25 de novembro de 2010 | nenhum comentário »

Comitiva polonesa conhece projetos na área florestal

SEMA 22/11/2010

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso, recebeu nesta segunda-feira (22), em Curitiba, representantes das universidades polonesas Poznan University of Technology e Poznan University of Life Sciences. A comitiva veio conhecer os projetos ambientais do Paraná e propor acordo de cooperação técnica na área de monitoramento florestal.

O secretário explicou as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado que contribuem para o equilíbrio ambiental. ‘Ao monitorar as florestas, nós monitoramos a biodiversidade como um todo e que, embora tenhamos uma diferença de ecossistemas e de clima, as bases utilizadas são as mesmas’ destacou o secretário. Ele ainda disse, que a troca de experiências com a Polônia também poderá resultar em importantes estudos acadêmicos na área ambiental.

Técnicos e diretores da Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG) promoveram para a comitiva polonesa um workshop sobre as possibilidades de aplicação e cooperação para implantar um sistema avançado de monitoramento de florestas no Paraná. Também participaram do Seminário, representantes da Embrapa Florestas e de organizações não governamentais (ONG) como a Mater Natura e The Nature Conservancy – TNC. Todas estas instituições já desenvolvem o monitoramento das Áreas Estratégicas para a Conservação e Recuperação da Biodiversidade do Paraná.

ESTRATÉGIA – As margens dos rios Ivaí, Piquiri, Cinzas e Iguaçu, em toda a sua extensão, são algumas das áreas apontadas como estratégicas para conservação. Também foram incluídas no levantamento áreas de remanescentes de floresta nativa existentes na região central do Paraná, nascentes de rios importantes, locais onde há grande diversidade de fauna e flora e áreas de floresta que podem ser conectadas a outros remanescentes florestais para construção de corredores de biodiversidade.

A primeira fase do programa identificou os principais remanescentes de vegetação do Paraná (áreas consideradas estratégicas para conservação) a partir do qual foram definidas as áreas necessárias para recomposição da vegetação. O mapeamento utilizou imagens de satélites (INPE 2008) considerando estudos do Ministério do Meio Ambiente sobre as áreas prioritárias para a biodiversidade; Projeto rede da biodiversidade; o sistema estadual e federal de Unidades de Conservação, Estações Ecológicas e áreas prioritárias definidas pelo Sisleg

‘Apresentamos aos nossos visitantes projetos que estão trazendo resultados positivos e toda a experiência dos nossos técnicos, contribuindo para o acordo de cooperação’, conta o engenheiro e técnico da Secretaria Sérgio Mudrovitsch de Bittencourt.

Integram a comitiva da Polônia Mikolaj Sobczak, PhD e chefe dos laboratórios de pesquisa sobre Sistemas Móveis; Andrzej Labedzki, PhD e entomologista florestal; Maciej Ulatowski, da área de Desenvolvimento de Negócios e Comercialização; o chefe de pesquisa dos Laboratórios sobre Sistemas Móveis, Szymon Wasik, e o pesquisador sênior Kamil Sedlak. 

Fonte: Agência de Notícias do Estado do Paraná – AEN

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9 de junho de 2010 | nenhum comentário »

Parques preservarão aves ameaçadas

Nesta quinta-feira (10/6), criação e ampliação de unidades de conservação na Bahia serão anunciadas

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Uma espécie popularmente conhecida no Brasil como gravatazeiro (Rhopornis ardesiacus), uma das aves mais raras das Américas, corre o risco de desaparecer, caso medidas efetivas não sejam tomadas a tempo. Por isso, o anúncio da criação e ampliação de 60 mil hectares de áreas de proteção federal na Bahia – entre elas a do Parque Nacional de Boa Nova, habitat natural dos gravatazeiros – está sendo recebida com alívio pelos ambientalistas. A cerimônia que oficializa as unidades de conservação está marcada para quinta-feira (10/6), em Salvador.

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Segundo o secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Spengler, a medida garante a manutenção da flora e da fauna locais, incluindo as aves. “Com isso, passaremos a ter uma política de conservação clara e segura, o que nos permitirá, por meio de planos de manejo, fazer todos os investimentos necessários”, destaca.

O secretário explica que Boa Nova é um dos municípios mais pobres da Bahia. “O local é um grande atrativo para turistas, mas isso não mudou em nada a vida daquela população. A criação do parque, inclusive, permitirá que a prefeitura organize a situação e conserve o patrimônio natural”, enfatiza. Além da área em Boa Nova, serão criados os parques nacionais de Serra das Lontras, do Alto do Cariri, do Pau-brasil e do Descobrimento (veja mapa).

Levantamento realizado pela Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (Save Brasil), representante no país da entidade BirdLife International, já havia alertado para a situação das aves e consequentemente de toda a biodiversidade em algumas dessas áreas. Os especialistas se basearam em um método de priorização para classificar as áreas de conservação das espécies, as chamadas Áreas Importantes para a Conservação de Aves (Ibas, na sigla em inglês). Segundo o biólogo Pedro Develey, diretor de Conservação da Save Brasil, foram identificadas 8 mil Ibas no mundo todo. “No Brasil, priorizamos 237″, destaca.

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Segundo Develey, alguns dados relativos às áreas de proteção do país são alarmantes. “A conclusão é que das 237 Ibas levantadas pelo nosso estudo, num total de 94 milhões de hectares de terra, somente 27 milhões estão sendo efetivamente preservadas. Ou seja, hoje existem 67 milhões de áreas prioritárias sem garantias de manutenção”, alerta.

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A entidade considera que a criação do parque em Boa Nova é um marco nos esforços para a proteção da biodiversidade da região. Localizada no nordeste do Planalto da Conquista, a região é de grande importância para as aves por ficar entre a Mata Atlântica e a caatinga.

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“Numa linha de 10km, é possível sair da caatinga, passar pela Mata de Cipó e chegar à Mata Atlântica. Em Boa Nova, foram contabilizadas 396 espécies de aves, sendo que 14 estão globalmente ameaçadas. Por esse motivo, a criação de um parque é o melhor dos cenários”, afirma Develey, lembrando que a Serra das Lontras também merece cuidados. O local possui 330 espécies de aves, sendo 16 delas globalmente ameaçadas.

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No Brasil, existem ao todo 1.834 espécies de aves, sendo que 122 se encontram globalmente ameaçadas de extinção, de acordo com o biólogo. “O país está entre os três primeiros do mundo com maior número de espécies. Porém, em termos de ameaça de extinção, ele está em primeiro lugar”, destaca. A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), segundo Develey, é uma espécie característica da caatinga que desapareceu da natureza. “Na Mata Atlântica nordestina, entre Pernambuco e Alagoas, há o maior registro de bichos ameaçados. Uma das aves que corre mais risco é a limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi)”, aponta o especialista.

O mapeamento da Save começou há cerca de 10 anos. Ao todo foram analisadas 450 áreas e 700 espécies. O material publicado pela entidade traz conclusões a respeito da situação das aves nos seis biomas brasileiros (Mata Atlântica, caatinga, Pantanal, Amazônia, pampa e cerrado).

Para o biólogo do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o pequisador Mario Cohn-Haft, o trabalho dos biólogos e especialistas que comandam estudos como o da Save Brasil é fundamental para a tomada de decisões dos governantes. “Atualmente, as aves têm sofrido diversas ameaças, como a caça, por exemplo. Acredito que a criação de áreas protegidas sejam importantes, mas esse é o primeiro passo para um trabalho de tempo indefinido”, diz.

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(Gisela Cabral – Correio Braziliense)

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25 de maio de 2010 | nenhum comentário »

Floresta Estadual do Palmito abriga mais de dez espécies de aves consideradas ameaçadas de extinção nacionalmente

As Unidades de Conservação representam umas das principais contribuições para a manutenção e conservação da biodiversidade de uma região. A Floresta Estadual do Palmito, localizada em Paranaguá e que possui 530 hectares recobertos por Floresta Atlântica de baixada, restingas e manguezais, atua hoje como abrigo para diversas espécies da fauna e da flora.

Desde abril de 2001 o biólogo e Professor do Curso de Biologia da PUCPR Eduardo Carrano estuda a avifauna da Floresta Estadual do Palmito. A pesquisa de Carrano pode ser considerada o mais longa com fauna em Unidades de Conservação Estaduais, de acordo com levantamento do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Até o momento, ele registrou mais de 260 espécies de aves e colocou anéis metálicos em mais de 3 mil exemplares de pássaros (pertencentes a 104 destas espécies) os quais vem sendo monitorados mensalmente.

Algumas espécies observadas estão listadas como ameaçadas de extinção em nível mundial, nacional e estadual, entre elas: o gavião-pombo-pequeno (Leucopternis lacernulatus), a pararu-espelho (Claravis godefrida), o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis), a maria-da-restinga (Phylloscartes kronei), o sabiá-pimenta (Carpornis melanocephala), a cigarra-verdadeira (Sporophila falcirostris) e o pixoxó (Sporophila frontalis).

A área foi escolhida pelo pesquisador por se tratar de um remanescente de floresta de baixada (terras baixas) e ao lado da Estação Ecológica do Guaraguaçu, ambas apresentam grande relevância como refúgio de fauna na região, principalmente das espécies que preferencialmente vivem em altitudes menores. “Esta área possui uma importância imensurável para proteção da fauna nativa, demonstrando o valor de uma área de floresta, mesmo que de pequena dimensão”, afirma Carrano. 

A criação de Unidades de Conservação é uma estratégia importante para a proteção da biodiversidade e para resguardar amostras significativas desses sistemas naturais característicos do estado”, disse o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso. Para o secretário, as pesquisas científicas nos últimos anos colaboraram para conservação e manutenção de algumas áreas protegidas, especialmente para o monitoramento da fauna local.

LISTA VERMELHA – o pesquisador coordena a revisão da Lista Vermelha das Aves ameaçadas de extinção no Paraná, que deverá ser concluída e publicada pelo IAP até o fim de junho, apresentando um número maior de aves estudadas. Esta lista é fundamental para a adoção de medidas para conservação de aves no Estado do Paraná, servindo também como auxílio para outras listas estaduais e também para a lista nacional.

A primeira Lista das Espécies Ameaçadas no Paraná foi publicada em 1995, revisada pela primeira vez em 2004, tendo a sua segunda revisão iniciada em 2009. Na última versão 167 espécies de aves foram estudadas e entre as que corriam o risco de extinção, o gavião-real (Harpia harpyja), o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) e o guará (Eudocimus ruber). Diferentemente de outras listas de vertebrados, como anfíbios e mamíferos, a lista de aves conta com um número de 800 espécies que nessecitam ser avaliadas

O guará  considerado extinto no estado desde 1977, deverá sair da lista de espécies ameaçadas, pois a partir do ano de 2006, a espécie voltou a ser observada em algumas áreas no litoral do estado, sendo que, provavelmente, estes indivíduos sejam originários dos ninhais monitorados no Estado de São Paulo e também, além das grandes extensões e grau de conservação dos manguezais paranaenses”, afirma Carrano.

PERDA – atualmente a perda de habitat é considerada a maior causa de redução da biodiversidade no planeta, de acordo com pesquisas de entidades nacionais e internacionais. “A extinção de um habitat natural para os animais representa a perda do local onde ele se alimenta, onde tem abrigo e onde se reproduz e é a maior causa de redução da biodiversidade”, diz Carrano.

As espécies exóticas invasoras aparecem na segunda colocação. Dados da diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas do IAP (Dibap), confirmam que muitos animais que não pertencem à nossa fauna são trazidos ao Paraná e frequentemente são abandonados, escapam ou fogem, competindo diretamente com as espécies nativas por alimento e espaço.  

O gerente da Floresta do Palmito, Aneuri Moreira Lima, diz que as Unidades de Conservação prestam um serviço a mais para natureza e a para proteção da biodiversidade. “Elas representam uma fração de determinado tipo de bioma”, destaca.  

O trabalho dos pesquisadores, aliado a participação da comunidade que vive no entorno das unidades contribui para a manutenção do Parque e proporciona um equilíbrio científico e social. “Damos suporte à pesquisa e paralelamente mantemos um trabalho de educação ambiental com a comunidade mostrando que a proteção da floresta trará benefícios para suas famílias”, afirma Aneuri.

O Paraná  possui 66 unidades de conservação das quais 43 são unidades de conservação de Proteção Integral e 23 unidades de conservação de Uso Sustentável, que somam 1.844.171,62 milhões de hectares, representando 9,16% do território paranaense. 






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O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso, recebeu nesta segunda-feira (22), em Curitiba, representantes das universidades polonesas Poznan University of Technology e Poznan University of Life Sciences. A comitiva veio conhecer os projetos ambientais do Paraná e propor acordo de cooperação técnica na área de monitoramento florestal.

O secretário explicou as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado que contribuem para o equilíbrio ambiental. ‘Ao monitorar as florestas, nós monitoramos a biodiversidade como um todo e que, embora tenhamos uma diferença de ecossistemas e de clima, as bases utilizadas são as mesmas’ destacou o secretário. Ele ainda disse, que a troca de experiências com a Polônia também poderá resultar em importantes estudos acadêmicos na área ambiental.

Técnicos e diretores da Secretaria do Meio Ambiente, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG) promoveram para a comitiva polonesa um workshop sobre as possibilidades de aplicação e cooperação para implantar um sistema avançado de monitoramento de florestas no Paraná. Também participaram do Seminário, representantes da Embrapa Florestas e de organizações não governamentais (ONG) como a Mater Natura e The Nature Conservancy – TNC. Todas estas instituições já desenvolvem o monitoramento das Áreas Estratégicas para a Conservação e Recuperação da Biodiversidade do Paraná.

ESTRATÉGIA – As margens dos rios Ivaí, Piquiri, Cinzas e Iguaçu, em toda a sua extensão, são algumas das áreas apontadas como estratégicas para conservação. Também foram incluídas no levantamento áreas de remanescentes de floresta nativa existentes na região central do Paraná, nascentes de rios importantes, locais onde há grande diversidade de fauna e flora e áreas de floresta que podem ser conectadas a outros remanescentes florestais para construção de corredores de biodiversidade.

A primeira fase do programa identificou os principais remanescentes de vegetação do Paraná (áreas consideradas estratégicas para conservação) a partir do qual foram definidas as áreas necessárias para recomposição da vegetação. O mapeamento utilizou imagens de satélites (INPE 2008) considerando estudos do Ministério do Meio Ambiente sobre as áreas prioritárias para a biodiversidade; Projeto rede da biodiversidade; o sistema estadual e federal de Unidades de Conservação, Estações Ecológicas e áreas prioritárias definidas pelo Sisleg

‘Apresentamos aos nossos visitantes projetos que estão trazendo resultados positivos e toda a experiência dos nossos técnicos, contribuindo para o acordo de cooperação’, conta o engenheiro e técnico da Secretaria Sérgio Mudrovitsch de Bittencourt.

Integram a comitiva da Polônia Mikolaj Sobczak, PhD e chefe dos laboratórios de pesquisa sobre Sistemas Móveis; Andrzej Labedzki, PhD e entomologista florestal; Maciej Ulatowski, da área de Desenvolvimento de Negócios e Comercialização; o chefe de pesquisa dos Laboratórios sobre Sistemas Móveis, Szymon Wasik, e o pesquisador sênior Kamil Sedlak. 

Fonte: Agência de Notícias do Estado do Paraná – AEN

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Nesta quinta-feira (10/6), criação e ampliação de unidades de conservação na Bahia serão anunciadas

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Uma espécie popularmente conhecida no Brasil como gravatazeiro (Rhopornis ardesiacus), uma das aves mais raras das Américas, corre o risco de desaparecer, caso medidas efetivas não sejam tomadas a tempo. Por isso, o anúncio da criação e ampliação de 60 mil hectares de áreas de proteção federal na Bahia – entre elas a do Parque Nacional de Boa Nova, habitat natural dos gravatazeiros – está sendo recebida com alívio pelos ambientalistas. A cerimônia que oficializa as unidades de conservação está marcada para quinta-feira (10/6), em Salvador.

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Segundo o secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eugênio Spengler, a medida garante a manutenção da flora e da fauna locais, incluindo as aves. “Com isso, passaremos a ter uma política de conservação clara e segura, o que nos permitirá, por meio de planos de manejo, fazer todos os investimentos necessários”, destaca.

O secretário explica que Boa Nova é um dos municípios mais pobres da Bahia. “O local é um grande atrativo para turistas, mas isso não mudou em nada a vida daquela população. A criação do parque, inclusive, permitirá que a prefeitura organize a situação e conserve o patrimônio natural”, enfatiza. Além da área em Boa Nova, serão criados os parques nacionais de Serra das Lontras, do Alto do Cariri, do Pau-brasil e do Descobrimento (veja mapa).

Levantamento realizado pela Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (Save Brasil), representante no país da entidade BirdLife International, já havia alertado para a situação das aves e consequentemente de toda a biodiversidade em algumas dessas áreas. Os especialistas se basearam em um método de priorização para classificar as áreas de conservação das espécies, as chamadas Áreas Importantes para a Conservação de Aves (Ibas, na sigla em inglês). Segundo o biólogo Pedro Develey, diretor de Conservação da Save Brasil, foram identificadas 8 mil Ibas no mundo todo. “No Brasil, priorizamos 237″, destaca.

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Segundo Develey, alguns dados relativos às áreas de proteção do país são alarmantes. “A conclusão é que das 237 Ibas levantadas pelo nosso estudo, num total de 94 milhões de hectares de terra, somente 27 milhões estão sendo efetivamente preservadas. Ou seja, hoje existem 67 milhões de áreas prioritárias sem garantias de manutenção”, alerta.

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A entidade considera que a criação do parque em Boa Nova é um marco nos esforços para a proteção da biodiversidade da região. Localizada no nordeste do Planalto da Conquista, a região é de grande importância para as aves por ficar entre a Mata Atlântica e a caatinga.

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No Brasil, existem ao todo 1.834 espécies de aves, sendo que 122 se encontram globalmente ameaçadas de extinção, de acordo com o biólogo. “O país está entre os três primeiros do mundo com maior número de espécies. Porém, em termos de ameaça de extinção, ele está em primeiro lugar”, destaca. A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), segundo Develey, é uma espécie característica da caatinga que desapareceu da natureza. “Na Mata Atlântica nordestina, entre Pernambuco e Alagoas, há o maior registro de bichos ameaçados. Uma das aves que corre mais risco é a limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi)”, aponta o especialista.

O mapeamento da Save começou há cerca de 10 anos. Ao todo foram analisadas 450 áreas e 700 espécies. O material publicado pela entidade traz conclusões a respeito da situação das aves nos seis biomas brasileiros (Mata Atlântica, caatinga, Pantanal, Amazônia, pampa e cerrado).

Para o biólogo do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o pequisador Mario Cohn-Haft, o trabalho dos biólogos e especialistas que comandam estudos como o da Save Brasil é fundamental para a tomada de decisões dos governantes. “Atualmente, as aves têm sofrido diversas ameaças, como a caça, por exemplo. Acredito que a criação de áreas protegidas sejam importantes, mas esse é o primeiro passo para um trabalho de tempo indefinido”, diz.

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Floresta Estadual do Palmito abriga mais de dez espécies de aves consideradas ameaçadas de extinção nacionalmente

As Unidades de Conservação representam umas das principais contribuições para a manutenção e conservação da biodiversidade de uma região. A Floresta Estadual do Palmito, localizada em Paranaguá e que possui 530 hectares recobertos por Floresta Atlântica de baixada, restingas e manguezais, atua hoje como abrigo para diversas espécies da fauna e da flora.

Desde abril de 2001 o biólogo e Professor do Curso de Biologia da PUCPR Eduardo Carrano estuda a avifauna da Floresta Estadual do Palmito. A pesquisa de Carrano pode ser considerada o mais longa com fauna em Unidades de Conservação Estaduais, de acordo com levantamento do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Até o momento, ele registrou mais de 260 espécies de aves e colocou anéis metálicos em mais de 3 mil exemplares de pássaros (pertencentes a 104 destas espécies) os quais vem sendo monitorados mensalmente.

Algumas espécies observadas estão listadas como ameaçadas de extinção em nível mundial, nacional e estadual, entre elas: o gavião-pombo-pequeno (Leucopternis lacernulatus), a pararu-espelho (Claravis godefrida), o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis), a maria-da-restinga (Phylloscartes kronei), o sabiá-pimenta (Carpornis melanocephala), a cigarra-verdadeira (Sporophila falcirostris) e o pixoxó (Sporophila frontalis).

A área foi escolhida pelo pesquisador por se tratar de um remanescente de floresta de baixada (terras baixas) e ao lado da Estação Ecológica do Guaraguaçu, ambas apresentam grande relevância como refúgio de fauna na região, principalmente das espécies que preferencialmente vivem em altitudes menores. “Esta área possui uma importância imensurável para proteção da fauna nativa, demonstrando o valor de uma área de floresta, mesmo que de pequena dimensão”, afirma Carrano. 

A criação de Unidades de Conservação é uma estratégia importante para a proteção da biodiversidade e para resguardar amostras significativas desses sistemas naturais característicos do estado”, disse o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso. Para o secretário, as pesquisas científicas nos últimos anos colaboraram para conservação e manutenção de algumas áreas protegidas, especialmente para o monitoramento da fauna local.

LISTA VERMELHA – o pesquisador coordena a revisão da Lista Vermelha das Aves ameaçadas de extinção no Paraná, que deverá ser concluída e publicada pelo IAP até o fim de junho, apresentando um número maior de aves estudadas. Esta lista é fundamental para a adoção de medidas para conservação de aves no Estado do Paraná, servindo também como auxílio para outras listas estaduais e também para a lista nacional.

A primeira Lista das Espécies Ameaçadas no Paraná foi publicada em 1995, revisada pela primeira vez em 2004, tendo a sua segunda revisão iniciada em 2009. Na última versão 167 espécies de aves foram estudadas e entre as que corriam o risco de extinção, o gavião-real (Harpia harpyja), o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) e o guará (Eudocimus ruber). Diferentemente de outras listas de vertebrados, como anfíbios e mamíferos, a lista de aves conta com um número de 800 espécies que nessecitam ser avaliadas

O guará  considerado extinto no estado desde 1977, deverá sair da lista de espécies ameaçadas, pois a partir do ano de 2006, a espécie voltou a ser observada em algumas áreas no litoral do estado, sendo que, provavelmente, estes indivíduos sejam originários dos ninhais monitorados no Estado de São Paulo e também, além das grandes extensões e grau de conservação dos manguezais paranaenses”, afirma Carrano.

PERDA – atualmente a perda de habitat é considerada a maior causa de redução da biodiversidade no planeta, de acordo com pesquisas de entidades nacionais e internacionais. “A extinção de um habitat natural para os animais representa a perda do local onde ele se alimenta, onde tem abrigo e onde se reproduz e é a maior causa de redução da biodiversidade”, diz Carrano.

As espécies exóticas invasoras aparecem na segunda colocação. Dados da diretoria de Biodiversidade e Áreas Protegidas do IAP (Dibap), confirmam que muitos animais que não pertencem à nossa fauna são trazidos ao Paraná e frequentemente são abandonados, escapam ou fogem, competindo diretamente com as espécies nativas por alimento e espaço.  

O gerente da Floresta do Palmito, Aneuri Moreira Lima, diz que as Unidades de Conservação prestam um serviço a mais para natureza e a para proteção da biodiversidade. “Elas representam uma fração de determinado tipo de bioma”, destaca.  

O trabalho dos pesquisadores, aliado a participação da comunidade que vive no entorno das unidades contribui para a manutenção do Parque e proporciona um equilíbrio científico e social. “Damos suporte à pesquisa e paralelamente mantemos um trabalho de educação ambiental com a comunidade mostrando que a proteção da floresta trará benefícios para suas famílias”, afirma Aneuri.

O Paraná  possui 66 unidades de conservação das quais 43 são unidades de conservação de Proteção Integral e 23 unidades de conservação de Uso Sustentável, que somam 1.844.171,62 milhões de hectares, representando 9,16% do território paranaense.