6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Após ataques, França vai caçar tubarões na ilha Reunião

Após série de incidentes, moradores pediram ajuda às autoridades para caçar peixes, que teriam se multiplicado nos últimos anos

A França vai contratar pescadores profissionais para matar nesta semana cerca de 20 tubarões na costa da ilha Reunião, território francês no oceano Índico, na esperança de entender uma série de ataques nesse paraíso dos surfistas.

Dois deles foram atacados por tubarões em menos de uma semana. Um deles, mordido no domingo, sobreviveu por pouco, mas perdeu uma mão e um pé. O outro morreu na segunda-feira (30) da semana passada.

Autoridades municipais de Saint-Leu, perto do local do ataque de domingo, pediram a governos de nível superior que abatessem as populações de tubarões-tigres e tubarões-cabeça-chata, que teriam se multiplicado no último ano.

Cerca de 300 moradores e surfistas fizeram um protesto em frente à principal delegacia de polícia da ilha, pedindo o abate dos tubarões.

O governo francês, porém, descartou um abate generalizado, dizendo que é preciso realizar estudos científicos sobre uma toxina que existe na carne dos tubarões, e que desestimula sua pesca.

O tubarão-cabeça-chata é uma das espécies que mais ataca humanos. Brian J. Skerry / National Geographic Image Sales

Fonte: Portal iG


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo mostra que tubarões têm pasta de dente ‘embutida’ na boca

Cientistas alemães dizem que arcadas dentárias dos animais contém alto índice de flúor, o que os torna provavelmente livres de cáries

Uma análise detalhada dos dentes dos tubarões mostrou que o “terror dos mares” tem um componente químico nos dentes indispensável para deixá-los fortes e garantir boas dentadas, Pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, analisaram profundamente a composição química dos dentes dos tubarões descobriram que esse componente é o flúor, o famoso ingrediente de várias pastas de dente.

O estudo mostrou que enquanto a superfície dentes dos tubarões contém alto índice de fluoreto, mineral presente nas pastas de dente, os humanos e outros mamíferos apresentam uma composição diferente, com hidroxiapatita, uma substância também encontrada nos ossos.

O fluoreto deixa os dentes dos tubarões das espécies Isurus oxyrinchus e Galeocerdo cuvier mais resistentes aos ácidos. Mathias Eppe, co-autor do estudo, disse ao site Discovery News que a superfície dos dentes dos tubarões é composta por 100% de fluoreto. “Portanto, eles não devem ter cáries. Como vivem na água e trocam sua arcada dentária com regularidade, dor de dente é um problema que eles não têm.” No entanto, no quesito resistência, os dentes humanos não deixaram nada a dever aos dos peixes: ambos são igualmente duros.

Além da força da mandíbula, o dente dos tubarões apresenta composição química que garante eficiência nas dentadas. Na imagem, cena do filme Tubarão. Imagem: Divulgação

Fonte: Portal iG


30 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Populações de tubarões somem em ilhas mais povoadas do Pacífico

Cientistas fazem censo para contabilizar perdas de tubarões de arrecifes.
Nas ilhas mais populosas, baixas ultrapassam os 90%.

Grandes populações de tubarões vêm sofrendo enormes baixas nas últimas três décadas no Oceano Pacífico, principalmente os que vivem em arrecifes de ilhas mais povoadas. Essa é a conclusão de um estudo publicado nessa semana na revista científica “Conservation Biology”, que revela uma censo desses animais realizado na região.

Um grupo de pesquisadores da Adminsitração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) percorreu por 46 ilhas e atóis do Pacífico para comparar as baixas no número de tubarões de arrecifes nesses locais.

“Nós estimamos que o número de tubarões diminuiu substancialmente em torno da ilhas populosas, mais de 90% comparado com aqueles que vivem nos arrecifes mais intocados”, disse Marc Nadon, autor do estudo e cientista do Instituto Conjunto para a Investigação Marinha e Atmosférica (Jimar, na sigla em inglês) da Universidade do Havaí. “Em outras palavras, pessoas e tubarões não se misturam”, reitera Nadon.

Para chegarem às estimativas, Nadon e seus colegas fizeram um censo usando mergulhadores que, conduzidos por pequenas embarcações, fizeram 1.600 mergulhos.

Ao cruzarem esses dados com os das populações ao redor, a complexidade do habitat, as áreas dos arrecifes estudados e medições feitas por satélite da temperatura da superfície do oceano, os pesquisadores concluíram que a presença humana causou enormes efeitos negativos nos arrecifes.

“Ao redor das áreas bastante populosas que nós pesquisamos no Pacífico, como as principais ilhas havaianas, o arquipélago Mariana e a Samoa Americana, vimos uma grande queda no número de tubarões dos arrecifes (…). Nós estimamos que menos de 10% desses tubarões permanecem nessas áreas”, afirma Nadon.

Fonte: Globo Natureza


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Nova espécie de tubarão é identificada em Galápagos

O animal, que vive em águas profundas, tem aproximadamente 40 centímetros de comprimento

Cientistas da Academia de Ciências da Califórnia, nos Estados Unidos, identificaram uma nova espécie de tubarão. Ela foi encontrada na região das ilhas Galápagos, vivendo em águas profundas – entre 400 a 600 metros abaixo da superfície. A espécie recém-descrita (Bythaelurus giddingsi) foi apresentada na edição de 5 de março da revista Zootaxa.

O animal tem aproximadamente 40 centímetros de comprimento e uma coloração marrom, com pequenas manchas pálidas, irregularmente distribuídas em seu corpo, lembrando a pele de uma onça-pintada. Os padrões, segundo os pesquisadores, parecem ser únicos para cada indivíduo. Ele pertence à família Scyliorhinidae, a mesma do tubarão conhecido no Brasil como pata-roxa (Scyliorhinus canicula), uma das menores e mais abundantes no Atlântico.

“A descoberta de uma nova espécie de tubarão é sempre interessante, especialmente neste momento em que os tubarões estão enfrentando uma incrível pressão”, conta John McCosker, presidente do setor de Biologia Aquática da Academia e coordenador da pesquisa. “Muitas espécies se tornaram localmente raras e outras estão em vias de extinção devido a intensa captura de animais para abastecer o comércio de barbatanas”, diz.

A primeira expedição científica da Academia de Ciências da Califórnia pelas ilhas Galápagos ocorreu em 1905. Desde então, diversas viagens foram realizadas. Como resultado, a instituição hoje é lar da maior coleção do mundo de espécimes científicos originários dessa região. Dezenas de novas espécies marinhas foram descobertas pela Academia nas últimas décadas.

Nos anos 1990, McCosker realizou uma série de mergulhos a bordo do veículo submersível Johnson Sea Link para explorar a vida marinha no arquipélago. Estes submarinos permitem aos cientistas explorarem uma vasta parte de Galápagos que não era acessível a Charles Darwin, por exemplo, que esteve na região quando viajou pelo mundo no navio Beagle, de 1831 a 1836. McCosker coletou sete exemplares do novo animal em expedições realizadas no local em 1995 e 1998, mas só conseguiu identificá-los como uma espécie inédita agora.

O Bythaelurus giddingsi é pequeno, de pele marrom com pequenas manchas claras e vive a mais de 400 metros abaixo da superfície do mar

O 'Bythaelurus giddingsi' é pequeno, de pele marrom com pequenas manchas claras e vive a mais de 400 metros abaixo da superfície do mar (California Academy of Sciences)

Fonte: Veja Ciência


28 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Para mergulhador, tubarões são ‘dóceis companheiros de trabalho’

Klaus Jost faz campanha para proteger os tubarões e diz que os temidos animais não têm nada de ‘comedores de gente’.

O fotógrafo e engenheiro marítimo Klaus Jost mergulha há anos ao lado de tubarões, em várias partes do mundo, e vê os temidos animais como companheiros de trabalho.

‘Ao todo, passei milhares de horas debaixo d’água. Sempre houve tubarões, mas nunca tive problemas com eles. Esses temidos habitantes dos oceanos não têm nada de comedores de homens e monstros agressivos. Na verdade, muitos poucos dos 460 tipos de tubarão descobertos até agora representam uma ameaça para humanos’, diz ele.

O interesse pelos animais começou quando ele trabalhava como engenheiro na construção de grandes portos ao redor do mundo, em lugares como Kuwait, Paquistão, Costa do Marfim, África do Sul, Egito e Guiné.

‘Tubarões são fantásticos. Se você já viu um tubarão debaixo d’água, nunca vai esquecê-lo’, disse Jost à BBC Brasil.

Desde 2001, Jost passou a se dedicar à fotografia de natureza e submarina. Seu objetivo é documentar espécies de tubarão ameaçadas de extinção e chamar atenção para a caça dos animais.

‘A exportação de barbatana de tubarão (usada em sopas, na China) para o Oriente vem aumentando. O pior é que os tubarões são pegos, suas barbatanas, cortadas, e eles são jogados de volta no mar ainda vivos, para morrerem de forma terrível.’

Tubarão (Foto: Klaus Jost/BBC)

OO interesse de Klaus Jost por tubarões começou quando ele trabalhava na construção de portos (Foto: Klaus Jost/BBC)

Dois tubarões gália branca, o tipo mais comum encontrado nos corais do Indo-Pacífico (Foto: Klaus Jost/BBC)

Dois tubarões gália branca, o tipo mais comum encontrado nos corais do Indo-Pacífico (Foto: Klaus Jost/BBC)

Esta foto mostra um tubarão gália preta (Foto: Klaus Jost/BBC)

Esta foto mostra um tubarão gália preta (Foto: Klaus Jost/BBC)

Tubarão-touro que Jost apelidou de "vovó", devido a sua natureza dócil e relaxada (Foto: Klaus Jost/BBC)

Tubarão-touro que Jost apelidou de "vovó", devido a sua natureza dócil e relaxada (Foto: Klaus Jost/BBC)

O tubarão-touro também pode viver em água doce (Foto: Klaus Jost/BBC)

O tubarão-touro também pode viver em água doce (Foto: Klaus Jost/BBC)

Fonte: BBC


27 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Fêmea de tubarão lixa de zoológico do Recife é encontrada morta

Tubarão chegou ao Parque Dois Irmãos em 2007, vindo de Natal.
Suspeita inicial é de falta de oxigenação na água do tanque.

Tubarão-lixa chegou em 2007 no Parque Dois Irmãos. (Foto: Silvino Pinto/Divulgação)

Tubarão lixa chegou em 2007 no Parque Dois Irmãos. (Foto: Silvino Pinto/Divulgação)

A fêmea de tubarão lixa, de pouco mais de dois metros de comprimento, que vivia no Aquário do zoológico do Parque Dois Irmãos, no Recife, foi encontrada morta neste sábado (25) por técnicos do zoo durante procedimentos de rotina. A suspeita inicial é de que a morte foi causada por falta de oxigenação da água no tanque que abrigava o animal.

A fêmea vivia no zoológico desde 2007, aonde chegou ainda filhote, com pouco mais de um metro. Ela veio transferida do Oceanário de Rendinha Nova, em Natal, no Rio Grande do Norte. Em setembro de 2011, o tanque tinha sido interditado por ser pequeno demais para o tubarão e o zoológico estava estudando uma solução para o animal.

Os técnicos do Parque estão investigando e realizando os protocolos de rotina em casos de morte de animais no zoológico, para só então ser divulgado o laudo conclusivo sobre o caso, mas a relação da morte com o tamanho do tanque já foi descartada.

 

Fonte: G1

 


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Tubarão de espécie ameçada de extinção dá à luz em aquário

Ann, fêmea de tubarão-anjo, teve vinte filhotes em cativeiro no aquário da cidade de Fife, na Escócia.

Um tubarão de uma espécie ameaçada deu à luz 20 filhotes em um aquário da Escócia. Ann, a fêmea de tubarão-anjo deu à luz 16 filhotes até a quarta-feira (7). Na quinta (8), Ann deu à luz mais quatro. Os filhotes e a mãe estão no aquário Deep Sea World, em Fife.

Chris Smith, do Deep Sea World, acompanhou os nascimentos e conta que os filhotes de tubarão apresentam grande variedade nos tamanhos e características. Smith conta que o primeiro filhote a nascer, foi prematuro e nasceu há cerca de três semanas.

“Ele está sendo tratado em um local especial do aquário, um ambiente seguro, monitorado e calmo, para onde estes outros filhotes serão levados”, disse. O tubarão-anjo pode chegar a dois metros de comprimento e foi declarado extinto no Mar do Norte em 2006.

Desde então a União Internacional para Conservação da Natureza mudou o status do tubarão e o colocou na lista de espécies ameaçadas. Frequentemente este tubarão é capturado e fica preso em redes de pesca.

Filhotes de tubarão (Foto: Reprodução/BBC)

Nasceram 20 filhotes de tubarão-anjo em um aquário da Escócia (Foto: Reprodução/BBC)

Fonte: BBC Brasil


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Mergulhadora desenvolve técnica para ‘adormecer’ tubarões

A mergulhadora italiana Cristina Zanato desenvolve uma técnica pouco conhecida para “adormecer” tubarões chamada de Imobilização Tônica. Ao esfregar com a mão suavemente sobre pequenas aberturas ao redor de sua boca e nariz, conhecidas como ampolas de Lorenzini, ela induz os animais a um estado de paralisia, no qual eles ficam por até 15 minutos.

As ampolas de Lorenzini são órgãos sensoriais eletrorreceptores que ajudam os animais a detectar vibrações ao seu redor. “Aprendi (a técnica) por acidente. O tubarão vinha alto em direção ao meu rosto”, contou ela à BBC Brasil. “Eu o toquei para empurrá-lo para baixo, mas o tubarão parou de nadar. Foi um comportamento que nos maravilhou e não podíamos explicar”, diz ela.

Cristina diz que desenvolveu a técnica “ao longo dos anos, até alcançar os resultados que você vê hoje”. O fotógrafo brasileiro Marcio Lisa, que acompanhou o trabalho de Cristina por dois dias nas Bahamas, diz que observar a técnica “é extremamente emocionante”. “Apesar de já ter feito shark feeding (alimentação de tubarões) antes em outras partes do mundo, nas Bahamas os tubarões são em maior quantidade, cerca de 30 ou 40 ao seu redor, e ficam mais próximos”, diz ele. “É de chorar de emoção ver um bicho deste tamanho imobilizado.” Conservação
Nascida na Itália, Cristina, 40 anos, cresceu nas florestas do Congo e, desde os 20 e poucos anos, é instrutora de mergulho nas Bahamas. Mas a paixão pelos tubarões vem de antes. “Comecei a nadar com eles aos 8 anos de idade. Tive a sorte de ter um pai e uma mãe apaixonados pelo oceano”, diz ela. Atualmente, ela faz campanha contra a caça predatória de tubarões motivada pela demanda por suas barbatanas.

“É impressionante ver que países menores, mais pobres, com uma relação maior com o oceano, proibiram totalmente a importação e exportação de barbatanas e produtos de tubarões”, diz ela, que luta para que países desenvolvidos adotem medida semelhante.

“Os tubarões são vilificados há séculos, mais ainda em anos recentes”, diz ela. “Eles são parte do balanço dos oceanos e da cadeia alimentar, mas são mais vulneráveis do que outros animais porque atingem a maturidade sexual mais tarde, tem poucos filhotes e se reproduzem mais lentamente do que outras espécies”, diz ela. Cristina diz que os tubarões são ainda hoje uma parte considerável de sua vida. Ela presta consultoria a aquários e programas educacionais.

A italiana Cristina Zanato passa a mão suavemente sobre pequenas aberturas ao redor da boca e do nariz dos tubarões, conhecidas como ampolas de .... Foto: Cristina Zenato com tubarões/Marcio Lisa/Txai /BBC Brasil

A italiana Cristina Zanato passa a mão suavemente sobre pequenas aberturas ao redor da boca e do nariz dos tubarões, conhecidas como ampolas de Lorenzini Foto: Cristina Zenato com tubarões/Marcio Lisa/Txai /BBC Brasil

Fonte: BBC Brasil


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Cientista confirma que tubarão “ciclope” é verdadeiro

Um barco de pesca comercial capturou no Golfo do México um tubarão com apenas um olho. Apesar de parecer um truque de photoshop ou outro tipo de farsa, um cientista confirmou que o “ciclope” é verdadeiro e sofre de um problema raríssimo. As informações são do siteLiveScience.

“É extremamente raro”, diz Felipe Galvan, do Centro Interdisciplinar de Ciências do Mar do México. “Até onde sabemos, menos de 50 exemplares com essa anormalidade foram registrados.”

O animal é, na verdade, um feto encontrado no útero da mãe, já morta. A imagem percorreu a internet e os pesquisadores decidiram investigar o exemplar, entregue pela empresa de pesca Pisces Fleet. O corpo foi submetido a exames de raio-X que indicaram ser verdadeiro, mas os pesquisadores duvidam que ele sobreviveria muito tempo após o nascimento.

A ciclopia, como a malformação é chamada, pode afetar vários seres vivos, inclusive o homem. Há um caso de 1982, registrado na publicação especializada British Journal of Ophthalmology, de um bebê humano com ciclopia. Ele nasceu em Israel e sobreviveu por apenas 30 minutos devido a malformação do cérebro.

Homem segura tubarão de um olho só no México. Foto: Pisces Group Cabo/Pisces Sportfishing/Divulgação

Homem segura tubarão de um olho só no México Foto: Pisces Group Cabo/Pisces Sportfishing/Divulgação

Fonte: Portal Terra


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6 de novembro de 2012 | nenhum comentário »

Cérebro de tubarões processa estímulos visuais de forma similar ao humano

Pesquisa sugere o uso de sinalizações visuais para prevenir ataques

Nos últimos dez meses, cinco mortes ocorreram na Austrália por ataques de tubarões brancos, que costumam aparecer em áreas bastante próximas da costa do país. Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela Universidade da Austrália Ocidental sugerem uma nova abordagem para proteger os banhistas. O estudo de Kara Yopak, da escola de Biologia Animal da universidade, descobriu que o cérebro dos tubarões tem certas semelhanças com os de humano e que a visão é de grande importância, indicando que uma simples sinalização pode ajudar a afugentar o animal.

“Nos grandes tubarões brancos, a área do cérebro que recebe sinais visuais é bastante grande, o que sugere que a visão nesses animais tem muita importância”, disse Kara ao site da universidade. “A descoberta poderia direcionar o esforço dos pesquisadores no desenvolvimento de técnicas especificamente direcionadas aos olhos dos tubarões.”

Muitos dos meios repelentes utilizados atualmente são ondas eletromagnéticas que se dirigem a sensores que existem no focinho do tubarão. É uma técnica eficaz, mas que não funciona em todas as situações. De acordo com Kara, a nova técnica para repelir os tubarões poderia ser tão simples quanto colocar determinadas marcas visuais nas pranchas de surfe ou na roupa dos surfistas. “Um tubarão pode reconhecer a marca de uma serpente-marinha venenosa e ir embora. E nós podemos usar essa informação para elaborar uma reação”, afirma.

O artigo figura numa edição especial (chamada de O Sistema Nervoso em Peixes cartilaginosos) do periódico científico Brain, Behavior and Evolution. Outros artigos apontam mais semelhanças entre o cérebro humano e o de tubarões. “Um trabalho mostra que o cerebelo, que apareceu pela primeira vez nos tubarões, é um importante avanço evolutivo que pavimentou o caminho de funções neurais mais avançadas nos vertebrados, inclusive em humanos”, explica.

Até pouco tempo atrás, acreditava-se os peixes cartilaginosos, como os tubarões, tinham cérebros consideravelmente simples. “Esta coleção de artigos mostrou que estes peixes possuem uma bateria de sistemas sensoriais extremamente desenvolvidos, cérebros relativamente grandes e complexas características neuromorfológicas”, escreve a pesquisadora.

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões é eficaz, mas não funciona em todas as situações

As técnicas usadas atualmente para afastar o perigo dos tubarões são eficazes, mas não funciona em todas as situações (Mustafa Ozer/AFP)

Fonte: Veja Ciência


7 de agosto de 2012 | nenhum comentário »

Após ataques, França vai caçar tubarões na ilha Reunião

Após série de incidentes, moradores pediram ajuda às autoridades para caçar peixes, que teriam se multiplicado nos últimos anos

A França vai contratar pescadores profissionais para matar nesta semana cerca de 20 tubarões na costa da ilha Reunião, território francês no oceano Índico, na esperança de entender uma série de ataques nesse paraíso dos surfistas.

Dois deles foram atacados por tubarões em menos de uma semana. Um deles, mordido no domingo, sobreviveu por pouco, mas perdeu uma mão e um pé. O outro morreu na segunda-feira (30) da semana passada.

Autoridades municipais de Saint-Leu, perto do local do ataque de domingo, pediram a governos de nível superior que abatessem as populações de tubarões-tigres e tubarões-cabeça-chata, que teriam se multiplicado no último ano.

Cerca de 300 moradores e surfistas fizeram um protesto em frente à principal delegacia de polícia da ilha, pedindo o abate dos tubarões.

O governo francês, porém, descartou um abate generalizado, dizendo que é preciso realizar estudos científicos sobre uma toxina que existe na carne dos tubarões, e que desestimula sua pesca.

O tubarão-cabeça-chata é uma das espécies que mais ataca humanos. Brian J. Skerry / National Geographic Image Sales

Fonte: Portal iG


27 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Estudo mostra que tubarões têm pasta de dente ‘embutida’ na boca

Cientistas alemães dizem que arcadas dentárias dos animais contém alto índice de flúor, o que os torna provavelmente livres de cáries

Uma análise detalhada dos dentes dos tubarões mostrou que o “terror dos mares” tem um componente químico nos dentes indispensável para deixá-los fortes e garantir boas dentadas, Pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, analisaram profundamente a composição química dos dentes dos tubarões descobriram que esse componente é o flúor, o famoso ingrediente de várias pastas de dente.

O estudo mostrou que enquanto a superfície dentes dos tubarões contém alto índice de fluoreto, mineral presente nas pastas de dente, os humanos e outros mamíferos apresentam uma composição diferente, com hidroxiapatita, uma substância também encontrada nos ossos.

O fluoreto deixa os dentes dos tubarões das espécies Isurus oxyrinchus e Galeocerdo cuvier mais resistentes aos ácidos. Mathias Eppe, co-autor do estudo, disse ao site Discovery News que a superfície dos dentes dos tubarões é composta por 100% de fluoreto. “Portanto, eles não devem ter cáries. Como vivem na água e trocam sua arcada dentária com regularidade, dor de dente é um problema que eles não têm.” No entanto, no quesito resistência, os dentes humanos não deixaram nada a dever aos dos peixes: ambos são igualmente duros.

Além da força da mandíbula, o dente dos tubarões apresenta composição química que garante eficiência nas dentadas. Na imagem, cena do filme Tubarão. Imagem: Divulgação

Fonte: Portal iG


30 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Populações de tubarões somem em ilhas mais povoadas do Pacífico

Cientistas fazem censo para contabilizar perdas de tubarões de arrecifes.
Nas ilhas mais populosas, baixas ultrapassam os 90%.

Grandes populações de tubarões vêm sofrendo enormes baixas nas últimas três décadas no Oceano Pacífico, principalmente os que vivem em arrecifes de ilhas mais povoadas. Essa é a conclusão de um estudo publicado nessa semana na revista científica “Conservation Biology”, que revela uma censo desses animais realizado na região.

Um grupo de pesquisadores da Adminsitração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) percorreu por 46 ilhas e atóis do Pacífico para comparar as baixas no número de tubarões de arrecifes nesses locais.

“Nós estimamos que o número de tubarões diminuiu substancialmente em torno da ilhas populosas, mais de 90% comparado com aqueles que vivem nos arrecifes mais intocados”, disse Marc Nadon, autor do estudo e cientista do Instituto Conjunto para a Investigação Marinha e Atmosférica (Jimar, na sigla em inglês) da Universidade do Havaí. “Em outras palavras, pessoas e tubarões não se misturam”, reitera Nadon.

Para chegarem às estimativas, Nadon e seus colegas fizeram um censo usando mergulhadores que, conduzidos por pequenas embarcações, fizeram 1.600 mergulhos.

Ao cruzarem esses dados com os das populações ao redor, a complexidade do habitat, as áreas dos arrecifes estudados e medições feitas por satélite da temperatura da superfície do oceano, os pesquisadores concluíram que a presença humana causou enormes efeitos negativos nos arrecifes.

“Ao redor das áreas bastante populosas que nós pesquisamos no Pacífico, como as principais ilhas havaianas, o arquipélago Mariana e a Samoa Americana, vimos uma grande queda no número de tubarões dos arrecifes (…). Nós estimamos que menos de 10% desses tubarões permanecem nessas áreas”, afirma Nadon.

Fonte: Globo Natureza


8 de março de 2012 | nenhum comentário »

Nova espécie de tubarão é identificada em Galápagos

O animal, que vive em águas profundas, tem aproximadamente 40 centímetros de comprimento

Cientistas da Academia de Ciências da Califórnia, nos Estados Unidos, identificaram uma nova espécie de tubarão. Ela foi encontrada na região das ilhas Galápagos, vivendo em águas profundas – entre 400 a 600 metros abaixo da superfície. A espécie recém-descrita (Bythaelurus giddingsi) foi apresentada na edição de 5 de março da revista Zootaxa.

O animal tem aproximadamente 40 centímetros de comprimento e uma coloração marrom, com pequenas manchas pálidas, irregularmente distribuídas em seu corpo, lembrando a pele de uma onça-pintada. Os padrões, segundo os pesquisadores, parecem ser únicos para cada indivíduo. Ele pertence à família Scyliorhinidae, a mesma do tubarão conhecido no Brasil como pata-roxa (Scyliorhinus canicula), uma das menores e mais abundantes no Atlântico.

“A descoberta de uma nova espécie de tubarão é sempre interessante, especialmente neste momento em que os tubarões estão enfrentando uma incrível pressão”, conta John McCosker, presidente do setor de Biologia Aquática da Academia e coordenador da pesquisa. “Muitas espécies se tornaram localmente raras e outras estão em vias de extinção devido a intensa captura de animais para abastecer o comércio de barbatanas”, diz.

A primeira expedição científica da Academia de Ciências da Califórnia pelas ilhas Galápagos ocorreu em 1905. Desde então, diversas viagens foram realizadas. Como resultado, a instituição hoje é lar da maior coleção do mundo de espécimes científicos originários dessa região. Dezenas de novas espécies marinhas foram descobertas pela Academia nas últimas décadas.

Nos anos 1990, McCosker realizou uma série de mergulhos a bordo do veículo submersível Johnson Sea Link para explorar a vida marinha no arquipélago. Estes submarinos permitem aos cientistas explorarem uma vasta parte de Galápagos que não era acessível a Charles Darwin, por exemplo, que esteve na região quando viajou pelo mundo no navio Beagle, de 1831 a 1836. McCosker coletou sete exemplares do novo animal em expedições realizadas no local em 1995 e 1998, mas só conseguiu identificá-los como uma espécie inédita agora.

O Bythaelurus giddingsi é pequeno, de pele marrom com pequenas manchas claras e vive a mais de 400 metros abaixo da superfície do mar

O 'Bythaelurus giddingsi' é pequeno, de pele marrom com pequenas manchas claras e vive a mais de 400 metros abaixo da superfície do mar (California Academy of Sciences)

Fonte: Veja Ciência


28 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Para mergulhador, tubarões são ‘dóceis companheiros de trabalho’

Klaus Jost faz campanha para proteger os tubarões e diz que os temidos animais não têm nada de ‘comedores de gente’.

O fotógrafo e engenheiro marítimo Klaus Jost mergulha há anos ao lado de tubarões, em várias partes do mundo, e vê os temidos animais como companheiros de trabalho.

‘Ao todo, passei milhares de horas debaixo d’água. Sempre houve tubarões, mas nunca tive problemas com eles. Esses temidos habitantes dos oceanos não têm nada de comedores de homens e monstros agressivos. Na verdade, muitos poucos dos 460 tipos de tubarão descobertos até agora representam uma ameaça para humanos’, diz ele.

O interesse pelos animais começou quando ele trabalhava como engenheiro na construção de grandes portos ao redor do mundo, em lugares como Kuwait, Paquistão, Costa do Marfim, África do Sul, Egito e Guiné.

‘Tubarões são fantásticos. Se você já viu um tubarão debaixo d’água, nunca vai esquecê-lo’, disse Jost à BBC Brasil.

Desde 2001, Jost passou a se dedicar à fotografia de natureza e submarina. Seu objetivo é documentar espécies de tubarão ameaçadas de extinção e chamar atenção para a caça dos animais.

‘A exportação de barbatana de tubarão (usada em sopas, na China) para o Oriente vem aumentando. O pior é que os tubarões são pegos, suas barbatanas, cortadas, e eles são jogados de volta no mar ainda vivos, para morrerem de forma terrível.’

Tubarão (Foto: Klaus Jost/BBC)

OO interesse de Klaus Jost por tubarões começou quando ele trabalhava na construção de portos (Foto: Klaus Jost/BBC)

Dois tubarões gália branca, o tipo mais comum encontrado nos corais do Indo-Pacífico (Foto: Klaus Jost/BBC)

Dois tubarões gália branca, o tipo mais comum encontrado nos corais do Indo-Pacífico (Foto: Klaus Jost/BBC)

Esta foto mostra um tubarão gália preta (Foto: Klaus Jost/BBC)

Esta foto mostra um tubarão gália preta (Foto: Klaus Jost/BBC)

Tubarão-touro que Jost apelidou de "vovó", devido a sua natureza dócil e relaxada (Foto: Klaus Jost/BBC)

Tubarão-touro que Jost apelidou de "vovó", devido a sua natureza dócil e relaxada (Foto: Klaus Jost/BBC)

O tubarão-touro também pode viver em água doce (Foto: Klaus Jost/BBC)

O tubarão-touro também pode viver em água doce (Foto: Klaus Jost/BBC)

Fonte: BBC


27 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Fêmea de tubarão lixa de zoológico do Recife é encontrada morta

Tubarão chegou ao Parque Dois Irmãos em 2007, vindo de Natal.
Suspeita inicial é de falta de oxigenação na água do tanque.

Tubarão-lixa chegou em 2007 no Parque Dois Irmãos. (Foto: Silvino Pinto/Divulgação)

Tubarão lixa chegou em 2007 no Parque Dois Irmãos. (Foto: Silvino Pinto/Divulgação)

A fêmea de tubarão lixa, de pouco mais de dois metros de comprimento, que vivia no Aquário do zoológico do Parque Dois Irmãos, no Recife, foi encontrada morta neste sábado (25) por técnicos do zoo durante procedimentos de rotina. A suspeita inicial é de que a morte foi causada por falta de oxigenação da água no tanque que abrigava o animal.

A fêmea vivia no zoológico desde 2007, aonde chegou ainda filhote, com pouco mais de um metro. Ela veio transferida do Oceanário de Rendinha Nova, em Natal, no Rio Grande do Norte. Em setembro de 2011, o tanque tinha sido interditado por ser pequeno demais para o tubarão e o zoológico estava estudando uma solução para o animal.

Os técnicos do Parque estão investigando e realizando os protocolos de rotina em casos de morte de animais no zoológico, para só então ser divulgado o laudo conclusivo sobre o caso, mas a relação da morte com o tamanho do tanque já foi descartada.

 

Fonte: G1

 


8 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Tubarão de espécie ameçada de extinção dá à luz em aquário

Ann, fêmea de tubarão-anjo, teve vinte filhotes em cativeiro no aquário da cidade de Fife, na Escócia.

Um tubarão de uma espécie ameaçada deu à luz 20 filhotes em um aquário da Escócia. Ann, a fêmea de tubarão-anjo deu à luz 16 filhotes até a quarta-feira (7). Na quinta (8), Ann deu à luz mais quatro. Os filhotes e a mãe estão no aquário Deep Sea World, em Fife.

Chris Smith, do Deep Sea World, acompanhou os nascimentos e conta que os filhotes de tubarão apresentam grande variedade nos tamanhos e características. Smith conta que o primeiro filhote a nascer, foi prematuro e nasceu há cerca de três semanas.

“Ele está sendo tratado em um local especial do aquário, um ambiente seguro, monitorado e calmo, para onde estes outros filhotes serão levados”, disse. O tubarão-anjo pode chegar a dois metros de comprimento e foi declarado extinto no Mar do Norte em 2006.

Desde então a União Internacional para Conservação da Natureza mudou o status do tubarão e o colocou na lista de espécies ameaçadas. Frequentemente este tubarão é capturado e fica preso em redes de pesca.

Filhotes de tubarão (Foto: Reprodução/BBC)

Nasceram 20 filhotes de tubarão-anjo em um aquário da Escócia (Foto: Reprodução/BBC)

Fonte: BBC Brasil


25 de novembro de 2011 | nenhum comentário »

Mergulhadora desenvolve técnica para ‘adormecer’ tubarões

A mergulhadora italiana Cristina Zanato desenvolve uma técnica pouco conhecida para “adormecer” tubarões chamada de Imobilização Tônica. Ao esfregar com a mão suavemente sobre pequenas aberturas ao redor de sua boca e nariz, conhecidas como ampolas de Lorenzini, ela induz os animais a um estado de paralisia, no qual eles ficam por até 15 minutos.

As ampolas de Lorenzini são órgãos sensoriais eletrorreceptores que ajudam os animais a detectar vibrações ao seu redor. “Aprendi (a técnica) por acidente. O tubarão vinha alto em direção ao meu rosto”, contou ela à BBC Brasil. “Eu o toquei para empurrá-lo para baixo, mas o tubarão parou de nadar. Foi um comportamento que nos maravilhou e não podíamos explicar”, diz ela.

Cristina diz que desenvolveu a técnica “ao longo dos anos, até alcançar os resultados que você vê hoje”. O fotógrafo brasileiro Marcio Lisa, que acompanhou o trabalho de Cristina por dois dias nas Bahamas, diz que observar a técnica “é extremamente emocionante”. “Apesar de já ter feito shark feeding (alimentação de tubarões) antes em outras partes do mundo, nas Bahamas os tubarões são em maior quantidade, cerca de 30 ou 40 ao seu redor, e ficam mais próximos”, diz ele. “É de chorar de emoção ver um bicho deste tamanho imobilizado.” Conservação
Nascida na Itália, Cristina, 40 anos, cresceu nas florestas do Congo e, desde os 20 e poucos anos, é instrutora de mergulho nas Bahamas. Mas a paixão pelos tubarões vem de antes. “Comecei a nadar com eles aos 8 anos de idade. Tive a sorte de ter um pai e uma mãe apaixonados pelo oceano”, diz ela. Atualmente, ela faz campanha contra a caça predatória de tubarões motivada pela demanda por suas barbatanas.

“É impressionante ver que países menores, mais pobres, com uma relação maior com o oceano, proibiram totalmente a importação e exportação de barbatanas e produtos de tubarões”, diz ela, que luta para que países desenvolvidos adotem medida semelhante.

“Os tubarões são vilificados há séculos, mais ainda em anos recentes”, diz ela. “Eles são parte do balanço dos oceanos e da cadeia alimentar, mas são mais vulneráveis do que outros animais porque atingem a maturidade sexual mais tarde, tem poucos filhotes e se reproduzem mais lentamente do que outras espécies”, diz ela. Cristina diz que os tubarões são ainda hoje uma parte considerável de sua vida. Ela presta consultoria a aquários e programas educacionais.

A italiana Cristina Zanato passa a mão suavemente sobre pequenas aberturas ao redor da boca e do nariz dos tubarões, conhecidas como ampolas de .... Foto: Cristina Zenato com tubarões/Marcio Lisa/Txai /BBC Brasil

A italiana Cristina Zanato passa a mão suavemente sobre pequenas aberturas ao redor da boca e do nariz dos tubarões, conhecidas como ampolas de Lorenzini Foto: Cristina Zenato com tubarões/Marcio Lisa/Txai /BBC Brasil

Fonte: BBC Brasil


27 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Cientista confirma que tubarão “ciclope” é verdadeiro

Um barco de pesca comercial capturou no Golfo do México um tubarão com apenas um olho. Apesar de parecer um truque de photoshop ou outro tipo de farsa, um cientista confirmou que o “ciclope” é verdadeiro e sofre de um problema raríssimo. As informações são do siteLiveScience.

“É extremamente raro”, diz Felipe Galvan, do Centro Interdisciplinar de Ciências do Mar do México. “Até onde sabemos, menos de 50 exemplares com essa anormalidade foram registrados.”

O animal é, na verdade, um feto encontrado no útero da mãe, já morta. A imagem percorreu a internet e os pesquisadores decidiram investigar o exemplar, entregue pela empresa de pesca Pisces Fleet. O corpo foi submetido a exames de raio-X que indicaram ser verdadeiro, mas os pesquisadores duvidam que ele sobreviveria muito tempo após o nascimento.

A ciclopia, como a malformação é chamada, pode afetar vários seres vivos, inclusive o homem. Há um caso de 1982, registrado na publicação especializada British Journal of Ophthalmology, de um bebê humano com ciclopia. Ele nasceu em Israel e sobreviveu por apenas 30 minutos devido a malformação do cérebro.

Homem segura tubarão de um olho só no México. Foto: Pisces Group Cabo/Pisces Sportfishing/Divulgação

Homem segura tubarão de um olho só no México Foto: Pisces Group Cabo/Pisces Sportfishing/Divulgação

Fonte: Portal Terra


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