para ter certeza de que ele é saudável.

Nesse ponto, a fêmea, que foi tratada com hormônios para ovular naquele exato período, também é sedada.

Usando um aparelho ultrassom em 3D, a equipe examina os órgãos reprodutores da fêmea. No momento certo, o sêmen é injetado com o uso de uma sonda.

Além de aperfeiçoar esse método, a equipe alemã levou a reprodução assistida de rinocerontes ainda mais longe: os especialistas usaram sêmen congelado na inseminação.

No zoológico de Western Plains, na Austrália, a equipe criou um embrião de rinoceronte usando fertilização in vitro, embora o embrião não tenha sido implantado em uma fêmea.

Em outros países, cientistas tentam criar outros métodos para tentar salvar espécies de rinocerontes da extinção.

Um artigo publicado recentemente na revista científica Nature Methods relatou que cientistas estão cultivando células-tronco de rinocerontes brancos do norte — a espécie mais ameaçada de rinocerontes do mundo, com apenas sete indivíduos ainda vivos.

Os pesquisadores dizem que um dia essas células podem ser transformadas em células de espermatozoides e de óvulos para salvar a espécie da extinção.

Clonagem
Outros projetos, como o Ibream, investigam a possibilidade de clonar rinocerontes, um recurso extremo à medida que as populações da espécie diminuem dramaticamente.

Mas ainda levará muito tempo para que essas pesquisas produzam resultados concretos.

Por isso, a inseminação artificial é vista hoje como um recurso importante na luta para preservar as espécies.

No zoológico em Bedford, o procedimento de inseminação foi concluído. O efeito da anestesia vai passando, e os rinocerontes estão acordando aos poucos.

Resta à equipe aguardar, cheia de expectativa, os resultados.

Nas próximas semanas, os hormônios da fêmea serão monitorados para que os especialistas descubram se ela de fato engravidou.

Se o resultado for positivo, dentro de 16 meses os pesquisadores vão saber se conseguiram adicionar mais um rinoceronte branco à pequena população que habita o planeta.

 

Fonte: Da BBC


5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas criam células-tronco para evitar extinção de espécies

Pesquisas podem ajudar a salvar rinoceronte branco e um macaco africano ameaçados de extinção.

Cientistas nos EUA anunciaram ter produzido células-tronco de rinoceronte-branco do norte e de um macaco africano, o que pode ajudar a garantir a sobrevivência das duas espécies ameaçadas de extinção.

Os cientistas relatam, na publicação “Nature Methods”, que as células-tronco poderão ser transformadas em diferentes tipos de células do corpo dos animais. Se forem convertidas em óvulos e esperma dos animais, “filhotes de proveta” poderão ser desenvolvidos.

Tais aplicações ainda estão num futuro distante, mas a chefe da equipe de pesquisa, Jeanne Loring, disse que os estudiosos ficaram especialmente entusiasmados com os resultados obtidos com as células de rinoceronte, que superaram suas expectativas.

As células-tronco foram feitas a partir da pele dos animais, em um processo de “reprogramação” – nele, retrovírus e outras ferramentas da biologia celular moderna são usados para devolver as células a um estágio prévio de desenvolvimento.

Nesse estágio, as células são “pluripotentes”, ou seja, podem ser induzidas a formar diferentes tipos de células específicas, como neurônios e cartilagens.

Os procedimentos em questão dependem muito de tentativas e erros, e os pesquisadores esperavam êxitos nos feitos com o macaco africano (chamado de drill), pelo histórico de experimentos prévios feitos com primatas. Mas os resultados das pesquisas com o rinoceronte surpreenderam.

“Não foi fácil fazer com que funcionasse, mas funcionou”, disse Loring à BBC News.

Aplicações
As aplicações iniciais da pesquisa devem ser medicinais. No caso de animais sofrendo de doenças degenerativas, como diabetes, as células-tronco podem, em tese, virar substitutas de células que estiverem perdendo suas funções.

Estudos que partem dessa premissa já estão em curso em humanos, para combater problemas como falência cardíaca, cegueira, derrames e lesões na espinha dorsal – ainda que o uso prático de tais pesquisas seja tema de debates.

Uma ideia que empolga os cientistas é criar embriões ao induzir células-tronco a fazer óvulos e esperma.

“Fazer gametas (células reprodutivas) a partir de células-tronco ainda não é algo rotineiro, mas há relatos de que isso esteja sendo feito com animais em laboratórios”, prosseguiu Loring.

Ela crê que a técnica é mais promissora do que a de clonagem de animais ameaçados, por ter uma taxa de sucesso maior. ‘Você tem a possibilidade de fazer novas combinações genéticas, em vez clonar, que apenas reproduz animais já existentes.”

“Último esforço”
O cientista conservacionista Robert Lacy, da Sociedade Zoológica de Chicago, disse que a técnica pode, algum dia, tirar algumas espécies do risco de extinção, mas que ainda há muito trabalho a ser feito.

“As perspectivas para o uso desses métodos, de dar continuidade à linhagem dos últimos indivíduos de algumas espécies, será um último esforço, após termos falhado em proteger esses animais de maneiras prévias, mais simples e eficientes”, afirmou Lacy.

Esse é o caso, ele diz, do rinoceronte-branco do norte, existente na África e ameaçado pela caça ilegal.

Três anos atrás, a população selvagem da espécie estava reduzida a apenas quatro indivíduos que habitavam um parque nacional na República Democrática do Congo. Expedições recentes sequer conseguiram localizar esse pequeno grupo.

Dessa forma, é possível que sete rinocerontes-brancos do norte enjaulados sejam os últimos representantes da espécie no planeta.

Já o primata drill (Mandrillus leucophaeus) também está com uma população declinante na Nigéria e em Camarões, principalmente por causa da caça e por perda de habitat.

As pesquisas de células-tronco têm unido cientistas conservacionistas e de laboratório – caso de Jeanne Loring, que chefia o Centro de Medicina Regenerativa no Instituto de Pesquisas Scripps, na Califórnia.

Seu objetivo imediato é replicar o trabalho desenvolvido com o rinoceronte em outras dez espécies de animais ameaçadas, incluindo uma de elefante.

Rinoceronte-branco 1 (Foto: AP Photo / via BBC)

Rinoceronte-branco é uma das espécies que podem ser salvas pela pesquisa. (Foto: AP Photo / via BBC)

Fonte: Da BBC






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23 de maio de 2013 | nenhum comentário »

Zoológico australiano apresenta filhote de rinoceronte-branco

Animal é macho, está bem de saúde e ainda não tem nome.
Na natureza, rinoceronte está ameaçado pela caça ilegal.

Um rinoceronte-branco, espécie ameaçada de extinção devido ao tráfico ilegal de seu chifre, nasceu na semana última no zoológico de Taronga Western Plains, na Austrália, informou nesta terça-feira (21) o centro.

O animal macho, que ainda não tem nome, se encontra em bom estado de saúde e sob os cuidados de sua principiante mãe, Mopani, no zoológico da cidade de Dubbo, situada a cerca de 400 quilômetros de Sydney.

“Parece que a primeira chuva em Dubbo após muitos meses contribuiu para o nascimento deste rinoceronte”, afirmou um dos responsáveis pelo zoológico, Pascale Benoit, citado em comunicado de imprensa.

Benoit destacou que durante sua gravidez, Mopani contraiu a mesma doença desconhecida que no último ano matou outros quatro rinocerontes-brancos no zoológico. No entanto, mesmo com a confirmação da doença, o filhote nasceu saudável.

A população de rinoceronte-branco está ameaçada, entre outros motivos, caça ilegal por causa da grande procura pelos seus chifres, sobretudo na China, onde são apreciados dentro da medicina tradicional.

A Fundação Internacional Rinocerontes indicou que, desde 2006, 2 mil animais da espécie morreram na África pelas mãos dos caçadores, enquanto o crescimento de sua população chegou os níveis mais baixos em várias décadas.

Segundo os analistas, a caça ilegal superará a taxa de natalidade dentro de pouco tempo se manter esse ritmo atual, com 300 animais mortos a cada ano.

O rinoceronte-branco foi catalogado como espécie “quase ameaçada” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, embora a subespécie do norte possivelmente poderia ter sida extinta em estado selvagem, já que o último animal foi visto em 2006.

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Filhote de rinoceronte branco, com apenas um dia de idade (Foto: Leonie Saville/Taronga Western Plains Zoo)

Fonte: Globo Natureza


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Veterinários serram chifres de rinocerontes para evitar mortes

Os animais passam por cirurgia para não serem caçados.
O roubo de chifres é a principal ameaça à espécie.

Rinocerontes com chifres cerrados no Parque Kruger na África do Sul (Foto: Ilya Kachaev/REUTERS)

Rinocerontes com chifres serrados no Parque Kruger, na África do Sul (Foto: Ilya Kachaev/REUTERS)

 

Ver rinocerontes com chifres deformados virou uma cena comum no Parque Nacional Kruger, na África do Sul. A medida extrema foi uma decisão dos veterinários do parque para tentar salvar a espécie da extinção.

Os rinocerontes são constantemente caçados por causa de seus chifres. Os invasores ariscam-se na área onde vivem leões e tigres para matar rinocerontes. Centenas desses animais são mortos, o que tem causado uma crise na proteção da espécie, considerada em risco de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUNC). A caça, que antes ocorria de forma primitiva, hoje acontece com armamentos militares.

Os animais são mortos para abastecer o comércio ilegal de “remédios” chineses. Os orientais acreditam que os chifres dos rinocerontes têm poderes afrodisíacos, e no Vietnã acredita-se que os chifres podem curar o câncer. Não há nenhuma evidência científica de que os chifres – feitos de queratina, o mesmo material que reveste as unhas e o cabelo – tenham alguma propriedade medicinal.

Desde abril, os soldados do exército regular sul-africano estão mobilizados ao longo da fronteira com Moçambique para tentar salvar a espécie da extinção. Em março, mais de 40 rinocerontes foram mortos. Os caçadores abandonaram as táticas primitivas e passaram a invadir o parque com rifles militares e óculos de visão noturna.

Rinoceronte morto por traficantes de chifres na África do Sul (Foto: Ilya Kachaev/REUTERS)

Rinoceronte morto por traficantes de chifres na África do Sul (Foto: Ilya Kachaev/REUTERS)

Com cerca de 20 mil quilômetros quadrados, a região é um dos últimos refúgios dos rinocerontes brancos e pretos na natureza. Existem na área cerca de 1.900 rinocerontes brancos e mais de 200 rinocerontes pretos.

Situado entre a capital de Moçambique, Maputo e a velha cidade mineira da província de Mpumalanga, no noroeste da África do Sul, o Kruger Park foi criado em 1926 e é uma das mais antigas reservas naturais do mundo e uma das mais importantes de África.

O Kruger é considerado uma dos dez parques naturais mais importantes do mundo. Vivem na região mais de 500 espécies de aves, 112 de répteis e 150 de mamíferos. O local é um refúgio para animais como leão, leopardo, búfalo, elefante e rinoceronte.

 

Fonte: Globo Natureza, com informações de agências internacionais


16 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Especialistas ajudam zoológicos a inseminar rinocerontes raros

Inseminação artificial é uma das soluções para salvar populações ameaçadas de extinção.

Um grupo de especialistas alemães vem visitando zoológicos em todo o mundo para ensinar profissionais locais a inseminar artificialmente rinocerontes raros.

Pesquisas recentes têm tentado usar células-tronco e até clonagem para salvar espécies — como o rinoceronte branco, por exemplo — seriamente ameaçadas de extinção.

Mas, enquanto os cientistas se esforçam para desenvolver essas técnicas, o serviço pioneiro de inseminação oferecido pela equipe do Leibniz Institute for Zoo and Wildlife Research (IZW), na Alemanha, é tido cada vez mais como parte essencial das estratégias de conservação.

Em visita ao Whipsnade Zoo, em Bedfordshire, na Inglaterra, a equipe se prepara para examinar dois rinocerontes brancos do sul.

Uma variedade de equipamentos, como aparelhos de ultrassom e outros instrumentos, estão à disposição da equipe.

Os especialistas Thomas Hildebrandt, Robert Hermes e Joseph Saragusty querem ajudar o casal de rinocerontes a se reproduzir. O procedimento envolve coletar o sêmen do macho e inseri-lo na fêmea.

Tim Bouts, o veterinário do zoológico, explica que conceber naturalmente não é uma opção para a rinoceronte fêmea. Ela foi ferida no pé e, se um macho tentar se acasalar com ela, a fêmea pode se machucar seriamente.Bouts explica que o zoológico quer ajudar a aumentar o número de indivíduos da espécie.

Em seu habitat natural, populações de rinocerontes brancos do sul vêm sendo devastadas graças a um aumento na caça ilegal.

Rinocerontes brancos em zoológico inglês (Foto: BBC)

Rinocerontes brancos em zoológico inglês (Foto: BBC)

Na África do Sul, onde havia grandes concentrações dessa espécie, centenas de rinocerontes foram mortos recentemente por quadrilhas de criminosos.

Os chifres dos animais são vendidos no Oriente Médio e na Ásia para a fabricação de remédios e ornamentos.

Bouts diz que é essencial tentar garantir a sobrevivência de uma população saudável no cativeiro.

“Não há muitos rinocerontes brancos do sul nos nossos zoológicos e, até o momento, a população ainda não é autossustentável, então cada bebê rinoceronte é muito importante”, ele explica.

O uso de técnicas de reprodução assistida em rinocerontes é bastante recente. O procedimento, criado pela equipe do Leibniz Institute, foi praticado pela primeira vez na Hungria, em 2006, mas está se tornando cada vez mais comum.

Falando à BBC, Hermes, um dos integrantes da equipe alemã, explica que o acesso limitado aos animais fez com que o processo de pesquisa fosse demorado.

“Hoje sabemos quando ocorre a ovulação, sabemos como obter o sêmen e, acima de tudo, conhecemos a anatomia e os instrumentos necessários para fazer uma inseminação, o que é muito específico no caso dos rinocerontes”.

‘Eletro-ejaculador’
O procedimento no Whipsnade Zoo demora algumas horas.

Primeiro, o macho é anestesiado e, após várias checagens, a equipe insere um “eletro-ejaculador” no ânus do rinoceronte. O aparelho produz um choque elétrico que leva o animal a produzir sêmen. O líquido é coletado pelos especialistas.

Em um microscópio, a equipe analisa o sêmen para ter certeza de que ele é saudável.

Nesse ponto, a fêmea, que foi tratada com hormônios para ovular naquele exato período, também é sedada.

Usando um aparelho ultrassom em 3D, a equipe examina os órgãos reprodutores da fêmea. No momento certo, o sêmen é injetado com o uso de uma sonda.

Além de aperfeiçoar esse método, a equipe alemã levou a reprodução assistida de rinocerontes ainda mais longe: os especialistas usaram sêmen congelado na inseminação.

No zoológico de Western Plains, na Austrália, a equipe criou um embrião de rinoceronte usando fertilização in vitro, embora o embrião não tenha sido implantado em uma fêmea.

Em outros países, cientistas tentam criar outros métodos para tentar salvar espécies de rinocerontes da extinção.

Um artigo publicado recentemente na revista científica Nature Methods relatou que cientistas estão cultivando células-tronco de rinocerontes brancos do norte — a espécie mais ameaçada de rinocerontes do mundo, com apenas sete indivíduos ainda vivos.

Os pesquisadores dizem que um dia essas células podem ser transformadas em células de espermatozoides e de óvulos para salvar a espécie da extinção.

Clonagem
Outros projetos, como o Ibream, investigam a possibilidade de clonar rinocerontes, um recurso extremo à medida que as populações da espécie diminuem dramaticamente.

Mas ainda levará muito tempo para que essas pesquisas produzam resultados concretos.

Por isso, a inseminação artificial é vista hoje como um recurso importante na luta para preservar as espécies.

No zoológico em Bedford, o procedimento de inseminação foi concluído. O efeito da anestesia vai passando, e os rinocerontes estão acordando aos poucos.

Resta à equipe aguardar, cheia de expectativa, os resultados.

Nas próximas semanas, os hormônios da fêmea serão monitorados para que os especialistas descubram se ela de fato engravidou.

Se o resultado for positivo, dentro de 16 meses os pesquisadores vão saber se conseguiram adicionar mais um rinoceronte branco à pequena população que habita o planeta.

 

Fonte: Da BBC


5 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Cientistas criam células-tronco para evitar extinção de espécies

Pesquisas podem ajudar a salvar rinoceronte branco e um macaco africano ameaçados de extinção.

Cientistas nos EUA anunciaram ter produzido células-tronco de rinoceronte-branco do norte e de um macaco africano, o que pode ajudar a garantir a sobrevivência das duas espécies ameaçadas de extinção.

Os cientistas relatam, na publicação “Nature Methods”, que as células-tronco poderão ser transformadas em diferentes tipos de células do corpo dos animais. Se forem convertidas em óvulos e esperma dos animais, “filhotes de proveta” poderão ser desenvolvidos.

Tais aplicações ainda estão num futuro distante, mas a chefe da equipe de pesquisa, Jeanne Loring, disse que os estudiosos ficaram especialmente entusiasmados com os resultados obtidos com as células de rinoceronte, que superaram suas expectativas.

As células-tronco foram feitas a partir da pele dos animais, em um processo de “reprogramação” – nele, retrovírus e outras ferramentas da biologia celular moderna são usados para devolver as células a um estágio prévio de desenvolvimento.

Nesse estágio, as células são “pluripotentes”, ou seja, podem ser induzidas a formar diferentes tipos de células específicas, como neurônios e cartilagens.

Os procedimentos em questão dependem muito de tentativas e erros, e os pesquisadores esperavam êxitos nos feitos com o macaco africano (chamado de drill), pelo histórico de experimentos prévios feitos com primatas. Mas os resultados das pesquisas com o rinoceronte surpreenderam.

“Não foi fácil fazer com que funcionasse, mas funcionou”, disse Loring à BBC News.

Aplicações
As aplicações iniciais da pesquisa devem ser medicinais. No caso de animais sofrendo de doenças degenerativas, como diabetes, as células-tronco podem, em tese, virar substitutas de células que estiverem perdendo suas funções.

Estudos que partem dessa premissa já estão em curso em humanos, para combater problemas como falência cardíaca, cegueira, derrames e lesões na espinha dorsal – ainda que o uso prático de tais pesquisas seja tema de debates.

Uma ideia que empolga os cientistas é criar embriões ao induzir células-tronco a fazer óvulos e esperma.

“Fazer gametas (células reprodutivas) a partir de células-tronco ainda não é algo rotineiro, mas há relatos de que isso esteja sendo feito com animais em laboratórios”, prosseguiu Loring.

Ela crê que a técnica é mais promissora do que a de clonagem de animais ameaçados, por ter uma taxa de sucesso maior. ‘Você tem a possibilidade de fazer novas combinações genéticas, em vez clonar, que apenas reproduz animais já existentes.”

“Último esforço”
O cientista conservacionista Robert Lacy, da Sociedade Zoológica de Chicago, disse que a técnica pode, algum dia, tirar algumas espécies do risco de extinção, mas que ainda há muito trabalho a ser feito.

“As perspectivas para o uso desses métodos, de dar continuidade à linhagem dos últimos indivíduos de algumas espécies, será um último esforço, após termos falhado em proteger esses animais de maneiras prévias, mais simples e eficientes”, afirmou Lacy.

Esse é o caso, ele diz, do rinoceronte-branco do norte, existente na África e ameaçado pela caça ilegal.

Três anos atrás, a população selvagem da espécie estava reduzida a apenas quatro indivíduos que habitavam um parque nacional na República Democrática do Congo. Expedições recentes sequer conseguiram localizar esse pequeno grupo.

Dessa forma, é possível que sete rinocerontes-brancos do norte enjaulados sejam os últimos representantes da espécie no planeta.

Já o primata drill (Mandrillus leucophaeus) também está com uma população declinante na Nigéria e em Camarões, principalmente por causa da caça e por perda de habitat.

As pesquisas de células-tronco têm unido cientistas conservacionistas e de laboratório – caso de Jeanne Loring, que chefia o Centro de Medicina Regenerativa no Instituto de Pesquisas Scripps, na Califórnia.

Seu objetivo imediato é replicar o trabalho desenvolvido com o rinoceronte em outras dez espécies de animais ameaçadas, incluindo uma de elefante.

Rinoceronte-branco 1 (Foto: AP Photo / via BBC)

Rinoceronte-branco é uma das espécies que podem ser salvas pela pesquisa. (Foto: AP Photo / via BBC)

Fonte: Da BBC