9 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cadastro de propriedades rurais terá funcionamento em 2013, diz ministra

Governo concluiu compra de imagens de satélite para monitorar imóveis. 
Segundo Izabella Teixeira, fiscalização do desmatamento será eficiente.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou nesta sexta-feira (9) que o sistema de cadastro de propriedades rurais, previsto no novo Código Florestal, estará em funcionamento pleno no início de 2013.

O governo concluiu nesta quinta-feira (8) a compra de imagens de satélite em alta resolução para monitorar as fazendas brasileiras.

Pela nova lei, todos proprietários rurais devem se inscrever gratuitamente no Cadastro Ambiental Rural. O objetivo é facilitar ao governo a fiscalização, através das imagens de satélite, de desmatamentos ilegais em Áreas de Preservação Permanente (APPs). A inscrição da propriedade no cadastro deverá ser feita em um órgão ambiental estadual ou municipal um ano após sua implantação.

O contrato assinado pelo governo para a obtenção das imagens de satélite tem duração de quatro anos e prevê custo de R$ 28,9 milhões. Serão fornecidas imagens de 2011, 2012, 2013 e 2014.

“Em 2013, o sistema estará zerado. Vamos começar o ano com 100% das imagens do Brasil. É a reta final daquele que é o processo de homologação do CAR para entrarmos com a implantação nos estados.”, afirmou Izabella Teixeira.

Implementação da nova lei
Segundo a ministra, o CAR vai cadastrar 5 milhões de propriedades, o que dará maior eficiência à fiscalização de desmatamentos. “Isso vai fazer com que a gente possa implementar o Código Florestal. Progressivamente ano a ano ver como está o funcionamento da propriedade. Para a fiscalização usa-se essa imagem até nos equipamentos móveis. Vai permitir que, num tablet, você monitorar a propriedade”, afirmou.

Para Izabella Teixeira, os produtores rurais vão ganhar com o cadastramento, porque terão condições de comprovar a legalidade das propriedades de forma mais eficiente na hora de tomar crédito. “Você clica, sabe qual o proprietário, o gerente de crédito pode verificar imediatamente se a fazenda está regularizada”, disse.

De acordo com a ministra, o governo optou por adquirir imagens de alta resolução. “Nunca antes na história do meio ambiente se teve tanta tecnologia. Normalmente se tem por região, em escalas diferenciadas. Essas imagens vão ser disponibilizadas também para os estados”, disse.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante evento realizado nesta sexta-feira (9) em Brasília (Foto: Wilson Dias/ABr)

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante evento realizado nesta sexta-feira (9) em Brasília (Foto: Wilson Dias/ABr)

Fonte: Globo Natureza


5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Brasil terá Pacto pelas Águas

Ministra Izabella Teixeira anuncia programa de gestão das principais bacias, que prevê monitoramento por satélite.

Nesta terça-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, será instituído o Pacto pelas Águas, reunindo governo federal, estados e municípios na área de recursos hídricos em todo o País. Estão previstos investimentos de R$ 20 milhões ao ano no financiamento da gestão nas principais bacias brasileiras, com monitoramento e apoio dos órgãos federais.

 

A reunião ordinária do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), realizada no dia 30 de maio, marcou a abertura da Semana Nacional do Meio Ambiente. Na ocasião, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou convênios com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Está prevista a criação de um sistema de informações sobre recursos hídricos, com base no mapeamento por satélite dos rios e bacias brasileiras.

 

Pelo acordo, a AEB lança, a partir de novembro, uma família de satélites CBERS, construídos pelo Brasil em parceria com a China e utilizados para o monitoramento territorial. Com esse equipamento, será possível fazer o mapeamento completo dos rios brasileiros. “Estamos entrando em uma nova conjuntura hídrica no País”, avalia Izabella Teixeira.

 

Nova cartografia - De acordo com o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, trata-se do primeiro passo para a elaboração da nova cartografia dos recursos hídricos do Brasil. “É um salto de qualidade na produção de informação e conhecimento sobre as águas”, destacou.  Ele anunciou, também, publicação de portaria criando o Comitê de Contas Ambientais da Água, encarregado de avaliar o consumo da água nas atividades econômicas. O levantamento vai alimentar banco de dados das Nações Unidas sobre a disponibilidade dos recursos hídricos no mundo.

 

O presidente da AEB, José Raimundo Braga, informou que está previsto para novembro desse ano o lançamento do primeiro satélite da família CBERS, que substituirá o atual, que já está fora de operação. Ele elogiou a política brasileira para os recursos hídricos e afirmou que será um instrumento essencial para a criação de um sistema de informações sobre os recursos hídricos no Brasil. “O modelo integrado de gestão das águas é exemplo em todo o mundo”, assegurou.

 

A ministra Izabella Teixeira anunciou, ainda, um conjunto de medidas de fortalecimento da área ambiental, resultado de entendimento com o Ministério do Planejamento e Gestão, com impactos no MMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).  Segundo informou, haverá reforço nos quadros de analistas ambientais do Ibama e incentivos à capacitação dos servidores da área ambiental.

Fonte: Ascom do MMA


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Nasa faz foto da Floresta Amazônica vista do espaço

Mapas mostram diferença na dimensão das florestas tropicais.
Satélite capta vegetação típica da região entre os rios Amazonas e Japurá.

Uma equipe da Nasa desenvolveu um mapa que mostra as principais florestas no mundo vistas do espaço através do satélite Icesat. As destacadas em verde escuro são as mais altas, ou seja, que têm cume maior do que 40 metros. São elas: Floresta tropical da Amazônia e as florestas tropicais da África Central e da Indonésia.  (Foto: Nasa)

Uma equipe da Nasa desenvolveu um mapa que mostra as principais florestas no mundo vistas do espaço através do satélite Icesat. As destacadas em verde escuro são as mais altas, ou seja, que têm cume maior do que 40 metros. São elas: Floresta tropical da Amazônia e as florestas tropicais da África Central e da Indonésia. (Foto: Nasa)

  O mapa produzido por Marc Simard e seus colegas da Nasa tem maior resolução espacial do que o primeiro e consegue mostrar mais detalhes. A várzea, por exemplo, é um tipo de floresta que frequentemente é inundada por água fresca e tende a ser menor do que a floresta ao redor, visível entre os rios Amazonas e Japurá como um tom de verde mais claro. (Foto: Nasa)

O mapa produzido por Marc Simard e seus colegas da Nasa tem maior resolução espacial do que o primeiro e consegue mostrar mais detalhes. A várzea, por exemplo, é um tipo de floresta que frequentemente é inundada por água fresca e tende a ser menor do que a floresta ao redor. Ela é visível entre os rios Amazonas e Japurá como um tom de verde mais claro. (Foto: Nasa)

Fonte: Globo Natureza


26 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Falta verba para monitorar desmatamento no cerrado

Prometido há um ano pelo governo, o sistema de detecção do desmatamento no cerrado em tempo real, usando imagens de satélite, ainda não saiu do papel.

Ele seria feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), nos mesmos moldes do Deter, que vigia a Amazônia. A previsão era de que estivesse em funcionamento neste ano. “Pergunte se o Inpe recebeu dinheiro”, disse o diretor do instituto, Gilberto Câmara.

A falta de verba também deixou empacada a parceria entre o Inpe e o Ibama para criar um sistema que desse a taxa anual de desmate.

Hoje, ela é medida anualmente por um sistema do Ibama que é bem mais simples que o Prodes (do Inpe, que dá a taxa de desmatamento na Amazônia). O sistema não dá taxas anuais, nem diferencia vegetação secundária de cerrados nativos.

Editoria de arte/folhapress

 

O monitoramento começou somente em 2009. Até então, o governo tinha apenas uma estimativa pontual da destruição do cerrado (15,7 mil km2 ao ano). Com base nessa estimativa foi definida a meta de redução de 40% na derrubada do bioma até 2020.

O que os satélites revelaram, porém, foi um número bem diferente. Os dados de 2010, divulgados por Teixeira, por exemplo, mostram 6.469 km2 desmatados, ou quatro vezes a área da cidade de São Paulo. Isso representa uma queda de 15% em relação a 2009 (7.637 km2). No total, o cerrado já perdeu 48,5% de sua área original.

 

Fonte: Claudio Angelo, Brasília, Folha.com

O desmatamento se concentrou no chamado “Mapito” (Maranhão, Piauí e Tocantins), a nova fronteira do agronegócio do país. Segundo Mauro Pires, coordenador do plano de controle de desmate no cerrado, a queda não significa que a meta já tenha sido cumprida.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que dará dinheiro de sua pasta ao Inpe para criar o monitoramento no ano que vem.


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cerrado pode ser monitorado por satélite mensalmente a partir de 2012

Inpe pode ‘vigiar’ bioma por sistema que mede desmatamento da Amazônia.
Governo afirma que ação está nos planos do Ministério do Meio Ambiente.

O combate ao desmatamento do cerrado pode ser intensificado no próximo ano com a implantação de monitoramento por satélite nos moldes do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que verifica a devastação na Amazônia.

A informação foi divulgada ao Globo Natureza pelo diretor da instituição, Gilberto Câmara. Segundo ele, o Inpe está pronto para começar a monitorar o bioma, o que facilitaria a detecção de crimes ambientais numa área que abrange grande parte da Região Centro-Oeste e parte do Nordeste do Brasil.

“Queremos começar no ano que vem, mas dependemos do orçamento do governo para isso. A estimativa é que o custo para a manutenção deste sistema seja de R$ 4 milhões anuais, a mesma quantidade aplicada atualmente na vigilância do desmatamento na Amazônia”, disse Câmara.

Atualmente, o desmatamento no cerrado é medido anualmente pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) por meio do sistema Prodes. Esta medição é realizada há dois anos, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Deter do cerrado
Se o “Deter do cerrado” for implantado, os dados serão medidos a cada mês, o que proporcionaria o aumento na fiscalização. Hoje, apenas as queimadas e focos de calor que atingem o bioma são medidos em tempo real pelo Inpe.

“O sistema seria um benefício para o Brasil e o valor (orçamento para o sistema) não é nada, se comparado ao retorno”, afirmou o diretor do Inpe.

Com uma área total de 2.039.286 km², em abril o Ministério do Meio Ambiente divulgou que o bioma perdeu 7.637 km² de sua vegetação original entre 2008 e 2009, dados mais recentes disponíveis. A perda equivale a cinco vezes o tamanho do município de São Paulo.

O cerrado sofre regularmente com incêndios criminosos, provocados em grande parte em benefício da atividade agropecuária, e com atividades carvoeiras. No último levantamento, o estado que mais desmatou foi Maranhão (2.338 km²), seguido de Tocantins (1.311 km²) e Bahia (1.000 km²).

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a proposta de monitorar mensalmente o desmatamento no cerrado está dentro do Plano Plurianual, que rege as políticas públicas do governo federal entre 2012 e 2015.

Existem ainda outros dez planos setoriais de combate ao desmatamento e ações em favor das florestas que ainda não têm orçamento definido. O PPA precisa ser enviado ao Congresso até 31 de agosto para ser aprovado pelo Ministério do Planejamento, que dá o aval para a liberação de verbas.

África
A tecnologia de monitoramento desenvolvida pelo Inpe para detectar a devastação da Amazônia foi adotada pela República Democrática do Congo, país africano que é o segundo no mundo com maior cobertura de florestas tropicais (atrás apenas do Brasil).

O sistema operacional do Congo será lançado durante a COP 17, encontro da Organização das Nações Unidas que debate ações para conter as mudanças do clima e que ocorrerá em novembro, na África do Sul.

De acordo com Cláudio Almeida, chefe do Centro Regional da Amazônia, unidade do Inpe localizada no Pará, o país africano foi o primeiro a adotar o sistema operacional. “Estamos capacitando técnicos de várias partes do mundo e estão previstos mais cursos para a Bacia do Congo, além da América Latina e Ásia”, disse o pesquisador.

Plantação no cerrado, em Goiás (Foto: Marcelo Nunes)

Plantação no cerrado, em Goiás (Foto: Marcelo Nunes)

Fonte: Eduardo Carvalho, do Globo Natureza, em São Paulo


23 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Degradação florestal da Amazônia aumenta 548% em novembro

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou nesta quarta-feira (22) os dados de novembro de 2010 do desmatamento e degradação florestal na Amazônia. O SAD, satélite utilizado pelo ONG, registrou um aumento de 548% na degradação florestal, somando 188 quilômetros quadrados. Em novembro de 2009 a degradação somou 29 quilômetros quadrados.

A maioria (51%) da degradação florestal ocorreu no Pará seguido por Mato Grosso (39%). Segundo o Imazon, degradação florestal são áreas florestais intensamente exploradas pela atividade madeireira ou por queimadas. É diferente do desmatamento, que é a supressão total da floresta com exposição do solo.

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A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a novembro de 2010 totalizou 2.805 quilômetros quadrados. Isso representou um aumento expressivo (256%) em relação ao período anterior (agosto de 2009 a novembro de 2009), quando a degradação florestal somou 789 quilômetros quadrados.

Desmatamento – O SAD detectou 65 quilômetros quadrados de desmatamento, uma redução de 13% em relação a novembro de 2009, quando o desmatamento somou 75 quilômetros quadrados. Em novembro de 2010, os Estados com maior área desmatada foram Mato Grosso (38%), Pará (29%) e Rondônia (20%). O restante do desmatamento ocorreu em Roraima (5%), Amazonas (5%) e Acre (3%).

Os dados podem estar subestimados, já que só foi possível monitorar 30% da área florestal na Amazônia Legal. Os outros 70% estavam cobertos por nuvens, o que dificultou o monitoramento na região, principalmente no Amapá, Rondônia, Pará e Mato Grosso, os quais tiveram mais de 70% da área florestal coberto por nuvens.

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a novembro de 2010 somou 598 quilômetros quadrados. Em comparação com o período anterior (agosto 2009-novembro 2009), quando o desmatamento somou 757 quilômetros quadrados, houve redução de 21%.

Segundo o boletim, em novembro de 2010 o desmatamento detectado comprometeu 4 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que representa uma queda de 21% em relação a novembro de 2009. No acumulado do período (agosto – novembro 2010) o desmatamento comprometeu 36 milhões de toneladas de CO2 equivalentes. Isso representa uma redução de 23% em relação ao período anterior (agosto de 2009 a novembro de 2009) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento foi cerca de 47 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

(Fonte: Amazonia.org.br)


7 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Lula diz que país cumprirá metas de redução de desmatamento antes do previsto

07/11/2010

O Brasil conseguirá muito antes do previsto cumprir a meta de redução do desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, afirmou nesta segunda-feira (6) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa semanal de rádio.

“Quando nós fomos a Copenhague (a cúpula do Clima) no ano passado e levamos uma proposta de diminuir as emissões de gases do efeito estufa em 39% até 2020, e nos comprometemos de diminuir o desmatamento da Amazônia em 80%, muita gente pensava que era impossível”, lembrou Lula em seu programa “Café com o presidente”.

Lula acrescentou que os índices de desmatamento medidos no último ano demonstram “que o Brasil vai alcançar, muito antes de 2020?, a taxa de redução do desmatamento da Amazônia com a qual se comprometeu.

Redução de 14% - Pelos dados divulgados na semana passada pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), as medições feitas pelo satélite nos últimos meses indicam que o ritmo de desmatamento amazônico entre agosto de 2008 e julho de 2009 caiu 14% com relação aos 12 meses anteriores, quando já tinha reduzido em 45%.

Para o diretor do Instituto, Gilberto Câmara, no período citado a Amazônia brasileira perdeu 6.450 quilômetros quadrados de mata, o que represente “o melhor resultado desde 1998?, quando as medições começaram a ser feitas.

“Estou muito feliz porque conseguimos um grande êxito na redução do desmatamento”, ressaltou o chefe de Estado em seu programa.

Para Lula, este resultado deixa lições para todos, incluído o governo brasileiro, que aprendeu que não basta proibir o corte e mandar policiais e promotores para multar, já que é necessário dialogar com autoridades locais e com as pessoas que moram na Amazônia.

O governante declarou que é possível aumentar a preservação da floresta “na medida em que se coloca à disposição de prefeitos e governadores a ajuda para que essas regiões possam desenvolver-se sem necessidade de desflorestar”.

Acrescentou que ainda é possível permitir um pequeno desmatamento desde que a mesmo seja feito de forma sustentável.

“Percebemos que dessa forma todo mundo participa e que os resultados são melhores do que quando nos limitávamos a proibir e perseguir”, afirmou.

Os bem-sucedidos números de redução do desmatamento conquistados pelo Brasil serão apresentados durante a fase de alto nível da cúpula sobre mudança climática em Cancún (México), que ocorre nesta semana, até o próximo dia 10.

Fonte: Folha.com


6 de agosto de 2009 | nenhum comentário »

Conservação via satélite

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, é a primeira região inteiramente composta por florestas alagadas a receber a instalação de um equipamento de monitoramento via satélite integrado às estratégias de conservação do meio ambiente amazônico: o Sistema Automático de Monitoramento Aquático (Sima), construído pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Operando em uma plataforma flutuante no Lago Mamirauá, o Sima foi instalado por iniciativa do Inpe e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, duas das seis organizações que integram a Rede Geoma, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O sistema foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e recebeu apoio da Rede Geoma e recursos da Faapesp (por meio da modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular) e da Coordenação de Observação da Terra do Inpe.

O Sima começou a coletar dados que permitirão respostas a diversas questões de pesquisas em andamento, dentre as quais a que estuda o padrão de distribuição espacial da abundância do pirarucu (Arapaima gigas) nos lagos da Reserva Mamirauá. Peixe de alto valor comercial, o pirarucu só pode ser pescado em áreas de manejo e de cativeiro.

Além de atender às pesquisas, o sistema também permitirá comparar informações de Mamirauá – área praticamente sem impactos humanos e com regras de manejo – com aquelas coletadas no Lago Grande de Curuaí. Também situado no Amazonas, o lago está em uma região degradada e que sofre com a ação do homem.

Segundo o MCT, o Sima permite que se separe o sinal das forças naturais sobre o ambiente aquático daquele produzido pelas ações humanas. Assim essa comparação dará respostas úteis sobre esses dois ambientes.

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O Sima mede diversas variáveis ambientais a partir de sensores colocados acima da linha de água, entre elas direção e intensidade de ventos, radiação solar incidente e refletida e temperatura do ar. Já abaixo da linha d´água, ele mede variáveis como turbidez e pH.

Esses dados são adquiridos em alta frequência e transmitidos, em média a cada hora, por satélites brasileiros, ajudando a entender como as propriedades físico-químicas da água se modificam ao longo do tempo, com que frequência e como são afetadas pelas variáveis climáticas – o que pode ajudar a melhorar as estratégias de manejo dos recursos não apenas na Reserva Mamirauá, mas também em outros locais. (Fonte: Agência Fapesp)






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9 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cadastro de propriedades rurais terá funcionamento em 2013, diz ministra

Governo concluiu compra de imagens de satélite para monitorar imóveis. 
Segundo Izabella Teixeira, fiscalização do desmatamento será eficiente.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou nesta sexta-feira (9) que o sistema de cadastro de propriedades rurais, previsto no novo Código Florestal, estará em funcionamento pleno no início de 2013.

O governo concluiu nesta quinta-feira (8) a compra de imagens de satélite em alta resolução para monitorar as fazendas brasileiras.

Pela nova lei, todos proprietários rurais devem se inscrever gratuitamente no Cadastro Ambiental Rural. O objetivo é facilitar ao governo a fiscalização, através das imagens de satélite, de desmatamentos ilegais em Áreas de Preservação Permanente (APPs). A inscrição da propriedade no cadastro deverá ser feita em um órgão ambiental estadual ou municipal um ano após sua implantação.

O contrato assinado pelo governo para a obtenção das imagens de satélite tem duração de quatro anos e prevê custo de R$ 28,9 milhões. Serão fornecidas imagens de 2011, 2012, 2013 e 2014.

“Em 2013, o sistema estará zerado. Vamos começar o ano com 100% das imagens do Brasil. É a reta final daquele que é o processo de homologação do CAR para entrarmos com a implantação nos estados.”, afirmou Izabella Teixeira.

Implementação da nova lei
Segundo a ministra, o CAR vai cadastrar 5 milhões de propriedades, o que dará maior eficiência à fiscalização de desmatamentos. “Isso vai fazer com que a gente possa implementar o Código Florestal. Progressivamente ano a ano ver como está o funcionamento da propriedade. Para a fiscalização usa-se essa imagem até nos equipamentos móveis. Vai permitir que, num tablet, você monitorar a propriedade”, afirmou.

Para Izabella Teixeira, os produtores rurais vão ganhar com o cadastramento, porque terão condições de comprovar a legalidade das propriedades de forma mais eficiente na hora de tomar crédito. “Você clica, sabe qual o proprietário, o gerente de crédito pode verificar imediatamente se a fazenda está regularizada”, disse.

De acordo com a ministra, o governo optou por adquirir imagens de alta resolução. “Nunca antes na história do meio ambiente se teve tanta tecnologia. Normalmente se tem por região, em escalas diferenciadas. Essas imagens vão ser disponibilizadas também para os estados”, disse.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante evento realizado nesta sexta-feira (9) em Brasília (Foto: Wilson Dias/ABr)

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante evento realizado nesta sexta-feira (9) em Brasília (Foto: Wilson Dias/ABr)

Fonte: Globo Natureza


5 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Brasil terá Pacto pelas Águas

Ministra Izabella Teixeira anuncia programa de gestão das principais bacias, que prevê monitoramento por satélite.

Nesta terça-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, será instituído o Pacto pelas Águas, reunindo governo federal, estados e municípios na área de recursos hídricos em todo o País. Estão previstos investimentos de R$ 20 milhões ao ano no financiamento da gestão nas principais bacias brasileiras, com monitoramento e apoio dos órgãos federais.

 

A reunião ordinária do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), realizada no dia 30 de maio, marcou a abertura da Semana Nacional do Meio Ambiente. Na ocasião, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou convênios com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Está prevista a criação de um sistema de informações sobre recursos hídricos, com base no mapeamento por satélite dos rios e bacias brasileiras.

 

Pelo acordo, a AEB lança, a partir de novembro, uma família de satélites CBERS, construídos pelo Brasil em parceria com a China e utilizados para o monitoramento territorial. Com esse equipamento, será possível fazer o mapeamento completo dos rios brasileiros. “Estamos entrando em uma nova conjuntura hídrica no País”, avalia Izabella Teixeira.

 

Nova cartografia - De acordo com o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, trata-se do primeiro passo para a elaboração da nova cartografia dos recursos hídricos do Brasil. “É um salto de qualidade na produção de informação e conhecimento sobre as águas”, destacou.  Ele anunciou, também, publicação de portaria criando o Comitê de Contas Ambientais da Água, encarregado de avaliar o consumo da água nas atividades econômicas. O levantamento vai alimentar banco de dados das Nações Unidas sobre a disponibilidade dos recursos hídricos no mundo.

 

O presidente da AEB, José Raimundo Braga, informou que está previsto para novembro desse ano o lançamento do primeiro satélite da família CBERS, que substituirá o atual, que já está fora de operação. Ele elogiou a política brasileira para os recursos hídricos e afirmou que será um instrumento essencial para a criação de um sistema de informações sobre os recursos hídricos no Brasil. “O modelo integrado de gestão das águas é exemplo em todo o mundo”, assegurou.

 

A ministra Izabella Teixeira anunciou, ainda, um conjunto de medidas de fortalecimento da área ambiental, resultado de entendimento com o Ministério do Planejamento e Gestão, com impactos no MMA, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).  Segundo informou, haverá reforço nos quadros de analistas ambientais do Ibama e incentivos à capacitação dos servidores da área ambiental.

Fonte: Ascom do MMA


18 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Nasa faz foto da Floresta Amazônica vista do espaço

Mapas mostram diferença na dimensão das florestas tropicais.
Satélite capta vegetação típica da região entre os rios Amazonas e Japurá.

Uma equipe da Nasa desenvolveu um mapa que mostra as principais florestas no mundo vistas do espaço através do satélite Icesat. As destacadas em verde escuro são as mais altas, ou seja, que têm cume maior do que 40 metros. São elas: Floresta tropical da Amazônia e as florestas tropicais da África Central e da Indonésia.  (Foto: Nasa)

Uma equipe da Nasa desenvolveu um mapa que mostra as principais florestas no mundo vistas do espaço através do satélite Icesat. As destacadas em verde escuro são as mais altas, ou seja, que têm cume maior do que 40 metros. São elas: Floresta tropical da Amazônia e as florestas tropicais da África Central e da Indonésia. (Foto: Nasa)

  O mapa produzido por Marc Simard e seus colegas da Nasa tem maior resolução espacial do que o primeiro e consegue mostrar mais detalhes. A várzea, por exemplo, é um tipo de floresta que frequentemente é inundada por água fresca e tende a ser menor do que a floresta ao redor, visível entre os rios Amazonas e Japurá como um tom de verde mais claro. (Foto: Nasa)

O mapa produzido por Marc Simard e seus colegas da Nasa tem maior resolução espacial do que o primeiro e consegue mostrar mais detalhes. A várzea, por exemplo, é um tipo de floresta que frequentemente é inundada por água fresca e tende a ser menor do que a floresta ao redor. Ela é visível entre os rios Amazonas e Japurá como um tom de verde mais claro. (Foto: Nasa)

Fonte: Globo Natureza


26 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Falta verba para monitorar desmatamento no cerrado

Prometido há um ano pelo governo, o sistema de detecção do desmatamento no cerrado em tempo real, usando imagens de satélite, ainda não saiu do papel.

Ele seria feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), nos mesmos moldes do Deter, que vigia a Amazônia. A previsão era de que estivesse em funcionamento neste ano. “Pergunte se o Inpe recebeu dinheiro”, disse o diretor do instituto, Gilberto Câmara.

A falta de verba também deixou empacada a parceria entre o Inpe e o Ibama para criar um sistema que desse a taxa anual de desmate.

Hoje, ela é medida anualmente por um sistema do Ibama que é bem mais simples que o Prodes (do Inpe, que dá a taxa de desmatamento na Amazônia). O sistema não dá taxas anuais, nem diferencia vegetação secundária de cerrados nativos.

Editoria de arte/folhapress

 

O monitoramento começou somente em 2009. Até então, o governo tinha apenas uma estimativa pontual da destruição do cerrado (15,7 mil km2 ao ano). Com base nessa estimativa foi definida a meta de redução de 40% na derrubada do bioma até 2020.

O que os satélites revelaram, porém, foi um número bem diferente. Os dados de 2010, divulgados por Teixeira, por exemplo, mostram 6.469 km2 desmatados, ou quatro vezes a área da cidade de São Paulo. Isso representa uma queda de 15% em relação a 2009 (7.637 km2). No total, o cerrado já perdeu 48,5% de sua área original.

 

Fonte: Claudio Angelo, Brasília, Folha.com

O desmatamento se concentrou no chamado “Mapito” (Maranhão, Piauí e Tocantins), a nova fronteira do agronegócio do país. Segundo Mauro Pires, coordenador do plano de controle de desmate no cerrado, a queda não significa que a meta já tenha sido cumprida.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que dará dinheiro de sua pasta ao Inpe para criar o monitoramento no ano que vem.


4 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Cerrado pode ser monitorado por satélite mensalmente a partir de 2012

Inpe pode ‘vigiar’ bioma por sistema que mede desmatamento da Amazônia.
Governo afirma que ação está nos planos do Ministério do Meio Ambiente.

O combate ao desmatamento do cerrado pode ser intensificado no próximo ano com a implantação de monitoramento por satélite nos moldes do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que verifica a devastação na Amazônia.

A informação foi divulgada ao Globo Natureza pelo diretor da instituição, Gilberto Câmara. Segundo ele, o Inpe está pronto para começar a monitorar o bioma, o que facilitaria a detecção de crimes ambientais numa área que abrange grande parte da Região Centro-Oeste e parte do Nordeste do Brasil.

“Queremos começar no ano que vem, mas dependemos do orçamento do governo para isso. A estimativa é que o custo para a manutenção deste sistema seja de R$ 4 milhões anuais, a mesma quantidade aplicada atualmente na vigilância do desmatamento na Amazônia”, disse Câmara.

Atualmente, o desmatamento no cerrado é medido anualmente pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) por meio do sistema Prodes. Esta medição é realizada há dois anos, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

Deter do cerrado
Se o “Deter do cerrado” for implantado, os dados serão medidos a cada mês, o que proporcionaria o aumento na fiscalização. Hoje, apenas as queimadas e focos de calor que atingem o bioma são medidos em tempo real pelo Inpe.

“O sistema seria um benefício para o Brasil e o valor (orçamento para o sistema) não é nada, se comparado ao retorno”, afirmou o diretor do Inpe.

Com uma área total de 2.039.286 km², em abril o Ministério do Meio Ambiente divulgou que o bioma perdeu 7.637 km² de sua vegetação original entre 2008 e 2009, dados mais recentes disponíveis. A perda equivale a cinco vezes o tamanho do município de São Paulo.

O cerrado sofre regularmente com incêndios criminosos, provocados em grande parte em benefício da atividade agropecuária, e com atividades carvoeiras. No último levantamento, o estado que mais desmatou foi Maranhão (2.338 km²), seguido de Tocantins (1.311 km²) e Bahia (1.000 km²).

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a proposta de monitorar mensalmente o desmatamento no cerrado está dentro do Plano Plurianual, que rege as políticas públicas do governo federal entre 2012 e 2015.

Existem ainda outros dez planos setoriais de combate ao desmatamento e ações em favor das florestas que ainda não têm orçamento definido. O PPA precisa ser enviado ao Congresso até 31 de agosto para ser aprovado pelo Ministério do Planejamento, que dá o aval para a liberação de verbas.

África
A tecnologia de monitoramento desenvolvida pelo Inpe para detectar a devastação da Amazônia foi adotada pela República Democrática do Congo, país africano que é o segundo no mundo com maior cobertura de florestas tropicais (atrás apenas do Brasil).

O sistema operacional do Congo será lançado durante a COP 17, encontro da Organização das Nações Unidas que debate ações para conter as mudanças do clima e que ocorrerá em novembro, na África do Sul.

De acordo com Cláudio Almeida, chefe do Centro Regional da Amazônia, unidade do Inpe localizada no Pará, o país africano foi o primeiro a adotar o sistema operacional. “Estamos capacitando técnicos de várias partes do mundo e estão previstos mais cursos para a Bacia do Congo, além da América Latina e Ásia”, disse o pesquisador.

Plantação no cerrado, em Goiás (Foto: Marcelo Nunes)

Plantação no cerrado, em Goiás (Foto: Marcelo Nunes)

Fonte: Eduardo Carvalho, do Globo Natureza, em São Paulo


23 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Degradação florestal da Amazônia aumenta 548% em novembro

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) divulgou nesta quarta-feira (22) os dados de novembro de 2010 do desmatamento e degradação florestal na Amazônia. O SAD, satélite utilizado pelo ONG, registrou um aumento de 548% na degradação florestal, somando 188 quilômetros quadrados. Em novembro de 2009 a degradação somou 29 quilômetros quadrados.

A maioria (51%) da degradação florestal ocorreu no Pará seguido por Mato Grosso (39%). Segundo o Imazon, degradação florestal são áreas florestais intensamente exploradas pela atividade madeireira ou por queimadas. É diferente do desmatamento, que é a supressão total da floresta com exposição do solo.

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A degradação florestal acumulada no período de agosto de 2010 a novembro de 2010 totalizou 2.805 quilômetros quadrados. Isso representou um aumento expressivo (256%) em relação ao período anterior (agosto de 2009 a novembro de 2009), quando a degradação florestal somou 789 quilômetros quadrados.

Desmatamento – O SAD detectou 65 quilômetros quadrados de desmatamento, uma redução de 13% em relação a novembro de 2009, quando o desmatamento somou 75 quilômetros quadrados. Em novembro de 2010, os Estados com maior área desmatada foram Mato Grosso (38%), Pará (29%) e Rondônia (20%). O restante do desmatamento ocorreu em Roraima (5%), Amazonas (5%) e Acre (3%).

Os dados podem estar subestimados, já que só foi possível monitorar 30% da área florestal na Amazônia Legal. Os outros 70% estavam cobertos por nuvens, o que dificultou o monitoramento na região, principalmente no Amapá, Rondônia, Pará e Mato Grosso, os quais tiveram mais de 70% da área florestal coberto por nuvens.

O desmatamento acumulado no período de agosto de 2010 a novembro de 2010 somou 598 quilômetros quadrados. Em comparação com o período anterior (agosto 2009-novembro 2009), quando o desmatamento somou 757 quilômetros quadrados, houve redução de 21%.

Segundo o boletim, em novembro de 2010 o desmatamento detectado comprometeu 4 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que representa uma queda de 21% em relação a novembro de 2009. No acumulado do período (agosto – novembro 2010) o desmatamento comprometeu 36 milhões de toneladas de CO2 equivalentes. Isso representa uma redução de 23% em relação ao período anterior (agosto de 2009 a novembro de 2009) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento foi cerca de 47 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

(Fonte: Amazonia.org.br)


7 de dezembro de 2010 | nenhum comentário »

Lula diz que país cumprirá metas de redução de desmatamento antes do previsto

07/11/2010

O Brasil conseguirá muito antes do previsto cumprir a meta de redução do desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, afirmou nesta segunda-feira (6) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa semanal de rádio.

“Quando nós fomos a Copenhague (a cúpula do Clima) no ano passado e levamos uma proposta de diminuir as emissões de gases do efeito estufa em 39% até 2020, e nos comprometemos de diminuir o desmatamento da Amazônia em 80%, muita gente pensava que era impossível”, lembrou Lula em seu programa “Café com o presidente”.

Lula acrescentou que os índices de desmatamento medidos no último ano demonstram “que o Brasil vai alcançar, muito antes de 2020?, a taxa de redução do desmatamento da Amazônia com a qual se comprometeu.

Redução de 14% - Pelos dados divulgados na semana passada pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), as medições feitas pelo satélite nos últimos meses indicam que o ritmo de desmatamento amazônico entre agosto de 2008 e julho de 2009 caiu 14% com relação aos 12 meses anteriores, quando já tinha reduzido em 45%.

Para o diretor do Instituto, Gilberto Câmara, no período citado a Amazônia brasileira perdeu 6.450 quilômetros quadrados de mata, o que represente “o melhor resultado desde 1998?, quando as medições começaram a ser feitas.

“Estou muito feliz porque conseguimos um grande êxito na redução do desmatamento”, ressaltou o chefe de Estado em seu programa.

Para Lula, este resultado deixa lições para todos, incluído o governo brasileiro, que aprendeu que não basta proibir o corte e mandar policiais e promotores para multar, já que é necessário dialogar com autoridades locais e com as pessoas que moram na Amazônia.

O governante declarou que é possível aumentar a preservação da floresta “na medida em que se coloca à disposição de prefeitos e governadores a ajuda para que essas regiões possam desenvolver-se sem necessidade de desflorestar”.

Acrescentou que ainda é possível permitir um pequeno desmatamento desde que a mesmo seja feito de forma sustentável.

“Percebemos que dessa forma todo mundo participa e que os resultados são melhores do que quando nos limitávamos a proibir e perseguir”, afirmou.

Os bem-sucedidos números de redução do desmatamento conquistados pelo Brasil serão apresentados durante a fase de alto nível da cúpula sobre mudança climática em Cancún (México), que ocorre nesta semana, até o próximo dia 10.

Fonte: Folha.com


6 de agosto de 2009 | nenhum comentário »

Conservação via satélite

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, é a primeira região inteiramente composta por florestas alagadas a receber a instalação de um equipamento de monitoramento via satélite integrado às estratégias de conservação do meio ambiente amazônico: o Sistema Automático de Monitoramento Aquático (Sima), construído pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Operando em uma plataforma flutuante no Lago Mamirauá, o Sima foi instalado por iniciativa do Inpe e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, duas das seis organizações que integram a Rede Geoma, do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O sistema foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e recebeu apoio da Rede Geoma e recursos da Faapesp (por meio da modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular) e da Coordenação de Observação da Terra do Inpe.

O Sima começou a coletar dados que permitirão respostas a diversas questões de pesquisas em andamento, dentre as quais a que estuda o padrão de distribuição espacial da abundância do pirarucu (Arapaima gigas) nos lagos da Reserva Mamirauá. Peixe de alto valor comercial, o pirarucu só pode ser pescado em áreas de manejo e de cativeiro.

Além de atender às pesquisas, o sistema também permitirá comparar informações de Mamirauá – área praticamente sem impactos humanos e com regras de manejo – com aquelas coletadas no Lago Grande de Curuaí. Também situado no Amazonas, o lago está em uma região degradada e que sofre com a ação do homem.

Segundo o MCT, o Sima permite que se separe o sinal das forças naturais sobre o ambiente aquático daquele produzido pelas ações humanas. Assim essa comparação dará respostas úteis sobre esses dois ambientes.

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O Sima mede diversas variáveis ambientais a partir de sensores colocados acima da linha de água, entre elas direção e intensidade de ventos, radiação solar incidente e refletida e temperatura do ar. Já abaixo da linha d´água, ele mede variáveis como turbidez e pH.

Esses dados são adquiridos em alta frequência e transmitidos, em média a cada hora, por satélites brasileiros, ajudando a entender como as propriedades físico-químicas da água se modificam ao longo do tempo, com que frequência e como são afetadas pelas variáveis climáticas – o que pode ajudar a melhorar as estratégias de manejo dos recursos não apenas na Reserva Mamirauá, mas também em outros locais. (Fonte: Agência Fapesp)