12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Búzios lança site com principais unidades de conservação e projetos ambientais da cidade

Moradores e visitantes do balneário de Búzios, na Região dos Lagos fluminense, agora podem ter mais acesso a informações sobre parques, jardins, unidades de conservação do município, entre outros assuntos. O novo site da Secretaria de Meio Ambiente e Pesca de Búzios já está no ar, pelo endereço http://buziosmeioambiente.com. Lá, os interessados têm ainda como saber sobre licenciamento ambiental, fiscalização, trâmites de processos, ordenamento pesqueiro, épocas de defeso e temas de cunho ambiental.

Com design moderno e navegação simples, o site apresenta os principais programas e ações do setor, com informações completas. De acordo com a secretária de Meio Ambiente e Pesca de Búzios, Adriana Saad, a ideia é gerar acessibilidade. “O site veio para agilizar. É possível acompanhar a tramitação de processos, atas de reuniões dos Conselhos, legislação em vigor. O maior objetivo é facilitar a comunicação da população com a secretaria”, resume Saad, acrescentando que alguns conteúdos do site serão finalizados em breve.

O site também traz links para instituições como Inea, IEBMA, Anamma, Cocare, Consórcio Lagos São João, Núcleo Ecológico de José Gonçalves, Projeto Coral Vivo e Blog da Prefeitura de Búzios, entre outros.

Fonte: ASCOM Prefeitura Municipal de Búzios – Ariane Rodrigues


20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

País faz mais obras, mas diminui gastos com a conservação

O Brasil está fazendo mais obras de infraestrutura, mas está investindo menos recursos para proteger ambientes naturais impactados por elas.

A conclusão é de uma análise de economistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Eles calculam que a proporção do orçamento do Ministério do Meio Ambiente no bolo da infraestrutura caiu de quase 6% para 2% nos últimos oito anos.

Editoria de arte/Folhapress

Segundo Carlos Eduardo Young e André Santoro, a verba para a pasta, excluída a folha de pagamento, tem se mantido estagnada em cerca de R$ 500 milhões pelo menos desde o ano 2000.

As dotações de outras pastas, como Transporte e Cidades, porém, explodiram: a primeira viu seus recursos crescerem 257% entre 2000 e 2010; a última, 558%.

A distorção se agravou após o início do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em 2007. “Não há nenhuma indicação de geração de recursos para o Ministério do Meio Ambiente, mesmo este sendo parte fundamental do setor”, escreve a dupla.

Mesmo quando são considerados os gastos ambientais de outros setores do governo –por exemplo, ações de despoluição da baía da Guanabara, a cargo do Ministério das Cidades-, Young e Santoro apontam estagnação: somadas, as verbas para controle e preservação ambiental do governo não chegaram a R$ 300 milhões em 2010.

O resultado, afirmam, é uma má gestão ambiental dos novos projetos. Após o PAC, a criação de novas áreas protegidas estagnou. E as que existem não encontram recursos para sua regularização fundiária –como a Folha mostrou em março, existe uma área equivalente à do Paraná em propriedades e posses privadas dentro de unidades de conservação.

“A criação de unidades de conservação depende de recursos pesados”, afirmou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani. Ele admite que o Brasil “está devendo” nesse quesito.

Gaetani afirma que para 2012 houve um “aumento substancial” dos recursos para a pasta, mas diz que dinheiro só não resolve os problemas do ministério. “Mais do que orçamento, nosso problema é de gente”, prossegue.

De acordo com Gaetani, as atribuições do ministério cresceram nos últimos anos, sem que houvesse aumento correspondente no quadro. Desde 2009 tramita na Câmara um projeto de lei para ampliação do quadro de analistas ambientais do Ibama e do Instituto Chico Mendes.

Fonte: Claudio Angelo, Brasília, Folha.com


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Cresce desmatamento em áreas de preservação ambiental, aponta Inpe

Entre 2000 e 2010 houve aumento de 127,6 % de áreas desmatadas.
Dados são obtidos por meio de imagens via satélite.

Desmatamento e queimada registrados em setembro de 2010 na região de Lábrea, no Sul do estado do Amazonas. Sistema de medição do Inpe detectou devastação de 7 mil km² em 2010 (Foto: Divulgação/Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE )

Desmatamento e queimada registrados em setembro de 2010 na região de Lábrea, no Sul do estado do Amazonas. Sistema de medição do Inpe detectou devastação de 7 mil km² em 2010 (Foto: Divulgação/Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE )

Dados do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelam avanço no desmatamento de áreas de conversação ambiental.

De acordo com o Instituto, entre 2000 e 2010 houve um aumento de 127,6 % na área desmatada em 132 unidades de conservação. Os dados são obtidos por meio de imagens via satélite.

Entre as sete unidades brasileiras com maior área desmatada, segundo o Inpe, estão a Floresta Nacional do Bom Futuro (RO), com 27 % da área total desflorestada e a Reserva Extrativista Chico Mendes (AC), com 4,5 %.

Ainda segundo o levantamento, em 2010 a devastação apareceu em mais unidades de conservação. A reserva extrativista Alto Juruá, no Acre, apresentou 18,7 km2 de área desmatada. A Floresta Nacional de Roraima teve 11,3 km 2 de área destruída pelo desmatamento.

O Instituto apontou ainda degradação em terras indígenas. A região do Alto rio Negro, no Amazonas, teve 1,1 % de área devastada, o equivalente a 857,7 km 2 acumulados. Os dados colocam o Estado na posição de terceiro lugar para essa área em todo o país.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, desde 2004 foram criados 25 milhões de hectares de unidades de conservação e demarcados 10 milhões de hectares de terras indígenas com o objetivo de preservar as florestas.

Fonte: G1, AM


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Marina Silva diz que redução de parques nacionais é ‘retrocesso’

“Retrocesso” é como a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva vê a medida provisória publicada nesta semana que reduziu a área de três parques nacionais na Amazônia –dois deles para dar lugar a hidrelétricas.

A MP não foi bem recebida pelo PV, que na quarta-feira (17) ameaçou recorrer ao Supremo.

“Minha percepção é que é inconstitucional”, disse Marina à Folha. Para ela, a Constituição de 1988 diz que unidades de conservação só podem ser alteradas por lei.

A MP publicada no “Diário Oficial” na segunda-feira (15) altera o limite dos parques da Amazônia, dos Campos Amazônicos e do Mapinguari.

O primeiro foi “desafetado” (reduzido) para resolver um conflito fundiário com 12 comunidades locais.

O parque dos Campos Amazônicos teve seus limites redefinidos. Perderá 34 mil hectares para permitir a construção do lago da hidrelétrica de Tabajara, obra do PAC, e para liberar área para agricultores. Ganhará, por outro lado, 110 mil hectares.

O Mapinguari foi reduzido em 8.000 hectares para ceder espaço aos canteiros de obras das usinas de Santo Antônio e Jirau. Para o presidente do ICMBio (Instituto Chico Mendes), Rômulo Mello, a alteração foi uma “correção” de um erro de desenho cometido na criação do parque, em 2008.

Mello diz não ver problemas de constitucionalidade no ato. “A MP se transforma em lei, a presidente entende que para o país é uma coisa urgente”, afirmou.

Segundo Marina, a redução por Medida Provisória “abre uma porteira” para que Dilma reduza unidades de conservação numa canetada.

E os próximos alvos serão as unidades de conservação da região dos rios Tapajós e Jamanxim (PA), onde o governo quer implementar quatro hidrelétricas –uma delas, a quarta maior do país.

Como a Folha revelou no mês passado, o governo já decidiu que reduzirá de novo o parque nacional da Amazônia, além das florestas nacionais de Itaituba 1 e 2.

As áreas protegidas fazem parte do mosaico criado em 2005 para conter o desmate.

Fonte: Claudio Angelo, Brasília, Folha.com


19 de maio de 2011 | nenhum comentário »

ONU afirma que Brasil é deficiente na gestão das unidades de conservação

Governo afirma ter de usar ‘criatividade’ para sanar falta de recursos.
Proporcionalmente, EUA investem 35 vezes mais para proteger reservas.

Estudo divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Ministério do Meio Ambiente, feito em parceria com a UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, na sigla em inglês), aponta que o Brasil possui sérias deficiências na gestão de unidades de conservação, que funcionam com número reduzido de mão-de-obra na proteção das áreas e baixo orçamento para investimentos em infraestrutura.

O documento revela que, apesar de o país agregar a quarta maior área do mundo coberta por unidades de conservação (1.278.190 km²), fica atrás de nações mais pobres e menores quando comparam-se quesitos como funcionários e orçamento por hectare.

A Costa Rica, país da América Central com 4,5 milhões de habitantes, tem um funcionário para cada 26 km² de área e investe R$ 31,29 em cada hectare (10 mil m²). O Brasil, por sua vez, tem um funcionário para cada 186 km² de florestas protegidas e aplica R$ 4,43 em cada hectare. O número é muito abaixo dos Estados Unidos, que aplica R$ 156,12 por hectare (35 vezes mais que o Brasil) e tem um funcionário para cada 21 km².

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é necessário aumentar os investimentos nas unidades devido aos benefícios oferecidos à população e setores econômicos. Por ano, as UCs geram até R$ 4,55 bilhões com a exploração legal de recursos naturais (como madeira e borracha) e com a visitação de turistas em parques e florestas.

Recursos
O orçamento destinado para as unidades de conservação federais por ano é de aproximadamente R$ 300 milhões, que de acordo com o governo federal é o mesmo desde 2001 e cobre gastos com folha de pagamento e investimentos em infraestrutura. Entretanto, para o MMA seria necessário mais que dobrar o valor.

“Temos que usar a criatividade para melhorar a gestão e proteção”, afirmou Braulio Dias, secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente. Para ele, é praticamente impossível o Brasil alcançar níveis de gestão aplicados em países desenvolvidos, que tem orçamentos mais robustos.

“O que temos que fazer são parcerias com instituições acadêmicas ou ONGs para uma gestão compartilhada nas unidades de conservação. Isso já ocorre nos parques nacionais da Serra da Capivara (PI) e do Jaú (AM). A sorte é que o Brasil conta com muitas instituições dispostas a participar disto”, afirmou.

Terceirização
Segundo Rômulo Mello, presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), outra alternativa é a terceirização dos funcionários no setor turístico.

“Quem é contratado do governo deve trabalhar na preservação das unidades. A exploração turística poderia ser feita por outras organizações. Isto melhoraria a gestão funcional e evitaria um inchaço na contratação, que o governo tenta conter”, disse. O número atual de funcionários nas áreas conservação federal não foi informado.

Segundo o Instituto Chico Mendes, 8,5% da superfície do país está coberta por unidades de conservação federais, a maior parte localizada na floresta Amazônica (Foto: Dennis Barbosa/Globo Natureza)

Segundo o Instituto Chico Mendes, 8,5% da superfície do país está coberta por unidades de conservação federais, a maior parte localizada na floresta Amazônica (Foto: Dennis Barbosa/Globo Natureza)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, em São Paulo


26 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Em nome da flora nativa, reservas se rendem a agrotóxico

Ameaçadas por pragas, reservas ecológicas no país estão fazendo testes com agrotóxicos com o objetivo de garantir a sobrevivência de espécies nativas.

A ideia é combater plantas exóticas e invasoras, como a braquiária, um tipo de capim usado em áreas de criação de gado que ameaça o crescimento de outros vegetais.

O estudo mais recente ocorre no Parque Nacional das Emas, em Goiás. A unidade, com área equivalente a 132 mil campos de futebol, registra a presença de cinco espécies de plantas invasoras.

“É uma situação grave, já que as espécies exóticas ameaçam a diversidade”, afirma o diretor do parque, Marcos Cunha.

As primeiras aplicações de glifosato, ainda em nível experimental, começaram neste mês, depois de tentativas com várias outras técnicas, sem sucesso.

O contato com o produto, porém, ainda está restrito ao entorno do parque. “Estamos analisando os resultados para depois utilizar no interior, se necessário”, afirma.

Autorização - A iniciativa, ainda tímida no Brasil, já é aplicada em outros países.

A Monsanto, uma das maiores fabricantes mundiais de herbicida, doa glifosato desde 2005 à reserva ecológica de Galápagos, arquipélago equatoriano onde Charles Darwin (1809-1882) fez parte de seus estudos.

No Brasil, outras unidades federais de conservação que fazem pesquisas semelhantes são a Floresta Nacional de Bom Futuro, em Rondônia, e os parques Aparados da Serra e da Serra Geral, na divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

“Simplesmente cortar [o capim] não resolve”, diz o chefe do parque de Aparados da Serra, Deonir Zimmerman, que luta contra a braquiária há 12 anos.

Reservas estaduais do Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo também possuem estudos avançados com herbicidas para o combate de espécies exóticas, segundo a ONG Instituto Hórus, que participa de projetos nesses locais.

Uma portaria do Ibama de maio de 2010 autoriza pesquisas com até três tipos de agrotóxicos em florestas nativas, desde que estejam em situação de emergência –e com possibilidade de cancelar a autorização em caso de contaminação.

Em muitas unidades nacionais, no entanto, segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes), o plano de manejo sequer considera o uso desses herbicidas.

Silvia Ziller, do Instituto Hórus, afirma que os produtos são uma alternativa mais barata, eficiente e com menor impacto ambiental do que deixar espécies como a braquiária se propagarem.

O maior problema, segundo ela, é o risco de incêndio agravado pelo capim. “Se antes o cerrado pegava fogo a cada cinco anos, agora isso acontece em todos eles”, diz.

Divisão – A ideia de mudar aplicar agrotóxicos em parques do país ainda provoca desconfiança entre ambientalistas e pesquisadores.

Os próprios diretores das reservas reconhecem que o produto pode sim afetar as espécies nativas.

Em 2007, uma pesquisa da USP mostrou que um agrotóxico aplicado nas cerca de 40 lavouras do entorno do Parque das Emas contaminava aves ameaçadas de extinção.

Uma liminar chegou a suspender em 2008 o uso de alguns agrotóxicos em uma faixa de até 2 km ao redor do parque. A decisão, no entanto, referia-se aos tipos mais tóxicos dos produtos, como inseticidas, e foi suspensa meses depois.

O pesquisador Sady Valdes, responsável pelo estudo na época, diz que a aplicação de herbicidas pode até “mudar a paisagem do cerrado”.

Para a engenheira agrônoma Ana Maria Junqueira, que estuda métodos alternativos aos agrotóxicos, produtos como herbicidas trazem riscos de contaminação também ao ser humano.

Segundo ela, uma alternativa pode ser a aplicação tópica, em que o produto é usado apenas no local onde há a ameaça. Mesmo assim, ela diz que os órgãos ambientais precisam ficar atentos para, a partir disso, não perder o controle sobre o uso desses produtos.

Fonte: Natália Cancian/ Folha.com


25 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Áreas protegidas da Amazônia têm falhas na gestão e pressão por desmatamento, diz estudo

Apesar de ocuparem 43,9% do território da Amazônia, as áreas protegidas do bioma não estão livres de ameaças à proteção da floresta, da fauna e de comunidades tradicionais. Estudo do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e do Instituto Socioambiental (ISA) mostra que, apesar de avanços nos últimos anos, as Unidades de Conservação (UCs) e Terras Indígenas (TIs) da região têm falhas na gestão e estão sujeitas às pressões do desmatamento, exploração madeireira e mineração.

De acordo com o relatório, “a criação e a manutenção de áreas protegidas é uma das estratégias mais eficazes para a conservação dos recursos naturais na Amazônia”, mas a preservação depende de gestão eficiente, ampliação das fontes de financiamento e controle das atividades ilegais.

Um dos principais desafios para a proteção efetiva dos territórios que estão em UCs e TIs, segundo os pesquisadores, é a consolidação dessas áreas. Até dezembro de 2010, por exemplo, 70% dos planos de manejo das unidades de conservação da Amazônia não estavam prontos. “Das 308 UCs estaduais e federais analisadas, apenas 24% possuíam planos de manejo aprovados; 1% estava com seus planos em fase de revisão; 20% estava na fase de elaboração, e 50% sequer tinham iniciado seus planos de manejo”, revela o levantamento do Imazon e do ISA.

A dificuldade na gestão também está ligada à falta de pessoal, com poucos fiscais responsáveis por áreas imensas de florestas, muitas vezes distantes de ocupações urbanas. Nas UCs estaduais, a média é de um funcionário para cuidar de 1,8 mil quilômetros quadrados (km²). Há casos em que a proporção é de uma pessoa para 4 mil km², uma área equivalente a 400 mil campos de futebol.

Nas terras indígenas, a homologação de áreas já reconhecidas e os conflitos econômicos e fundiários são os principais gargalos para a consolidação, segundo o relatório.

O desmatamento, que ameaça todo o bioma, também atinge as áreas protegidas, que teoricamente deveriam estar protegidas das derrubadas ilegais. De acordo com o estudo, 3,5% de todo desmatamento na Amazônia até 2009 estava em áreas protegidas, num total de quase 26 mil km² de floresta a menos. Há UCs em que 88% da vegetação original foi derrubada e TIs com 70% do território desmatado.

Além das pressões do desmate e da exploração ilegal de madeira e da mineração, as áreas protegidas também sofrem ameaças de alterações formais, geralmente para reduzir o tamanho dos territórios sob proteção. Em 2010, um estudo do Imazon identificou pelo menos 37 propostas formais para alterar 48 áreas protegidas da Amazônia.

No estudo, os pesquisadores sugerem medidas para fortalecer e consolidar as áreas protegidas na Amazônia, como o controle de ocupações irregulares, o aumento do número de gestores para atuação em campo nas unidades de conservação e a conclusão prioritária de processos de reconhecimento e homologação de terras indígenas.

Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil


12 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Metade das espécies brasileiras ameaçadas está protegida em unidades de conservação

Metade das 627 espécies brasileiras ameaçadas de extinção vive em unidades de conservação federais, onde estão mais protegidas do risco de desaparecer da natureza. É o que mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Intitulado Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais, o levantamento detalha quais são e onde estão as 314 espécies encontradas em unidades de conservação (UCs) de todo o país, inclusive no bioma marinho. Entre os animais ameaçados encontrados nas áreas de conservação, estão o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, o mico-leão-dourado e a arara-azul-de-lear, símbolos da fauna brasileira ameaçada.

Apesar da proteção de espécies emblemáticas, ainda não se sabe se a outra metade da lista de animais ameaçados está em territórios protegidos. A maioria dos animais com risco de extinção registrados nas UCs são aves e mamíferos, mais fáceis de identificar, segundo o coordenador geral de espécies ameaçadas do ICMBio, Ugo Vercillo. “Peixes e invertebrados são mais difíceis de serem encontrados e identificados”.

A meta brasileira, assumida diante da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, é garantir que 100% dos animais ameaçados tenham exemplares em territórios protegidos. “O primeiro passo para conservar é saber onde elas estão, procurar cada espécie”, avalia Vercillo.

O bioma com maior número de registros de animais ameaçados encontrados em UCs é a Mata Atlântica, onde parques nacionais, estações ecológicas e outras unidades abrigam 168 espécies ameaçadas de extinção. Na Caatinga, das 43 espécies ameaçadas de extinção no bioma, 41 estão em unidades de conservação.

O presidente do ICMBio, Rômullo Melo, disse que o levantamento pode orientar a gestão das unidades espalhadas pelo país e ajudar a identificar lacunas de preservação. “O atlas fez o cruzamento para saber que unidades de conservação protegem que espécies ameaçadas. Vai ser um instrumento importante para orientar a definição de áreas prioritárias para ampliação e criação de novas unidades de conservação”.

O ICMBio lançou nesta segunda-feira (11) uma revista eletrônica para divulgação de informações científicas sobre espécies brasileiras, inclusive as ameaçadas de extinção. A meta é avaliar 10 mil espécies nos próximos cinco anos. O instituto também colocou no ar sua nova página na internet, com serviços e informações sobre as 310 unidades de conservação federais do país. O endereço eletrônico do ICMBio é o http://www.icmbio.gov.br/.

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Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil


28 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Reserva Biológica de Sooretama faz campanha para evitar atropelamento de animais silvestres no ES

Servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), lotados na Reserva Biológica (Rebio) de Sooretama, no Espírito Santo, querem acabar com os atropelamentos e mortes de animais silvestres no trecho da BR-101 Norte, que corta o local.

Segundo os servidores, são 5 quilômetros (km) de estrada asfaltada bem no meio da Rebio, com grande movimento de carros e caminhões. A média é dois a três animais mortos por dia. Na tentativa de solucionar o problema, eles estão buscando apoio do Ministério Público.

No ano passado, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já limitou a velocidade no trecho em 60 quilômetros por hora (km/h) e instalou placas e faixas contínuas nos 5 km da BR. Outra medida foi adotada este mês, com a instalação de tachões no mesmo percurso.

Ao longo dos anos foram desenvolvidas várias ações para reduzir o impacto do trânsito de veículos sobre a unidade, como campanhas educativas e fiscalização. No entanto, dizem os servidores da reserva, as medidas têm se mostrado ineficazes.

A equipe gestora da unidade está propondo novas medidas, como a implantação de sonorizadores, redutores de velocidade (lombadas eletrônicas) e a readequação de passagens subterrâneas existentes para circulação da fauna.

Os servidores também querem a implantação de portais nas entradas da unidade de conservação, placas informativas, intensificação das campanhas, implantação de um programa continuado de monitoramento da fauna atropelada e estruturação de um centro de atividade vídeoeducativo.

Fonte: Christina S. Machado/ Agência Brasil


11 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Parque do Iguaçu é única reserva de Mata Atlântica no oeste do Paraná

Elas foram formadas há 120 milhões de anos e hoje estão entre os principais destinos naturais do mundo. Distribuídas em dois parques de conservação da natureza, as Cataratas do Iguaçu são o coração da única reserva de mata atlântica remanescente no oeste do Paraná.

A reserva resiste mas não muda a realidade do bioma. A devastação da mata atlântica é o retrato da história do Brasil. Desde o descobrimento, a floresta vem sendo explorada e dizimada. Hoje restam apenas 7% da cobertura original no país.

“A maior parte da população brasileira vive na Mata Atlântica e depende dos seus recursos. Então um trabalho grandioso na Mata Atlântica é preservar o que resta”, diz Marcia Hirota, diretora da organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica.

Caminhando pelas trilhas do Parque Nacional do Iguaçu, as manchas vermelhas, nos troncos das árvores, atestam que o ar está puro. Os parques criados em 1939 no Brasil e em 1937 na Argentina estão muito bem preservados. A questão é o que está ao redor deles. Do lado brasileiro, os vizinhos são extensas plantações de soja e de milho.

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“Os agrotóxicos estão presentes dentro da água do parque nacional. Nas cataratas também estão presentes, infelizmente”, diz o diretor do Parque Nacional do Iguaçu, Jorge Luiz Pegoraro. Além das áreas de agricultura, o parque tem contato com 14 municípios vizinhos. Os rios das cidades estão contaminados pelo esgoto e atingem a bacia do rio Iguaçu.

As Cataratas e a Mata Atlântica funcionam como um filtro. A poluição que alcança o parque é invisível, mas alguns sinais já aparecem no Rio Iguaçu. O jacaré de papo amarelo, um dos animais do bioma ameaçados de extinção, vai morrer e a garrafa de plástico que aparece ao seu lado vai sobreviver por pelo menos mais 200 anos.

Gavião real – Já a harpia, uma das maiores águias do mundo e conhecida como gavião real, também ameaçada de extinção, é quase uma lenda no local. “É área de ocorrência da espécie. Eu nunca vi. Existem alguns boatos, relatos que possam ter visto”, diz Marina Xavier da Silva, bióloga do projeto Carnívoros do Parque do Iguaçu.

O Parque das Aves, um zoológico particular em Foz do Iguaçu, expõe uma harpia que foi recebida do Ibama. “Quando a gente perde os grandes predadores, a floresta inteira sofre com isso”, explica Marina.

Perto dali, no zoológico mantido na hidrelétrica de Itaipu, uma jovem harpia de 6 meses, nascida em cativeiro, está crescendo toda branca. Especialista em visão, ela enxerga longe e é a mais vigorosa esperança para a perpetuação da espécie e a preservação da Mata Atlântica.

Fonte: Globo Natureza


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12 de janeiro de 2012 | nenhum comentário »

Búzios lança site com principais unidades de conservação e projetos ambientais da cidade

Moradores e visitantes do balneário de Búzios, na Região dos Lagos fluminense, agora podem ter mais acesso a informações sobre parques, jardins, unidades de conservação do município, entre outros assuntos. O novo site da Secretaria de Meio Ambiente e Pesca de Búzios já está no ar, pelo endereço http://buziosmeioambiente.com. Lá, os interessados têm ainda como saber sobre licenciamento ambiental, fiscalização, trâmites de processos, ordenamento pesqueiro, épocas de defeso e temas de cunho ambiental.

Com design moderno e navegação simples, o site apresenta os principais programas e ações do setor, com informações completas. De acordo com a secretária de Meio Ambiente e Pesca de Búzios, Adriana Saad, a ideia é gerar acessibilidade. “O site veio para agilizar. É possível acompanhar a tramitação de processos, atas de reuniões dos Conselhos, legislação em vigor. O maior objetivo é facilitar a comunicação da população com a secretaria”, resume Saad, acrescentando que alguns conteúdos do site serão finalizados em breve.

O site também traz links para instituições como Inea, IEBMA, Anamma, Cocare, Consórcio Lagos São João, Núcleo Ecológico de José Gonçalves, Projeto Coral Vivo e Blog da Prefeitura de Búzios, entre outros.

Fonte: ASCOM Prefeitura Municipal de Búzios – Ariane Rodrigues


20 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

País faz mais obras, mas diminui gastos com a conservação

O Brasil está fazendo mais obras de infraestrutura, mas está investindo menos recursos para proteger ambientes naturais impactados por elas.

A conclusão é de uma análise de economistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Eles calculam que a proporção do orçamento do Ministério do Meio Ambiente no bolo da infraestrutura caiu de quase 6% para 2% nos últimos oito anos.

Editoria de arte/Folhapress

Segundo Carlos Eduardo Young e André Santoro, a verba para a pasta, excluída a folha de pagamento, tem se mantido estagnada em cerca de R$ 500 milhões pelo menos desde o ano 2000.

As dotações de outras pastas, como Transporte e Cidades, porém, explodiram: a primeira viu seus recursos crescerem 257% entre 2000 e 2010; a última, 558%.

A distorção se agravou após o início do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), em 2007. “Não há nenhuma indicação de geração de recursos para o Ministério do Meio Ambiente, mesmo este sendo parte fundamental do setor”, escreve a dupla.

Mesmo quando são considerados os gastos ambientais de outros setores do governo –por exemplo, ações de despoluição da baía da Guanabara, a cargo do Ministério das Cidades-, Young e Santoro apontam estagnação: somadas, as verbas para controle e preservação ambiental do governo não chegaram a R$ 300 milhões em 2010.

O resultado, afirmam, é uma má gestão ambiental dos novos projetos. Após o PAC, a criação de novas áreas protegidas estagnou. E as que existem não encontram recursos para sua regularização fundiária –como a Folha mostrou em março, existe uma área equivalente à do Paraná em propriedades e posses privadas dentro de unidades de conservação.

“A criação de unidades de conservação depende de recursos pesados”, afirmou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani. Ele admite que o Brasil “está devendo” nesse quesito.

Gaetani afirma que para 2012 houve um “aumento substancial” dos recursos para a pasta, mas diz que dinheiro só não resolve os problemas do ministério. “Mais do que orçamento, nosso problema é de gente”, prossegue.

De acordo com Gaetani, as atribuições do ministério cresceram nos últimos anos, sem que houvesse aumento correspondente no quadro. Desde 2009 tramita na Câmara um projeto de lei para ampliação do quadro de analistas ambientais do Ibama e do Instituto Chico Mendes.

Fonte: Claudio Angelo, Brasília, Folha.com


10 de outubro de 2011 | nenhum comentário »

Cresce desmatamento em áreas de preservação ambiental, aponta Inpe

Entre 2000 e 2010 houve aumento de 127,6 % de áreas desmatadas.
Dados são obtidos por meio de imagens via satélite.

Desmatamento e queimada registrados em setembro de 2010 na região de Lábrea, no Sul do estado do Amazonas. Sistema de medição do Inpe detectou devastação de 7 mil km² em 2010 (Foto: Divulgação/Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE )

Desmatamento e queimada registrados em setembro de 2010 na região de Lábrea, no Sul do estado do Amazonas. Sistema de medição do Inpe detectou devastação de 7 mil km² em 2010 (Foto: Divulgação/Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE )

Dados do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelam avanço no desmatamento de áreas de conversação ambiental.

De acordo com o Instituto, entre 2000 e 2010 houve um aumento de 127,6 % na área desmatada em 132 unidades de conservação. Os dados são obtidos por meio de imagens via satélite.

Entre as sete unidades brasileiras com maior área desmatada, segundo o Inpe, estão a Floresta Nacional do Bom Futuro (RO), com 27 % da área total desflorestada e a Reserva Extrativista Chico Mendes (AC), com 4,5 %.

Ainda segundo o levantamento, em 2010 a devastação apareceu em mais unidades de conservação. A reserva extrativista Alto Juruá, no Acre, apresentou 18,7 km2 de área desmatada. A Floresta Nacional de Roraima teve 11,3 km 2 de área destruída pelo desmatamento.

O Instituto apontou ainda degradação em terras indígenas. A região do Alto rio Negro, no Amazonas, teve 1,1 % de área devastada, o equivalente a 857,7 km 2 acumulados. Os dados colocam o Estado na posição de terceiro lugar para essa área em todo o país.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, desde 2004 foram criados 25 milhões de hectares de unidades de conservação e demarcados 10 milhões de hectares de terras indígenas com o objetivo de preservar as florestas.

Fonte: G1, AM


22 de agosto de 2011 | nenhum comentário »

Marina Silva diz que redução de parques nacionais é ‘retrocesso’

“Retrocesso” é como a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva vê a medida provisória publicada nesta semana que reduziu a área de três parques nacionais na Amazônia –dois deles para dar lugar a hidrelétricas.

A MP não foi bem recebida pelo PV, que na quarta-feira (17) ameaçou recorrer ao Supremo.

“Minha percepção é que é inconstitucional”, disse Marina à Folha. Para ela, a Constituição de 1988 diz que unidades de conservação só podem ser alteradas por lei.

A MP publicada no “Diário Oficial” na segunda-feira (15) altera o limite dos parques da Amazônia, dos Campos Amazônicos e do Mapinguari.

O primeiro foi “desafetado” (reduzido) para resolver um conflito fundiário com 12 comunidades locais.

O parque dos Campos Amazônicos teve seus limites redefinidos. Perderá 34 mil hectares para permitir a construção do lago da hidrelétrica de Tabajara, obra do PAC, e para liberar área para agricultores. Ganhará, por outro lado, 110 mil hectares.

O Mapinguari foi reduzido em 8.000 hectares para ceder espaço aos canteiros de obras das usinas de Santo Antônio e Jirau. Para o presidente do ICMBio (Instituto Chico Mendes), Rômulo Mello, a alteração foi uma “correção” de um erro de desenho cometido na criação do parque, em 2008.

Mello diz não ver problemas de constitucionalidade no ato. “A MP se transforma em lei, a presidente entende que para o país é uma coisa urgente”, afirmou.

Segundo Marina, a redução por Medida Provisória “abre uma porteira” para que Dilma reduza unidades de conservação numa canetada.

E os próximos alvos serão as unidades de conservação da região dos rios Tapajós e Jamanxim (PA), onde o governo quer implementar quatro hidrelétricas –uma delas, a quarta maior do país.

Como a Folha revelou no mês passado, o governo já decidiu que reduzirá de novo o parque nacional da Amazônia, além das florestas nacionais de Itaituba 1 e 2.

As áreas protegidas fazem parte do mosaico criado em 2005 para conter o desmate.

Fonte: Claudio Angelo, Brasília, Folha.com


19 de maio de 2011 | nenhum comentário »

ONU afirma que Brasil é deficiente na gestão das unidades de conservação

Governo afirma ter de usar ‘criatividade’ para sanar falta de recursos.
Proporcionalmente, EUA investem 35 vezes mais para proteger reservas.

Estudo divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Ministério do Meio Ambiente, feito em parceria com a UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, na sigla em inglês), aponta que o Brasil possui sérias deficiências na gestão de unidades de conservação, que funcionam com número reduzido de mão-de-obra na proteção das áreas e baixo orçamento para investimentos em infraestrutura.

O documento revela que, apesar de o país agregar a quarta maior área do mundo coberta por unidades de conservação (1.278.190 km²), fica atrás de nações mais pobres e menores quando comparam-se quesitos como funcionários e orçamento por hectare.

A Costa Rica, país da América Central com 4,5 milhões de habitantes, tem um funcionário para cada 26 km² de área e investe R$ 31,29 em cada hectare (10 mil m²). O Brasil, por sua vez, tem um funcionário para cada 186 km² de florestas protegidas e aplica R$ 4,43 em cada hectare. O número é muito abaixo dos Estados Unidos, que aplica R$ 156,12 por hectare (35 vezes mais que o Brasil) e tem um funcionário para cada 21 km².

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é necessário aumentar os investimentos nas unidades devido aos benefícios oferecidos à população e setores econômicos. Por ano, as UCs geram até R$ 4,55 bilhões com a exploração legal de recursos naturais (como madeira e borracha) e com a visitação de turistas em parques e florestas.

Recursos
O orçamento destinado para as unidades de conservação federais por ano é de aproximadamente R$ 300 milhões, que de acordo com o governo federal é o mesmo desde 2001 e cobre gastos com folha de pagamento e investimentos em infraestrutura. Entretanto, para o MMA seria necessário mais que dobrar o valor.

“Temos que usar a criatividade para melhorar a gestão e proteção”, afirmou Braulio Dias, secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente. Para ele, é praticamente impossível o Brasil alcançar níveis de gestão aplicados em países desenvolvidos, que tem orçamentos mais robustos.

“O que temos que fazer são parcerias com instituições acadêmicas ou ONGs para uma gestão compartilhada nas unidades de conservação. Isso já ocorre nos parques nacionais da Serra da Capivara (PI) e do Jaú (AM). A sorte é que o Brasil conta com muitas instituições dispostas a participar disto”, afirmou.

Terceirização
Segundo Rômulo Mello, presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), outra alternativa é a terceirização dos funcionários no setor turístico.

“Quem é contratado do governo deve trabalhar na preservação das unidades. A exploração turística poderia ser feita por outras organizações. Isto melhoraria a gestão funcional e evitaria um inchaço na contratação, que o governo tenta conter”, disse. O número atual de funcionários nas áreas conservação federal não foi informado.

Segundo o Instituto Chico Mendes, 8,5% da superfície do país está coberta por unidades de conservação federais, a maior parte localizada na floresta Amazônica (Foto: Dennis Barbosa/Globo Natureza)

Segundo o Instituto Chico Mendes, 8,5% da superfície do país está coberta por unidades de conservação federais, a maior parte localizada na floresta Amazônica (Foto: Dennis Barbosa/Globo Natureza)

Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, em São Paulo


26 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Em nome da flora nativa, reservas se rendem a agrotóxico

Ameaçadas por pragas, reservas ecológicas no país estão fazendo testes com agrotóxicos com o objetivo de garantir a sobrevivência de espécies nativas.

A ideia é combater plantas exóticas e invasoras, como a braquiária, um tipo de capim usado em áreas de criação de gado que ameaça o crescimento de outros vegetais.

O estudo mais recente ocorre no Parque Nacional das Emas, em Goiás. A unidade, com área equivalente a 132 mil campos de futebol, registra a presença de cinco espécies de plantas invasoras.

“É uma situação grave, já que as espécies exóticas ameaçam a diversidade”, afirma o diretor do parque, Marcos Cunha.

As primeiras aplicações de glifosato, ainda em nível experimental, começaram neste mês, depois de tentativas com várias outras técnicas, sem sucesso.

O contato com o produto, porém, ainda está restrito ao entorno do parque. “Estamos analisando os resultados para depois utilizar no interior, se necessário”, afirma.

Autorização - A iniciativa, ainda tímida no Brasil, já é aplicada em outros países.

A Monsanto, uma das maiores fabricantes mundiais de herbicida, doa glifosato desde 2005 à reserva ecológica de Galápagos, arquipélago equatoriano onde Charles Darwin (1809-1882) fez parte de seus estudos.

No Brasil, outras unidades federais de conservação que fazem pesquisas semelhantes são a Floresta Nacional de Bom Futuro, em Rondônia, e os parques Aparados da Serra e da Serra Geral, na divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

“Simplesmente cortar [o capim] não resolve”, diz o chefe do parque de Aparados da Serra, Deonir Zimmerman, que luta contra a braquiária há 12 anos.

Reservas estaduais do Paraná, Santa Catarina e Espírito Santo também possuem estudos avançados com herbicidas para o combate de espécies exóticas, segundo a ONG Instituto Hórus, que participa de projetos nesses locais.

Uma portaria do Ibama de maio de 2010 autoriza pesquisas com até três tipos de agrotóxicos em florestas nativas, desde que estejam em situação de emergência –e com possibilidade de cancelar a autorização em caso de contaminação.

Em muitas unidades nacionais, no entanto, segundo o ICMBio (Instituto Chico Mendes), o plano de manejo sequer considera o uso desses herbicidas.

Silvia Ziller, do Instituto Hórus, afirma que os produtos são uma alternativa mais barata, eficiente e com menor impacto ambiental do que deixar espécies como a braquiária se propagarem.

O maior problema, segundo ela, é o risco de incêndio agravado pelo capim. “Se antes o cerrado pegava fogo a cada cinco anos, agora isso acontece em todos eles”, diz.

Divisão – A ideia de mudar aplicar agrotóxicos em parques do país ainda provoca desconfiança entre ambientalistas e pesquisadores.

Os próprios diretores das reservas reconhecem que o produto pode sim afetar as espécies nativas.

Em 2007, uma pesquisa da USP mostrou que um agrotóxico aplicado nas cerca de 40 lavouras do entorno do Parque das Emas contaminava aves ameaçadas de extinção.

Uma liminar chegou a suspender em 2008 o uso de alguns agrotóxicos em uma faixa de até 2 km ao redor do parque. A decisão, no entanto, referia-se aos tipos mais tóxicos dos produtos, como inseticidas, e foi suspensa meses depois.

O pesquisador Sady Valdes, responsável pelo estudo na época, diz que a aplicação de herbicidas pode até “mudar a paisagem do cerrado”.

Para a engenheira agrônoma Ana Maria Junqueira, que estuda métodos alternativos aos agrotóxicos, produtos como herbicidas trazem riscos de contaminação também ao ser humano.

Segundo ela, uma alternativa pode ser a aplicação tópica, em que o produto é usado apenas no local onde há a ameaça. Mesmo assim, ela diz que os órgãos ambientais precisam ficar atentos para, a partir disso, não perder o controle sobre o uso desses produtos.

Fonte: Natália Cancian/ Folha.com


25 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Áreas protegidas da Amazônia têm falhas na gestão e pressão por desmatamento, diz estudo

Apesar de ocuparem 43,9% do território da Amazônia, as áreas protegidas do bioma não estão livres de ameaças à proteção da floresta, da fauna e de comunidades tradicionais. Estudo do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e do Instituto Socioambiental (ISA) mostra que, apesar de avanços nos últimos anos, as Unidades de Conservação (UCs) e Terras Indígenas (TIs) da região têm falhas na gestão e estão sujeitas às pressões do desmatamento, exploração madeireira e mineração.

De acordo com o relatório, “a criação e a manutenção de áreas protegidas é uma das estratégias mais eficazes para a conservação dos recursos naturais na Amazônia”, mas a preservação depende de gestão eficiente, ampliação das fontes de financiamento e controle das atividades ilegais.

Um dos principais desafios para a proteção efetiva dos territórios que estão em UCs e TIs, segundo os pesquisadores, é a consolidação dessas áreas. Até dezembro de 2010, por exemplo, 70% dos planos de manejo das unidades de conservação da Amazônia não estavam prontos. “Das 308 UCs estaduais e federais analisadas, apenas 24% possuíam planos de manejo aprovados; 1% estava com seus planos em fase de revisão; 20% estava na fase de elaboração, e 50% sequer tinham iniciado seus planos de manejo”, revela o levantamento do Imazon e do ISA.

A dificuldade na gestão também está ligada à falta de pessoal, com poucos fiscais responsáveis por áreas imensas de florestas, muitas vezes distantes de ocupações urbanas. Nas UCs estaduais, a média é de um funcionário para cuidar de 1,8 mil quilômetros quadrados (km²). Há casos em que a proporção é de uma pessoa para 4 mil km², uma área equivalente a 400 mil campos de futebol.

Nas terras indígenas, a homologação de áreas já reconhecidas e os conflitos econômicos e fundiários são os principais gargalos para a consolidação, segundo o relatório.

O desmatamento, que ameaça todo o bioma, também atinge as áreas protegidas, que teoricamente deveriam estar protegidas das derrubadas ilegais. De acordo com o estudo, 3,5% de todo desmatamento na Amazônia até 2009 estava em áreas protegidas, num total de quase 26 mil km² de floresta a menos. Há UCs em que 88% da vegetação original foi derrubada e TIs com 70% do território desmatado.

Além das pressões do desmate e da exploração ilegal de madeira e da mineração, as áreas protegidas também sofrem ameaças de alterações formais, geralmente para reduzir o tamanho dos territórios sob proteção. Em 2010, um estudo do Imazon identificou pelo menos 37 propostas formais para alterar 48 áreas protegidas da Amazônia.

No estudo, os pesquisadores sugerem medidas para fortalecer e consolidar as áreas protegidas na Amazônia, como o controle de ocupações irregulares, o aumento do número de gestores para atuação em campo nas unidades de conservação e a conclusão prioritária de processos de reconhecimento e homologação de terras indígenas.

Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil


12 de abril de 2011 | nenhum comentário »

Metade das espécies brasileiras ameaçadas está protegida em unidades de conservação

Metade das 627 espécies brasileiras ameaçadas de extinção vive em unidades de conservação federais, onde estão mais protegidas do risco de desaparecer da natureza. É o que mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Intitulado Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção em Unidades de Conservação Federais, o levantamento detalha quais são e onde estão as 314 espécies encontradas em unidades de conservação (UCs) de todo o país, inclusive no bioma marinho. Entre os animais ameaçados encontrados nas áreas de conservação, estão o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, o mico-leão-dourado e a arara-azul-de-lear, símbolos da fauna brasileira ameaçada.

Apesar da proteção de espécies emblemáticas, ainda não se sabe se a outra metade da lista de animais ameaçados está em territórios protegidos. A maioria dos animais com risco de extinção registrados nas UCs são aves e mamíferos, mais fáceis de identificar, segundo o coordenador geral de espécies ameaçadas do ICMBio, Ugo Vercillo. “Peixes e invertebrados são mais difíceis de serem encontrados e identificados”.

A meta brasileira, assumida diante da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, é garantir que 100% dos animais ameaçados tenham exemplares em territórios protegidos. “O primeiro passo para conservar é saber onde elas estão, procurar cada espécie”, avalia Vercillo.

O bioma com maior número de registros de animais ameaçados encontrados em UCs é a Mata Atlântica, onde parques nacionais, estações ecológicas e outras unidades abrigam 168 espécies ameaçadas de extinção. Na Caatinga, das 43 espécies ameaçadas de extinção no bioma, 41 estão em unidades de conservação.

O presidente do ICMBio, Rômullo Melo, disse que o levantamento pode orientar a gestão das unidades espalhadas pelo país e ajudar a identificar lacunas de preservação. “O atlas fez o cruzamento para saber que unidades de conservação protegem que espécies ameaçadas. Vai ser um instrumento importante para orientar a definição de áreas prioritárias para ampliação e criação de novas unidades de conservação”.

O ICMBio lançou nesta segunda-feira (11) uma revista eletrônica para divulgação de informações científicas sobre espécies brasileiras, inclusive as ameaçadas de extinção. A meta é avaliar 10 mil espécies nos próximos cinco anos. O instituto também colocou no ar sua nova página na internet, com serviços e informações sobre as 310 unidades de conservação federais do país. O endereço eletrônico do ICMBio é o http://www.icmbio.gov.br/.

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Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil


28 de fevereiro de 2011 | nenhum comentário »

Reserva Biológica de Sooretama faz campanha para evitar atropelamento de animais silvestres no ES

Servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), lotados na Reserva Biológica (Rebio) de Sooretama, no Espírito Santo, querem acabar com os atropelamentos e mortes de animais silvestres no trecho da BR-101 Norte, que corta o local.

Segundo os servidores, são 5 quilômetros (km) de estrada asfaltada bem no meio da Rebio, com grande movimento de carros e caminhões. A média é dois a três animais mortos por dia. Na tentativa de solucionar o problema, eles estão buscando apoio do Ministério Público.

No ano passado, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já limitou a velocidade no trecho em 60 quilômetros por hora (km/h) e instalou placas e faixas contínuas nos 5 km da BR. Outra medida foi adotada este mês, com a instalação de tachões no mesmo percurso.

Ao longo dos anos foram desenvolvidas várias ações para reduzir o impacto do trânsito de veículos sobre a unidade, como campanhas educativas e fiscalização. No entanto, dizem os servidores da reserva, as medidas têm se mostrado ineficazes.

A equipe gestora da unidade está propondo novas medidas, como a implantação de sonorizadores, redutores de velocidade (lombadas eletrônicas) e a readequação de passagens subterrâneas existentes para circulação da fauna.

Os servidores também querem a implantação de portais nas entradas da unidade de conservação, placas informativas, intensificação das campanhas, implantação de um programa continuado de monitoramento da fauna atropelada e estruturação de um centro de atividade vídeoeducativo.

Fonte: Christina S. Machado/ Agência Brasil


11 de janeiro de 2011 | nenhum comentário »

Parque do Iguaçu é única reserva de Mata Atlântica no oeste do Paraná

Elas foram formadas há 120 milhões de anos e hoje estão entre os principais destinos naturais do mundo. Distribuídas em dois parques de conservação da natureza, as Cataratas do Iguaçu são o coração da única reserva de mata atlântica remanescente no oeste do Paraná.

A reserva resiste mas não muda a realidade do bioma. A devastação da mata atlântica é o retrato da história do Brasil. Desde o descobrimento, a floresta vem sendo explorada e dizimada. Hoje restam apenas 7% da cobertura original no país.

“A maior parte da população brasileira vive na Mata Atlântica e depende dos seus recursos. Então um trabalho grandioso na Mata Atlântica é preservar o que resta”, diz Marcia Hirota, diretora da organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica.

Caminhando pelas trilhas do Parque Nacional do Iguaçu, as manchas vermelhas, nos troncos das árvores, atestam que o ar está puro. Os parques criados em 1939 no Brasil e em 1937 na Argentina estão muito bem preservados. A questão é o que está ao redor deles. Do lado brasileiro, os vizinhos são extensas plantações de soja e de milho.

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“Os agrotóxicos estão presentes dentro da água do parque nacional. Nas cataratas também estão presentes, infelizmente”, diz o diretor do Parque Nacional do Iguaçu, Jorge Luiz Pegoraro. Além das áreas de agricultura, o parque tem contato com 14 municípios vizinhos. Os rios das cidades estão contaminados pelo esgoto e atingem a bacia do rio Iguaçu.

As Cataratas e a Mata Atlântica funcionam como um filtro. A poluição que alcança o parque é invisível, mas alguns sinais já aparecem no Rio Iguaçu. O jacaré de papo amarelo, um dos animais do bioma ameaçados de extinção, vai morrer e a garrafa de plástico que aparece ao seu lado vai sobreviver por pelo menos mais 200 anos.

Gavião real – Já a harpia, uma das maiores águias do mundo e conhecida como gavião real, também ameaçada de extinção, é quase uma lenda no local. “É área de ocorrência da espécie. Eu nunca vi. Existem alguns boatos, relatos que possam ter visto”, diz Marina Xavier da Silva, bióloga do projeto Carnívoros do Parque do Iguaçu.

O Parque das Aves, um zoológico particular em Foz do Iguaçu, expõe uma harpia que foi recebida do Ibama. “Quando a gente perde os grandes predadores, a floresta inteira sofre com isso”, explica Marina.

Perto dali, no zoológico mantido na hidrelétrica de Itaipu, uma jovem harpia de 6 meses, nascida em cativeiro, está crescendo toda branca. Especialista em visão, ela enxerga longe e é a mais vigorosa esperança para a perpetuação da espécie e a preservação da Mata Atlântica.

Fonte: Globo Natureza


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