14 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Reserva ajuda a preservar a flora e a fauna da Mata Atlântica em AL

Lugar tem se tornando fonte inesgotável para pesquisas acadêmicas. 
Mais de 600 espécies da flora foram catalogadas. 

A natureza caprichou nas paisagens da cidade de Coruripe, litoral sul de Alagoas. A maior riqueza do lugar brota na terra desde os tempos da colonização. O verde dos canaviais se estende por toda parte. Pequenas ilhas de um verde mais escuro escaparam do desmatamento que a monocultura da cana produziu.

De um lado fica a Mata Atlântica e do outro o canavial. Durante séculos as plantações de cana avançaram pelo território que era da floresta. Fragmentada e dividida em pedaços, a mata ainda abriga tesouros preciosos da natureza, como o sítio do pau-brasil, que tem a importância reconhecida pelo mundo.

Árvores centenárias que estão entre as mais antigas do país transformaram o pedaço da floresta em um posto avançado da reserva da biosfera da Mata Atlântica, título conferido pela Unesco, a organização das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura.

Intocável
O cenário é bem parecido com a época do descobrimento, com árvores nativas gigantes misturadas a outras espécies da Mata Atlântica.

“Eu diria que este é um dos mais importantes sítios de pau-brasil nativos para o Brasil de forma geral porque são poucos os lugares onde é possível encontrar populações de pau-brasil em estado nativo”, explica a bióloga Rosângela Lemos.

A vigilância é constante e necessária. Armadilhas foram aprendidas com caçadores que provocariam cicatrizes na floresta. Para guardar para sempre este patrimônio da natureza, a usina criou duas RPPNs, Reserva Particular do Patrimônio Natural, que têm 288 hectares de mata nativa. As áreas são separadas por uma propriedade de outro dono. É uma parte pequena dos 36 mil hectares de um gigante do setor sucroalcooleiro. A usina esmaga mais de 11 milhões de toneladas de cana por ano.

“Eu acho que o ganho maior foi a conscientização como um todo. Nós tínhamos já o objetivo da RPPN porque nós tínhamos a mata nativa. Essa nativa era para preservar os mananciais hídricos e todas as nossas nascentes. É a grande vantagem”, justifica Cícero Augusto, gerente da usina.

Conhecimento científico
A RPPN está completando 10 anos e têm se tornando uma fonte inesgotável para a realização de pesquisas acadêmicas. Pesquisadores de todo o país encontram no único fragmento de 219 hectares uma biodiversidade riquíssima que nem sequer imaginavam.

O biólogo Marcelo Oliveira, de Minas Gerais, instalou 12 câmeras fotográficas no meio da mata. O projeto, da organização não governamental Biotrópicos, pretende mapear e calcular a quantidade de animais que ainda restam na reserva. Para atrair os bichos, o biólogo usa sardinha como isca. Em um ano de trabalho, foram feitos centenas de registros. Os bichos da mata foram fotografados de dia e de noite, em quantidade e diversidade surpreendentes

A maior façanha das armadilhas fotográficas foi registrar em movimento a ação de uma jaguatirica, uma onça pequena. O quati, atraído pelo cheiro da isca, logo outro apareceu. A cotia desfilou diante da câmera e foi farejando de um lado para o outro. Só conhecendo os moradores é possível protegê-los.

Para que a mata fique de pé foi preciso mudar a relação do maior predador com a floresta. Quinhentas famílias que moram no povoado vizinho e estavam acostumadas a transformar árvores em lenha e animais em refeição passaram a respeitar a mata. A estratégia passou pela conscientização e o fortalecimento dos moradores.

 

Fonte: Globo Rural


17 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Este ano o Rio de Janeiro pode implantar mais de 70 reservas naturais particulares

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Somente no primeiro semestre foram protocolados 34 requerimentos para criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro. Estão previstos pelo menos mais 40 pedidos até o final de 2009.

As RPPN descentralizam as políticas de preservação ambiental, tornando as ações mais amplas como a manutenção da biodiversidade e a proteção dos recursos. Mais de 1.500 hectares de áreas particulares fazem parte desse tipo de reserva.

Recentemente duas novas RPPN foram reconhecidas no estado em caráter definitivo: a Águas Vertentes, em Silva Jardim, e a Campo Escoteiro Geral Hugo Nunes, em Magé.
*Com informações da SEA

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Reserva ajuda a preservar a flora e a fauna da Mata Atlântica em AL

Lugar tem se tornando fonte inesgotável para pesquisas acadêmicas. 
Mais de 600 espécies da flora foram catalogadas. 

A natureza caprichou nas paisagens da cidade de Coruripe, litoral sul de Alagoas. A maior riqueza do lugar brota na terra desde os tempos da colonização. O verde dos canaviais se estende por toda parte. Pequenas ilhas de um verde mais escuro escaparam do desmatamento que a monocultura da cana produziu.

De um lado fica a Mata Atlântica e do outro o canavial. Durante séculos as plantações de cana avançaram pelo território que era da floresta. Fragmentada e dividida em pedaços, a mata ainda abriga tesouros preciosos da natureza, como o sítio do pau-brasil, que tem a importância reconhecida pelo mundo.

Árvores centenárias que estão entre as mais antigas do país transformaram o pedaço da floresta em um posto avançado da reserva da biosfera da Mata Atlântica, título conferido pela Unesco, a organização das Nações Unidas para a educação, ciência e cultura.

Intocável
O cenário é bem parecido com a época do descobrimento, com árvores nativas gigantes misturadas a outras espécies da Mata Atlântica.

“Eu diria que este é um dos mais importantes sítios de pau-brasil nativos para o Brasil de forma geral porque são poucos os lugares onde é possível encontrar populações de pau-brasil em estado nativo”, explica a bióloga Rosângela Lemos.

A vigilância é constante e necessária. Armadilhas foram aprendidas com caçadores que provocariam cicatrizes na floresta. Para guardar para sempre este patrimônio da natureza, a usina criou duas RPPNs, Reserva Particular do Patrimônio Natural, que têm 288 hectares de mata nativa. As áreas são separadas por uma propriedade de outro dono. É uma parte pequena dos 36 mil hectares de um gigante do setor sucroalcooleiro. A usina esmaga mais de 11 milhões de toneladas de cana por ano.

“Eu acho que o ganho maior foi a conscientização como um todo. Nós tínhamos já o objetivo da RPPN porque nós tínhamos a mata nativa. Essa nativa era para preservar os mananciais hídricos e todas as nossas nascentes. É a grande vantagem”, justifica Cícero Augusto, gerente da usina.

Conhecimento científico
A RPPN está completando 10 anos e têm se tornando uma fonte inesgotável para a realização de pesquisas acadêmicas. Pesquisadores de todo o país encontram no único fragmento de 219 hectares uma biodiversidade riquíssima que nem sequer imaginavam.

O biólogo Marcelo Oliveira, de Minas Gerais, instalou 12 câmeras fotográficas no meio da mata. O projeto, da organização não governamental Biotrópicos, pretende mapear e calcular a quantidade de animais que ainda restam na reserva. Para atrair os bichos, o biólogo usa sardinha como isca. Em um ano de trabalho, foram feitos centenas de registros. Os bichos da mata foram fotografados de dia e de noite, em quantidade e diversidade surpreendentes

A maior façanha das armadilhas fotográficas foi registrar em movimento a ação de uma jaguatirica, uma onça pequena. O quati, atraído pelo cheiro da isca, logo outro apareceu. A cotia desfilou diante da câmera e foi farejando de um lado para o outro. Só conhecendo os moradores é possível protegê-los.

Para que a mata fique de pé foi preciso mudar a relação do maior predador com a floresta. Quinhentas famílias que moram no povoado vizinho e estavam acostumadas a transformar árvores em lenha e animais em refeição passaram a respeitar a mata. A estratégia passou pela conscientização e o fortalecimento dos moradores.

 

Fonte: Globo Rural


17 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Este ano o Rio de Janeiro pode implantar mais de 70 reservas naturais particulares

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Somente no primeiro semestre foram protocolados 34 requerimentos para criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) no Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão da Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro. Estão previstos pelo menos mais 40 pedidos até o final de 2009.

As RPPN descentralizam as políticas de preservação ambiental, tornando as ações mais amplas como a manutenção da biodiversidade e a proteção dos recursos. Mais de 1.500 hectares de áreas particulares fazem parte desse tipo de reserva.

Recentemente duas novas RPPN foram reconhecidas no estado em caráter definitivo: a Águas Vertentes, em Silva Jardim, e a Campo Escoteiro Geral Hugo Nunes, em Magé.
*Com informações da SEA

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