28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

 

Suindara (Tyto alba)

Coruja suindara conhecida também como coruja de igreja, coruja das torres, espécie que ocorre em todo o Brasil.  Assim como todas as corujas possuem excelente audição e visão, aves de hábito noturno e altamente especializadas na captura de pequenos roedores. Os filhotes de suindara geralmente permanecem na companhia de seus pais por um período necessário para aprender habilidades de caça.

O IPEVS recebeu três suindaras filhotes resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio. As aves receberam os cuidados da equipe do IPEVS.

No dia 23 de dezembro de 2012 foi realizada a soltura de uma das corujas que estava apta a voltar para natureza, depois de um trabalho de reabilitação da ave. Infelizmente os outros dois filhotes vieram a óbito.

Filhotes de suindara resgatado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o IPEVS. Foto: IPEVS

 

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad realizou a soltura da suindara. Foto: IPEVS

 

Corujinha – do- mato (Megascops choliba)

É uma das corujas mais comuns nas cidades e parques urbanos, esta espécie ocorre em todo o Brasil. Destacam-se em sua cabeça duas “orelhinhas”, penas salientes nesta região que lembram orelhas, ausente no individuo juvenil. A corujinha –do -mato é uma espécie pequena e alimenta-se principalmente de insetos como gafanhotos e mariposas.

O estagiário do IPEVS Eduardo Alves realizou o resgate de uma corujinha-do-mato que havia caído do ninho próximo a sua residência na cidade de Santa Mariana, e encaminhou a corujinha para o IPEVS.  A coruja ficou aos cuidados da equipe o tempo necessário para aprender a voar e caçar seu próprio alimento. Depois deste período foi realizada a soltura da ave.

Soltura da corujinha-do-mato realizada pela bióloga do IPEVS Renata Alfredo. Foto: IPEVS

 

Corujinha-do-mato pronta para voltar a natureza. Foto: IPEVS

 

Vale ressaltar que as corujas não trazem azar, como citado em muitas lendas. Na verdade elas são aves predadoras que mantêm o equilíbrio nas populações de suas presas, principalmente de roedores e insetos.

 

Falcão Quiriquiri (Falco sparverius)

O quiriquiri é o menor dos  falcões  e uma das menores aves de rapina do Brasil.  Ocorre em todo o Brasil exceto em regiões de florestas. De atividade diurna, alimentam-se de lagartixas, grandes insetos, roedores e pequenas cobras.  Utiliza suas garras para segurar a presa matando-a com o bico.

O IPEVS resgatou um quiriquiri na cidade de Cornélio, impossibilitado de voar. Chegando ao local o médico veterinário Rafael Haddad constatou que asa do falcão estava lesionada. O quiriquiri recebeu os cuidados necessários e permaneceu com a equipe do IPEVS. Após o período de recuperação o falcão estava apto a voltar para natureza e foi solto no domingo dia 23 de dezembro.

Quiriquiri resgato pelo IPEVS. Ave mantida em observação até sua completa recuperação. Foto: IPEVS

 

Recuperado o quiriquiri retornou a natureza. Foto: IPEVS

Gambá (Didelphis albiventris)

Na última ocasião na qual o IPEVS foi acionado para resgatar uma família de gambás, apenas três filhotes encontravam-se com vida que permaneceram sobre os cuidados da equipe do IPEVS (Click e confira http://ipevs.org.br/blog/?p=10723). Devido aos ferimentos apenas um dos filhotes resistiu.

O gambá recebeu atenção especial da estagiária do IPEVS Naiara Palumbo, o que possibilitou a  soltura do gambá também no dia 23 de dezembro.

Soltura gambá de orelha branca. Foto: IPEVS

 

Os animais foram soltos em locais distintos em áreas de reserva da região.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Animais resgatados pelo IPEVS

Gambá (Didelphis Albiventris)

O gambá de orelha branca, Didelphis Albiventris, é um mamífero marsupial de coloração grisalha, porte médio e apresenta hábitos crepusculares e noturnos.  O habitat natural do gambá é a floresta, porém se adaptou a região urbana devido a disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos.

De hábito solitário com exceção da época reprodutivo que ocorre pelo menos uma vez por ano. A gestação varia de 12 a 14 dias e o número de filhotes gerados, de 4 a 14. Após aproximadamente 60 dias os filhotes iniciam o desmame, que se completa entre 70 a 100 dias.

A espécie não se encontra em risco de extinção.

A equipe do IPEVS realiza resgates frequentes desta espécie na cidade de Cornélio Procópio, a equipe é acionada por morados que encontram os animais nas residências. Em alguns casos os animais sofrem atropelamento e necessitam de cuidados até que possam voltar ao seu habitat.

No segundo semestre de 2012 o IPEVS atendeu vários pedidos de resgate, muitos destes eram filhotes, que permaneceram sob os cuidados da equipe até que fosse possível realizar a soltura.

Resgate realizado pela equipe do IPEVS em residência da Vila América de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Soltura do gambá de orelha branca capturado em residência de Cornélio, o resgate teve a colaboração do estagiário do IPEVS Eduardo Alves. Foto: IPEVS

Filhote de gambá de orelha branca resgatado em residência de Cornélio Procópio, mesmo com todos os cuidados da equipe do IPEVS o animal infelizmente veio a óbito. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros, animais encaminhados para o IPEVS, gambá de orelha branca mãe e 9 filhotes. Foto: IPEVS

Constatado o óbito da mãe, os 9 filhotes de gambá ficaram sobre os cuidados das colaboradoras do IPEVS, Mayara Almeida, Bióloga e Renata Garcia estudante de Medicina Veterinária. Foto: IPEVS

Dos nove filhotes, 3 não resistiram e o restante ficou sobre os cuidados do IPEVS.  A soltura foi realizada em uma reserva da região meses após o resgate. Período necessário para reabilitação destes animais.

Recebimento de 2 gambás de orelha branca jovens. Foto: IPEVS

Após exames, os jovens gambás foram encaminhados para soltura. Foto: IPEVS

Resgate de filhotes de gambá de orelha branca, recolhidos pelo IPEVS devido ao óbito da mãe provavelmente atropelada. Foto: IPEVS

 

Tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla)

O tamanduá mirim também conhecido como tamanduá de colete devido a duas listras pretas que lembram um colete. O restante do corpo possui coloração amarelada. Esta espécie ocorre em todos os biomas do Brasil. Com atividade predominantemente noturna.  A alimentação do tamanduá de colete é constituída geralmente de cupins e formigas e utilizam as garras para romper os cupinzeiros e com a língua captura os insetos.

O fogo, os atropelamentos rodoviários e a caça são fatores que podem reduzir a população desta espécie.

Em setembro de 2012 o IPEVS se deslocou até o município de Sertaneja após receber a ligação da polícia militar para realizar o resgate de um tamanduá mirim que se encontrava em uma residência da cidade.  A equipe do IPEVS esteve no local e capturou o animal o qual permaneceu em observação por alguns dias, depois de constatado que o animal estava em perfeitas condições foi encaminhado para soltura.

No mês de outubro de 2012 o Corpo de Bombeiros de Cornélio realizou o resgate de outro tamanduá mirim e acionou a equipe do IPEVS para avaliação do animal. Verificado pelo médico veterinário do IPEVS, Rafael Haddad, que o tamanduá estava saudável sua soltura foi realizada.

Ambos foram encaminhados para reservas em nossa região.

Resgate tamanduá de colete na cidade de Sertaneja-PR. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros que acionou a equipe do IPEVS para avaliar o estado do tamanduá de colete. Foto: IPEVS

Rafael Haddad médico veterinário do IPEVS, realizou a soltura do tamanduá. Foto: IPEVS

 

Urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus)

No final do mês de outubro de 2012 o IPEVS resgatou em uma residência de Cornélio Procópio um urubu de cabeça-preta. O animal não estava ferido e após exames clínicos foi translocado para uma área de campo aberto

O urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma espécie encontrada desde a região central dos Estados Unidos até praticamente toda a América do Sul. É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas. Facilmente visto onde há cidades, fazendas e áreas abertas.

Alimentam-se de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição, bem como de animais vivos impedidos de fugir, como filhotes de aves.

O urubu desempenha importante papel como saneador do ambiente.

Urubu de cabeça-preta, resgate realizado pelo IPEVS na cidade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Após exames clínicos o urubu foi translocado para uma área de campo aberto. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


5 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

No mês de julho o IPEVS realizou a soltura de alguns animais resgatados pela instituição. Após receberem os cuidados e constatado que os animais estavam aptos para voltarem a seu habitat natural o IPEVS em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná realizou a soltura de um de gato mourisco, um cágado, um ratão do banhado, cobra d’água e um gato do mato.  Os animais foram soltos em uma reserva indicada pelo IAP.

Gato Mourisco – (Puma yagouaroundi)

Gato mourisco que recebeu os cuidados da equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

Felino de atividade predominantemente diurna, com dieta carnívora, de ocorrência em todo o Brasil exceto o sul do Rio Grande do Sul. O gato mourisco possui uma coloração escura, geralmente marrom-acinzentada, avermelhada ou quase preta. As orelhas são arredondadas e a perna é curta. Como a maioria dos felinos, o gato mourisco é solitário, exceto em épocas reprodução. O período de gestação é de aproximadamente 2 meses e após o nascimento a mãe ensina aos filhotes as noções de sobrevivência e alimentação na floresta.

Esta espécie é a única entre os felinos brasileiros que não se encontra na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Sendo a principal ameaça para sobrevivência da espécie a destruição e fragmentação dos habitats.

Em 2011 o IPEVS resgatou 2 filhotes de gato mourisco em Cornélio Procópio (click e veja a noticia http://ipevs.org.br/blog/?p=8738). Infelizmente um dos filhotes veio a óbito. O outro filhote continuou recebendo os cuidados da equipe do IPEVS, principalmente dos graduandos de Ciências Biológicas e estagiários do IPEVS Naiara Palumbo e Eduardo Alves. Este filhote tratava-se de uma fêmea que cresceu saudável e após o trabalho de reabilitação a gata estava apta a voltar a seu habitat natural.

Após trabalho de reabilitação o animal estava apto para voltar ao seu habitat natural. Foto: IPEVS

 

Cágado de barbicha – (Phrynops geoffroanus)

Cágado de barbicha. Foto: IPEVS

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios de ampla distribuição na América do Sul, ocupando diversos habitats inclusive rios degradados pela ação de poluentes gerados pelo homem. O cágado de barbicha alimenta-se de frutos, moluscos e pequenos peixes.

O IPEVS recebe com frequência cágados que são levados até o instituto principalmente capturados por pescadores, sendo os cágados atraídos pela isca fixada no anzol.  Os exemplares recebem tratamento necessário e posteriormente são encaminhados para soltura.

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Ratão do Banhado – (Myocastor coypus)

Grande espécie de roedor, o ratão do banhado vive próximo a cursos d'água. Foto: IPEVS

O Ratão do banhado é uma grande espécie de roedor encontrado na América do Sul, no Brasil ocorre originalmente no Rio Grande do Sul, atualmente é encontrada também até o estado de São Paulo.  Vivem próximos a cursos d’água e deslocam-se principalmente na água. Animal de atividade noturna, alimenta-se principalmente de capim, raízes e plantas aquáticas, realizando o controle populacional de várias espécies vegetais.

O IPEVS resgatou um individuo da espécie no final do mês de julho, em Cornélio Procópio, o animal foi atendido pelo médico veterinário do IPEVS, atestando que o animal estava em perfeitas condições, possibilitando a soltura do exemplar.

Espécie captura na cidade de Cornélio Procópio - PR e encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Cobra d’água (Helicops infrataeniatus)

Helicops é um gênero de serpentes que apresenta olhos e narinas posicionados próximo a região anterior da cabeça, como adaptação ao hábito exclusivamente aquático, são popularmente conhecidas como cobra d’água. Alimentam-se de peixes e anfíbios.  Este grupo de serpentes não apresenta veneno ou perigo ao homem.

Livea Samara de Almeida, bióloga e diretora administrativa do IPEVS que atualmente é estudante do curso de medicina veterinária da UENP – Campus Bandeirantes, recebeu a serpente no campus da universidade. A cobra d’água estava com um anzol preso na região da boca. O anzol foi removido e a serpente encaminhada para o IPEVS permanecendo em cativeiro para cuidados da região oral atingida pelo anzol e após a cicatrização do ferimento foi encaminhada para soltura.

Após cuidados a cobra d'água foi encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Gato – do – mato (Leopardus tigrinus)

Gato-do-mato resgatado em Cornélio Procópio - PR. Foto: IPEVS

O gato-do-mato ocorre em todo o Brasil, podendo habitar regiões próximas a áreas agrícolas. Felino de hábito solitário e atividade predominantemente noturna. Alimenta-se de pequenos vertebrados, como mamíferos, aves e lagartos.

Devido à destruição de seu habitat, á caça predatória para comercialização de peles e o grande número de atropelamentos esta espécie é considerada como vulnerável no estado do Paraná.

O IPEVS realizou o resgate de um gato-do- mato em Cornélio Procópio também no mês de julho de 2012. Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada.

Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


1 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS, IAP e Força Verde realizam resgate de onça parda no Município de Cornélio Procópio

Na última segunda-feira (30/07) o IAP – Instituto Ambiental do Paraná e Força Verde receberam um chamado para resgate de uma onça parda em uma propriedade localizada no município de Cornélio Procópio – PR, as margens da BR 369 próximo ao Rio Congonhas.  Os funcionários daquela área perceberam um comportamento diferente de seus cachorros e verificaram que a inquietação destes era devido a presença de uma onça localizada em uma árvore da área rural.  O proprietário da fazenda entrou em contato com os órgãos responsáveis para a realização do resgate.

O IAP acionou a equipe do IPEVS – Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente, a qual trabalha como parceira do IAP na realização de resgates de animais silvestres.

A equipe do IAP e do IPEVS se deslocou até o local com o equipamento necessário para a operação e contou com a colaboração da Força Verde e os trabalhadores da propriedade.  A área foi observada para que a captura fosse realizada com segurança para o animal e para os integrantes da operação. Após a análise do local e porte do animal, os dardos com sedativos foram preparados pelo médico veterinário do IPEVS e injetados na onça. O animal sedado ficou sobre a árvore, obrigando a equipe a subir até o local e amarra-la para que a mesma fosse descida até o solo onde foram realizados exames clínicos, atestando a sanidade do animal e no qual foi possível determinar tratar-se de um macho.  A onça foi colocada em uma caixa-transporte permanecendo na sede do IAP enquanto seu destino era definido.

Segundo Renata Alfredo, Bióloga do IPEVS, o animal capturado é uma onça parda ou suçuarana (Puma concolor), macho, adulto de aproximadamente 15 anos, espécie que ocorre em todo o Brasil, sendo a segunda maior espécie de felinos do país, animal ágil sendo capaz de saltar de grandes alturas, de hábito solitário e atividade noturna com uma dieta carnívora.  A espécie costuma percorrer grandes distâncias. A caça e alteração de seu habitat são as principais ameaças de sobrevivência da suçuarana, segundo o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Paraná, o Puma concolor está com status de espécie vulnerável no estado.

O animal foi encaminhado para soltura em uma reserva as margens do Rio Tibagi.

Após análises fotográficas os técnicos do IPEVS e do IAP concluíram que este não é o mesmo animal que recentemente foi avistado na região da Água do Veado e que conseguiu fugir durante uma tentativa de captura.

Onça Parda localizada em propriedade as margens da BR369. Foto: IPEVS

 

Resgate onça parda, aplicação do sedativo realizada por Claudionor Galego - IAP. Foto: IPEVS

 

Animal já sedado sendo deslocado para o solo. Foto: IPEVS

 

Captura da onça parda. Foto: IPEVS

 

Onça parda encaminhada para sede do IAP após resgate. Foto: IPEVS

 

Suçuarana, o animal resgatado tratava-se de um macho adulto, a captura foi realizada pelo IPEVS, IAP e Força Verde. Foto: IPEVS

 

Devanil José Bonni - Chefe do IAP em entrevista para diversos órgãos de imprensa da região. Foto: IPEVS

 

 

Fonte: Ascom IPEVS


30 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Resgates, atendimentos e solturas realizados pelo IPEVS no 1º semestre de 2012.

O IPEVS – Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente realiza em nossa cidade e região resgates, atendimentos e solturas de animais silvestres. Estes são realizados em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná e Corpo de Bombeiros que acionam a equipe do IPEVS e também com a colaboração de cidadãos que quando se deparam com esses animais entram em contato com o IPEVS.

Os animais são resgatados e posteriormente realizados exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, e quando constatado que estes se encontram em perfeita sanidade são encaminhados para soltura. E alguns animais são mantidos em cativeiro devido à impossibilidade de serem devolvidos ao seu habitat natural.

Confira o trabalho de resgates, atendimentos e soltura realizado pela equipe do IPEVS no primeiro semestre de 2012.

 

Gambá no telhado de uma residência em Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Gambá (Didelphis Albiventris)

No mês de maio, em um mesmo dia, o IPEVS realizou 2 resgates de gambá em Cornélio Procópio, um na Vila Santa Terezinha e outro no Jardim Fortunato Cibin.

Os gambás são mamíferos marsupiais, ou seja, apresentam uma bolsa abdominal a qual os filhotes permanecem por um período de desenvolvimento, semelhante ao canguru. Sua presença na região urbana está relacionada principalmente à disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos (forros de casa, porões). Os 2 gambás foram capturados e passaram por exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, após constatar que os animais encontravam-se saudáveis estes foram encaminhados para soltura.

 

Gambá captura e encaminhado para soltura, resgate realizado pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Falsa-coral, espécie de serpente que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Falsa- Coral (Oxyrhopus guibei)

A falsa coral é uma serpente muito comum em nossa região, com coloração avermelhada com faixas pretas alternadas. O nome falsa- coral é devido sua semelhança com as corais verdadeiras. Sendo diferenciadas pelo tamanho dos olhos, formato da cauda e da cabeça e principal pela posição dos dentes inoculadores de veneno. A falsa – coral apresenta dentição opistóglifa, ou seja, os dentes inoculadores de veneno ficam localizados no fundo da boca.

A captura desta espécie é realizada constantemente pela equipe do IPEVS, graças à pessoas conscientes que ao encontrarem as serpentes próximas de suas residências ou em seus locais de trabalho, entram em contato com o IPEVS ou Corpo de Bombeiros.

 

A serpente foi encontrada por Aldecir Costa, em uma manopla da Sanepar. Aldecir que conhece o trabalho realizado pelo IPEVS, entrou em contato com a equipe para realizar a captura. Foto: IPEVS

 

A serpente captura está sendo mantida em cativeiro no CEAMA - Centro de Educação Ambiental Mundo Animal, projeto coordenado pelo IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tentativa de resgate onça parda em junho de 2012. Foto: IPEVS

 

Onça Parda (Puma concolor)

No dia 18 de junho de 2012, o IAP entrou em contato com o IPEVS para realização de resgate de uma onça parda ou suçuarana em uma propriedade de Cornélio Procópio. A equipe do IPEVS junto com a equipe do IAP esteve no local para realizar a captura.

Para o resgate de animais como onça são necessários alguns equipamentos como zarabatana ou rifle para aplicação de dardos tranquilizantes com a função de sedar o animal. Na ocasião os dardos foram adaptados para a utilização do equipamento, um dos motivos que dificultou o processo de captura, não sendo possível a realização do resgate.

Já no mês de julho, o IPEVS recebeu outro chamado do IAP para resgate  de outra onça parda em nossa região, após captura e atestado a sanidade do animal este foi encaminhado para soltura.  Click  http://ipevs.org.br/blog/?p=10358 para acessar informações e imagens sobre este resgate.

A onça estava em uma propriedade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Tucano do bico verde, exemplar atendido pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tucano do Bico Verde

( Ramphastos dicolorus)

O Tucano do bico verde ocorre em áreas florestadas, desde o litoral até zonas montanhosas. Possui hábito alimentar onívoro, alimentando-se de insetos, pequenos vertebrados e principalmente frutos, atuando como dispersor de sementes.

O IPEVS recebeu um exemplar de Tucano do bico verde, este encontrava-se muito debilitado, mesmo com todo o cuidado e tratamento realizado pela equipe do IPEVS o tucano infelizmente não resistiu e veio a óbito.

 

Mesmo com todo cuidado da equipe o tucano do bico verde não resistiu. Foto: IPEVS

 

Ao encontrar animais silvestres próximo a sua residência entre em contato com os órgãos responsáveis para esse trabalho. Em Cornélio Procópio você pode acionar o IPEVS, IAP ou Corpo de Bombeiros.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


14 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Urso ‘pega carona’ em caminhão de lixo no Canadá

Após ser apanhado por engano nos arredores de Vancouver, urso negro americano chamou atenção no centro.

Um urso negro americano apareceu no centro da cidade de Vancouver, no Canadá, pegando uma ‘carona’ na boleia de um caminhão de lixo.

As autoridades acreditam que o urso tenha sido apanhado por acaso quando procurava comida em um contêiner de lixo nos arredores da cidade.

Um funcionário da agência ambiental canadense aplicou uma injeção de sedativo no animal, que caiu do caminhão e foi amparado pelos policiais, em meio aos aplausos dos curiosos.

O urso foi identificado e solto no seu hábitat natural, onde deve entrar em seu período de hibernação, que pode durar sete meses.

 

Urso 'pega carona' em caminhão de lixo no Canadá (Foto: BBC)

Urso 'pega carona' em caminhão de lixo no Canadá (Foto: BBC)

Fonte: BBC


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cobra com mais de três metros e lagarto são capturados na Paraíba

Jiboia foi encontrado na sede do Sindicato dos Bancários.
Polícia Ambiental capturou os animais e vai libertá-los na Mata do Buraquinho.

Funcionários da sede do Sindicato dos Bancários, que fica localizado na avenida Beira Rio, na capital, passaram um susto na manhã deste domingo (27) ao receberem a visita inesperada de uma cobra jiboia de mais de três metros. Em Cabedelo, um tejo foi capturado em uma casa de recepções.

De acordo com as informações do Cabo Chaves da Polícia Ambiental, as pessoas estavam amedrontadas na sede do sindicato com a presença da jiboia e, por volta das 11h30, acionaram a PM. Logo em seguida, a guarnição foi chamada para capturar um tejo que estava em uma casa de recepções nas proximidades da fábrica do Café São Braz em Cabedelo e foi recolhido.

Os dois animais foram recolhidos e levados para o Centro de Triagem do Ibama e depois serão soltos em seu habitat natural, geralmente na Mata do Buraquinho, uma reserva de Mata Atlântica próxima da capital. Nenhum incidente com pessoas foi registrado.

Mais uma jiboia é capturada em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Mais uma jiboia é capturada em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Fonte: G1, PB


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Onça-parda é encontrada machucada em rodovia de Mato Grosso

Animal foi encontrado na MT-040 próximo ao município de Rondonópolis.
Bombeiros suspeitam que a onça foi atropelada ao atravessar rodovia.

Uma onça-parda foi encontrada neste domingo na MT-040, próximo a Rondonópolis, cidade que fica a 218 quilômetros de Cuiabá. O animal estava ferido e segundo o Corpo de Bombeiros, a onça provavelmente foi atropelada enquanto tentava cruzar a rodovia.

De acordo com o Sargento Francisco de Assis, do Corpo de Bombeiros da cidade, mesmo machucado, o animal deu um pouco de trabalho para ser capturado. “Nós tentamos fazer a captura do animal que estava na rodovia. Ele realmente estava machucado e apresentava escoriações pelo corpo. A onça estava agressiva e até tentou nos atacar, mas deu tudo certo”, relatou o sargento.

A onça foi examinada por um veterinário do Centro de Zoonoses de Rondonópolis. Segundo o veterinário Marcelo Oliveira, o felino é um macho jovem. “O animal está machucado sim. Ele está com fratura na bacia e talvez tenha alguma lesão na coluna. É um animal feroz e então tivemos que sedar. A onça já foi medicada para evitar hemorragia e vamos aguardar entre 24 e 48 horas para ver se ela restabelece os movimentos vitais”, explicou.

A onça-parda deve ficar no Centro de Zoonoses até se recuperar completamente do atropelamento e apenas depois do tratamento é que os veterinários vão avaliar se o animal terá condições de ser solto na natureza.

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Fonte: G1, MT


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Urubu de cabeça-preta é encaminhado para soltura após resgate em residência de Cornélio Procópio

Os urubus têm importante papel sanitário, já que estes se alimentam de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição, bem como de animais vivos impedidos de fugir, como filhotes de aves.  Quando próximos das casas buscam restos de comida e partes de animais domésticos abatidos.

O urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma espécie encontrada desde a região central dos Estados Unidos até praticamente toda a América do Sul. É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas com pouca presença humana. Facilmente visto onde há cidades, fazendas e áreas abertas.

Diferencia-se das outras espécies de urubus pela sua menor envergadura. Possui cabeça e pescoço nus, de coloração preta, e área mais clara no final da asa. É o mais agressivo entre os urubus menores, disputando avidamente uma carcaça com outras espécies.  Não possui olfato apurado, localizando a carniça pela visão direta ou observação a outros urubus pousando para comer.

Um exemplar da espécie Coragyps atratus foi encaminhada para o IPEVS após comunicação da Associação de Proteção Animal de que o animal estaria em uma residência e não conseguia levantar vôo. O resgate no local foi realizado pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio. O médico veterinário e biólogo Rafael Haddad com a colaboração da bióloga Livea Samara de Almeida, responsáveis pelo atendimento, verificaram após exames clínicos que a ave não apresentava fraturas ou ferimentos, tratando-se provavelmente de algum trauma de menor gravidade.  A ave foi medicada e posterior a constatação do estado saudável da mesma, foi encaminhada para soltura em uma área de campo aberto.

Urubu de cabeça-preta recebeu atendimento da equipe do IPEVS. Foto: Rafael Haddad

Após exames o urubu foi encaminhado para soltura. Foto: Rafael Haddad

 

Fonte: Ascom IPEVS


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Jacaré que devorava patos é resgatado de fazenda em SP

Um jacaré macho de papo amarelo, com cerca de 1,5 m de comprimento, foi capturado pela Polícia Ambiental de Piracicaba em uma propriedade rural no Distrito de Tupi (a 146km de São Paulo). O proprietário do sítio chamou a polícia após notar o sumiço de alguns patos e uma movimentação diferente dentro da lagoa em sua propriedade.

Com apoio do Corpo de Bombeiros e um profissional do zoológico de Piracicaba, o jacaré, que teria devorado os patos, foi capturado. A Polícia Ambiental afirmou que o réptil pode ter vindo pelo rio Piracicaba, localizado a 2 km do sítio. O jacaré foi examinado e solto em uma pequena lagoa em Saltinho.

A caça predatória chegou a colocar o jacaré de papo amarelo na lista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de animais em extinção, mas, após a proibição da prática, ele foi retirado da relação.

Animal devorava patos em fazenda. Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

Animal devorava patos em fazenda Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

Fonte: Portal Terra


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28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

 

Suindara (Tyto alba)

Coruja suindara conhecida também como coruja de igreja, coruja das torres, espécie que ocorre em todo o Brasil.  Assim como todas as corujas possuem excelente audição e visão, aves de hábito noturno e altamente especializadas na captura de pequenos roedores. Os filhotes de suindara geralmente permanecem na companhia de seus pais por um período necessário para aprender habilidades de caça.

O IPEVS recebeu três suindaras filhotes resgatado pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio. As aves receberam os cuidados da equipe do IPEVS.

No dia 23 de dezembro de 2012 foi realizada a soltura de uma das corujas que estava apta a voltar para natureza, depois de um trabalho de reabilitação da ave. Infelizmente os outros dois filhotes vieram a óbito.

Filhotes de suindara resgatado pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas para o IPEVS. Foto: IPEVS

 

O médico veterinário do IPEVS Rafael Haddad realizou a soltura da suindara. Foto: IPEVS

 

Corujinha – do- mato (Megascops choliba)

É uma das corujas mais comuns nas cidades e parques urbanos, esta espécie ocorre em todo o Brasil. Destacam-se em sua cabeça duas “orelhinhas”, penas salientes nesta região que lembram orelhas, ausente no individuo juvenil. A corujinha –do -mato é uma espécie pequena e alimenta-se principalmente de insetos como gafanhotos e mariposas.

O estagiário do IPEVS Eduardo Alves realizou o resgate de uma corujinha-do-mato que havia caído do ninho próximo a sua residência na cidade de Santa Mariana, e encaminhou a corujinha para o IPEVS.  A coruja ficou aos cuidados da equipe o tempo necessário para aprender a voar e caçar seu próprio alimento. Depois deste período foi realizada a soltura da ave.

Soltura da corujinha-do-mato realizada pela bióloga do IPEVS Renata Alfredo. Foto: IPEVS

 

Corujinha-do-mato pronta para voltar a natureza. Foto: IPEVS

 

Vale ressaltar que as corujas não trazem azar, como citado em muitas lendas. Na verdade elas são aves predadoras que mantêm o equilíbrio nas populações de suas presas, principalmente de roedores e insetos.

 

Falcão Quiriquiri (Falco sparverius)

O quiriquiri é o menor dos  falcões  e uma das menores aves de rapina do Brasil.  Ocorre em todo o Brasil exceto em regiões de florestas. De atividade diurna, alimentam-se de lagartixas, grandes insetos, roedores e pequenas cobras.  Utiliza suas garras para segurar a presa matando-a com o bico.

O IPEVS resgatou um quiriquiri na cidade de Cornélio, impossibilitado de voar. Chegando ao local o médico veterinário Rafael Haddad constatou que asa do falcão estava lesionada. O quiriquiri recebeu os cuidados necessários e permaneceu com a equipe do IPEVS. Após o período de recuperação o falcão estava apto a voltar para natureza e foi solto no domingo dia 23 de dezembro.

Quiriquiri resgato pelo IPEVS. Ave mantida em observação até sua completa recuperação. Foto: IPEVS

 

Recuperado o quiriquiri retornou a natureza. Foto: IPEVS

Gambá (Didelphis albiventris)

Na última ocasião na qual o IPEVS foi acionado para resgatar uma família de gambás, apenas três filhotes encontravam-se com vida que permaneceram sobre os cuidados da equipe do IPEVS (Click e confira http://ipevs.org.br/blog/?p=10723). Devido aos ferimentos apenas um dos filhotes resistiu.

O gambá recebeu atenção especial da estagiária do IPEVS Naiara Palumbo, o que possibilitou a  soltura do gambá também no dia 23 de dezembro.

Soltura gambá de orelha branca. Foto: IPEVS

 

Os animais foram soltos em locais distintos em áreas de reserva da região.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


28 de dezembro de 2012 | nenhum comentário »

Animais resgatados pelo IPEVS

Gambá (Didelphis Albiventris)

O gambá de orelha branca, Didelphis Albiventris, é um mamífero marsupial de coloração grisalha, porte médio e apresenta hábitos crepusculares e noturnos.  O habitat natural do gambá é a floresta, porém se adaptou a região urbana devido a disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos.

De hábito solitário com exceção da época reprodutivo que ocorre pelo menos uma vez por ano. A gestação varia de 12 a 14 dias e o número de filhotes gerados, de 4 a 14. Após aproximadamente 60 dias os filhotes iniciam o desmame, que se completa entre 70 a 100 dias.

A espécie não se encontra em risco de extinção.

A equipe do IPEVS realiza resgates frequentes desta espécie na cidade de Cornélio Procópio, a equipe é acionada por morados que encontram os animais nas residências. Em alguns casos os animais sofrem atropelamento e necessitam de cuidados até que possam voltar ao seu habitat.

No segundo semestre de 2012 o IPEVS atendeu vários pedidos de resgate, muitos destes eram filhotes, que permaneceram sob os cuidados da equipe até que fosse possível realizar a soltura.

Resgate realizado pela equipe do IPEVS em residência da Vila América de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Soltura do gambá de orelha branca capturado em residência de Cornélio, o resgate teve a colaboração do estagiário do IPEVS Eduardo Alves. Foto: IPEVS

Filhote de gambá de orelha branca resgatado em residência de Cornélio Procópio, mesmo com todos os cuidados da equipe do IPEVS o animal infelizmente veio a óbito. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros, animais encaminhados para o IPEVS, gambá de orelha branca mãe e 9 filhotes. Foto: IPEVS

Constatado o óbito da mãe, os 9 filhotes de gambá ficaram sobre os cuidados das colaboradoras do IPEVS, Mayara Almeida, Bióloga e Renata Garcia estudante de Medicina Veterinária. Foto: IPEVS

Dos nove filhotes, 3 não resistiram e o restante ficou sobre os cuidados do IPEVS.  A soltura foi realizada em uma reserva da região meses após o resgate. Período necessário para reabilitação destes animais.

Recebimento de 2 gambás de orelha branca jovens. Foto: IPEVS

Após exames, os jovens gambás foram encaminhados para soltura. Foto: IPEVS

Resgate de filhotes de gambá de orelha branca, recolhidos pelo IPEVS devido ao óbito da mãe provavelmente atropelada. Foto: IPEVS

 

Tamanduá Mirim (Tamandua tetradactyla)

O tamanduá mirim também conhecido como tamanduá de colete devido a duas listras pretas que lembram um colete. O restante do corpo possui coloração amarelada. Esta espécie ocorre em todos os biomas do Brasil. Com atividade predominantemente noturna.  A alimentação do tamanduá de colete é constituída geralmente de cupins e formigas e utilizam as garras para romper os cupinzeiros e com a língua captura os insetos.

O fogo, os atropelamentos rodoviários e a caça são fatores que podem reduzir a população desta espécie.

Em setembro de 2012 o IPEVS se deslocou até o município de Sertaneja após receber a ligação da polícia militar para realizar o resgate de um tamanduá mirim que se encontrava em uma residência da cidade.  A equipe do IPEVS esteve no local e capturou o animal o qual permaneceu em observação por alguns dias, depois de constatado que o animal estava em perfeitas condições foi encaminhado para soltura.

No mês de outubro de 2012 o Corpo de Bombeiros de Cornélio realizou o resgate de outro tamanduá mirim e acionou a equipe do IPEVS para avaliação do animal. Verificado pelo médico veterinário do IPEVS, Rafael Haddad, que o tamanduá estava saudável sua soltura foi realizada.

Ambos foram encaminhados para reservas em nossa região.

Resgate tamanduá de colete na cidade de Sertaneja-PR. Foto: IPEVS

Resgate realizado pelo Corpo de Bombeiros que acionou a equipe do IPEVS para avaliar o estado do tamanduá de colete. Foto: IPEVS

Rafael Haddad médico veterinário do IPEVS, realizou a soltura do tamanduá. Foto: IPEVS

 

Urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus)

No final do mês de outubro de 2012 o IPEVS resgatou em uma residência de Cornélio Procópio um urubu de cabeça-preta. O animal não estava ferido e após exames clínicos foi translocado para uma área de campo aberto

O urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma espécie encontrada desde a região central dos Estados Unidos até praticamente toda a América do Sul. É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas. Facilmente visto onde há cidades, fazendas e áreas abertas.

Alimentam-se de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição, bem como de animais vivos impedidos de fugir, como filhotes de aves.

O urubu desempenha importante papel como saneador do ambiente.

Urubu de cabeça-preta, resgate realizado pelo IPEVS na cidade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

Após exames clínicos o urubu foi translocado para uma área de campo aberto. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


5 de setembro de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS realiza soltura de animais

No mês de julho o IPEVS realizou a soltura de alguns animais resgatados pela instituição. Após receberem os cuidados e constatado que os animais estavam aptos para voltarem a seu habitat natural o IPEVS em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná realizou a soltura de um de gato mourisco, um cágado, um ratão do banhado, cobra d’água e um gato do mato.  Os animais foram soltos em uma reserva indicada pelo IAP.

Gato Mourisco – (Puma yagouaroundi)

Gato mourisco que recebeu os cuidados da equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

Felino de atividade predominantemente diurna, com dieta carnívora, de ocorrência em todo o Brasil exceto o sul do Rio Grande do Sul. O gato mourisco possui uma coloração escura, geralmente marrom-acinzentada, avermelhada ou quase preta. As orelhas são arredondadas e a perna é curta. Como a maioria dos felinos, o gato mourisco é solitário, exceto em épocas reprodução. O período de gestação é de aproximadamente 2 meses e após o nascimento a mãe ensina aos filhotes as noções de sobrevivência e alimentação na floresta.

Esta espécie é a única entre os felinos brasileiros que não se encontra na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Sendo a principal ameaça para sobrevivência da espécie a destruição e fragmentação dos habitats.

Em 2011 o IPEVS resgatou 2 filhotes de gato mourisco em Cornélio Procópio (click e veja a noticia http://ipevs.org.br/blog/?p=8738). Infelizmente um dos filhotes veio a óbito. O outro filhote continuou recebendo os cuidados da equipe do IPEVS, principalmente dos graduandos de Ciências Biológicas e estagiários do IPEVS Naiara Palumbo e Eduardo Alves. Este filhote tratava-se de uma fêmea que cresceu saudável e após o trabalho de reabilitação a gata estava apta a voltar a seu habitat natural.

Após trabalho de reabilitação o animal estava apto para voltar ao seu habitat natural. Foto: IPEVS

 

Cágado de barbicha – (Phrynops geoffroanus)

Cágado de barbicha. Foto: IPEVS

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios de ampla distribuição na América do Sul, ocupando diversos habitats inclusive rios degradados pela ação de poluentes gerados pelo homem. O cágado de barbicha alimenta-se de frutos, moluscos e pequenos peixes.

O IPEVS recebe com frequência cágados que são levados até o instituto principalmente capturados por pescadores, sendo os cágados atraídos pela isca fixada no anzol.  Os exemplares recebem tratamento necessário e posteriormente são encaminhados para soltura.

O cágado de barbicha é uma espécie de quelônios que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Ratão do Banhado – (Myocastor coypus)

Grande espécie de roedor, o ratão do banhado vive próximo a cursos d'água. Foto: IPEVS

O Ratão do banhado é uma grande espécie de roedor encontrado na América do Sul, no Brasil ocorre originalmente no Rio Grande do Sul, atualmente é encontrada também até o estado de São Paulo.  Vivem próximos a cursos d’água e deslocam-se principalmente na água. Animal de atividade noturna, alimenta-se principalmente de capim, raízes e plantas aquáticas, realizando o controle populacional de várias espécies vegetais.

O IPEVS resgatou um individuo da espécie no final do mês de julho, em Cornélio Procópio, o animal foi atendido pelo médico veterinário do IPEVS, atestando que o animal estava em perfeitas condições, possibilitando a soltura do exemplar.

Espécie captura na cidade de Cornélio Procópio - PR e encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Cobra d’água (Helicops infrataeniatus)

Helicops é um gênero de serpentes que apresenta olhos e narinas posicionados próximo a região anterior da cabeça, como adaptação ao hábito exclusivamente aquático, são popularmente conhecidas como cobra d’água. Alimentam-se de peixes e anfíbios.  Este grupo de serpentes não apresenta veneno ou perigo ao homem.

Livea Samara de Almeida, bióloga e diretora administrativa do IPEVS que atualmente é estudante do curso de medicina veterinária da UENP – Campus Bandeirantes, recebeu a serpente no campus da universidade. A cobra d’água estava com um anzol preso na região da boca. O anzol foi removido e a serpente encaminhada para o IPEVS permanecendo em cativeiro para cuidados da região oral atingida pelo anzol e após a cicatrização do ferimento foi encaminhada para soltura.

Após cuidados a cobra d'água foi encaminhada para soltura. Foto: IPEVS

 

Gato – do – mato (Leopardus tigrinus)

Gato-do-mato resgatado em Cornélio Procópio - PR. Foto: IPEVS

O gato-do-mato ocorre em todo o Brasil, podendo habitar regiões próximas a áreas agrícolas. Felino de hábito solitário e atividade predominantemente noturna. Alimenta-se de pequenos vertebrados, como mamíferos, aves e lagartos.

Devido à destruição de seu habitat, á caça predatória para comercialização de peles e o grande número de atropelamentos esta espécie é considerada como vulnerável no estado do Paraná.

O IPEVS realizou o resgate de um gato-do- mato em Cornélio Procópio também no mês de julho de 2012. Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada.

Depois de avaliado o felino foi translocado para uma área de mata afastada. Foto: IPEVS

 

Fonte: Ascom IPEVS


1 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

IPEVS, IAP e Força Verde realizam resgate de onça parda no Município de Cornélio Procópio

Na última segunda-feira (30/07) o IAP – Instituto Ambiental do Paraná e Força Verde receberam um chamado para resgate de uma onça parda em uma propriedade localizada no município de Cornélio Procópio – PR, as margens da BR 369 próximo ao Rio Congonhas.  Os funcionários daquela área perceberam um comportamento diferente de seus cachorros e verificaram que a inquietação destes era devido a presença de uma onça localizada em uma árvore da área rural.  O proprietário da fazenda entrou em contato com os órgãos responsáveis para a realização do resgate.

O IAP acionou a equipe do IPEVS – Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente, a qual trabalha como parceira do IAP na realização de resgates de animais silvestres.

A equipe do IAP e do IPEVS se deslocou até o local com o equipamento necessário para a operação e contou com a colaboração da Força Verde e os trabalhadores da propriedade.  A área foi observada para que a captura fosse realizada com segurança para o animal e para os integrantes da operação. Após a análise do local e porte do animal, os dardos com sedativos foram preparados pelo médico veterinário do IPEVS e injetados na onça. O animal sedado ficou sobre a árvore, obrigando a equipe a subir até o local e amarra-la para que a mesma fosse descida até o solo onde foram realizados exames clínicos, atestando a sanidade do animal e no qual foi possível determinar tratar-se de um macho.  A onça foi colocada em uma caixa-transporte permanecendo na sede do IAP enquanto seu destino era definido.

Segundo Renata Alfredo, Bióloga do IPEVS, o animal capturado é uma onça parda ou suçuarana (Puma concolor), macho, adulto de aproximadamente 15 anos, espécie que ocorre em todo o Brasil, sendo a segunda maior espécie de felinos do país, animal ágil sendo capaz de saltar de grandes alturas, de hábito solitário e atividade noturna com uma dieta carnívora.  A espécie costuma percorrer grandes distâncias. A caça e alteração de seu habitat são as principais ameaças de sobrevivência da suçuarana, segundo o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do Paraná, o Puma concolor está com status de espécie vulnerável no estado.

O animal foi encaminhado para soltura em uma reserva as margens do Rio Tibagi.

Após análises fotográficas os técnicos do IPEVS e do IAP concluíram que este não é o mesmo animal que recentemente foi avistado na região da Água do Veado e que conseguiu fugir durante uma tentativa de captura.

Onça Parda localizada em propriedade as margens da BR369. Foto: IPEVS

 

Resgate onça parda, aplicação do sedativo realizada por Claudionor Galego - IAP. Foto: IPEVS

 

Animal já sedado sendo deslocado para o solo. Foto: IPEVS

 

Captura da onça parda. Foto: IPEVS

 

Onça parda encaminhada para sede do IAP após resgate. Foto: IPEVS

 

Suçuarana, o animal resgatado tratava-se de um macho adulto, a captura foi realizada pelo IPEVS, IAP e Força Verde. Foto: IPEVS

 

Devanil José Bonni - Chefe do IAP em entrevista para diversos órgãos de imprensa da região. Foto: IPEVS

 

 

Fonte: Ascom IPEVS


30 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Resgates, atendimentos e solturas realizados pelo IPEVS no 1º semestre de 2012.

O IPEVS – Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Meio Ambiente realiza em nossa cidade e região resgates, atendimentos e solturas de animais silvestres. Estes são realizados em parceria com o IAP – Instituto Ambiental do Paraná e Corpo de Bombeiros que acionam a equipe do IPEVS e também com a colaboração de cidadãos que quando se deparam com esses animais entram em contato com o IPEVS.

Os animais são resgatados e posteriormente realizados exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, e quando constatado que estes se encontram em perfeita sanidade são encaminhados para soltura. E alguns animais são mantidos em cativeiro devido à impossibilidade de serem devolvidos ao seu habitat natural.

Confira o trabalho de resgates, atendimentos e soltura realizado pela equipe do IPEVS no primeiro semestre de 2012.

 

Gambá no telhado de uma residência em Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Gambá (Didelphis Albiventris)

No mês de maio, em um mesmo dia, o IPEVS realizou 2 resgates de gambá em Cornélio Procópio, um na Vila Santa Terezinha e outro no Jardim Fortunato Cibin.

Os gambás são mamíferos marsupiais, ou seja, apresentam uma bolsa abdominal a qual os filhotes permanecem por um período de desenvolvimento, semelhante ao canguru. Sua presença na região urbana está relacionada principalmente à disponibilidade de restos de alimentos, insetos e abrigos (forros de casa, porões). Os 2 gambás foram capturados e passaram por exames clínicos pelo médico veterinário do IPEVS, após constatar que os animais encontravam-se saudáveis estes foram encaminhados para soltura.

 

Gambá captura e encaminhado para soltura, resgate realizado pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Falsa-coral, espécie de serpente que ocorre em nossa região. Foto: IPEVS

 

Falsa- Coral (Oxyrhopus guibei)

A falsa coral é uma serpente muito comum em nossa região, com coloração avermelhada com faixas pretas alternadas. O nome falsa- coral é devido sua semelhança com as corais verdadeiras. Sendo diferenciadas pelo tamanho dos olhos, formato da cauda e da cabeça e principal pela posição dos dentes inoculadores de veneno. A falsa – coral apresenta dentição opistóglifa, ou seja, os dentes inoculadores de veneno ficam localizados no fundo da boca.

A captura desta espécie é realizada constantemente pela equipe do IPEVS, graças à pessoas conscientes que ao encontrarem as serpentes próximas de suas residências ou em seus locais de trabalho, entram em contato com o IPEVS ou Corpo de Bombeiros.

 

A serpente foi encontrada por Aldecir Costa, em uma manopla da Sanepar. Aldecir que conhece o trabalho realizado pelo IPEVS, entrou em contato com a equipe para realizar a captura. Foto: IPEVS

 

A serpente captura está sendo mantida em cativeiro no CEAMA - Centro de Educação Ambiental Mundo Animal, projeto coordenado pelo IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tentativa de resgate onça parda em junho de 2012. Foto: IPEVS

 

Onça Parda (Puma concolor)

No dia 18 de junho de 2012, o IAP entrou em contato com o IPEVS para realização de resgate de uma onça parda ou suçuarana em uma propriedade de Cornélio Procópio. A equipe do IPEVS junto com a equipe do IAP esteve no local para realizar a captura.

Para o resgate de animais como onça são necessários alguns equipamentos como zarabatana ou rifle para aplicação de dardos tranquilizantes com a função de sedar o animal. Na ocasião os dardos foram adaptados para a utilização do equipamento, um dos motivos que dificultou o processo de captura, não sendo possível a realização do resgate.

Já no mês de julho, o IPEVS recebeu outro chamado do IAP para resgate  de outra onça parda em nossa região, após captura e atestado a sanidade do animal este foi encaminhado para soltura.  Click  http://ipevs.org.br/blog/?p=10358 para acessar informações e imagens sobre este resgate.

A onça estava em uma propriedade de Cornélio Procópio. Foto: IPEVS

 

Tucano do bico verde, exemplar atendido pela equipe do IPEVS. Foto: IPEVS

 

Tucano do Bico Verde

( Ramphastos dicolorus)

O Tucano do bico verde ocorre em áreas florestadas, desde o litoral até zonas montanhosas. Possui hábito alimentar onívoro, alimentando-se de insetos, pequenos vertebrados e principalmente frutos, atuando como dispersor de sementes.

O IPEVS recebeu um exemplar de Tucano do bico verde, este encontrava-se muito debilitado, mesmo com todo o cuidado e tratamento realizado pela equipe do IPEVS o tucano infelizmente não resistiu e veio a óbito.

 

Mesmo com todo cuidado da equipe o tucano do bico verde não resistiu. Foto: IPEVS

 

Ao encontrar animais silvestres próximo a sua residência entre em contato com os órgãos responsáveis para esse trabalho. Em Cornélio Procópio você pode acionar o IPEVS, IAP ou Corpo de Bombeiros.

 

Fonte: Ascom do IPEVS

 


14 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Urso ‘pega carona’ em caminhão de lixo no Canadá

Após ser apanhado por engano nos arredores de Vancouver, urso negro americano chamou atenção no centro.

Um urso negro americano apareceu no centro da cidade de Vancouver, no Canadá, pegando uma ‘carona’ na boleia de um caminhão de lixo.

As autoridades acreditam que o urso tenha sido apanhado por acaso quando procurava comida em um contêiner de lixo nos arredores da cidade.

Um funcionário da agência ambiental canadense aplicou uma injeção de sedativo no animal, que caiu do caminhão e foi amparado pelos policiais, em meio aos aplausos dos curiosos.

O urso foi identificado e solto no seu hábitat natural, onde deve entrar em seu período de hibernação, que pode durar sete meses.

 

Urso 'pega carona' em caminhão de lixo no Canadá (Foto: BBC)

Urso 'pega carona' em caminhão de lixo no Canadá (Foto: BBC)

Fonte: BBC


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Cobra com mais de três metros e lagarto são capturados na Paraíba

Jiboia foi encontrado na sede do Sindicato dos Bancários.
Polícia Ambiental capturou os animais e vai libertá-los na Mata do Buraquinho.

Funcionários da sede do Sindicato dos Bancários, que fica localizado na avenida Beira Rio, na capital, passaram um susto na manhã deste domingo (27) ao receberem a visita inesperada de uma cobra jiboia de mais de três metros. Em Cabedelo, um tejo foi capturado em uma casa de recepções.

De acordo com as informações do Cabo Chaves da Polícia Ambiental, as pessoas estavam amedrontadas na sede do sindicato com a presença da jiboia e, por volta das 11h30, acionaram a PM. Logo em seguida, a guarnição foi chamada para capturar um tejo que estava em uma casa de recepções nas proximidades da fábrica do Café São Braz em Cabedelo e foi recolhido.

Os dois animais foram recolhidos e levados para o Centro de Triagem do Ibama e depois serão soltos em seu habitat natural, geralmente na Mata do Buraquinho, uma reserva de Mata Atlântica próxima da capital. Nenhum incidente com pessoas foi registrado.

Mais uma jiboia é capturada em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Mais uma jiboia é capturada em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Fonte: G1, PB


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Onça-parda é encontrada machucada em rodovia de Mato Grosso

Animal foi encontrado na MT-040 próximo ao município de Rondonópolis.
Bombeiros suspeitam que a onça foi atropelada ao atravessar rodovia.

Uma onça-parda foi encontrada neste domingo na MT-040, próximo a Rondonópolis, cidade que fica a 218 quilômetros de Cuiabá. O animal estava ferido e segundo o Corpo de Bombeiros, a onça provavelmente foi atropelada enquanto tentava cruzar a rodovia.

De acordo com o Sargento Francisco de Assis, do Corpo de Bombeiros da cidade, mesmo machucado, o animal deu um pouco de trabalho para ser capturado. “Nós tentamos fazer a captura do animal que estava na rodovia. Ele realmente estava machucado e apresentava escoriações pelo corpo. A onça estava agressiva e até tentou nos atacar, mas deu tudo certo”, relatou o sargento.

A onça foi examinada por um veterinário do Centro de Zoonoses de Rondonópolis. Segundo o veterinário Marcelo Oliveira, o felino é um macho jovem. “O animal está machucado sim. Ele está com fratura na bacia e talvez tenha alguma lesão na coluna. É um animal feroz e então tivemos que sedar. A onça já foi medicada para evitar hemorragia e vamos aguardar entre 24 e 48 horas para ver se ela restabelece os movimentos vitais”, explicou.

A onça-parda deve ficar no Centro de Zoonoses até se recuperar completamente do atropelamento e apenas depois do tratamento é que os veterinários vão avaliar se o animal terá condições de ser solto na natureza.

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Fonte: G1, MT


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Urubu de cabeça-preta é encaminhado para soltura após resgate em residência de Cornélio Procópio

Os urubus têm importante papel sanitário, já que estes se alimentam de carcaças de animais mortos e outros materiais orgânicos em decomposição, bem como de animais vivos impedidos de fugir, como filhotes de aves.  Quando próximos das casas buscam restos de comida e partes de animais domésticos abatidos.

O urubu de cabeça-preta (Coragyps atratus) é uma espécie encontrada desde a região central dos Estados Unidos até praticamente toda a América do Sul. É uma das aves mais comuns em qualquer região do Brasil, exceto em extensas áreas florestadas com pouca presença humana. Facilmente visto onde há cidades, fazendas e áreas abertas.

Diferencia-se das outras espécies de urubus pela sua menor envergadura. Possui cabeça e pescoço nus, de coloração preta, e área mais clara no final da asa. É o mais agressivo entre os urubus menores, disputando avidamente uma carcaça com outras espécies.  Não possui olfato apurado, localizando a carniça pela visão direta ou observação a outros urubus pousando para comer.

Um exemplar da espécie Coragyps atratus foi encaminhada para o IPEVS após comunicação da Associação de Proteção Animal de que o animal estaria em uma residência e não conseguia levantar vôo. O resgate no local foi realizado pelo Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio. O médico veterinário e biólogo Rafael Haddad com a colaboração da bióloga Livea Samara de Almeida, responsáveis pelo atendimento, verificaram após exames clínicos que a ave não apresentava fraturas ou ferimentos, tratando-se provavelmente de algum trauma de menor gravidade.  A ave foi medicada e posterior a constatação do estado saudável da mesma, foi encaminhada para soltura em uma área de campo aberto.

Urubu de cabeça-preta recebeu atendimento da equipe do IPEVS. Foto: Rafael Haddad

Após exames o urubu foi encaminhado para soltura. Foto: Rafael Haddad

 

Fonte: Ascom IPEVS


14 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Jacaré que devorava patos é resgatado de fazenda em SP

Um jacaré macho de papo amarelo, com cerca de 1,5 m de comprimento, foi capturado pela Polícia Ambiental de Piracicaba em uma propriedade rural no Distrito de Tupi (a 146km de São Paulo). O proprietário do sítio chamou a polícia após notar o sumiço de alguns patos e uma movimentação diferente dentro da lagoa em sua propriedade.

Com apoio do Corpo de Bombeiros e um profissional do zoológico de Piracicaba, o jacaré, que teria devorado os patos, foi capturado. A Polícia Ambiental afirmou que o réptil pode ter vindo pelo rio Piracicaba, localizado a 2 km do sítio. O jacaré foi examinado e solto em uma pequena lagoa em Saltinho.

A caça predatória chegou a colocar o jacaré de papo amarelo na lista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de animais em extinção, mas, após a proibição da prática, ele foi retirado da relação.

Animal devorava patos em fazenda. Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

Animal devorava patos em fazenda Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação

Fonte: Portal Terra


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