21 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Hidrelétricas influenciam riqueza de biodiversidade no Rio Iguaçu

O Rio Bela Vista, no Paraná, é natural, mas logo acima existe um canal artificial, chamado de canal da piracema e criado dentro da hidrelétrica de Itaipu. Se não houvesse esse caminho, os peixes não poderiam mais seguir a sua natureza de subir o Rio Paraná para desovar, porque a construção da barragem cortou o caminho dos peixes migradores.

“Eles têm de vencer um desnível de 120 metros entre o Rio Paraná e o lago de Itaipu. A gente estima que aproximadamente 20% dos peixes que entram no canal da piracema conseguem chegar até o reservatório de Itaipu”, diz o biólogo Helio Martins Fontes.

A Hidrelétrica de Itaipu é a maior do mundo em geração de energia. Para a formação do lago de 1.350 km², os construtores acabaram com a beleza do Salto de Sete Quedas, uma das principais atrações turísticas do Paraná. Foi uma comoção nacional e muita gente foi dar seu adeus a Sete Quedas em 1982.

O lago cobriu também a Mata Atlântica, com toda a sua biodiversidade. As águas subiram rapidamente, em 15 dias, e na última hora correram contra o tempo para salvar os animais que viviam na região.

Para compensar a perda da biodiversidade, a Itaipu Binacional até hoje trabalha no sentido de minimizar a perda da flora e da fauna.

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Um exemplo é a marcação de peixes para saber que distância eles viajam. “Constatamos que tem peixes que foram marcados e soltos no Rio Bela Vista e que foram capturados a mais de 600 km rio acima, lá em afluentes do Rio Paraná já no estado de São Paulo”, diz Fontes. “Tem espécies que chegam a migrar 600, 700 km e até mil km no caso do dourado. São os grandes migradores do rio Paraná.”

Subir o rio para desovar é o ato mais importante para a conservação das espécies. Os peixes que estão na parte de baixo do rio precisam encontrar os que estão na parte de cima para haver uma troca genética e a espécie não perder o vigor, nem se degenerar.

Daniel Alberto Crosta, diretor do Parque Nacional do Iguazu, na Argentina, conta que 30 anos atrás vinham grandes quantidades de dourados desovar na ilha de San Martin, no baixo Iguaçu. Com a represa de Itaipu, ele diz que hoje chegam ali apenas 10% dos dourados que apareciam antigamente. “Nós chamamos de rio morto porque cada vez existe menos vida nesses lugares”, diz ele.

Hidrelétricas – Além de Itaipu, outras cinco hidrelétricas ao longo do Rio Iguaçu influenciam diretamente o equilíbrio da biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu. “Nós não temos mais o controle natural do Rio Iguaçu, e isso é um desastre para a questão de biodiversidade do parque porque em termos de 24 horas você pode ter dois ambientes completamente diferentes. Isso incide diretamente na reprodução de aves e de peixes”, diz o analista ambiental Jorge Luiz Pegoraro, diretor do Parque Nacional do Iguaçu.

Uma outra hidrelétrica está a caminho e o local escolhido é está entre pedras que formam pequenas corredeiras a menos de um quilômetros dos limites do parque.

Fonte: Globo Natureza


25 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Comitiva polonesa conhece projetos na área florestal

SEMA 22/11/2010

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso, recebeu nesta segunda-feira (22), em Curitiba, representantes das universidades polonesas Poznan University of Technology e Poznan University of Life Sciences. A comitiva veio conhecer os projetos ambientais do Paraná e propor acordo de cooperação técnica na área de monitoramento florestal.

O secretário explicou as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado que contribuem para o equilíbrio ambiental. ‘Ao monitorar as florestas, nós monitoramos a biodiversidade como um todo e que, embora tenhamos uma diferença de ecossistemas e de clima, as bases utilizadas são as mesmas’ destacou o secretário. Ele ainda disse, que a troca de experiências com a Polônia também poderá resultar em importantes estudos acadêmicos na área ambiental.

Técnicos e diretores da Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG) promoveram para a comitiva polonesa um workshop sobre as possibilidades de aplicação e cooperação para implantar um sistema avançado de monitoramento de florestas no Paraná. Também participaram do Seminário, representantes da Embrapa Florestas e de organizações não governamentais (ONG) como a Mater Natura e The Nature Conservancy – TNC. Todas estas instituições já desenvolvem o monitoramento das Áreas Estratégicas para a Conservação e Recuperação da Biodiversidade do Paraná.

ESTRATÉGIA – As margens dos rios Ivaí, Piquiri, Cinzas e Iguaçu, em toda a sua extensão, são algumas das áreas apontadas como estratégicas para conservação. Também foram incluídas no levantamento áreas de remanescentes de floresta nativa existentes na região central do Paraná, nascentes de rios importantes, locais onde há grande diversidade de fauna e flora e áreas de floresta que podem ser conectadas a outros remanescentes florestais para construção de corredores de biodiversidade.

A primeira fase do programa identificou os principais remanescentes de vegetação do Paraná (áreas consideradas estratégicas para conservação) a partir do qual foram definidas as áreas necessárias para recomposição da vegetação. O mapeamento utilizou imagens de satélites (INPE 2008) considerando estudos do Ministério do Meio Ambiente sobre as áreas prioritárias para a biodiversidade; Projeto rede da biodiversidade; o sistema estadual e federal de Unidades de Conservação, Estações Ecológicas e áreas prioritárias definidas pelo Sisleg

‘Apresentamos aos nossos visitantes projetos que estão trazendo resultados positivos e toda a experiência dos nossos técnicos, contribuindo para o acordo de cooperação’, conta o engenheiro e técnico da Secretaria Sérgio Mudrovitsch de Bittencourt.

Integram a comitiva da Polônia Mikolaj Sobczak, PhD e chefe dos laboratórios de pesquisa sobre Sistemas Móveis; Andrzej Labedzki, PhD e entomologista florestal; Maciej Ulatowski, da área de Desenvolvimento de Negócios e Comercialização; o chefe de pesquisa dos Laboratórios sobre Sistemas Móveis, Szymon Wasik, e o pesquisador sênior Kamil Sedlak. 

Fonte: Agência de Notícias do Estado do Paraná – AEN

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Hidrelétricas influenciam riqueza de biodiversidade no Rio Iguaçu

O Rio Bela Vista, no Paraná, é natural, mas logo acima existe um canal artificial, chamado de canal da piracema e criado dentro da hidrelétrica de Itaipu. Se não houvesse esse caminho, os peixes não poderiam mais seguir a sua natureza de subir o Rio Paraná para desovar, porque a construção da barragem cortou o caminho dos peixes migradores.

“Eles têm de vencer um desnível de 120 metros entre o Rio Paraná e o lago de Itaipu. A gente estima que aproximadamente 20% dos peixes que entram no canal da piracema conseguem chegar até o reservatório de Itaipu”, diz o biólogo Helio Martins Fontes.

A Hidrelétrica de Itaipu é a maior do mundo em geração de energia. Para a formação do lago de 1.350 km², os construtores acabaram com a beleza do Salto de Sete Quedas, uma das principais atrações turísticas do Paraná. Foi uma comoção nacional e muita gente foi dar seu adeus a Sete Quedas em 1982.

O lago cobriu também a Mata Atlântica, com toda a sua biodiversidade. As águas subiram rapidamente, em 15 dias, e na última hora correram contra o tempo para salvar os animais que viviam na região.

Para compensar a perda da biodiversidade, a Itaipu Binacional até hoje trabalha no sentido de minimizar a perda da flora e da fauna.

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Um exemplo é a marcação de peixes para saber que distância eles viajam. “Constatamos que tem peixes que foram marcados e soltos no Rio Bela Vista e que foram capturados a mais de 600 km rio acima, lá em afluentes do Rio Paraná já no estado de São Paulo”, diz Fontes. “Tem espécies que chegam a migrar 600, 700 km e até mil km no caso do dourado. São os grandes migradores do rio Paraná.”

Subir o rio para desovar é o ato mais importante para a conservação das espécies. Os peixes que estão na parte de baixo do rio precisam encontrar os que estão na parte de cima para haver uma troca genética e a espécie não perder o vigor, nem se degenerar.

Daniel Alberto Crosta, diretor do Parque Nacional do Iguazu, na Argentina, conta que 30 anos atrás vinham grandes quantidades de dourados desovar na ilha de San Martin, no baixo Iguaçu. Com a represa de Itaipu, ele diz que hoje chegam ali apenas 10% dos dourados que apareciam antigamente. “Nós chamamos de rio morto porque cada vez existe menos vida nesses lugares”, diz ele.

Hidrelétricas – Além de Itaipu, outras cinco hidrelétricas ao longo do Rio Iguaçu influenciam diretamente o equilíbrio da biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu. “Nós não temos mais o controle natural do Rio Iguaçu, e isso é um desastre para a questão de biodiversidade do parque porque em termos de 24 horas você pode ter dois ambientes completamente diferentes. Isso incide diretamente na reprodução de aves e de peixes”, diz o analista ambiental Jorge Luiz Pegoraro, diretor do Parque Nacional do Iguaçu.

Uma outra hidrelétrica está a caminho e o local escolhido é está entre pedras que formam pequenas corredeiras a menos de um quilômetros dos limites do parque.

Fonte: Globo Natureza


25 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Comitiva polonesa conhece projetos na área florestal

SEMA 22/11/2010

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso, recebeu nesta segunda-feira (22), em Curitiba, representantes das universidades polonesas Poznan University of Technology e Poznan University of Life Sciences. A comitiva veio conhecer os projetos ambientais do Paraná e propor acordo de cooperação técnica na área de monitoramento florestal.

O secretário explicou as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado que contribuem para o equilíbrio ambiental. ‘Ao monitorar as florestas, nós monitoramos a biodiversidade como um todo e que, embora tenhamos uma diferença de ecossistemas e de clima, as bases utilizadas são as mesmas’ destacou o secretário. Ele ainda disse, que a troca de experiências com a Polônia também poderá resultar em importantes estudos acadêmicos na área ambiental.

Técnicos e diretores da Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG) promoveram para a comitiva polonesa um workshop sobre as possibilidades de aplicação e cooperação para implantar um sistema avançado de monitoramento de florestas no Paraná. Também participaram do Seminário, representantes da Embrapa Florestas e de organizações não governamentais (ONG) como a Mater Natura e The Nature Conservancy – TNC. Todas estas instituições já desenvolvem o monitoramento das Áreas Estratégicas para a Conservação e Recuperação da Biodiversidade do Paraná.

ESTRATÉGIA – As margens dos rios Ivaí, Piquiri, Cinzas e Iguaçu, em toda a sua extensão, são algumas das áreas apontadas como estratégicas para conservação. Também foram incluídas no levantamento áreas de remanescentes de floresta nativa existentes na região central do Paraná, nascentes de rios importantes, locais onde há grande diversidade de fauna e flora e áreas de floresta que podem ser conectadas a outros remanescentes florestais para construção de corredores de biodiversidade.

A primeira fase do programa identificou os principais remanescentes de vegetação do Paraná (áreas consideradas estratégicas para conservação) a partir do qual foram definidas as áreas necessárias para recomposição da vegetação. O mapeamento utilizou imagens de satélites (INPE 2008) considerando estudos do Ministério do Meio Ambiente sobre as áreas prioritárias para a biodiversidade; Projeto rede da biodiversidade; o sistema estadual e federal de Unidades de Conservação, Estações Ecológicas e áreas prioritárias definidas pelo Sisleg

‘Apresentamos aos nossos visitantes projetos que estão trazendo resultados positivos e toda a experiência dos nossos técnicos, contribuindo para o acordo de cooperação’, conta o engenheiro e técnico da Secretaria Sérgio Mudrovitsch de Bittencourt.

Integram a comitiva da Polônia Mikolaj Sobczak, PhD e chefe dos laboratórios de pesquisa sobre Sistemas Móveis; Andrzej Labedzki, PhD e entomologista florestal; Maciej Ulatowski, da área de Desenvolvimento de Negócios e Comercialização; o chefe de pesquisa dos Laboratórios sobre Sistemas Móveis, Szymon Wasik, e o pesquisador sênior Kamil Sedlak. 

Fonte: Agência de Notícias do Estado do Paraná – AEN

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