7 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Sacola plástica melhora nível de vida em povoado no Camboja

Recolher sacolas de plástico para transformá-las em bolsas, chapéus e outros acessórios ajudou um pequeno povoado do Camboja a melhorar seu nível de vida e, ao mesmo tempo, limpar o lixo da comunidade.

Chamcar Bei, povoado com cerca de 4.000 habitantes, localizado na província litorânea de Kep, é um dos poucos lugares do país onde quase não se vê lixo acumulado, já que a maioria dos resíduos vale dinheiro.

A população de um dos últimos redutos do antigo regime do Khmer Vermelho viveu durante décadas sob a linha da pobreza e com a pecuária e o arroz como praticamente únicos pilares da economia.

Esse cenário era até 2008, quando chegou a ONG britânica Funky Junk, que ofereceu aos moradores um pagamento a quem recolhesse sacolas plásticas.

“Pensamos qual era o maior problema da poluição e, sem dúvida, eram as sacolas, já que as pessoas as atiravam para qualquer lado”, explica Sob Misy, um dos líderes da Funky Junk, à agência de notícias Efe.

Garrafas, metal e madeira já eram comprados por outros comerciantes, mas o restante, não.

Agora, os moradores guardam cuidadosamente suas sacolas de plástico em cestas até que tenham uma quantidade suficiente para vender. O restante do lixo é queimado, apesar de alguns resíduos ainda ficarem pelas ruas.

“Ainda não entenderam que o pequeno lixo também deve ser apanhado, apesar de não o reciclarmos. Nem todos fazem isso”, explicou Misy.

A Funky Junk compra cerca de 160 quilos de sacolas plásticas a cada mês, mas o povo não gera a quantidade suficiente, por isso a limpeza se estendeu para cidades próximas, como a capital provincial, Kep.

Uma vez recolhidas, as sacolas são lavadas e cortadas em tiras, para serem transformadas em uma pequena oficina que emprega uma dezena de costureiras.

Depois, as tiras plásticas viram acessórios como gorros, bolsas, além de cestas de diferentes tamanhos que são vendidas em lugares turísticos ou pela internet.

Hein Pove e seus quatro filhos, por exemplo, viviam antes do arroz que cultivavam em uma área de dez metros quadrados.

“Naquela época não tínhamos dinheiro para comer nada de manhã. A terra dava muito pouco”, conta a mulher de 33 anos.

Há cinco anos, Pove aprendeu a costurar plástico e trabalha cinco dias por semana na oficina, atividade que lhe garante até US$ 70 mensais (R$ 110). Ela também utiliza os coloridos cestos que cria para recolher o lixo em sua casa ou como vaso para as flores e plantas do jardim.

“Agora nos preocupamos com o lixo, não só para vender resíduos, mas porque assim as crianças ficam menos doentes”, afirmou.

Na casa de Mou Earn, ainda se pode ver a quantidade de lixo acumulado que vai sendo queimado pouco a pouco em um canto do jardim.

As frutas que sua mãe vendia e o arroz colhido a cada ano não garantiam a alimentação dos oito membros de sua família. Com isso, acabaram se interessando pela reciclagem.

“Conseguimos dinheiro fácil recolhendo as sacolas de plástico. Mas o trabalho de costura é mais estável”, disse.

Earn é um dos que mais conscientizaram os moradores para que recolhessem o lixo. “Digo a eles que precisam recolher o lixo, mas não me custa muito convencê-los. Estão contentes de ver as ruas limpas”, declarou.

No entanto, segundo um recente estudo do Ministério do Meio Ambiente, apenas 1,5% dos cambojanos acredita que é necessário manter as comunidades limpas para a luta contra o impacto da mudança climática.

Fonte: Da EFE


8 de março de 2011 | nenhum comentário »

MMA alerta que campanha das sacolas plásticas não tem intermediários

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) tomou conhecimento de que a campanha Saco é um Saco tem sido utilizada indevidamente por pessoas de má fé, que se apresentam como “parceiros” da campanha ou “representantes” do Ministério e, com isso, convencem prefeituras e instituições a investirem em ações para o consumo consciente de sacolas plásticas que não acontecem.

O alerta foi feito pelo ambientalista e jornalista Ezekiel Gringo, de Barra Velha, Santa Catarina, informando que pequenas empresas, organizações não governamentais e prefeituras foram procuradas por um suposto representante oferecendo a realização da campanha.

download beastly film in hd quality

O “serviço” incluiria a impressão das logomarcas dos interessados em sacolas retornáveis doadas pelo MMA e o custo ficaria por conta da impressão, orçada entre R$ 200 e R$ 300. Dois supermercados, uma escola particular, uma casa de fotocópias, um mercado, duas padarias, uma loja de R$ 1,99, uma loja de pesca e até uma igreja caíram no golpe do estelionatário, que desapareceu com o dinheiro levantado, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 3.500 no comércio local, além da frustração de pessoas bem intencionadas.

O Ministério alerta que a campanha Saco é um Saco não tem intermediários e que o contato entre os interessados e o MMA se dá diretamente por meio do seu corpo técnico de servidores públicos. Ninguém e nenhuma organização não governamental ou empresa estão autorizados a falar em nome da campanha ou do Ministério e qualquer tentativa nesse sentido se trata de ato criminoso de estelionato.

A coordenação da campanha ainda esclarece que não há “levantamento de recursos” para a realização da iniciativa em municípios, nem há contratação de cooperativas para confecção de sacolas retornáveis em nome da campanha. A vinculação da campanha a propostas comerciais é crime de falsidade ideológica.

A campanha Saco é um Saco é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, uma ação de interesse público, pensada para ser trabalhada por entidades governamentais, da sociedade civil, empresas e consumidores que queiram mobilizar a sociedade brasileira a diminuir o consumo excessivo de sacolas plásticas. Tudo isso sem ônus, sem repasse de recursos, sem investimentos ou contratos.

Fonte: MMA


9 de julho de 2009 | nenhum comentário »

MMA apresenta impacto do uso das sacolas plásticas no meio ambiente

Angels & Demons dvdrip

Em audiência pública realizada na terça-feira (7) na Câmara dos Deputados, o diretor de Ambiente Urbano, da Secretaria de Recursos Hídricos, Silvano Silvério, apresentou os impactos ambientais do uso de sacolas plásticas, bem como os prós e os contras das tecnologias disponíveis atualmente no mercado, como oxi-biodegradável, bioplástico e plástico verde, para uma futura substituição das sacolas convencionais por outro material que seja biodegradável.

A audiência, que reuniu representantes das associações de fabricantes da indústria plástica e de supermercados, bem como das Confederações Nacionais da Indústria e do Comércio, foi realizada com o objetivo de esclarecer o assunto aos parlamentares das Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e Constituição e Justiça e Cidadania, que apreciam o Projeto de Lei nº 612/2007, que pretende obrigar os estabelecimentos comerciais em todo Brasil a utilizar sacolas plásticas que sejam menos prejudiciais ao meio ambiente.

Durante a apresentação, Silvério esclareceu que a escolha de uma solução tecnológica para substituir as sacolas plásticas convencionais ainda merece ampla discussão em função das emissões de gás carbônico e metano, bem como do poder de biodegradação dos materiais. Em vista da controvérsia, o diretor afirmou que o posicionamento do Ministério do Meio Ambiente em relação ao tema é investir em campanhas educativas para estimular o uso consciente, orientando o consumidor a recusar o uso de sacolas plásticas sempre que possível.

forrest gump hd download

Silvério ainda sugeriu aos parlamentares a complementar o debate com o grupo de trabalho da Política Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos, assunto que também é tema de outro projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. “É importante relacionar os dois assuntos, pois a política vai instituir a coleta seletiva e a logística reversa, exigindo uma postura sustentável do cidadão”, afirmou o diretor. (Fonte: Melissa Silva/ MMA)






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

novembro 2021
S T Q Q S S D
« mar    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930  

7 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Sacola plástica melhora nível de vida em povoado no Camboja

Recolher sacolas de plástico para transformá-las em bolsas, chapéus e outros acessórios ajudou um pequeno povoado do Camboja a melhorar seu nível de vida e, ao mesmo tempo, limpar o lixo da comunidade.

Chamcar Bei, povoado com cerca de 4.000 habitantes, localizado na província litorânea de Kep, é um dos poucos lugares do país onde quase não se vê lixo acumulado, já que a maioria dos resíduos vale dinheiro.

A população de um dos últimos redutos do antigo regime do Khmer Vermelho viveu durante décadas sob a linha da pobreza e com a pecuária e o arroz como praticamente únicos pilares da economia.

Esse cenário era até 2008, quando chegou a ONG britânica Funky Junk, que ofereceu aos moradores um pagamento a quem recolhesse sacolas plásticas.

“Pensamos qual era o maior problema da poluição e, sem dúvida, eram as sacolas, já que as pessoas as atiravam para qualquer lado”, explica Sob Misy, um dos líderes da Funky Junk, à agência de notícias Efe.

Garrafas, metal e madeira já eram comprados por outros comerciantes, mas o restante, não.

Agora, os moradores guardam cuidadosamente suas sacolas de plástico em cestas até que tenham uma quantidade suficiente para vender. O restante do lixo é queimado, apesar de alguns resíduos ainda ficarem pelas ruas.

“Ainda não entenderam que o pequeno lixo também deve ser apanhado, apesar de não o reciclarmos. Nem todos fazem isso”, explicou Misy.

A Funky Junk compra cerca de 160 quilos de sacolas plásticas a cada mês, mas o povo não gera a quantidade suficiente, por isso a limpeza se estendeu para cidades próximas, como a capital provincial, Kep.

Uma vez recolhidas, as sacolas são lavadas e cortadas em tiras, para serem transformadas em uma pequena oficina que emprega uma dezena de costureiras.

Depois, as tiras plásticas viram acessórios como gorros, bolsas, além de cestas de diferentes tamanhos que são vendidas em lugares turísticos ou pela internet.

Hein Pove e seus quatro filhos, por exemplo, viviam antes do arroz que cultivavam em uma área de dez metros quadrados.

“Naquela época não tínhamos dinheiro para comer nada de manhã. A terra dava muito pouco”, conta a mulher de 33 anos.

Há cinco anos, Pove aprendeu a costurar plástico e trabalha cinco dias por semana na oficina, atividade que lhe garante até US$ 70 mensais (R$ 110). Ela também utiliza os coloridos cestos que cria para recolher o lixo em sua casa ou como vaso para as flores e plantas do jardim.

“Agora nos preocupamos com o lixo, não só para vender resíduos, mas porque assim as crianças ficam menos doentes”, afirmou.

Na casa de Mou Earn, ainda se pode ver a quantidade de lixo acumulado que vai sendo queimado pouco a pouco em um canto do jardim.

As frutas que sua mãe vendia e o arroz colhido a cada ano não garantiam a alimentação dos oito membros de sua família. Com isso, acabaram se interessando pela reciclagem.

“Conseguimos dinheiro fácil recolhendo as sacolas de plástico. Mas o trabalho de costura é mais estável”, disse.

Earn é um dos que mais conscientizaram os moradores para que recolhessem o lixo. “Digo a eles que precisam recolher o lixo, mas não me custa muito convencê-los. Estão contentes de ver as ruas limpas”, declarou.

No entanto, segundo um recente estudo do Ministério do Meio Ambiente, apenas 1,5% dos cambojanos acredita que é necessário manter as comunidades limpas para a luta contra o impacto da mudança climática.

Fonte: Da EFE


8 de março de 2011 | nenhum comentário »

MMA alerta que campanha das sacolas plásticas não tem intermediários

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) tomou conhecimento de que a campanha Saco é um Saco tem sido utilizada indevidamente por pessoas de má fé, que se apresentam como “parceiros” da campanha ou “representantes” do Ministério e, com isso, convencem prefeituras e instituições a investirem em ações para o consumo consciente de sacolas plásticas que não acontecem.

O alerta foi feito pelo ambientalista e jornalista Ezekiel Gringo, de Barra Velha, Santa Catarina, informando que pequenas empresas, organizações não governamentais e prefeituras foram procuradas por um suposto representante oferecendo a realização da campanha.

download beastly film in hd quality

O “serviço” incluiria a impressão das logomarcas dos interessados em sacolas retornáveis doadas pelo MMA e o custo ficaria por conta da impressão, orçada entre R$ 200 e R$ 300. Dois supermercados, uma escola particular, uma casa de fotocópias, um mercado, duas padarias, uma loja de R$ 1,99, uma loja de pesca e até uma igreja caíram no golpe do estelionatário, que desapareceu com o dinheiro levantado, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 3.500 no comércio local, além da frustração de pessoas bem intencionadas.

O Ministério alerta que a campanha Saco é um Saco não tem intermediários e que o contato entre os interessados e o MMA se dá diretamente por meio do seu corpo técnico de servidores públicos. Ninguém e nenhuma organização não governamental ou empresa estão autorizados a falar em nome da campanha ou do Ministério e qualquer tentativa nesse sentido se trata de ato criminoso de estelionato.

A coordenação da campanha ainda esclarece que não há “levantamento de recursos” para a realização da iniciativa em municípios, nem há contratação de cooperativas para confecção de sacolas retornáveis em nome da campanha. A vinculação da campanha a propostas comerciais é crime de falsidade ideológica.

A campanha Saco é um Saco é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, uma ação de interesse público, pensada para ser trabalhada por entidades governamentais, da sociedade civil, empresas e consumidores que queiram mobilizar a sociedade brasileira a diminuir o consumo excessivo de sacolas plásticas. Tudo isso sem ônus, sem repasse de recursos, sem investimentos ou contratos.

Fonte: MMA


9 de julho de 2009 | nenhum comentário »

MMA apresenta impacto do uso das sacolas plásticas no meio ambiente

Angels & Demons dvdrip

Em audiência pública realizada na terça-feira (7) na Câmara dos Deputados, o diretor de Ambiente Urbano, da Secretaria de Recursos Hídricos, Silvano Silvério, apresentou os impactos ambientais do uso de sacolas plásticas, bem como os prós e os contras das tecnologias disponíveis atualmente no mercado, como oxi-biodegradável, bioplástico e plástico verde, para uma futura substituição das sacolas convencionais por outro material que seja biodegradável.

A audiência, que reuniu representantes das associações de fabricantes da indústria plástica e de supermercados, bem como das Confederações Nacionais da Indústria e do Comércio, foi realizada com o objetivo de esclarecer o assunto aos parlamentares das Comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e Constituição e Justiça e Cidadania, que apreciam o Projeto de Lei nº 612/2007, que pretende obrigar os estabelecimentos comerciais em todo Brasil a utilizar sacolas plásticas que sejam menos prejudiciais ao meio ambiente.

Durante a apresentação, Silvério esclareceu que a escolha de uma solução tecnológica para substituir as sacolas plásticas convencionais ainda merece ampla discussão em função das emissões de gás carbônico e metano, bem como do poder de biodegradação dos materiais. Em vista da controvérsia, o diretor afirmou que o posicionamento do Ministério do Meio Ambiente em relação ao tema é investir em campanhas educativas para estimular o uso consciente, orientando o consumidor a recusar o uso de sacolas plásticas sempre que possível.

forrest gump hd download

Silvério ainda sugeriu aos parlamentares a complementar o debate com o grupo de trabalho da Política Nacional de Gestão de Resíduos Sólidos, assunto que também é tema de outro projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. “É importante relacionar os dois assuntos, pois a política vai instituir a coleta seletiva e a logística reversa, exigindo uma postura sustentável do cidadão”, afirmou o diretor. (Fonte: Melissa Silva/ MMA)