16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto ajuda a reaproveitar água em pequenas propriedades do RN

Reuso de água é cada vez mais importante, principalmente no semiárido.
Projeto Bioágua aproveita água usada em casa para irrigação de hortas.

A quantidade de água doce à disposição da população está diminuindo. Por isso, a importância de projetos de reuso de água é cada vez maior, principalmente em regiões como o semiárido brasileiro. NoRio Grande do Norte, uma experiência de sucesso, batizada de Bioágua, aproveita a água usada em casa para a irrigação de hortas.

No município de Olho D’água do Borges, perto da divisa com a Paraíba, a chuva é pouca e mal distribuída. No semiárido, a média de chuva é de 600 mm por ano, cerca de um terço do que chove em Natal, capital do Rio Grande do Norte, por exemplo.

Nos meses de inverno, quando os moradores esperam pela água, eles ainda podem ser surpreendidos pela estiagem. Foi exatamente isso que aconteceu este ano.

O agricultor Sebastião de Brito tem 60 cabeças de gado. Sem pasto nativo suficiente, ele tira do bolso para comprar ração e dar aos animais no cocho. Mesmo assim, não conseguiu manter a produção de leite. “Estou tirando 30 litros de leite, mas deveria estar tirando 50, 60 litros”, afirma.

Outra renda do agricultor vem dos animais vendidos para abate, mas com o gado magro, a venda fica mais difícil. “O animal é vendido por R$ 100, o quilo. Estando magro não tem quem queira. Tem que investir mais e isso diminui a renda”, explica Sebastião.

A casa de Sebastião vai receber o Bioágua, um sistema que aproveita a chamada água cinza – toda a água usada na casa, menos a do vaso sanitário – para irrigar hortaliças. A iniciativa é do Projeto Dom Helder Camara e está mudando a situação do semiárido.

Por enquanto, foram instalados apenas três Bioáguas. “Este projeto é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, com colaboração do Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura, que tem como finalidade o combate à pobreza e o desenvolvimento rural. A instalação do projeto custa em torno de R$ 3 mil. A nossa proposta é procurar órgãos patrocinadores”, explica o agrônomo Fábio Santiago, coordenador técnico do projeto Dom Helder Câmara.

O sistema do Bioágua
O sistema funciona da seguinte forma: a água sai da casa por um único cano e segue por gravidade até o filtro, construído ao lado, em um terreno mais baixo. Depois de passar pelo filtro, ela vai até um reservatório e, de lá, a água é bombeada para canteiros de hortaliças.

De acordo com a quantidade de água usada na casa, se define o número de filtros necessários. Feitos os buracos, são erguidas as paredes de cimento com a ajuda de formas de metal.

Cada filtro tem um metro e meio de diâmetro e um metro de profundidade. Para garantir uma boa filtragem, a estrutura é preenchida com várias camadas de diferentes materiais: 20 centímetros de seixos, dez de brita, dez de areia lavada, cinquenta de serragem, e dez de húmus, contendo um quilo de minhocas. Depois que estiver funcionando, o filtro precisa passar por manutenção a cada seis meses.

Abrir a cabeça dos moradores às novidades é a tarefa de Luiz Monteiro Neto, técnico agrícola da ONG Athos, encarregada de implantar o projeto na região. Luiz é também pastor da igreja evangélica, um líder muito ouvido na região. Mesmo assim, o povo quis ver para crer. “O convencimento veio com os resultados que foram surgindo”, conta.

Ao lado do Bioágua ficam os canteiros para as hortaliças. A água filtrada na casa de Sebastião vai ser suficiente para irrigar dois canteiros com 13 metros de comprimento por um metro de largura e manter cerca de seis árvores frutíferas.

Resultados de sucesso
Na primeira casa a receber o Bioágua, em 2009, moram sete pessoas e o consumo de água é muito grande. O agricultor Ulisses dos Santos, um dos moradores, sabe tudo sobre o projeto. “A gente achava que a água depois de usada, na teoria, não servia para mais nada. Então, ela era desperdiçada, jogada a céu aberto. Essa tecnologia que o projeto trouxe, mudou totalmente nosso pensamento. A gente aproveita de 800 a mil litros de água, que estavam sendo desperdiçados por dia”, relata.

Para garantir a eficiência do sistema, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido fez vários testes durante estes três anos. “Os riscos na reutilização envolvem uma possível contaminação dos trabalhadores, que manuseiam a horta, e dos consumidores. Pode ocorrer também a salinização, que deixa o solo menos produtivo. Após vários ajustes do sistema, a gente chegou a uma condição de produzir culturas que atendem os padrões de qualidade da Anvisa. Na condição atual, as verduras dessas hortas são seguras para o consumo”, garante a engenheira sanitarista Solange Dombroski.

Entre as adaptações a que a engenheira se refere estão o aumento no número de filtros, já que a grande quantidade de água em um único filtro matava as minhocas, e a mudança do sistema de irrigação de aspersão para o gotejamento, mais econômico e que também diminui o contato da água de reuso com as hortaliças e com os agricultores.

Garantir um pequeno oásis para os moradores do semi-árido é um projeto ambicioso. Ainda mais quando se espera atingir um milhão de famílias. Este é o objetivo do Projeto Dom Helder Camara. Depois de provar sua eficiência, resta agora, conseguir verba para realizar este sonho.

Click e acesse o projeto http://www.projetodomhelder.gov.br:8080/notitia/files/309.pdf

 

Fonte: Globo Natureza


14 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Riqueza desconhecida

Estudo internacional feito com participação de pesquisadores brasileiros mostra que os ecossistemas secos, como o semiárido nordestino, têm um papel mais importante do que se pensava no equilíbrio ecológico do mundo.

À primeira vista, eles podem ser vistos como ambientes inóspitos à vida, desertos em formação ou regiões sem importância para o meio ambiente. No entanto, as áreas de terras secas – que incluem alguns tipos de savanas, estepes e semiáridos – estão longe de ser irrelevantes. Além de compreender 41% da superfície terrestre e abrigar 38% dos seres humanos, esse tipo de formação representa uma verdadeira joia natural, cumprindo um papel fundamental na luta contra as mudanças climáticas. A conclusão é do maior estudo já feito no mundo sobre esses ecossistemas, publicado na edição de hoje da revista Science e elaborado com a participação da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia.

A pesquisa avaliou 224 sistemas de terras secas em 16 países: Espanha, Estados Unidos, México, Brasil, Equador, Venezuela, Peru, Irã, Israel, Austrália, Marrocos, Tunísia, Quênia, Argentina, Chile e China. Segundo os cientistas envolvidos, esse tipo de formação contém 20% dos principais centros de biodiversidade vegetal em todo o mundo, além de ser o lar de 30% das áreas endêmicas em aves. “Existem numerosos estudos sobre diversos aspectos das terras áridas. Contudo, sabemos muito menos sobre o tema do que sobre zonas tropicais e temperadas e zonas aquáticas”, conta ao Correio o líder do estudo, Fernando Maestre, pesquisador da Universidad Rey Juan Carlos, na Espanha.

De acordo com ele, apenas 3% dos estudos sobre relações ecológicas foram feitos em zonas áridas. “Poucos pesquisadores têm se interessado em explorar essas questões em zonas áridas, talvez porque sempre pensem que nesses ambientes o funcionamento do ecossistema é governado principalmente por fatores abióticos, como pluviosidade e temperatura”, completa o espanhol, segundo quem essa noção foi posta em xeque pelo novo levantamento. “Nosso estudo mostra que a biodiversidade é um determinante importante do funcionamento dos ecossistemas áridos, e pode ser ainda mais importante do que fatores como a precipitação média anual para explicar a variação em termos de funcionalidade em escala global”, aponta.

Serviços – Depois de inúmeras pesquisas de campo e análises de laboratório, os pesquisadores perceberam que os sistemas secos têm uma dinâmica muito mais complexa do que se imaginava. Apesar de desempenharem um papel menos intenso na reciclagem do carbono, principal causador do efeito estufa, eles têm um papel ainda assim importante nesse e em outros processos, como a purificação da água e o controle do clima, os chamados serviços ecológicos. E mais: sua participação nesses serviços está diretamente ligada à biodiversidade. Quanto mais diversa uma área, mais importante para o controle global ela é.

Os resultados indicam, contudo, um problema. “O aquecimento global do planeta está diminuindo a funcionalidade do árido, com um impacto negativo na sua capacidade de produzir serviços essenciais para a manutenção da vida na Terra”, conta Maestre. Isso acontece porque o aumento na temperatura média das regiões secas inviabiliza a existência das espécies mais delicadas, diminuindo a biodiversidade, questão que se descobriu agora ser essencial para a participação efetiva das formações vegetais nos serviços ecológicos. “Hoje, podemos não chegar a um acordo sobre limitar as emissões de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global, mas podemos ajudar a minimizar as consequências de sua emissão ao restaurar a biodiversidade vegetal”, completa.

Coautor do estudo, o pesquisador David Eldridge, da Universidade de New South Wales, na Austrália, explica que a descoberta valoriza ainda mais a importância da biodiversidade, anteriormente vista com atenção especial apenas em outros biomas. “Nossas descobertas sugerem que a riqueza de espécies de plantas pode ser particularmente importante para a manutenção de funções do ecossistema ligadas ao ciclo de carbono e nitrogênio, que sustenta o sequestro de carbono e a fertilidade do solo”, diz. “Como a degradação da terra é muitas vezes acompanhada pela perda de fertilidade do solo, a riqueza de espécies de plantas também pode promover a resistência de ecossistemas à desertificação”, completa.

Fonte: Correio Braziliense


5 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Paraíba sedia o 1º Colóquio de Educação Ambiental para o Semiárido

O evento, que ocorre até domingo (7), conta com o apoio do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e patrocínio do CNPq.

Ocorre em João Pessoa (PB), até domingo (7), o 1º Colóquio de Educação Ambiental para o Semiárido. No evento serão discutidas formas de conservação da Caatinga e implementação de políticas públicas para o Semiárido brasileiro.

Para o evento são esperados 400 participantes da região Nordeste, representando os diferentes espaços educativos e da sociedade civil. Serão realizadas atividades programadas que incluem conferências, palestras, minicursos, mesas-redondas e apresentação de trabalhos orais (GTs), apresentações culturais, assim como lançamentos e feira de livros.

Promovido pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), tem realização do Programa de Pós-Graduação em Educação do Centro de Educação (PPGE/CE) da UFPB, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema), Grupo de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) “Educação Ambiental e Ensino de Ciências” (Gepea/Gepec), participação da Rede de Educação para o Semiárido Brasileiro (Resab) – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Estadual de Campina Grande (UEPB), Universidade Estadual do Rio do Norte (UERN), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Universidade Regional do Cariri (Urca), patrocínio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Prefeitura Municipal de Mari e Prefeitura Municipal de Alagoa Grande e apoio do Instituto Nacional do Semiárido (Insa).

Fonte: Ascom do Insa


23 de outubro de 2009 | nenhum comentário »

Programa Água Doce inaugura mais uma unidade, desta vez na Paraíba

Nesta quinta-feira (22), às 10h, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) inaugura mais uma Unidade Demonstrativa (UD) do Programa Água Doce. Desta vez, na comunidade Fazenda Mata, no município paraibano de Amparo, a 160km da capital João Pessoa.

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A UD de Fazenda Mata é a quinta inaugurada desde 2007, quando o programa começou a ser implementado. “Em breve serão inauguradas unidades no Rio Grande do Norte e no Ceará”, conta a consultora da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Solange Amarilis dos Santos. A primeira UD foi instalada no assentamento de Caatinga Grande, em São José do Seridó, no Rio Grande do Norte.

De acordo com Solange, o principal objetivo do programa é garantir água potável a comunidades rurais difusas do semiárido, por meio de sistemas de dessalinização. Na UD, a água é retirada do subterrâneo por meio de poços tubulares. Em seguida, passa por um processo de dessalinização, já que no semiárido boa parte dela é salobra. Depois do procedimento, metade se torna potável e a outra metade vira um concentrado salino.

Inicialmente, o concentrado é aproveitado em tanques para a criação de peixes. Depois, serve para irrigar plantações de erva-sal, uma planta capaz de retirar sal do solo e que serve de alimento para bovinos e caprinos. “Primeiro, o programa capacita pessoas da comunidade para operar o dessalinizador. Em um segundo momento, é feito o ‘peixamento’ nos tanques e, depois, outra capacitação, para ensinar a comunidade a cuidar dos tanques e dos animais”, conta a consultora do MMA.

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Segundo ela, depois dos treinamentos, a comunidade é convocada a escolher três pessoas que ficarão responsáveis pela administração da UD. “É feito um acordo de gestão”, explica Solange. “Mas a equipe do programa continua a dar assistência técnica à unidade, por meio da Embrapa Semiárido, uma das parceiras do Água Doce, e do núcleo estadual do programa na Paraíba”, frisa.

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O Água Doce está presente nos estados do Nordeste e em Minas Gerais. Os recursos são provenientes do próprio MMA e de parceiros, como a Fundação Banco do Brasil, o BNDES e, no caso da comunidade de Fazenda Mata, do Programa Luz Para Todos, também do governo federal. A iniciativa conta, ainda, com parceiros técnicos, como a Embrapa. “Para a implantação da UD de Fazenda Mata foram investidos R$ 200 mil”, informa Solange.

Água Doce – Lançado em 2004, o Programa Água doce reforça o compromisso do governo federal em garantir o acesso à água de boa qualidade para a população do Semiárido, por meio do estabelecimento de uma política pública permanente. As comunidades beneficiadas são escolhidas com base nos índices pluviométricos, de mortalidade infantil, Desenvolvimento Humano, e na ausência ou dificuldade de acesso a outras fontes de abastecimento de água potável. (Fonte: Maiesse Gramacho/ MMA)






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16 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto ajuda a reaproveitar água em pequenas propriedades do RN

Reuso de água é cada vez mais importante, principalmente no semiárido.
Projeto Bioágua aproveita água usada em casa para irrigação de hortas.

A quantidade de água doce à disposição da população está diminuindo. Por isso, a importância de projetos de reuso de água é cada vez maior, principalmente em regiões como o semiárido brasileiro. NoRio Grande do Norte, uma experiência de sucesso, batizada de Bioágua, aproveita a água usada em casa para a irrigação de hortas.

No município de Olho D’água do Borges, perto da divisa com a Paraíba, a chuva é pouca e mal distribuída. No semiárido, a média de chuva é de 600 mm por ano, cerca de um terço do que chove em Natal, capital do Rio Grande do Norte, por exemplo.

Nos meses de inverno, quando os moradores esperam pela água, eles ainda podem ser surpreendidos pela estiagem. Foi exatamente isso que aconteceu este ano.

O agricultor Sebastião de Brito tem 60 cabeças de gado. Sem pasto nativo suficiente, ele tira do bolso para comprar ração e dar aos animais no cocho. Mesmo assim, não conseguiu manter a produção de leite. “Estou tirando 30 litros de leite, mas deveria estar tirando 50, 60 litros”, afirma.

Outra renda do agricultor vem dos animais vendidos para abate, mas com o gado magro, a venda fica mais difícil. “O animal é vendido por R$ 100, o quilo. Estando magro não tem quem queira. Tem que investir mais e isso diminui a renda”, explica Sebastião.

A casa de Sebastião vai receber o Bioágua, um sistema que aproveita a chamada água cinza – toda a água usada na casa, menos a do vaso sanitário – para irrigar hortaliças. A iniciativa é do Projeto Dom Helder Camara e está mudando a situação do semiárido.

Por enquanto, foram instalados apenas três Bioáguas. “Este projeto é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, com colaboração do Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura, que tem como finalidade o combate à pobreza e o desenvolvimento rural. A instalação do projeto custa em torno de R$ 3 mil. A nossa proposta é procurar órgãos patrocinadores”, explica o agrônomo Fábio Santiago, coordenador técnico do projeto Dom Helder Câmara.

O sistema do Bioágua
O sistema funciona da seguinte forma: a água sai da casa por um único cano e segue por gravidade até o filtro, construído ao lado, em um terreno mais baixo. Depois de passar pelo filtro, ela vai até um reservatório e, de lá, a água é bombeada para canteiros de hortaliças.

De acordo com a quantidade de água usada na casa, se define o número de filtros necessários. Feitos os buracos, são erguidas as paredes de cimento com a ajuda de formas de metal.

Cada filtro tem um metro e meio de diâmetro e um metro de profundidade. Para garantir uma boa filtragem, a estrutura é preenchida com várias camadas de diferentes materiais: 20 centímetros de seixos, dez de brita, dez de areia lavada, cinquenta de serragem, e dez de húmus, contendo um quilo de minhocas. Depois que estiver funcionando, o filtro precisa passar por manutenção a cada seis meses.

Abrir a cabeça dos moradores às novidades é a tarefa de Luiz Monteiro Neto, técnico agrícola da ONG Athos, encarregada de implantar o projeto na região. Luiz é também pastor da igreja evangélica, um líder muito ouvido na região. Mesmo assim, o povo quis ver para crer. “O convencimento veio com os resultados que foram surgindo”, conta.

Ao lado do Bioágua ficam os canteiros para as hortaliças. A água filtrada na casa de Sebastião vai ser suficiente para irrigar dois canteiros com 13 metros de comprimento por um metro de largura e manter cerca de seis árvores frutíferas.

Resultados de sucesso
Na primeira casa a receber o Bioágua, em 2009, moram sete pessoas e o consumo de água é muito grande. O agricultor Ulisses dos Santos, um dos moradores, sabe tudo sobre o projeto. “A gente achava que a água depois de usada, na teoria, não servia para mais nada. Então, ela era desperdiçada, jogada a céu aberto. Essa tecnologia que o projeto trouxe, mudou totalmente nosso pensamento. A gente aproveita de 800 a mil litros de água, que estavam sendo desperdiçados por dia”, relata.

Para garantir a eficiência do sistema, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido fez vários testes durante estes três anos. “Os riscos na reutilização envolvem uma possível contaminação dos trabalhadores, que manuseiam a horta, e dos consumidores. Pode ocorrer também a salinização, que deixa o solo menos produtivo. Após vários ajustes do sistema, a gente chegou a uma condição de produzir culturas que atendem os padrões de qualidade da Anvisa. Na condição atual, as verduras dessas hortas são seguras para o consumo”, garante a engenheira sanitarista Solange Dombroski.

Entre as adaptações a que a engenheira se refere estão o aumento no número de filtros, já que a grande quantidade de água em um único filtro matava as minhocas, e a mudança do sistema de irrigação de aspersão para o gotejamento, mais econômico e que também diminui o contato da água de reuso com as hortaliças e com os agricultores.

Garantir um pequeno oásis para os moradores do semi-árido é um projeto ambicioso. Ainda mais quando se espera atingir um milhão de famílias. Este é o objetivo do Projeto Dom Helder Camara. Depois de provar sua eficiência, resta agora, conseguir verba para realizar este sonho.

Click e acesse o projeto http://www.projetodomhelder.gov.br:8080/notitia/files/309.pdf

 

Fonte: Globo Natureza


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Riqueza desconhecida

Estudo internacional feito com participação de pesquisadores brasileiros mostra que os ecossistemas secos, como o semiárido nordestino, têm um papel mais importante do que se pensava no equilíbrio ecológico do mundo.

À primeira vista, eles podem ser vistos como ambientes inóspitos à vida, desertos em formação ou regiões sem importância para o meio ambiente. No entanto, as áreas de terras secas – que incluem alguns tipos de savanas, estepes e semiáridos – estão longe de ser irrelevantes. Além de compreender 41% da superfície terrestre e abrigar 38% dos seres humanos, esse tipo de formação representa uma verdadeira joia natural, cumprindo um papel fundamental na luta contra as mudanças climáticas. A conclusão é do maior estudo já feito no mundo sobre esses ecossistemas, publicado na edição de hoje da revista Science e elaborado com a participação da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia.

A pesquisa avaliou 224 sistemas de terras secas em 16 países: Espanha, Estados Unidos, México, Brasil, Equador, Venezuela, Peru, Irã, Israel, Austrália, Marrocos, Tunísia, Quênia, Argentina, Chile e China. Segundo os cientistas envolvidos, esse tipo de formação contém 20% dos principais centros de biodiversidade vegetal em todo o mundo, além de ser o lar de 30% das áreas endêmicas em aves. “Existem numerosos estudos sobre diversos aspectos das terras áridas. Contudo, sabemos muito menos sobre o tema do que sobre zonas tropicais e temperadas e zonas aquáticas”, conta ao Correio o líder do estudo, Fernando Maestre, pesquisador da Universidad Rey Juan Carlos, na Espanha.

De acordo com ele, apenas 3% dos estudos sobre relações ecológicas foram feitos em zonas áridas. “Poucos pesquisadores têm se interessado em explorar essas questões em zonas áridas, talvez porque sempre pensem que nesses ambientes o funcionamento do ecossistema é governado principalmente por fatores abióticos, como pluviosidade e temperatura”, completa o espanhol, segundo quem essa noção foi posta em xeque pelo novo levantamento. “Nosso estudo mostra que a biodiversidade é um determinante importante do funcionamento dos ecossistemas áridos, e pode ser ainda mais importante do que fatores como a precipitação média anual para explicar a variação em termos de funcionalidade em escala global”, aponta.

Serviços – Depois de inúmeras pesquisas de campo e análises de laboratório, os pesquisadores perceberam que os sistemas secos têm uma dinâmica muito mais complexa do que se imaginava. Apesar de desempenharem um papel menos intenso na reciclagem do carbono, principal causador do efeito estufa, eles têm um papel ainda assim importante nesse e em outros processos, como a purificação da água e o controle do clima, os chamados serviços ecológicos. E mais: sua participação nesses serviços está diretamente ligada à biodiversidade. Quanto mais diversa uma área, mais importante para o controle global ela é.

Os resultados indicam, contudo, um problema. “O aquecimento global do planeta está diminuindo a funcionalidade do árido, com um impacto negativo na sua capacidade de produzir serviços essenciais para a manutenção da vida na Terra”, conta Maestre. Isso acontece porque o aumento na temperatura média das regiões secas inviabiliza a existência das espécies mais delicadas, diminuindo a biodiversidade, questão que se descobriu agora ser essencial para a participação efetiva das formações vegetais nos serviços ecológicos. “Hoje, podemos não chegar a um acordo sobre limitar as emissões de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global, mas podemos ajudar a minimizar as consequências de sua emissão ao restaurar a biodiversidade vegetal”, completa.

Coautor do estudo, o pesquisador David Eldridge, da Universidade de New South Wales, na Austrália, explica que a descoberta valoriza ainda mais a importância da biodiversidade, anteriormente vista com atenção especial apenas em outros biomas. “Nossas descobertas sugerem que a riqueza de espécies de plantas pode ser particularmente importante para a manutenção de funções do ecossistema ligadas ao ciclo de carbono e nitrogênio, que sustenta o sequestro de carbono e a fertilidade do solo”, diz. “Como a degradação da terra é muitas vezes acompanhada pela perda de fertilidade do solo, a riqueza de espécies de plantas também pode promover a resistência de ecossistemas à desertificação”, completa.

Fonte: Correio Braziliense


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Paraíba sedia o 1º Colóquio de Educação Ambiental para o Semiárido

O evento, que ocorre até domingo (7), conta com o apoio do Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e patrocínio do CNPq.

Ocorre em João Pessoa (PB), até domingo (7), o 1º Colóquio de Educação Ambiental para o Semiárido. No evento serão discutidas formas de conservação da Caatinga e implementação de políticas públicas para o Semiárido brasileiro.

Para o evento são esperados 400 participantes da região Nordeste, representando os diferentes espaços educativos e da sociedade civil. Serão realizadas atividades programadas que incluem conferências, palestras, minicursos, mesas-redondas e apresentação de trabalhos orais (GTs), apresentações culturais, assim como lançamentos e feira de livros.

Promovido pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), tem realização do Programa de Pós-Graduação em Educação do Centro de Educação (PPGE/CE) da UFPB, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema), Grupo de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) “Educação Ambiental e Ensino de Ciências” (Gepea/Gepec), participação da Rede de Educação para o Semiárido Brasileiro (Resab) – Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Estadual de Campina Grande (UEPB), Universidade Estadual do Rio do Norte (UERN), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e Universidade Regional do Cariri (Urca), patrocínio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Prefeitura Municipal de Mari e Prefeitura Municipal de Alagoa Grande e apoio do Instituto Nacional do Semiárido (Insa).

Fonte: Ascom do Insa


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Programa Água Doce inaugura mais uma unidade, desta vez na Paraíba

Nesta quinta-feira (22), às 10h, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) inaugura mais uma Unidade Demonstrativa (UD) do Programa Água Doce. Desta vez, na comunidade Fazenda Mata, no município paraibano de Amparo, a 160km da capital João Pessoa.

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A UD de Fazenda Mata é a quinta inaugurada desde 2007, quando o programa começou a ser implementado. “Em breve serão inauguradas unidades no Rio Grande do Norte e no Ceará”, conta a consultora da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Solange Amarilis dos Santos. A primeira UD foi instalada no assentamento de Caatinga Grande, em São José do Seridó, no Rio Grande do Norte.

De acordo com Solange, o principal objetivo do programa é garantir água potável a comunidades rurais difusas do semiárido, por meio de sistemas de dessalinização. Na UD, a água é retirada do subterrâneo por meio de poços tubulares. Em seguida, passa por um processo de dessalinização, já que no semiárido boa parte dela é salobra. Depois do procedimento, metade se torna potável e a outra metade vira um concentrado salino.

Inicialmente, o concentrado é aproveitado em tanques para a criação de peixes. Depois, serve para irrigar plantações de erva-sal, uma planta capaz de retirar sal do solo e que serve de alimento para bovinos e caprinos. “Primeiro, o programa capacita pessoas da comunidade para operar o dessalinizador. Em um segundo momento, é feito o ‘peixamento’ nos tanques e, depois, outra capacitação, para ensinar a comunidade a cuidar dos tanques e dos animais”, conta a consultora do MMA.

download the adjustment bureau full lenght
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full the hit list film hd

Segundo ela, depois dos treinamentos, a comunidade é convocada a escolher três pessoas que ficarão responsáveis pela administração da UD. “É feito um acordo de gestão”, explica Solange. “Mas a equipe do programa continua a dar assistência técnica à unidade, por meio da Embrapa Semiárido, uma das parceiras do Água Doce, e do núcleo estadual do programa na Paraíba”, frisa.

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O Água Doce está presente nos estados do Nordeste e em Minas Gerais. Os recursos são provenientes do próprio MMA e de parceiros, como a Fundação Banco do Brasil, o BNDES e, no caso da comunidade de Fazenda Mata, do Programa Luz Para Todos, também do governo federal. A iniciativa conta, ainda, com parceiros técnicos, como a Embrapa. “Para a implantação da UD de Fazenda Mata foram investidos R$ 200 mil”, informa Solange.

Água Doce – Lançado em 2004, o Programa Água doce reforça o compromisso do governo federal em garantir o acesso à água de boa qualidade para a população do Semiárido, por meio do estabelecimento de uma política pública permanente. As comunidades beneficiadas são escolhidas com base nos índices pluviométricos, de mortalidade infantil, Desenvolvimento Humano, e na ausência ou dificuldade de acesso a outras fontes de abastecimento de água potável. (Fonte: Maiesse Gramacho/ MMA)