12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Crustáceo descoberto no Caribe recebe nome em homenagem a Bob Marley

Espécie é parasita de peixes e pode ajudar pesquisadores a estudar a degradação dos corais e a saúde dos animais marinhos

Parasitas jovens que acabaram de se alimentar com o sangue do peixe; quando adultos, eles morrem em até três semanas, possivelmente após acasalarem

Bob Marley está vivo nos corais de recifes do mar do Caribe. O ícone do reggae serviu de inspiração ao biólogo Paul Sikkel para batizar minúsculos crustáceos descobertos na costa leste das ilhas caribenhas. Em homenagem ao cantor, morto em 1981, a nova espécie foi chamada Gnathia marleyi.

O crustáceo é a primeira espécie a ser descrita na região em mais de duas décadas. “Essa espécie é única e exclusiva do Caribe, assim como Marley”, disse nesta terça-feira Sikkel, professor-assistente de ecologia marinha na Universidade do Estado de Arkansas, nos Estados Unidos.

Gnathia marleyi vive escondido em cascalhos de corais, esponjas do mar e algas. Os jovens são parasitas e infestam os peixes que passam pelos locais onde estão. Quando adultos, os Gnathia marleyinão se alimentam de nada. “Achamos que os adultos sobrevivem por duas ou três semanas com o que foi sugado durante a juventude. Depois, morrem, possivelmente após acasalarem”, falou Sikkel.

Cerca de 80% dos organismos dos corais são parasitas. Os gnathiids (família à qual pertence o Gnathia marleyi) são os parasitas mais comuns nos oceanos e são os principais causadores ou transmissores das doenças que atingem os peixes. Além disso, a saúde dos peixes está diretamente ligada à saúde dos corais, conhecidos como “florestas do mar”, devido à alta biodiversidade.

Sikkel e seu time de pesquisadores estão monitorando a relação entre peixes e parasitas para analisar a degradação dos corais.

Velho conhecido — Sikkel descobriu o Ghnathia marleyi há dez anos nas Ilhas Virgens Americanas. Lá a espécie é tão comum que Sikkel achava que alguém já a tinha nomeado e descrito. Movido pela curiosidade, pediu para um dos pesquisadores do seu time investigar qual espécie era aquela e descobriu que ela não havia sido estudada a fundo.

Homenageados — Marley não é o único famoso homenageado por pesquisadores. Um líquen já foi batizado em homenagem a Barack Obama. O comediante Stephen Colbert serviu de inspiração para uma nova espécie de abelha, Elvis Presley deu nome a uma vespa, e Bill Gates, a uma nova mosca de flor.

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley (Elizabeth Brill)

Fonte: Veja Ciência


28 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Macacos separados da mãe após nascimento têm mais chances de desenvolver doenças

Estudo promovido por pesquisadores americanos comparou o histórico de saúde de 231 macacos rhesus submetidos a três tipos de criação logo após o nascimento: com a mãe, em grupo e isolados

Um estudo realizado por pesquisadores americanos mostrou que macacos que são separados das mães logo após o nascimento têm maior tendência a desenvolver doenças na vida adulta. O resultado do trabalho foi publicado na edição desta semana da revista PNAS.

Estudos anteriores já tinham mostrado alterações hormonais e no tamanho do cérebro em macacos separados da mãe logo após o nascimento. De acordo com os pesquisadores, nenhum deles mostrou de que forma essas alterações afetam a saúde desses animais. Para chegar a esses resultados, os autores do trabalho analisaram o histórico de saúde de 231 macacos rhesus que foram criados no Instituto Nacional de Saúde, em Maryland, nos Estados Unidos.

Pesquisa — Os pesquisadores distribuíram esses animais em três grupos logo após o nascimento: um deles foi criado pelas mães, outro criado por membros do próprio grupo e um terceiro passava a maior parte do tempo em uma gaiola com uma garrafa de água quente suspensa — a garrafa serve para substituir a presença dos outros membros do grupo — e tinha apenas duas horas diárias com seus companheiros.

Do total de 231 macacos que participaram do estudo, 122 foram criados pelas mães, 57 foram criados junto com o grupo e os outros 52 cresceram sozinhos. A maioria dos animais – 126 – era do sexo masculino.

Os macacos que foram criados pelas mães desde o nascimento conviveram com outros animais do grupo em grandes jaulas. Os outros dois grupos foram criados individualmente durante os 37 primeiros dias em uma espécie de berçário.

Os pesquisadores decidiram dividir em dois o grupo de animais separados da mãe para evitar que a amamentação fosse considerada o único fator de influência sobre o aparecimento ou não de doenças.

Os macacos dos três grupos, todos nascidos no mesmo ano, foram colocados em um único grupo de convívio social quando atingiam idade de 6 meses a 1 ano. Dado que macacos em cativeiro vivem em média 25 anos, a idade desses animais corresponde a até 3 anos da idade humana.

Os macacos que participaram do estudo nasceram entre 2002 e 2007. Cientistas fizeram periodicamente exames físicos e comportamentais desde o nascimento dos macacos até janeiro de 2010. A realização dos exames tinha como objetivo medir tanto a frequência quanto a incidência de distúrbios físicos e comportamentais.

Resultados — Após a análise do histórico de saúde dos grupos, os cientistas concluíram que os machos criados entre seus pares tiveram uma maior propensão de desenvolver um conjunto de doenças do que os macacos criados por suas mães. As doenças apareceram quase duas vezes mais nesse grupo do que naqueles criados com as mães.

Além disso, macacos de ambos os sexos, separados das mães, também tiveram um maior risco de desenvolver distúrbios comportamentais. As fêmeas criadas em grupo tiveram uma maior probabilidade de se machucar e de perder pelos.

“O que mais nos surpreendeu foi que esse quadro é irreversível. Mesmo após um longo período de convívio social (de 2 a 9 anos, dependendo da idade dos macacos), a separação das mães no início da vida foi determinante no quadro de saúde desses animais na idade adulta”, disse Gabriella Conti, uma das autoras do estudo, em entrevista por telefone ao site de VEJA.

Com os resultados, os autores concluíram que, mesmo que animais tenham um convívio social normal mais tarde, o ambiente em que ele cresce logo após o nascimento é determinante para sua saúde e a presença da mãe é fundamental.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Primate evidence on the late health effects of early-life adversity

Onde foi divulgada: revista PNAS

Quem fez: Gabriella Contia, Christopher Hansmanb, James J. Heckmanc, Matthew F. X. Novakd, Angela Ruggierod e Stephen J. Suomid

Instituição: Universidade de Chicago e Universidade de Columbia, Nova York.

Dados de amostragem: 231 macacos rhesus em cativeiro

Resultado: macacos que são separados da mãe logo após o nascimento são mais propensos ao desenvolvimento de doenças

Macaco da espécie rhesus

Estudo avaliou o histórico de 231 macacos rhesus criados em cativeiro (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Leoas recebem cuidados médicos em zoológico da França

Equipe veterinária realizou exames para garantir saúde dos animais.
Eles serão transferidos para Dublin, na Irlanda, em março.

Veterinários do zoológico de Mulhouse, na França, realizam exames médicos em uma leoa nesta quinta-feira (24). (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Veterinários do zoológico de Mulhouse, na França, realizam exames médicos em uma leoa nesta quinta-feira (24). Outra fêmea também recebeu cuidadaos. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Os exames foram realizados porque as duas leoas do zoológico francês serão transferidas para Dublin no final de março. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Os exames foram realizados porque as duas leoas do zoológico francês serão transferidas para Dublin no final de março. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

 

Fonte: AFP


27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Tesouro silvestre

Embrapa Cerrados planeja colocar no mercado espécies de maracujá melhoradas geneticamente que podem trazer uma série de benefícios à saúde, como auxiliar no combate à obesidade, prevenir doenças e ajudar o bom funcionamento do sistema nervoso.
Na história da humanidade, o rico arsenal de sabedoria popular norteou a lapidação científica de seus elementos culturais mais preciosos, em todas as áreas do conhecimento. Foi assim com a medicina, a música, a engenharia e a literatura, que nasceram do saber comum e consolidaram sua forma erudita e sofisticada a partir das raízes do passado e da ciência rústica do próprio povo. Dentro desse espectro de criatividade e de transformações, a Embrapa Cerrados é um dos mais bem estruturados laboratórios para explorar a passagem do antigo para o novo e confirmar que, das fontes populares, é possível reinventar os frutos da natureza.

 

Muitos desses alimentos, que nascem e crescem no mato, parecem ásperos, pequenos e pobres em substâncias bioativas, mas, depois, como num passe de mágica, revelam vigor e riqueza energética na pele, na raiz, nas folhas e na polpa. Um simples maracujá nativo como o da espécie Passiflora setacea, por exemplo, esbanja substâncias como flavonoides, poliaminas, esteróis (o colesterol das plantas, precursor de hormônios), vitaminas e sais minerais que ajudam a regular o organismo, e agora está pronto para ganhar espaço nas feiras, mercados e frutarias. Para isso, foi executado um delicado trabalho de melhoramento genético pelo agrônomo José Orlando de Melo Madalena e sua equipe da Embrapa Cerrados, um trabalho que durou dois anos e meio, desde a revelação de suas qualidades.

Hoje, a variedade BRS Pérola do Cerrado, como passou a ser chamado esse pequeno e redondo maracujá esverdeado, está em vias de entrar na cadeia produtiva da região. “Não adianta mostrar que um determinado fruto ou planta faz bem para a saúde, se as pessoas não têm como comprá-los – seja porque não existe a produção comercial sustentável, seja por não existir condições de logística para colocar o produto no mercado”, observa Ana Maria Costa, que coordena o projeto das passifloras nativas. Quem pode tornar possível o acesso à Pérola do Cerrado – de sabor adocicado, mais acentuado do que o da Passiflora alata, o maracujá-doce – é a Rede Passitec, que reúne 27 instituições de pesquisa públicas e privadas e mais de 100 colaboradores.

De acordo com Ana Maria, a rede procura parceiros para viabilizar a venda no mercado do P. setacea e da BRS Vita, ou P. tenuifila. “Concentramos esforços nessas duas variedades em virtude do potencial funcional e medicinal. As pesquisas mostraram que as duas são ricas em compostos antioxidantes e fenólicos, importantes para prevenir doenças cardiovasculares, e podem ter efeito benéfico ao sistema nervoso”, explica a agrônoma. Segundo ela, a Rede Passitec existe para gerar tecnologias e fomentar todas as etapas do sistema produtivo, até a cadeia comercial.

Ela destaca o avanço agronômico para o sucesso da rede, que levará as frutas ao mercado tanto para o consumo in natura como para a fabricação de ingredientes para uso em alimentos. Diante desse rico potencial de cerca de 200 espécies nativas conhecidas no Brasil, os técnicos da Embrapa e de instituições parceiras, como Universidade de Brasília (UnB), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre outras, se debruçam na análise de cinco passifloras – edulis (maracujá azedo), incarnata (cujos frutos não são comestíveis), alata, tenuifila e setacea. A mais conhecida é a edulis, de forte apelo comercial, não apenas na indústria de sucos e de sorvetes. Sua casca é usada na produção de farinha funcional; as folhas, aproveitadas na elaboração de fitoterápicos; e o óleo das sementes entra na composição de cosméticos.

“Além de nutrir, as espécies poderão trazer benefícios para a manutenção da saúde, evitando problemas de obesidade, prevenindo doenças e ajudando o bom funcionamento do sistema nervoso devido à presença dos antioxidantes e das fibras em sua composição”, afirma Ana Maria Costa. Ela considera que o projeto está na reta final e que as variedades chegarão em breve ao mercado. “Acreditamos que seja apenas uma questão de tempo a consolidação de parcerias com o setor privado para a finalização tecnológica para esses produtos começarem a chegar ao consumidor.”

Sono e estresse - Para confirmar o que o ideário popular manifesta sobre a fruta em termos de poderes curativos e preventivos, a Embrapa e o Hospital Universitário de Brasília (HUB) iniciaram este ano uma parceria para testar os efeitos de quatro passifloras no controle do estresse, da enxaqueca, de tremores em idosos e da obesidade, além de avaliar o poder do fruto na recuperação pós-trauma, no equilíbrio do sono, na regeneração celular e como regulador cardiovascular. No projeto-piloto, foi usado o Laboratório do Sono do HUB, onde 21 voluntários se submeteram aos testes. Enquanto o projeto não estiver concluído, os técnicos da Embrapa e HUB não poderão divulgar os nomes das variedades examinadas ou dizer em que situação atuam melhor.

É um estudo do tipo cego, em que os voluntários não sabem se estão ingerindo a verdadeira polpa do maracujá ou uma mistura inócua, com sabor semelhante. No teste-piloto, foi observada apenas a questão do estresse; e em uma segunda etapa, que começa em fevereiro, será a vez da sonolência. Os primeiros resultados são considerados satisfatórios. “Percebemos que houve uma melhora funcional nas pessoas e uma evidente redução de estresse”, afirma a psicóloga Mônica Müller, que coordena a aplicação dos testes no HUB.

O neurologista Nonato Rodrigues, também da UnB, aplica os exames de polissonografia nos voluntários. Esse exame avalia os parâmetros do sono, tais como o tempo que a pessoa leva para adormecer, os estágios do sono REM e RAM, entre outros aspectos. “As pessoas que participam não podem tomar medicamentos que causem sonolência ou apneia do sono. Também não participam aquelas com problemas de epilepsia ou de narcolepsia”, explica Mônica.

As inscrições para o recrutamento para a etapa final do projeto, desta vez para avaliação do sono, terminam em 5 de fevereiro de 2012 (veja serviço). Os voluntários têm de ter disponibilidade para dormir no laboratório do sono por dois fins de semana, com intervalo de duas semanas. Segundo Mônica, o projeto, além de reafirmar as qualidades funcionais e medicinais das plantas, permite que as pessoas se tratem de distúrbios do sono e do estresse.

Serviço - Interessados em participar do grupo de voluntários para testes do efeito de polpas de maracujá sobre o estresse e o sono devem se inscrever pelo email muller.clinica@gmail.com.

Fonte: Correio Braziliense


8 de maio de 2010 | nenhum comentário »

Mapa de injustiça ambiental

Ferramenta lançada pela Escola Nacional de Saúde Pública permitirá monitoramento de ações que enfrentem situações de injustiças ambientais relacionadas à saúde no Brasil

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lançou nesta quarta-feira (5/5), no Rio de Janeiro, o Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e saúde no Brasil.

 

Desenvolvido a partir de uma parceria entre a ENSP e a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), o mapa permitirá o monitoramento de ações e projetos que enfrentem situações de injustiças ambientais relacionadas à saúde em diferentes territórios e populações das cidades, campos, florestas e zonas costeiras.

 

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O desenvolvimento foi coordenado por Marcelo Firpo, da ENSP, e Tania Pacheco, da Fase. O objetivo é apoiar a luta de populações e grupos atingidos em seus territórios por ações governamentais e projetos de desenvolvimento que impactam desigualmente grupos sociais vulnerabilizados pela desigualdade social.

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O mapa reúne cerca de 300 casos de injustiça ambiental georreferenciados distribuídos por todo o país. Disponível na internet, tem um sistema de buscas vinculado ao GoogleEarth. A busca dos conflitos pode ser feita por unidade federativa ou por palavra-chave.

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O mapeamento inicial tem por foco a visão das populações atingidas, suas demandas, estratégias de resistência e propostas de encaminhamento. As informações destacadas revelam posições assumidas por parcela expressiva das comunidades atingidas, seja a partir de suas experiências, seja a partir de relatórios e artigos desenvolvidos por entidades, ONGs e instituições parceiras da Fiocruz.

 

Mais informações: www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br

(Agência Fapesp, 6/5)






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12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Crustáceo descoberto no Caribe recebe nome em homenagem a Bob Marley

Espécie é parasita de peixes e pode ajudar pesquisadores a estudar a degradação dos corais e a saúde dos animais marinhos

Parasitas jovens que acabaram de se alimentar com o sangue do peixe; quando adultos, eles morrem em até três semanas, possivelmente após acasalarem

Bob Marley está vivo nos corais de recifes do mar do Caribe. O ícone do reggae serviu de inspiração ao biólogo Paul Sikkel para batizar minúsculos crustáceos descobertos na costa leste das ilhas caribenhas. Em homenagem ao cantor, morto em 1981, a nova espécie foi chamada Gnathia marleyi.

O crustáceo é a primeira espécie a ser descrita na região em mais de duas décadas. “Essa espécie é única e exclusiva do Caribe, assim como Marley”, disse nesta terça-feira Sikkel, professor-assistente de ecologia marinha na Universidade do Estado de Arkansas, nos Estados Unidos.

Gnathia marleyi vive escondido em cascalhos de corais, esponjas do mar e algas. Os jovens são parasitas e infestam os peixes que passam pelos locais onde estão. Quando adultos, os Gnathia marleyinão se alimentam de nada. “Achamos que os adultos sobrevivem por duas ou três semanas com o que foi sugado durante a juventude. Depois, morrem, possivelmente após acasalarem”, falou Sikkel.

Cerca de 80% dos organismos dos corais são parasitas. Os gnathiids (família à qual pertence o Gnathia marleyi) são os parasitas mais comuns nos oceanos e são os principais causadores ou transmissores das doenças que atingem os peixes. Além disso, a saúde dos peixes está diretamente ligada à saúde dos corais, conhecidos como “florestas do mar”, devido à alta biodiversidade.

Sikkel e seu time de pesquisadores estão monitorando a relação entre peixes e parasitas para analisar a degradação dos corais.

Velho conhecido — Sikkel descobriu o Ghnathia marleyi há dez anos nas Ilhas Virgens Americanas. Lá a espécie é tão comum que Sikkel achava que alguém já a tinha nomeado e descrito. Movido pela curiosidade, pediu para um dos pesquisadores do seu time investigar qual espécie era aquela e descobriu que ela não havia sido estudada a fundo.

Homenageados — Marley não é o único famoso homenageado por pesquisadores. Um líquen já foi batizado em homenagem a Barack Obama. O comediante Stephen Colbert serviu de inspiração para uma nova espécie de abelha, Elvis Presley deu nome a uma vespa, e Bill Gates, a uma nova mosca de flor.

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley

Peixe infestado por parasitas que receberam nome de 'Gnathia marleyi', em homenagem a Bob Marley (Elizabeth Brill)

Fonte: Veja Ciência


28 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Macacos separados da mãe após nascimento têm mais chances de desenvolver doenças

Estudo promovido por pesquisadores americanos comparou o histórico de saúde de 231 macacos rhesus submetidos a três tipos de criação logo após o nascimento: com a mãe, em grupo e isolados

Um estudo realizado por pesquisadores americanos mostrou que macacos que são separados das mães logo após o nascimento têm maior tendência a desenvolver doenças na vida adulta. O resultado do trabalho foi publicado na edição desta semana da revista PNAS.

Estudos anteriores já tinham mostrado alterações hormonais e no tamanho do cérebro em macacos separados da mãe logo após o nascimento. De acordo com os pesquisadores, nenhum deles mostrou de que forma essas alterações afetam a saúde desses animais. Para chegar a esses resultados, os autores do trabalho analisaram o histórico de saúde de 231 macacos rhesus que foram criados no Instituto Nacional de Saúde, em Maryland, nos Estados Unidos.

Pesquisa — Os pesquisadores distribuíram esses animais em três grupos logo após o nascimento: um deles foi criado pelas mães, outro criado por membros do próprio grupo e um terceiro passava a maior parte do tempo em uma gaiola com uma garrafa de água quente suspensa — a garrafa serve para substituir a presença dos outros membros do grupo — e tinha apenas duas horas diárias com seus companheiros.

Do total de 231 macacos que participaram do estudo, 122 foram criados pelas mães, 57 foram criados junto com o grupo e os outros 52 cresceram sozinhos. A maioria dos animais – 126 – era do sexo masculino.

Os macacos que foram criados pelas mães desde o nascimento conviveram com outros animais do grupo em grandes jaulas. Os outros dois grupos foram criados individualmente durante os 37 primeiros dias em uma espécie de berçário.

Os pesquisadores decidiram dividir em dois o grupo de animais separados da mãe para evitar que a amamentação fosse considerada o único fator de influência sobre o aparecimento ou não de doenças.

Os macacos dos três grupos, todos nascidos no mesmo ano, foram colocados em um único grupo de convívio social quando atingiam idade de 6 meses a 1 ano. Dado que macacos em cativeiro vivem em média 25 anos, a idade desses animais corresponde a até 3 anos da idade humana.

Os macacos que participaram do estudo nasceram entre 2002 e 2007. Cientistas fizeram periodicamente exames físicos e comportamentais desde o nascimento dos macacos até janeiro de 2010. A realização dos exames tinha como objetivo medir tanto a frequência quanto a incidência de distúrbios físicos e comportamentais.

Resultados — Após a análise do histórico de saúde dos grupos, os cientistas concluíram que os machos criados entre seus pares tiveram uma maior propensão de desenvolver um conjunto de doenças do que os macacos criados por suas mães. As doenças apareceram quase duas vezes mais nesse grupo do que naqueles criados com as mães.

Além disso, macacos de ambos os sexos, separados das mães, também tiveram um maior risco de desenvolver distúrbios comportamentais. As fêmeas criadas em grupo tiveram uma maior probabilidade de se machucar e de perder pelos.

“O que mais nos surpreendeu foi que esse quadro é irreversível. Mesmo após um longo período de convívio social (de 2 a 9 anos, dependendo da idade dos macacos), a separação das mães no início da vida foi determinante no quadro de saúde desses animais na idade adulta”, disse Gabriella Conti, uma das autoras do estudo, em entrevista por telefone ao site de VEJA.

Com os resultados, os autores concluíram que, mesmo que animais tenham um convívio social normal mais tarde, o ambiente em que ele cresce logo após o nascimento é determinante para sua saúde e a presença da mãe é fundamental.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Primate evidence on the late health effects of early-life adversity

Onde foi divulgada: revista PNAS

Quem fez: Gabriella Contia, Christopher Hansmanb, James J. Heckmanc, Matthew F. X. Novakd, Angela Ruggierod e Stephen J. Suomid

Instituição: Universidade de Chicago e Universidade de Columbia, Nova York.

Dados de amostragem: 231 macacos rhesus em cativeiro

Resultado: macacos que são separados da mãe logo após o nascimento são mais propensos ao desenvolvimento de doenças

Macaco da espécie rhesus

Estudo avaliou o histórico de 231 macacos rhesus criados em cativeiro (China Photos/Getty Images)

Fonte: Veja Ciência


24 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Leoas recebem cuidados médicos em zoológico da França

Equipe veterinária realizou exames para garantir saúde dos animais.
Eles serão transferidos para Dublin, na Irlanda, em março.

Veterinários do zoológico de Mulhouse, na França, realizam exames médicos em uma leoa nesta quinta-feira (24). (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Veterinários do zoológico de Mulhouse, na França, realizam exames médicos em uma leoa nesta quinta-feira (24). Outra fêmea também recebeu cuidadaos. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Os exames foram realizados porque as duas leoas do zoológico francês serão transferidas para Dublin no final de março. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

Os exames foram realizados porque as duas leoas do zoológico francês serão transferidas para Dublin no final de março. (Foto: AFP Photo / Sebastien Bozon)

 

Fonte: AFP


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Tesouro silvestre

Embrapa Cerrados planeja colocar no mercado espécies de maracujá melhoradas geneticamente que podem trazer uma série de benefícios à saúde, como auxiliar no combate à obesidade, prevenir doenças e ajudar o bom funcionamento do sistema nervoso.
Na história da humanidade, o rico arsenal de sabedoria popular norteou a lapidação científica de seus elementos culturais mais preciosos, em todas as áreas do conhecimento. Foi assim com a medicina, a música, a engenharia e a literatura, que nasceram do saber comum e consolidaram sua forma erudita e sofisticada a partir das raízes do passado e da ciência rústica do próprio povo. Dentro desse espectro de criatividade e de transformações, a Embrapa Cerrados é um dos mais bem estruturados laboratórios para explorar a passagem do antigo para o novo e confirmar que, das fontes populares, é possível reinventar os frutos da natureza.

 

Muitos desses alimentos, que nascem e crescem no mato, parecem ásperos, pequenos e pobres em substâncias bioativas, mas, depois, como num passe de mágica, revelam vigor e riqueza energética na pele, na raiz, nas folhas e na polpa. Um simples maracujá nativo como o da espécie Passiflora setacea, por exemplo, esbanja substâncias como flavonoides, poliaminas, esteróis (o colesterol das plantas, precursor de hormônios), vitaminas e sais minerais que ajudam a regular o organismo, e agora está pronto para ganhar espaço nas feiras, mercados e frutarias. Para isso, foi executado um delicado trabalho de melhoramento genético pelo agrônomo José Orlando de Melo Madalena e sua equipe da Embrapa Cerrados, um trabalho que durou dois anos e meio, desde a revelação de suas qualidades.

Hoje, a variedade BRS Pérola do Cerrado, como passou a ser chamado esse pequeno e redondo maracujá esverdeado, está em vias de entrar na cadeia produtiva da região. “Não adianta mostrar que um determinado fruto ou planta faz bem para a saúde, se as pessoas não têm como comprá-los – seja porque não existe a produção comercial sustentável, seja por não existir condições de logística para colocar o produto no mercado”, observa Ana Maria Costa, que coordena o projeto das passifloras nativas. Quem pode tornar possível o acesso à Pérola do Cerrado – de sabor adocicado, mais acentuado do que o da Passiflora alata, o maracujá-doce – é a Rede Passitec, que reúne 27 instituições de pesquisa públicas e privadas e mais de 100 colaboradores.

De acordo com Ana Maria, a rede procura parceiros para viabilizar a venda no mercado do P. setacea e da BRS Vita, ou P. tenuifila. “Concentramos esforços nessas duas variedades em virtude do potencial funcional e medicinal. As pesquisas mostraram que as duas são ricas em compostos antioxidantes e fenólicos, importantes para prevenir doenças cardiovasculares, e podem ter efeito benéfico ao sistema nervoso”, explica a agrônoma. Segundo ela, a Rede Passitec existe para gerar tecnologias e fomentar todas as etapas do sistema produtivo, até a cadeia comercial.

Ela destaca o avanço agronômico para o sucesso da rede, que levará as frutas ao mercado tanto para o consumo in natura como para a fabricação de ingredientes para uso em alimentos. Diante desse rico potencial de cerca de 200 espécies nativas conhecidas no Brasil, os técnicos da Embrapa e de instituições parceiras, como Universidade de Brasília (UnB), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre outras, se debruçam na análise de cinco passifloras – edulis (maracujá azedo), incarnata (cujos frutos não são comestíveis), alata, tenuifila e setacea. A mais conhecida é a edulis, de forte apelo comercial, não apenas na indústria de sucos e de sorvetes. Sua casca é usada na produção de farinha funcional; as folhas, aproveitadas na elaboração de fitoterápicos; e o óleo das sementes entra na composição de cosméticos.

“Além de nutrir, as espécies poderão trazer benefícios para a manutenção da saúde, evitando problemas de obesidade, prevenindo doenças e ajudando o bom funcionamento do sistema nervoso devido à presença dos antioxidantes e das fibras em sua composição”, afirma Ana Maria Costa. Ela considera que o projeto está na reta final e que as variedades chegarão em breve ao mercado. “Acreditamos que seja apenas uma questão de tempo a consolidação de parcerias com o setor privado para a finalização tecnológica para esses produtos começarem a chegar ao consumidor.”

Sono e estresse - Para confirmar o que o ideário popular manifesta sobre a fruta em termos de poderes curativos e preventivos, a Embrapa e o Hospital Universitário de Brasília (HUB) iniciaram este ano uma parceria para testar os efeitos de quatro passifloras no controle do estresse, da enxaqueca, de tremores em idosos e da obesidade, além de avaliar o poder do fruto na recuperação pós-trauma, no equilíbrio do sono, na regeneração celular e como regulador cardiovascular. No projeto-piloto, foi usado o Laboratório do Sono do HUB, onde 21 voluntários se submeteram aos testes. Enquanto o projeto não estiver concluído, os técnicos da Embrapa e HUB não poderão divulgar os nomes das variedades examinadas ou dizer em que situação atuam melhor.

É um estudo do tipo cego, em que os voluntários não sabem se estão ingerindo a verdadeira polpa do maracujá ou uma mistura inócua, com sabor semelhante. No teste-piloto, foi observada apenas a questão do estresse; e em uma segunda etapa, que começa em fevereiro, será a vez da sonolência. Os primeiros resultados são considerados satisfatórios. “Percebemos que houve uma melhora funcional nas pessoas e uma evidente redução de estresse”, afirma a psicóloga Mônica Müller, que coordena a aplicação dos testes no HUB.

O neurologista Nonato Rodrigues, também da UnB, aplica os exames de polissonografia nos voluntários. Esse exame avalia os parâmetros do sono, tais como o tempo que a pessoa leva para adormecer, os estágios do sono REM e RAM, entre outros aspectos. “As pessoas que participam não podem tomar medicamentos que causem sonolência ou apneia do sono. Também não participam aquelas com problemas de epilepsia ou de narcolepsia”, explica Mônica.

As inscrições para o recrutamento para a etapa final do projeto, desta vez para avaliação do sono, terminam em 5 de fevereiro de 2012 (veja serviço). Os voluntários têm de ter disponibilidade para dormir no laboratório do sono por dois fins de semana, com intervalo de duas semanas. Segundo Mônica, o projeto, além de reafirmar as qualidades funcionais e medicinais das plantas, permite que as pessoas se tratem de distúrbios do sono e do estresse.

Serviço - Interessados em participar do grupo de voluntários para testes do efeito de polpas de maracujá sobre o estresse e o sono devem se inscrever pelo email muller.clinica@gmail.com.

Fonte: Correio Braziliense


8 de maio de 2010 | nenhum comentário »

Mapa de injustiça ambiental

Ferramenta lançada pela Escola Nacional de Saúde Pública permitirá monitoramento de ações que enfrentem situações de injustiças ambientais relacionadas à saúde no Brasil

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), lançou nesta quarta-feira (5/5), no Rio de Janeiro, o Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e saúde no Brasil.

 

Desenvolvido a partir de uma parceria entre a ENSP e a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), o mapa permitirá o monitoramento de ações e projetos que enfrentem situações de injustiças ambientais relacionadas à saúde em diferentes territórios e populações das cidades, campos, florestas e zonas costeiras.

 

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O desenvolvimento foi coordenado por Marcelo Firpo, da ENSP, e Tania Pacheco, da Fase. O objetivo é apoiar a luta de populações e grupos atingidos em seus territórios por ações governamentais e projetos de desenvolvimento que impactam desigualmente grupos sociais vulnerabilizados pela desigualdade social.

blue valentine film

 

O mapa reúne cerca de 300 casos de injustiça ambiental georreferenciados distribuídos por todo o país. Disponível na internet, tem um sistema de buscas vinculado ao GoogleEarth. A busca dos conflitos pode ser feita por unidade federativa ou por palavra-chave.

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O mapeamento inicial tem por foco a visão das populações atingidas, suas demandas, estratégias de resistência e propostas de encaminhamento. As informações destacadas revelam posições assumidas por parcela expressiva das comunidades atingidas, seja a partir de suas experiências, seja a partir de relatórios e artigos desenvolvidos por entidades, ONGs e instituições parceiras da Fiocruz.

 

Mais informações: www.conflitoambiental.icict.fiocruz.br

(Agência Fapesp, 6/5)