11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesca excessiva ameaça 30% das populações de peixes, afirma ONU

FAO aponta riscos social e econômico do desaparecimento de espécies.
Conservação da biodiversidade marinha foi debatida na Rio+20, em junho.

Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) informou que a comunidade internacional tem que fazer mais para garantir a pesca sustentável no mundo e alertou que quase 30% das populações de peixes correm risco de desaparecer devido à pesca excessiva.

No documento, divulgado nesta segunda-feira (9), a entidade afirma que muitas das populações marinhas, mesmo aquelas já monitoradas pela FAO, continuam sofrendo uma grande pressão. “A superexploração não afeta somente de forma negativa o meio ambiente, mas também reduz a produção pesqueira, com efeitos negativos sociais e econômicos”.

Segundo a agência da ONU, para aumentar a contribuição da pesca marinha à segurança alimentar, às economias e ao bem-estar das comunidades costeiras, é necessário aplicar planos eficazes para reestabelecer as populações de peixes afetados pela sobrepesca.

De acordo com estatísticas apresentadas pelo órgão, cerca de 57% dos peixes estão totalmente explorados (ou seja, o limite sustentável já está próximo de ser atingido) e apenas 13% não estão totalmente explorados. “É necessário fortalecer a governança e ordenar de forma eficaz a pesca”, disse.

Dados da FAO de 2012 mostram que o setor pesqueiro produziu a cifra recorde de 128 milhões de toneladas de pescado para consumo humano – uma média de 18,4 kg por pessoa – proporcionando 15% da ingestão de proteína animal a mais de 4,3 milhões de pessoas. Além disso, o setor emprega atualmente 55 milhões de pessoas.

O relatório da ONU sustenta que o fomento à pesca e à piscicultura sustentáveis pode incentivar a administração de ecossistemas em larga escala e defende mecanismos como a adoção de um sistema de pesca e aquicultura mais justos e responsáveis.

Proteção dos oceanos foi tema da Rio+20
A proteção à biodiversidade marinha foi um dos principais temas debatidos pelos 188 países reunidos durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho.

Um dos resultados definidos no documento “O futuro que queremos”, fruto das negociações diplomáticas, é a adoção de um novo instrumento internacional sob a Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos), para uso sustentável da biodiversidade e conservação em alto mar.

O documento prevê ainda, entre outras medidas, a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro da ONU, além de reafirmar um dos Princípios do Rio, criado em 1992, sobre as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”. Este princípio significa que os países ricos devem investir mais no desenvolvimento sustentável por terem degradado mais o meio ambiente durante séculos.

Outra medida aprovada é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento da erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta. Para isso, o documento recomenda que “o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais”, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.

Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas.

Pescadores trabalham na Indonésia nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Pescadores da Indonésia coletam exemplares de atum nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Fonte: Globo Natureza


28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Polícia chinesa mata tigre que escapou de zoológico

Animal fugiu da jaula durante descuido de tratador. Foram necessários 12 policiais para caçar o tigre, cuja espécie está ameaçada

Policiais chineses mataram com um tiro uma fêmea de tigre siberiano de nove anos que tinha escapado de um zoológico da cidade de Wuhu, informou a imprensa estatal nesta terça-feira (27).

De acordo com a agência “Xinhua”, o animal saiu de sua jaula após a falta de atenção de um de seus cuidadores, que se esqueceu de fechá-la após alimentar o tigre, que fugiu para um parque no centro da cidade e causou pânico entre os moradores.

Depois que os responsáveis pelo zoológico advertiram que o animal poderia mostrar agressividade, 12 policiais foram mobilizados na ação, rodearam e sacrificaram o animal.

O tigre siberiano, que no país também é conhecido como “tigre do nordeste da China”, é maior que outros animais da espécie, tem cor mais clara, em algumas ocasiões branca, e é um dos mamíferos com maior risco de extinção.

A estimativa é de que cerca de 500 exemplares vivam em estado selvagem, a maioria na Rússia. No ano passado, a morte de 13 tigres em um zoológico do nordeste da China por falta de alimentação fez com que as autoridades do país prometessem melhores condições para estes animais em cativeiro.

Um tigre siberiano como o da foto foi morto após escapar de um zoo na China. A espécie está ameaçada. Foto: Marc Moritsch / National Geographic Image Sales

Fonte: EFE


17 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Baleias franca são vistas próximo a surfistas no litoral do RS

Pelo menos 25 animais da espécie foram avistadas nas orlas de SC e RS.

Segundo pesquisadora, é época de acasalamento das baleias.

Baleias franca foram vistas no domingo (14) próximo a surfistas na orla de Atlântida, litoral norte do Rio Grande do Sul. Desde quinta-feira (11), pelo menos 25 animais da espécie foram avistadas nas praias de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, segundo a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, Karina Groch.

Conforme Karina, entre julho e setembro elas procuram o litoral brasileiro para se acasalar e amamentar os filhotes. “É época de procriação das francas”, diz.

Para turistas, mergulhadores e surfistas há risco de se aproximarem das baleias, diz. “As grandes tem até 18 metros de comprimento e pesam 60 toneladas. Já um filhote, tem 5 metros e pesa algumas toneladas também. Só o fato delas se movimentarem já gera um deslocamento que pode causar risco a uma pessoa”, acrescenta Karina.

baleia (Foto: Lucas Saporiti/Agência RBS)

Baleias franca são avistadas próximo a surfistas no litoral do RS (Foto: Lucas Saporiti/Agência RBS)

Fonte: Do G1, em São Pa


21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Estudo aponta que um terço das arraias e tubarões estão ameaçados

Levantamento sobre espécies existentes no Brasil ainda é preliminar.
De 169 espécies, 2 desapareceram no país e 60 correm risco.

Levantamento feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, com a ajuda de 50 especialistas, aponta que mais de um terço das espécies de tubarões e arraias existentes no Brasil estão ameaçadas.

O estudo é considerado preliminar porque ainda precisa ser validado por mais pesquisadores para então ser publicado em revista científica. Das 169 espécies analisadas, 2 foram consideradas regionalmente extintas e 60 encontram-se em alguma categoria de ameaça segundo critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Dessas 60 , 29 estão “criticamente em perigo” (CR), 7 “em Perigo” (EN) e 20 encontram-se na categoria “vulnerável” (VU). Apenas 31 foram classificadas como de “menor preocupação” (LC) e 16 como “quase ameaçada” (NT).

O número de espécies com “dados insuficientes” (DD) é de 59, o que, segundo o ICMBio, é um índice bastante alto e mostra que falta de informações sobre classificação e tamanho das populações desses animais, peixes cartilaginosos conhecidos cientificamente como elasmobrânquios.

A pesca excessiva, aponta o instituto, é um dos fatores principais que ameaçam os elasmobrânquios, já que muitas de suas espécies têm vida longa, mas baixa taxa de fecundidade, o que dificulta sua reposição natural.

Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Salamandra da Guatemala e rã peruana correm risco de extinção

Lista de ONG aponta que 41% dos anfíbios no mundo estão ameaçados.
Poluição e destruição dos habitats são principais causas.

A rã arlequim do Peru (Atelopus patazensis) e uma salamandra anã da Guatemala (Dendrotriton chujurum) entraram na lista de espécies em perigo crítico de extinção elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Segundo a última edição da Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas, divulgada nesta quarta-feira (15), dos 19 anfíbios que passaram a integrar a lista, oito estão em perigo crítico de extinção, casos da rã arlequim e da salamandra guatemalense.

Os dados da IUCN apontam que 41% do total de anfíbios de todo o mundo estão ameaçados, principalmente pela destruição de seus habitats, poluição, doenças e a presença de espécies invasoras.

Além disso, foi realizada pela primeira vez a avaliação das 248 espécies de lagostas existentes, sendo que 35% foram classificadas na categoria “dados insuficientes”, inclusive a lagosta comum do Caribe (Panulirus argus).

As povoações de lagosta diminuem em virtude da exploração excessiva, uma vez que cerca de 1,2 bilhões de pessoas no mundo dependem das espécies marinhas como alimento e meio de subsistência. No entanto, não existem dados confiáveis sobre os níveis de pesca e captura das espécies para avaliar sua situação e ameaça de extinção.

A boa notícia foi trazida pelo Órix da Arábia, também conhecido como antílope branco, que foi eliminado da lista de espécies em perigo de extinção para passar à de espécie vulnerável. O Órix da Arábia é encontrado na Península Arábica, onde foi caçado em 1972 o último exemplar silvestre da espécie.

Neste ano, graças à criação em cativeiro e a bem-sucedidas ações de reintrodução, o Órix não corre mais o risco de desaparecer, sendo a primeira vez que uma espécie que chegou a estar extinta abandona esta categoria. Sua população silvestre já conta com mil espécimes.

Imagem de rã da espécie Atelopus patazensis que corre risco de extinção, segundo ONG ambiental (Foto: Alessandro Catenazzi/IUCN)

Imagem de rã da espécie Atelopus patazensis que corre risco de extinção, segundo ONG ambiental (Foto: Alessandro Catenazzi/IUCN)

 

Fonte: Da EFE


7 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Espécies recém-descobertas em Madagascar já correm risco, diz WWF

Em 11 anos, cientistas encontraram 615 novas espécies na ilha africana.
Desmatamento ameaça biodiversidade do país.

A ilha africana de Madagascar, considerada a quarta maior do mundo, é o local que concentra o maior número de novas espécies de animais, plantas e insetos, segundo relatório publicado nesta segunda-feira (6) pela organização ambiental WWF.

De acordo com a entidade, cientistas fizeram 615 descobertas de novas espécies entre os anos de 1999 e 2010. Entretanto, muitas das criaturas já estão ameaçadas de extinção, afirma o documento.

Nos últimos 11 anos, foram encontradas 385 plantas, 42 invertebrados, 17 peixes, 69 anfíbios, 61 répteis e 41 mamíferos. Mas especialistas alertam que parte da biodiversidade recém-descoberta estaria desaparecendo em decorrência do desmatamento, que já afetou 90% da cobertura de florestas original.

O relatório cita o lêmure rato de Berthe (Microcebus berthae), descoberto em 2000 e que ficou conhecido ao ser retratado no filme Madagascar, como um dos primatas já classificados com risco de extinção.

O estudo aponta problemas políticos no país como responsáveis por acelerar a devastação da floresta. Atividades madeireiras irregulares teriam afetado áreas de parques nacionais como os de Marojejy, Masoala, Makira e Mananara.

Além disso, há registros de caça predatória de espécies em virtude da culinária do país. “Essas espécies espetaculares estão em jogo em Madagascar. Nós vamos colocar todo nosso esforço e dinheiro para proteção prioritária da terra, paisagens marinhas e espécies em risco”, afirmou Nanie Ratsifandrihamanana, diretora da WWF no país.

Exemplar de lêmure rato de Berthe, descoberto em 2000 na ilha de Madagascar, é considerado em extinção (Foto:WWF)

Exemplar de lêmure rato de Berthe, descoberto em 2000 na ilha de Madagascar, é considerado em extinção (Foto:WWF)

Confira imagens de outras espécies encontradas em Madagascar, acesse:
http://g1.globo.com/natureza/fotos/2011/06/confira-especies-descobertas-na-ilha-de-madagascar.html

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo






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11 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Pesca excessiva ameaça 30% das populações de peixes, afirma ONU

FAO aponta riscos social e econômico do desaparecimento de espécies.
Conservação da biodiversidade marinha foi debatida na Rio+20, em junho.

Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) informou que a comunidade internacional tem que fazer mais para garantir a pesca sustentável no mundo e alertou que quase 30% das populações de peixes correm risco de desaparecer devido à pesca excessiva.

No documento, divulgado nesta segunda-feira (9), a entidade afirma que muitas das populações marinhas, mesmo aquelas já monitoradas pela FAO, continuam sofrendo uma grande pressão. “A superexploração não afeta somente de forma negativa o meio ambiente, mas também reduz a produção pesqueira, com efeitos negativos sociais e econômicos”.

Segundo a agência da ONU, para aumentar a contribuição da pesca marinha à segurança alimentar, às economias e ao bem-estar das comunidades costeiras, é necessário aplicar planos eficazes para reestabelecer as populações de peixes afetados pela sobrepesca.

De acordo com estatísticas apresentadas pelo órgão, cerca de 57% dos peixes estão totalmente explorados (ou seja, o limite sustentável já está próximo de ser atingido) e apenas 13% não estão totalmente explorados. “É necessário fortalecer a governança e ordenar de forma eficaz a pesca”, disse.

Dados da FAO de 2012 mostram que o setor pesqueiro produziu a cifra recorde de 128 milhões de toneladas de pescado para consumo humano – uma média de 18,4 kg por pessoa – proporcionando 15% da ingestão de proteína animal a mais de 4,3 milhões de pessoas. Além disso, o setor emprega atualmente 55 milhões de pessoas.

O relatório da ONU sustenta que o fomento à pesca e à piscicultura sustentáveis pode incentivar a administração de ecossistemas em larga escala e defende mecanismos como a adoção de um sistema de pesca e aquicultura mais justos e responsáveis.

Proteção dos oceanos foi tema da Rio+20
A proteção à biodiversidade marinha foi um dos principais temas debatidos pelos 188 países reunidos durante a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho.

Um dos resultados definidos no documento “O futuro que queremos”, fruto das negociações diplomáticas, é a adoção de um novo instrumento internacional sob a Convenção da ONU sobre os Direitos do Mar (Unclos), para uso sustentável da biodiversidade e conservação em alto mar.

O documento prevê ainda, entre outras medidas, a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro da ONU, além de reafirmar um dos Princípios do Rio, criado em 1992, sobre as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”. Este princípio significa que os países ricos devem investir mais no desenvolvimento sustentável por terem degradado mais o meio ambiente durante séculos.

Outra medida aprovada é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento da erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta. Para isso, o documento recomenda que “o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais”, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.

Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas.

Pescadores trabalham na Indonésia nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Pescadores da Indonésia coletam exemplares de atum nesta segunda-feira (9). Segundo relatório da FAO, pesca excessiva já afeta 30% das populações de peixes no mundo. (Foto: Sonny Tumbelaka/AFP)

Fonte: Globo Natureza


28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Polícia chinesa mata tigre que escapou de zoológico

Animal fugiu da jaula durante descuido de tratador. Foram necessários 12 policiais para caçar o tigre, cuja espécie está ameaçada

Policiais chineses mataram com um tiro uma fêmea de tigre siberiano de nove anos que tinha escapado de um zoológico da cidade de Wuhu, informou a imprensa estatal nesta terça-feira (27).

De acordo com a agência “Xinhua”, o animal saiu de sua jaula após a falta de atenção de um de seus cuidadores, que se esqueceu de fechá-la após alimentar o tigre, que fugiu para um parque no centro da cidade e causou pânico entre os moradores.

Depois que os responsáveis pelo zoológico advertiram que o animal poderia mostrar agressividade, 12 policiais foram mobilizados na ação, rodearam e sacrificaram o animal.

O tigre siberiano, que no país também é conhecido como “tigre do nordeste da China”, é maior que outros animais da espécie, tem cor mais clara, em algumas ocasiões branca, e é um dos mamíferos com maior risco de extinção.

A estimativa é de que cerca de 500 exemplares vivam em estado selvagem, a maioria na Rússia. No ano passado, a morte de 13 tigres em um zoológico do nordeste da China por falta de alimentação fez com que as autoridades do país prometessem melhores condições para estes animais em cativeiro.

Um tigre siberiano como o da foto foi morto após escapar de um zoo na China. A espécie está ameaçada. Foto: Marc Moritsch / National Geographic Image Sales

Fonte: EFE


17 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Baleias franca são vistas próximo a surfistas no litoral do RS

Pelo menos 25 animais da espécie foram avistadas nas orlas de SC e RS.

Segundo pesquisadora, é época de acasalamento das baleias.

Baleias franca foram vistas no domingo (14) próximo a surfistas na orla de Atlântida, litoral norte do Rio Grande do Sul. Desde quinta-feira (11), pelo menos 25 animais da espécie foram avistadas nas praias de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, segundo a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, Karina Groch.

Conforme Karina, entre julho e setembro elas procuram o litoral brasileiro para se acasalar e amamentar os filhotes. “É época de procriação das francas”, diz.

Para turistas, mergulhadores e surfistas há risco de se aproximarem das baleias, diz. “As grandes tem até 18 metros de comprimento e pesam 60 toneladas. Já um filhote, tem 5 metros e pesa algumas toneladas também. Só o fato delas se movimentarem já gera um deslocamento que pode causar risco a uma pessoa”, acrescenta Karina.

baleia (Foto: Lucas Saporiti/Agência RBS)

Baleias franca são avistadas próximo a surfistas no litoral do RS (Foto: Lucas Saporiti/Agência RBS)

Fonte: Do G1, em São Pa


21 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Estudo aponta que um terço das arraias e tubarões estão ameaçados

Levantamento sobre espécies existentes no Brasil ainda é preliminar.
De 169 espécies, 2 desapareceram no país e 60 correm risco.

Levantamento feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, com a ajuda de 50 especialistas, aponta que mais de um terço das espécies de tubarões e arraias existentes no Brasil estão ameaçadas.

O estudo é considerado preliminar porque ainda precisa ser validado por mais pesquisadores para então ser publicado em revista científica. Das 169 espécies analisadas, 2 foram consideradas regionalmente extintas e 60 encontram-se em alguma categoria de ameaça segundo critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Dessas 60 , 29 estão “criticamente em perigo” (CR), 7 “em Perigo” (EN) e 20 encontram-se na categoria “vulnerável” (VU). Apenas 31 foram classificadas como de “menor preocupação” (LC) e 16 como “quase ameaçada” (NT).

O número de espécies com “dados insuficientes” (DD) é de 59, o que, segundo o ICMBio, é um índice bastante alto e mostra que falta de informações sobre classificação e tamanho das populações desses animais, peixes cartilaginosos conhecidos cientificamente como elasmobrânquios.

A pesca excessiva, aponta o instituto, é um dos fatores principais que ameaçam os elasmobrânquios, já que muitas de suas espécies têm vida longa, mas baixa taxa de fecundidade, o que dificulta sua reposição natural.

Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Tubarão pescado ilegalmente apreendido em abril no Pará. (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


17 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Salamandra da Guatemala e rã peruana correm risco de extinção

Lista de ONG aponta que 41% dos anfíbios no mundo estão ameaçados.
Poluição e destruição dos habitats são principais causas.

A rã arlequim do Peru (Atelopus patazensis) e uma salamandra anã da Guatemala (Dendrotriton chujurum) entraram na lista de espécies em perigo crítico de extinção elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Segundo a última edição da Lista Vermelha da IUCN de espécies ameaçadas, divulgada nesta quarta-feira (15), dos 19 anfíbios que passaram a integrar a lista, oito estão em perigo crítico de extinção, casos da rã arlequim e da salamandra guatemalense.

Os dados da IUCN apontam que 41% do total de anfíbios de todo o mundo estão ameaçados, principalmente pela destruição de seus habitats, poluição, doenças e a presença de espécies invasoras.

Além disso, foi realizada pela primeira vez a avaliação das 248 espécies de lagostas existentes, sendo que 35% foram classificadas na categoria “dados insuficientes”, inclusive a lagosta comum do Caribe (Panulirus argus).

As povoações de lagosta diminuem em virtude da exploração excessiva, uma vez que cerca de 1,2 bilhões de pessoas no mundo dependem das espécies marinhas como alimento e meio de subsistência. No entanto, não existem dados confiáveis sobre os níveis de pesca e captura das espécies para avaliar sua situação e ameaça de extinção.

A boa notícia foi trazida pelo Órix da Arábia, também conhecido como antílope branco, que foi eliminado da lista de espécies em perigo de extinção para passar à de espécie vulnerável. O Órix da Arábia é encontrado na Península Arábica, onde foi caçado em 1972 o último exemplar silvestre da espécie.

Neste ano, graças à criação em cativeiro e a bem-sucedidas ações de reintrodução, o Órix não corre mais o risco de desaparecer, sendo a primeira vez que uma espécie que chegou a estar extinta abandona esta categoria. Sua população silvestre já conta com mil espécimes.

Imagem de rã da espécie Atelopus patazensis que corre risco de extinção, segundo ONG ambiental (Foto: Alessandro Catenazzi/IUCN)

Imagem de rã da espécie Atelopus patazensis que corre risco de extinção, segundo ONG ambiental (Foto: Alessandro Catenazzi/IUCN)

 

Fonte: Da EFE


7 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Espécies recém-descobertas em Madagascar já correm risco, diz WWF

Em 11 anos, cientistas encontraram 615 novas espécies na ilha africana.
Desmatamento ameaça biodiversidade do país.

A ilha africana de Madagascar, considerada a quarta maior do mundo, é o local que concentra o maior número de novas espécies de animais, plantas e insetos, segundo relatório publicado nesta segunda-feira (6) pela organização ambiental WWF.

De acordo com a entidade, cientistas fizeram 615 descobertas de novas espécies entre os anos de 1999 e 2010. Entretanto, muitas das criaturas já estão ameaçadas de extinção, afirma o documento.

Nos últimos 11 anos, foram encontradas 385 plantas, 42 invertebrados, 17 peixes, 69 anfíbios, 61 répteis e 41 mamíferos. Mas especialistas alertam que parte da biodiversidade recém-descoberta estaria desaparecendo em decorrência do desmatamento, que já afetou 90% da cobertura de florestas original.

O relatório cita o lêmure rato de Berthe (Microcebus berthae), descoberto em 2000 e que ficou conhecido ao ser retratado no filme Madagascar, como um dos primatas já classificados com risco de extinção.

O estudo aponta problemas políticos no país como responsáveis por acelerar a devastação da floresta. Atividades madeireiras irregulares teriam afetado áreas de parques nacionais como os de Marojejy, Masoala, Makira e Mananara.

Além disso, há registros de caça predatória de espécies em virtude da culinária do país. “Essas espécies espetaculares estão em jogo em Madagascar. Nós vamos colocar todo nosso esforço e dinheiro para proteção prioritária da terra, paisagens marinhas e espécies em risco”, afirmou Nanie Ratsifandrihamanana, diretora da WWF no país.

Exemplar de lêmure rato de Berthe, descoberto em 2000 na ilha de Madagascar, é considerado em extinção (Foto:WWF)

Exemplar de lêmure rato de Berthe, descoberto em 2000 na ilha de Madagascar, é considerado em extinção (Foto:WWF)

Confira imagens de outras espécies encontradas em Madagascar, acesse:
http://g1.globo.com/natureza/fotos/2011/06/confira-especies-descobertas-na-ilha-de-madagascar.html

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo