16 de fevereiro de 2012 | nenhum comentário »

Quase 25% do solo do planeta já sofreu alguma deterioração

O problema ambiental não está apenas na água ou no ar. De acordo com um relatório da Nações Unidas, 24% do solo do planeta já sofreu algum tipo de deterioração.

A informação é do relatório anual do Unep (Programa de Ambiente das Nações Unidas), divulgado no último dia 12.

O texto mostra que práticas recentes (nos últimos 25 anos) especialmente na atividade agrícola têm estragado e poluído o solo em diversas partes do planeta.

De acordo com o documento, a erosão provocada pela agricultura é até cem vezes mais intensa do que o processo erosivo “natural” do solo.

O problema disso é que o solo com erosão perde uma quantidade significativa de carbono para atmosfera -componente importante para o crescimento vegetal.

O Unep manifestou ainda uma preocupação com as usinas nucleares que estão sendo desativadas desde o acidente em uma usina nuclear de Fukushima, no Japão.

Em março de 2011, a usina foi atingida por um terremoto seguido de um tsunami e houve vazamento nuclear. Desde então, vários países declararam que fechariam suas usinas nucleares.

De acordo com o documento das Nações Unidas, 138 reatores foram fechados apenas neste ano, em 19 países.

Os desmantelamento dos reatores -que tem alto risco de contaminação do solo e custa cerca de 10% a 15% da implantação da usina- só foi concluída em 17 deles.

Fonte: Sabine Righetti, São Paulo, Folha.com


28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Desastres naturais ameaçam o mundo que está despreparado, adverte agência britânica

O mundo está “perigosamente” despreparado para lidar com futuros desastres naturais, advertiu a agência de desenvolvimento internacional da Grã-Bretanha. A agência britânica informou que o despreparo é causado pela ausência de contribuição dos países ricos ao fundo de emergência mundial.

O fundo de emergência é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), criada como resposta a tsunamis, com o objetivo de auxiliar regiões afetadas por desastres naturais.

De acordo com informações de funcionários da ONU, o fundo emergencial sofre com um déficit equivalente a R$ 130,5 milhões para 2012.

A escassez do fundo, segundo especialistas, tem relação direta com a série de tragédias naturais que ocorreram ao longo de 2011, como o tsunami seguido por terremoto no Japão; a sequência de tremores de terra na Nova Zelândia, enchentes no Paquistão e nas Filipinas e fome no Chifre da África.

Na segunda-feira (26) peritos japoneses e estrangeiros concluíram que medidas de precaução adequadas poderiam ter evitado os acidentes radioativos, na Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, em 11 de março deste ano. Na ocasião, um terremoto seguido por tsunami causou danos nos reatores da usina provocando explosões e vazamentos.

A conclusão foi divulgada durante um painel de peritos no Japão. Nos debates, os especialistas disseram que os acidentes demonstraram a necessidade de ampliar as medidas de prevenção referentes às ações de emergência relativas à usina. Segundo eles, houve falhas no que se refere às influências de terremotos e tsunamis na estrutura física da usina. 

Fonte: Renata Giraldi/ Agência Brasil


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Consequências de Fukushima

Acidente deve causar uma parada nos programas nucleares de vários países, mas não decreta o fim dessa forma de produção de energia, nem no Brasil.

O acidente nuclear na usina de Fukushima, causado por um terremoto seguido de tsunami, que atingiram o Japão no dia 11 de março passado, deve causar uma parada acentuada nos programas nucleares de vários países, mas não decretará o fim dessa forma de produção de energia, nem no Brasil.
A opinião é do engenheiro civil e Ph. D. em Engenharia Nuclear, Odilon Antonio Marcuzzo do Canto, presidente da Secao Latino-Americana da Sociedade Americana de Energia Nuclear (LAS/ANS).
Ele fala sobre o assunto em sua conferência Olhando para o futuro após o acidente de Fukushima, que profere na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que se realiza de 10 a 15 de julho, na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO).

 

Marcuzzo do Canto vai discorrer sobre as iniciativas tomadas pelas autoridades japonesas e pelos organismos internacionais competentes e as possíveis consequências para as pessoas e o meio ambiente.

 

“A partir dessa visão, tentarei esclarecer as consequências que são esperadas para o setor nuclear no Brasil e no mundo”, diz. A intenção é repassar de forma ordenada uma grande quantidade de informações disponíveis em diversas fontes, como jornais especializados, revistas e internet”, diz ele, acrescentando que também deverá fazer comentários sobre as conclusões da Conferencia Ministerial sobre Fukushima, realizada de 20 a 24 de junho, em Viena, da qual participou.

 

Marcuzzo do Canto baseia sua convicção de que o mundo não abandonará de todo a energia nuclear no fato de que muitos países precisam dela. “A demanda de energia mundial vai obrigar algumas nações a continuar com a produção nucleoelétrica, pois é a única fonte com densidade de energia suficiente para atender suas necessidades”, explica. “As fontes ditas alternativas como eólica e solar certamente podem desempenhar um papel importante, mas não têm densidade energética capaz de atender grandes demandas.”

 

No caso do Brasil, Marcuzzo do Canto diz que o País tem grandes possibilidades com a biomassa e, portanto, faz sentido imaginar que na matriz energética nacional a energia nuclear nunca terá papel preponderante. Apesar disso, ressalta que ela é importante para o Brasil. “Só existem três países no mundo que têm, ao mesmo tempo, a capacidade tecnológica de desenvolver o ciclo completo do combustível nuclear e reservas consideráveis de urânio”, diz. “Esses países são Estados Unidos, Rússia e o nosso. Dessa forma, não faz sentido abrirmos mão de tamanha riqueza.”

 

Há outra razão para que o País não despreze essa forma de energia. “Tecnologia nuclear não se compra, ou se desenvolve internamente ou se abre mão dela”, explica. “Portanto, é importante que o Brasil dê continuidade ao seu programa nuclear. O desenvolvimento do projeto do reator multipropósito brasileiro é um passo importante nessa direção. O aumento da capacidade cientifica, tecnológica e industrial no setor nuclear é também fundamental para garantir o Brasil quanto a outras aplicações da energia nuclear, principalmente na indústria e na saúde.”

Fonte: Jornal da Ciência


31 de março de 2011 | nenhum comentário »

Greenpeace defende paralisação do programa nuclear brasileiro

A organização não governamental (ONG) Greenpeace, que milita na defesa do meio ambiente, reafirmou na quarta-feira (30) que é contra as usinas nucleares brasileiras. O coordenador da campanha de energias renováveis da ONG, Ricardo Baitelo, disse à Agência Brasil que, após a tragédia no Japão, “mais do que nunca é o momento certo para rever todos os padrões de segurança das usinas ao redor do mundo”. Ele participou de audiência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sobre segurança no complexo nuclear de Angra dos Reis.

“Nós precisamos paralisar o programa nuclear brasileiro. Acreditamos não só na paralisação momentânea, mas também que a construção de Angra 3 não é necessária para a matriz energética brasileira”. Enfatizou que o país possui opções mais baratas, mais limpas e mais seguras de geração de energia, que podem ser construídas mais rapidamente, para atender à demanda crescente.

Ricardo Baitelo reconheceu que, tecnologicamente, há diferenças entre as usinas nucleares brasileiras e as de Fukushima, no Japão, atingidas pelo violento terremoto seguido de tsunami no último dia 11. “No caso de Angra, a gente não tem um risco tão grande de tsunami e terremoto, mas a usina está sobre uma falha geológica e você não pode dizer que aquilo nunca vai acontecer. O Brasil já teve um terremoto de 5,2 graus [na escala Richter, em São Paulo, em 1980] e as usinas de Angra foram projetadas para suportar tremores até 6,5 graus”, recordou.

Segundo Baitelo, o problema mais grave em Angra dos Reis diz respeito à instabilidade do terreno onde as usinas estão assentadas, sujeito a deslizamentos após chuvas fortes, como sucedeu na região há um ano, bloqueando a única estrada por onde a população poderia ser evacuada em caso de acidente nuclear, que é a Rio-Santos (BR-101).

Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil

psycho move

30 de março de 2011 | nenhum comentário »

Por mais segurança, Angra pode receber hidrelétrica

Eletronuclear avalia construir instalação para abastecer usinas nucleares. Medidas em análise, após acidente no Japão, incluem ainda um novo estudo de encostas e de riscos de deslizamentos.

 

A Eletronuclear avalia construir uma central hidrelétrica de pequeno porte para abastecer as usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio, em casos de emergência e, assim, aumentar a segurança de suas operações.

 

A estatal quer ainda contratar uma consultoria externa para rever o monitoramento das encostas próximas às três usinas – Angra 1 e 2 já operam, e a número 3 está em construção.

 

Outra medida em análise para aumentar a segurança das instalações é a construção de uma linha de transmissão de energia exclusiva para a usina. A energia produzida pela hidrelétrica seria direcionada para a central nuclear em casos de falha no sistema de abastecimento.

 

Atualmente, as usinas nucleares contam com 12 geradores a diesel, que podem alimentar as bombas de resfriamento dos reatores.

 

São bombas semelhantes às que vêm sendo utilizadas nas usinas de Fukushima, no Japão, afetadas pelo tsunami que atingiu o país asiático. A energia da nova hidrelétrica seria mais um item de segurança, além dos geradores.

 

“Pode haver um cenário, pouquíssimo provável, de perder todos os geradores de emergência”, afirmou o assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães.

 

Construídas próximo a encostas, as usinas também correm o risco de que deslizamentos danifiquem instalações auxiliares, como depósitos de rejeitos. Os reatores estão protegidos por prédios blindados resistentes a terremotos, disse a Eletronuclear. A estatal monitora oito pontos nas encostas, áreas apontadas como de risco.

 

“Um acidente como o do Japão sempre nos faz trazer para agora algumas ações que são feitas de tempos em tempos. Não vamos nos limitar às nossas certezas. Queremos que outros especialistas confirmem o que estamos fazendo”, disse Diógenes Alves, gerente de engenharia civil da Eletronuclear.

 

Folha de São Paulo






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Quase 25% do solo do planeta já sofreu alguma deterioração

O problema ambiental não está apenas na água ou no ar. De acordo com um relatório da Nações Unidas, 24% do solo do planeta já sofreu algum tipo de deterioração.

A informação é do relatório anual do Unep (Programa de Ambiente das Nações Unidas), divulgado no último dia 12.

O texto mostra que práticas recentes (nos últimos 25 anos) especialmente na atividade agrícola têm estragado e poluído o solo em diversas partes do planeta.

De acordo com o documento, a erosão provocada pela agricultura é até cem vezes mais intensa do que o processo erosivo “natural” do solo.

O problema disso é que o solo com erosão perde uma quantidade significativa de carbono para atmosfera -componente importante para o crescimento vegetal.

O Unep manifestou ainda uma preocupação com as usinas nucleares que estão sendo desativadas desde o acidente em uma usina nuclear de Fukushima, no Japão.

Em março de 2011, a usina foi atingida por um terremoto seguido de um tsunami e houve vazamento nuclear. Desde então, vários países declararam que fechariam suas usinas nucleares.

De acordo com o documento das Nações Unidas, 138 reatores foram fechados apenas neste ano, em 19 países.

Os desmantelamento dos reatores -que tem alto risco de contaminação do solo e custa cerca de 10% a 15% da implantação da usina- só foi concluída em 17 deles.

Fonte: Sabine Righetti, São Paulo, Folha.com


28 de dezembro de 2011 | nenhum comentário »

Desastres naturais ameaçam o mundo que está despreparado, adverte agência britânica

O mundo está “perigosamente” despreparado para lidar com futuros desastres naturais, advertiu a agência de desenvolvimento internacional da Grã-Bretanha. A agência britânica informou que o despreparo é causado pela ausência de contribuição dos países ricos ao fundo de emergência mundial.

O fundo de emergência é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), criada como resposta a tsunamis, com o objetivo de auxiliar regiões afetadas por desastres naturais.

De acordo com informações de funcionários da ONU, o fundo emergencial sofre com um déficit equivalente a R$ 130,5 milhões para 2012.

A escassez do fundo, segundo especialistas, tem relação direta com a série de tragédias naturais que ocorreram ao longo de 2011, como o tsunami seguido por terremoto no Japão; a sequência de tremores de terra na Nova Zelândia, enchentes no Paquistão e nas Filipinas e fome no Chifre da África.

Na segunda-feira (26) peritos japoneses e estrangeiros concluíram que medidas de precaução adequadas poderiam ter evitado os acidentes radioativos, na Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, em 11 de março deste ano. Na ocasião, um terremoto seguido por tsunami causou danos nos reatores da usina provocando explosões e vazamentos.

A conclusão foi divulgada durante um painel de peritos no Japão. Nos debates, os especialistas disseram que os acidentes demonstraram a necessidade de ampliar as medidas de prevenção referentes às ações de emergência relativas à usina. Segundo eles, houve falhas no que se refere às influências de terremotos e tsunamis na estrutura física da usina. 

Fonte: Renata Giraldi/ Agência Brasil


29 de junho de 2011 | nenhum comentário »

Consequências de Fukushima

Acidente deve causar uma parada nos programas nucleares de vários países, mas não decreta o fim dessa forma de produção de energia, nem no Brasil.

O acidente nuclear na usina de Fukushima, causado por um terremoto seguido de tsunami, que atingiram o Japão no dia 11 de março passado, deve causar uma parada acentuada nos programas nucleares de vários países, mas não decretará o fim dessa forma de produção de energia, nem no Brasil.
A opinião é do engenheiro civil e Ph. D. em Engenharia Nuclear, Odilon Antonio Marcuzzo do Canto, presidente da Secao Latino-Americana da Sociedade Americana de Energia Nuclear (LAS/ANS).
Ele fala sobre o assunto em sua conferência Olhando para o futuro após o acidente de Fukushima, que profere na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que se realiza de 10 a 15 de julho, na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia (GO).

 

Marcuzzo do Canto vai discorrer sobre as iniciativas tomadas pelas autoridades japonesas e pelos organismos internacionais competentes e as possíveis consequências para as pessoas e o meio ambiente.

 

“A partir dessa visão, tentarei esclarecer as consequências que são esperadas para o setor nuclear no Brasil e no mundo”, diz. A intenção é repassar de forma ordenada uma grande quantidade de informações disponíveis em diversas fontes, como jornais especializados, revistas e internet”, diz ele, acrescentando que também deverá fazer comentários sobre as conclusões da Conferencia Ministerial sobre Fukushima, realizada de 20 a 24 de junho, em Viena, da qual participou.

 

Marcuzzo do Canto baseia sua convicção de que o mundo não abandonará de todo a energia nuclear no fato de que muitos países precisam dela. “A demanda de energia mundial vai obrigar algumas nações a continuar com a produção nucleoelétrica, pois é a única fonte com densidade de energia suficiente para atender suas necessidades”, explica. “As fontes ditas alternativas como eólica e solar certamente podem desempenhar um papel importante, mas não têm densidade energética capaz de atender grandes demandas.”

 

No caso do Brasil, Marcuzzo do Canto diz que o País tem grandes possibilidades com a biomassa e, portanto, faz sentido imaginar que na matriz energética nacional a energia nuclear nunca terá papel preponderante. Apesar disso, ressalta que ela é importante para o Brasil. “Só existem três países no mundo que têm, ao mesmo tempo, a capacidade tecnológica de desenvolver o ciclo completo do combustível nuclear e reservas consideráveis de urânio”, diz. “Esses países são Estados Unidos, Rússia e o nosso. Dessa forma, não faz sentido abrirmos mão de tamanha riqueza.”

 

Há outra razão para que o País não despreze essa forma de energia. “Tecnologia nuclear não se compra, ou se desenvolve internamente ou se abre mão dela”, explica. “Portanto, é importante que o Brasil dê continuidade ao seu programa nuclear. O desenvolvimento do projeto do reator multipropósito brasileiro é um passo importante nessa direção. O aumento da capacidade cientifica, tecnológica e industrial no setor nuclear é também fundamental para garantir o Brasil quanto a outras aplicações da energia nuclear, principalmente na indústria e na saúde.”

Fonte: Jornal da Ciência


31 de março de 2011 | nenhum comentário »

Greenpeace defende paralisação do programa nuclear brasileiro

A organização não governamental (ONG) Greenpeace, que milita na defesa do meio ambiente, reafirmou na quarta-feira (30) que é contra as usinas nucleares brasileiras. O coordenador da campanha de energias renováveis da ONG, Ricardo Baitelo, disse à Agência Brasil que, após a tragédia no Japão, “mais do que nunca é o momento certo para rever todos os padrões de segurança das usinas ao redor do mundo”. Ele participou de audiência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sobre segurança no complexo nuclear de Angra dos Reis.

“Nós precisamos paralisar o programa nuclear brasileiro. Acreditamos não só na paralisação momentânea, mas também que a construção de Angra 3 não é necessária para a matriz energética brasileira”. Enfatizou que o país possui opções mais baratas, mais limpas e mais seguras de geração de energia, que podem ser construídas mais rapidamente, para atender à demanda crescente.

Ricardo Baitelo reconheceu que, tecnologicamente, há diferenças entre as usinas nucleares brasileiras e as de Fukushima, no Japão, atingidas pelo violento terremoto seguido de tsunami no último dia 11. “No caso de Angra, a gente não tem um risco tão grande de tsunami e terremoto, mas a usina está sobre uma falha geológica e você não pode dizer que aquilo nunca vai acontecer. O Brasil já teve um terremoto de 5,2 graus [na escala Richter, em São Paulo, em 1980] e as usinas de Angra foram projetadas para suportar tremores até 6,5 graus”, recordou.

Segundo Baitelo, o problema mais grave em Angra dos Reis diz respeito à instabilidade do terreno onde as usinas estão assentadas, sujeito a deslizamentos após chuvas fortes, como sucedeu na região há um ano, bloqueando a única estrada por onde a população poderia ser evacuada em caso de acidente nuclear, que é a Rio-Santos (BR-101).

Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil

psycho move

30 de março de 2011 | nenhum comentário »

Por mais segurança, Angra pode receber hidrelétrica

Eletronuclear avalia construir instalação para abastecer usinas nucleares. Medidas em análise, após acidente no Japão, incluem ainda um novo estudo de encostas e de riscos de deslizamentos.

 

A Eletronuclear avalia construir uma central hidrelétrica de pequeno porte para abastecer as usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio, em casos de emergência e, assim, aumentar a segurança de suas operações.

 

A estatal quer ainda contratar uma consultoria externa para rever o monitoramento das encostas próximas às três usinas – Angra 1 e 2 já operam, e a número 3 está em construção.

 

Outra medida em análise para aumentar a segurança das instalações é a construção de uma linha de transmissão de energia exclusiva para a usina. A energia produzida pela hidrelétrica seria direcionada para a central nuclear em casos de falha no sistema de abastecimento.

 

Atualmente, as usinas nucleares contam com 12 geradores a diesel, que podem alimentar as bombas de resfriamento dos reatores.

 

São bombas semelhantes às que vêm sendo utilizadas nas usinas de Fukushima, no Japão, afetadas pelo tsunami que atingiu o país asiático. A energia da nova hidrelétrica seria mais um item de segurança, além dos geradores.

 

“Pode haver um cenário, pouquíssimo provável, de perder todos os geradores de emergência”, afirmou o assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães.

 

Construídas próximo a encostas, as usinas também correm o risco de que deslizamentos danifiquem instalações auxiliares, como depósitos de rejeitos. Os reatores estão protegidos por prédios blindados resistentes a terremotos, disse a Eletronuclear. A estatal monitora oito pontos nas encostas, áreas apontadas como de risco.

 

“Um acidente como o do Japão sempre nos faz trazer para agora algumas ações que são feitas de tempos em tempos. Não vamos nos limitar às nossas certezas. Queremos que outros especialistas confirmem o que estamos fazendo”, disse Diógenes Alves, gerente de engenharia civil da Eletronuclear.

 

Folha de São Paulo