13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Borboletas preferem machos com asas mais vistosas

Pesquisadores de Yale estudaram o processo de evolução das asas da espécie ‘Bicyclus anynana’

Uma pergunta sempre intrigou os biólogos que estudam a seleção sexual (quando se trata não da disputa pela sobrevivência e sim pela chance de se reproduzir): se as borboletas fêmeas identificam os machos de sua espécie pelo padrão das manchas em suas asas, como novos padrões de asas se desenvolvem nos machos?

Para buscar a resposta, pesquisadores da Universidade de Yale fizeram um estudo com borboletas da espécie Bicyclus anynana e concluíram que as fêmeas são predispostas a gostar de um modelo específico, mas que ao longo da vida elas podem adquirir novas preferências, geralmente por machos com cores mais vistosas. O trabalho foi publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

As borboletas Bicyclus anynananaturalmente têm duas manchas em suas asas. Para descobrir como as fêmeas podem gostar de outros padrões de cores, os pesquisadores colocaram um grupo de fêmeas em contato com borboletas com quatro manchas. A partir de então, essas não deram mais preferência aos machos com duas manchas.

Em contrapartida, as fêmeas inicialmente expostas a machos com uma ou nenhuma mancha, com tons de cinza e marrom, não mudaram suas preferências originais.

“O que nos surpreendeu foi que as fêmeas adquiriam essa preferência depois de pouco tempo em contato com machos”, disse Erica L. Westerman, do Departamento de Biologia e Ecologia Evolucionista de Yale e principal autora do estudo.

“Existe um modelo de aprendizado, e elas aprenderam que ornamentação extra é melhor”, disse a escocesa Antónia Monteiro, pesquisadora de Yale e uma das autoras do estudo.

As descobertas de que o ambiente social pode mudar a preferência de borboletas fêmeas ajuda a explicar como novos modelos de asas evoluem, dizem os pesquisadores. Agora Westerman e sua equipe querem agora descobrir como as fêmeas aprendem a fazer as suas escolhas.

“Nós estamos agora investigando o que impede as fêmeas de se acasalarem com machos de outras espécies durante o período de aprendizagem,” diz Westerman.

borboleta

As borboletas Bicyclus anynana usam padrão de asa para identificar machos da mesma espécie (Cortesia - Universidade de Yale)

Fonte: Veja Ciência


5 de março de 2012 | nenhum comentário »

Mudança em órgão sexual de “besoura” fez esperma evoluir

Quando se trata de sexo, algumas fêmeas são manipuladoras –notadamente as de besouros aquáticos. Pesquisadores nos EUA mostraram como as mudanças nos órgãos sexuais femininos moldaram a evolução dos espermatozoides nesses insetos.

A descoberta questiona a noção tradicional de que a chamada “seleção sexual” seria obra principalmente dos machos. O conceito surgiu com o criador da teoria da evolução, o naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882).

A seleção sexual continua mesmo dentro do aparelho reprodutivo da fêmea; o esperma de vários machos compete para fecundar os óvulos.

A pesquisa feita agora com 42 espécies de besouros aquáticos revelou um mundo de formas bizarras de órgãos sexuais e de espermatozoides que tentam se adaptar a eles. Existem cerca de 4.000 espécies de besouros aquáticos em todo o mundo.

“Ao criar uma corrida de obstáculos, a fêmea pode avaliar a qualidade do esperma, com apenas o mais apto sendo capaz de atingir as posições ótimas para a fertilização”, disse àFolha a pesquisadora Dawn Higginson, da Universidade do Arizona, que liderou o estudo, publicado na revista científica “PNAS”.

Em animais como moluscos e insetos, os órgãos reprodutivos femininos e os espermatozoides existem em uma grande variedade de formas.

“Nossos resultados mostram que a seleção sexual não é sempre a competição de macho com macho”, diz.

Fonte: Ricardo Bonalume Neto, Folha.com






Categorias

Tópicos recentes

Meta

 

setembro 2019
S T Q Q S S D
« mar    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

13 de junho de 2012 | nenhum comentário »

Borboletas preferem machos com asas mais vistosas

Pesquisadores de Yale estudaram o processo de evolução das asas da espécie ‘Bicyclus anynana’

Uma pergunta sempre intrigou os biólogos que estudam a seleção sexual (quando se trata não da disputa pela sobrevivência e sim pela chance de se reproduzir): se as borboletas fêmeas identificam os machos de sua espécie pelo padrão das manchas em suas asas, como novos padrões de asas se desenvolvem nos machos?

Para buscar a resposta, pesquisadores da Universidade de Yale fizeram um estudo com borboletas da espécie Bicyclus anynana e concluíram que as fêmeas são predispostas a gostar de um modelo específico, mas que ao longo da vida elas podem adquirir novas preferências, geralmente por machos com cores mais vistosas. O trabalho foi publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

As borboletas Bicyclus anynananaturalmente têm duas manchas em suas asas. Para descobrir como as fêmeas podem gostar de outros padrões de cores, os pesquisadores colocaram um grupo de fêmeas em contato com borboletas com quatro manchas. A partir de então, essas não deram mais preferência aos machos com duas manchas.

Em contrapartida, as fêmeas inicialmente expostas a machos com uma ou nenhuma mancha, com tons de cinza e marrom, não mudaram suas preferências originais.

“O que nos surpreendeu foi que as fêmeas adquiriam essa preferência depois de pouco tempo em contato com machos”, disse Erica L. Westerman, do Departamento de Biologia e Ecologia Evolucionista de Yale e principal autora do estudo.

“Existe um modelo de aprendizado, e elas aprenderam que ornamentação extra é melhor”, disse a escocesa Antónia Monteiro, pesquisadora de Yale e uma das autoras do estudo.

As descobertas de que o ambiente social pode mudar a preferência de borboletas fêmeas ajuda a explicar como novos modelos de asas evoluem, dizem os pesquisadores. Agora Westerman e sua equipe querem agora descobrir como as fêmeas aprendem a fazer as suas escolhas.

“Nós estamos agora investigando o que impede as fêmeas de se acasalarem com machos de outras espécies durante o período de aprendizagem,” diz Westerman.

borboleta

As borboletas Bicyclus anynana usam padrão de asa para identificar machos da mesma espécie (Cortesia - Universidade de Yale)

Fonte: Veja Ciência


5 de março de 2012 | nenhum comentário »

Mudança em órgão sexual de “besoura” fez esperma evoluir

Quando se trata de sexo, algumas fêmeas são manipuladoras –notadamente as de besouros aquáticos. Pesquisadores nos EUA mostraram como as mudanças nos órgãos sexuais femininos moldaram a evolução dos espermatozoides nesses insetos.

A descoberta questiona a noção tradicional de que a chamada “seleção sexual” seria obra principalmente dos machos. O conceito surgiu com o criador da teoria da evolução, o naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882).

A seleção sexual continua mesmo dentro do aparelho reprodutivo da fêmea; o esperma de vários machos compete para fecundar os óvulos.

A pesquisa feita agora com 42 espécies de besouros aquáticos revelou um mundo de formas bizarras de órgãos sexuais e de espermatozoides que tentam se adaptar a eles. Existem cerca de 4.000 espécies de besouros aquáticos em todo o mundo.

“Ao criar uma corrida de obstáculos, a fêmea pode avaliar a qualidade do esperma, com apenas o mais apto sendo capaz de atingir as posições ótimas para a fertilização”, disse àFolha a pesquisadora Dawn Higginson, da Universidade do Arizona, que liderou o estudo, publicado na revista científica “PNAS”.

Em animais como moluscos e insetos, os órgãos reprodutivos femininos e os espermatozoides existem em uma grande variedade de formas.

“Nossos resultados mostram que a seleção sexual não é sempre a competição de macho com macho”, diz.

Fonte: Ricardo Bonalume Neto, Folha.com