20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

África tem reservas subterrâneas gigantes de água, dizem cientistas

Cientistas dizem que o continente africano, conhecido pelo clima seco, tem enormes reservas subterrâneas de água.

No mais completo mapa já feito da escala e distribuição da água existente embaixo do deserto do Saara e em outras partes da África, os especialistas dizem que esses reservatórios subterrâneos poderiam fornecer água suficiente para o consumo e agricultura em todo o continente, mas admitem que o processo de extração pode ser complexo.

O trabalho, publicado na revista científica Environmental Research Letters, diz ainda que muitos dos antigos aquíferos africanos foram preenchidos pela última vez 5 mil anos atrás.

Escassez

Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas na África não tenham acesso a água potável e a demanda deve aumentar consideravelmente nas próximas décadas, devido ao crescimento populacional e à necessidade de irrigação para plantações.

Rios e lagos estão sujeitos a enchentes e secas sazonais, que podem limitar a disponibilidade da água. Atualmente, apenas 5% das terras cultiváveis africanas são irrigadas.

Agora, os cientistas da British Geological Survey (BGS) e da University College London (UCL) esperam que o novo mapeamento chame atenção para o potencial dos reservatórios subterrâneos.

“As maiores reservas de água subterrâneas ficam no norte da África, em grandes bacias sedimentares, na Líbia, Argélia e Chade”, diz Helen Bonsor, da BGS.

“A quantidade armazenada nessas bacias é equivalente a 75 metros de água sobre aquela área. É uma quantidade enorme.”

Estratégia

Devido a mudanças climáticas que transformaram o Saara em um deserto ao longo dos séculos, muitos dos aquíferos subterrâneos receberam água pela última vez há mais de 5 mil anos.

Os cientistas basearam suas análises em mapas de governos dos países africanos, assim como em 283 estudos de aquíferos.

Eles afirmam que muitas das nações que enfrentam escassez de água têm, na verdade, reservas consideráveis embaixo do solo.

No entanto, os pesquisadores alertam que a perfuração de poços tubulares profundos pode não ser a melhor maneira de extrair a água, já que poderiam esgotar a fonte rapidamente.

“Poços profundos não devem ser perfurados sem que haja um conhecimento detalhado das condições das reservas locais. Poços simples e bombas manuais, desenvolvidos de forma cuidadosa e nos locais certos, têm mais chance de ser bem-sucedidos”, disse à BBC Alan McDonald, principal autor do estudo.

Helen Bonsor concorda que meios de extração mais lentos podem ser mais eficientes.

“Muitos aquíferos de baixo volume estão presentes na África subsaariana. No entanto, nosso trabalho mostra que com exploração e construção cuidadosas, há água subterrânea suficiente na África para fins de consumo e irrigação comunitária”, diz ela, acrescentando que as reservas poderiam contrabalançar os problemas causados pela mudança climática.

“Mesmo nos menores aquíferos em áreas semi-áridas, com baixíssimo índice de chuvas, as reservas subterrâneas ainda durariam algo entre 20 e 70 anos”, afirma Bonsor.

“Então, nos índices atuais de extração para consumo e irrigação em pequena escala, os reservatórios fornecem e continuarão a fornecer proteção contra as variações do clima.”

Fonte: BBC Brasil


7 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Reciclagem abre porta para mercado rentável em Barreiras, Bahia

População inova com a criação de produtos reciclados.
Vassouras, mesas e cadeiras estão entre os materiais mais produzidos.

A arte de transformar lixo em utensílios domésticos está atraindo muita gente no município de Barreiras, interior baiano.

Além de ter um papel fundamental na proteção ao meio ambiente, diminuindo o descarte de plástico, por exemplo, a reciclagem abre porta para um mercado muito rentável.

A oficina de Tonivaldo Ferreira funciona no quintal de casa. Para fazer cada vassoura que tem como material prima a garrafa pet, são gastos em média 40 minutos de produção. Por dia são produzidas de 20 a 25 unidades. Ele começou a fabricar vassouras há quatro anos e há um ano e meio se tornou microempresário. Para conseguir a matéria prima de sua produção, ele recebe garrafas doadas.

“Nós trabalhávamos muito com o náilon e com a piaçava, só que gastávamos bastante, então veio à ideia. Como é um material resistente, enquanto uma vassoura tradicional dura em média três ou quatro meses, a vassoura de garrafa pet dura em média dois ou três anos”, diz o microempresário.

Se José aprendeu a técnica com o filho Tonivaldo. No início ele não acreditava muito no negócio, mas com a aceitação do produto ele viu que dava certo. Hoje em dia ele está satisfeito com o resultado do trabalho e fica feliz em contribuir com o meio ambiente.

Sobre a produção com garrafas pet, seu José Marinho explica. “Achei que não tinha futuro, mas depois quando eu vi que o comércio estava aceitando bem eu me senti obrigado a enfrentar isso”.

Programa Colmeia

No galpão do ‘programa Colmeia’, retalhos de madeira, garrafas pet, cascas de coco, palha de milho e papel, viram cadeiras, mesas e muitas caixas e sacolas. Para o programa, a reciclagem também dá lucro. Hoje em dia o programa vende seus produtos em três lojas da cidade.
A consultora do projeto explica. “As pessoas que usufruem do projeto já tem participação da metade do que eles produzem. Eles podem levar para suas casas, vender. Eles podem dar o destino que cada um quer para o produto”.

Marco trabalhava em uma marcenaria e é daí, a habilidade com a madeira. Ele faz parte do ‘Colmeia’ e já é monitor. “Comecei a passar o que eu já tinha aprendido, mas eu quero aprender muito mais”, diz.

Maycon produz caixas com palha de milho. Ele tem 13 anos e conheceu o programa através da mãe. Essa foi uma alternativa de ter o que fazer no tempo em que não está estudando. O adolescente não quer parar por aí. “Quero aprender a mexer com bijuterias, couro e marcenaria”, diz o garoto.

Para quem separa os resíduos recicláveis e não sabe para onde destinar os materiais, o programa Colmeia tem a solução. “Nós vamos às casas das pessoas para pegar os materiais. Madeira, sobra de construções, forros de casa, móveis que estão sendo descartados. Tudo isso é reaproveitado dentro da oficina”.

Fonte: Do G1 Bahia, com informações da TV Oeste.






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20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

África tem reservas subterrâneas gigantes de água, dizem cientistas

Cientistas dizem que o continente africano, conhecido pelo clima seco, tem enormes reservas subterrâneas de água.

No mais completo mapa já feito da escala e distribuição da água existente embaixo do deserto do Saara e em outras partes da África, os especialistas dizem que esses reservatórios subterrâneos poderiam fornecer água suficiente para o consumo e agricultura em todo o continente, mas admitem que o processo de extração pode ser complexo.

O trabalho, publicado na revista científica Environmental Research Letters, diz ainda que muitos dos antigos aquíferos africanos foram preenchidos pela última vez 5 mil anos atrás.

Escassez

Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas na África não tenham acesso a água potável e a demanda deve aumentar consideravelmente nas próximas décadas, devido ao crescimento populacional e à necessidade de irrigação para plantações.

Rios e lagos estão sujeitos a enchentes e secas sazonais, que podem limitar a disponibilidade da água. Atualmente, apenas 5% das terras cultiváveis africanas são irrigadas.

Agora, os cientistas da British Geological Survey (BGS) e da University College London (UCL) esperam que o novo mapeamento chame atenção para o potencial dos reservatórios subterrâneos.

“As maiores reservas de água subterrâneas ficam no norte da África, em grandes bacias sedimentares, na Líbia, Argélia e Chade”, diz Helen Bonsor, da BGS.

“A quantidade armazenada nessas bacias é equivalente a 75 metros de água sobre aquela área. É uma quantidade enorme.”

Estratégia

Devido a mudanças climáticas que transformaram o Saara em um deserto ao longo dos séculos, muitos dos aquíferos subterrâneos receberam água pela última vez há mais de 5 mil anos.

Os cientistas basearam suas análises em mapas de governos dos países africanos, assim como em 283 estudos de aquíferos.

Eles afirmam que muitas das nações que enfrentam escassez de água têm, na verdade, reservas consideráveis embaixo do solo.

No entanto, os pesquisadores alertam que a perfuração de poços tubulares profundos pode não ser a melhor maneira de extrair a água, já que poderiam esgotar a fonte rapidamente.

“Poços profundos não devem ser perfurados sem que haja um conhecimento detalhado das condições das reservas locais. Poços simples e bombas manuais, desenvolvidos de forma cuidadosa e nos locais certos, têm mais chance de ser bem-sucedidos”, disse à BBC Alan McDonald, principal autor do estudo.

Helen Bonsor concorda que meios de extração mais lentos podem ser mais eficientes.

“Muitos aquíferos de baixo volume estão presentes na África subsaariana. No entanto, nosso trabalho mostra que com exploração e construção cuidadosas, há água subterrânea suficiente na África para fins de consumo e irrigação comunitária”, diz ela, acrescentando que as reservas poderiam contrabalançar os problemas causados pela mudança climática.

“Mesmo nos menores aquíferos em áreas semi-áridas, com baixíssimo índice de chuvas, as reservas subterrâneas ainda durariam algo entre 20 e 70 anos”, afirma Bonsor.

“Então, nos índices atuais de extração para consumo e irrigação em pequena escala, os reservatórios fornecem e continuarão a fornecer proteção contra as variações do clima.”

Fonte: BBC Brasil


7 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Reciclagem abre porta para mercado rentável em Barreiras, Bahia

População inova com a criação de produtos reciclados.
Vassouras, mesas e cadeiras estão entre os materiais mais produzidos.

A arte de transformar lixo em utensílios domésticos está atraindo muita gente no município de Barreiras, interior baiano.

Além de ter um papel fundamental na proteção ao meio ambiente, diminuindo o descarte de plástico, por exemplo, a reciclagem abre porta para um mercado muito rentável.

A oficina de Tonivaldo Ferreira funciona no quintal de casa. Para fazer cada vassoura que tem como material prima a garrafa pet, são gastos em média 40 minutos de produção. Por dia são produzidas de 20 a 25 unidades. Ele começou a fabricar vassouras há quatro anos e há um ano e meio se tornou microempresário. Para conseguir a matéria prima de sua produção, ele recebe garrafas doadas.

“Nós trabalhávamos muito com o náilon e com a piaçava, só que gastávamos bastante, então veio à ideia. Como é um material resistente, enquanto uma vassoura tradicional dura em média três ou quatro meses, a vassoura de garrafa pet dura em média dois ou três anos”, diz o microempresário.

Se José aprendeu a técnica com o filho Tonivaldo. No início ele não acreditava muito no negócio, mas com a aceitação do produto ele viu que dava certo. Hoje em dia ele está satisfeito com o resultado do trabalho e fica feliz em contribuir com o meio ambiente.

Sobre a produção com garrafas pet, seu José Marinho explica. “Achei que não tinha futuro, mas depois quando eu vi que o comércio estava aceitando bem eu me senti obrigado a enfrentar isso”.

Programa Colmeia

No galpão do ‘programa Colmeia’, retalhos de madeira, garrafas pet, cascas de coco, palha de milho e papel, viram cadeiras, mesas e muitas caixas e sacolas. Para o programa, a reciclagem também dá lucro. Hoje em dia o programa vende seus produtos em três lojas da cidade.
A consultora do projeto explica. “As pessoas que usufruem do projeto já tem participação da metade do que eles produzem. Eles podem levar para suas casas, vender. Eles podem dar o destino que cada um quer para o produto”.

Marco trabalhava em uma marcenaria e é daí, a habilidade com a madeira. Ele faz parte do ‘Colmeia’ e já é monitor. “Comecei a passar o que eu já tinha aprendido, mas eu quero aprender muito mais”, diz.

Maycon produz caixas com palha de milho. Ele tem 13 anos e conheceu o programa através da mãe. Essa foi uma alternativa de ter o que fazer no tempo em que não está estudando. O adolescente não quer parar por aí. “Quero aprender a mexer com bijuterias, couro e marcenaria”, diz o garoto.

Para quem separa os resíduos recicláveis e não sabe para onde destinar os materiais, o programa Colmeia tem a solução. “Nós vamos às casas das pessoas para pegar os materiais. Madeira, sobra de construções, forros de casa, móveis que estão sendo descartados. Tudo isso é reaproveitado dentro da oficina”.

Fonte: Do G1 Bahia, com informações da TV Oeste.