14 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Algas formam mancha marrom na Baía de Guanabara, no Rio

Uma grande mancha marrom apareceu nesta sexta-feira (13) na Baía de Guanabara, altura da Marina da Glória, na zona sul do Rio. Segundo o 1º GMar (Grupamento Marítimo) de Botafogo, a concentração de algas provocou a coloração escura na água.

Coordenador do projeto Olho Verde para o gerenciamento da zona costeira, o biólogo Mário Moscatelli afirma que é comum a aparição de algas na região nessa época do ano. Ele explica que, por causa do calor e da presença de nutrientes de esgoto, essas plantas se multiplicam com facilidade.

“Só através da análise podemos identificar a espécie dessas algas e saber se elas são tóxicas ou não”, disse o especialista.

A Folha tentou contato com a Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), mas nenhum representante foi localizado.

Fonte: Diana Brito/ Folha.com


6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Novo mamífero é descoberto em parque nacional do Rio de Janeiro

Um novo mamífero foi descoberto por pesquisadores brasileiros no Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, na região de Macaé (RJ). Chamado de ratinho-goytacá (Cerradomys goytaca), a nova espécie foi descrita por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O nome foi uma homenagem aos goytacazes, índios que habitavam a região litorânea do norte fluminense. Além disso, o ratinho-goytacá tem parentesco com espécies que vivem no cerrado.

Novos estudos serão realizados para entender sua origem evolutiva, ecologia, comportamento e como as transformações regionais causadas pelo homem poderão afetar as populações do animal. A espécie foi descrita em junho, em artigo publicado na revista internacional Journal of Mammalogy.

Características – O recém-descoberto mamífero brasileiro habita moitas da árvore clusia, muito comum na parte aberta da restinga.

Durante o dia ele permanece em seu ninho em meio a bromélias ou mesmo galhos da clusia.

À noite, procura por alimentos como coquinhos de guriri ou juruba, uma famosa palmeirinha que deu nome ao parque.

A descoberta foi feita pelos pesquisadores William Correa Tavares, Leila Maria Pessôa e Pablo Rodrigues Gonçalves.

Fonte: Globo Natureza


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Região da Grande Rio despeja 1/3 de esgoto sem tratamento

A região metropolitana do Rio de Janeiro teve um avanço no que se refere à coleta e ao tratamento de esgoto nos últimos dez anos. No entanto, 31,5% do esgoto residencial produzido na Grande Rio ainda são jogados diretamente no ambiente e 19,3% das residências sequer têm acesso à rede coletora de esgoto, segundo dados de 2010.

As conclusões são do estudo “Desafios do Saneamento em Metrópoles da Copa 2014: Estudo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro”, divulgado nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Segundo o coordenador do estudo, Fernando Garcia, o número de domicílios atendidos por rede de esgoto passou de 2,08 milhões em 2000 para 3,17 milhões em 2010, ou seja, um aumento de 53%.

O ritmo de crescimento, de 4,3% por ano, é ligeiramente superior à média nacional, que foi de 4,2% por ano no período.

Apesar desse avanço, ainda há 753 mil domicílios sem acesso à rede de esgoto, ou seja, 19,3% do total das residências da Grande Rio.

Para Garcia, o quadro é ainda pior quando se avalia o tratamento do esgoto, mesmo daquele que é coletado pela rede.

O esgoto de 1,2 milhão de moradias não é tratado o que representa 31,5% do total produzido na Grande Rio.

Em 11 dos 20 municípios da região, 100% do esgoto produzido são despejados diretamente no meio ambiente.

“Isso é preocupante porque tem um impacto na saúde e um impacto ambiental muito grande. Uma parte substantiva desse esgoto não coletado corre naturalmente para a baía de Guanabara, isso tem um impacto ambiental que é muito severo, mas que pode ser recuperado num período relativamente curto de tempo”, disse.

Segundo o estudo da FGV, seriam necessários R$ 250 milhões por ano, até 2014, para universalizar a coleta e o tratamento de esgoto na região metropolitana do Rio.

O ganho seria sentido não apenas no ambiente, mas também na qualidade de vida da população. A pesquisa da FGV estima que as vidas de 400 crianças seriam salvas por ano, com a consequente melhoria na saúde pública trazida pela universalização do saneamento básico.

“Se até lá [até a Copa] conseguirmos melhorar as condições de saúde da população, do ambiente, das praias, da baía de Guanabara, os turistas que vamos receber nos próximos anos vão ter uma impressão muito melhor. Isso tem um efeito duradouro sobre o turismo e a renda. Além disso, haverá um ganho expressivo de qualidade de vida da população dessas regiões”, disse.

A universalização do saneamento na Grande Rio poderia também gerar um ganho de renda para as famílias, uma vez que, de acordo com a FGV, espera-se um crescimento da produtividade do trabalhador que vive em áreas com saneamento adequado.

Segundo o estudo, estima-se que poderá haver um aumento de 2,6% da renda média da população na região, ou seja, R$ 443 milhões por mês.

Fonte: DA AGÊNCIA BRASIL


26 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Rio será a primeira cidade a receber o mutirão de coleta de lixo Limpa Brasil Let’s do it!

O Rio de Janeiro será a primeira das sete cidades brasileiras a receber o Limpa Brasil Let´s do it!, movimento mundial de mobilização social voltado para o envolvimento da sociedade no recolhimento dos resíduos sólidos descartados.

O primeiro mutirão de limpeza na cidade ocorrerá no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, e a expectativa é reunir cerca de 50 mil voluntários, entre coordenadores, catadores e supervisores. Os interessados devem se inscrever no site do projeto.

Na capital fluminense, 18 ecopontos, que estão espalhados por todas as regiões da cidade, funcionarão entre 9h e 17h, recebendo o lixo recolhido pela população. As tendas serão instaladas em lugares onde já atuam organizações não governamentais (ONGs) que trabalham na defesa do meio ambiente.

Três dias antes do movimento, os inscritos poderão participar de oficinas de capacitação, nas quais aprenderão métodos de recolhimento do material reciclável.

O coordenador nacional de Logística do Limpa Brasil, Tião Santos, acredita que, como até 2016, o Rio de Janeiro será a porta de entrada do Brasil, com dois grandes eventos esportivos (Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016) e um sobre desenvolvimento sustentável (Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável), a população carioca deve receber noções de educação ambiental.

“Eu acho que tem que começar a dar exemplo [o Rio de Janeiro]. Vamos receber pessoas de todos os lugares do mundo, a cidade vai estar com excesso de pessoas circulando, ou seja, consumindo e produzindo lixo e qual exemplo a gente dá com isso? Acho que o Rio de Janeiro tem que se preparar para não fazer feio”, disse Tião.

Nos próximos meses, Brasília, Campinas (SP), Guarulhos (SP), Goiânia, São Paulo e Belo Horizonte também participarão da iniciativa.

Fonte: Agência Brasil


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Rio cria secretaria de Economia Verde e quer liderança no mercado de carbono

O Rio de Janeiro é o primeiro Estado brasileiro a ter uma secretaria de Economia Verde, subordinada à pasta estadual do Meio Ambiente. Se depender do desejo de quem ocupa o cargo, a cientista Suzana Kahn Ribeiro, esse é o início do processo de tornar a economia fluminense mais limpa, mais moderna e mais forte. O primeiro passo nesta rota pode ser a de tornar o Estado do Rio o primeiro da Federação a ter um mercado de carbono como existe na Europa, com a comercialização entre empresas de licenças para emitir gases-estufa.

“O Rio de Janeiro tem vocação muito grande para inovação”, diz ela, citando a rede de universidades e centros de pesquisa, e a necessidade de o Rio ter mais opções, além da vocação turística natural. “Podemos nos credenciar a ser um polo de tecnologia de baixo carbono”, prossegue Suzana. “Podemos tornar o Rio uma vitrine desse novo modelo de desenvolvimento”, diz. “Se conseguirmos estabelecer um modelo de governança ambiental, que possa ser replicado no Brasil todo, podemos mostrar que é possível ter o meio ambiente como indutor de desenvolvimento e não como um impeditivo.”

Economia verde é termo na moda e que começa a circular com mais vigor no mundo, embora ainda soe meio volátil. Na segunda-feira, em Nairóbi, no Quênia, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lança o primeiro estudo de renome sobre o assunto. “Está se falando muito sobre isso e não podemos perder essa oportunidade da história”, diz Suzana. “O Brasil precisa escolher o que quer ser nesse cenário: protagonista, coadjuvante ou atropelado pelos outros.”

the next three days video

Na visão dessa engenheira mecânica com mestrado em planejamento energético e doutorado em engenharia de produção, “a chance de crescer da mesma forma que as nações ricas cresceram no passado, não existe mais”. A consciência ambiental hoje é muito maior, e os recursos naturais são finitos, há um limite concreto para a sua exploração. “O Rio pode ser um estudo de caso”, entusiasma-se.

Promover joint-ventures entre empresas e transformar o Rio em um polo de tecnologias limpas, por exemplo, é o que ela tem em mente. Desenvolver pás de torres eólicas com design mais adequado, para aproveitar melhor os ventos no país, ou produzir painéis solares ao invés de importá-los, são duas ideias que ela cita.

A criação de um mercado de carbono é outro exemplo. O Estado teria que estabelecer um teto para as emissões de gases-estufa e depois criar um sistema de comercialização de licenças. O formato é inspirado no que existe na Europa, só que ali os países têm metas obrigatórias de redução de gases-estufa e regras reguladas pelo Protocolo de Kyoto. “A motivação é ambiental, mas esse tipo de decisão ultrapassa as nossas fronteiras e tem que ser alinhavado com todo o governo”, adianta.

Já começaram as reuniões com técnicos da secretaria da Fazenda, da área tecnológica e do desenvolvimento econômico, com funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). “Temos que ver o que é possível fazer para não onerar a economia do Estado.”

Para sair do plano das intenções, Suzana tem à frente os recursos do pré-sal e a Rio+20, um megaevento que o Rio de Janeiro sediará em 2012, 20 anos depois da Eco-92, a famosa conferência da ONU que produziu as convenções do Clima e da Biodiversidade. Não se espera, da Rio+20, novas convenções ou os ajustes de negociação que ocorrem todos os anos nas chamadas CoPs, mas a reunião deverá produzir um documento exatamente sobre economia verde.

Não é de hoje que Suzana trabalha com o secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc. Ela foi secretária de Mudanças Climáticas durante a gestão de Minc no ministério e saiu com ele, em abril. De volta ao Rio, montou, com o climatologista Carlos Nobre, o Painel Brasileiro de Mudança Climática, inspirado no IPPC da ONU e ligado aos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. O painel tem por função ser um órgão consultivo e de apoio ao governo sobre mudança climática e dar suporte para políticas públicas. Hoje, existem 200 cientistas envolvidos com o painel no Brasil.

Fonte: Daniela Chiaretti, no Valor Econômico


17 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Este ano o Rio de Janeiro pode implantar mais de 70 reservas naturais particulares

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Somente no primeiro semestre foram protocolados 34 requerimentos para criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro. Estão previstos pelo menos mais 40 pedidos até o final de 2009.

As RPPN descentralizam as políticas de preservação ambiental, tornando as ações mais amplas como a manutenção da biodiversidade e a proteção dos recursos. Mais de 1.500 hectares de áreas particulares fazem parte desse tipo de reserva.

Recentemente duas novas RPPN foram reconhecidas no estado em caráter definitivo: a Águas Vertentes, em Silva Jardim, e a Campo Escoteiro Geral Hugo Nunes, em Magé.
*Com informações da SEA

51 hd download


15 de abril de 2009 | nenhum comentário »

Rio de Janeiro lança Agenda 21 Escolar à distância

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

A Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA) lançou nesta segunda-feira, 13, o Programa “Agenda 21 Escolar: Formando Elos de Cidadania à distância”.

O programa é voltado à implementação de ações de educação ambiental nas escolas públicas com orientações sobre como os alunos podem preservar a natureza. Cerca de duas mil pessoas, incluindo alunos e professores, serão beneficiadas. O programa será realizado em 400 escolas públicas do estado.

De acordo com informações da SEA o curso utiliza as plataformas do Consórcio Cederj (parceria da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Fundação Cecierj, órgão da Secretaria de Ciência e Tecnologia) com as universidades públicas sediadas no estado: Universidades Federal Fluminense (UFF), Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Rio de Janeiro (UniRio), Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e do estado do Rio de Janeiro (Uerj).

direct download movies divx

No site do Cederj é possível acessar o ambiente virtual para o curso de 180 horas de aula. O material didático e um espaço de interação entre os participantes também estão disponíveis no endereço: www.cederj.edu.br.

*Com informações da SEA






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Algas formam mancha marrom na Baía de Guanabara, no Rio

Uma grande mancha marrom apareceu nesta sexta-feira (13) na Baía de Guanabara, altura da Marina da Glória, na zona sul do Rio. Segundo o 1º GMar (Grupamento Marítimo) de Botafogo, a concentração de algas provocou a coloração escura na água.

Coordenador do projeto Olho Verde para o gerenciamento da zona costeira, o biólogo Mário Moscatelli afirma que é comum a aparição de algas na região nessa época do ano. Ele explica que, por causa do calor e da presença de nutrientes de esgoto, essas plantas se multiplicam com facilidade.

“Só através da análise podemos identificar a espécie dessas algas e saber se elas são tóxicas ou não”, disse o especialista.

A Folha tentou contato com a Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), mas nenhum representante foi localizado.

Fonte: Diana Brito/ Folha.com


6 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Novo mamífero é descoberto em parque nacional do Rio de Janeiro

Um novo mamífero foi descoberto por pesquisadores brasileiros no Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, na região de Macaé (RJ). Chamado de ratinho-goytacá (Cerradomys goytaca), a nova espécie foi descrita por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O nome foi uma homenagem aos goytacazes, índios que habitavam a região litorânea do norte fluminense. Além disso, o ratinho-goytacá tem parentesco com espécies que vivem no cerrado.

Novos estudos serão realizados para entender sua origem evolutiva, ecologia, comportamento e como as transformações regionais causadas pelo homem poderão afetar as populações do animal. A espécie foi descrita em junho, em artigo publicado na revista internacional Journal of Mammalogy.

Características – O recém-descoberto mamífero brasileiro habita moitas da árvore clusia, muito comum na parte aberta da restinga.

Durante o dia ele permanece em seu ninho em meio a bromélias ou mesmo galhos da clusia.

À noite, procura por alimentos como coquinhos de guriri ou juruba, uma famosa palmeirinha que deu nome ao parque.

A descoberta foi feita pelos pesquisadores William Correa Tavares, Leila Maria Pessôa e Pablo Rodrigues Gonçalves.

Fonte: Globo Natureza


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Região da Grande Rio despeja 1/3 de esgoto sem tratamento

A região metropolitana do Rio de Janeiro teve um avanço no que se refere à coleta e ao tratamento de esgoto nos últimos dez anos. No entanto, 31,5% do esgoto residencial produzido na Grande Rio ainda são jogados diretamente no ambiente e 19,3% das residências sequer têm acesso à rede coletora de esgoto, segundo dados de 2010.

As conclusões são do estudo “Desafios do Saneamento em Metrópoles da Copa 2014: Estudo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro”, divulgado nesta quinta-feira pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Segundo o coordenador do estudo, Fernando Garcia, o número de domicílios atendidos por rede de esgoto passou de 2,08 milhões em 2000 para 3,17 milhões em 2010, ou seja, um aumento de 53%.

O ritmo de crescimento, de 4,3% por ano, é ligeiramente superior à média nacional, que foi de 4,2% por ano no período.

Apesar desse avanço, ainda há 753 mil domicílios sem acesso à rede de esgoto, ou seja, 19,3% do total das residências da Grande Rio.

Para Garcia, o quadro é ainda pior quando se avalia o tratamento do esgoto, mesmo daquele que é coletado pela rede.

O esgoto de 1,2 milhão de moradias não é tratado o que representa 31,5% do total produzido na Grande Rio.

Em 11 dos 20 municípios da região, 100% do esgoto produzido são despejados diretamente no meio ambiente.

“Isso é preocupante porque tem um impacto na saúde e um impacto ambiental muito grande. Uma parte substantiva desse esgoto não coletado corre naturalmente para a baía de Guanabara, isso tem um impacto ambiental que é muito severo, mas que pode ser recuperado num período relativamente curto de tempo”, disse.

Segundo o estudo da FGV, seriam necessários R$ 250 milhões por ano, até 2014, para universalizar a coleta e o tratamento de esgoto na região metropolitana do Rio.

O ganho seria sentido não apenas no ambiente, mas também na qualidade de vida da população. A pesquisa da FGV estima que as vidas de 400 crianças seriam salvas por ano, com a consequente melhoria na saúde pública trazida pela universalização do saneamento básico.

“Se até lá [até a Copa] conseguirmos melhorar as condições de saúde da população, do ambiente, das praias, da baía de Guanabara, os turistas que vamos receber nos próximos anos vão ter uma impressão muito melhor. Isso tem um efeito duradouro sobre o turismo e a renda. Além disso, haverá um ganho expressivo de qualidade de vida da população dessas regiões”, disse.

A universalização do saneamento na Grande Rio poderia também gerar um ganho de renda para as famílias, uma vez que, de acordo com a FGV, espera-se um crescimento da produtividade do trabalhador que vive em áreas com saneamento adequado.

Segundo o estudo, estima-se que poderá haver um aumento de 2,6% da renda média da população na região, ou seja, R$ 443 milhões por mês.

Fonte: DA AGÊNCIA BRASIL


26 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Rio será a primeira cidade a receber o mutirão de coleta de lixo Limpa Brasil Let’s do it!

O Rio de Janeiro será a primeira das sete cidades brasileiras a receber o Limpa Brasil Let´s do it!, movimento mundial de mobilização social voltado para o envolvimento da sociedade no recolhimento dos resíduos sólidos descartados.

O primeiro mutirão de limpeza na cidade ocorrerá no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, e a expectativa é reunir cerca de 50 mil voluntários, entre coordenadores, catadores e supervisores. Os interessados devem se inscrever no site do projeto.

Na capital fluminense, 18 ecopontos, que estão espalhados por todas as regiões da cidade, funcionarão entre 9h e 17h, recebendo o lixo recolhido pela população. As tendas serão instaladas em lugares onde já atuam organizações não governamentais (ONGs) que trabalham na defesa do meio ambiente.

Três dias antes do movimento, os inscritos poderão participar de oficinas de capacitação, nas quais aprenderão métodos de recolhimento do material reciclável.

O coordenador nacional de Logística do Limpa Brasil, Tião Santos, acredita que, como até 2016, o Rio de Janeiro será a porta de entrada do Brasil, com dois grandes eventos esportivos (Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016) e um sobre desenvolvimento sustentável (Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável), a população carioca deve receber noções de educação ambiental.

“Eu acho que tem que começar a dar exemplo [o Rio de Janeiro]. Vamos receber pessoas de todos os lugares do mundo, a cidade vai estar com excesso de pessoas circulando, ou seja, consumindo e produzindo lixo e qual exemplo a gente dá com isso? Acho que o Rio de Janeiro tem que se preparar para não fazer feio”, disse Tião.

Nos próximos meses, Brasília, Campinas (SP), Guarulhos (SP), Goiânia, São Paulo e Belo Horizonte também participarão da iniciativa.

Fonte: Agência Brasil


18 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Rio cria secretaria de Economia Verde e quer liderança no mercado de carbono

O Rio de Janeiro é o primeiro Estado brasileiro a ter uma secretaria de Economia Verde, subordinada à pasta estadual do Meio Ambiente. Se depender do desejo de quem ocupa o cargo, a cientista Suzana Kahn Ribeiro, esse é o início do processo de tornar a economia fluminense mais limpa, mais moderna e mais forte. O primeiro passo nesta rota pode ser a de tornar o Estado do Rio o primeiro da Federação a ter um mercado de carbono como existe na Europa, com a comercialização entre empresas de licenças para emitir gases-estufa.

“O Rio de Janeiro tem vocação muito grande para inovação”, diz ela, citando a rede de universidades e centros de pesquisa, e a necessidade de o Rio ter mais opções, além da vocação turística natural. “Podemos nos credenciar a ser um polo de tecnologia de baixo carbono”, prossegue Suzana. “Podemos tornar o Rio uma vitrine desse novo modelo de desenvolvimento”, diz. “Se conseguirmos estabelecer um modelo de governança ambiental, que possa ser replicado no Brasil todo, podemos mostrar que é possível ter o meio ambiente como indutor de desenvolvimento e não como um impeditivo.”

Economia verde é termo na moda e que começa a circular com mais vigor no mundo, embora ainda soe meio volátil. Na segunda-feira, em Nairóbi, no Quênia, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lança o primeiro estudo de renome sobre o assunto. “Está se falando muito sobre isso e não podemos perder essa oportunidade da história”, diz Suzana. “O Brasil precisa escolher o que quer ser nesse cenário: protagonista, coadjuvante ou atropelado pelos outros.”

the next three days video

Na visão dessa engenheira mecânica com mestrado em planejamento energético e doutorado em engenharia de produção, “a chance de crescer da mesma forma que as nações ricas cresceram no passado, não existe mais”. A consciência ambiental hoje é muito maior, e os recursos naturais são finitos, há um limite concreto para a sua exploração. “O Rio pode ser um estudo de caso”, entusiasma-se.

Promover joint-ventures entre empresas e transformar o Rio em um polo de tecnologias limpas, por exemplo, é o que ela tem em mente. Desenvolver pás de torres eólicas com design mais adequado, para aproveitar melhor os ventos no país, ou produzir painéis solares ao invés de importá-los, são duas ideias que ela cita.

A criação de um mercado de carbono é outro exemplo. O Estado teria que estabelecer um teto para as emissões de gases-estufa e depois criar um sistema de comercialização de licenças. O formato é inspirado no que existe na Europa, só que ali os países têm metas obrigatórias de redução de gases-estufa e regras reguladas pelo Protocolo de Kyoto. “A motivação é ambiental, mas esse tipo de decisão ultrapassa as nossas fronteiras e tem que ser alinhavado com todo o governo”, adianta.

Já começaram as reuniões com técnicos da secretaria da Fazenda, da área tecnológica e do desenvolvimento econômico, com funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). “Temos que ver o que é possível fazer para não onerar a economia do Estado.”

Para sair do plano das intenções, Suzana tem à frente os recursos do pré-sal e a Rio+20, um megaevento que o Rio de Janeiro sediará em 2012, 20 anos depois da Eco-92, a famosa conferência da ONU que produziu as convenções do Clima e da Biodiversidade. Não se espera, da Rio+20, novas convenções ou os ajustes de negociação que ocorrem todos os anos nas chamadas CoPs, mas a reunião deverá produzir um documento exatamente sobre economia verde.

Não é de hoje que Suzana trabalha com o secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc. Ela foi secretária de Mudanças Climáticas durante a gestão de Minc no ministério e saiu com ele, em abril. De volta ao Rio, montou, com o climatologista Carlos Nobre, o Painel Brasileiro de Mudança Climática, inspirado no IPPC da ONU e ligado aos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia. O painel tem por função ser um órgão consultivo e de apoio ao governo sobre mudança climática e dar suporte para políticas públicas. Hoje, existem 200 cientistas envolvidos com o painel no Brasil.

Fonte: Daniela Chiaretti, no Valor Econômico


17 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Este ano o Rio de Janeiro pode implantar mais de 70 reservas naturais particulares

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Somente no primeiro semestre foram protocolados 34 requerimentos para criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro. Estão previstos pelo menos mais 40 pedidos até o final de 2009.

As RPPN descentralizam as políticas de preservação ambiental, tornando as ações mais amplas como a manutenção da biodiversidade e a proteção dos recursos. Mais de 1.500 hectares de áreas particulares fazem parte desse tipo de reserva.

Recentemente duas novas RPPN foram reconhecidas no estado em caráter definitivo: a Águas Vertentes, em Silva Jardim, e a Campo Escoteiro Geral Hugo Nunes, em Magé.
*Com informações da SEA

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Rio de Janeiro lança Agenda 21 Escolar à distância

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

A Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA) lançou nesta segunda-feira, 13, o Programa “Agenda 21 Escolar: Formando Elos de Cidadania à distância”.

O programa é voltado à implementação de ações de educação ambiental nas escolas públicas com orientações sobre como os alunos podem preservar a natureza. Cerca de duas mil pessoas, incluindo alunos e professores, serão beneficiadas. O programa será realizado em 400 escolas públicas do estado.

De acordo com informações da SEA o curso utiliza as plataformas do Consórcio Cederj (parceria da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Fundação Cecierj, órgão da Secretaria de Ciência e Tecnologia) com as universidades públicas sediadas no estado: Universidades Federal Fluminense (UFF), Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Rio de Janeiro (UniRio), Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e do estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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No site do Cederj é possível acessar o ambiente virtual para o curso de 180 horas de aula. O material didático e um espaço de interação entre os participantes também estão disponíveis no endereço: www.cederj.edu.br.

*Com informações da SEA