26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Tráfico de animais silvestres moveu R$ 7 bilhões no Brasil em 10 anos

Quadrilhas desafiam autoridades e alimentam lucrativo mercado criminoso.
Centenas de animais, muitos em risco de extinção, são capturados.

As quadrilhas desafiam as autoridades e alimentam um mercado lucrativo e criminoso.

Centenas de animais, muitos em risco de extinção, são capturados diariamente, e muitos acabam morrendo antes de chegar ao destino final.

Em dez anos, quase seis milhões de pássaros foram comercializados ilegalmente no país, um mercado que movimentou R$ 7 bilhões na última década.

A reportagem é de Carlos de Lannoy, Mahomed Saigg, Junior Alves e Felipe Wainer.

Uma pequena armadilha, uma simples arapuca. “Como esses animais são territoriais, os machos vai atrair o outro. Se ele pousar aqui, desarma a armadilha”, afirma.

O Ibama diz que o tráfico de aves começa com caçadores que capturam e escondem as aves em depósitos improvisados no meio da mata.

Agente: Tem arma em casa?
Homem: Arma? Não.

O fiscal encontra três armas – todas carregadas – e dezenas de curiós, canários, coleiros, trinca-ferros e dois periquitos. As gaiolas estão sujas, os animais, amontoados, falta comida: sinais de maus-tratos.

Deraldo Gomes dos Santos diz que mora no local e nega envolvimento com o tráfico.

Repórter: Passarinho que canta não vale muito dinheiro?
Homem: Um curió custa mais de R$ 2 mil, não é isso. Eu não vendo passarinho, eu tenho passarinho para me divertir dentro de casa. Abre a porta, só o que eu tenho é uma televisão, uma geladeira e pronto, e os passarinhos cantando.

Os fiscais identificam cada uma das aves. É um trabalho minucioso que só termina no início da noite. As gaiolas viram uma imensa fogueira.

Preso em flagrante, Deraldo foi levado para Santanópolis, a 160 quilômetros de Salvador, mas os agentes encontram a delegacia fechada e recebem a informação de que a cidade está sem delegado. “O que acontece é que é que a gente saindo do município não existe garantia que uma delegacia de outro município vá receber. Então ele vai ser liberado e a gente vai encaminhar a denúncia para o Ministério Público”, explica o agente federal do Ibama Roberto Cabral Borges.

A impunidade é a regra. Comerciantes ganham dinheiro oferecendo animais livremente em feiras do interior.

Produtor: Posso dar uma olhadinha?
Vendedor: Pode.
Produtor: Está quanto ele?
Vendedor: R$ 50.

Em um mercado de Feira de Santana, na Bahia, homens, mulheres e até menores vendem passarinhos…

Produtor: Canário está quanto?
Vendedor: R$ 40.

… macacos…

Produtor: Tem quantos aqui?
Vendedora: Três. É porque é pequenininho, é próprio para criar mesmo.

… e papagaios por encomenda.

Produtor: Papagaio eu consigo aqui?
Vendedor: Consegue.
Produtor: Quanto é?
Vendedor: Mas é mais difícil de achar.
Produtor: Mas, quanto o papagaio?
Vendedor: R$ 400, depende do papagaio.

Milhões de aves são capturadas todos os anos no Brasil. A maioria, segundo o Ibama, cai na mão de traficantes que alimentam um mercado estimado em cerca de R$ 7 bilhões. Ver um periquito rei voltar para a natureza é um privilégio. Chega a ser emocionante.

Um estudo do Ibama apontou que a exploração das aves que tem o dom de cantar é uma das principais causas de perda da biodiversidade no país, e os pesquisadores chegaram a uma surpreendente constatação: a criação legalizada vem contribuindo com o tráfico de animais silvestres.

“Fiscalização do Ibama, a gente veio olhar o plantel dele de passarinho. Abre a casa por favor”, afirma um agente.

As irregularidades atingem parte dos 400 mil criadores autorizados no país. Segundo o Ibama, cada um possui em média 20 pássaros, o que dá um total de aproximadamente 8 milhões de aves em cativeiro.

A inspeção em um criadouro de Feira de Santana dá a dimensão do problema: eles checam notas fiscais, medem o tamanho e conferem os números das anilhas de cada passarinho.

O problema é que o Ibama autoriza apenas uma anilha por animal. Para aumentar a quantidade de animais, os criadores falsificam anilhas com a mesma numeração e, para não levantar suspeitas, trocam esses animais entre si. Ou seja, a mesma numeração pode estar espalhada em mais de um criadouro, com diferentes passarinhos, dando uma aparência de legalidade a um animal capturado de maneira criminosa.

“Esses trinca-ferros aqui, você tem as anilhas todas falsificadas. Nenhuma dessas anilhas daqui são anilhas do Ibama. Isso significa que todos esses animais aqui foram capturados na natureza e inserida a anilha neles para acobertar”, explica um agente do Ibama.

Um proprietário tem uma estante carregada de troféus. São títulos conquistados em torneios de canto de pássaros, atividade muito comum no Brasil. Ele admite que participa do comércio de aves entre criadores, o que é ilegal.

Inspetor do Ibama: Esses pássaros você comprou aonde?
Proprietário dos pássaros: A gente vai comprando na mão de criador. Um vai passando para o outro, vai passando para o outro.

O criador de Feira de Santana disse que trouxe aves de Belo Horizonte e Recife.

O Ibama diz que aves muito valorizadas no Brasil acabam sendo vendidas para os Estados Unidos e a Europa. A principal rota de entrada é Portugal. Aranhas, insetos e répteis são enviados até pelos Correios.

A jiboia princesa diamante, uma espécie rara de pele branca e olhos negros avaliada em US$ 1 milhão, foi levada para os Estados Unidos em 2011. O americano que comprou a jiboia informou que ela morreu no cativeiro.

“Ele já foi processado nos Estados Unidos, e atualmente as negociações estão para repatriamento dos filhotes desse animal. Ele informou que o animal morreu. Nós temos dúvidas em reação a isso, porque temos alguns vídeos que tratam esse animal como se ele ainda estivesse vivo”, afirma um agente do Ibama.

No Brasil, as aves apreendidas pelo Ibama, que não têm condições de se readaptar à natureza, são levadas para centros de triagem de animais silvestres. As demais são libertadas e fazem o trabalho de fiscalização valer a pena.

“Cada passarinho que a gente resgata, cada animal que a gente resgata, ver o animal voltando a voar, ver a alegria do animal de recuperar a liberdade. Isso vale a pena”, comemora o agente do Ibama.

Acesse e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/01/trafico-de-animais-silvestres-moveu-r-7-bilhoes-no-brasil-em-10-anos.html

 

Fonte: Bom dia Brasil


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Comissão debate bem-estar da fauna selvagem

Membros da Comissão Nacional de Animais Selvagens - CNAS

Membros da Comissão Nacional de Animais Selvagens - CNAS Foto: CFMV

“Fomentar o bem-estar da fauna selvagem de vida livre e em cativeiro, fortalecendo a atuação do médico veterinário e do zootecnista nas áreas da conservação da produção de animais selvagens”. Foi com essa visão que, durante os dias 25 e 26 de julho, a Comissão Nacional de Animais Selvagens (CNAS), do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), esteve reunida, na sede do conselho, em Brasília, para discutir estratégias e ações futuras de atuação. A importância do responsável técnico para os animais selvagens, o combate ao tráfico de animais e a criação de comissões de animais selvagens nos conselhos regionais do país foram os principais temas discutidos na reunião.

A comissão apontou a falta de conscientização sobre a importância da atuação dos médicos veterinários e zootecnistas como um dos principais problemas na criação e comercialização de animais selvagens. “A presença dos médicos veterinários e zootecnistas é fundamental para garantir a qualidade de vida dos animais silvestres”, defendeu o presidente da CNSA, Rogério Ribas Lange, médico veterinário do Paraná.

Na avaliação dos integrantes da comissão, não é condenável ter animais selvagens em cativeiro, mas tudo deve ser feito dentro da legalidade. “É necessário esclarecer à sociedade que levar animais encontrados na natureza para casa é ilegal. As pessoas interessadas em criar bichos selvagens em seu domicílio devem procurar cativeiros de origem legal e atender às exigências para criação. Desta forma, elas ajudam na conservação da biodiversidade”, afirmam.

Ao final da reunião, a CNSA adiantou algumas ações necessárias para estimular a criação de comissões de animais selvagens em cada um dos conselhos regionais. “Pretendemos fomentar o reconhecimento e a valorização das classes médica veterinária e zootécnica em todos os estados. Além disso, vamos trabalhar para integrar os órgãos fiscalizadores na regulamentação do setor e atuar junto às universidades para melhorar a qualificação profissional”.

Fonte: CFMV


5 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Filhotes de pássaros atraem mais de cem voluntários ao Ibama no Recife

Uma apreensão de 517 filhotes de papagaios, papagaios-galegos e maritacas que ocorreu na última semana em Pernambuco tem movimentado a sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), de Recife.

A pouca quantidade de funcionários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para cuidar dos espécimes, que recebem alimentação pelo menos três vezes ao dia e precisam ser observados constantemente, chamou a atenção de mais de uma centena de voluntários, que passaram a frequentar diariamente o local.

Os filhotes, encontrados na caçamba de um caminhão na região de Juazeiro, seriam comercializados ilegalmente em Petrolina e em Recife. Eles estavam em gaiolas, em más condições, e precisavam ser socorridos com urgência para que não morressem.

 

Com apenas três funcionários, o Cetas teve que pedir ajuda. Segundo Edson Lima, analista ambiental do Ibama, tudo começou com uma mensagem via e-mail para um grupo de cinco pessoas. “A mensagem foi colocada em sites de relacionamento e houve uma ‘explosão’ de voluntários nos procurando para alimentar esses animais”, disse Lima.

Filhote de papagaio recebe alimento especial dado por voluntária em centro de triagem do Ibama, em Recife (PE) (Foto: Reprodução/TV Globo)Filhote de papagaio recebe alimento especial dado por voluntária em centro de triagem do Ibama, em Recife (PE) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Outros cinco especialistas foram contratados temporariamente para dar conta. “Além deles, já contamos 133 voluntários e continuamos recebendo ligações de diversas pessoas. Tivemos que criar um esquema de grupos de dez pessoas por turno para alimentar os animais. Não estamos recusando ninguém, mas a preferência é para aqueles envolvidos com a biologia ou medicina veterinária”, disse Lima.

Necessidade
Como a base do Cetas em Recife é pequena, os papagaios e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada. Por dia, são consumidos seis quilos de ração especial, ao custo de R$ 200.

“Além do alimento, precisávamos de seringas, luvas e óculos especiais para quem fosse cuidar dos bichos. Estamos tendo ajuda de duas organizações ambientais, uma brasileira e uma norte-americana, que estão nos doando os materiais”, disse Edson Lima.

Os filhotes de papagaio e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada do Cetas. O tratamento especial deve demorar dois anos, até que as aves possam ser reincorporadas à natureza (Foto: Reprodução/TV Globo)Os filhotes de papagaio e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada do Cetas. O tratamento especial deve demorar dois anos, até que as aves possam ser reincorporadas à natureza (Foto: Reprodução/TV Globo)

Por pelo menos dois anos esses animais receberão tratamento especial, até conseguirem sobreviver sozinhos na natureza. Entretanto, devido à falta de espaço no Centro de Triagem e à possibilidade de novas apreensões ainda este ano, as aves serão distribuídas para o Centro de Manejo de Fauna da Caatinga da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, e para um viveiro de uma igreja em Vitória de Santo Antão.

Crime ambiental
O comércio de aves, como os papagaios e a maritaca, é controlado pelo Ibama. Entretanto, Lima afirma que o tráfico de animais continua constante em Pernambuco, apesar do reforço na fiscalização feito por agentes do instituto e pela Polícia Ambiental.

Segundo o Cetas, em todo ano de 2010, 5.843 animais foram apreendidos, sendo que mais de 5 mil eram aves. De janeiro até 19 de setembro de 2011, 5.072 animais foram levados ao centro para cuidados, sendo 4.478 aves. “Até o fim do ano, este número pode aumentar, pois o crime continua acontecendo”, disse o analista ambiental.

Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza


10 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Casal é preso em Arapongas por vender animais silvestres pela internet

Policiais federais e fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) prenderam um casal de Arapongas, Norte do estado, na manhã desta quarta-feira (10), acusado de vender animais silvestres pela internet. As prisões fazem parte da Operação Araponga, deflagrada em sete estados do Brasil, que visa coibir a venda de animais silvestres sem autorização do Ibama.

Promoção divulgada no site do casal preso: Jaguatirica custava R$ 13 mil (Reprodução)

Promoção divulgada no site do casal preso (www.zoopets.com.br): Jaguatirica custava R$ 13 mil (Reprodução)

Entre os animais vendidos pelo casal estavam Jaguatirica (R$ 13 mil), Arara-Azul (R$ 55 mil) eÁguia Chilena (R$ 9,5 mil). Os policias estiveram no escritório, instalado na área central do município, onde encontraram pelo menos 30 animais, entre lagartos, aves e quatis.

Foram cumpridos seis mandados de prisão e 25 de busca e apreensão no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Bahia eParaíba. A operação conta com a participação de 150 policiais federais e 106 fiscais do Ibama. Os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional de fauna, tráfico de animais silvestres nativos, estelionato, sonegação fiscal, falsidade ideológica e biopirataria.

Um tucano, encontrado em um depósito, foi apreendido durante a Operação Arapongas (PF/Divulgação)

Um tucano, encontrado em um depósito, foi apreendido durante a Operação Arapongas (PF/Divulgação)

Operação

A investigação da PF aponta que a quadrilhacomercializava animais pela internet, no Brasil e no exterior. O site não tinha autorização do Ibama. Os investigados recebiam encomendas de vários tipos de animais, como répteis, anfíbios, mamíferos e pássaros. Esses animais também seriam obtidos por meio ilícito, como criadouros irregulares e captura de animais silvestres na natureza. De acordo com a PF, a comercialização de animais silvestres não é proibida, desde que todas as espécies tenham autorização do Ibama.

Os locais estão sendo fiscalizados pelo Ibama e serão autuados, de acordo com as irregularidades encontradas. Todos os animais em situação irregular serão apreendidos .

Detalhes da operação serão repassados pela Polícia Federal, na tarde desta quarta, durante entrevista coletiva na sede da PF em São Paulo.

Fonte: GRPCOM – G1.com Paraná


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Máfia da tartaruga’ deixa espécie sob ameaça de extinção

A intensificação da caça de tartarugas em Madagascar, que agem protegidos por um esquema que envolve autoridades corruptas, está ameaçando os répteis de extinção no Oceano Índico, segundo denúncia de ambientalistas.

Eles dizem que a crescente demanda local pela carne e no exterior pelo casco, usado como afrodisíaco, e pelo réptil como animal doméstico, favoreceu o que batizaram de “máfia das tartarugas”.

”Todo mundo está comendo e todo mundo está traficando. E assim que essas pessoas são levadas a julgamento, surgem organizações mafiosas que as ajudam a escapar”, afirma o presidente da ONG local Aliança de Grupos de Conservação, Ndranto Razakamanarina.

Segundo o relato de outro ambientalista, Tsilavo Rafeliarisoa, dois caçadores de tartarugas foram encontrados no ano passado no sul do Madagascar com 50 animais.

Mas é constante ver caçadores percorrendo vilarejos em grupos de até cem pessoas, que chegam a recolher milhares de tartarugas em algumas semanas.

Segundo os ambientalistas, eles costumam estar fortemente armados, a fim de coibir quem tentar impedi-los.

‘Sem defesa’ – ”Quando uma gangue de caçadores munida de armas e machetes chegam para roubar tartarugas, um vilarejo fica sem defesa”, afirma Rafeliarisoa.

Segundo o ambientalista, com o aumento de preços de alimentos, está crescendo o número de pessoas que comem tartarugas.

O animal se tornou um tira-gosto popular em cidades ao sul do país, Tsiombe e Belonka, até mesmo entre autoridades governamentais que deveriam estar à frente de campanhas para impedir a extinção desses répteis.

”Eles dizem ‘me dê o especial’. E o especial é carne de tartaruga. É um grande mercado”, afirma Rafeliarisoa.

Herilala Randrianahazo, da ONG Aliança pela Sobrevivência das Tartarugas, disse que recentemente esteve em Tsiombe e em Beloka, onde se fez passar por um turista para conferir quão regularmente a carne de tartarugas constava de menus de restaurantes.

Ele descobriu que um prato de carne de tartaruga, cozida no tomate, com alho e cebolas era vendido por US$ 2,50 (R$ 4) e servido em menos de 30 minutos.

”Eu mandei o prato de volta e o garçom me disse que poderia me arrumar algo diferente. Até mesmo um animal vivo, naquele mesmo instante”, conta Randrianahazo.

Afrodisíaco – Os grupos de traficantes de tartarugas são, segundo ambientalistas, bem organizados e chegam a vender os animais no mercado negro em países asiáticos, como a Tailândia.

Asiáticos ricos consideram as tartarugas animais domésticos exóticos e estão dispostos a pagar até US$ 10 mil por cada um (cerca de R$ 16 mil).

Seguidores da medicina tradicional asiática costumam comprar cascos de filhotes de tartarugas, a fim de usá-los em misturas que supostamente aumentam o desempenho sexual.

Ambientalistas contam que traficantes chegam a colocar até 400 animais dentro de suas bagagens, antes de embarcá-las para cidades como Bangcoc.

Fonte: Portal iG


8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Suspeitos tentam transportar aves em caixas de leite em Minas Gerais

Apreensão de 36 aves ‘trinca-ferro’ aconteceu no interior do estado.
Pássaros seriam comercializados ilegalmente em São Paulo.

Fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) apreenderam 36 pássaros conhecidos como ‘trinca-ferro’ na cidade de Santo Antônio de Amparo, em Minas Gerais, que seriam transportados em caixas de leite longa vida até a cidade de São Paulo, onde seriam comercializados.

Três pessoas foram detidas em uma casa com transportadores de pássaros, uma armadilha para captura e 224 caixinhas vazias de leite.

Os homens foram detidos e receberam multa equivalente a R$ 54 mil.

Os animais e objetos que seriam utilizados no contrabando foram encaminhados para o escritório do Ibama em Lavras. O crime foi registrado no último dia 1º, mas divulgado somente nesta terça-feira (7).

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


27 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Brasileiro é flagrado em Lisboa com 30 ovos de aves amarrados ao corpo

Autoridades portuguesas devolveram o suspeito a Brasília.
Ovos não tinha documentação e ficaram numa incubadora em Portugal.

Um brasileiro foi flagrado pela alfândega no Aeroporto de Lisboa tentando entrar com 30 ovos de aves sem documentação. As autoridades locais o mandaram de volta ao Brasil e ele foi recebido pelo Ibama na madrugada desta quinta-feira (26) no Aeroporto de Brasília. Ele foi multado em R$ 65 mil por transporte ilegal de fauna e remessa de material genético ao exterior.

O suspeito ainda foi conduzido à Polícia Federal para prestar esclarecimentos e deve responder a inquérito criminal por tráfico internacional de fauna.

Segundo o Ibama, enquanto era multado, ele confessou o crime e disse que um cidadão português o esperava em Lisboa para receber os ovos, que seriam de papagaios. Contou ainda que recebeu parte do pagamento antecipadamente, e que o restante seria quitado após a entrega da “encomenda”.

O órgão ambiental descobriu que o suspeito tem familiares que já foram autuados por crimes contra fauna no Tocantins. No momento em que ele foi flagrado em Portugal, os ovos estavam presos à sua cintura, envolvidos numa meia-calça.

Os ovos foram levados para o Zoológico de Lisboa, onde ficarão numa incubadora. Enviá-los de volta ao Brasil imediatamente seria arriscado. As aves já nascidas é que devem devolvidas posteriormente.

Segundo o Ibama, qualquer remessa de fauna ao exterior sem autorização é infração grave. Brasil e Portugal são signatários de uma convenção internacional contra o tráfico de espécies ameaçadas.

O brasileiro tinha os ovos amarrados ao corpo. (Foto: Divulgação/Ibama)

O brasileiro tinha os ovos amarrados ao corpo. (Foto: Divulgação/Ibama)

 

Ovo desembrulhado. (Foto: Divulgação/Ibama)

Ovo desembrulhado. (Foto: Divulgação/Ibama)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


17 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Jovem compra mãe e filhote de preguiça em feira e os entrega a museu no Pará

Uma jovem que viu uma mãe e um filhote de bicho-preguiça mal-alimentados e machucados à venda por R$ 50 numa feira de Belém comprou os animais e os entregou ao Museu Emílio Goeldi para que recebessem cuidados veterinários, segundo informações da instituição.

O veterinário que está cuidando das preguiças, Messias Costa, disse que elas têm a saúde muito debilitada e não há previsão de quando estarão recuperadas. Ele explica que se tratam de animais muito sensíveis e adaptados a viverem pendurados nas árvores a certa altura do chão. Só de saírem de seu habitat já correm risco de morte, por não encontrarem comida adequada e não serem imunes às doenças a que não estão acostumadas a serem expostas.

No caso do filhote, o risco era ainda maior, segundo Costa. “Quando há restrição alimentar, as mães dessa espécie abandonam os filhotes”, explica. O veterinário conta que a mãe teve as garras quebradas, possivelmente para ganhar uma aparência mais dócil. Para conseguirem se agarrar aos galhos, as preguiças têm garras longas. O filhote está tendo que receber alimentação artificial devido ao estado da mãe. Ainda assim, os dois foram deixados juntos no intuito de reduzir o estresse por estarem em ambiente estranho e terem sofrido maus-tratos. (Fonte: Dennis Barbosa/ Globo Amazônia)

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26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Tráfico de animais silvestres moveu R$ 7 bilhões no Brasil em 10 anos

Quadrilhas desafiam autoridades e alimentam lucrativo mercado criminoso.
Centenas de animais, muitos em risco de extinção, são capturados.

As quadrilhas desafiam as autoridades e alimentam um mercado lucrativo e criminoso.

Centenas de animais, muitos em risco de extinção, são capturados diariamente, e muitos acabam morrendo antes de chegar ao destino final.

Em dez anos, quase seis milhões de pássaros foram comercializados ilegalmente no país, um mercado que movimentou R$ 7 bilhões na última década.

A reportagem é de Carlos de Lannoy, Mahomed Saigg, Junior Alves e Felipe Wainer.

Uma pequena armadilha, uma simples arapuca. “Como esses animais são territoriais, os machos vai atrair o outro. Se ele pousar aqui, desarma a armadilha”, afirma.

O Ibama diz que o tráfico de aves começa com caçadores que capturam e escondem as aves em depósitos improvisados no meio da mata.

Agente: Tem arma em casa?
Homem: Arma? Não.

O fiscal encontra três armas – todas carregadas – e dezenas de curiós, canários, coleiros, trinca-ferros e dois periquitos. As gaiolas estão sujas, os animais, amontoados, falta comida: sinais de maus-tratos.

Deraldo Gomes dos Santos diz que mora no local e nega envolvimento com o tráfico.

Repórter: Passarinho que canta não vale muito dinheiro?
Homem: Um curió custa mais de R$ 2 mil, não é isso. Eu não vendo passarinho, eu tenho passarinho para me divertir dentro de casa. Abre a porta, só o que eu tenho é uma televisão, uma geladeira e pronto, e os passarinhos cantando.

Os fiscais identificam cada uma das aves. É um trabalho minucioso que só termina no início da noite. As gaiolas viram uma imensa fogueira.

Preso em flagrante, Deraldo foi levado para Santanópolis, a 160 quilômetros de Salvador, mas os agentes encontram a delegacia fechada e recebem a informação de que a cidade está sem delegado. “O que acontece é que é que a gente saindo do município não existe garantia que uma delegacia de outro município vá receber. Então ele vai ser liberado e a gente vai encaminhar a denúncia para o Ministério Público”, explica o agente federal do Ibama Roberto Cabral Borges.

A impunidade é a regra. Comerciantes ganham dinheiro oferecendo animais livremente em feiras do interior.

Produtor: Posso dar uma olhadinha?
Vendedor: Pode.
Produtor: Está quanto ele?
Vendedor: R$ 50.

Em um mercado de Feira de Santana, na Bahia, homens, mulheres e até menores vendem passarinhos…

Produtor: Canário está quanto?
Vendedor: R$ 40.

… macacos…

Produtor: Tem quantos aqui?
Vendedora: Três. É porque é pequenininho, é próprio para criar mesmo.

… e papagaios por encomenda.

Produtor: Papagaio eu consigo aqui?
Vendedor: Consegue.
Produtor: Quanto é?
Vendedor: Mas é mais difícil de achar.
Produtor: Mas, quanto o papagaio?
Vendedor: R$ 400, depende do papagaio.

Milhões de aves são capturadas todos os anos no Brasil. A maioria, segundo o Ibama, cai na mão de traficantes que alimentam um mercado estimado em cerca de R$ 7 bilhões. Ver um periquito rei voltar para a natureza é um privilégio. Chega a ser emocionante.

Um estudo do Ibama apontou que a exploração das aves que tem o dom de cantar é uma das principais causas de perda da biodiversidade no país, e os pesquisadores chegaram a uma surpreendente constatação: a criação legalizada vem contribuindo com o tráfico de animais silvestres.

“Fiscalização do Ibama, a gente veio olhar o plantel dele de passarinho. Abre a casa por favor”, afirma um agente.

As irregularidades atingem parte dos 400 mil criadores autorizados no país. Segundo o Ibama, cada um possui em média 20 pássaros, o que dá um total de aproximadamente 8 milhões de aves em cativeiro.

A inspeção em um criadouro de Feira de Santana dá a dimensão do problema: eles checam notas fiscais, medem o tamanho e conferem os números das anilhas de cada passarinho.

O problema é que o Ibama autoriza apenas uma anilha por animal. Para aumentar a quantidade de animais, os criadores falsificam anilhas com a mesma numeração e, para não levantar suspeitas, trocam esses animais entre si. Ou seja, a mesma numeração pode estar espalhada em mais de um criadouro, com diferentes passarinhos, dando uma aparência de legalidade a um animal capturado de maneira criminosa.

“Esses trinca-ferros aqui, você tem as anilhas todas falsificadas. Nenhuma dessas anilhas daqui são anilhas do Ibama. Isso significa que todos esses animais aqui foram capturados na natureza e inserida a anilha neles para acobertar”, explica um agente do Ibama.

Um proprietário tem uma estante carregada de troféus. São títulos conquistados em torneios de canto de pássaros, atividade muito comum no Brasil. Ele admite que participa do comércio de aves entre criadores, o que é ilegal.

Inspetor do Ibama: Esses pássaros você comprou aonde?
Proprietário dos pássaros: A gente vai comprando na mão de criador. Um vai passando para o outro, vai passando para o outro.

O criador de Feira de Santana disse que trouxe aves de Belo Horizonte e Recife.

O Ibama diz que aves muito valorizadas no Brasil acabam sendo vendidas para os Estados Unidos e a Europa. A principal rota de entrada é Portugal. Aranhas, insetos e répteis são enviados até pelos Correios.

A jiboia princesa diamante, uma espécie rara de pele branca e olhos negros avaliada em US$ 1 milhão, foi levada para os Estados Unidos em 2011. O americano que comprou a jiboia informou que ela morreu no cativeiro.

“Ele já foi processado nos Estados Unidos, e atualmente as negociações estão para repatriamento dos filhotes desse animal. Ele informou que o animal morreu. Nós temos dúvidas em reação a isso, porque temos alguns vídeos que tratam esse animal como se ele ainda estivesse vivo”, afirma um agente do Ibama.

No Brasil, as aves apreendidas pelo Ibama, que não têm condições de se readaptar à natureza, são levadas para centros de triagem de animais silvestres. As demais são libertadas e fazem o trabalho de fiscalização valer a pena.

“Cada passarinho que a gente resgata, cada animal que a gente resgata, ver o animal voltando a voar, ver a alegria do animal de recuperar a liberdade. Isso vale a pena”, comemora o agente do Ibama.

Acesse e veja o vídeo: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/01/trafico-de-animais-silvestres-moveu-r-7-bilhoes-no-brasil-em-10-anos.html

 

Fonte: Bom dia Brasil


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Comissão debate bem-estar da fauna selvagem

Membros da Comissão Nacional de Animais Selvagens - CNAS

Membros da Comissão Nacional de Animais Selvagens - CNAS Foto: CFMV

“Fomentar o bem-estar da fauna selvagem de vida livre e em cativeiro, fortalecendo a atuação do médico veterinário e do zootecnista nas áreas da conservação da produção de animais selvagens”. Foi com essa visão que, durante os dias 25 e 26 de julho, a Comissão Nacional de Animais Selvagens (CNAS), do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), esteve reunida, na sede do conselho, em Brasília, para discutir estratégias e ações futuras de atuação. A importância do responsável técnico para os animais selvagens, o combate ao tráfico de animais e a criação de comissões de animais selvagens nos conselhos regionais do país foram os principais temas discutidos na reunião.

A comissão apontou a falta de conscientização sobre a importância da atuação dos médicos veterinários e zootecnistas como um dos principais problemas na criação e comercialização de animais selvagens. “A presença dos médicos veterinários e zootecnistas é fundamental para garantir a qualidade de vida dos animais silvestres”, defendeu o presidente da CNSA, Rogério Ribas Lange, médico veterinário do Paraná.

Na avaliação dos integrantes da comissão, não é condenável ter animais selvagens em cativeiro, mas tudo deve ser feito dentro da legalidade. “É necessário esclarecer à sociedade que levar animais encontrados na natureza para casa é ilegal. As pessoas interessadas em criar bichos selvagens em seu domicílio devem procurar cativeiros de origem legal e atender às exigências para criação. Desta forma, elas ajudam na conservação da biodiversidade”, afirmam.

Ao final da reunião, a CNSA adiantou algumas ações necessárias para estimular a criação de comissões de animais selvagens em cada um dos conselhos regionais. “Pretendemos fomentar o reconhecimento e a valorização das classes médica veterinária e zootécnica em todos os estados. Além disso, vamos trabalhar para integrar os órgãos fiscalizadores na regulamentação do setor e atuar junto às universidades para melhorar a qualificação profissional”.

Fonte: CFMV


5 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Filhotes de pássaros atraem mais de cem voluntários ao Ibama no Recife

Uma apreensão de 517 filhotes de papagaios, papagaios-galegos e maritacas que ocorreu na última semana em Pernambuco tem movimentado a sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), de Recife.

A pouca quantidade de funcionários no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para cuidar dos espécimes, que recebem alimentação pelo menos três vezes ao dia e precisam ser observados constantemente, chamou a atenção de mais de uma centena de voluntários, que passaram a frequentar diariamente o local.

Os filhotes, encontrados na caçamba de um caminhão na região de Juazeiro, seriam comercializados ilegalmente em Petrolina e em Recife. Eles estavam em gaiolas, em más condições, e precisavam ser socorridos com urgência para que não morressem.

 

Com apenas três funcionários, o Cetas teve que pedir ajuda. Segundo Edson Lima, analista ambiental do Ibama, tudo começou com uma mensagem via e-mail para um grupo de cinco pessoas. “A mensagem foi colocada em sites de relacionamento e houve uma ‘explosão’ de voluntários nos procurando para alimentar esses animais”, disse Lima.

Filhote de papagaio recebe alimento especial dado por voluntária em centro de triagem do Ibama, em Recife (PE) (Foto: Reprodução/TV Globo)Filhote de papagaio recebe alimento especial dado por voluntária em centro de triagem do Ibama, em Recife (PE) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Outros cinco especialistas foram contratados temporariamente para dar conta. “Além deles, já contamos 133 voluntários e continuamos recebendo ligações de diversas pessoas. Tivemos que criar um esquema de grupos de dez pessoas por turno para alimentar os animais. Não estamos recusando ninguém, mas a preferência é para aqueles envolvidos com a biologia ou medicina veterinária”, disse Lima.

Necessidade
Como a base do Cetas em Recife é pequena, os papagaios e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada. Por dia, são consumidos seis quilos de ração especial, ao custo de R$ 200.

“Além do alimento, precisávamos de seringas, luvas e óculos especiais para quem fosse cuidar dos bichos. Estamos tendo ajuda de duas organizações ambientais, uma brasileira e uma norte-americana, que estão nos doando os materiais”, disse Edson Lima.

Os filhotes de papagaio e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada do Cetas. O tratamento especial deve demorar dois anos, até que as aves possam ser reincorporadas à natureza (Foto: Reprodução/TV Globo)Os filhotes de papagaio e maritacas foram colocados em caixotes em uma sala improvisada do Cetas. O tratamento especial deve demorar dois anos, até que as aves possam ser reincorporadas à natureza (Foto: Reprodução/TV Globo)

Por pelo menos dois anos esses animais receberão tratamento especial, até conseguirem sobreviver sozinhos na natureza. Entretanto, devido à falta de espaço no Centro de Triagem e à possibilidade de novas apreensões ainda este ano, as aves serão distribuídas para o Centro de Manejo de Fauna da Caatinga da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, e para um viveiro de uma igreja em Vitória de Santo Antão.

Crime ambiental
O comércio de aves, como os papagaios e a maritaca, é controlado pelo Ibama. Entretanto, Lima afirma que o tráfico de animais continua constante em Pernambuco, apesar do reforço na fiscalização feito por agentes do instituto e pela Polícia Ambiental.

Segundo o Cetas, em todo ano de 2010, 5.843 animais foram apreendidos, sendo que mais de 5 mil eram aves. De janeiro até 19 de setembro de 2011, 5.072 animais foram levados ao centro para cuidados, sendo 4.478 aves. “Até o fim do ano, este número pode aumentar, pois o crime continua acontecendo”, disse o analista ambiental.

Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza


10 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Casal é preso em Arapongas por vender animais silvestres pela internet

Policiais federais e fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) prenderam um casal de Arapongas, Norte do estado, na manhã desta quarta-feira (10), acusado de vender animais silvestres pela internet. As prisões fazem parte da Operação Araponga, deflagrada em sete estados do Brasil, que visa coibir a venda de animais silvestres sem autorização do Ibama.

Promoção divulgada no site do casal preso: Jaguatirica custava R$ 13 mil (Reprodução)

Promoção divulgada no site do casal preso (www.zoopets.com.br): Jaguatirica custava R$ 13 mil (Reprodução)

Entre os animais vendidos pelo casal estavam Jaguatirica (R$ 13 mil), Arara-Azul (R$ 55 mil) eÁguia Chilena (R$ 9,5 mil). Os policias estiveram no escritório, instalado na área central do município, onde encontraram pelo menos 30 animais, entre lagartos, aves e quatis.

Foram cumpridos seis mandados de prisão e 25 de busca e apreensão no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Bahia eParaíba. A operação conta com a participação de 150 policiais federais e 106 fiscais do Ibama. Os investigados responderão pelos crimes de tráfico internacional de fauna, tráfico de animais silvestres nativos, estelionato, sonegação fiscal, falsidade ideológica e biopirataria.

Um tucano, encontrado em um depósito, foi apreendido durante a Operação Arapongas (PF/Divulgação)

Um tucano, encontrado em um depósito, foi apreendido durante a Operação Arapongas (PF/Divulgação)

Operação

A investigação da PF aponta que a quadrilhacomercializava animais pela internet, no Brasil e no exterior. O site não tinha autorização do Ibama. Os investigados recebiam encomendas de vários tipos de animais, como répteis, anfíbios, mamíferos e pássaros. Esses animais também seriam obtidos por meio ilícito, como criadouros irregulares e captura de animais silvestres na natureza. De acordo com a PF, a comercialização de animais silvestres não é proibida, desde que todas as espécies tenham autorização do Ibama.

Os locais estão sendo fiscalizados pelo Ibama e serão autuados, de acordo com as irregularidades encontradas. Todos os animais em situação irregular serão apreendidos .

Detalhes da operação serão repassados pela Polícia Federal, na tarde desta quarta, durante entrevista coletiva na sede da PF em São Paulo.

Fonte: GRPCOM – G1.com Paraná


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Máfia da tartaruga’ deixa espécie sob ameaça de extinção

A intensificação da caça de tartarugas em Madagascar, que agem protegidos por um esquema que envolve autoridades corruptas, está ameaçando os répteis de extinção no Oceano Índico, segundo denúncia de ambientalistas.

Eles dizem que a crescente demanda local pela carne e no exterior pelo casco, usado como afrodisíaco, e pelo réptil como animal doméstico, favoreceu o que batizaram de “máfia das tartarugas”.

”Todo mundo está comendo e todo mundo está traficando. E assim que essas pessoas são levadas a julgamento, surgem organizações mafiosas que as ajudam a escapar”, afirma o presidente da ONG local Aliança de Grupos de Conservação, Ndranto Razakamanarina.

Segundo o relato de outro ambientalista, Tsilavo Rafeliarisoa, dois caçadores de tartarugas foram encontrados no ano passado no sul do Madagascar com 50 animais.

Mas é constante ver caçadores percorrendo vilarejos em grupos de até cem pessoas, que chegam a recolher milhares de tartarugas em algumas semanas.

Segundo os ambientalistas, eles costumam estar fortemente armados, a fim de coibir quem tentar impedi-los.

‘Sem defesa’ – ”Quando uma gangue de caçadores munida de armas e machetes chegam para roubar tartarugas, um vilarejo fica sem defesa”, afirma Rafeliarisoa.

Segundo o ambientalista, com o aumento de preços de alimentos, está crescendo o número de pessoas que comem tartarugas.

O animal se tornou um tira-gosto popular em cidades ao sul do país, Tsiombe e Belonka, até mesmo entre autoridades governamentais que deveriam estar à frente de campanhas para impedir a extinção desses répteis.

”Eles dizem ‘me dê o especial’. E o especial é carne de tartaruga. É um grande mercado”, afirma Rafeliarisoa.

Herilala Randrianahazo, da ONG Aliança pela Sobrevivência das Tartarugas, disse que recentemente esteve em Tsiombe e em Beloka, onde se fez passar por um turista para conferir quão regularmente a carne de tartarugas constava de menus de restaurantes.

Ele descobriu que um prato de carne de tartaruga, cozida no tomate, com alho e cebolas era vendido por US$ 2,50 (R$ 4) e servido em menos de 30 minutos.

”Eu mandei o prato de volta e o garçom me disse que poderia me arrumar algo diferente. Até mesmo um animal vivo, naquele mesmo instante”, conta Randrianahazo.

Afrodisíaco – Os grupos de traficantes de tartarugas são, segundo ambientalistas, bem organizados e chegam a vender os animais no mercado negro em países asiáticos, como a Tailândia.

Asiáticos ricos consideram as tartarugas animais domésticos exóticos e estão dispostos a pagar até US$ 10 mil por cada um (cerca de R$ 16 mil).

Seguidores da medicina tradicional asiática costumam comprar cascos de filhotes de tartarugas, a fim de usá-los em misturas que supostamente aumentam o desempenho sexual.

Ambientalistas contam que traficantes chegam a colocar até 400 animais dentro de suas bagagens, antes de embarcá-las para cidades como Bangcoc.

Fonte: Portal iG


8 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Suspeitos tentam transportar aves em caixas de leite em Minas Gerais

Apreensão de 36 aves ‘trinca-ferro’ aconteceu no interior do estado.
Pássaros seriam comercializados ilegalmente em São Paulo.

Fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) apreenderam 36 pássaros conhecidos como ‘trinca-ferro’ na cidade de Santo Antônio de Amparo, em Minas Gerais, que seriam transportados em caixas de leite longa vida até a cidade de São Paulo, onde seriam comercializados.

Três pessoas foram detidas em uma casa com transportadores de pássaros, uma armadilha para captura e 224 caixinhas vazias de leite.

Os homens foram detidos e receberam multa equivalente a R$ 54 mil.

Os animais e objetos que seriam utilizados no contrabando foram encaminhados para o escritório do Ibama em Lavras. O crime foi registrado no último dia 1º, mas divulgado somente nesta terça-feira (7).

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

A fiscalização do Ibama apreendeu gaiolas e caixas de leite longa vida em um bairro de Santo Antônio do Amparo (MG). Os objetos seriam utilizados no transporte de 36 pássaros 'trinca-ferro' (Foto: Divulgação/Ibama)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo.


27 de maio de 2011 | nenhum comentário »

Brasileiro é flagrado em Lisboa com 30 ovos de aves amarrados ao corpo

Autoridades portuguesas devolveram o suspeito a Brasília.
Ovos não tinha documentação e ficaram numa incubadora em Portugal.

Um brasileiro foi flagrado pela alfândega no Aeroporto de Lisboa tentando entrar com 30 ovos de aves sem documentação. As autoridades locais o mandaram de volta ao Brasil e ele foi recebido pelo Ibama na madrugada desta quinta-feira (26) no Aeroporto de Brasília. Ele foi multado em R$ 65 mil por transporte ilegal de fauna e remessa de material genético ao exterior.

O suspeito ainda foi conduzido à Polícia Federal para prestar esclarecimentos e deve responder a inquérito criminal por tráfico internacional de fauna.

Segundo o Ibama, enquanto era multado, ele confessou o crime e disse que um cidadão português o esperava em Lisboa para receber os ovos, que seriam de papagaios. Contou ainda que recebeu parte do pagamento antecipadamente, e que o restante seria quitado após a entrega da “encomenda”.

O órgão ambiental descobriu que o suspeito tem familiares que já foram autuados por crimes contra fauna no Tocantins. No momento em que ele foi flagrado em Portugal, os ovos estavam presos à sua cintura, envolvidos numa meia-calça.

Os ovos foram levados para o Zoológico de Lisboa, onde ficarão numa incubadora. Enviá-los de volta ao Brasil imediatamente seria arriscado. As aves já nascidas é que devem devolvidas posteriormente.

Segundo o Ibama, qualquer remessa de fauna ao exterior sem autorização é infração grave. Brasil e Portugal são signatários de uma convenção internacional contra o tráfico de espécies ameaçadas.

O brasileiro tinha os ovos amarrados ao corpo. (Foto: Divulgação/Ibama)

O brasileiro tinha os ovos amarrados ao corpo. (Foto: Divulgação/Ibama)

 

Ovo desembrulhado. (Foto: Divulgação/Ibama)

Ovo desembrulhado. (Foto: Divulgação/Ibama)

 

Fonte: Globo Natureza, em São Paulo


17 de julho de 2009 | nenhum comentário »

Jovem compra mãe e filhote de preguiça em feira e os entrega a museu no Pará

Uma jovem que viu uma mãe e um filhote de bicho-preguiça mal-alimentados e machucados à venda por R$ 50 numa feira de Belém comprou os animais e os entregou ao Museu Emílio Goeldi para que recebessem cuidados veterinários, segundo informações da instituição.

O veterinário que está cuidando das preguiças, Messias Costa, disse que elas têm a saúde muito debilitada e não há previsão de quando estarão recuperadas. Ele explica que se tratam de animais muito sensíveis e adaptados a viverem pendurados nas árvores a certa altura do chão. Só de saírem de seu habitat já correm risco de morte, por não encontrarem comida adequada e não serem imunes às doenças a que não estão acostumadas a serem expostas.

No caso do filhote, o risco era ainda maior, segundo Costa. “Quando há restrição alimentar, as mães dessa espécie abandonam os filhotes”, explica. O veterinário conta que a mãe teve as garras quebradas, possivelmente para ganhar uma aparência mais dócil. Para conseguirem se agarrar aos galhos, as preguiças têm garras longas. O filhote está tendo que receber alimentação artificial devido ao estado da mãe. Ainda assim, os dois foram deixados juntos no intuito de reduzir o estresse por estarem em ambiente estranho e terem sofrido maus-tratos. (Fonte: Dennis Barbosa/ Globo Amazônia)

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