26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Mais de 100 animais silvestres são resgatados de zoológico superlotado no México

Mais de uma centena de animais, entre eles ursos, búfalos, dromedários e tigres, foram resgatados de um zoológico, propriedade de um deputado de Puebla (centro), onde estavam em condições deploráveis, informou nesta segunda-feira a Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente (PROFEPA).

O zoológico “Club de los Animalitos”, localizado em Tehuacán (Puebla), a 200 km da capital mexicana, “operava em uma construção inadequada para o manejo de um total de 240 exemplares de vida silvestre”, razão pela qual foram resgatado “um total de 101 animais (…) por superlotação, falta de tratamento digno” ou por problemas na comprovação de sua procedência legal, indica um comunicado da PROFEPA.

Depois de receber denúncias de cidadãos, as autoridades realizaram uma operação na qual constataram que o local contava com “pequenas jaulas em um espaço reduzido, praticava maus-tratos, e inclusive observou que as fezes de uns caíam sobre os outros animais”, afirma.

Os animais, entre eles tigres, primatas, leões, ursos, antílopes, búfalos e aves, não contavam com locais para dormir ou pisos adequados, “situações que provocam em alguns animais condutas violentas estereotipadas, lesões e brigas entre eles, pela falta de espaço e compatibilidade”, explicou a PROFEPA.

O “Club de los Animalitos” é propriedade de Sergio Gómez, empresário e deputado em Puebla pelo conservador Partido Ação Nacional, que aparece acariciando seus animais nos cartazes publicitários do zoológico.

O legislador defendeu o local, afirmando que conseguiu realizar a reprodução bem-sucedida de várias espécies, principalmente felinos, mas os vizinhos do conjunto habitacional no qual se localiza se queixam constantemente.

Segundo as autoridades, o estabelecimento não conta com medidas de segurança para o público visitante e para os próprios animais, já que eles estão ao alcance das mãos, e não tem uma equipe veterinária capacitada.

Fonte: Terra


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Osteopata de elefantes ajuda bebês órfãos a superar traumas

A pequena Wendi entrou em estado de choque quando viu sua mãe morrer e não conseguia respirar normalmente. Somente com a ajuda de um osteopata pioneiro o animal superou o trauma e cresceu normalmente.

A história de Wendi, um bebê elefante no Quênia, é uma das que Tony Nevin, que há duas décadas viaja pelo mundo tratando todos os tipos de lesões em animais selvagens, melhor se recorda.

Tudo começou quando Nevin, que até então tinha apenas pacientes humanos, ofereceu seus serviços em um centro de resgate de animais perto de sua casa na Inglaterra para ajudar um quati doente que não respondia a nenhum tratamento.

Desde então, Nevin tratou de elefantes a pássaros, morcegos, rinocerontes e cobras. E a chave muitas vezes são as emoções, disse ele à BBC Mundo.

Nevin é um osteopata, ou seja, alguém que trata doenças e dores manipulando coluna, músculos e articulações dos pacientes.

PRESSÃO COM AS MÃOS

“No caso dos bebês elefantes que ficaram órfãos, (eles) muitas vezes viram a mãe morrer nas mãos de caçadores e predadores. Esse choque tende a se manifestar de forma que o diafragma, a cabeça e o maxilar se contraem”, disse Nevin.

A tensão no diafragma faz com que o animal não respire normalmente e isso acaba afetando todo o seu sistema digestivo, impedindo-o de se alimentar corretamente ou responder ao tratamento convencional com remédios. Alguns animais não sobrevivem, outros vivem com problemas por toda a vida.

“É uma reação de reflexo, parecida com o sofrimento humano em casos de choque. No tratamento, uso as mãos e as mesmas técnicas que aprendemos em cursos básicos para tratar as pessoas.”

É como afinar um instrumento musical, no caso o sistema nervoso central, ou seja, cérebro e espinha dorsal, disse o osteopata à BBC.

Colocando delicadamente as mãos sobre o paciente, ele trabalha com a respiração para alterar o estado do diafragma, “liberando a pressão cuidadosamente como se afrouxasse um elástico”.

Com diferentes tipos de pressão, Nevin envia mensagens para o sistema nervoso central do animal.

“A medida que o elefante inspira e expira, eu altero a pressão com as mãos, o que envia mensagens para a coluna para aumentar a comunicação com o diafragma. Eu também posso usar os pontos de pressão na mandíbula para ajudar a relaxar os músculos nesta área corpo.”

Nevin diz que “é algo semelhante ao que acontece com uma pessoa, quando está muito tensa e range os dentes”.

Exercendo pressões de intensidades diferentes com as mãos para acompanhar a respiração do animal, Nevin restaura a comunicação entre os músculos e o sistema nervoso central “que sabe como operar normalmente, o problema é o estado de choque”.

A pneumonia é outra condição que pode afetar os órfãos de elefante, que não têm a proteção do corpo da mãe. “Elefantes não podem tossir, mas algum movimento pode ser feito para o fluido suba a partir dos pulmões para ser expelido.”

MUDANÇA DRAMÁTICA

Alguns elefantes respondem a um único tratamento, enquanto outros exigem várias sessões. Nos jardins zoológicos na Inglaterra, Nevin também usa câmeras infravermelhas que mostram problemas no fluxo sanguíneo do animal em uma tela.

O resultado pode ser dramático. “Você vê uma grande mudança no comportamento e na personalidade (do elefante). Lembro-me de um caso na Tailândia, o da elefante adulta Dah, que ficou aterrorizada por todos os ruídos da cidade e pelo bosque. Ela só andava unida pela tromba aos companheiros.”

Dah trabalhou arrastando troncos, mas quando o governo tailandês proibiu a exportação de algumas madeiras, os elefantes ficaram “desempregados” e foram levados para Bangcoc para trabalhar com turistas.

“Após duas semanas, pudemos tratá-la e liberar a tensão em seu corpo. A mudança foi dramática, ela só queria brincar. Os tratadores e eu ficamos com lágrimas nos olhos.”

As técnicas utilizadas são semelhantes no caso de outras espécies. “É como se fosse um computador. Você precisa reiniciar o sistema nervoso e existem muitas técnicas diferentes para fazer isso.”

Quando trata de cobras, Nevin recebe ajuda de suas pessoas, para que o animal “não se enrole em meu corpo”. “Cobras também têm tensão nos músculos”, afirma.

O interesse pelo uso da osteopatia em animais está crescendo e duas universidades, no País de Gales e em Londres, já oferecem cursos de pós-graduação. O osteopata diz que espera um dia poder trabalhar com grandes felinos e outras espécies na América Latina.

O REENCONTRO

Para Nevin, uma das maiores satisfações de seu trabalho é “ter o privilégio de trabalhar com animais selvagens que, quando eles são saudáveis, rejeitam qualquer contato, mas quando estão mal permitem que eu me aproxime”.

Outra grande alegria para o osteopata britânico é que os animais tratados voltem à natureza, como Wendi.

“Quando tratei dela, ela tinha três semanas de vida e estava com pneumonia. Sete anos depois, eu estava em um lago no Parque Nacional de Tsavo, no Quênia, com vários bebês órfãos quando um grupo de elefantes adultos se aproximou. Um deles foi direto para mim e começou a me cheirar da cabeça aos pés, para a surpresa dos guardas do parque, que me perguntaram se eu conhecia o animal.”

“‘Ela tem sete anos?’, Perguntei. ‘Sim’, responderam, ‘e o nome é Wendi’.”

“Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida.”

Fonte: BBC Brasil


11 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Borrachudos podem ajudar no tratamento de inflamações

Cientistas descobrem uma proteína presente na saliva do inseto que, além de anticoagulante, ajuda a regular o processo de inflamação no organismo

Cientistas da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, encontraram uma utilidade para os borrachudos, conhecidos pela picada dolorida. Os pesquisadores descobriram que os insetos podem ajudar no combate ao processo de inflamação. O trabalho foi publicado no periódico PLoS One.

Para que os insetos se alimentem do sangue humano, eles precisam superar uma série de mecanismos de defesa do organismo presentes no sangue. Por exemplo, a saliva desses insetos possui anticoagulantes para aumentar a velocidade do fluxo de sangue no local da picada.

A equipe do entomologista Don Champagne descobriu que uma proteína presente na saliva do inseto e que inibe a formação de coágulo no sangue também controla o processo de inflamação por meio de duas enzimas, a elastase e a catepsina G.

Os cientistas acreditam que a descoberta pode abrir caminho para a criação de medicamentos para tratar, por exemplo, pacientes que se recuperam de doenças do coração. “A inflamação é uma das principais causas de lesão nos tecidos em doenças vasculares”, disse Champagne. “A ideia de um único fator capaz de inibir o coágulo e a inflamação ao mesmo tempo é muito interessante e inovadora.”

Saiba mais

BORRACHUDOS
Os borrachudos são pequenos insetos voadores da família Simuliidae. Gostam de locais úmidos, de preferência próximos a riachos e cachoeiras. Impressionam pela quantidade e pela picada, que pode causar alergia. O borrachudo transmite a oncocercose, uma doença parasitária que causa lesões na pele e secreção nos olhos.

ELASTASE
A elastase é uma enzima responsável pela degradação das fibras elásticas. Ela ajuda a determinar as propriedades do tecido conjuntivo, que dá sustentação e preenchimento ao corpo humano.

CATEPSINA
As catepsinas são proteínas que quebram outras proteínas e são encontradas em todos os animais.

O borrachudo é o nome popular de um pequeno mosquito que vive em regiões úmidas. No Brasil, são 50 espécies

O borrachudo é o nome popular de um pequeno mosquito que vive em regiões úmidas. No Brasil, são 50 espécies (Thinkstock)

Fonte: Veja Ciência


27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Tesouro silvestre

Embrapa Cerrados planeja colocar no mercado espécies de maracujá melhoradas geneticamente que podem trazer uma série de benefícios à saúde, como auxiliar no combate à obesidade, prevenir doenças e ajudar o bom funcionamento do sistema nervoso.
Na história da humanidade, o rico arsenal de sabedoria popular norteou a lapidação científica de seus elementos culturais mais preciosos, em todas as áreas do conhecimento. Foi assim com a medicina, a música, a engenharia e a literatura, que nasceram do saber comum e consolidaram sua forma erudita e sofisticada a partir das raízes do passado e da ciência rústica do próprio povo. Dentro desse espectro de criatividade e de transformações, a Embrapa Cerrados é um dos mais bem estruturados laboratórios para explorar a passagem do antigo para o novo e confirmar que, das fontes populares, é possível reinventar os frutos da natureza.

 

Muitos desses alimentos, que nascem e crescem no mato, parecem ásperos, pequenos e pobres em substâncias bioativas, mas, depois, como num passe de mágica, revelam vigor e riqueza energética na pele, na raiz, nas folhas e na polpa. Um simples maracujá nativo como o da espécie Passiflora setacea, por exemplo, esbanja substâncias como flavonoides, poliaminas, esteróis (o colesterol das plantas, precursor de hormônios), vitaminas e sais minerais que ajudam a regular o organismo, e agora está pronto para ganhar espaço nas feiras, mercados e frutarias. Para isso, foi executado um delicado trabalho de melhoramento genético pelo agrônomo José Orlando de Melo Madalena e sua equipe da Embrapa Cerrados, um trabalho que durou dois anos e meio, desde a revelação de suas qualidades.

Hoje, a variedade BRS Pérola do Cerrado, como passou a ser chamado esse pequeno e redondo maracujá esverdeado, está em vias de entrar na cadeia produtiva da região. “Não adianta mostrar que um determinado fruto ou planta faz bem para a saúde, se as pessoas não têm como comprá-los – seja porque não existe a produção comercial sustentável, seja por não existir condições de logística para colocar o produto no mercado”, observa Ana Maria Costa, que coordena o projeto das passifloras nativas. Quem pode tornar possível o acesso à Pérola do Cerrado – de sabor adocicado, mais acentuado do que o da Passiflora alata, o maracujá-doce – é a Rede Passitec, que reúne 27 instituições de pesquisa públicas e privadas e mais de 100 colaboradores.

De acordo com Ana Maria, a rede procura parceiros para viabilizar a venda no mercado do P. setacea e da BRS Vita, ou P. tenuifila. “Concentramos esforços nessas duas variedades em virtude do potencial funcional e medicinal. As pesquisas mostraram que as duas são ricas em compostos antioxidantes e fenólicos, importantes para prevenir doenças cardiovasculares, e podem ter efeito benéfico ao sistema nervoso”, explica a agrônoma. Segundo ela, a Rede Passitec existe para gerar tecnologias e fomentar todas as etapas do sistema produtivo, até a cadeia comercial.

Ela destaca o avanço agronômico para o sucesso da rede, que levará as frutas ao mercado tanto para o consumo in natura como para a fabricação de ingredientes para uso em alimentos. Diante desse rico potencial de cerca de 200 espécies nativas conhecidas no Brasil, os técnicos da Embrapa e de instituições parceiras, como Universidade de Brasília (UnB), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre outras, se debruçam na análise de cinco passifloras – edulis (maracujá azedo), incarnata (cujos frutos não são comestíveis), alata, tenuifila e setacea. A mais conhecida é a edulis, de forte apelo comercial, não apenas na indústria de sucos e de sorvetes. Sua casca é usada na produção de farinha funcional; as folhas, aproveitadas na elaboração de fitoterápicos; e o óleo das sementes entra na composição de cosméticos.

“Além de nutrir, as espécies poderão trazer benefícios para a manutenção da saúde, evitando problemas de obesidade, prevenindo doenças e ajudando o bom funcionamento do sistema nervoso devido à presença dos antioxidantes e das fibras em sua composição”, afirma Ana Maria Costa. Ela considera que o projeto está na reta final e que as variedades chegarão em breve ao mercado. “Acreditamos que seja apenas uma questão de tempo a consolidação de parcerias com o setor privado para a finalização tecnológica para esses produtos começarem a chegar ao consumidor.”

Sono e estresse - Para confirmar o que o ideário popular manifesta sobre a fruta em termos de poderes curativos e preventivos, a Embrapa e o Hospital Universitário de Brasília (HUB) iniciaram este ano uma parceria para testar os efeitos de quatro passifloras no controle do estresse, da enxaqueca, de tremores em idosos e da obesidade, além de avaliar o poder do fruto na recuperação pós-trauma, no equilíbrio do sono, na regeneração celular e como regulador cardiovascular. No projeto-piloto, foi usado o Laboratório do Sono do HUB, onde 21 voluntários se submeteram aos testes. Enquanto o projeto não estiver concluído, os técnicos da Embrapa e HUB não poderão divulgar os nomes das variedades examinadas ou dizer em que situação atuam melhor.

É um estudo do tipo cego, em que os voluntários não sabem se estão ingerindo a verdadeira polpa do maracujá ou uma mistura inócua, com sabor semelhante. No teste-piloto, foi observada apenas a questão do estresse; e em uma segunda etapa, que começa em fevereiro, será a vez da sonolência. Os primeiros resultados são considerados satisfatórios. “Percebemos que houve uma melhora funcional nas pessoas e uma evidente redução de estresse”, afirma a psicóloga Mônica Müller, que coordena a aplicação dos testes no HUB.

O neurologista Nonato Rodrigues, também da UnB, aplica os exames de polissonografia nos voluntários. Esse exame avalia os parâmetros do sono, tais como o tempo que a pessoa leva para adormecer, os estágios do sono REM e RAM, entre outros aspectos. “As pessoas que participam não podem tomar medicamentos que causem sonolência ou apneia do sono. Também não participam aquelas com problemas de epilepsia ou de narcolepsia”, explica Mônica.

As inscrições para o recrutamento para a etapa final do projeto, desta vez para avaliação do sono, terminam em 5 de fevereiro de 2012 (veja serviço). Os voluntários têm de ter disponibilidade para dormir no laboratório do sono por dois fins de semana, com intervalo de duas semanas. Segundo Mônica, o projeto, além de reafirmar as qualidades funcionais e medicinais das plantas, permite que as pessoas se tratem de distúrbios do sono e do estresse.

Serviço - Interessados em participar do grupo de voluntários para testes do efeito de polpas de maracujá sobre o estresse e o sono devem se inscrever pelo email muller.clinica@gmail.com.

Fonte: Correio Braziliense


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Onça-parda é encontrada machucada em rodovia de Mato Grosso

Animal foi encontrado na MT-040 próximo ao município de Rondonópolis.
Bombeiros suspeitam que a onça foi atropelada ao atravessar rodovia.

Uma onça-parda foi encontrada neste domingo na MT-040, próximo a Rondonópolis, cidade que fica a 218 quilômetros de Cuiabá. O animal estava ferido e segundo o Corpo de Bombeiros, a onça provavelmente foi atropelada enquanto tentava cruzar a rodovia.

De acordo com o Sargento Francisco de Assis, do Corpo de Bombeiros da cidade, mesmo machucado, o animal deu um pouco de trabalho para ser capturado. “Nós tentamos fazer a captura do animal que estava na rodovia. Ele realmente estava machucado e apresentava escoriações pelo corpo. A onça estava agressiva e até tentou nos atacar, mas deu tudo certo”, relatou o sargento.

A onça foi examinada por um veterinário do Centro de Zoonoses de Rondonópolis. Segundo o veterinário Marcelo Oliveira, o felino é um macho jovem. “O animal está machucado sim. Ele está com fratura na bacia e talvez tenha alguma lesão na coluna. É um animal feroz e então tivemos que sedar. A onça já foi medicada para evitar hemorragia e vamos aguardar entre 24 e 48 horas para ver se ela restabelece os movimentos vitais”, explicou.

A onça-parda deve ficar no Centro de Zoonoses até se recuperar completamente do atropelamento e apenas depois do tratamento é que os veterinários vão avaliar se o animal terá condições de ser solto na natureza.

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Fonte: G1, MT


31 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Veterinários usam a criatividade para salvar animais em Uberaba

Foram criadas rodas para locomoção, casco de resina e perna mecânica.
Profissionais ajudam até no enfrentamento de doenças como o câncer.

Lobo-guara analisado por estudante no Hospital Veterinário de Uberaba (Foto: Veterinário Cláudio Yudi)

Lobo-guara analisado por estudante no Hospital Veterinário (Foto: Cláudio Yudi/Divulgação)

O Hospital Veterinário de Uberaba, no Triângulo Mineiro, tem chamado a atenção pelo cuidado com os animais e pela criatividade nas técnicas adotadas em tratamentos. Para ajudar os bichos sobreviverem a problemas de saúde como câncer e deficiências físicas, os profissionais já fizeram rodinhas para jabuti, criaram casco de resina, têm ensinado filhotes de cachorros a andar com duas patas, implantaram cauda em beija-flor e até perna mecânica em um lobo-guará, animal típico da região do Cerrado.

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Os animais são para muita gente parte da família, tanto que quando estão doentes a intenção é fazer o que antes parecia impossível se tornar possível. Recentemente veterinários da cidade tentam ajudar três filhotes de cachorro a andar. Bethoven, Pitoco e Vitória têm um problema genético chamado amelia, que causa a falta dos membros superiores. A deficiência é causada tanto por fatores genéticos quanto pelo ambiente. O caso, que é uma raridade na ciência, despertou a atenção dos pesquisadores do Hospital Veterinário: eles não têm as patas da frente.

Segundo o veterinário Cláudio Yudi, filhotes de uma mesma ninhada nasceram com a mesma deficiência, que é algo raro. “Os dois machos já conseguiram andar só com as duas patas de trás, mas a fêmea ainda enfrenta dificuldades e talvez seja preciso a implantação de uma prótese”, explicou. Ainda conforme Yudi, a prótese deve ser uma espécie de cadeira de rodas que irá dar suporte para o animal onde seriam as patas dianteiras. Quando atingirem a idade adulta os animais serão castrados para evitar que as futuras gerações sejam afetadas pelo mesmo problema.

Jabuti rodinhas irmã Maria Helena em Uberaba (Foto: Luiz Vieira/G1)

Irmã Maria Helena e jabuti rodinhas em Uberaba (Foto: Luiz Vieira/G1)

Jabutis ganham nova vida 
Eles têm a fama de serem lentos e até preguiçosos, mas a história de Miguinho, um jabuti que vive na Congregação das Irmãs Dominicanas em Uberaba, é um pouco diferente. Após sofrer um acidente ao passar próximo de um fio de cerca elétrica, o animal pegou uma infecção e perdeu uma das patas. Ele foi um dos pacientes do Hospital Veterinário e lá ganhou vida nova, ou melhor, rodinhas. Foram feitas duas adaptações, a primeira delas implantada no início de março deste ano, onde foi implantada uma rodinha para substituir o membro amputado.

Como o animal demonstrou certa dificuldade de locomoção, uma semana depois foi implantada outra rodinha para dar estabilidade aos movimentos. Hoje Miguinho não enfrenta mais dificuldades, passa apenas por algumas manutenções nas rodinhas no hospital, quando necessário. Segundo a irmã dominicaca, Maria Helena Salazar, o jabuti esta cada vez melhor. “Ele está mais ligeiro, temos que ficar atentos e deixar ele em local plano como foi recomendado pelo veterinário. Quando ele fica solto é preciso ficar atento pra não perder ele no jardim.”-completa.

Outro jabuti que recebeu atenção especial foi Jabite, de apenas oito anos. O animal teve 95% do corpo queimado em um incêndio e não sobreviveria sem a carapaça. Para não sacrificá-lo, a equipe desenvolveu um casco feito com resina odontológica. Foi necessário aproximadamente um ano de tratamento para que Jabite ficasse recuperado e a prótese ajustada. Hoje são necessárias apenas algumas revisões, pois o jabuti ainda é jovem e deverá triplicar de tamanho, ou seja, o novo casco pode quebrar se não for ajustado constantemente. “É preciso um acompanhamento para ver o estado da prótese de resina, pois Jabite ainda deve crescer e pode quebrar o casco. Será preciso fazer pequenos reparos”, ressaltou Cláudio Yudi.

Papagaio passa por cirurgia após ser diagnosticado com câncer
Há alguns anos o papagaio Frederico foi diagnosticado com dois nódulos causados pela fumaça do cigarro. A família que vive com a ave há 19 anos têm vários fumantes e isso transformou Frederico em um fumante passivo. O animal foi tratado no Hospital Veterinário de Uberaba e lá passou por uma cirurgia. Hoje curado vive bem ao lado da família, que dispensou o cigarro quando está perto do falante Frederico.

Beija-flor recebe transplante de cauda
Outro caso curioso tratado pelos especialistas de Uberaba foi o transplante de cauda feito em um beija-flor. A ave teve a cauda arrancada após um ataque de um cachorro. No hospital foi feito um implante para que o beija-flor voltasse a voar normalmente. A cauda do pássaro foi recuperada e colada com cola cirúrgica especial, depois disso ele foi solto.

Animal típico do cerrado, lobo-guará ganha perna mecânica 
Um lobo guará de aproximadamente dois anos foi encontrado em uma fazenda no município de Veríssimo, no Triângulo Mineiro. O animal foi resgatado pela 5ª Companhia da Polícia Militar, muito ferido e com dificuldade para andar. A suspeita é que ele tenha sido atropelado numa rodovia que corta a região.

Após exames foi constatado que o animal estava debilitado, desidratado e com uma fratura exposta no tornozelo da pata traseira esquerda. “A fratura é antiga, ou seja, já existem pontos de cicatrização do osso, mas infelizmente de forma inadequada, o que impede uma possível cirurgia para a correção”, explicou o veterinário Cláudio. O lobo-guará foi encaminhado para o setor de quarentena do zoológico de Uberaba. Uma prótese metálica está sendo fabricada na cidade para que o animal volte a andar normalmente. Dependendo de como o animal reagir à prótese não será preciso amputar a perna. O lobo-guará é uma espécie ameaçada de extinção.

Enquanto as próteses não ficam prontas, a equipe do Hospital Veterinário de Uberaba, composta por especialistas e estudantes, continua desenvolvendo novas ideias e equipamentos para garantir a qualidade de vida dos animais. Para o professor Cláudio Yudi é uma oportunidade para que os alunos tenham contato com a rotina da profissão e também com as mais variadas alternativas de tratamento. “O contato com esses animais é sem dúvida nenhuma um aprendizado para todos nós”, afirmou o veterinário.

 

Fonte: Luiz Vieira, G1, Triângulo Mineiro


28 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Cobras com coração grande dão pistas para tratamento cardíaco em humanos

Píton birmanesa digerindo um rato: mecanismo complexo pode trazer novos tratamentos cardíacos. Foto: Science

As cobras têm má fama por serem criaturas escorregadias e de sangue frio, mas cientistas americanos anunciaram esta quinta-feira (27) que algumas têm corações grandes que podem dar pistas para o tratamento de pessoas com doenças cardíacas.

Segundo estudo publicado na revista Science, o segredo do sucesso da píton birmanesa é a quantidade maciça de ácidos-graxos que circulam em seu sangue após a refeição, que pode ser tão grande quanto um cervo.

As pítons birmanesas são cobras largas, crescem até oito metros e podem ficar sem comer por até um ano.

Cientistas da Universidade de Colorado, em Boulder, descobriram que enquanto a cobra começa a digerir sua presa, óleos naturais e gorduras denominadas triglicerídeos têm um pico mais de 50 vezes acima do nível normal.

Mas a gordura não fica depositada no coração da cobra, devido à ativação de uma enzima chave, que protege seu grande órgão, cuja massa chega a aumentar até 40% nos primeiros dias após a refeição.

Os cientistas identificaram a composição química do sangue da píton depois de comer e injetaram plasma da cobra alimentada ou uma mistura produzida para ter o mesmo efeito nos répteis em jejum.

“Em ambos os casos, as pítons tiveram crescimento e indicadores de saúde cardíacos aumentados”, destacou o estudo.

Em seguida, os cientistas aplicaram o experimento em camundongos e descobriram que os roedores que tiveram injetado tanto o plasma da píton quanto a mistura de ácidos-graxos demonstraram os mesmos resultados.

“Foi notável (observar) que os ácidos-graxos identificados no plasma das pítons alimentadas pudessem, na verdade, estimular o crescimento cardíaco saudável dos ratos”, afirmou o pesquisador Brooke Harrison.

A cientista Cecilia Riquelme disse que o próximo passo é descobrir como a mistura funciona para que possa ser um dia adaptada para ser utilizada em pessoas.

“Agora, estamos tentando entender os mecanismos moleculares por trás do processo na esperança de que os resultados possam produzir novas terapias para melhorar as condições de saúde cardíaca em humanos”, afirmou.

Mas nem todo o crescimento cardíaco é bom. Condições como a cardiomiopatia hipertrófica, em que o músculo cardíaco fica mais espesso e pode causar morte repentina em atletas jovens, é um exemplo.

No entanto, o tipo de crescimento cardíaco apresentado pela maioria dos atletas de elite é um reflexo de sua saúde cardíaca superior.

“Atletas bem condicionados como o nadador olímpico Michael Phelps e o ciclista (nr: campeão da Volta da França) Lance Armstrong têm corações enormes”, explicou Leslie Leinwand, professora do departamento de biologia desenvolvimental, molecular e celular da universidade americana, e diretora do estudo.

“Mas há muitas pessoas incapazes de se exercitar por causa de uma doença cardíaca existente, portanto seria bom desenvolver algum tratamento para promover o crescimento benéfico das células cardíacas”, acrescentou.

O trio de ácidos-graxos identificados no sangue da cobra é composto dos ácidos mirístico, palmítico e palmitoleico. A enzima que protegeu seus corações foi a superóxido dismutase, também existente em humanos.

“Estamos tentando entender como fazer com que estes sinais indiquem às células cardíacas individuais se vão por um caminho com consequências patológicas, como doenças, ou com consequências benéficas, como exercícios”, disse Leinwand.

Fonte: Portal iG


26 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Marsupial raro volta à forma após tratamento

Vombate albino é encontrado e tratado por especialista em animais selvagens na Austrália.

Vombate albino foi tratado por voluntária na Austrália. (Foto: BBC)

Vombate albino foi tratado na Austrália. (Foto: BBC)

Polar é um raro vombate albino. O animal da família dos marsupiais foi encontrado em má condição, mas foi tratado por Val Salmon, em Cerduna, na Austrália.

Val, que é uma voluntária no tratamento de animais selvagens, conta que cuida de vombates há quase quarenta anos.

O mamífero, assim que ficar adulto, deverá ser colocado em uma clínica de reprodução.

 

 

 

 

 

Fonte: BBC


26 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Girafa recebe tratamento de ‘pedicure’ na Escócia

Cascos do animal estavam grandes demais e precisavam ser aparados.

Funcionários de um parque natural na Escócia submeteram uma girafa a um serviço de ‘pedicure’ após perceber que seus cascos estavam grandes demais.

A girafa Sophie poderia desenvolver problemas nos tornozelos se seus casos não fossem aparados.

A equipe do parque Blair Drummond Safari and Adventure Park, localizado a uma hora de carro de Edimburgo, notou que os cascos da girafa de 17 anos precisavam ser aparados logo que ela chegou do zoológico de Dudley, na região inglesa de West Midlands, no ano passado.

Eles achavam que os cascos poderiam se desgastar naturalmente com o animal galopando sobre o terreno duro do parque. Mas ao observar que isso não ocorreu, decidiram pela operação de ‘pedicure’.

A equipe de veterinários sedou a girafa e utilizou um alicate de tamanho grande para cortar pedaços dos cascos.

A operação durou uma hora e meia na terça-feira.

Após o efeito dos sedativos, Sophie despertou e se pôs a correr, segundo os funcionários do zoo, mais rápido do que antes.

Ela é uma das quatro girafas do parque escocês, que também tem rinocerontes, zebras, elefante e chimpanzés.

Girafa recebe tratamento de 'pedicure' na Escócia (Foto: BBC)

Girafa recebe tratamento de 'pedicure' na Escócia (Foto: BBC)

Girafa recebe tratamento de 'pedicure' na Escócia (Foto: BBC)

Girafa recebe tratamento de 'pedicure' na Escócia (Foto: BBC)

Fonte: Da BBC


16 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Zoo da Colômbia monta operação para levar leão ao dentista

Tyson foi anestesiado e levado à clínica veterinária de Medellin.
Vários profissionais foram envolvidos no tratamento, nesta quinta-feira.

Com 20 anos, o leão Tyson é anestesiado para receber tratamento dentário em clínica veterinária de Medellin, na Colômbia. O animal vive no zoológico Santafe (Foto: Albeiro Lopera/Reuters)

Com 20 anos, o leão Tyson é anestesiado nesta quinta-feira (15) para receber tratamento dentário em clínica veterinária de Medellin, na Colômbia. O animal vive no zoológico Santafe (Foto: Albeiro Lopera/Reuters)

 

Veterinária manuseia equipamento que será utilizado no tratamento dentário do leão Tyson, nesta quinta-feira (15) em Medellin, na Colômbia (Foto: Albeiro Lopera/Reuters)

Veterinária manuseia equipamento que será utilizado no tratamento dentário do leão Tyson, em Medellin, na Colômbia (Foto: Albeiro Lopera/Reuters)

Fonte: Globo Natureza

 


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26 de fevereiro de 2015 | nenhum comentário »

Mais de 100 animais silvestres são resgatados de zoológico superlotado no México

Mais de uma centena de animais, entre eles ursos, búfalos, dromedários e tigres, foram resgatados de um zoológico, propriedade de um deputado de Puebla (centro), onde estavam em condições deploráveis, informou nesta segunda-feira a Procuradoria Federal de Proteção ao Meio Ambiente (PROFEPA).

O zoológico “Club de los Animalitos”, localizado em Tehuacán (Puebla), a 200 km da capital mexicana, “operava em uma construção inadequada para o manejo de um total de 240 exemplares de vida silvestre”, razão pela qual foram resgatado “um total de 101 animais (…) por superlotação, falta de tratamento digno” ou por problemas na comprovação de sua procedência legal, indica um comunicado da PROFEPA.

Depois de receber denúncias de cidadãos, as autoridades realizaram uma operação na qual constataram que o local contava com “pequenas jaulas em um espaço reduzido, praticava maus-tratos, e inclusive observou que as fezes de uns caíam sobre os outros animais”, afirma.

Os animais, entre eles tigres, primatas, leões, ursos, antílopes, búfalos e aves, não contavam com locais para dormir ou pisos adequados, “situações que provocam em alguns animais condutas violentas estereotipadas, lesões e brigas entre eles, pela falta de espaço e compatibilidade”, explicou a PROFEPA.

O “Club de los Animalitos” é propriedade de Sergio Gómez, empresário e deputado em Puebla pelo conservador Partido Ação Nacional, que aparece acariciando seus animais nos cartazes publicitários do zoológico.

O legislador defendeu o local, afirmando que conseguiu realizar a reprodução bem-sucedida de várias espécies, principalmente felinos, mas os vizinhos do conjunto habitacional no qual se localiza se queixam constantemente.

Segundo as autoridades, o estabelecimento não conta com medidas de segurança para o público visitante e para os próprios animais, já que eles estão ao alcance das mãos, e não tem uma equipe veterinária capacitada.

Fonte: Terra


10 de maio de 2012 | nenhum comentário »

Osteopata de elefantes ajuda bebês órfãos a superar traumas

A pequena Wendi entrou em estado de choque quando viu sua mãe morrer e não conseguia respirar normalmente. Somente com a ajuda de um osteopata pioneiro o animal superou o trauma e cresceu normalmente.

A história de Wendi, um bebê elefante no Quênia, é uma das que Tony Nevin, que há duas décadas viaja pelo mundo tratando todos os tipos de lesões em animais selvagens, melhor se recorda.

Tudo começou quando Nevin, que até então tinha apenas pacientes humanos, ofereceu seus serviços em um centro de resgate de animais perto de sua casa na Inglaterra para ajudar um quati doente que não respondia a nenhum tratamento.

Desde então, Nevin tratou de elefantes a pássaros, morcegos, rinocerontes e cobras. E a chave muitas vezes são as emoções, disse ele à BBC Mundo.

Nevin é um osteopata, ou seja, alguém que trata doenças e dores manipulando coluna, músculos e articulações dos pacientes.

PRESSÃO COM AS MÃOS

“No caso dos bebês elefantes que ficaram órfãos, (eles) muitas vezes viram a mãe morrer nas mãos de caçadores e predadores. Esse choque tende a se manifestar de forma que o diafragma, a cabeça e o maxilar se contraem”, disse Nevin.

A tensão no diafragma faz com que o animal não respire normalmente e isso acaba afetando todo o seu sistema digestivo, impedindo-o de se alimentar corretamente ou responder ao tratamento convencional com remédios. Alguns animais não sobrevivem, outros vivem com problemas por toda a vida.

“É uma reação de reflexo, parecida com o sofrimento humano em casos de choque. No tratamento, uso as mãos e as mesmas técnicas que aprendemos em cursos básicos para tratar as pessoas.”

É como afinar um instrumento musical, no caso o sistema nervoso central, ou seja, cérebro e espinha dorsal, disse o osteopata à BBC.

Colocando delicadamente as mãos sobre o paciente, ele trabalha com a respiração para alterar o estado do diafragma, “liberando a pressão cuidadosamente como se afrouxasse um elástico”.

Com diferentes tipos de pressão, Nevin envia mensagens para o sistema nervoso central do animal.

“A medida que o elefante inspira e expira, eu altero a pressão com as mãos, o que envia mensagens para a coluna para aumentar a comunicação com o diafragma. Eu também posso usar os pontos de pressão na mandíbula para ajudar a relaxar os músculos nesta área corpo.”

Nevin diz que “é algo semelhante ao que acontece com uma pessoa, quando está muito tensa e range os dentes”.

Exercendo pressões de intensidades diferentes com as mãos para acompanhar a respiração do animal, Nevin restaura a comunicação entre os músculos e o sistema nervoso central “que sabe como operar normalmente, o problema é o estado de choque”.

A pneumonia é outra condição que pode afetar os órfãos de elefante, que não têm a proteção do corpo da mãe. “Elefantes não podem tossir, mas algum movimento pode ser feito para o fluido suba a partir dos pulmões para ser expelido.”

MUDANÇA DRAMÁTICA

Alguns elefantes respondem a um único tratamento, enquanto outros exigem várias sessões. Nos jardins zoológicos na Inglaterra, Nevin também usa câmeras infravermelhas que mostram problemas no fluxo sanguíneo do animal em uma tela.

O resultado pode ser dramático. “Você vê uma grande mudança no comportamento e na personalidade (do elefante). Lembro-me de um caso na Tailândia, o da elefante adulta Dah, que ficou aterrorizada por todos os ruídos da cidade e pelo bosque. Ela só andava unida pela tromba aos companheiros.”

Dah trabalhou arrastando troncos, mas quando o governo tailandês proibiu a exportação de algumas madeiras, os elefantes ficaram “desempregados” e foram levados para Bangcoc para trabalhar com turistas.

“Após duas semanas, pudemos tratá-la e liberar a tensão em seu corpo. A mudança foi dramática, ela só queria brincar. Os tratadores e eu ficamos com lágrimas nos olhos.”

As técnicas utilizadas são semelhantes no caso de outras espécies. “É como se fosse um computador. Você precisa reiniciar o sistema nervoso e existem muitas técnicas diferentes para fazer isso.”

Quando trata de cobras, Nevin recebe ajuda de suas pessoas, para que o animal “não se enrole em meu corpo”. “Cobras também têm tensão nos músculos”, afirma.

O interesse pelo uso da osteopatia em animais está crescendo e duas universidades, no País de Gales e em Londres, já oferecem cursos de pós-graduação. O osteopata diz que espera um dia poder trabalhar com grandes felinos e outras espécies na América Latina.

O REENCONTRO

Para Nevin, uma das maiores satisfações de seu trabalho é “ter o privilégio de trabalhar com animais selvagens que, quando eles são saudáveis, rejeitam qualquer contato, mas quando estão mal permitem que eu me aproxime”.

Outra grande alegria para o osteopata britânico é que os animais tratados voltem à natureza, como Wendi.

“Quando tratei dela, ela tinha três semanas de vida e estava com pneumonia. Sete anos depois, eu estava em um lago no Parque Nacional de Tsavo, no Quênia, com vários bebês órfãos quando um grupo de elefantes adultos se aproximou. Um deles foi direto para mim e começou a me cheirar da cabeça aos pés, para a surpresa dos guardas do parque, que me perguntaram se eu conhecia o animal.”

“‘Ela tem sete anos?’, Perguntei. ‘Sim’, responderam, ‘e o nome é Wendi’.”

“Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida.”

Fonte: BBC Brasil


11 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Borrachudos podem ajudar no tratamento de inflamações

Cientistas descobrem uma proteína presente na saliva do inseto que, além de anticoagulante, ajuda a regular o processo de inflamação no organismo

Cientistas da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, encontraram uma utilidade para os borrachudos, conhecidos pela picada dolorida. Os pesquisadores descobriram que os insetos podem ajudar no combate ao processo de inflamação. O trabalho foi publicado no periódico PLoS One.

Para que os insetos se alimentem do sangue humano, eles precisam superar uma série de mecanismos de defesa do organismo presentes no sangue. Por exemplo, a saliva desses insetos possui anticoagulantes para aumentar a velocidade do fluxo de sangue no local da picada.

A equipe do entomologista Don Champagne descobriu que uma proteína presente na saliva do inseto e que inibe a formação de coágulo no sangue também controla o processo de inflamação por meio de duas enzimas, a elastase e a catepsina G.

Os cientistas acreditam que a descoberta pode abrir caminho para a criação de medicamentos para tratar, por exemplo, pacientes que se recuperam de doenças do coração. “A inflamação é uma das principais causas de lesão nos tecidos em doenças vasculares”, disse Champagne. “A ideia de um único fator capaz de inibir o coágulo e a inflamação ao mesmo tempo é muito interessante e inovadora.”

Saiba mais

BORRACHUDOS
Os borrachudos são pequenos insetos voadores da família Simuliidae. Gostam de locais úmidos, de preferência próximos a riachos e cachoeiras. Impressionam pela quantidade e pela picada, que pode causar alergia. O borrachudo transmite a oncocercose, uma doença parasitária que causa lesões na pele e secreção nos olhos.

ELASTASE
A elastase é uma enzima responsável pela degradação das fibras elásticas. Ela ajuda a determinar as propriedades do tecido conjuntivo, que dá sustentação e preenchimento ao corpo humano.

CATEPSINA
As catepsinas são proteínas que quebram outras proteínas e são encontradas em todos os animais.

O borrachudo é o nome popular de um pequeno mosquito que vive em regiões úmidas. No Brasil, são 50 espécies

O borrachudo é o nome popular de um pequeno mosquito que vive em regiões úmidas. No Brasil, são 50 espécies (Thinkstock)

Fonte: Veja Ciência


27 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Tesouro silvestre

Embrapa Cerrados planeja colocar no mercado espécies de maracujá melhoradas geneticamente que podem trazer uma série de benefícios à saúde, como auxiliar no combate à obesidade, prevenir doenças e ajudar o bom funcionamento do sistema nervoso.
Na história da humanidade, o rico arsenal de sabedoria popular norteou a lapidação científica de seus elementos culturais mais preciosos, em todas as áreas do conhecimento. Foi assim com a medicina, a música, a engenharia e a literatura, que nasceram do saber comum e consolidaram sua forma erudita e sofisticada a partir das raízes do passado e da ciência rústica do próprio povo. Dentro desse espectro de criatividade e de transformações, a Embrapa Cerrados é um dos mais bem estruturados laboratórios para explorar a passagem do antigo para o novo e confirmar que, das fontes populares, é possível reinventar os frutos da natureza.

 

Muitos desses alimentos, que nascem e crescem no mato, parecem ásperos, pequenos e pobres em substâncias bioativas, mas, depois, como num passe de mágica, revelam vigor e riqueza energética na pele, na raiz, nas folhas e na polpa. Um simples maracujá nativo como o da espécie Passiflora setacea, por exemplo, esbanja substâncias como flavonoides, poliaminas, esteróis (o colesterol das plantas, precursor de hormônios), vitaminas e sais minerais que ajudam a regular o organismo, e agora está pronto para ganhar espaço nas feiras, mercados e frutarias. Para isso, foi executado um delicado trabalho de melhoramento genético pelo agrônomo José Orlando de Melo Madalena e sua equipe da Embrapa Cerrados, um trabalho que durou dois anos e meio, desde a revelação de suas qualidades.

Hoje, a variedade BRS Pérola do Cerrado, como passou a ser chamado esse pequeno e redondo maracujá esverdeado, está em vias de entrar na cadeia produtiva da região. “Não adianta mostrar que um determinado fruto ou planta faz bem para a saúde, se as pessoas não têm como comprá-los – seja porque não existe a produção comercial sustentável, seja por não existir condições de logística para colocar o produto no mercado”, observa Ana Maria Costa, que coordena o projeto das passifloras nativas. Quem pode tornar possível o acesso à Pérola do Cerrado – de sabor adocicado, mais acentuado do que o da Passiflora alata, o maracujá-doce – é a Rede Passitec, que reúne 27 instituições de pesquisa públicas e privadas e mais de 100 colaboradores.

De acordo com Ana Maria, a rede procura parceiros para viabilizar a venda no mercado do P. setacea e da BRS Vita, ou P. tenuifila. “Concentramos esforços nessas duas variedades em virtude do potencial funcional e medicinal. As pesquisas mostraram que as duas são ricas em compostos antioxidantes e fenólicos, importantes para prevenir doenças cardiovasculares, e podem ter efeito benéfico ao sistema nervoso”, explica a agrônoma. Segundo ela, a Rede Passitec existe para gerar tecnologias e fomentar todas as etapas do sistema produtivo, até a cadeia comercial.

Ela destaca o avanço agronômico para o sucesso da rede, que levará as frutas ao mercado tanto para o consumo in natura como para a fabricação de ingredientes para uso em alimentos. Diante desse rico potencial de cerca de 200 espécies nativas conhecidas no Brasil, os técnicos da Embrapa e de instituições parceiras, como Universidade de Brasília (UnB), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre outras, se debruçam na análise de cinco passifloras – edulis (maracujá azedo), incarnata (cujos frutos não são comestíveis), alata, tenuifila e setacea. A mais conhecida é a edulis, de forte apelo comercial, não apenas na indústria de sucos e de sorvetes. Sua casca é usada na produção de farinha funcional; as folhas, aproveitadas na elaboração de fitoterápicos; e o óleo das sementes entra na composição de cosméticos.

“Além de nutrir, as espécies poderão trazer benefícios para a manutenção da saúde, evitando problemas de obesidade, prevenindo doenças e ajudando o bom funcionamento do sistema nervoso devido à presença dos antioxidantes e das fibras em sua composição”, afirma Ana Maria Costa. Ela considera que o projeto está na reta final e que as variedades chegarão em breve ao mercado. “Acreditamos que seja apenas uma questão de tempo a consolidação de parcerias com o setor privado para a finalização tecnológica para esses produtos começarem a chegar ao consumidor.”

Sono e estresse - Para confirmar o que o ideário popular manifesta sobre a fruta em termos de poderes curativos e preventivos, a Embrapa e o Hospital Universitário de Brasília (HUB) iniciaram este ano uma parceria para testar os efeitos de quatro passifloras no controle do estresse, da enxaqueca, de tremores em idosos e da obesidade, além de avaliar o poder do fruto na recuperação pós-trauma, no equilíbrio do sono, na regeneração celular e como regulador cardiovascular. No projeto-piloto, foi usado o Laboratório do Sono do HUB, onde 21 voluntários se submeteram aos testes. Enquanto o projeto não estiver concluído, os técnicos da Embrapa e HUB não poderão divulgar os nomes das variedades examinadas ou dizer em que situação atuam melhor.

É um estudo do tipo cego, em que os voluntários não sabem se estão ingerindo a verdadeira polpa do maracujá ou uma mistura inócua, com sabor semelhante. No teste-piloto, foi observada apenas a questão do estresse; e em uma segunda etapa, que começa em fevereiro, será a vez da sonolência. Os primeiros resultados são considerados satisfatórios. “Percebemos que houve uma melhora funcional nas pessoas e uma evidente redução de estresse”, afirma a psicóloga Mônica Müller, que coordena a aplicação dos testes no HUB.

O neurologista Nonato Rodrigues, também da UnB, aplica os exames de polissonografia nos voluntários. Esse exame avalia os parâmetros do sono, tais como o tempo que a pessoa leva para adormecer, os estágios do sono REM e RAM, entre outros aspectos. “As pessoas que participam não podem tomar medicamentos que causem sonolência ou apneia do sono. Também não participam aquelas com problemas de epilepsia ou de narcolepsia”, explica Mônica.

As inscrições para o recrutamento para a etapa final do projeto, desta vez para avaliação do sono, terminam em 5 de fevereiro de 2012 (veja serviço). Os voluntários têm de ter disponibilidade para dormir no laboratório do sono por dois fins de semana, com intervalo de duas semanas. Segundo Mônica, o projeto, além de reafirmar as qualidades funcionais e medicinais das plantas, permite que as pessoas se tratem de distúrbios do sono e do estresse.

Serviço - Interessados em participar do grupo de voluntários para testes do efeito de polpas de maracujá sobre o estresse e o sono devem se inscrever pelo email muller.clinica@gmail.com.

Fonte: Correio Braziliense


28 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Onça-parda é encontrada machucada em rodovia de Mato Grosso

Animal foi encontrado na MT-040 próximo ao município de Rondonópolis.
Bombeiros suspeitam que a onça foi atropelada ao atravessar rodovia.

Uma onça-parda foi encontrada neste domingo na MT-040, próximo a Rondonópolis, cidade que fica a 218 quilômetros de Cuiabá. O animal estava ferido e segundo o Corpo de Bombeiros, a onça provavelmente foi atropelada enquanto tentava cruzar a rodovia.

De acordo com o Sargento Francisco de Assis, do Corpo de Bombeiros da cidade, mesmo machucado, o animal deu um pouco de trabalho para ser capturado. “Nós tentamos fazer a captura do animal que estava na rodovia. Ele realmente estava machucado e apresentava escoriações pelo corpo. A onça estava agressiva e até tentou nos atacar, mas deu tudo certo”, relatou o sargento.

A onça foi examinada por um veterinário do Centro de Zoonoses de Rondonópolis. Segundo o veterinário Marcelo Oliveira, o felino é um macho jovem. “O animal está machucado sim. Ele está com fratura na bacia e talvez tenha alguma lesão na coluna. É um animal feroz e então tivemos que sedar. A onça já foi medicada para evitar hemorragia e vamos aguardar entre 24 e 48 horas para ver se ela restabelece os movimentos vitais”, explicou.

A onça-parda deve ficar no Centro de Zoonoses até se recuperar completamente do atropelamento e apenas depois do tratamento é que os veterinários vão avaliar se o animal terá condições de ser solto na natureza.

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Onça parda foi encontrada machuda em uma rodovia de MT (Foto: Reprodução/TVCA)

Fonte: G1, MT


31 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Veterinários usam a criatividade para salvar animais em Uberaba

Foram criadas rodas para locomoção, casco de resina e perna mecânica.
Profissionais ajudam até no enfrentamento de doenças como o câncer.

Lobo-guara analisado por estudante no Hospital Veterinário de Uberaba (Foto: Veterinário Cláudio Yudi)

Lobo-guara analisado por estudante no Hospital Veterinário (Foto: Cláudio Yudi/Divulgação)

O Hospital Veterinário de Uberaba, no Triângulo Mineiro, tem chamado a atenção pelo cuidado com os animais e pela criatividade nas técnicas adotadas em tratamentos. Para ajudar os bichos sobreviverem a problemas de saúde como câncer e deficiências físicas, os profissionais já fizeram rodinhas para jabuti, criaram casco de resina, têm ensinado filhotes de cachorros a andar com duas patas, implantaram cauda em beija-flor e até perna mecânica em um lobo-guará, animal típico da região do Cerrado.

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Os animais são para muita gente parte da família, tanto que quando estão doentes a intenção é fazer o que antes parecia impossível se tornar possível. Recentemente veterinários da cidade tentam ajudar três filhotes de cachorro a andar. Bethoven, Pitoco e Vitória têm um problema genético chamado amelia, que causa a falta dos membros superiores. A deficiência é causada tanto por fatores genéticos quanto pelo ambiente. O caso, que é uma raridade na ciência, despertou a atenção dos pesquisadores do Hospital Veterinário: eles não têm as patas da frente.

Segundo o veterinário Cláudio Yudi, filhotes de uma mesma ninhada nasceram com a mesma deficiência, que é algo raro. “Os dois machos já conseguiram andar só com as duas patas de trás, mas a fêmea ainda enfrenta dificuldades e talvez seja preciso a implantação de uma prótese”, explicou. Ainda conforme Yudi, a prótese deve ser uma espécie de cadeira de rodas que irá dar suporte para o animal onde seriam as patas dianteiras. Quando atingirem a idade adulta os animais serão castrados para evitar que as futuras gerações sejam afetadas pelo mesmo problema.

Jabuti rodinhas irmã Maria Helena em Uberaba (Foto: Luiz Vieira/G1)

Irmã Maria Helena e jabuti rodinhas em Uberaba (Foto: Luiz Vieira/G1)

Jabutis ganham nova vida 
Eles têm a fama de serem lentos e até preguiçosos, mas a história de Miguinho, um jabuti que vive na Congregação das Irmãs Dominicanas em Uberaba, é um pouco diferente. Após sofrer um acidente ao passar próximo de um fio de cerca elétrica, o animal pegou uma infecção e perdeu uma das patas. Ele foi um dos pacientes do Hospital Veterinário e lá ganhou vida nova, ou melhor, rodinhas. Foram feitas duas adaptações, a primeira delas implantada no início de março deste ano, onde foi implantada uma rodinha para substituir o membro amputado.

Como o animal demonstrou certa dificuldade de locomoção, uma semana depois foi implantada outra rodinha para dar estabilidade aos movimentos. Hoje Miguinho não enfrenta mais dificuldades, passa apenas por algumas manutenções nas rodinhas no hospital, quando necessário. Segundo a irmã dominicaca, Maria Helena Salazar, o jabuti esta cada vez melhor. “Ele está mais ligeiro, temos que ficar atentos e deixar ele em local plano como foi recomendado pelo veterinário. Quando ele fica solto é preciso ficar atento pra não perder ele no jardim.”-completa.

Outro jabuti que recebeu atenção especial foi Jabite, de apenas oito anos. O animal teve 95% do corpo queimado em um incêndio e não sobreviveria sem a carapaça. Para não sacrificá-lo, a equipe desenvolveu um casco feito com resina odontológica. Foi necessário aproximadamente um ano de tratamento para que Jabite ficasse recuperado e a prótese ajustada. Hoje são necessárias apenas algumas revisões, pois o jabuti ainda é jovem e deverá triplicar de tamanho, ou seja, o novo casco pode quebrar se não for ajustado constantemente. “É preciso um acompanhamento para ver o estado da prótese de resina, pois Jabite ainda deve crescer e pode quebrar o casco. Será preciso fazer pequenos reparos”, ressaltou Cláudio Yudi.

Papagaio passa por cirurgia após ser diagnosticado com câncer
Há alguns anos o papagaio Frederico foi diagnosticado com dois nódulos causados pela fumaça do cigarro. A família que vive com a ave há 19 anos têm vários fumantes e isso transformou Frederico em um fumante passivo. O animal foi tratado no Hospital Veterinário de Uberaba e lá passou por uma cirurgia. Hoje curado vive bem ao lado da família, que dispensou o cigarro quando está perto do falante Frederico.

Beija-flor recebe transplante de cauda
Outro caso curioso tratado pelos especialistas de Uberaba foi o transplante de cauda feito em um beija-flor. A ave teve a cauda arrancada após um ataque de um cachorro. No hospital foi feito um implante para que o beija-flor voltasse a voar normalmente. A cauda do pássaro foi recuperada e colada com cola cirúrgica especial, depois disso ele foi solto.

Animal típico do cerrado, lobo-guará ganha perna mecânica 
Um lobo guará de aproximadamente dois anos foi encontrado em uma fazenda no município de Veríssimo, no Triângulo Mineiro. O animal foi resgatado pela 5ª Companhia da Polícia Militar, muito ferido e com dificuldade para andar. A suspeita é que ele tenha sido atropelado numa rodovia que corta a região.

Após exames foi constatado que o animal estava debilitado, desidratado e com uma fratura exposta no tornozelo da pata traseira esquerda. “A fratura é antiga, ou seja, já existem pontos de cicatrização do osso, mas infelizmente de forma inadequada, o que impede uma possível cirurgia para a correção”, explicou o veterinário Cláudio. O lobo-guará foi encaminhado para o setor de quarentena do zoológico de Uberaba. Uma prótese metálica está sendo fabricada na cidade para que o animal volte a andar normalmente. Dependendo de como o animal reagir à prótese não será preciso amputar a perna. O lobo-guará é uma espécie ameaçada de extinção.

Enquanto as próteses não ficam prontas, a equipe do Hospital Veterinário de Uberaba, composta por especialistas e estudantes, continua desenvolvendo novas ideias e equipamentos para garantir a qualidade de vida dos animais. Para o professor Cláudio Yudi é uma oportunidade para que os alunos tenham contato com a rotina da profissão e também com as mais variadas alternativas de tratamento. “O contato com esses animais é sem dúvida nenhuma um aprendizado para todos nós”, afirmou o veterinário.

 

Fonte: Luiz Vieira, G1, Triângulo Mineiro


28 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Cobras com coração grande dão pistas para tratamento cardíaco em humanos

Píton birmanesa digerindo um rato: mecanismo complexo pode trazer novos tratamentos cardíacos. Foto: Science

As cobras têm má fama por serem criaturas escorregadias e de sangue frio, mas cientistas americanos anunciaram esta quinta-feira (27) que algumas têm corações grandes que podem dar pistas para o tratamento de pessoas com doenças cardíacas.

Segundo estudo publicado na revista Science, o segredo do sucesso da píton birmanesa é a quantidade maciça de ácidos-graxos que circulam em seu sangue após a refeição, que pode ser tão grande quanto um cervo.

As pítons birmanesas são cobras largas, crescem até oito metros e podem ficar sem comer por até um ano.

Cientistas da Universidade de Colorado, em Boulder, descobriram que enquanto a cobra começa a digerir sua presa, óleos naturais e gorduras denominadas triglicerídeos têm um pico mais de 50 vezes acima do nível normal.

Mas a gordura não fica depositada no coração da cobra, devido à ativação de uma enzima chave, que protege seu grande órgão, cuja massa chega a aumentar até 40% nos primeiros dias após a refeição.

Os cientistas identificaram a composição química do sangue da píton depois de comer e injetaram plasma da cobra alimentada ou uma mistura produzida para ter o mesmo efeito nos répteis em jejum.

“Em ambos os casos, as pítons tiveram crescimento e indicadores de saúde cardíacos aumentados”, destacou o estudo.

Em seguida, os cientistas aplicaram o experimento em camundongos e descobriram que os roedores que tiveram injetado tanto o plasma da píton quanto a mistura de ácidos-graxos demonstraram os mesmos resultados.

“Foi notável (observar) que os ácidos-graxos identificados no plasma das pítons alimentadas pudessem, na verdade, estimular o crescimento cardíaco saudável dos ratos”, afirmou o pesquisador Brooke Harrison.

A cientista Cecilia Riquelme disse que o próximo passo é descobrir como a mistura funciona para que possa ser um dia adaptada para ser utilizada em pessoas.

“Agora, estamos tentando entender os mecanismos moleculares por trás do processo na esperança de que os resultados possam produzir novas terapias para melhorar as condições de saúde cardíaca em humanos”, afirmou.

Mas nem todo o crescimento cardíaco é bom. Condições como a cardiomiopatia hipertrófica, em que o músculo cardíaco fica mais espesso e pode causar morte repentina em atletas jovens, é um exemplo.

No entanto, o tipo de crescimento cardíaco apresentado pela maioria dos atletas de elite é um reflexo de sua saúde cardíaca superior.

“Atletas bem condicionados como o nadador olímpico Michael Phelps e o ciclista (nr: campeão da Volta da França) Lance Armstrong têm corações enormes”, explicou Leslie Leinwand, professora do departamento de biologia desenvolvimental, molecular e celular da universidade americana, e diretora do estudo.

“Mas há muitas pessoas incapazes de se exercitar por causa de uma doença cardíaca existente, portanto seria bom desenvolver algum tratamento para promover o crescimento benéfico das células cardíacas”, acrescentou.

O trio de ácidos-graxos identificados no sangue da cobra é composto dos ácidos mirístico, palmítico e palmitoleico. A enzima que protegeu seus corações foi a superóxido dismutase, também existente em humanos.

“Estamos tentando entender como fazer com que estes sinais indiquem às células cardíacas individuais se vão por um caminho com consequências patológicas, como doenças, ou com consequências benéficas, como exercícios”, disse Leinwand.

Fonte: Portal iG


26 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Marsupial raro volta à forma após tratamento

Vombate albino é encontrado e tratado por especialista em animais selvagens na Austrália.

Vombate albino foi tratado por voluntária na Austrália. (Foto: BBC)

Vombate albino foi tratado na Austrália. (Foto: BBC)

Polar é um raro vombate albino. O animal da família dos marsupiais foi encontrado em má condição, mas foi tratado por Val Salmon, em Cerduna, na Austrália.

Val, que é uma voluntária no tratamento de animais selvagens, conta que cuida de vombates há quase quarenta anos.

O mamífero, assim que ficar adulto, deverá ser colocado em uma clínica de reprodução.

 

 

 

 

 

Fonte: BBC


26 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Girafa recebe tratamento de ‘pedicure’ na Escócia

Cascos do animal estavam grandes demais e precisavam ser aparados.

Funcionários de um parque natural na Escócia submeteram uma girafa a um serviço de ‘pedicure’ após perceber que seus cascos estavam grandes demais.

A girafa Sophie poderia desenvolver problemas nos tornozelos se seus casos não fossem aparados.

A equipe do parque Blair Drummond Safari and Adventure Park, localizado a uma hora de carro de Edimburgo, notou que os cascos da girafa de 17 anos precisavam ser aparados logo que ela chegou do zoológico de Dudley, na região inglesa de West Midlands, no ano passado.

Eles achavam que os cascos poderiam se desgastar naturalmente com o animal galopando sobre o terreno duro do parque. Mas ao observar que isso não ocorreu, decidiram pela operação de ‘pedicure’.

A equipe de veterinários sedou a girafa e utilizou um alicate de tamanho grande para cortar pedaços dos cascos.

A operação durou uma hora e meia na terça-feira.

Após o efeito dos sedativos, Sophie despertou e se pôs a correr, segundo os funcionários do zoo, mais rápido do que antes.

Ela é uma das quatro girafas do parque escocês, que também tem rinocerontes, zebras, elefante e chimpanzés.

Girafa recebe tratamento de 'pedicure' na Escócia (Foto: BBC)

Girafa recebe tratamento de 'pedicure' na Escócia (Foto: BBC)

Girafa recebe tratamento de 'pedicure' na Escócia (Foto: BBC)

Girafa recebe tratamento de 'pedicure' na Escócia (Foto: BBC)

Fonte: Da BBC


16 de setembro de 2011 | nenhum comentário »

Zoo da Colômbia monta operação para levar leão ao dentista

Tyson foi anestesiado e levado à clínica veterinária de Medellin.
Vários profissionais foram envolvidos no tratamento, nesta quinta-feira.

Com 20 anos, o leão Tyson é anestesiado para receber tratamento dentário em clínica veterinária de Medellin, na Colômbia. O animal vive no zoológico Santafe (Foto: Albeiro Lopera/Reuters)

Com 20 anos, o leão Tyson é anestesiado nesta quinta-feira (15) para receber tratamento dentário em clínica veterinária de Medellin, na Colômbia. O animal vive no zoológico Santafe (Foto: Albeiro Lopera/Reuters)

 

Veterinária manuseia equipamento que será utilizado no tratamento dentário do leão Tyson, nesta quinta-feira (15) em Medellin, na Colômbia (Foto: Albeiro Lopera/Reuters)

Veterinária manuseia equipamento que será utilizado no tratamento dentário do leão Tyson, em Medellin, na Colômbia (Foto: Albeiro Lopera/Reuters)

Fonte: Globo Natureza

 


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