5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto de santuário para baleias no Atlântico Sul é rejeitado em reunião

Proposta apoiada pelo Brasil precisava de 75% dos votos, mas teve 65%.
Intenção era criar área livre de exploração entre a América do Sul e África.

Baleia jubarte nada próximo ao litoral (Foto: Divulgação/ IBJ)

Baleia jubarte nada próximo ao litoral brasileiro. Intenção de santuário é proteger mamíferos aquáticos que vivem entre a América do Sul e a África (Foto: Divulgação/ IBJ)

A proposta de se criar um santuário para baleias no Atlântico Sul, entre a América do Sul e a África, foi rejeitada durante votação realizada nesta segunda-feira (2) pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), em reunião anual realizada no Panamá, de acordo com a agência de notícias France Presse.

Segundo Milko Schvartzman, responsável pela América Latina na área de oceanos na organização ambiental Greenpeace, a proposta de criação do santuário “havia acabado de ser votada e não foi aprovada”. Na plenária, 38 países se pronunciaram a favor e 21 governos foram contrários. O apoio favorável foi de 65%, mas a porcentagem necessária para criar a área de proteção era de 75%.

O assunto era um dos principais temas em debate no encontro, que termina nesta semana. O projeto de criar um santuário de proteção às baleias no Atlântico Sul é liderado pelo Brasil e pela Argentina desde 2000.

Além de assumir uma postura conservacionista – após ter permitido a caça em suas águas até 1985 -, o governo brasileiro percebeu que o turismo de observação é um negócio muito mais rentável e gerador de emprego do que a morte do animal.

Contribuição científica
De acordo com Vanessa Tossenberger, da organização ambiental Sociedade para a Conservação das Baleias e Golfinhos (WDCS, na sigla em inglês), os santuários “ajudam a desenvolver pesquisas científicas e a apoiar manejos sustentáveis, evitando danos à população marinha”.

Há mais de uma década existem impasses entre países que apoiam a exploração de baleias e governos conservacionistas. Conforme votação realizada nesta segunda, os conservacionistas até tiveram a maioria, mas não têm conseguido superar a barreira criada por Japão, Noruega, Islândia e Rússia, acusados, inclusive, de comprar votos de países neutros.

Na reunião do ano passado, o Japão liderou o bloco de nações que se recusaram a submeter o projeto à votação. Os delegados japoneses, seguidos pelos islandeses e por vários países africanos e caribenhos, abandonaram a sala de negociação quando o presidente propôs a votação da iniciativa.

 

Fonte: Globo Natureza com informações da France Presse


26 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Aterro sanitário em Cingapura atrai turistas; espera é de 4 meses

Quatro meses de espera é o tempo que leva para os turistas conhecerem um aterro sanitário em Cingapura, o Pulau Semakau, cujo número de visitantes triplicou nos últimos cinco anos, passando de 4.000, em 2005, para 13.000, em 2010.

Mas o local não é um lixão. É uma ilha artificial que lembra uma reserva natural, apesar das 9,8 milhões de toneladas de lixo incinerado que ficam a cerca de 30 centímetros abaixo da superfície.

A escassez de terra em Cingapura –menor do que Rhode Island (3.140 quilômetros quadrados)– levou o governo a desenvolver técnicas inovadoras para descarte de lixo.

Ao juntar duas pequenas ilhas com área quase igual ao Central Park, o governo criou o aterro, o primeiro depósito de lixo na costa de Cingapura que agora é uma atração popular.

Pescadores esportivos vêm durante o dia e astrônomos à noite para observar o céu longe das luzes da cidade. Grupos escolares têm permissão de entrar nas poças formadas pela maré para procurar anêmonas e estrelas-do-mar. De acordo com Ong, os passeios na faixa coberta pela maré são tão populares que estão reservados para quase o ano inteiro.

As instalações de US$ 360 milhões incluem um quebra-mar de 7 km feito de areia, pedra, argila e uma geomembrana de polietileno, que acompanha a periferia da ilha para impedir vazamentos.

O lixo incinerado do continente chega em barcaças e a cinza molhada é esvaziada em fossos para um dia serem cobertos de terra, onde palmeiras e outras plantas crescem naturalmente.

Converter aterros em áreas de uso público não é novidade. Em Nova York, o aterro Fresh Kills, em Staten Island, fechado em 2001, será reaberto como parque em torno de 2035.

Em 1994, o Japão transformou um velho aterro sanitário na região sudoeste de Osaka no Aeroporto Internacional de Kansai, o primeiro aeroporto marinho do mundo.

Porém, Semakau é o único aterro ativo que recebe lixo incinerado e industrial ao mesmo tempo em que dá suporte a um ecossistema florescente, que conta com mais de 700 tipos de plantas e animais e várias espécies ameaçadas.

“Mesmo operando um aterro, a biodiversidade continua a florescer”, diz Ong Chong Peng, gerente geral do local. “Queremos manter esse equilíbrio o máximo possível.”

Fauna e flora são tão preciosas em Semakau que o perímetro previsto do aterro foi alterado para garantir que duas florestas de mangue tivessem acesso à água doce com a mudança da maré.

Espécies protegidas como a garça Ardea sumatrana e tarambolas-da-malásia se reproduzem na ilha, e o ameaçado golfinho-corcunda-indopacífico foram vistos pelas redondezas.

Semakau também é o único aterro sanitário ativo que costuma incentivar visitas do público cinco dias por semana. Enquanto o lado oriental da ilha está cheio de espaços esperando para serem preenchidos, a porção oriental recebe espectadores desde 2005.

Neste ano, depois de mais de uma década em operação, o lado oriental da ilha está programado para desenvolvimento e pode começar a receber lixo já em 2015.

A Agência Nacional de Meio Ambiente, que mantém o local, prevê que, com os dois lados recebendo dejetos, o aterro ficará aberto até pelo menos 2045.

CRÍTICAS

A Agência Nacional de Meio Ambiente do país garante que o sistema único do aterro reduz o volume de lixo em 90%, acrescentando que 2% da energia de Cingapura são produzidos pelos quatro incineradores do continente.

Porém, os críticos reprovam um gerenciamento de lixo baseado inteiramente na incineração. Incineradores de larga escala, como os do país, têm períodos curtos de vida, às vezes de apenas dez anos, antes de necessitarem troca.

Para ambientalistas do Greenpeace, a incineração simplesmente transforma o problema do lixo num problema de poluição.

“O Greenpeace é contrário à incineração de lixo por ser uma grande fonte de substâncias cancerígenas como dioxina, além de outros poluentes nocivos, como o mercúrio, e compostos orgânicos voláteis”, explica Tara Buakamsri, diretor de campanha para o Sudeste Asiático.

Protestos públicos na Malásia e Indonésia ocorreram depois que o governo anunciou planos de construir novos incineradores. Já os filipinos os baniram em 1999 por causa dos riscos à saúde –mesmo ano em que o governo cingapurense passou a usá-los para operar o Semakau.

Também existe o pequeno, mas real, risco de que o lixo contamine o oceano.

Aterro Pulau Semakau serve de reserva natural; local é aberto para turistas durante cinco dias da semana

Aterro Pulau Semakau serve de reserva natural; local é aberto para turistas durante cinco dias da semana. Foto: The New York Times

Fonte: The New York Times


22 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

107 baleias-piloto morrem em praia da Nova Zelândia

Cento e sete baleias-piloto morreram em uma praia isolada no sul da Nova Zelândia no domingo (20).

Os animais foram encontrados encalhados na praia por dois turistas. Os turistas deram então o alerta ao serviço de proteção ambiental.

A baleia-piloto é a espécie de baleia mais comum na Nova Zelândia.

Quando chegaram ao local, os especialistas encontraram metade do grupo já morto. Eles então optaram por sacrificar as 48 baleias restantes. De acordo com um comunicado à imprensa, os animais não iriam sobreviver o tempo necessário para devolvê-los ao mar. O clima seco e o forte calor debilitaram a resistência dos animais.

O local é tão isolado que os corpos foram deixados na praia para se decompor naturalmente, afirmaram as autoridades.

downloads sunset blvd

Os cientistas não têm nenhuma explicação conclusiva sobre o que levou as baleias-piloto a encalharem na praia.

Fonte: G1


17 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Sustentabilidade no Cerrado de Guimarães Rosa

Uma das regiões mais belas e ricas em biodiversidade do Cerrado, entre o norte de Minas Gerais e sudeste da Bahia, o Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu vai receber investimentos de R$ 2,6 milhões para a geração de renda com sustentabilidade. Serão beneficiadas 23 comunidades tradicionais com projetos de extrativismo vegetal e turismo ecocultural em 11 municípios no médio São Francisco. Os recursos são do Fundo Socioambiental da Caixa para o incentivo à atividade econômica sustentável e à redução do desmatamento no bioma.

Termina nesta sexta-feira (18) o prazo para a chamada de dois projetos de execução do Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista, pronto desde o ano passado e aprovado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente. A meta é agregar valor e ampliar o mercado de nove culturas vegetais extrativistas locais e financiar a construção de pousadas comunitárias para o desenvolvimento do turismo sustentável e cultural na região.

A inovação no processo é que as instituições selecionadas vão executar um plano que já está pronto e traz um diagnóstico completo da situação socioambiental na região. Ele foi elaborado pela Fundação Pró-Natureza (Funatura), uma das ONGs representantes da região Centro-Oeste no Conselho Nacional do Meio Ambiente e com atuação no Parque Nacional Grande-Sertão Veredas desde a criação dessa unidade de conservação.

O primeiro, orçado em R$ 1,1 milhão, é destinado ao extrativismo e para participar da chamada a instituição precisa demonstrar que tem laços, atuação e integrantes das comunidades a serem beneficiadas. Os recursos serão aplicados nas culturas de frutas tradicionais como a caigaita, o umbu, o araticum e buriti e no beneficiamento da cultura da favela, que produz um fruto utilizado para a fabricação de medicamentos.

“Antes da organização das comunidades em cooperativas, o quilo da fava d´anta, espécie de legume extraído da favela, valia pouco mais de R$ 0,30 centavos, agora chega a R$1,20?, explica o técnico especialista do MMA, Fernando Lima. Para ele, projetos como esse são de fundamental importância na preservação ambiental do Cerrado. Desde meados do século 20, com a expansão da fronteira agrícola para produção da monocultora de soja, o bioma já contabiliza uma perda de 47% de sua cobertura vegetal nativa.

No setor de turismo ecocultural, R$ 1,5 milhão serão destinados ao incentivo a atividades turísticas, aproveitando a riqueza cultural do norte mineiro, seus cantadores, suas danças, como foco de atração turística. O mosaico, uma região de 15 mil Km2, ficou conhecida por ser palco da saga do romance Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa. Os caminhos percorridos pelos personagens do livro cortam o Parque Nacional com o mesmo nome, criado em 2005 para contribuir com a preservação do Cerrado.

Na região de Pandeiros é onde está situado o “pantanal mineiro”, um berçário natural que abastece a Bacia do São Francisco em quantidade e número de espécies de peixes. O Parque Nacional e seu entorno só agora começam a receber infraestrutura para o turismo.

As organizações interessadas em participar da chamada deverão enviar suas propostas até sexta-feira (18) e apresentá-las conforme o Programa de Elaboração de Projetos do FNMA – Façaprojeto, disponível na página www.mma.gov.br/fnma.

Fonte: Paulenir Constâncio/MMA


14 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Ibama e ICMBio vão aumentar proteção às cavernas

O Ibama e o  Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas – Cecav (divisão especializada em cavidades subterrâneas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) assinam na próxima sexta-feira, dia 15 de outubro, às 9h, um Termo de Reciprocidade para defesa do patrimônio espeleológico do RN.

DivulgaçãoO objetivo do termo é fortalecer as ações de proteção e conservação das cavernas do RNO objetivo do termo é fortalecer as ações de proteção e conservação das cavernas do RN

O objetivo é fortalecer as ações de proteção e conservação das cavernas potiguares. Até o momento já foram descobertas 524 cavernas no Rio Grande do Norte, o que coloca o estado como o primeiro do Nordeste e o sexto do Brasil em número de cavidades subterrâneas.

Antes da assinatura analistas ambientais e espeleólogos do Ibama e do Cecav farão uma palestra com dados e fotos inéditas sobre as cavernas do RN. Eles vão explicar a importância das cavernas para o meio ambiente, para a ciência e para o turismo. Também vão falar sobre as principais ameaças que afetam essas áreas como a exploração mineral, empreendimentos agropecuários, a visitação desordenada e a consequente depredação dos espeleotemas (formações naturais como estalactites e estalagmites).

mammoth dowload

Toda cavidade subterrânea é patrimônio da união, mesmo que esteja inserida numa propriedade particular. Sua exploração depende de licenças e autorizações dos órgãos federais. O uso indevido das cavernas pode sujeitar os infratores a multas e processos criminais. Entrar em cavernas sem orientação técnica pode resultar em sérios acidentes com os visitantes, levando inclusive à morte.

Fonte: Assessoria de Imprensa






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5 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Projeto de santuário para baleias no Atlântico Sul é rejeitado em reunião

Proposta apoiada pelo Brasil precisava de 75% dos votos, mas teve 65%.
Intenção era criar área livre de exploração entre a América do Sul e África.

Baleia jubarte nada próximo ao litoral (Foto: Divulgação/ IBJ)

Baleia jubarte nada próximo ao litoral brasileiro. Intenção de santuário é proteger mamíferos aquáticos que vivem entre a América do Sul e a África (Foto: Divulgação/ IBJ)

A proposta de se criar um santuário para baleias no Atlântico Sul, entre a América do Sul e a África, foi rejeitada durante votação realizada nesta segunda-feira (2) pela Comissão Baleeira Internacional (CBI), em reunião anual realizada no Panamá, de acordo com a agência de notícias France Presse.

Segundo Milko Schvartzman, responsável pela América Latina na área de oceanos na organização ambiental Greenpeace, a proposta de criação do santuário “havia acabado de ser votada e não foi aprovada”. Na plenária, 38 países se pronunciaram a favor e 21 governos foram contrários. O apoio favorável foi de 65%, mas a porcentagem necessária para criar a área de proteção era de 75%.

O assunto era um dos principais temas em debate no encontro, que termina nesta semana. O projeto de criar um santuário de proteção às baleias no Atlântico Sul é liderado pelo Brasil e pela Argentina desde 2000.

Além de assumir uma postura conservacionista – após ter permitido a caça em suas águas até 1985 -, o governo brasileiro percebeu que o turismo de observação é um negócio muito mais rentável e gerador de emprego do que a morte do animal.

Contribuição científica
De acordo com Vanessa Tossenberger, da organização ambiental Sociedade para a Conservação das Baleias e Golfinhos (WDCS, na sigla em inglês), os santuários “ajudam a desenvolver pesquisas científicas e a apoiar manejos sustentáveis, evitando danos à população marinha”.

Há mais de uma década existem impasses entre países que apoiam a exploração de baleias e governos conservacionistas. Conforme votação realizada nesta segunda, os conservacionistas até tiveram a maioria, mas não têm conseguido superar a barreira criada por Japão, Noruega, Islândia e Rússia, acusados, inclusive, de comprar votos de países neutros.

Na reunião do ano passado, o Japão liderou o bloco de nações que se recusaram a submeter o projeto à votação. Os delegados japoneses, seguidos pelos islandeses e por vários países africanos e caribenhos, abandonaram a sala de negociação quando o presidente propôs a votação da iniciativa.

 

Fonte: Globo Natureza com informações da France Presse


26 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Aterro sanitário em Cingapura atrai turistas; espera é de 4 meses

Quatro meses de espera é o tempo que leva para os turistas conhecerem um aterro sanitário em Cingapura, o Pulau Semakau, cujo número de visitantes triplicou nos últimos cinco anos, passando de 4.000, em 2005, para 13.000, em 2010.

Mas o local não é um lixão. É uma ilha artificial que lembra uma reserva natural, apesar das 9,8 milhões de toneladas de lixo incinerado que ficam a cerca de 30 centímetros abaixo da superfície.

A escassez de terra em Cingapura –menor do que Rhode Island (3.140 quilômetros quadrados)– levou o governo a desenvolver técnicas inovadoras para descarte de lixo.

Ao juntar duas pequenas ilhas com área quase igual ao Central Park, o governo criou o aterro, o primeiro depósito de lixo na costa de Cingapura que agora é uma atração popular.

Pescadores esportivos vêm durante o dia e astrônomos à noite para observar o céu longe das luzes da cidade. Grupos escolares têm permissão de entrar nas poças formadas pela maré para procurar anêmonas e estrelas-do-mar. De acordo com Ong, os passeios na faixa coberta pela maré são tão populares que estão reservados para quase o ano inteiro.

As instalações de US$ 360 milhões incluem um quebra-mar de 7 km feito de areia, pedra, argila e uma geomembrana de polietileno, que acompanha a periferia da ilha para impedir vazamentos.

O lixo incinerado do continente chega em barcaças e a cinza molhada é esvaziada em fossos para um dia serem cobertos de terra, onde palmeiras e outras plantas crescem naturalmente.

Converter aterros em áreas de uso público não é novidade. Em Nova York, o aterro Fresh Kills, em Staten Island, fechado em 2001, será reaberto como parque em torno de 2035.

Em 1994, o Japão transformou um velho aterro sanitário na região sudoeste de Osaka no Aeroporto Internacional de Kansai, o primeiro aeroporto marinho do mundo.

Porém, Semakau é o único aterro ativo que recebe lixo incinerado e industrial ao mesmo tempo em que dá suporte a um ecossistema florescente, que conta com mais de 700 tipos de plantas e animais e várias espécies ameaçadas.

“Mesmo operando um aterro, a biodiversidade continua a florescer”, diz Ong Chong Peng, gerente geral do local. “Queremos manter esse equilíbrio o máximo possível.”

Fauna e flora são tão preciosas em Semakau que o perímetro previsto do aterro foi alterado para garantir que duas florestas de mangue tivessem acesso à água doce com a mudança da maré.

Espécies protegidas como a garça Ardea sumatrana e tarambolas-da-malásia se reproduzem na ilha, e o ameaçado golfinho-corcunda-indopacífico foram vistos pelas redondezas.

Semakau também é o único aterro sanitário ativo que costuma incentivar visitas do público cinco dias por semana. Enquanto o lado oriental da ilha está cheio de espaços esperando para serem preenchidos, a porção oriental recebe espectadores desde 2005.

Neste ano, depois de mais de uma década em operação, o lado oriental da ilha está programado para desenvolvimento e pode começar a receber lixo já em 2015.

A Agência Nacional de Meio Ambiente, que mantém o local, prevê que, com os dois lados recebendo dejetos, o aterro ficará aberto até pelo menos 2045.

CRÍTICAS

A Agência Nacional de Meio Ambiente do país garante que o sistema único do aterro reduz o volume de lixo em 90%, acrescentando que 2% da energia de Cingapura são produzidos pelos quatro incineradores do continente.

Porém, os críticos reprovam um gerenciamento de lixo baseado inteiramente na incineração. Incineradores de larga escala, como os do país, têm períodos curtos de vida, às vezes de apenas dez anos, antes de necessitarem troca.

Para ambientalistas do Greenpeace, a incineração simplesmente transforma o problema do lixo num problema de poluição.

“O Greenpeace é contrário à incineração de lixo por ser uma grande fonte de substâncias cancerígenas como dioxina, além de outros poluentes nocivos, como o mercúrio, e compostos orgânicos voláteis”, explica Tara Buakamsri, diretor de campanha para o Sudeste Asiático.

Protestos públicos na Malásia e Indonésia ocorreram depois que o governo anunciou planos de construir novos incineradores. Já os filipinos os baniram em 1999 por causa dos riscos à saúde –mesmo ano em que o governo cingapurense passou a usá-los para operar o Semakau.

Também existe o pequeno, mas real, risco de que o lixo contamine o oceano.

Aterro Pulau Semakau serve de reserva natural; local é aberto para turistas durante cinco dias da semana

Aterro Pulau Semakau serve de reserva natural; local é aberto para turistas durante cinco dias da semana. Foto: The New York Times

Fonte: The New York Times


22 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

107 baleias-piloto morrem em praia da Nova Zelândia

Cento e sete baleias-piloto morreram em uma praia isolada no sul da Nova Zelândia no domingo (20).

Os animais foram encontrados encalhados na praia por dois turistas. Os turistas deram então o alerta ao serviço de proteção ambiental.

A baleia-piloto é a espécie de baleia mais comum na Nova Zelândia.

Quando chegaram ao local, os especialistas encontraram metade do grupo já morto. Eles então optaram por sacrificar as 48 baleias restantes. De acordo com um comunicado à imprensa, os animais não iriam sobreviver o tempo necessário para devolvê-los ao mar. O clima seco e o forte calor debilitaram a resistência dos animais.

O local é tão isolado que os corpos foram deixados na praia para se decompor naturalmente, afirmaram as autoridades.

downloads sunset blvd

Os cientistas não têm nenhuma explicação conclusiva sobre o que levou as baleias-piloto a encalharem na praia.

Fonte: G1


17 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Sustentabilidade no Cerrado de Guimarães Rosa

Uma das regiões mais belas e ricas em biodiversidade do Cerrado, entre o norte de Minas Gerais e sudeste da Bahia, o Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu vai receber investimentos de R$ 2,6 milhões para a geração de renda com sustentabilidade. Serão beneficiadas 23 comunidades tradicionais com projetos de extrativismo vegetal e turismo ecocultural em 11 municípios no médio São Francisco. Os recursos são do Fundo Socioambiental da Caixa para o incentivo à atividade econômica sustentável e à redução do desmatamento no bioma.

Termina nesta sexta-feira (18) o prazo para a chamada de dois projetos de execução do Plano de Desenvolvimento Territorial de Base Conservacionista, pronto desde o ano passado e aprovado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente. A meta é agregar valor e ampliar o mercado de nove culturas vegetais extrativistas locais e financiar a construção de pousadas comunitárias para o desenvolvimento do turismo sustentável e cultural na região.

A inovação no processo é que as instituições selecionadas vão executar um plano que já está pronto e traz um diagnóstico completo da situação socioambiental na região. Ele foi elaborado pela Fundação Pró-Natureza (Funatura), uma das ONGs representantes da região Centro-Oeste no Conselho Nacional do Meio Ambiente e com atuação no Parque Nacional Grande-Sertão Veredas desde a criação dessa unidade de conservação.

O primeiro, orçado em R$ 1,1 milhão, é destinado ao extrativismo e para participar da chamada a instituição precisa demonstrar que tem laços, atuação e integrantes das comunidades a serem beneficiadas. Os recursos serão aplicados nas culturas de frutas tradicionais como a caigaita, o umbu, o araticum e buriti e no beneficiamento da cultura da favela, que produz um fruto utilizado para a fabricação de medicamentos.

“Antes da organização das comunidades em cooperativas, o quilo da fava d´anta, espécie de legume extraído da favela, valia pouco mais de R$ 0,30 centavos, agora chega a R$1,20?, explica o técnico especialista do MMA, Fernando Lima. Para ele, projetos como esse são de fundamental importância na preservação ambiental do Cerrado. Desde meados do século 20, com a expansão da fronteira agrícola para produção da monocultora de soja, o bioma já contabiliza uma perda de 47% de sua cobertura vegetal nativa.

No setor de turismo ecocultural, R$ 1,5 milhão serão destinados ao incentivo a atividades turísticas, aproveitando a riqueza cultural do norte mineiro, seus cantadores, suas danças, como foco de atração turística. O mosaico, uma região de 15 mil Km2, ficou conhecida por ser palco da saga do romance Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa. Os caminhos percorridos pelos personagens do livro cortam o Parque Nacional com o mesmo nome, criado em 2005 para contribuir com a preservação do Cerrado.

Na região de Pandeiros é onde está situado o “pantanal mineiro”, um berçário natural que abastece a Bacia do São Francisco em quantidade e número de espécies de peixes. O Parque Nacional e seu entorno só agora começam a receber infraestrutura para o turismo.

As organizações interessadas em participar da chamada deverão enviar suas propostas até sexta-feira (18) e apresentá-las conforme o Programa de Elaboração de Projetos do FNMA – Façaprojeto, disponível na página www.mma.gov.br/fnma.

Fonte: Paulenir Constâncio/MMA


14 de outubro de 2010 | nenhum comentário »

Ibama e ICMBio vão aumentar proteção às cavernas

O Ibama e o  Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas – Cecav (divisão especializada em cavidades subterrâneas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) assinam na próxima sexta-feira, dia 15 de outubro, às 9h, um Termo de Reciprocidade para defesa do patrimônio espeleológico do RN.

DivulgaçãoO objetivo do termo é fortalecer as ações de proteção e conservação das cavernas do RNO objetivo do termo é fortalecer as ações de proteção e conservação das cavernas do RN

O objetivo é fortalecer as ações de proteção e conservação das cavernas potiguares. Até o momento já foram descobertas 524 cavernas no Rio Grande do Norte, o que coloca o estado como o primeiro do Nordeste e o sexto do Brasil em número de cavidades subterrâneas.

Antes da assinatura analistas ambientais e espeleólogos do Ibama e do Cecav farão uma palestra com dados e fotos inéditas sobre as cavernas do RN. Eles vão explicar a importância das cavernas para o meio ambiente, para a ciência e para o turismo. Também vão falar sobre as principais ameaças que afetam essas áreas como a exploração mineral, empreendimentos agropecuários, a visitação desordenada e a consequente depredação dos espeleotemas (formações naturais como estalactites e estalagmites).

mammoth dowload

Toda cavidade subterrânea é patrimônio da união, mesmo que esteja inserida numa propriedade particular. Sua exploração depende de licenças e autorizações dos órgãos federais. O uso indevido das cavernas pode sujeitar os infratores a multas e processos criminais. Entrar em cavernas sem orientação técnica pode resultar em sérios acidentes com os visitantes, levando inclusive à morte.

Fonte: Assessoria de Imprensa