26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Análise genética aponta cruzamento entre ursos-polares e pardos

Estudo diz ainda que separação das espécies remonta a 5 milhões de anos.
Mudanças climáticas influenciaram distribuição dos ursos-polares.

Um novo estudo com análise de genomas de ursos-polares sugere que a história dessa espécie está relacionada às mudanças climáticas no planeta e ao intercâmbio genético com os ursos-pardos. A pesquisa indica que os ursos-polares se tornaram uma espécie distinta cerca de 4 milhões ou 5 milhões de anos atrás – e não apenas há 600 mil anos, como sugeria uma trabalho anterior -, mas os animais podem ter continuado cruzando com ursos-pardos até muito mais recentemente.

Liderado pela Penn State University e pela Universidade de Buffalo, ambas dos EUA, o estudo encontrou evidências de que o tamanho da população de ursos-polares acompanhou os principais eventos climáticos nos últimos milhões de anos – crescendo durante os períodos de resfriamento e diminuindo em épocas mais quentes.

Esses cruzamentos com os “primos” pardos pode ter ocorrido em consequência de mudanças climáticas ao longo do tempo, já que, de acordo com as temperaturas médias do planeta, as populações desses dois tipos de mamíferos viveram em regiões mais próximas ou mais distantes.

“Talvez nós tenhamos um indício de que em tempos muito quentes, ursos polares mudaram seu estilo de vida, entraram em contato e cruzaram com ursos-pardos”, disse Stephan Schuster, coautor da pesquisa. O estudo saiu nesta segunda-feira (23) na edição online da revista “PNAS”, da Academia Nacional de Ciências, dos EUA.

Urso-polar e urso-pardo. (Foto: Hansruedi Weyrich/Science e Bernd Wuestneck/AFP)

Urso-polar e urso-pardo. (Foto: Hansruedi Weyrich/Science e Bernd Wuestneck/AFP)

Fonte: G1


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Ursos polares surgiram há 600 mil anos, afirma estudo

Espécie é pelo menos quatro vezes antiga do que outras pesquisas diziam.
Adaptação do animal às mudanças globais pode ser difícil, dizem autores.

Um estudo publicado nesta quinta-feira (19) mostrou que os ursos polares existem há cerca de 600 mil anos, pelo menos quatro vezes mais do que os estudos anteriores estimavam. O resultado publicado pela revista “Science” não é apenas uma mera curiosidade, e pode ter implicações sobre o futuro da espécie.

A descoberta de que o urso polar é mais antigo do que se imaginava significa também que sua evolução foi mais lenta. Coincidência ou não, há 600 mil anos a Terra registrou temperaturas extraordinariamente baixas.

A equipe liderada por Frank Hailer, do Instituto Senckenberg de Pesquisas Naturais, em Frankfurt, na Alemanha, aponta uma possível relação entre a queda de temperatura e a evolução dos ancestrais dos ursos, que levou ao surgimento dos ursos polares.

Os autores acreditam que o processo de adaptação ao frio tenha sido lento, e temem pelo futuro dos animais. Os ursos polares já sobreviveram a outros aquecimentos globais, mas não tão rápidos quanto o atual – que é acelerado pela ação do homem. A falta de tempo de adaptação às mudanças climáticas pode significar uma séria ameaça à espécie, no raciocínio dos autores.

O atual estudo chegou a dados mais precisos porque usou uma metodologia diferente. Apesquisa que estimou a idade dos ursos em cerca de 150 mil anos analisou o DNA mitocondrial, que traça apenas a origem materna dos animais. Agora, o cálculo foi refeito com informações do DNA do núcleo da célula, mais detalhadas, e o novo resultado foi obtido.

Urso polar no norte do Canadá (Foto: Hansruedi Weyrich/Science/AAAS)

Urso polar no norte do Canadá (Foto: Hansruedi Weyrich/Science/AAAS)

Fonte: Globo Natureza


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Urso polar faz festa com neve fresca em zoológico da Alemanha

Mamíferos aproveitaram o frio glacial e se esbaldaram em Berlim.
Temperaturas abaixo de zero já causaram mortes na Europa Central.

Aproveitando a onda de frio na Europa, exemplares de urso polar (Ursus maritimus) brincam com a neve fresca no zoológico de Berlim, na Alemanha, nesta sexta-feira (3). Após uma forte onda de calor em janeiro, o país foi atingido por baixas temperaturas na última semana.

O frio glacial que atinge a Europa Central deixou mais quarenta mortos nesta quinta-feira (2), principalmente na Ucrânia, na Polônia e na Romênia, totalizando 120 vítimas de temperaturas que beiram 30 graus negativos. Segundo os serviços meteorológicos, este período de frio intenso deve se prolongar pelo menos até o final da semana.

Urso polar na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Urso polar se esfrega no chão com neve no zoológico de Berlim, na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Urso polar na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Outro espécime aproveita para lamber a neve fresquinha. Onda de frio glacial afeta a Europa Central e já causou mortes (Foto: Maja Hitij/AP)

Fonte: Globo Natureza


28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Filhote de urso-polar recebe cuidados em zoológico da Dinamarca

Técnicos alimentam espécime batizado de ‘Siku’.
A mãe do pequeno urso parou de produzir leite logo depois do seu nascimento.

Novas imagens divulgadas neste domingo (25) mostram o filhote de urso-polar (Ursus maritimus) batizado de Siku, que significa “gelo do mar”, no idioma falado na Groenlândia, recebendo cuidados do diretor do zoológico de Djursland, na Dinamarca.

Com apenas um mês de vida, o espécime, que nasceu em uma reserva natural dinamarquesa, tem recebido alimentação com a ajuda de humanos após a constatação de que a mãe do ursinho, uma fêmea chamada Ilka, estava sem leite.

A espécie é considerada vulnerável na natureza devido a atividades de caça e especialistas afirmam que os efeitos do aquecimento global, que provocam a aceleração do derretimento do gelo localizado nos polos, afetariam o desenvolvimento desses animais.

O filhote de urso-polar batizado de Siku recebe cuidados do diretor de zoológico dinamarquês, Frank Vigh-Larsen (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

O filhote de urso-polar batizado de Siku recebe cuidados do diretor de zoológico dinamarquês, Frank Vigh-Larsen (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

O filhote, que tem um mês de vida, tem recebido alimentação com a ajuda de humanos após a constatação de que o leite de sua mãe havia secado (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

O espécime, que tem um mês de vida, tem recebido alimentação com a ajuda de humanos após a constatação de que o leite de sua mãe havia secado (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

O filhote de urso-polar nasceu em uma reserva natural da Dinamarca (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

O filhote de urso-polar nasceu em uma reserva natural da Dinamarca (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Filhotes de urso-polar morrem mais ao migrar, diz estudo

A mortalidade de filhotes de urso-polar que são obrigados a nadar longas distâncias com suas mães devido ao degelo do Ártico aparentemente é maior do que entre aqueles que não migram.

O estudo recente, produzido pela organização ambientalista World Wildlife Fund, é o primeiro a mostrar a migração como um fator de grande risco às espécies mais jovens.

Satélites foram usados para acompanhar 68 ursas-polares equipadas com colares GPS, entre 2004-2009, que tiveram de nadar longas distâncias.

Durante o tempo em que permaneceram com o GPS, 11 ursas que nadaram por muito tempo tiveram crias. Destas, cinco perderam os filhotes durante a travessia. Ou seja, uma mortalidade de 45%. No grupo de ursas que não migraram, o índice caiu para 18%.

Os ursos-polares caçam, alimentam-se e procriam no gelo ou em terra, e não são criaturas aquáticas.

“Eles são como nós”, diz o coautor do estudo, Geoff York. “Eles não podem fechar as passagens nasais em águas tempestuosas.”]

Além disso, os jovens não possuem gordura suficiente para se manterem por muito tempo em águas frias, alerta Steve Amstrup, um ex-cientista que trabalhou no instituto de pesquisas geológicas dos EUA, o U.S. Geological Survey.

Foto de ursa polar com filhotes tirada na baía de Hudson, no Canadá, pela ONG ambientalista World Wildlife Fund

Foto de ursa polar com filhotes tirada na baía de Hudson, no Canadá, pela ONG ambientalista World Wildlife Fund(Geoff York/Reuters )

Entre famílias de ursos-polares que migraram, a taxa de mortalidade dos filhotes é de 45%, segundo estudo

Entre famílias de ursos-polares que migraram, a taxa de mortalidade dos filhotes é de 45%, segundo estudo. (Geoff York/Reuters)

Fonte: DA REUTERS


21 de março de 2011 | nenhum comentário »

Fãs choram morte de urso Knut, ativistas culpam zoológico

Os fãs de Knut choraram neste domingo (20) a perda do urso polar mais famoso do mundo e maior atração do zoológico berlinense. Enquanto isso, ativistas de direitos dos animais atribuíram a morte ao Zoológico de Berlim, onde ele nasceu e foi criado em cativeiro.

Dezenas de fãs se juntaram diante do criadouro vazio de Knut para lhe prestar fazer uma homenagem. Os visitantes do zoológico depositaram flores, fotos, poesias e acenderam velas. O zoológico criou em seu site um livro de condolências.

Milhares de pessoas lamentaram a morte de Knut em sites de redes sociais como Twitter e Facebook. O urso polar era uma sensação na mídia desde o seu nascimento em 2006, quando sua mãe o rejeitou, e o filhote foi criado à mão pela equipe do zoológico.

“Todos nós tínhamos esse urso polar em nossos corações. Ele foi a estrela do zoológico de Berlim”, disse o prefeito da cidade, Klaus Wowereit. O diretor da instituição, Bernhard Blaskiewitz, também lamentou o ocorrido: “A perda é triste para todos nós”, disse.

Vida e morte diante do público – Knut morreu no sábado (19) da mesma forma como veio ao mundo: diante do público. Várias pessoas estavam diante do viveiro e viram o animal se contorcer por alguns segundos, antes de cair na água em torno do viveiro onde vivia com sua mãe, Tosca, e as fêmeas Nancy e Katyusha. Os momentos finais do animal podem ser vistos em um vídeo amador disponibilizado no site do tablóide alemão Bild.

“O urso ainda estava quente e as televisões já telefonavam para fazer uma oferta a quem tinha filmado o momento”, lamenta o tratador de ursos do zoológico, Heiner Klös. A causa da morte prematura de Knut, com quatro anos, permanece desconhecida. Uma autópsia será realizada no começo desta semana, informou Klös.

Ativistas culpam condições no cativeiro – Os ursos polares vivem, em média, de 15 a 18 anos na natureza, e é comum passarem dos 30 anos de idade no cativeiro, afirma o grupo Polar Bears International. Ativistas dos direitos dos animais afirmaram que a morte de Knut se deveu às condições em que era mantido.

“O Jardim Zoológico de Berlim abusava de Knut como uma ferramenta de marketing, sem levar em conta as necessidades fundamentais de um urso polar”, acusou Wolfgang Apel, presidente da Sociedade Protetora dos Animais da Alemanha (DTSchD, na sigla em alemão). “A curta e sofrida vida de Knut mostra novamente que zoológicos não são lugar para ursos polares, mesmo se são chamados de Knut”, acrescentou.

A organização de direitos dos animais Vier Pfoten (“quatro patas”) voltou a exigir o fim da criação de ursos polares em zoológicos. “Necessidades básicas, como procura de parceiro e alimentação, caça e comportamento de fuga, são permanentemente suprimidos”, disse o especialista em vida selvagem Thomas Pietschmann. “A consequência são graves problemas de comportamento”, complementou.

“Knutmania”: 7 milhões de euros – A “knutmania” tomou conta da Alemanha e do mundo quatro anos atrás, quando funcionários do zoológico se viram obrigados a alimentar e cuidar de Knut, após o filhote ter sido rejeitado por sua mãe. Nascido em 5 de dezembro de 2006, ele foi o primeiro urso polar vindo ao mundo no zoológico de Berlim, em 33 anos. Seu irmão gêmeo morreu logo após o parto.

O número de frequentadores do zoológico disparou, e o bicho chegou até a ser capa da revista Vanity Fair. Estima-se que Knut rendeu 7 milhões de euros para o Jardim Zoológico de Berlim, e deu origem a diversos artigos no comércio, incluindo bichos de pelúcia, músicas para celulares, selos e balas. Ele chegou a ser destaque em dois filmes, e também se tornou ícone de campanhas ambientais.

No entanto, a breve vida de Knut também foi cheia de infortúnios, como a morte prematura do tratador Thomas Dörflein, que o criara desde o nascimento, vítima em 2008 de um ataque cardíaco, aos 44 anos. Em 2009, Knut ganhou uma companheira, Joana, mas ela foi mandada de volta ao Zoológico de Munique, já que os dois não conseguiram se entender.

A Alemanha acabou originando uma série de animais que se tornaram celebridades nos últimos anos. Entre eles, o polvo Paul, que previu corretamente uma série de jogos da Copa do Mundo de 2010, e Heidi, uma gambá vesga que vive no Zoológico de Leipzig.

Fonte: Folha.com






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26 de julho de 2012 | nenhum comentário »

Análise genética aponta cruzamento entre ursos-polares e pardos

Estudo diz ainda que separação das espécies remonta a 5 milhões de anos.
Mudanças climáticas influenciaram distribuição dos ursos-polares.

Um novo estudo com análise de genomas de ursos-polares sugere que a história dessa espécie está relacionada às mudanças climáticas no planeta e ao intercâmbio genético com os ursos-pardos. A pesquisa indica que os ursos-polares se tornaram uma espécie distinta cerca de 4 milhões ou 5 milhões de anos atrás – e não apenas há 600 mil anos, como sugeria uma trabalho anterior -, mas os animais podem ter continuado cruzando com ursos-pardos até muito mais recentemente.

Liderado pela Penn State University e pela Universidade de Buffalo, ambas dos EUA, o estudo encontrou evidências de que o tamanho da população de ursos-polares acompanhou os principais eventos climáticos nos últimos milhões de anos – crescendo durante os períodos de resfriamento e diminuindo em épocas mais quentes.

Esses cruzamentos com os “primos” pardos pode ter ocorrido em consequência de mudanças climáticas ao longo do tempo, já que, de acordo com as temperaturas médias do planeta, as populações desses dois tipos de mamíferos viveram em regiões mais próximas ou mais distantes.

“Talvez nós tenhamos um indício de que em tempos muito quentes, ursos polares mudaram seu estilo de vida, entraram em contato e cruzaram com ursos-pardos”, disse Stephan Schuster, coautor da pesquisa. O estudo saiu nesta segunda-feira (23) na edição online da revista “PNAS”, da Academia Nacional de Ciências, dos EUA.

Urso-polar e urso-pardo. (Foto: Hansruedi Weyrich/Science e Bernd Wuestneck/AFP)

Urso-polar e urso-pardo. (Foto: Hansruedi Weyrich/Science e Bernd Wuestneck/AFP)

Fonte: G1


20 de abril de 2012 | nenhum comentário »

Ursos polares surgiram há 600 mil anos, afirma estudo

Espécie é pelo menos quatro vezes antiga do que outras pesquisas diziam.
Adaptação do animal às mudanças globais pode ser difícil, dizem autores.

Um estudo publicado nesta quinta-feira (19) mostrou que os ursos polares existem há cerca de 600 mil anos, pelo menos quatro vezes mais do que os estudos anteriores estimavam. O resultado publicado pela revista “Science” não é apenas uma mera curiosidade, e pode ter implicações sobre o futuro da espécie.

A descoberta de que o urso polar é mais antigo do que se imaginava significa também que sua evolução foi mais lenta. Coincidência ou não, há 600 mil anos a Terra registrou temperaturas extraordinariamente baixas.

A equipe liderada por Frank Hailer, do Instituto Senckenberg de Pesquisas Naturais, em Frankfurt, na Alemanha, aponta uma possível relação entre a queda de temperatura e a evolução dos ancestrais dos ursos, que levou ao surgimento dos ursos polares.

Os autores acreditam que o processo de adaptação ao frio tenha sido lento, e temem pelo futuro dos animais. Os ursos polares já sobreviveram a outros aquecimentos globais, mas não tão rápidos quanto o atual – que é acelerado pela ação do homem. A falta de tempo de adaptação às mudanças climáticas pode significar uma séria ameaça à espécie, no raciocínio dos autores.

O atual estudo chegou a dados mais precisos porque usou uma metodologia diferente. Apesquisa que estimou a idade dos ursos em cerca de 150 mil anos analisou o DNA mitocondrial, que traça apenas a origem materna dos animais. Agora, o cálculo foi refeito com informações do DNA do núcleo da célula, mais detalhadas, e o novo resultado foi obtido.

Urso polar no norte do Canadá (Foto: Hansruedi Weyrich/Science/AAAS)

Urso polar no norte do Canadá (Foto: Hansruedi Weyrich/Science/AAAS)

Fonte: Globo Natureza


6 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Urso polar faz festa com neve fresca em zoológico da Alemanha

Mamíferos aproveitaram o frio glacial e se esbaldaram em Berlim.
Temperaturas abaixo de zero já causaram mortes na Europa Central.

Aproveitando a onda de frio na Europa, exemplares de urso polar (Ursus maritimus) brincam com a neve fresca no zoológico de Berlim, na Alemanha, nesta sexta-feira (3). Após uma forte onda de calor em janeiro, o país foi atingido por baixas temperaturas na última semana.

O frio glacial que atinge a Europa Central deixou mais quarenta mortos nesta quinta-feira (2), principalmente na Ucrânia, na Polônia e na Romênia, totalizando 120 vítimas de temperaturas que beiram 30 graus negativos. Segundo os serviços meteorológicos, este período de frio intenso deve se prolongar pelo menos até o final da semana.

Urso polar na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Urso polar se esfrega no chão com neve no zoológico de Berlim, na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Urso polar na Alemanha (Foto: Maja Hitij/AP)

Outro espécime aproveita para lamber a neve fresquinha. Onda de frio glacial afeta a Europa Central e já causou mortes (Foto: Maja Hitij/AP)

Fonte: Globo Natureza


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Filhote de urso-polar recebe cuidados em zoológico da Dinamarca

Técnicos alimentam espécime batizado de ‘Siku’.
A mãe do pequeno urso parou de produzir leite logo depois do seu nascimento.

Novas imagens divulgadas neste domingo (25) mostram o filhote de urso-polar (Ursus maritimus) batizado de Siku, que significa “gelo do mar”, no idioma falado na Groenlândia, recebendo cuidados do diretor do zoológico de Djursland, na Dinamarca.

Com apenas um mês de vida, o espécime, que nasceu em uma reserva natural dinamarquesa, tem recebido alimentação com a ajuda de humanos após a constatação de que a mãe do ursinho, uma fêmea chamada Ilka, estava sem leite.

A espécie é considerada vulnerável na natureza devido a atividades de caça e especialistas afirmam que os efeitos do aquecimento global, que provocam a aceleração do derretimento do gelo localizado nos polos, afetariam o desenvolvimento desses animais.

O filhote de urso-polar batizado de Siku recebe cuidados do diretor de zoológico dinamarquês, Frank Vigh-Larsen (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

O filhote de urso-polar batizado de Siku recebe cuidados do diretor de zoológico dinamarquês, Frank Vigh-Larsen (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

O filhote, que tem um mês de vida, tem recebido alimentação com a ajuda de humanos após a constatação de que o leite de sua mãe havia secado (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

O espécime, que tem um mês de vida, tem recebido alimentação com a ajuda de humanos após a constatação de que o leite de sua mãe havia secado (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

O filhote de urso-polar nasceu em uma reserva natural da Dinamarca (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

O filhote de urso-polar nasceu em uma reserva natural da Dinamarca (Foto: Rasmus Flindt Pedersen/AP)

Fonte: Globo Natureza, São Paulo


26 de julho de 2011 | nenhum comentário »

Filhotes de urso-polar morrem mais ao migrar, diz estudo

A mortalidade de filhotes de urso-polar que são obrigados a nadar longas distâncias com suas mães devido ao degelo do Ártico aparentemente é maior do que entre aqueles que não migram.

O estudo recente, produzido pela organização ambientalista World Wildlife Fund, é o primeiro a mostrar a migração como um fator de grande risco às espécies mais jovens.

Satélites foram usados para acompanhar 68 ursas-polares equipadas com colares GPS, entre 2004-2009, que tiveram de nadar longas distâncias.

Durante o tempo em que permaneceram com o GPS, 11 ursas que nadaram por muito tempo tiveram crias. Destas, cinco perderam os filhotes durante a travessia. Ou seja, uma mortalidade de 45%. No grupo de ursas que não migraram, o índice caiu para 18%.

Os ursos-polares caçam, alimentam-se e procriam no gelo ou em terra, e não são criaturas aquáticas.

“Eles são como nós”, diz o coautor do estudo, Geoff York. “Eles não podem fechar as passagens nasais em águas tempestuosas.”]

Além disso, os jovens não possuem gordura suficiente para se manterem por muito tempo em águas frias, alerta Steve Amstrup, um ex-cientista que trabalhou no instituto de pesquisas geológicas dos EUA, o U.S. Geological Survey.

Foto de ursa polar com filhotes tirada na baía de Hudson, no Canadá, pela ONG ambientalista World Wildlife Fund

Foto de ursa polar com filhotes tirada na baía de Hudson, no Canadá, pela ONG ambientalista World Wildlife Fund(Geoff York/Reuters )

Entre famílias de ursos-polares que migraram, a taxa de mortalidade dos filhotes é de 45%, segundo estudo

Entre famílias de ursos-polares que migraram, a taxa de mortalidade dos filhotes é de 45%, segundo estudo. (Geoff York/Reuters)

Fonte: DA REUTERS


21 de março de 2011 | nenhum comentário »

Fãs choram morte de urso Knut, ativistas culpam zoológico

Os fãs de Knut choraram neste domingo (20) a perda do urso polar mais famoso do mundo e maior atração do zoológico berlinense. Enquanto isso, ativistas de direitos dos animais atribuíram a morte ao Zoológico de Berlim, onde ele nasceu e foi criado em cativeiro.

Dezenas de fãs se juntaram diante do criadouro vazio de Knut para lhe prestar fazer uma homenagem. Os visitantes do zoológico depositaram flores, fotos, poesias e acenderam velas. O zoológico criou em seu site um livro de condolências.

Milhares de pessoas lamentaram a morte de Knut em sites de redes sociais como Twitter e Facebook. O urso polar era uma sensação na mídia desde o seu nascimento em 2006, quando sua mãe o rejeitou, e o filhote foi criado à mão pela equipe do zoológico.

“Todos nós tínhamos esse urso polar em nossos corações. Ele foi a estrela do zoológico de Berlim”, disse o prefeito da cidade, Klaus Wowereit. O diretor da instituição, Bernhard Blaskiewitz, também lamentou o ocorrido: “A perda é triste para todos nós”, disse.

Vida e morte diante do público – Knut morreu no sábado (19) da mesma forma como veio ao mundo: diante do público. Várias pessoas estavam diante do viveiro e viram o animal se contorcer por alguns segundos, antes de cair na água em torno do viveiro onde vivia com sua mãe, Tosca, e as fêmeas Nancy e Katyusha. Os momentos finais do animal podem ser vistos em um vídeo amador disponibilizado no site do tablóide alemão Bild.

“O urso ainda estava quente e as televisões já telefonavam para fazer uma oferta a quem tinha filmado o momento”, lamenta o tratador de ursos do zoológico, Heiner Klös. A causa da morte prematura de Knut, com quatro anos, permanece desconhecida. Uma autópsia será realizada no começo desta semana, informou Klös.

Ativistas culpam condições no cativeiro – Os ursos polares vivem, em média, de 15 a 18 anos na natureza, e é comum passarem dos 30 anos de idade no cativeiro, afirma o grupo Polar Bears International. Ativistas dos direitos dos animais afirmaram que a morte de Knut se deveu às condições em que era mantido.

“O Jardim Zoológico de Berlim abusava de Knut como uma ferramenta de marketing, sem levar em conta as necessidades fundamentais de um urso polar”, acusou Wolfgang Apel, presidente da Sociedade Protetora dos Animais da Alemanha (DTSchD, na sigla em alemão). “A curta e sofrida vida de Knut mostra novamente que zoológicos não são lugar para ursos polares, mesmo se são chamados de Knut”, acrescentou.

A organização de direitos dos animais Vier Pfoten (“quatro patas”) voltou a exigir o fim da criação de ursos polares em zoológicos. “Necessidades básicas, como procura de parceiro e alimentação, caça e comportamento de fuga, são permanentemente suprimidos”, disse o especialista em vida selvagem Thomas Pietschmann. “A consequência são graves problemas de comportamento”, complementou.

“Knutmania”: 7 milhões de euros – A “knutmania” tomou conta da Alemanha e do mundo quatro anos atrás, quando funcionários do zoológico se viram obrigados a alimentar e cuidar de Knut, após o filhote ter sido rejeitado por sua mãe. Nascido em 5 de dezembro de 2006, ele foi o primeiro urso polar vindo ao mundo no zoológico de Berlim, em 33 anos. Seu irmão gêmeo morreu logo após o parto.

O número de frequentadores do zoológico disparou, e o bicho chegou até a ser capa da revista Vanity Fair. Estima-se que Knut rendeu 7 milhões de euros para o Jardim Zoológico de Berlim, e deu origem a diversos artigos no comércio, incluindo bichos de pelúcia, músicas para celulares, selos e balas. Ele chegou a ser destaque em dois filmes, e também se tornou ícone de campanhas ambientais.

No entanto, a breve vida de Knut também foi cheia de infortúnios, como a morte prematura do tratador Thomas Dörflein, que o criara desde o nascimento, vítima em 2008 de um ataque cardíaco, aos 44 anos. Em 2009, Knut ganhou uma companheira, Joana, mas ela foi mandada de volta ao Zoológico de Munique, já que os dois não conseguiram se entender.

A Alemanha acabou originando uma série de animais que se tornaram celebridades nos últimos anos. Entre eles, o polvo Paul, que previu corretamente uma série de jogos da Copa do Mundo de 2010, e Heidi, uma gambá vesga que vive no Zoológico de Leipzig.

Fonte: Folha.com