20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Análise de veneno de cobra revela potencial para tratar hipertensão

Cientistas do Butantan identificaram 4 moléculas com possível aplicação.
Pesquisa analisou bioquímica no veneno de três espécies de serpentes.

Bothrops jararaca, uma das espécies estudadas. Foto: IPEVS

 

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, descobriram 30 moléculas a partir do mapeamento do conjunto de peptídeos no veneno de três espécies de cobras – a Bothrops jararaca, a Bothrops cotiara e a Bothrops fonsecai. Quatro desses peptídeos (tipos de compostos formados por aminoácidos e sintetizados por seres vivos) foram recriados em laboratório, passaram por testes em ratos e apresentaram atividade anti-hipertensiva, o que dá a eles potencial para, no futuro, serem usados em medicamentos contra problemas de pressão arterial.

Os quatro peptídeos se somam a outros 13, entre o total de descobertos, que são da família dos potenciadores de bradicinina. Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisadora Solange Maria de Toledo Serrano, do Instituto Butantan, este grupo de moléculas é conhecido há décadas por possuir efeitos sobre a pressão arterial. Pesquisas anteriores com peptídeos da mesma família deram origem a remédios contra a hipertensão – o primeiro deles a ser isolado do veneno da jararaca, nos anos 1960, levou à criação do remédio Captopril, por exemplo.

Análise profunda
“Fizemos uma análise profunda e extensa dos peptidomas [conjuntos de peptídeos] do veneno das três serpentes. Foi um ensaio bioquímico de alto nível, do ponto de vista da complexidade do veneno”, diz a pesquisadora. As análises foram realizadas no Centro de Toxinologia Aplicada, um dos centros de pesquisa da Fapesp, localizado no Butantan.

Solange ressalta que o objetivo do estudo não foi descobrir novas moléculas, mas descrever a complexidade do conjunto de peptídeos no veneno das três espécies de animais. A pesquisa foi publicada na edição de novembro da revista “Molecular & Cellular Proteomics“.

No total, foram sequenciados 44 peptídeos, sendo que 30 eram desconhecidos. O estudo usou técnicas de bioinformática e de espectrometria de massas, método científico que identifica elementos que compõem uma substância e ajuda a obter informações sobre a massa de moléculas.

Uma das dificuldades foi fazer o sequenciamento das moléculas, já que faltam informações sobre a genética das serpentes e as cadeias de aminoácidos que compõem os peptídeos e proteínas destes animais.

“Como não há genoma completo de nenhuma espécie de serpente no mundo, então os bancos de dados não têm muitas informações sobre os peptídeos destes animais. Não se compara ao que existe em mamíferos”, diz Solange.

A pesquisadora ressalta que o trabalho não visa descobrir um novo medicamento, e que a descoberta das moléculas com características anti-hipertensivas representam apenas um potencial. Para chegar a um remédio, é preciso tempo e investimento em novos estudos, pondera.

Fonte: Globo Natureza


4 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Trinta novas moléculas são descobertas em veneno de serpentes

Por Karina Toledo

Pesquisadores do Instituto Butantan mapeiam conjunto de peptídeos do veneno de três espécies do gênero Bothrops, entre elas a jararaca, e encontram moléculas com potencial ação farmacológica (A.Tashima)

 

Agência FAPESP – Trinta novas moléculas – algumas com potencial ação farmacológica – foram descobertas no Instituto Butantan durante uma pesquisa que mapeou o conjunto de peptídeos existente no veneno de três espécies de serpentes do gênero Bothrops, entre elas a jararaca.

“O objetivo do trabalho era descrever a complexidade do peptidoma, ou conjunto de peptídeos, presente no veneno das espécies B. jararacaB. cotiara e B. fonsecai”, contou Solange Maria de Toledo Serrano, coordenadora da pesquisa.

Os resultados do estudo, considerado o mais profundo já realizado sobre peptidomas de venenos de serpentes, foram divulgados em artigo publicado na edição de novembro da revista Molecular & Cellular Proteomics.

Foram sequenciados 44 peptídeos, dos quais 30 ainda eram desconhecidos. Entre as novas moléculas, pelo menos quatro já testadas apresentaram atividade de potenciação da bradicinina e inibição da atividade da enzima conversora de angiotensina, substâncias envolvidas no controle da pressão arterial.

O primeiro peptídeo potenciador de bradicinina isolado no veneno da jararaca ainda nos anos 1960 deu origem a toda uma classe de medicamentos anti-hipertensivos à qual pertence, por exemplo, o Captopril.

Para a pesquisadora, que estuda enzimas proteolíticas de venenos há algum tempo, foi importante utilizar abordagens de espectrometria de massas e bioinformática para mapear e descrever os pontos de clivagens – nas toxinas que sofrem a ação enzimática, principalmente de metaloproteinases, quando a “homeostase” do veneno é quebrada durante o processamento dos venenos para análise.

As análises foram realizadas no Centro de Toxinologia Aplicada (CAT), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP, durante o pós-doutorado de Alexandre Keiji Tashima, atualmente professor do Departamento de Ciências Exatas e da Terra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus Diadema.

Para identificar os peptídeos presentes nas amostras de veneno das três espécies Bothrops, o primeiro passo foi separá-los das proteínas (que são moléculas maiores), contou Tashima.

“Separamos a fração proteica da fração peptídica, que juntas correspondem à maior parte das substâncias presentes na secreção, por um processo chamado extração em fase sólida”, disse.

Em seguida, a fração peptídica foi analisada com a ajuda de um espectrômetro de massas, aparelho que mede a razão massa/carga das moléculas ionizadas para obter informações de massa das moléculas intactas e de seus fragmentos.

“A grande dificuldade, no caso do peptidoma de venenos, é a falta de banco de dados que permita fazer a identificação das cadeias de aminoácidos de forma automática. Em grande parte dos casos é preciso fazer o sequenciamento manual”, explicou Tashima.

Segundo Serrano, essa é a razão pela qual o conhecimento sobre os proteomas de venenos avança de maneira bem mais rápida que o conhecimento sobre os peptidomas. O grupo da pesquisadora já havia investigado o conjunto de proteínas produzidas por essas três espécies em estudos anteriores.

“Os venenos de serpentes são ricas fontes de peptídeos biologicamente ativos, no entanto, devido ao baixo número de sequências depositadas em bancos de dados, o avanço na descoberta de novas moléculas tem ocorrido de maneira lenta. Isso é ainda mais crítico para espécies raras, como a B. cotiara e a B. fonsecai, ambas consideradas sob risco de extinção e sobre as quais há poucos trabalhos publicados na literatura”, comentou a pesquisadora.

Resultados inesperados

Ao fazer o sequenciamento das cadeias polipeptídicas, os pesquisadores se surpreenderam ao perceber que o peptidoma das amostras de veneno fresco era bem menos complexo do que o presente em amostras de veneno liofilizado.

“Quando o veneno é submetido às condições de laboratório, enzimas proteolíticas naturalmente presentes na secreção entram em ação e começam a degradar as proteínas, dando origem a mais peptídeos”, explicou Tashima.

Os cientistas compararam três tipos de amostra: veneno fresco colhido na presença de inibidores de enzimas proteolíticas, veneno liofilizado diluído em uma solução com inibidores de enzimas proteolíticas e veneno liofilizado diluído em solução ácida. Esta última foi a que apresentou o maior número de fragmentos de proteínas, ou seja, sofreu maior degradação.

“Não esperávamos observar uma degradação tão forte das proteínas. Agora, será preciso estudar o impacto disso, por exemplo, na produção de soros antiofídicos, que normalmente é feita com veneno liofilizado”, afirmou Tashima.

As serpentes do gênero Bothrops são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes ofídicos que ocorrem no país, contou o pesquisador. A grande maioria dos casos envolve a jararaca, comum no país inteiro. Já a B. cotiara está presente apenas nas regiões de mata araucária e a B. fonsecai, na Mata Atlântica.

Para Hugo Aguirre Armelin, coordenador do CAT-CEPID, a pesquisa revela as vantagens da abordagem proteômica para o estudo dos venenos. “O apoio da FAPESP está terminando este ano, mas deixou um laboratório equipado com espectrômetro de última geração que nos permite fazer análises detalhadas de estruturas tão complexas como a dos venenos de serpentes. Além disso, permitiu formar recursos humanos qualificados”, disse.

O artigo Peptidomics of Three Bothrops Snake Venoms: Insights Into the Molecular Diversification of Proteomes and Peptidomes (doi: 10.1074/mcp.M112.019331) pode ser lido em www.mcponline.org/content/11/11/1245.abstract.


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas identificam vírus que causa comportamento bizarro em cobras

Jiboias e pítons aparentam estar bêbadas e podem dar nó no próprio corpo.
Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral costuma ser mortal para animais.

Cientistas dos Estados Unidos identificaram o vírus responsável por uma doença grave em cobras e serpentes, conhecida como Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral (IBD, na tradução da sigla do inglês). A contaminação costuma causar comportamento bizarro e até a morte nestes animais.

As cobras infectadas com o vírus parecem estar bêbadas, ficam encarando o vazio e chegam a dar nós no próprio corpo, entre outros sintomas. Os pesquisadores da Universidade da Califórnia estudavam um surto de IBD em um aquário na cidade de São Francisco, quando se depararam com a causa do mal.

O vírus afeta mais as jiboias e similares da família Boidae e as pítons, dizem os cientistas. O estudo foi publicado na edição desta terça-feira (14) do site “mBio”, publicação da Sociedade Americana para a Microbiologia.

A descoberta representa uma classe totalmente nova de arenavírus, dizem os pesquisadores. Para encontrar a origem da doença, pesquisadores extraíram DNA da pele de cobras afetadas pela doença e usaram técnicas para fazer o sequenciamento do genoma dos animais.

Em praticamente todo o DNA dos exemplares de cobras havia sequências que combinavam com o arenavírus. A partir deste achado, os cientistas puderam isolar o vírus usando pele de cobra manipulada em laboratório.

Cura
A descoberta é o primeiro passo para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos para a doença, de acordo com os cientistas.

Michael Buchmeier, professor de doenças infecciosas da Universidade da Califórnia e um dos responsáveis pela pesquisa, classificou a descoberta de “uma das coisas mais excitantes que aconteceram na virologia em um longo tempo”.

Buchmeier diz que até agora os microorganismos da família dos arenavírus só haviam sido identificados em mamíferos. Encontrá-los em cobras foi uma surpresa, afirma o pesquisador.

Jiboia residente de um zoológico de Puerto Vallarta, no México (Foto: Carlos Jasso/Reuters)

Fonte: Globo Natureza


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Veneno de cobra para exportação

Durante dois dias (25 e 26 de julho), o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão deliberativo e normativo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), analisou inúmeros processos que tratam de acesso ao patrimônio genético brasileiro para fins comerciais. Um dos assuntos tratados chamou a atenção dos participantes durante esta última reunião do CGEN (a 94º) e diz respeito à regulação da exportação de veneno de cobra.

A legislação brasileira prevê que os benefícios obtidos com a utilização de patrimônio genético sejam repartidos com os provedores. Os termos dessa repartição são negociados entre as partes provedoras do patrimônio genético e a parte usuária, de acordo com a Medida Provisória nº 2186-16/2001, que regula a matéria. Serão baseados não só em dinheiro, mas também em transferência de tecnologia, capacitação ou royalties.

Vida melhor - Segundo a diretora do Departamento de Patrimônio Genético da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, Eliana Fontes, é muito interessante o fato dos provedores do patrimônio genético serem populações indígenas ou tradicionais como, por exemplo, caiçaras, seringueiros e quilombolas. “A lei permite um retorno dos benefícios para estas populações, contribui para a promoção de melhoria na qualidade de vida deles e estimula a conservação da floresta: ao invés de cortarem madeira ou venderem terra para produtores de soja, eles recebem um estímulo para preservar o patrimônio natural e genético”, disse.

O assunto emplacou na reunião a partir das consultas de empresas, nacionais e estrangeiras, ao CGEN. Essas empresas exportam para instituições no exterior que utilizam o material animal para confecção de medicamentos ou cosméticos como botox. O conselho determinou, assim, que a exportação de peçonhas de cobra caracteriza remessa do patrimônio genético e deve ser regulado. A mesma regra deve ser aplicada a peçonhas de animais silvestres da fauna brasileira em geral (de cobra, sapo, escorpião ou outros animais).

Fonte: Letícia Verdi/ MMA


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

ONG Peta pede que encantadores de serpentes usem répteis falsos na Índia

Festival hindu que começa semana que vem registra maus tratos a animais.
Desrespeito a serpentes é crime no país desde 1972, mas prática continua.

A organização internacional de proteção aos animais Peta (sigla para Pessoas pela Ética no Tratamento de Animais) pediu nesta sexta-feira (20) que os encantadores de serpentes na Índia usem répteis de mentira em suas atuações durante um festival que começará na semana que vem.

Em comunicado, a organização não governamental (ONG) denunciou que as serpentes costumam ser maltratadas no festival hindu Naag Panchami, feito em homenagem à espécie e celebrado em vários pontos do país.

“Não há lugar em uma sociedade civilizada para arrancar os dentes das serpentes ou costurar suas bocas”, criticou o coordenador da Peta na Índia, Chani Singh.

Segundo a organização, os encantadores também obrigam frequentemente os répteis a beberem leite, o que provoca desidratação e às vezes leva os animais à morte semanas depois. Além disso, as glândulas que contêm o veneno das serpentes são perfuradas com uma agulha quente.

A Peta fez um pedido à instituição que representa os encantadores na Índia para que sejam usados répteis falsos. “Não caçamos serpentes nem organizamos o festival. Somos contra a crueldade”, disse à Agência Efe o porta-voz da instituição, Sandeep Mukherjee.

O porta-voz acrescentou que os encantadores de serpentes “não têm outra maneira de ganhar a vida” e pediu que o governo ajude a categoria, composta de milhares de pessoas.

Desde 1972, é crime na Índia capturar, maltratar ou matar serpentes, embora a legislação do país não tenha sido respeitada nos últimos anos e seja possível encontrar encantadores em diversos lugares.

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas encontram 11 cobras de espécie declarada extinta em 1936

Para organização, variedade é a ‘mais rara do mundo’.
Exemplares vivem em ilhota de Santa Lúcia, no Caribe.

Após um levantamento de cinco meses, pesquisadores anunciaram nesta terça-feira (10) ter encontrado 11 exemplares do que consideram ser a “cobra mais rara do mundo”, da espécie Liophis ornatos, na pequena ilha de Maria Major, que faz parte de Santa Lúcia, um país caribenho.

Essa cobra já foi abundante naquele país, mas mangustos trazidos da Ásia foram dizimando sua população. De acordo com o Durrel Wildlife Conservation Trust, uma das organizações que realizou o levantamento, já em 1936 a espécie foi considerada extinta. Contudo, em 1973, um exemplar foi encontrado na ilhota de Maria Major, que ficou livre dos mangustos.

No final de 2011, um time internacional foi até o local e, durante 5 meses, procurou e marcou 11 cobras com chipes de rastreamento. A análise dos dados desses animais levou à conclusão de que existem 18 indivíduos da espécie vivendo ali. Uma estimativa menos conservadora, feita por outro método científico, indica que podem chegar a até cem.

Apenas 11 exemplares desta cobra foram encontrados pelos pesquisadores.  (Foto: AP)

Apenas 11 exemplares da cobra foram encontrados em Santa Lúcia. (Foto: AP)

Fonte: Globo Natureza


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cobras e lagartos são achados em caixa, no Sul de Minas Gerais

Animais foram encontrados perto de uma escola em Pouso Alegre.
Polícia disse que répteis são exóticos e procurados para tráfico de animais.

oradores de um bairro de Pouso Alegre, na Região Sul de Minas Gerais encontraram uma caixa cheia de cobras e lagartos, que estava perto de uma escola, nesta quarta-feira (2). Os animais foram encontrados em frente ao muro, dentro de uma caixa de papelão. Vinte e duas cobras e quatro lagartos estavam em potes de plástico com furos.

De acordo com a Polícia Militar de Meio Ambiente, os répteis são exóticos e muito procurados para o tráfico de animais.

Na semana passada, duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa dos Correios, em Varginha, também no Sul do estado. Elas seriam enviadas para Santa Catarina, e o endereço do remetente era de Pouso Alegre. De acordo com os bombeiros, os dois casos podem estar relacionados.

Os animais encontrados nesta quarta-feira foram levados pela Policia Militar de Meio Ambiente e devem ser encaminhados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/11/cobras-e-lagartos-sao-achados-em-caixa-no-sul-de-minas-gerais.html

 

Fonte: G1, MT Com informações da EPTV

 

 


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Correios de MG encontram cobras em encomenda enviada para SC

Segundo Correios, caixa seguia de Pouso Alegre (MG) para Caçador (SC).
Ao passar encomenda no raio x, gerente de agência encontrou os animais.

Cobras foram encontradas em encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cobras devem ser encaminhadas para Fundação Ezequiel Dias, em BH (Foto: Reprodução/EPTV)

Duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa em uma agência dos Correios de Varginha, na Região Sul de Minas Gerais, nesta terça-feira (25). Segundo informações da assessoria dos Correios, a encomenda seguia de Pouso Alegre para a cidade de Caçador, no estado de Santa Catarina.

Ainda de acordo com os Correios, ao passar a caixa pelo equipamento de raio x, o gerente da agência desconfiou do conteúdo e acionou a Policia Militar do Meio Ambiente. A polícia vai  investigar o caso.

De acordo com a polícia, as cobras,  devem ser encaminhadas para a Fundação Ezequial Dias, em Belo Horizonte. Os Correios informaram que não transportam animais vivos, exceto os admitidos em convenção internacional ratificada pelo Brasil.

 

 

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/EPTV)

Fonte: Do G1 Minas Gerais, com informações da EPTV


16 de março de 2010 | nenhum comentário »

Gene confere naturalmente radar infravermelho para cobras

O mecanismo celular que permite ao paladar humano identificar algumas substâncias irritantes é o mesmo que, nas cobras, evoluiu para lhes dar a capacidade de localizar presas por meio da radiação infravermelha, afirmam biólogos.

O gene responsável pelas características distintas, segundo um novo estudo, é o mesmo que acabou apelidado de “receptor de wasabi”, o forte condimento da culinária japonesa que faz pessoas chorarem se colocarem muito dele no sushi.

Uma equipe de pesquisa nos EUA mostrou agora que o gene equivalente está por trás da capacidade das cobras de localizarem outros animais pelo seu calor que libera infravermelho.

Que as serpentes detectam outros animais usando essa radiação já é algo bem conhecido, mas até agora não se conhecia em detalhe o mecanismo pelo qual elas usam essa espécie de “sexto sentido”.

O novo estudo, liderado por David Julius, da Universidade da Califórnia em San Francisco, mostrou finalmente a base molecular dessa habilidade: o gene batizado de TRPA1. Seu trabalho saiu ontem no site da revista científica “Nature” (www.nature.com).

O detector de calor das cobras é um órgão chamado fosseta loreal, localizado entre as narinas e os olhos, um em cada lado da cabeça. “Suspensa dentro de cada uma dessas câmaras ocas está uma membrana fina que serve como uma antena para infravermelho”, explicam Julius e colegas.

Privilegiadas – Nem todas as cobras têm essa capacidade. A mais eficiente é uma espécie de cascavel dos EUA e do México, a Crotalus atrox

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, estudada pela equipe de pesquisadores. Algumas cobras não venenosas, como as jiboias e as pítons, também detectam infravermelho, mas com sensibilidade entre cinco a dez vezes menor do que as cascavéis.

A pesquisa demonstra também que a detecção da radiação infravermelha se dá de modo diferente do que acontece com a visão da luz comum. No olho, é a luminosidade que ativa substâncias chamadas opsinas, que a convertem em um sinal eletroquímico. No caso da fosseta loreal, a informação captada do ambiente é convertida por um mecanismo térmico.

Na maioria dos sentidos, células receptoras especializadas detectam o estímulo do ambiente e transmitem sinais para fibras nervosas adjacentes, lembram os autores do estudo. Mas no caso da fosseta, terminais nervosos são eles próprios os detectores da radiação.

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A diferença de sensibilidade ao infravermelho entre jiboias e cascavéis fizeram os biólogos questionarem se o “receptor de wasabi” teria o mesmo papel nos dois grupos de ofídios.

Eles lembram que essas duas cobras se separaram há 30 milhões de anos na história da evolução dos seres vivos. Apesar das diferenças, porém, se constatou que o TRPA1 tinha o mesmo papel na duas serpentes. (Fonte: Folha Online)

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20 de março de 2013 | nenhum comentário »

Análise de veneno de cobra revela potencial para tratar hipertensão

Cientistas do Butantan identificaram 4 moléculas com possível aplicação.
Pesquisa analisou bioquímica no veneno de três espécies de serpentes.

Bothrops jararaca, uma das espécies estudadas. Foto: IPEVS

 

Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, descobriram 30 moléculas a partir do mapeamento do conjunto de peptídeos no veneno de três espécies de cobras – a Bothrops jararaca, a Bothrops cotiara e a Bothrops fonsecai. Quatro desses peptídeos (tipos de compostos formados por aminoácidos e sintetizados por seres vivos) foram recriados em laboratório, passaram por testes em ratos e apresentaram atividade anti-hipertensiva, o que dá a eles potencial para, no futuro, serem usados em medicamentos contra problemas de pressão arterial.

Os quatro peptídeos se somam a outros 13, entre o total de descobertos, que são da família dos potenciadores de bradicinina. Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisadora Solange Maria de Toledo Serrano, do Instituto Butantan, este grupo de moléculas é conhecido há décadas por possuir efeitos sobre a pressão arterial. Pesquisas anteriores com peptídeos da mesma família deram origem a remédios contra a hipertensão – o primeiro deles a ser isolado do veneno da jararaca, nos anos 1960, levou à criação do remédio Captopril, por exemplo.

Análise profunda
“Fizemos uma análise profunda e extensa dos peptidomas [conjuntos de peptídeos] do veneno das três serpentes. Foi um ensaio bioquímico de alto nível, do ponto de vista da complexidade do veneno”, diz a pesquisadora. As análises foram realizadas no Centro de Toxinologia Aplicada, um dos centros de pesquisa da Fapesp, localizado no Butantan.

Solange ressalta que o objetivo do estudo não foi descobrir novas moléculas, mas descrever a complexidade do conjunto de peptídeos no veneno das três espécies de animais. A pesquisa foi publicada na edição de novembro da revista “Molecular & Cellular Proteomics“.

No total, foram sequenciados 44 peptídeos, sendo que 30 eram desconhecidos. O estudo usou técnicas de bioinformática e de espectrometria de massas, método científico que identifica elementos que compõem uma substância e ajuda a obter informações sobre a massa de moléculas.

Uma das dificuldades foi fazer o sequenciamento das moléculas, já que faltam informações sobre a genética das serpentes e as cadeias de aminoácidos que compõem os peptídeos e proteínas destes animais.

“Como não há genoma completo de nenhuma espécie de serpente no mundo, então os bancos de dados não têm muitas informações sobre os peptídeos destes animais. Não se compara ao que existe em mamíferos”, diz Solange.

A pesquisadora ressalta que o trabalho não visa descobrir um novo medicamento, e que a descoberta das moléculas com características anti-hipertensivas representam apenas um potencial. Para chegar a um remédio, é preciso tempo e investimento em novos estudos, pondera.

Fonte: Globo Natureza


4 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Trinta novas moléculas são descobertas em veneno de serpentes

Por Karina Toledo

Pesquisadores do Instituto Butantan mapeiam conjunto de peptídeos do veneno de três espécies do gênero Bothrops, entre elas a jararaca, e encontram moléculas com potencial ação farmacológica (A.Tashima)

 

Agência FAPESP – Trinta novas moléculas – algumas com potencial ação farmacológica – foram descobertas no Instituto Butantan durante uma pesquisa que mapeou o conjunto de peptídeos existente no veneno de três espécies de serpentes do gênero Bothrops, entre elas a jararaca.

“O objetivo do trabalho era descrever a complexidade do peptidoma, ou conjunto de peptídeos, presente no veneno das espécies B. jararacaB. cotiara e B. fonsecai”, contou Solange Maria de Toledo Serrano, coordenadora da pesquisa.

Os resultados do estudo, considerado o mais profundo já realizado sobre peptidomas de venenos de serpentes, foram divulgados em artigo publicado na edição de novembro da revista Molecular & Cellular Proteomics.

Foram sequenciados 44 peptídeos, dos quais 30 ainda eram desconhecidos. Entre as novas moléculas, pelo menos quatro já testadas apresentaram atividade de potenciação da bradicinina e inibição da atividade da enzima conversora de angiotensina, substâncias envolvidas no controle da pressão arterial.

O primeiro peptídeo potenciador de bradicinina isolado no veneno da jararaca ainda nos anos 1960 deu origem a toda uma classe de medicamentos anti-hipertensivos à qual pertence, por exemplo, o Captopril.

Para a pesquisadora, que estuda enzimas proteolíticas de venenos há algum tempo, foi importante utilizar abordagens de espectrometria de massas e bioinformática para mapear e descrever os pontos de clivagens – nas toxinas que sofrem a ação enzimática, principalmente de metaloproteinases, quando a “homeostase” do veneno é quebrada durante o processamento dos venenos para análise.

As análises foram realizadas no Centro de Toxinologia Aplicada (CAT), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP, durante o pós-doutorado de Alexandre Keiji Tashima, atualmente professor do Departamento de Ciências Exatas e da Terra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus Diadema.

Para identificar os peptídeos presentes nas amostras de veneno das três espécies Bothrops, o primeiro passo foi separá-los das proteínas (que são moléculas maiores), contou Tashima.

“Separamos a fração proteica da fração peptídica, que juntas correspondem à maior parte das substâncias presentes na secreção, por um processo chamado extração em fase sólida”, disse.

Em seguida, a fração peptídica foi analisada com a ajuda de um espectrômetro de massas, aparelho que mede a razão massa/carga das moléculas ionizadas para obter informações de massa das moléculas intactas e de seus fragmentos.

“A grande dificuldade, no caso do peptidoma de venenos, é a falta de banco de dados que permita fazer a identificação das cadeias de aminoácidos de forma automática. Em grande parte dos casos é preciso fazer o sequenciamento manual”, explicou Tashima.

Segundo Serrano, essa é a razão pela qual o conhecimento sobre os proteomas de venenos avança de maneira bem mais rápida que o conhecimento sobre os peptidomas. O grupo da pesquisadora já havia investigado o conjunto de proteínas produzidas por essas três espécies em estudos anteriores.

“Os venenos de serpentes são ricas fontes de peptídeos biologicamente ativos, no entanto, devido ao baixo número de sequências depositadas em bancos de dados, o avanço na descoberta de novas moléculas tem ocorrido de maneira lenta. Isso é ainda mais crítico para espécies raras, como a B. cotiara e a B. fonsecai, ambas consideradas sob risco de extinção e sobre as quais há poucos trabalhos publicados na literatura”, comentou a pesquisadora.

Resultados inesperados

Ao fazer o sequenciamento das cadeias polipeptídicas, os pesquisadores se surpreenderam ao perceber que o peptidoma das amostras de veneno fresco era bem menos complexo do que o presente em amostras de veneno liofilizado.

“Quando o veneno é submetido às condições de laboratório, enzimas proteolíticas naturalmente presentes na secreção entram em ação e começam a degradar as proteínas, dando origem a mais peptídeos”, explicou Tashima.

Os cientistas compararam três tipos de amostra: veneno fresco colhido na presença de inibidores de enzimas proteolíticas, veneno liofilizado diluído em uma solução com inibidores de enzimas proteolíticas e veneno liofilizado diluído em solução ácida. Esta última foi a que apresentou o maior número de fragmentos de proteínas, ou seja, sofreu maior degradação.

“Não esperávamos observar uma degradação tão forte das proteínas. Agora, será preciso estudar o impacto disso, por exemplo, na produção de soros antiofídicos, que normalmente é feita com veneno liofilizado”, afirmou Tashima.

As serpentes do gênero Bothrops são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes ofídicos que ocorrem no país, contou o pesquisador. A grande maioria dos casos envolve a jararaca, comum no país inteiro. Já a B. cotiara está presente apenas nas regiões de mata araucária e a B. fonsecai, na Mata Atlântica.

Para Hugo Aguirre Armelin, coordenador do CAT-CEPID, a pesquisa revela as vantagens da abordagem proteômica para o estudo dos venenos. “O apoio da FAPESP está terminando este ano, mas deixou um laboratório equipado com espectrômetro de última geração que nos permite fazer análises detalhadas de estruturas tão complexas como a dos venenos de serpentes. Além disso, permitiu formar recursos humanos qualificados”, disse.

O artigo Peptidomics of Three Bothrops Snake Venoms: Insights Into the Molecular Diversification of Proteomes and Peptidomes (doi: 10.1074/mcp.M112.019331) pode ser lido em www.mcponline.org/content/11/11/1245.abstract.


16 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas identificam vírus que causa comportamento bizarro em cobras

Jiboias e pítons aparentam estar bêbadas e podem dar nó no próprio corpo.
Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral costuma ser mortal para animais.

Cientistas dos Estados Unidos identificaram o vírus responsável por uma doença grave em cobras e serpentes, conhecida como Doença do Corpúsculo de Inclusão Viral (IBD, na tradução da sigla do inglês). A contaminação costuma causar comportamento bizarro e até a morte nestes animais.

As cobras infectadas com o vírus parecem estar bêbadas, ficam encarando o vazio e chegam a dar nós no próprio corpo, entre outros sintomas. Os pesquisadores da Universidade da Califórnia estudavam um surto de IBD em um aquário na cidade de São Francisco, quando se depararam com a causa do mal.

O vírus afeta mais as jiboias e similares da família Boidae e as pítons, dizem os cientistas. O estudo foi publicado na edição desta terça-feira (14) do site “mBio”, publicação da Sociedade Americana para a Microbiologia.

A descoberta representa uma classe totalmente nova de arenavírus, dizem os pesquisadores. Para encontrar a origem da doença, pesquisadores extraíram DNA da pele de cobras afetadas pela doença e usaram técnicas para fazer o sequenciamento do genoma dos animais.

Em praticamente todo o DNA dos exemplares de cobras havia sequências que combinavam com o arenavírus. A partir deste achado, os cientistas puderam isolar o vírus usando pele de cobra manipulada em laboratório.

Cura
A descoberta é o primeiro passo para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos para a doença, de acordo com os cientistas.

Michael Buchmeier, professor de doenças infecciosas da Universidade da Califórnia e um dos responsáveis pela pesquisa, classificou a descoberta de “uma das coisas mais excitantes que aconteceram na virologia em um longo tempo”.

Buchmeier diz que até agora os microorganismos da família dos arenavírus só haviam sido identificados em mamíferos. Encontrá-los em cobras foi uma surpresa, afirma o pesquisador.

Jiboia residente de um zoológico de Puerto Vallarta, no México (Foto: Carlos Jasso/Reuters)

Fonte: Globo Natureza


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Veneno de cobra para exportação

Durante dois dias (25 e 26 de julho), o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão deliberativo e normativo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), analisou inúmeros processos que tratam de acesso ao patrimônio genético brasileiro para fins comerciais. Um dos assuntos tratados chamou a atenção dos participantes durante esta última reunião do CGEN (a 94º) e diz respeito à regulação da exportação de veneno de cobra.

A legislação brasileira prevê que os benefícios obtidos com a utilização de patrimônio genético sejam repartidos com os provedores. Os termos dessa repartição são negociados entre as partes provedoras do patrimônio genético e a parte usuária, de acordo com a Medida Provisória nº 2186-16/2001, que regula a matéria. Serão baseados não só em dinheiro, mas também em transferência de tecnologia, capacitação ou royalties.

Vida melhor - Segundo a diretora do Departamento de Patrimônio Genético da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA, Eliana Fontes, é muito interessante o fato dos provedores do patrimônio genético serem populações indígenas ou tradicionais como, por exemplo, caiçaras, seringueiros e quilombolas. “A lei permite um retorno dos benefícios para estas populações, contribui para a promoção de melhoria na qualidade de vida deles e estimula a conservação da floresta: ao invés de cortarem madeira ou venderem terra para produtores de soja, eles recebem um estímulo para preservar o patrimônio natural e genético”, disse.

O assunto emplacou na reunião a partir das consultas de empresas, nacionais e estrangeiras, ao CGEN. Essas empresas exportam para instituições no exterior que utilizam o material animal para confecção de medicamentos ou cosméticos como botox. O conselho determinou, assim, que a exportação de peçonhas de cobra caracteriza remessa do patrimônio genético e deve ser regulado. A mesma regra deve ser aplicada a peçonhas de animais silvestres da fauna brasileira em geral (de cobra, sapo, escorpião ou outros animais).

Fonte: Letícia Verdi/ MMA


20 de julho de 2012 | nenhum comentário »

ONG Peta pede que encantadores de serpentes usem répteis falsos na Índia

Festival hindu que começa semana que vem registra maus tratos a animais.
Desrespeito a serpentes é crime no país desde 1972, mas prática continua.

A organização internacional de proteção aos animais Peta (sigla para Pessoas pela Ética no Tratamento de Animais) pediu nesta sexta-feira (20) que os encantadores de serpentes na Índia usem répteis de mentira em suas atuações durante um festival que começará na semana que vem.

Em comunicado, a organização não governamental (ONG) denunciou que as serpentes costumam ser maltratadas no festival hindu Naag Panchami, feito em homenagem à espécie e celebrado em vários pontos do país.

“Não há lugar em uma sociedade civilizada para arrancar os dentes das serpentes ou costurar suas bocas”, criticou o coordenador da Peta na Índia, Chani Singh.

Segundo a organização, os encantadores também obrigam frequentemente os répteis a beberem leite, o que provoca desidratação e às vezes leva os animais à morte semanas depois. Além disso, as glândulas que contêm o veneno das serpentes são perfuradas com uma agulha quente.

A Peta fez um pedido à instituição que representa os encantadores na Índia para que sejam usados répteis falsos. “Não caçamos serpentes nem organizamos o festival. Somos contra a crueldade”, disse à Agência Efe o porta-voz da instituição, Sandeep Mukherjee.

O porta-voz acrescentou que os encantadores de serpentes “não têm outra maneira de ganhar a vida” e pediu que o governo ajude a categoria, composta de milhares de pessoas.

Desde 1972, é crime na Índia capturar, maltratar ou matar serpentes, embora a legislação do país não tenha sido respeitada nos últimos anos e seja possível encontrar encantadores em diversos lugares.

Fonte: Globo Natureza


12 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Cientistas encontram 11 cobras de espécie declarada extinta em 1936

Para organização, variedade é a ‘mais rara do mundo’.
Exemplares vivem em ilhota de Santa Lúcia, no Caribe.

Após um levantamento de cinco meses, pesquisadores anunciaram nesta terça-feira (10) ter encontrado 11 exemplares do que consideram ser a “cobra mais rara do mundo”, da espécie Liophis ornatos, na pequena ilha de Maria Major, que faz parte de Santa Lúcia, um país caribenho.

Essa cobra já foi abundante naquele país, mas mangustos trazidos da Ásia foram dizimando sua população. De acordo com o Durrel Wildlife Conservation Trust, uma das organizações que realizou o levantamento, já em 1936 a espécie foi considerada extinta. Contudo, em 1973, um exemplar foi encontrado na ilhota de Maria Major, que ficou livre dos mangustos.

No final de 2011, um time internacional foi até o local e, durante 5 meses, procurou e marcou 11 cobras com chipes de rastreamento. A análise dos dados desses animais levou à conclusão de que existem 18 indivíduos da espécie vivendo ali. Uma estimativa menos conservadora, feita por outro método científico, indica que podem chegar a até cem.

Apenas 11 exemplares desta cobra foram encontrados pelos pesquisadores.  (Foto: AP)

Apenas 11 exemplares da cobra foram encontrados em Santa Lúcia. (Foto: AP)

Fonte: Globo Natureza


3 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cobras e lagartos são achados em caixa, no Sul de Minas Gerais

Animais foram encontrados perto de uma escola em Pouso Alegre.
Polícia disse que répteis são exóticos e procurados para tráfico de animais.

oradores de um bairro de Pouso Alegre, na Região Sul de Minas Gerais encontraram uma caixa cheia de cobras e lagartos, que estava perto de uma escola, nesta quarta-feira (2). Os animais foram encontrados em frente ao muro, dentro de uma caixa de papelão. Vinte e duas cobras e quatro lagartos estavam em potes de plástico com furos.

De acordo com a Polícia Militar de Meio Ambiente, os répteis são exóticos e muito procurados para o tráfico de animais.

Na semana passada, duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa dos Correios, em Varginha, também no Sul do estado. Elas seriam enviadas para Santa Catarina, e o endereço do remetente era de Pouso Alegre. De acordo com os bombeiros, os dois casos podem estar relacionados.

Os animais encontrados nesta quarta-feira foram levados pela Policia Militar de Meio Ambiente e devem ser encaminhados para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Click e veja o vídeo: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/11/cobras-e-lagartos-sao-achados-em-caixa-no-sul-de-minas-gerais.html

 

Fonte: G1, MT Com informações da EPTV

 

 


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Correios de MG encontram cobras em encomenda enviada para SC

Segundo Correios, caixa seguia de Pouso Alegre (MG) para Caçador (SC).
Ao passar encomenda no raio x, gerente de agência encontrou os animais.

Cobras foram encontradas em encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cobras devem ser encaminhadas para Fundação Ezequiel Dias, em BH (Foto: Reprodução/EPTV)

Duas cobras foram encontradas dentro de uma caixa em uma agência dos Correios de Varginha, na Região Sul de Minas Gerais, nesta terça-feira (25). Segundo informações da assessoria dos Correios, a encomenda seguia de Pouso Alegre para a cidade de Caçador, no estado de Santa Catarina.

Ainda de acordo com os Correios, ao passar a caixa pelo equipamento de raio x, o gerente da agência desconfiou do conteúdo e acionou a Policia Militar do Meio Ambiente. A polícia vai  investigar o caso.

De acordo com a polícia, as cobras,  devem ser encaminhadas para a Fundação Ezequial Dias, em Belo Horizonte. Os Correios informaram que não transportam animais vivos, exceto os admitidos em convenção internacional ratificada pelo Brasil.

 

 

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/TV Globo)

Correios acionaram a Polícia Militar do Meio Ambiente para abrir a encomenda (Foto: Reprodução/EPTV)

Fonte: Do G1 Minas Gerais, com informações da EPTV


16 de março de 2010 | nenhum comentário »

Gene confere naturalmente radar infravermelho para cobras

O mecanismo celular que permite ao paladar humano identificar algumas substâncias irritantes é o mesmo que, nas cobras, evoluiu para lhes dar a capacidade de localizar presas por meio da radiação infravermelha, afirmam biólogos.

O gene responsável pelas características distintas, segundo um novo estudo, é o mesmo que acabou apelidado de “receptor de wasabi”, o forte condimento da culinária japonesa que faz pessoas chorarem se colocarem muito dele no sushi.

Uma equipe de pesquisa nos EUA mostrou agora que o gene equivalente está por trás da capacidade das cobras de localizarem outros animais pelo seu calor que libera infravermelho.

Que as serpentes detectam outros animais usando essa radiação já é algo bem conhecido, mas até agora não se conhecia em detalhe o mecanismo pelo qual elas usam essa espécie de “sexto sentido”.

O novo estudo, liderado por David Julius, da Universidade da Califórnia em San Francisco, mostrou finalmente a base molecular dessa habilidade: o gene batizado de TRPA1. Seu trabalho saiu ontem no site da revista científica “Nature” (www.nature.com).

O detector de calor das cobras é um órgão chamado fosseta loreal, localizado entre as narinas e os olhos, um em cada lado da cabeça. “Suspensa dentro de cada uma dessas câmaras ocas está uma membrana fina que serve como uma antena para infravermelho”, explicam Julius e colegas.

Privilegiadas – Nem todas as cobras têm essa capacidade. A mais eficiente é uma espécie de cascavel dos EUA e do México, a Crotalus atrox

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, estudada pela equipe de pesquisadores. Algumas cobras não venenosas, como as jiboias e as pítons, também detectam infravermelho, mas com sensibilidade entre cinco a dez vezes menor do que as cascavéis.

A pesquisa demonstra também que a detecção da radiação infravermelha se dá de modo diferente do que acontece com a visão da luz comum. No olho, é a luminosidade que ativa substâncias chamadas opsinas, que a convertem em um sinal eletroquímico. No caso da fosseta loreal, a informação captada do ambiente é convertida por um mecanismo térmico.

Na maioria dos sentidos, células receptoras especializadas detectam o estímulo do ambiente e transmitem sinais para fibras nervosas adjacentes, lembram os autores do estudo. Mas no caso da fosseta, terminais nervosos são eles próprios os detectores da radiação.

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A diferença de sensibilidade ao infravermelho entre jiboias e cascavéis fizeram os biólogos questionarem se o “receptor de wasabi” teria o mesmo papel nos dois grupos de ofídios.

Eles lembram que essas duas cobras se separaram há 30 milhões de anos na história da evolução dos seres vivos. Apesar das diferenças, porém, se constatou que o TRPA1 tinha o mesmo papel na duas serpentes. (Fonte: Folha Online)

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